Sintaxe espacial

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A análise da transformação urbana do bairro Coroa do Meio mediante teoria da sintaxe espacial- Aracaju/SE

A análise da transformação urbana do bairro Coroa do Meio mediante teoria da sintaxe espacial- Aracaju/SE

Para que se entenda melhor a construção da axialidade, deve-se adentrar um pouco nos aspectos metodológicos para a definição da linha axial. Ela é construída do início de uma via até o final de seu lado oposto. Sempre se deve iniciar desenhando as vias pelos trechos mais longos e depois passar para os menores, não podendo haver repetição de linhas axiais num mesmo espaço, mas a linha axial deve atravessar cada e todo o espaço convexo , este é definido na Sintaxe Espacial como sendo uma unidade elementar de espaços definida por um polígono convexo, ou seja, que não pode ser cruzado por qualquer segmento de uma reta em mais de dois pontos.
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Análise configuracional dos grandes conjuntos urbanos na Região de Lisboa (1945-1974) : contributos da sintaxe espacial para a história de arte como história da cidade

Análise configuracional dos grandes conjuntos urbanos na Região de Lisboa (1945-1974) : contributos da sintaxe espacial para a história de arte como história da cidade

A primazia do grafo coloca o problema metodológico de reduzir o espaço configurado a um grafo apropriado. Trata-se aqui de converter o espaço aberto contínuo em unidades discretas (elementares), de modo a que a configuração dos espaços aconteça naturalmente por meio da produção de limites deliberados (Bafna 2003: 21). Cada nó pode, por esse meio, ser associado a um rótulo de espaço. Neste ponto como é possível verificar, o grafo precisa de técnicas alternativas de representação abstracta. No lugar do espaço ser apropriado, por exemplo, por cada divisão de uma casa ou escritório, no caso de um edifício, o espaço pode ser decomposto em polígonos convexos (explicado em seguida). O mapa de convexidade de um sistema urbano permite a visualização de propriedades locais de um sistema, nomeadamente as relações sociológicas num plano, quanto a questões de permanência e contiguidade com os edifícios em torno de cada espaço convexo. Outra forma de representação é o mapa axial, que ao contrário do mapa anterior, confere uma visualização das propriedades globais do sistema. Este mapa linear, tem sido reconhecido pelos investigadores de sintaxe espacial, como o que melhor se correlaciona com questões de movimento pedestre (e até do movimento veicular) na cidade (Conroy 2001).
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Metodologia de priorização da expansão da rede de distribuição de gás natural com base na sintaxe espacial: uma aplicação no setor residencial em Fortaleza

Metodologia de priorização da expansão da rede de distribuição de gás natural com base na sintaxe espacial: uma aplicação no setor residencial em Fortaleza

Como objetivos específicos, têm-se: i) orientar e avaliar a aplicação do modelo de Sintaxe Espacial, até agora geralmente empregado na análise da morfologia urbana, para nortear a expansão e ampliação de serviços de infra- estrutura; ii) contribuir para o aumento da eficiência na oferta de Gás Natural, direcionando seu uso para o setor residencial no espaço urbano, detectando a existência de benefícios para o consumidor; iii) identificar a demanda potencial pelo GN através da análise da forma urbana, segundo a Sintaxe Espacial, e do dimensionamento do consumo de gás natural; iv) elaborar um sistema de informações geográficas da demanda potencial de Gás Natural com foco no setor residencial, para uma área de estudo na cidade de Fortaleza; e v) indicar outras aplicações a serem implementadas com esta metodologia, para guiar a expansão de infra-estruturas em outros contextos urbanos.
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A lógica social do espaço e a sintaxe espacial : análide do impacte de uma intervenção no tecido consolidado das Amoreiras

A lógica social do espaço e a sintaxe espacial : análide do impacte de uma intervenção no tecido consolidado das Amoreiras

Se- gundo Gehl “This new city gives us a good opportunity to assess the consequences of planning focused exclusively on the top level scale: city and development planning.” (2010, p. 19[r]

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ CENTRO DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA DE TRANSPORTES CURSO DE ENGENHARIA CIVIL DANIEL SILVA LUIZ CRISPIM

