Socialização - Sucesso escolar

Top PDF Socialização - Sucesso escolar:

O sucesso escolar de meninas de camadas populares: qual o papel da socialização familiar?.

O sucesso escolar de meninas de camadas populares: qual o papel da socialização familiar?.

Este artigo apresenta resultados de um estudo qualitativo que procurou conhecer os processos de socialização de gênero no interior de oito famílias de setores populares na cidade de São Paulo. Aqui enfocamos alguns dos aspectos que nos pareceram relevantes na compreensão da trajetória escolar melhor sucedida das meninas. Ao longo de 2011, foram feitas entrevistas semiestruradas com oito mães, dois pais e dez crianças, além de conversas e observações nas escolas, envolvendo ao todo 26 crianças e jovens. Obtivemos indicações de que: a socialização de gênero no âmbito das famílias de setores populares urbanos favorece nas meninas, e não nos meninos, o desenvolvimento de comportamentos frequentemente desejados pelas escolas, tais como a disciplina, a organização e a obediência (ou formas de desobediência menos visíveis); ao mesmo tempo, essa socialização faz com que a frequência à escola tenha significados diferentes para garotas e garotos, uma vez que elas são responsabilizadas pelo trabalho doméstico e têm muito menos oportunidades de sociabilidade. Essas mesmas restrições parecem fazê-las valorizar atividades extracurriculares com formatos próximos ao escolar e desenvolver aspirações ligadas a uma escolarização prolongada e a profissões qualificadas. A existência mesma desses planos ambiciosos, realistas ou não, pode ser impulsionadora de maior empenho nos estudos, realimentando a roda do sucesso escolar das meninas, que parece surgir de dentro da própria subordinação de gênero.
Mostrar mais

18 Ler mais

DANIELA LIMA PEREIRA O SUCESSO ESCOLAR NA ESCOLA ESTADUAL DE TEMPO INTEGRAL MARCANTONIO VILAÇA I

DANIELA LIMA PEREIRA O SUCESSO ESCOLAR NA ESCOLA ESTADUAL DE TEMPO INTEGRAL MARCANTONIO VILAÇA I

A presente dissertação foi desenvolvida no âmbito do Mestrado Profissional em Gestão e Avaliação da Educação (PPGP) do Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (CAEd/UFJF). O caso de gestão estudado discute o sucesso escolar em uma escola de Ensino Médio na cidade de Manaus. Dessa forma, o estudo tem como questão norteadora: quais características escolares estão associadas ao bom desempenho dos estudantes da Escola Estadual de Tempo Integral Marcantonio Vilaça I? O objetivo geral é identificar quais fatores incidem sobre esse sucesso. Para isso, elencamos três eixos de análise: seleção de alunos e o seu impacto nos resultados escolares, as características da escola eficaz e educação de tempo integral e o sucesso escolar. Assumimos como hipótese a de que a prática pedagógica realizada na instituição e a educação integral sejam fortes elementos para os bons resultados alcançados. Para tanto, utilizamos como metodologia a pesquisa de base qualitativa e como instrumentos, a pesquisa documental e bibliográfica. Esta pesquisa fundamenta-se nos estudos de Perrenoud (2003), Travis York, Charles Gibson e Susan Rankin (2015), Peter Berger e Thomas Luckmann (1985) para refletirmos sobre as diferentes concepções de sucesso no meio acadêmico; nos postulados de Kolisnki e Carvalho (2015), Alicia Bonamino et al (2010), Jennifer Perroni e André Brandão (2009) e Zaia Brandão (2007), encontramos subsídios para pensarmos sobre os métodos de seleção de alunos e os processos de segregação; Heloisa Lück (2006, 2009, 2010), Jacobo Waiselfisz (2000), José Francisco Soares (2004) nos dão contribuições para ponderarmos acerca das práticas pedagógicas; sobre educação integral e suas possibilidades nos apoiamos nos estudos de Ana Maria Cavaliere (2007, 2010), Isa Guará (2006, 2009), Lígia Coelho (2002, 2009), Jaqueline Moll (2009). Os achados da pesquisa apontam que o trabalho da gestão pedagógica, por meio do desenvolvimento de projetos e oficinas, acompanhamento dos alunos e monitoramento da aprendizagem, articulados com a educação integral são fatores que podem ser associados ao desempenho apresentado pela instituição. As pesquisas mostraram também que há fortes indícios de uma cultura escolar, que pode ser estudada posteriormente. A partir da análise das práticas pedagógicas e da discussão teórica, foi elaborado um Plano de Ação Educacional, que tem como objetivo a socialização e divulgação das ações exitosas da escola, dirigida à Coordenadoria Distrital de Educação 6.
Mostrar mais

127 Ler mais

Empatia e agressividade na adolescência e sucesso escolar

Empatia e agressividade na adolescência e sucesso escolar

A adolescência é caraterizada como uma etapa da vida em que a relação com os pares é um fator determinante para a socialização. Contudo, este processo nem sempre é pacífico. Trata-se de um crescimento exigente quer ao nível das relações quer ao nível do desenvolvimento cognitivo/ aprendizagem.

