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SER CRIANÇA COM CÂNCER NA BRINQUEDOTECA HOSPITALAR: UM ESTUDO EM MERLEAU-PONTY

SER CRIANÇA COM CÂNCER NA BRINQUEDOTECA HOSPITALAR: UM ESTUDO EM MERLEAU-PONTY

Balancei a cabeça, concordando e confirmando que eu tinha entendido que até então apenas uma criança estava no local. AR virou-se e voltou para a sala da recepção, ela tinha outros afazeres a concluir sobre a decoração com as voluntárias. Continuei ali sentada até escutar um barulho que vinha da casa de bonecas. Mãe e filha brincavam. Arrastando meu corpo no chão para não atrapalhar a conexão entre as duas, me aproximei. Lá estava ela, Íris, três anos, cabelos na altura do pescoço, cachos dourados, pequenina e muito falante, desfilava vestindo um vestido rodado com paetês cor de rosa. Usava uma fantasia de princesa e uma coroa na cabeça que permitiam ser criança, experienciar, ser uma princesa de verdade. Ao andar pelo espaço da brinquedoteca, movimentava seu corpo e fazia com que o vestido rodado balançasse. Suas duas mãos tocavam a saia do vestido em um gesto encantador, como se reconhecesse a etiqueta da realeza e dos contos de fadas. Íris podia ser ali, naquele tempo vivido, tudo o que sua imaginação desejasse e seu ser permitisse. Assim circulava entre as duas salas da brinquedoteca, desde o palco onde estavam os voluntários até a casinha de bonecas, local onde estava sua mãe. Ela era o centro das nossas atenções. Caminhava delicadamente ficando nas pontas dos pés e com as mãos tocava na saia do vestido usando as pontas dos dedos. Andava e percebia nosso olhar encantado a observá-la. Assim, parecia demarcar seu território. Sentou-se novamente ao lado da mãe que estava com os olhos a lacrimejar, próxima a um fogão. O fogão de brinquedo, as frutas, as verduras, as panelas, todo o espaço parecia estar representando algo que ela conhecia bem: seu lar, sua casa, sua rotina. Ao aproximar-se da mãe, falou:
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UMA FILOSOFIA ONTOLÓGICA DA INFÂNCIA E OS EXERCÍCIOS POÉTICOS DE SER CRIANÇA

UMA FILOSOFIA ONTOLÓGICA DA INFÂNCIA E OS EXERCÍCIOS POÉTICOS DE SER CRIANÇA

O presente trabalho tem por objetivo a leitura do livro Exercícios de Ser Criança (1999), à luz da filosofia de Gaston Bachelard (1884-1962), principalmente pelo significado teórico que a infância toma nas poéticas do Devaneio e do Espaço. Exercícios de ser criança (1999), primeiro livro do poeta Manoel de Barros publicado com a classificação infanto-juvenil, recupera as principais características do programa poético manoelino: a aversão ao utilitarismo da linguagem, o universo infantil como temática central, o devaneio como exercício poético. Assim, temas como brincadeiras, travessuras e o modo próprio de como a criança vive o devaneio são recorrentes em toda a obra. Neste sentido, busca-se compreender como Manoel de Barros, por meio de seu fazer poético, toma a infância como signo de eterno retorno a um tempo que, a priori, é irrecuperável, mas que através dos exercícios poéticos de ser criança, torna-se um espaço permanentemente imóvel, de recordação, de revisitação. A infância como espaço de memória e criação poética.
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O ser criança na educação infantil: o desvelar do discurso docente