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ CENTRO DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA DE TRANSPORTES CURSO DE ENGENHARIA CIVIL DANIEL SILVA LUIZ CRISPIM

- Total Length: variável de análise do comprimento das vias da área de estudo. Em seguida, realizou-se uma comparação entre os resultados obtidos, por meio da Sintaxe Espacial, de diferentes variáveis para as principais vias do município com os resultados obtidos, por meio da modelagem tradicional, de variáveis como VHP e voc. Dessa forma, obtém-se a correlação entre esses dados das duas diferentes modelagens. No caso, o objetivo da análise foi de se correlacionar estatisticamente os volumes das vias com as variáveis de Sintaxe Espacial de forma a se identificar qual das variáveis sintáticas se aproximava mais do que foi observado em campo por meio das contagens volumétricas, portanto, qual variável sintática melhor representava o real comportamento dos usuário de transporte motorizado individual.
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SOBRE OS ELEMENTOS CONFIGURACIONAIS E SEUS IMPACTOS

SOBRE OS ELEMENTOS CONFIGURACIONAIS E SEUS IMPACTOS

A configuração do Centro da cidade de Nova Friburgo não segue os preceitos da Sintaxe Espacial, já que a via de maior integração do sistema é lida apenas como uma via de ligação entre a Praça Getúlio Vargas e a Avenida do Rio, esta com um bom índice de copresença, mas sem que seja a de maior fluxo de pedestre. Esta concentração de pessoas se dá na Avenida Alberto Braune e na Praça Getúlio Vargas, que são a terceira e a quarta vias mais integradas do sistema. A via do canal, a segunda mais integrada, apresenta um pequeno índice de copresença – avaliação no nível do pedestre –, mas possui um grande destaque na malha viária da região ligando a entrada da cidade ao centro e a outras regiões. Isto se justifica pela evolução da cidade, onde a Avenida Alberto Braune e a Praça Getúlio Vargas se tornaram o principal eixo do centro pela presença da ferrovia da cidade, e do grande número de atividades, atraindo a população para este eixo e se tornando o coração do centro. Embora os valores axiais não tenham descrito a verdadeira ocupação territorial, vale ressaltar que a diferença dos valores da primeira, segunda e terceira vias mais integradas é irrisória. Além disso, todas as vias de maior integração do sistema são também as de maior índice de copresença – não respeitando apenas a sua ordem – e as de maior importância para a orientabilidade e para a composição plástica do sistema, caracterizando assim as vias de maior identidade.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ CENTRO DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA DE TRANSPORTES CURSO DE ENGENHARIA CIVIL VICTOR JOSÉ PONTES FRANÇA

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ CENTRO DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA DE TRANSPORTES CURSO DE ENGENHARIA CIVIL VICTOR JOSÉ PONTES FRANÇA

Com esta pesquisa conclui-se que o uso da Sintaxe Espacial se apresenta como uma boa alternativa para uma análise morfológica da cidade e seus traçados assim como a sua integração com uso do solo. Sua aplicação, com limitações e desenvolvimentos em todo o planeta, é indicada para análise anteriores ao plano de transportes e de zoneamentos urbanos, que captem os fluxos do ‘efeito primário’ (ver CAVALCANTE, 2009). Tais fluxos do ponto de vista morfológico, ainda não são considerados na metodologia tradicional de modelagem de tráfego. Recomenda-se um aprofundamento desta metodologia para outras possibilidades de amostras maiores.
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Sujeito da enunciação: singularidade que advém da sintaxe da enunciação.

Sujeito da enunciação: singularidade que advém da sintaxe da enunciação.

