Saúde Reprodutiva

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Violência institucional no âmbito da saúde reprodutiva : a percepção de mulheres usuárias do SUS, na cidade de Natal/RN

Violência institucional no âmbito da saúde reprodutiva : a percepção de mulheres usuárias do SUS, na cidade de Natal/RN

A casuística foi constituída por 401 mulheres, com idade entre 12 e 77 anos, sendo a média de idade 33,4 ± 13,1 anos e mediana do número de filhos de 2,0 (variação 1 a 10 filhos). Essas usuárias foram atendidas por instituições representativas dos três níveis de assistência, na área de saúde reprodutiva, sendo 158 (39,4%) na atenção básica, 139 (34,7%) na média complexidade e 104 (24,1%) na alta complexidade. Quanto à cor da pele (auto-referida), observou-se freqüência de 56,6% (n=227) de pardas. A maior parte da amostra tinha renda mensal de até um salário mínimo (n=217; 54,1%), enquanto que apenas 12 (3%) tinham renda acima de quatro salários mínimos. Em relação à escolaridade, 207 (51,6%) cursaram ou estavam cursando nível correspondente ao ensino fundamental e apenas 14 (3,5%) possuíam ou se encontravam cursando nível universitário. Em relação ao estado civil, a maioria afirmou ser casada ou estar vivendo em união consensual (n=299; 74,6%).
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Feminismo negro: raça, identidade e saúde reprodutiva no Brasil (1975-1993).

Feminismo negro: raça, identidade e saúde reprodutiva no Brasil (1975-1993).

No trecho destacado, a principal questão colocada pelos depoimentos das três feministas negras na CPMI foi a ausência de dados estatísticos confiáveis sobre a prática da esterilização nas mulheres negras. Embora esse argumento corrobore os dados da PNAD de 1986 acerca do maior índice da esterilização cirúrgica no Nordeste, especialmente no Maranhão, essas militantes criticaram a maneira como esses dados foram analisados na pesquisa. Para elas houve um erro quantitativo da PNAD pelo fato de o documento não ter incluído nas estatísticas oficiais a esterilização involuntária, relacionada à presença de doenças que interferem diretamente na saúde reprodutiva da mulher, como hipertensão arterial, câncer de colo do útero e miomas uterinos. 71 Tais dados indicariam o aumento
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Saúde sexual e saúde reprodutiva no cárcere

Saúde sexual e saúde reprodutiva no cárcere

Resumo: O artigo trata do acesso à saúde sexual e saúde reprodutiva das mulheres em privação de liberdade no Presídio Feminino de Florianópolis, a partir dos direitos sexuais e direitos reprodutivos, numa perspectiva interseccional de gênero e de integralidade de saúde das mulheres. Existe uma histórica omissão dos poderes públicos às mulheres encarceradas, que não as vêem como detentoras de direitos e de especificidades advindas das questões de gênero. As mulheres são tratadas como ‘presos que menstruam’, sendo suas particularidades resumidas à diferença biológica, seus direitos são violados desde a construção de unidades prisionais projetadas para os homens, até a atenção a direitos essenciais, como saúde, educação, trabalho, preservação de vínculos familiares e (re)socialização. A metodologia da pesquisa foi qualitativa e de cunho etnográfico, com destaque às narrativas das mulheres e profissionais da Instituição. O percurso metodológico adotado é detalhado para dar visibilidade à construção e análise dos dados, assim como ao campo de pesquisa. Palavras- chaves: Saúde Sexual e Saúde Reprodutiva, Presídio Feminino, Gênero.
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Vigilância à saúde reprodutiva na Estratégia Saúde da Família.

Vigilância à saúde reprodutiva na Estratégia Saúde da Família.

