Setor nuclear

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Contexto, prática e obstáculos do acesso a informação: insumos para a discussão a partir da experiência com o setor nuclear brasileiro

Contexto, prática e obstáculos do acesso a informação: insumos para a discussão a partir da experiência com o setor nuclear brasileiro

A experiência com a realização de quase uma centena de pedidos ao setor nuclear brasileiro, considerado como um dos mais sensíveis e estratégicos do país, possibilitou uma análise qualitativa e jurídica do contexto, das práticas e dos obstáculos do acesso a informação no âmbito da Administração Pública Federal. As recomendações resultantes desse exame podem aplicar-se a diversos outros setores, na medida em que já levaram em conta os obstáculos máximos que se infligem à implementação de um governo aberto. A pesquisa faz uso de conceitos do Direito e da Ciência Política, com vistas a analisar, qualitativamente, de que forma a estrutura da política de acesso é mobilizada pela máquina pública quando esta recebe pedidos de acesso a informação; quais são os maiores obstáculos ao acesso, e que práticas podem ser adotadas para que o Estado brasileiro seja mais transparente. O primeiro capítulo cuida das novas formas de legitimidade da democracia contemporânea e demonstra a importância do aprimoramento do acesso a informação para a manutenção de um regime político saudável e apto a lidar com os anseios da sociedade atual por participação política não só eleitoral, mas também em sua dimensão monitória. O segundo capítulo contextualiza o acesso a informação no Brasil e reflete sobre os desafios específicos da seara nuclear, tratando de aspectos teóricos e históricos e sistematizando as normas que regem os temas da transparência e da proteção de informação sigilosa. O panorama indica que a Lei 12.527 / 2011 é pouco acionada no âmbito do Poder Judiciário, apesar de já fazer parte da rotina do Poder Executivo Federal, ao menos no que tange aos órgãos e entidades de alguma forma vinculados ao Programa Nuclear Brasileiro. O terceiro capítulo, enfim, contrapõe-se ao otimismo que poderia advir de uma análise somente quantitativa da responsividade da Administração Pública Federal aos pedidos de acesso, desvelando diversos obstáculos à transparência passiva. As recomendações apresentadas dizem respeito à necessidade de motivação das respostas denegatórias de acesso; aos processos decisórios em curso que ficam eternamente sob sigilo; à ausência de anonimato no sistema brasileiro de acesso a informação; à impossibilidade de consulta ou de qualquer modalidade de intervenção de terceiros interessados e aos encaminhamentos sucessivos e suas consequências para os prazos processuais.
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UMA ANÁLISE CRÍTICA DA ESTRUTURA REGULATÓRIA DO SETOR NUCLEAR BRASILEIRO

UMA ANÁLISE CRÍTICA DA ESTRUTURA REGULATÓRIA DO SETOR NUCLEAR BRASILEIRO

Caso fossem subordinadas diretamente aos Ministérios do Executivo e suas decisões passíveis de revisão, seguindo a estrutura regular estatal e traduzindo-se em mera ramificação de um Ministério, as agências não alcançariam seu objetivo proposto. A regulação seria formalmente exercida por um Ministro e acabaria delegada a um órgão de hierarquia inferior, o que resultaria na irresponsabilidade de ambos. Na situação particular do setor nuclear, tal fato conduziria a um absurdo que, infelizmente, ocorre nos dias atuais: o Ministério não só conduziria indiretamente a atividade econômica em si, como também regularia o seu desenvolvimento através de suas estruturas subordinadas.
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Regulação estatal do setor nuclear: estudo comparativo dos modelos da Argentina e do Brasil

Regulação estatal do setor nuclear: estudo comparativo dos modelos da Argentina e do Brasil

A CNEN, autarquia federal vinculada ao Ministério de Ciência e Tecnologia, permanece um órgão de múltiplas competências, estando ainda sob sua responsabilidade, além[r]

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A energia nuclear como instrumento de inserção internacional do Brasil: uma análise introdutória a partir da teoria poli-heurística de tomada de decisão

A energia nuclear como instrumento de inserção internacional do Brasil: uma análise introdutória a partir da teoria poli-heurística de tomada de decisão

Sob a ótica da teoria poli-heurística, a exportação de urânio bruto seria a opção menos favorável à presidenta Rousseff e ao Brasil, se este país quiser se inserir no setor nuclear como um player importante. O simples fato de se exportar urânio não promove ao país uma visibilidade importante em organismos como a AIEA, por exemplo. Como explica Hecht (2010, p. 29), “As one outcome of efforts to reconcile nuclear exceptionalism with the mundanity of markets, nuclearity no longer inhered in raw materials”. Se pensarmos que esta nuclearidade pode ser considerada um recurso de poder, o Brasil deve buscar participar do setor internacionalmente através da exportação de urânio enriquecido (já que há adição de tecnologia).
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Ciência, tecnologia e inovação no Brasil: poder, política e burocracia na arena decisória.