O ser criança na educação infantil: o desvelar do discurso docente

Hoje a criança da educação infantil, a gente tenta dá... todo um... um aparato pra elas, por que? Por que já... na questão do CEMEI, a maioria das crianças ficam aqui nove, dez horas por dia, então a gente tenta ser: amiga, educadora, professora e as vezes gente acaba fazendo o papel de mãe porque tem muitas coisas que acabam pra gente do que teria que acontecer. A criança hoje no CEMEI ela consegue ser criança, mais ela é criança com responsabilidade. Então, assim, a gente tenta fazê o máximo possível pra que elas continuem sendo crianças, mais infelizmente a gente tem que, é... buscar uma responsabilidade maior delas, porque é uma coisa que cobram da gente e infelizmente a gente tem que cobrar mais delas. Então, criança no CEMEI hoje, tem: tem liberdade pra brincar, tem porque a gente dá isso pra elas, esse espaço pra elas. Mais, hoje isso é... é bem diferente de alguns anos atrás. Então é assim, a gente tenta dá todo o aparato possível, mais assim eles continuam sendo criança, só que com um pouquinho mais com responsabilidade de adulto, que são horários que às vezes eles têm que cumprir que num caberia na rotina deles, porque criança tem que... além de divertir, a gente dá diversão com pequenos horários, com uma roti... uma pré-estabelecida. Eu vejo a infância hoje muito diferente do que era antigamente, e antigamente a gente conseguia ser ainda mais responsável porque essa infância com responsabilidade de adulto que eu falo é porque a infância hoje ela tá carretada na responsabilidade dos pais, ou seja, todo mundo trabalha, as vezes a criança chega criança chorando, cansada, queria ficar em casa, mas são responsabilidade terceirizadas que as pessoas dão pra elas. Então aqui a gente tenta suprir o máximo pro filho, pra eles continuarem sendo criança.
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O Ser Criança e Sua Representação na Obra Literária infância de Graciliano Ramos

O Ser Criança e Sua Representação na Obra Literária infância de Graciliano Ramos

Gilberto Freyre, escritor brasileiro com uma vasta obra, escreveu “Sobrados e Mucambos” (2004), publicado originalmente em 1936. Nele, Freyre dedicou um capítulo para tratar da relação social da criança na família e na sociedade da época. Nesse capítulo, intitulado “O pai e o filho”, Freyre traça, com maestria, um panorama de como se dava a relação da criança com os adultos das casas-grandes, dos sobrados e mucambos com a educação familiar ou jesuítica das crianças, num patriarcado conservador e tradicional instaurado no cerne do sistema colonial brasileiro, atravessando o tempo e desembarcando nos sobrados urbanos na passagem da sociedade colonial para a industrial no período imperial brasileiro. Com riqueza de detalhes, Gilberto Freyre narra como a meninice nas sociedades patriarcais é curta. Aponta que muito reduzida é a distância social entre o adulto e a criança. O homem feito é muito prestigiado nessas sociedades, logo a criança deixa suas meninices para “amadurecer morbidamente, antes do tempo”. Na criança é inculcada a vergonha e a inferioridade de ser menino, de ser criança. “Quebram-se logo as asas do anjo”. A criança é forçada a um amadurecimento social precoce para imitar o adulto desde a adolescência. “E desse modo se atenua o antagonismo entre o menino e o homem, entre o pai e o filho” (FREYRE, 2004, p. 177).
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"Tratado" e Exercício de ser criança: a infância entre versos, rimas e tintas.

"Tratado" e Exercício de ser criança: a infância entre versos, rimas e tintas.

Aguiar e Ceccantini assinalam que, na obra de Barros, em análise, está enfatizada “a postura do adulto (capaz de reinaugurar a linguagem, por certo), que concebe uma imagem de infância associada à pureza dos sentimentos mais arcaicos e espontâneos, percebida de fora, de modo adultocêntrico” (Aguiar e Ceccantini, 2012, p. 334). Observam que a “inadequação dos poemas ao leitor previsto pelo livro, daí, decorrente, nesse caso é atenuada pela proposta gráfico-editorial, pela escolha do material, pela disposição do texto e pela qualidade das ilustrações” (Aguiar e Ceccantini, 2012, p. 334). As ilustrações são organizadas a partir de bordados coloridos e alegres, com linhas brilhantes e acetinadas, compostos por várias bordadeiras (Antônia Zulma Diniz, Ângela, Marilu, Martha e Sávia Dumont sobre desenhos de Demóstenes). O conjunto da obra resulta num trabalho criativo, lúdico e estético, que capta a atenção do leitor. Já no texto “A menina avoada”, também parte do livro Exercício de ser criança, o eu lírico revisita o passado:
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MODOS DE SER CRIANÇA NO QUILOMBO MATO DO TIÇÃO – JOABOTICATUBAS - MG