O levantamento de dados específicos das gestantes ocor- reu por meio do preenchimento da Ficha de Acompanhamento da Gestante (Ficha B-Ges), que contém: a data da última menstruação; a data provável de parto; a data da imuniza- ção antitetânica; o estado nutricional da gestante; a data da consulta pré-natal; os fatores de risco gestacional; o número de nascidos vivos, natimorto e aborto na última gestação; e a data da consulta de puerpério. Outras informações, em saúde reprodutiva, foram sistematizadas no Relatório da Situação de Saúde e Acompanhamento das Famílias (Relatório SSA2), que contempla: número de gestantes cadastradas e acompanhadas pelo serviço; número de gestantes com esquema vacinal de antitetânica atualizado; número de gestantes que realizaram a consulta de pré-natal no mês; número de gestantes que inicia- ram o pré-natal no primeiro trimestre de gravidez; número das com idade inferior a 20 anos e cadastradas no SISPRENATAL. A prática abrangente de vigilância à saúde entende o terri- tório como lócus onde ocorrem as relações sociais de produção e de reprodução social. As práticas profissionais devem estar imersas nesse contexto. Isso pressupõe o esquadrinhamento dos territórios, segundo a lógica das relações entre condições de vida, saúde e acesso aos serviços de saúde 4 .
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Desigualdades na saúde reprodutiva das mulheres no Paraná.

Desigualdades na saúde reprodutiva das mulheres no Paraná.

As desigualdades sociais afetam especial- mente as mulheres no mundo em desen- volvimento, com reflexos sobre a saúde das mulheres e sobre os indicadores de saúde reprodutiva. Este estudo objetiva identifi- car as desigualdades sociais e em saúde reprodutiva das mulheres no Estado do Paraná. Desenvolveu-se estudo ecológico cujas unidades de análise foram os muni- cípios paranaenses agregados em áreas homogêneas segundo indicadores socio- econômicos gerais e da inserção social fe- minina com base nas técnicas de análise multivariada. Foram calculados os indica- dores sociais de gênero a partir do banco de dados do Censo/IBGE 2000 e de saúde reprodutiva (qüinqüênio 1998-2002) cons- truídos a partir dos dados dos sistemas de informação do SUS, para estes agrupa- mentos. Calculou-se a Razão entre Taxas para medir as desigualdades sociais de gênero e a Variância das Médias Brutas para medir as desigualdades em saúde reprodutiva das mulheres entre os grupos de municípios. Verificou-se dentre os re- sultados que existem profundas diferenças nos indicadores de saúde reprodutiva das mulheres entre os municípios, tanto na tipologia socioeconômica como na inser- ção social das mulheres. Os agrupamen- tos socioeconômicos 4 e 5 apresentaram em geral indicadores de saúde reprodutiva feminino mais desfavoráveis. Estes dois grupos envolvem 160 municípios (40% do total do Estado) e uma população de 1,4 milhões de pessoas. Estes municípios es- tão concentrados em 9 das 22 regionais de saúde do Estado. Foram identificadas di- ferenças sociais de gênero com desvanta- gens para as mulheres. O permanente dimensionamento das desigualdades em saúde reprodutiva no Paraná poderá auxi- liar na tomada de decisões no sentido de revertê-las.
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A Biblioteca Virtual de Saúde Reprodutiva: dando voz ao usuário

A Biblioteca Virtual de Saúde Reprodutiva: dando voz ao usuário

A fundamentação teórica deste estudo baseia-se em pensadores que analisam as culturas modernas e pós-modernas, enfocando as tecnologias da informação e comunicação. Essas tecnologias têm adquirido destaque nos campos da pesquisa acadêmica e da ciência da informação. Com a intenção de aproximar os usuários pesquisadores dos estoques de informação institucionalizada estão sendo criadas as bibliotecas virtuais. A Biblioteca Virtual de Saúde Reprodutiva (BVSR), mantida pela Biblioteca e pelo Departamento de Saúde Materno-Infantil da Faculdade de Saúde Pública da USP, faz parte destas novas tecnologias e encontra-se no centro deste estudo. O objetivo deste trabalho é verificar como está se processando a comunicação entre a BVSR e o seu usuário, pesquisadores da área da saúde reprodutiva, procurando identificar as suas expectativas, se há barreiras nesta comunicação e melhorar as formas de promover uma comunicação interativa para ampliar o significado deste tipo de serviço. O método adotado é de natureza qualitativa e conhecido como grupo focal, que foi aplicado através de três reuniões em salas de chat (Internet relay chat) na Internet. Os resultados apontaram para a pouca divulgação da BVSR e a baixa assimilação da comunicação interativa pela sociedade. Várias sugestões para a melhoria da comunicação da BVSR foram colocadas, como: a criação de um espaço de encontro, integração das bases e outras BVs, disponibilização de fontes validadas, visual mais moderno, com a segmentação de acordo com os perfis de usuários, entre outras.
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A participação do homem na saúde reprodutiva: o que pensam os profissionais de saúde.