Ciência, tecnologia e inovação no Brasil: poder, política e burocracia na arena decisória.

Os conflitos que ambientaram a primeira fase institucional da PCTI brasi- leira, e que sobre ela exerceram influência duradoura, foram fortemente influ- enciados por esse contexto nacional e internacional. O primeiro presidente do CNPq era um militar ligado à Escola Naval que também presidira a ABC. O Almirante Álvaro Alberto da Mota e Silva representava o Brasil nas reuniões da Comissão de Energia Atômica da Organização das Nações Unidas durante a década de 1940. Esteve, portanto, envolvido nas discussões sobre tecnologia nuclear no imediato pós-guerra. Essa experiência anterior marcou suas posições políticas sobre a autonomia tecnológica brasileira no setor nuclear. Mas a criação do CNPq teve também o apoio e o intenso envolvimento da comunidade de físicos da área nuclear, em sua maioria ligados à Universidade de São Paulo, que mantinham laços estreitos com seus pares dos EUA que tomaram parte nos esforços de guerra. Eles conheciam o ambiente de prestígio em que viviam os físicos daquele país, e pretendiam emular tal ambiente no Brasil com a repro- dução das bases institucionais do modelo science push.
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A dinâmica política da criação da Comissão Nacional de Energia Nuclear, 1956-1960.

A dinâmica política da criação da Comissão Nacional de Energia Nuclear, 1956-1960.

Este trabalho se concentra na análise do processo de criação da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), encerrado em 10 de outubro de 1956, por meio do Decreto n. 40.110, do presidente da República Juscelino Kubitschek (1956-1961). Considera-se que a criação da CNEN decorreu de uma estratégia bem sucedida, que envolveu Kubitschek e um grupo de militares interessados em controlar o setor nuclear, aproveitando-se da crise que minava relações interinstitucionais e pessoais. Os conflitos de interesse polarizados entre o CNPq e o Ministério das Relações Exteriores, como entre as correntes do pensamento econômico simplificadamente denominadas “desenvolvimentista nacionalista” e “desenvolvimentista não nacionalista” (Bielschowsky, 1988), deram origem a denúncias na imprensa e a uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que culminou com o episódio dos documentos apócrifos. Nesses documentos, acusavam- se os gestores públicos de irregularidades administrativas, de favorecimento de empresas privadas e dos Estados Unidos na exportação de monazita (um fosfato de cério, contendo elementos de terras raras, tório e urânio), de dilapidação dos recursos minerais estratégicos do país, além de defensores de uma política nuclear equivocada.
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Contribuição à legislação brasileira no setor de energia nuclear

Contribuição à legislação brasileira no setor de energia nuclear

O valor ampliado da Euratom e da UE torna-se particularmente evidente no contexto de ampliação. Graças à Euratom, a UE é dotada de uma abordagem comunitária harmonizada em matéria de energia nuclear, que passa a ser aplicável aos países candidatos. As ampliações da UE a Leste colocam a tônica no setor nuclear e, em especial, nas questões relacionadas com a seguridade. Com efeito, a nuclear constitui uma importante fonte de energia para muitos países da Europa do Leste (candidatos ou novos membros da UE). Em contrapartida, o nível de segurança das suas centrais nucleares e de proteção das populações e dos trabalhadores nem sempre é suficiente. Neste contexto, a fim de melhorar essa situação, a Comissão prestou-lhes apoio através do Programa de ajuda comunitária aos países da Europa Central e Oriental (PHARE) que constitui o principal instrumento financeiro da estratégia de pré-adesão para os países da Europa Central e Oriental, candidatos à adesão à UE. No seguimento do colapso da União Soviética, muitos dos novos Estados independentes também se debatem com problemas semelhantes e, nesse caso, a Comissão também lhes presta assistência.
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ANÁLISE DA VARIABILIDADE GENÉTICA DE LINHAGENS DE GALINHAS CAIPIRAS BRASILEIRAS