MODOS DE SER CRIANÇA NO QUILOMBO MATO DO TIÇÃO – JOABOTICATUBAS - MG

O estudo procura compreender os modos de ser criança na Comunidade Quilombola de Mato do Tição localizada em Jaboticatubas-MG. Através da observação participante, registros fotográficos, desenhos elaborados pelas crianças, entrevistas e outros recursos metodológicos, observei, dialoguei e interagi com meninas e meninos em seu cotidiano de aprendizagens no festejar, no brincar, no convívio com os mais velhos, nas expressões de religiosidade e nas relações com o meio em que vivem. Partindo-se da compreensão de que as crianças são atores sociais, produtoras de cultura e possuidoras de saberes próprios, descrevi e analisei as diversas possibilidades de aprendizagens nas quais elas se encontram; como se inserem nesse contexto em que os conhecimentos tradicionais e a cultura própria do Mato do Tição vai sendo aprendida e ressignificada por uma nova geração que tem a possibilidade de viver e conviver em um lugar marcado por uma diversidade de experiências, visões de mundo e valores ancestrais vivenciados e partilhados pelo grupo. O extenso calendário festivo, a circulação nos diversos espaços do quilombo e seu entorno, as brincadeiras, a realização de tarefas domésticas bem como a participação em projetos e oficinas realizadas na comunidade permite às crianças um modo singular de viver sua infância, elaborando e reelaborando suas identidades de crianças do Mato do Tição e quilombolas; reafirmando seu pertencimento no grupo e sendo crianças com muita ludicidade e intensidade. Palavras chaves: QUILOMBO – CRIANÇA QUILOMBOLA – CULTURA – IDENTIDADE – APRENDIZAGEM
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Eficácia de intervenções educativas na saúde oral da criança : proposta para o projeto Ser Criança

Eficácia de intervenções educativas na saúde oral da criança : proposta para o projeto Ser Criança

Ao longo dos anos tem-se assistido a uma crescente e efetiva integração e participação da saúde oral no conceito de saúde geral. A ausência de intervenções educativas infantis, assim como a aplicação de estratégias comportamentais ainda são consideradas lacunas na sociedade atual. O objetivo geral desta dissertação passou pela análise da eficácia das intervenções educativas na saúde oral da criança, sendo também proposto uma estratégia para o Projeto “Ser Criança”. Como resultado da revisão narrativa das intervenções educativas é crucial realçar que a maior parte das atividades lúdicas são proveitosas na transmissão de valores motivacionais. O recurso aos jogos didáticos, exploração de macro modelos odontológicos, o teatro e a música são exemplos válidos destas atividades. Também as intervenções baseadas em meios digitais (aplicações informáticas e internet) provam ser uma constante demonstração de sucesso para o crescimento pessoal e cognitivo das crianças. A aposta numa ferramenta digital dirigida aos ensinos pré-escolar e escolar, através de uma vertente web-base permite, especialmente no contexto de pandemia que se vive atualmente, o acesso imensurável a múltiplas possibilidades . A proposta para o Projeto “Ser Criança” envolve a elaboração de um site - “Ser Criança - Aprender a Sorrir” dirigido para os três grupos-alvo: crianças, pais e educadores/professores. Com esta proposta, espera-se que crianças, famílias e comunidades escolares melhorem hábitos comportamentais relativos à saúde oral e que, de certa forma, funcionem como um todo na apreensão de conhecimento, prevenção e adesão a intervenções educacionais. A educação de futuras gerações que envolva estratégias interventivas educativas aliciantes, didáticas e, acima de tudo pedagógicas pode revolucionar o atual panorama de ensino, principalmente na medicina dentária.
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EXERCÍCIOS DE IMAGINAR – UMA LEITURA DE EXERCÍCIOS DE SER CRIANÇA DE MANOEL DE BARROS

EXERCÍCIOS DE IMAGINAR – UMA LEITURA DE EXERCÍCIOS DE SER CRIANÇA DE MANOEL DE BARROS

O título da obra indicia que Barros trata do que ele afirma serem “exercícios” característicos da criança. Segundo Ferreira (1986, p.209) a palavra exercício significa: “1. Ato de exercer, prática, ou uso a fim de desenvolver ou melhorar uma capacidade ou habilidade”. Neste sentido, Barros não utiliza “Exercícios de criança”, em que se entenderia tratar-se de atividades próprias, características de uma determinada faixa etária. Compõe a expressão: “Exercícios de ser criança”, enfatizando, desta forma, a essência fundamental dessa faixa etária. Embora o leitor (ideal, pressuposto), a criança, deva saber exatamente as atividades e postura a que se refere o título, o recurso linguístico provoca uma aproximação com o leitor e cria um perfil identitário, abrindo a possibilidade de que outras pessoas que não se enquadrem nessa qualificação possam da mesma maneira assumir essa essência e praticá-la.
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A infância no Bairro do Lagarteiro: modos de ser criança em territórios de exclusão

A infância no Bairro do Lagarteiro: modos de ser criança em territórios de exclusão