A participação do homem na saúde reprodutiva: o que pensam os profissionais de saúde.

É uma prática que foi resgatada e apoiada principalmente pelas recomendações da OMS e que tem, de certa forma apresentado resultados satisfatório. A maternidade é res- ponsabilidade do casal e essas recomendações devem ser aproveitadas para introduzir o homem no acompanhamento da mulher em todo o processo reprodutivo. Os debates de gênero que vem ocorrendo nas últimas três décadas, têm contribuído e repercutido nos modelos de assistência à saú- de. Os serviços podem beneficia-se do enfoque de gênero em todas as esferas da saúde reprodutiva e proporcionar a interação profissional/cliente-homem nas áreas, principal- mente, no planejamento familiar, parto, pós-parto, pós-abor- to e prevenção de violência (5) . De acordo com os discursos
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Desejo, intenção e comportamento na saúde reprodutiva: a prática da cesárea em cidade do Nordeste do Brasil.

Desejo, intenção e comportamento na saúde reprodutiva: a prática da cesárea em cidade do Nordeste do Brasil.

Objetivo: investigar os fatores determinantes da alta incidência do parto cesáreo e a sua inter-relação com a esterilização. Métodos: a pesquisa é parte de estudo multicêntrico sobre saúde reprodutiva no Brasil, realizado de 1998 a 2000, que in- cluiu os estados do Rio Grande do Norte, Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul. Caracterizou-se como longitudinal prospectivo, no qual foram entrevistadas mulheres, provenientes do serviço público e do privado, em três momentos: no início da gravidez (até a 22ª. semana de gestação), no inal (entre 30 e 40 dias antes da data provável do parto) e após o nascimento do bebê (entre 15 e 45 dias pós-parto). As entrevistadas deveriam satisfazer aos critérios de elegibilidade: ter entre 18 e 40 anos e residir e ter o ilho no município de Natal. Foram realizadas 433 entrevistas no primeiro momento, 380 no segundo e 269 no terceiro. Os dados foram submetidos ao teste x 2 a uma signiicância de α=5%, para comprovação
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Educação em saúde reprodutiva: proposta ou realidade do Programa Saúde da Família?.

Educação em saúde reprodutiva: proposta ou realidade do Programa Saúde da Família?.

Observamos que, em um dos municípios, durante as atividades de educação em saúde, a porta da sala manteve-se aberta. Esse fato foi bastante negativo e interferiu em vários aspec- tos do grupo: o barulho externo dificultou a es- cuta das informações e dispersou a atenção do grupo, enquanto que a falta de privacidade ini- biu a participação e a troca de experiências.

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Adenomiose e saúde reprodutiva

Adenomiose e saúde reprodutiva

Introdução: A adenomiose é uma doença frequente, porém subdiagnosticada, caracterizada por uma invasão de endométrio no miométrio. Frequentemente assintomática, pode ser a origem de dismenorreia e hemorragia uterina anormal. É mais prevalente na faixa reprodutiva dos 40-50 anos. Os fatores etiológicos mais frequentemente associados são o parto por cesariana, antecedentes de cirurgia uterina, a multiparidade, e fatores que aumentam os níveis de estrogénios. A ressonância magnética e a ecografia transvaginal vieram permitir uma melhor caracterização da doença, assim como a associação da adenomiose com a infertilidade feminina. Contudo ainda não existem critérios definidos para o diagnóstico.
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Relato de mães sobre o diálogo acerca da saúde sexual e reprodutiva com suas filhas adolescentes