ANÁLISE DA VARIABILIDADE GENÉTICA DE LINHAGENS DE GALINHAS CAIPIRAS BRASILEIRAS

Conforme Lana (2000), o crescimento populacional, o aumento da demanda de alimentos e a urbanização foram fatores significativos, junto com as alterações tecnológicas e organizacionais ocorridas em todo o setor avícola. O autor destaca que o clima no Brasil é favorável a criação de frangos, permitindo a criação durante todo o ano, e a alta produção interna de grãos, para a elaboração de rações, servem de alimento para o plantel. Outro fator importante que levou ao aumento do consumo foi o preço, tanto da carne de frango como do ovo, considerados fontes de proteína animal mais baratos e, portanto de mais fácil acesso às classes sociais com menor poder aquisitivo (HEINZEN, 2006).
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Bras. Political Sci. Rev.  vol.7 número3

Bras. Political Sci. Rev. vol.7 número3

Many are sceptical of the feasibility of nuclear abolition. It is true that nuclear weap- ons, like any other human creation, cannot be “disinvented”. They can, however, be pro- hibited and dismantled. As Acton and Perkovich (2009) have observed, civilisation has been capable of doing so in cases where the artefacts in question were considered too dan- gerous, damaging or morally objectionable to continue living with (p. 17). For instance, the mass-scale gas chambers used by Nazi Germany have not been disinvented, but they are nevertheless not tolerated (Ibid.). Similarly, there is nothing intrinsic to nuclear weapons that makes their elimination impossible. It is up to us – academics, scientists, activists, political leaders, NGOs – to work on the conditions that will lead to the estab- lishment of an international regime capable of verifying the dismantlement of nuclear weapons and minimising the risk of cheating. It is by no means an easy task, but political will and leadership coupled with monitoring technologies can overcome the large majority of the possible obstacles on the way to zero.
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Ondas na matéria nuclear

Ondas na matéria nuclear

Ondas e solitons na mat´eria nuclear come¸caram a ser estudados em de- talhe h´a mais de trinta anos [17, 18, 19, 20, 21, 22, 23]. At´e onde sabemos a primeira aplica¸c˜ao da hidrodinˆamica a colis˜oes n´ ucleon-n´ ucleo a energias intermedi´arias foi feita por Glassgold e colaboradores [24]. Eles assumiram que a energia do proj´etil n˜ao era grande o suficiente para que ele “cavasse um buraco” no alvo e trataram a colis˜ao como a propaga¸c˜ao supersˆonica de uma perturba¸c˜ao num meio fluido infinito. Sugeriram que haveria a forma¸c˜ao de uma onda de choque cˆonica com a conseq¨ uente emiss˜ao lateral de part´ıculas do alvo e o ˆangulo formado pelas part´ıculas produzidas com a dire¸c˜ao do feixe seria o ˆangulo de Mach. Mais tarde, em estudo feito por Amsden e colaboradores [25], foi mostrado que um proj´etil puntiforme n˜ao seria capaz de gerar uma onda de choque, mas um ´ıon pesado leve seria capaz de fazˆe-lo. Em [21] esta id´eia foi levada adiante. A substitui¸c˜ao de um proj´etil pun- tiforme e leve (tipicamente um n´ ucleon) por um ´ıon pesado leve implicava em uma perturba¸c˜ao maior do meio e isto exigia a inclus˜ao de um termo a mais na expans˜ao em gradientes de densidade feita inicialmente em [24]. A inclus˜ao deste novo termo mudou substancialmente a solu¸c˜ao encontrada para as equa¸c˜oes de movimento, que deixou de ser uma onda e passou a ser um pulso localizado, um s´oliton de KdV. Mais precisamente, a equa¸c˜ao de Euler para este movimento ´e dada por:
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Acerca da família nuclear

Acerca da família nuclear

as mulheres. As condições que ele descreve corro caracteristicas do proletariado, são as que identificam, pelo menos, a classe média a- tualmente. Hoje em dia, a m[r]

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Fernanda Veiga Floripes Economia e Política da Energia Nuclear no Cone Sul: os Caminhos Cruzados de Brasil e Argentina

Fernanda Veiga Floripes Economia e Política da Energia Nuclear no Cone Sul: os Caminhos Cruzados de Brasil e Argentina