Resumo: Este texto, a partir da leitura da teoria enunciativa criada por Émile Benveniste, desenvolve a noção de sujeito da enunciação ligando-a, metodologicamente, à noção de sintaxe [r]

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O vocativo e a interface sintaxe-pragmática no português brasileiro

O vocativo e a interface sintaxe-pragmática no português brasileiro

Esta tese tem por objetivo descrever e analisar o vocativo na estrutura sintática do Português Brasileiro, doravante, PB. No intuito de obter evidências a respeito da posição sintática deste constituinte, consideramos construções em que há coocorrência de tópicos, interjeições e invocações e comparamos as construções do PB com alguns exemplos do Português Europeu, doravante PE. Esta comparação centra-se em construções com a partícula “sô”, redução do vocativo “senhor” no dialeto mineiro, e a partícula vocativa “pá”, redução do vocativo “rapaz”, no PE. Como referencial teórico, adotamos alguns pressupostos do Programa Minimalista (Chomsky, 1995), a cartografia sentencial (Rizzi, 1997, 2004) e a proposta teórica de Hill (2007) & Hill & Stavrou (2013), de acordo com a qual, vocativos e interjeições são situados em uma superestrutura, na interface sintaxe-pragmática, um domínio localizado acima de CP, em uma projeção SAP (Speech Act Phrase). A ordem básica de uma construção com vocativo é aquela em que este constituinte se situa à esquerda da oração. Os dados do português evidenciam que a variação na ordem das palavras nas construções com vocativo é resultante de operações de movimento de outros constituintes que ocorrem nestas e o vocativo sempre fica “in situ”. A disposição dos constituintes nestas construções influencia a interpretação do vocativo: se o vocativo se situa em posição inicial, desempenha função de chamamento e, se figura em posição não final, é interpretado como destinatário. A partir da análise de diferentes tipos de vocativos, observamos que há diferentes tipos de interjeições no PB: as propriamente ditas, que expressam o estado mental do falante; e as partículas de chamamento indireto, que podem por si sós ou juntamente com um vocativo atuarem como uma forma de chamamento. Notamos que as partículas de chamamento indireto geralmente precedem um chamamento e, se uma interjeição propriamente dita preceder um vocativo, teremos um destinatário e não um chamamento. A partir da constatação de que, a interpretação do vocativo pode variar de acordo com o tipo de interjeição que o precede, evidenciamos uma tipologia bipartida de vocativos e interjeições.
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Lições sobre a sintaxe histórica do infinitivo português

Lições sobre a sintaxe histórica do infinitivo português

iria (= “iria para separá-los”), mas compõe locução verbal com o verbo auxiliar iria (= “separá-los-ia”). Ainda na Demanda, tal alteração morfológica reflete-se na sintaxe, de modo que, quando o infinitivo se constrói como adjunto adverbial de verbo principal de movimento, uma preposição de movimento introduz o nome que significa o lugar para onde converge a ação significada pelo verbo; quando, porém, o infinitivo compõe locução verbal com verbo auxiliar, uma preposição de situação introduz o nome que significa o lugar onde se consume a ação significada pela locução. Assim, neste passo da novela E el rei fora entam ouvir missa aa see com gram conpanha de cavalleiros (5,7-8), há dois adjuntos adverbiais, a saber: um de finalidade, que é o infinitivo ouvir, e outro de lugar de direção, que é introduzido pela preposição a (= aa see). Neste outro – Foi ouvir missa na capella del rei (24,16) –, porém, há locução verbal (= foi ouvir), a que se prende um único adjunto adverbial de lugar de situação, introduzido pela preposição em (= na capella).
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Heterogeneidade constitutiva, contradição histórica e sintaxe

Heterogeneidade constitutiva, contradição histórica e sintaxe

E então nos deparamos com uma se- gunda relativa que é o encaixe daquele já-dito que vem de outra FD: “que preli- minarmente foi apontado como o causa- dor do óbito (calibre 12)”. O que o prono- me “que” recupera? A primeira hipótese é de que recupera o calibre, já que este retorna depois da relativa. A segunda hipótese é de que recupera armamento, mas o enunciado assinala para qualquer armamento com características e calibre 12 e não para aquele armamento da acusação. Ou seja, por uma análise da estrutura lógica do enunciado (tomado então como frase), “calibre” aparece com maior probabilidade de assumir o lugar de sujeito da ação do que “armamento”. Como o que interessa aqui não é uma interpretação sob a “lógica do ou... ou”, a sintaxe confusa nos revela a relação do já-dito que é interdito com o dito. É a interdição da formulação “um policial militar matou um trabalhador sem-terra com um armamento de certas caracterís- ticas”, que pode ser dita somente do lado de fora da fronteira, mas vem ressoar neste dizer do lado de dentro.
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Aspectos da sintaxe de clíticos e artigos em português