Relato de mães sobre o diálogo acerca da saúde sexual e reprodutiva com suas filhas adolescentes

A saúde reprodutiva é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não de mera ausência de doença ou enfermidade, em todos os aspectos relacionados ao sistema reprodutivo, suas funções e processos. A saúde reprodutiva implica, por conseguinte, que a pessoa possa ter uma vida sexual segura e satisfatória, tendo a capacidade de reproduzir e a liberdade de decidir sobre quando e quantas vezes deve fazê-lo. Está implícito nesta última condição o direito de homens e mulheres de serem informados e de terem acesso aos métodos eficientes, seguros, aceitáveis e financeiramente compatíveis de planejamento familiar, assim como a outros métodos de regulação da fecundidade a sua escolha e que não contrariem a lei, bem como o direito de acesso a serviços apropriados de saúde que propiciem às mulheres as condições de passar com segurança pela gestação e parto, proporcionando aos casais uma chance melhor de ter um filho sadio.
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Um estudo de recepção sobre as tele-consultas médicas

Um estudo de recepção sobre as tele-consultas médicas

interpretativas dos programas, isto é, das instruções propostas pela emissão. Realizamos um trabalho etnográfico com um grupo de mulheres, todas elas vizinhas e telespectadoras mais ou menos regulares das emissões estudadas, moradoras num bairro popular da cidade de Salvador, o Engenho Velho de Brotas. Realizamos observações, entrevistas e focus groups e participamos de algumas atividades religiosas e comunitárias. Procuramos metodologias que nos permitissem uma produção abundante e suficientemente espontânea de depoimentos em contextos similares àqueles em que o consumo de tevê se dá na vida dessas pessoas, em família e em casa, assumindo a inevitável artificialidade da situação de inquérito. Os depoimentos foram recolhidos através de entrevistas semi-dirigidas e grupos focais. As entrevistas, que eram realizadas nas casas das informantes, foram longas conversas descontraídas que versavam sobre dois eixos, a televisão, seu consumo, recepção e usos, enfatizando os programas pesquisados, e a saúde reprodutiva, enfatizando-se a menstruação e seus transtornos, práticas de saúde, imaginários e saberes individuais, familiares e sociais. Realizaram-se 15 entrevistas gravadas (de quase uma hora cada uma), numerosas visitas e conversas informais durante os meses que durou nosso trabalho de campo. Os grupos focais eram compostos por 4 ou 5 membros e se reuniam nos domicílios das informantes.
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Simone Monteiro Eliane Vargas Marly Cruz

Simone Monteiro Eliane Vargas Marly Cruz

Dado que a sistematização de publicações sobre DST/Aids produz fon- tes de consulta para o planejamento de intervenções e o desenvolvimento de pesquisas, é importante citar iniciativas nesta direção para além do Banco do Leas e do Catálogo do Projeto Prisma. Na década de 1990 foi editado: 1) o inventário de materiais educativos sobre saúde reprodutiva e educação sexual para adolescentes da Fundação Emílio Odebrecht (1994); 2) o catálogo de ações, produtos e serviços em DST/Aids no local de trabalho, produzido pela CN-DST/Aids (MS, 1997) e 3) o catálogo de organizações comunitárias com centros de documentação em HIV/Aids, editado pela Abia (Abia, 1998). Embora existam particularidades na estruturação dessas listagens, há uma pre- ocupação comum em divulgar as publicações editadas, especificando o título, autor(a), editor, local/ano de publicação, público-alvo, assunto principal e re- sumo da obra. Deve ser salientado que o livro Como Montar um Centro de Docu- mentação: democratização, organização e acesso ao conhecimento (Lopes & Pimenta, 2003) visa estimular ações nesta direção.
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Educação para a sexualidade no primeiro ciclo do ensino básico