Dessa maneira, após observar essa trajetória, não há como não evocar as considerações de Fiori (2004), conforme assinalado no capítulo 2, sobre o processo de pacificidade entre os estados, no tocante à demarcação do poder protagonizada por pequenos grupos de países sobre determinadas regiões. Historicamente, e em termos gerais, tais estados têm vivido em luta competitiva entre si justamente por adotarem relações que, embora complementares, apresentam-se fortemente competitivas, como observado na trajetória recíproca de Brasil e Argentina. Todavia, trajetórias desse tipo podem também acabar exibindo, na história, inflexões certamente muito interessantes para quem se interessa pela temática das relações econômicas e políticas internacionais. Esse parece ser o caso de Brasil e Argentina em torno da energia nuclear.
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As  análises  em  torno  das  transições  nas  guerras  dos  últimos  cem  anos

As análises em torno das transições nas guerras dos últimos cem anos

Como referi esta intervenção traduz uma leitura imperfeita e atrevida. Como conclusão, igualmente imperfeita e atrevida, talvez se possa dizer que nos últimos cem anos foram muitas as transições que se verificaram no fenómeno Guerra. Mas que, no essencial e com a exceção do facto nuclear, com o seu carácter absoluto, e da intervenção, ainda que

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Gerenciamento de Enfermagem e administração das organizações do Terceiro Setor.

Gerenciamento de Enfermagem e administração das organizações do Terceiro Setor.

Tratou-se de revisão da literatura realizada sobre gerenciamento de enfermagem e administração do terceiro setor, realizada nas base de dados MEDLINE (Literatura Internacional em Ciências da Saúde) e LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde), e materias de Bibliotecas de Universidades (Estadual de Londrina-UEL, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC, e Norte do Paraná – UNOPAR). Utilizaram-se como descritores Enfermagem, administração não governamental, gerenciamento e administração em Enfermagem, administração do Terceiro Setor. O período de levantamento foi de 1993 a agosto de 2005 (12 anos). Foram localizados 388 referências que após seleção para este estudo, reduziram-se a 321. Os textos foram separados por categorias e analisados conjuntamente. Os resultados permitiram apresentar os comentários em três grandes enfoques a seguir: Atualidades e Tendências , O Terceiro Setor no Brasil, O Gerenciamento em Enfermagem
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Rev. Bras. Ginecol. Obstet.  vol.20 número8

Rev. Bras. Ginecol. Obstet. vol.20 número8

célu la s tu mora is por meio de método imu noistoqu ímico. A análise estatística dos resultados não evidenciou correlação significante entre os dois parâmetros estudados. Conclui-se que a presença do antígeno nuclear de proliferação celular nas células tumorais malignas da mama não se correlaciona com o tipo de grau nuclear que essas células exibem, e que esses fatores devem continuar sendo solicitados simultaneamente e interpretados de forma integrada com os demais.

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Rev. Bras. Ginecol. Obstet.  vol.20 número8

Rev. Bras. Ginecol. Obstet. vol.20 número8

célu la s tu mora is por meio de método imu noistoqu ímico. A análise estatística dos resultados não evidenciou correlação significante entre os dois parâmetros estudados. Conclui-se que a presença do antígeno nuclear de proliferação celular nas células tumorais malignas da mama não se correlaciona com o tipo de grau nuclear que essas células exibem, e que esses fatores devem continuar sendo solicitados simultaneamente e interpretados de forma integrada com os demais.

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Estrutura testicular, espermagênese e ultraestrutura dos espermatozóides de representantes de gêneros Incertae Sedis em Characidae(Teleostei: Characiformes) e suas implicações filogenéticas

Estrutura testicular, espermagênese e ultraestrutura dos espermatozóides de representantes de gêneros Incertae Sedis em Characidae(Teleostei: Characiformes) e suas implicações filogenéticas