Aspectos da sintaxe de clíticos e artigos em português

Embora o presente estudo esteja voltado para a comparação entre línguas do grupo románico e germânico, vale a pena ressaltar que a correlação entre a presença de traços phi em P e a po[r]

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As nominalizações na sintaxe da língua krahô (jê)

As nominalizações na sintaxe da língua krahô (jê)

A ordem de constituintes é o enfoque do trabalho de Souza (1997) sobre a sintaxe da língua Krahô, para quem a ordem básica é SOV. A autora não trata especificamente do processo de nominalização na língua, mas limita-se somente às condições e restrições sintáticas que operam sobre o verbo para que ele possa ser nominalizado. A transitividade, como mostra a autora, exerce forte influência no processo de nominalização, uma vez que, ―...o verbo transitivo sempre aparece em posição final na sentença, não apresenta nenhuma mobilidade sintática e não pode ser nominalizado (grifo meu)‖ (Souza 1997:88), ao contrário dos verbos intransitivos que ―...são os únicos que podem ser nominalizados‖ (p. 91). O processo de nominalização, segundo a autora, é resultado de estratégias sintáticas por meio das quais um verbo que é movido de sua posição canônica na mesma sentença, no caso dos intransitivos, os quais estariam sendo, nesse processo, transformados em nome.
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Ainda a 'unidade e diversidade da língua portuguesa': a sintaxe

Ainda a 'unidade e diversidade da língua portuguesa': a sintaxe

O acesso a dados relevantes para este tipo de investigação está, no entanto, sujeito a consideráveis restrições, já que, tradicionalmente, a sintaxe ocupa um lugar muito marginal nos trabalhos dialectológicos ou de sociolinguística, normalmente responsáveis pela colecção sistemática de grandes quantidades de dados de variedades não-padrão. As informações disponíveis sobre aspectos da sintaxe do PE dialectal são normalmente escassas 2 e encontram-se, em grande parte, dispersas em muitos dos

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A faculdade da linguagem e os sistemas de interface: as relações entre a sintaxe e a semântica.

A faculdade da linguagem e os sistemas de interface: as relações entre a sintaxe e a semântica.

O primeiro desequilíbrio diz respeito ao fato de que o estruturalismo, assumindo-se implicitamente como uma ciência galileana, da qual a mate- matização é uma característica definidora, acaba por mascarar uma dema- tematização, uma vez que nenhum dos procedimentos da lingüística estrutural que lhe conferem um estatuto científico, tais como, a comuta- ção, a distribuição complementar, a distintividade, entre outros, se deixa- ram traduzir num formalismo lógico-matemático reconhecido como tal. Chomsky propõe um novo modelo lógico-matemático, ao mesmo tempo gerativo e transformacional, capaz de representar adequadamente propri- edades da sintaxe das línguas naturais até então não representadas, como a de que a linguagem humana envolve funções gerativas recursivas. Uma outra propriedade central da linguagem humana, também é apontada por Milner (1989) como tendo sido posta à luz pela adoção de um modelo transformacional: os paradoxos posicionais. Uma vez que as sentenças têm uma organização hierárquica na qual os itens lexicais ocupam posições nessa estrutura, é necessário distinguir entre as propriedades das posições e as propriedades desses itens.
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Sintaxe das orações complexas em português: uma proposta de descrição e ensino.

Sintaxe das orações complexas em português: uma proposta de descrição e ensino.