Educação para a sexualidade no primeiro ciclo do ensino básico

Na esteira desta evolução e continuando a acompanhar as necessidades especialmente sentidas pelos jovens e adolescentes nestas matérias, a Lei nº 120/99, de 11 de Agosto, consagrou medidas de promoção da Educação Sexual, da saúde reprodutiva e da prevenção de doenças transmitidas por via sexual, bem como relativas à efectivação da interrupção voluntária da gravidez nos casos que esta é legalmente admissível. A aplicação das medidas previstas na Lei n.º 120/99 é da competência dos estabelecimentos de ensino e de saúde, quer através de intervenções específicas quer desenvolvendo acções conjuntas, em associação ou parceria. Tal é o quadro que o presente diploma visa regulamentar. O diploma incorpora matérias referentes à organização da vida escolar, com especial relevância para a intervenção dos serviços especializados de apoio educativo das escolas, à organização curricular, favorecendo uma abordagem integrada e transversal da Educação Sexual, ao envolvimento dos alunos e dos encarregados de educação e as respectivas associações e à formação de professores. A regulamentação da lei estabelece um quadro normativo de intervenção dos estabelecimentos de saúde em matéria de planeamento familiar e de saúde reprodutiva, corporizado em medidas que vêm sendo desenvolvidas neste âmbito. Foram ouvidos os órgãos de Governo próprio das Regiões Autónomas e a Confederação Nacional das Associações de Pais. No desenvolvimento do regime jurídico estabelecido pela Lei n.º 120/99, de 11 de Agosto, e nos termos das alíneas a) e c) do n.º 1 do artigo 198.º da Constituição, o Governo decreta, para valer como lei geral da República, o seguinte:
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A presente coletânea visa estimular a produção de conhecimento na área

A presente coletânea visa estimular a produção de conhecimento na área

Além do acervo do Leas, integram o Banco as publicações do Catálogo do Prisma (Núcleo de Saúde do Adolescente – Nesa/Uerj), do inventário de Materiais Educativos sobre saúde reprodutiva e educação sexual para adolescentes da Fundação Emílio Odebrecht; do Centro de Documenta- ção da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia) e do acervo da Secretaria Municipal de Saúde/RJ. Na ficha catalográfica está assinalado a fonte onde cada material foi encontrado.

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Ciênc. saúde coletiva  vol.11 número1

Ciênc. saúde coletiva vol.11 número1

A segunda parte do livro, que reúne um conjunto de cinco artigos, aborda questões de sexualidade e re- produção; vale-se para tal de pesquisas promovidas com jovens sobre suas experiências cotidianas, abran- gendo questões tais como: heterossexualidade, ho- mossexualidade, posição de universitários em relação ao aborto provocado, drogas, vulnerabilidades e saú- de reprodutiva. Os artigos desse conjunto são: “Dile- mas e desafios em torno do aborto provocado: o dis- curso dos estudantes da Universidade de São Paulo”, “Como os nossos pais? Homens e gerações em três contextos diferentes em Pernambuco”, “Liberdade, sexo e drogas: a vulnerabilidade de homens jovens em camadas populares”, “O cavalgar sem sela: desa- fios na promoção da saúde sexual entre homens jo- vens com práticas homossexuais”, e “Homens de bai- xa renda falam sobre saúde reprodutiva e sexual”.
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Impacto da inserção da temática saúde sexual e reprodutiva na graduação de Medicina.

Impacto da inserção da temática saúde sexual e reprodutiva na graduação de Medicina.

A disciplina de Saúde Reprodutiva, ofertada se- mestralmente a partir de 2006, é parte integrante desse processo e, junto com outros componentes curriculares, passou a ter importância na formação e avaliação das di- ferentes habilidades envolvidas na atenção à saúde sexual e reprodutiva das pessoas. Reconhecer a necessidade desses conhecimentos e habilidades, os pontos fortes, as fragilidades e as lacunas existentes remete a uma avaliação desse processo, ao mesmo tempo em que motiva o envolvimento com a for- mação médica. Neste trabalho, são apresentados os resultados obtidos com a participação dos graduandos do internato de Medicina durante o ano de 2011, como relexo de diversas iniciativas de reorientação curricular, especiicamente no que tange à incorporação das temáticas relacionadas à saúde sexual e reprodutiva.
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Masculinidades e práticas de saúde: retratos da experiência de pesquisa em Florianópolis/SC.