Para estas crianças, o Bairro do Lagarteiro não faria sentido sem a existência de uma escola. A EB1/JI do Lagarteiro como espaço físico (portão, muros, salas e telhados) é muito referenciada, assim como todos os que dela fazem parte, designadamente os professores e funcionários. Todas estas personagens e materiais são comummente mencionados como pequenas peças de um todo menor, a escola, que se encaixam no enorme puzzle que é o Bairro. Para o grupo que participou nesta investigação, a escola também é sinónimo de ser criança. Na sua opinião, as crianças gostam e frequentam a escola, ainda que existam algumas que se queiram apressar a crescer para dela sair:
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O ser criança no cenário da infância pós-moderna hiper-realizada

O ser criança no cenário da infância pós-moderna hiper-realizada

O século XX, marcado pela consolidação do progresso técnico e científico, lança o homem em um novo cenário, com consequentes repercussões em seus modos de ser. As crianças, seres históricos e ativos, desenvolvem-se nesta conjuntura. Uma parcela desta população insere-se em um contexto que pode ser denominado de infância hiper- realizada, marcado pela realidade virtual, ritmo de vida acelerado, apelo ao consumo, excesso de informações e altas expectativas de desempenho e sucesso. A despeito do lapso temporal, o filósofo Martin Heidegger traz contribuições para uma reflexão sobre a experiência destas crianças a partir da discussão sobre a “Questão da Técnica”. O objetivo deste trabalho é, portanto, compreender, em uma perspectiva heideggeriana, a experiência de algumas crianças que vivem no contexto pós-moderno da infância hiper- realizada. O estudo apresenta um delineamento fenomenológico com enfoque exploratório e compreensivo. A pesquisa contou com oito participantes, com idades entre sete e nove anos, estudantes de escola privada do município do Natal-RN. Para a construção dos dados foram utilizadas estratégias lúdicas, visando uma aproximação do vivido. A partir de uma compreensão fenomenológica, apreende-se que o sentido de ser criança é associado primordialmente ao brincar e estudar. As relações com os pais refletem as mudanças advindas da pós-modernidade, evidenciando-se, em especial, a confusão ante a falta de parâmetros seguros que sirvam de norte no processo educativo e a solidão frente, principalmente, à ausência paterna no cotidiano dos filhos. O salto para o ciberespaço e o advento da cultura do consumo perpassam as vivências da infância, subvertendo as experiências de tempo e espaço. Nas respostas das crianças ao avanço tecnológico evidencia-se, por vezes, o domínio da impropriedade. Em alguns momentos, entretanto, elas parecem questionar a técnica; na descoberta do mundo em que vivem, experimentam as oportunidades que se apresentam, e conseguem relacionar- se com a técnica como possibilidade, e não como necessidade. Assim sendo, ressalta-se a necessidade de abertura para compreender os sentidos de ser criança para aqueles que já nasceram na Era da Técnica, pois, somente assim, será possível encontrar caminhos para uma profícua intervenção no âmbito desta relação.
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O tempo de ser criança na contemporaneidade

O tempo de ser criança na contemporaneidade

Este trabalho foi motivado a partir das observações feitas no período de três anos em que atuei como auxiliar e educadora na Escola de Educação Infantil denominada ―Escolinha‖ no município de Cruz Alta, a presente pesquisa não pretende criticar as expectativas dos pais em relação às crianças, entende-se que a modernidade em que a sociedade está inserida cobra resultados devido à competitividade, desta forma percebe-se a preocupação que os pais tem em relação ao futuro de seus filhos. A partir dos relatos feitos pelas crianças onde narram suas experiências com atividades realizadas no período inverso a escola, como futebol, balé, língua estrangeira, Kumon etc. surgiu dessa maneira uma inquietação no que diz respeito a esta questão, seguindo tal perspectiva foi realizado uma pesquisa na qual foram entrevistadas trinta e duas famílias, percebe-se que as crianças estão disponibilizadas a realizar múltiplas atividades, portanto o tempo de ser criança acaba sendo minimizado restando um tempo limitado para brincadeiras inerentes a sua idade. Outros fatores abordados no presente trabalho baseados em referências bibliográficas foram a terceirização e o consumismo das crianças pertencentes da sociedade contemporânea. Para uma melhor compreensão sobre a infância atual o trabalho fundamenta-se a partir de referências bibliográficas e pesquisa.
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O ser criança e o papel do jogo terapeutico em consulta de  psicologia