As espermiogêneses do tipo I e do tipo III resultam na formação de espermatozóides aquáticos do tipo I (JAMIESON, 1991, MATTEI, 1991; QUAGIO-GRASSIOTTO E OLIVEIRA, 2008). Em geral estes gametas possuem núcleo pequeno, de forma ovóide ou arredondada. Os centríolos, em ângulos variados, situam-se total ou parcialmente inseridos na fossa nuclear, quando esta está presente. A peça intermediária é pequena e forma um colar ao redor da região inicial do flagelo. As mitocôndrias, pequenas e pouco numerosas, situam-se no colar citoplasmático, separadas do início do flagelo por um espaço existente entre as membranas plasmáticas e flagelar, o canal citoplasmático. O flagelo apresenta o axonema clássico formado por nove duplas de microtúbulos periféricos e um par central. A membrana flagelar pode ou não apresentar projeções laterais ou “fins”. Variações neste tipo de espermatozóide são observadas principalmente quanto à presença e dimensão da fossa nuclear; ausência de canal citoplasmático; tamanho e quantidade de mitocôndrias; presença, dimensão e organização de sistemas túbulo-vesiculares, número de flagelos e diferenciações da membrana flagelar (JAMIESON, 1991; MATTEI, 1991; QUAGIO-GRASSIOTTO E OLIVEIRA, 2008; SPADELLA, 2007; VERÍSSIMO-SILVEIRA, 2007). Nas espécies de Characiformes com inseminação o núcleo apresenta-se forte ou moderadamente alongado no sentido posterior ou anterior (BURNS et al., 1998; 2000; PECIO E RAFINSKI, 1999; AZEVEDO, 2004; BURNS E WEITZMAN, 2005; PECIO et al., 2005; WEITZMAN et al., 2005; JAVONILLO et al., 2007; OLIVEIRA, 2007). Nos Siluriformes com inseminação os núcleos são alongados no sentido anterior (BURNS et al., 2002; SPADELLA et al., 2007).
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA INSTITUTO DE CIENCIAS BIOMÉDICAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM BIOLOGIA CELULAR E ESTRUTURAL APLICADAS

UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA INSTITUTO DE CIENCIAS BIOMÉDICAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM BIOLOGIA CELULAR E ESTRUTURAL APLICADAS

A ligação entre o acrossoma e o núcleo parece ter uma implicação no remodelamento nuclear. O complexo de Golgi é a fonte das vesículas próacrossomais transportadas pelos microtúbulos e por actinas filamentosas até o acroplaxoma, onde elas se fundem e formam o acrossoma. O acroplaxoma é uma placa de citoesqueleto contendo actina filamentosa e queratina 5 similar ao envoltório nuclear, exceto por um anel marginal. Este anel é ancorado em um raso entalhe do envoltório nuclear por uma estrutura parecida com um desmossomo, que consiste de duas placas densas: uma acrossomal ligada a membrana mais interna do acrossoma e uma nuclear ligada ao envoltório nuclear. O acroplaxoma é preso no núcleo espermático por um complexo LINC (Linker of Nucleoskeleton and Cytoskeleton) específico da espermiogenese, estendendo da lâmina nuclear densa subjacente e ligado à actina filamentosa. O acroplaxoma é responsavel por ancorar e fundir as vesículas proacrossomais ao longo de sua placa, para formar a primeira vesicula acrossomal e depois o acrossoma. Também é responsavel por modular através da actina filamentosa e da queratina 5 as forças de tração originadas dos arcos de actina filamentosa das células de Sertoli alongando a cabeça espermática. O ancoramento do acroplaxoma no núcleo espermático não se desfaz com tratamento usando Triton X100. Actina filamentosa e queratina 5 também são encontrados na manchete. (KIERSZENBAUM, 2003)
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Estrutura nuclear do 64Cu

Estrutura nuclear do 64Cu

Desde a descoberta do núcleo por Rutherford, em 1911 (KRANE, 1988), vários estudos têm sido feitos para tentar explicar sua estrutura. Com o surgimento dos aceleradores de partículas na década de 30 (ACCELERATORS, 2008), reações nucleares têm sido feitas até os dias atuais para o estudo das propriedades nucleares. Características importantes dos núcleos, como estados excitados, spins nucleares, propriedades eletromagnéticas de suas transições, tempo de decaimento e forma nuclear têm sido determinadas experimentalmente com cada vez mais precisão com o surgimento de detectores mais precisos e de técnicas aprimoradas. Descrever teoricamente o comportamento nuclear é um desafio que continua presente até os dias atuais, como visto em: OTSUKA (2008), QI (2008), SHEIKH (2008), ZOU (2008) e CAURIER (2007), já que ainda não se conhece precisamente o comportamento do potencial nuclear.
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Avanços e novas tecnologias para o estudo das doenças mitocondriais.

Avanços e novas tecnologias para o estudo das doenças mitocondriais.

As doenças genéticas mitocondriais são responsáveis pelos erros inatos do metabolismo mais comuns, causados por mutações tanto em genes nucleares como no DNA mitocondrial. Este artigo apresenta a origem procariótica dessa organela, e a relação entre os genomas nuclear e mitocondrial, bem como modelos evolutivos correntes para esses mecanismos. Também trata da estrutura dos genes mitocondriais, seu padrão de expressão, características clínicas de defeitos genéticos, riscos de transmissão e técnicas atualmente utilizadas para evitar esses eventos em reprodução humana assistida. Finalmente, discute as implicações éticas dessas possibilidades.
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