Masculinidades e práticas de saúde: retratos da experiência de pesquisa em Florianópolis/SC.

seu pontapé inicial em agosto deste ano, com o lançamento da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH). Isto reflete a amplitude da temática de homens e serviços, que vem sendo alvo de atenção de pesquisadores/as das mais diversas áreas do Brasil e América Latina (GIFFIN, 2005; ARILHA, 1998; TONELI, 2000; NASCIMENTO, 2005; SCHRAIBER; GOMES; COUTO, 2005). O interesse na América Latina e Caribe por experiências de trabalho com homens, em sexualidade e saúde reprodutiva, vem crescendo nos últimos anos, sobretudo a partir de demandas que têm origem em ações desenvolvidas com mulheres, em diferentes campos (LYRA; MEDRADO, 2005). Em revisão de literatura de pesquisas sobre o tema, Gomes e Ferreira (2006) destacam que a produção encontrada concentra-se na temática da saúde sexual e reprodutiva. Contudo, há um crescente interesse neste assunto nos últimos anos, sobretudo a partir de demandas que têm origem em ações desenvolvidas com mulheres (LYRA; MEDRADO, 2005). Segundo Arilha (2001), o reconhecimento da importância de enfocar os homens na área da saúde reprodutiva deveu-se, em grande parte, à urgência imposta pela pandemia de HIV/Aids, à crescente visibilidade da violência contra mulheres baseadas nas desigualdades de gênero e seu desequilíbrio nas decisões e cuidados no campo da saúde sexual e reprodutiva. Com o aumento da transmissão por via heterossexual, as crescentes taxas de infecção entre mulheres e a consequente mudança do perfil epidemiológico da Aids, os estudos passam a buscar a incorporação da perspectiva de gênero para entender o aspecto relacional da conjugalidade-afetividade e sua conexão com HIV-Aids.
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Cad. Saúde Pública  vol.25 suppl.2

Cad. Saúde Pública vol.25 suppl.2

Três trabalhos abordam aspectos importantes para a atenção em saúde reprodutiva. Heilborn et al. estudam a percepção sobre contracepção entre usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS). Marinho et al. investigam fatores associados ao uso de contraceptivos na iniciação sexual, em três capitais brasileiras. Nagahama desenvolve e aplica instrumento de avaliação da implantação da assistência em contracepção.

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Análise retrospectiva sobre quantitativo de cirurgias de vasectomia versus laqueadura tubária no estado de Sergipe entre 2008 e 2019

Análise retrospectiva sobre quantitativo de cirurgias de vasectomia versus laqueadura tubária no estado de Sergipe entre 2008 e 2019

Ao longo dos anos, percebe-se uma tendência em centralizar o controle da natalidade sob uma perspectiva da figura feminina. Esse pensamento sempre se fez presente, convivendo, no contexto dos anos 70, com os conceitos do planejamento familiar que reforçava os benefícios do controle da prole sob a responsabilidade feminina, sendo apontadado como um bem a saúde da mulher, da família e da sociedade em geral. Em meados dos anos 80, a definição de saúde reprodutiva se tornou mais amplo, dando maior abrangência às relações de gênero que estão engessadas no exercício dos direitos reprodutivos, passando a inserir a ideologia de que o controle da prole deve ser abordado tanto em relação às mulheres como também deverá ser abordado com os homens concomitantemente, colocando a responsabilidade do controle da prole familiar em igual responsabilidade para homens e mulheres (BARZELATTO J e HEMPEL M, 1990; ALVARENGA AT e SCHOR N, 1998; OSIS MJD, 1998; ALCALÁ MJ, 1995).
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