• RESUMO: Neste trabalho, a partir de uma discussão acerca de problemas relacionados ao ensino de gramática, pretende-se fazer uma proposta de descrição e ensino de algumas orações subordinadas substantivas sob uma perspectiva interdiscursiva. Com base nos pressupostos da teoria da Gramática Discursivo-Funcional (HENGEVELD; MACKENZIE, 2008), observaram-se aspectos subjetivos codificados na sintaxe dessas orações, motivados pelas intenções do falante. Verificou-se que as construções complexas estudadas, do ponto de vista pragmático, compreendem estratégias de que o falante dispõe para demonstrar maior ou menor comprometimento com o que diz, preservando sua face, e também para garantir a confiabilidade da informação asseverada; do ponto de vista do sistema da língua, revelam adaptações que a língua sofre em função das necessidades comunicativas do falante (BYBEE, 2010). Acredita-se que o ensino dessas orações, a partir de sua funcionalidade, pode tornar a prática em sala de aula mais eficiente, melhorando o desempenho linguístico dos alunos. • PALAVRAS-CHAVE: Sintaxe. Oração complexa. Abordagem funcionalista. Complexidade.
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Sintaxe das expressões nominais no português do Brasil: uma abordagem computacional

Sintaxe das expressões nominais no português do Brasil: uma abordagem computacional

Cremos que, ao menos, duas afirmações acerca da Gramática Gerativa são consensuais para os lingüistas: a de que os enunciados efetivamente produzidos em uma língua são, ao[r]

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Open integração do vocativo nume sintaxe de base enunciativa

Open integração do vocativo nume sintaxe de base enunciativa

possui a função sintática de “chamamento”, isso visto sob aspectos do plano da organicidade, e conforme já está estabelecido pela sintaxe convencional, e possui, também, a função enunciativa de denunciar lugares, ou posições, para o enunciatário, conforme aspectos do plano do enunciável. E, ainda, conforme a sintaxe convencional, o vocativo é desconectado da frase (como o conceitua os gramáticos), mas, numa sintaxe de base fundamentada na teoria da enunciação, ele ganha integração sintática-enunciativa na frase, e passa a desempenhar, além da função de “chamamento”, a função de apontar, ou estabelecer, lugares (ou posições) para serem ocupados pelo enunciatário. Tentamos enquadrar seu conceito nessa sintaxe enunciativa, quando dizemos que o vocativo é uma manifestação explícita do interlocutor no plano da enunciação do locutor, pois é através da enunciação do locutor (enunciador) que o interlocutor (enunciatário) é interpelado, é chamado a declarar sua voz.
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A sintaxe pronominal na variedade afro-indígena de Jurussaca: uma contribuição para...

A sintaxe pronominal na variedade afro-indígena de Jurussaca: uma contribuição para...

Esta pesquisa aborda a sintaxe pronominal pessoal da comunidade quilombola de Jurussaca/PA, sob os pressupostos da teoria gerativa, nas versões de Princípios e Parâmetros (Chomsky, 1986) e Minimalista (Chomsky, 1995, 2001). Dentro desse quadro, destacam-se os estudos sobre a categoria pronominal desenvolvidos por Zwicky (1977), Kayne (1975, 1991), Borer (1981), Bonet (1991), Cardinaletti & Starke (1999), Ewerett (1994), Duarte & Matos (2000), Duarte, Matos & Gonçalves (2005), Galves (2001a,b), Galves & Abaurre (2002), Déchaine & Wiltchko (2002), entre outros. Parte-se, inicialmente, da expressão do português brasileiro a partir do viés dicotômico existente entre suas variedades: o PB e o PVB. Essa dicotomia tem sido denominda de “polarização sociolinguística do Brasil” (LUCCHESI, 2008, 2009). Assume-se (cf. Oliveira et alii, no prelo) o conceito de Português Afro-indígena, relativo às variedades de português popular faladas no Brasil em comunidades rurais que conservam especificidades etnolinguísticas. Propõe-se que essas variedades “localizam-se” dentro de um continuum de variedades de português brasileiro [+marcadas] (como o português afro-brasileiro e o indígena). Analisa-se, a partir da sócio- história, e das construções sintáticas da expressão da comunidade: pronomes clíticos e tônicos atemáticos; o pronome de 1ª. pessoa nós [n Ͻ s] em posição pré verbal ou proclítica, entre outras, como parte de fatores sintáticos (e etnolinguísticos) que sugerem uma provável ‘reestruração’ em certos aspectos da sintaxe pronominal de Jurussaca; apontam para a existência prévia de um forte contato linguístico e são tomados como suporte para as hipóteses assumidas.
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