O ser criança e o papel do jogo terapeutico em consulta de psicologia

Décima quarta sessão P. vem a cantar pelo corredor até chegar à sala. Assim que entra diz “hoje tenho que ir embora mais cedo porque tenho um treino”, adianta que não pode vir mais porque vai começar no futebol e os treinos são sempre nas horas da consulta. Segundo a criança a companheira do pai arranjou trabalho e não tem disponibilidade para o trazer às consultas. Vai direito à caixa de ludo e tira o jogo de damas dizendo “hoje vamos jogar às damas e olha que eu sou muito bom jogador”. Enquanto jogava P. ia falando sobre as suas brincadeiras na escola com os colegas, e sobre os seus jogos favoritos de computador. Contou que passou a semana na casa do pai com a companheira do pai e com o irmão. Estava contente por ter passado mais tempo com o irmão. Refere com orgulho que durante essa semana fez sempre os trabalhos de casa sem que tivessem que o mandar. No fim da sessão a companheira do pai pede para falar, explica que só pode trazer P. às consultas até ao final do mês. Contudo diz que este está bem e que considera que ele já não precisa continuar a ser acompanhado.
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Nas artesanias de ser criança em um santuário ecológico - Pantanal (MS)

Nas artesanias de ser criança em um santuário ecológico - Pantanal (MS)

Embora também sejam contadores - e Rayane sabe muitas histórias que mantém seus ouvintes atentos -, estes jovens demonstram gostar de ouvir os mais velhos, talvez porque, nas redes da [r]

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Ser criança na Costa da Lagoa: memórias, brincadeiras e natureza

Ser criança na Costa da Lagoa: memórias, brincadeiras e natureza

A definição da metodologia partiu da concepção de que a comunidade em foco é dinâmica, embora apresente traços culturais singulares e mantidos, de certa maneira, pelas circunstâncias geográficas de sua localização. No decorrer da pesquisa, ao mesmo tempo em que a Costa se mostrava simples, manifestava-se complexa. Cada estada por lá, ainda nos primeiros contatos, gerava dúvidas e trazia problematizações. Para a simplicidade e a complexidade da proposta de pesquisa, a etnografia, com o “olhar de perto e de longe” e o “olhar de dentro e de fora” (MAGNANI, 2002) se configurou como o caminho a ser seguido, com predominância qualitativa e caráter descritivo. A Costa apresenta características peculiares como a não circulação de automóveis, mas está organizada como espaço urbano (edificações contínuas, água encanada, sistema de esgoto, coleta regular de lixo e outros), além de estabelecer um constante contato com a Lagoa. Nesta perspectiva, evitei reificar as relações observadas, como evitei categorizar “urbano” e “não urbano ou rural ou do campo”, considerando que há conotações complexas nestes vocabulários e também porque correria o risco, segundo Velho (1973, p. 92, grifos do autor) de: “[...] perceber a totalidade da experiência destes indivíduos e destes grupos.” De acordo com Velho (1973), as Ciências Sociais evidenciam a existência de diferentes realidades ou níveis de realidade, o que torna cada opinião tão real e concreta como qualquer outro objeto materializado. Estas características justificam a fundamentação do estudo na etnografia urbana de Magnani e na leitura dos textos de Velho (2011, p. 166), evidenciando que:
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O ser criança: percepção de alunas de um curso de graduação em enfermagem.

O ser criança: percepção de alunas de um curso de graduação em enfermagem.

No decorrer da história, a criança tem ocupado diferentes posições, dependendo do valor que a sociedade lhe dava. O historiador Philippe Ariés, em sua obra “História Social da criança e da família”, nos traça uma trajetória de como a criança vem sendo tratada ao longo dos séculos. Ressalta, por exemplo, que a infância sempre esteve ligada à idéia de dependência, assim a criança, no decorrer da história, vem sendo tratada como alguém com perspectiva de “vir- a- ser”, mas que ainda não é (ARIÉS, 1981).

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SER OU NÃO SER CRIANÇA NA EDUCAÇÃO INFANTIL?

SER OU NÃO SER CRIANÇA NA EDUCAÇÃO INFANTIL?

A Educação Infantil é a primeira etapa da vida escolar da criança, período de intensas possibilidades de expressão de sua corporeidade. Segundo Sérgio (1994, p. 24) a corporeidade é “presença e espaço na História, com o corpo, desde o corpo e através do corpo”. Tudo que o ser humano faz, em suas diferentes atividades na vida para se relacionar, aprender e conhecer mais, o faz pelo corpo, “um corpo vivo que cria linguagem e expressa-se pelo movimento, com diferentes sentidos e significados.” (NÓBREGA, 2005, p. 80). Cabe, entretanto, entender que o ser humano nasce inacabado e vai se constituindo por meio do aprendizado ao longo da vida, cessando somente com a morte. E a educação cumpre seu papel nesse processo de legitimação de conhecimentos, tais como: culturais, sociais, ideológicos e políticos dentre outros.
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Ser criança e ser refugiada: vivências, identidades e culturas infantis em um jardim da infância - o ponto de vista das crianças

Ser criança e ser refugiada: vivências, identidades e culturas infantis em um jardim da infância - o ponto de vista das crianças

A partir da etnografia instaurada por Malinowski, foi possível desenvolver um estilo de pesquisa alternativo para descrever essas observações, para assim melhor interpretar os fenômenos percebidos no contexto em que o “outro” está inserido. Seu foco principal é de entender a lógica de determinado acontecimento – ritos de passagem, formas de se vestir ou agir, danças, ações – de maneira densa. A observação participante, própria dessa metodologia de investigação, é peça chave para essa técnica. É através desse tipo de observação que o investigador consegue obter uma visão holística e natural daquilo que se observa. Esse tipo de método permite que o pesquisador perceba certas dinâmicas que nem sempre são possíveis de ser percebidas através de entrevistas diretas ou observações não participantes.
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Eu e a rua: ser criança em situação de rua na cidade de Bragança-PA

Eu e a rua: ser criança em situação de rua na cidade de Bragança-PA

Ela nos apresenta muitas informações no decorrer de seu relato, mas destacamos dois aspectos importantes: a maneira como ela relata a forma como já chegou a ser tratada (negrito) e também a preocupação que ela ao final da fala tem em deixar claro para nós que ela não faz mais isso. Com o decorrer do trabalho com Dora e a partir das informações e dos desenhos confeccionados pela menina percebemos que a sensação de liberdade também se faz presente nela, a rua é um amplo espaço que ela pode explorar e expandir seus conhecimentos, pois em casa estará voltada complentamente aos cuidados da irmã caçula (8 meses) e dos três irmãos menores.
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AS CARACTERÍSTICAS FAMILIARES DOS PARTICIPANTES DO PROJETO SER CRIANÇA, EM SÃO JOSÉSC

AS CARACTERÍSTICAS FAMILIARES DOS PARTICIPANTES DO PROJETO SER CRIANÇA, EM SÃO JOSÉSC

Em sua obra, Muraro (1995) sugere que, a partir da intemalização da "vocação" supracitada, tenha se iniciado a divisão sexual do trabalho. Os homens queriam a definição de suas f[r]

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Ser criança e ser aluno: concepções das professoras do 1° ciclo do ensino básico.

Ser criança e ser aluno: concepções das professoras do 1° ciclo do ensino básico.

tensões discursivas e, por vezes, com explicitação de contradições e de sentimentos de incapacidade: “Mas eu sou tolerante, eu sou tolerante mas não deixo passar um erro” (Odete 156); “Sou capaz de pregar um bofetão ao aluno se mentir” (Odete 164-168), “E depois é isso a pessoa sente-se desanimada, porque afinal eu não posso mudar… eu recupero dois ou três meninos dentro da escola onde tenho duzentos (…)” (Gabriela 27). As referências às crianças salientam-se como a característica dominante no discurso das professoras sobre a sua prática profissional. Em todas as entrevistas, as dimensões afetiva e emocional, que relacionam as profes- soras com as crianças, parecem ser a motivação primeira para o exercício de uma profissão que é referida, simultaneamente, como muito compen- sadora e desgastante: “… gosto de ser professora… gosto das crianças” (Ana 27), “… acho que é uma profissão que nos enriquece muito” (Ana 30), “Agora estou um bocadito cansada” (Sofia 164-166)”, “Já estou satu- rada de tudo, é um ano isso e depois aquilo, nós temos que servir de se- cretaria, temos que desempenhar tarefas (…)” (Ângela 22). Curiosamente, não são as relações de ensino-aprendizagem que, nesses discursos, carac- terizam o eu profissional real, mas, sim, o maternalismo e a responsabili- dade moral e social sobre o futuro das crianças, em especial das crianças socioeconomicamente mais desfavorecidas. À intenção de proteção e de orientação das crianças, associam-se observações sobre as dificuldades concretas da sua consecução. Na maioria dos casos, as professoras explici- tam uma auto-imagem profissional positiva, embora, em alguns deles, o façam por oposição à imagem que têm da maioria dos seus colegas. Ser professor: eu ideal
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