8 Ler mais

Estudo do posicionamento dos alunos na sua relação com o sucesso escolar .

Estudo do posicionamento dos alunos na sua relação com o sucesso escolar .

Quando se analisa a influência do contexto escolar naquela rela- ção, os resultados apontam para a possibilidade de práticas pedagógi- cas específicas esbaterem o efeito do posicionamento (primariamente adquirido na família/comunidade) sobre o aproveitamento em ciên- cias, particularmente no caso das crianças com baixo posicionamento e, de entre estas, das raparigas. Uma prática pedagógica que, simulta- neamente, se caracterize por uma explicitação clara do conhecimento científico a ser adquirido (forte enquadramento quanto aos critérios de avaliação) e por relações de comunicação abertas entre professor- alunos (enquadramento fraco quanto às regras hierárquicas) parece ter a potencialidade de alterar o posicionamento baixo que as crianças adquirem no contexto de socialização primária, levando a uma altera- ção positiva no seu aproveitamento em ciências. Tal como estudos mais recentes (e.g. Pires, 2001; Pires; Morais; Neves, 2004) têm revelado, estas características da prática pedagógica são cruciais para o posicionamen- to e sucesso escolar dos alunos. Eles apontam também para outras ca- racterísticas da prática pedagógica (por exemplo, fraco enquadramento quanto ao tempo de aprendizagem) que podem levar as crianças com baixo posicionamento a alcançar sucesso na escola.
Mostrar mais

26 Ler mais

A GESTÃO PEDAGÓGICA DO MACROCAMPO ACOMPANHAMENTO PEDAGÓGICO DO PROGRAMA MAIS EDUCAÇÃO: CAMINHOS PARA O SUCESSO ESCOLAR – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

A GESTÃO PEDAGÓGICA DO MACROCAMPO ACOMPANHAMENTO PEDAGÓGICO DO PROGRAMA MAIS EDUCAÇÃO: CAMINHOS PARA O SUCESSO ESCOLAR – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

O Mais Educação é pelo MEC, é uma atividade extraclasse, né? A permanência da criança na escola, pra que ela fique mais na escola do que na rua. Por exemplo, trabalha muito aaas crianças ãã para que não tenha muito evasão escolar, (...) aqui eles têm um apoio, eles têm de tudo aqui na escola tanto pro seu desenvolvimento pessoal quanto intelectual. Nosso caso, nós temos o reforço, não é aquele reforçoooo, reforço, que eu possa dizer que eles vão sair daqui melhor do que da sala de aula, eles têm uma base na orientação de estudo, eles têm isso, e nas outras elas trabalha mais a parte da timidez da criança, podemos dizer assim, eles começam a se desinibir, mas eu percebo que muitas crianças que chegaram aqui não conseguiam nem falar nem participar de nada, agora eles participam mais. Então é bom eles estarem na escola por tempo integral do que ficar por aí fazendo, a gente sabe o que, coisa errada, né? É muito importante. (Coordenadora da Escola Y – entrevista, em: 12/05/2015).
Mostrar mais

159 Ler mais

A eficácia da Terapia da Fala na promoção do sucesso escolar

A eficácia da Terapia da Fala na promoção do sucesso escolar

Ao longo do tempo, os problemas de uma comunidade sempre influenciaram a dinâmica de uma escola. Contudo, nos dias de hoje, cada vez mais os elementos da comunidade delegam a esta entidade um papel decisivo na resolução de vários problemas. Os TEIP (Territórios Educativos de Intervenção Prioritária) são um exemplo de escolas que estão inseridas em meios socioeconómicos desfavorecidos e/ou problemáticos, onde predomina o insucesso escolar, designadamente ao nível do Português. Neste âmbito, estas escolas podem solicitar recursos humanos acrescidos, nomeadamente Terapeutas da Fala, com o objetivo de atenuar problemas de comunicação, linguagem e fala que estejam subjacentes às dificuldades nas aprendizagens.
Mostrar mais

72 Ler mais

A experiência geracional na fala de adolescentes de escolas públicas: relações intergeracionais = The generational experience in the speech of teenagers from public schools: intergenerational relations

A experiência geracional na fala de adolescentes de escolas públicas: relações intergeracionais = The generational experience in the speech of teenagers from public schools: intergenerational relations

A noção de moratória, já presente na teoria de Hall, foi retomada por Erikson e estendeu-se até o presente, com diferentes conotações. A concepção da adolescência como uma moratória social em relação ao mundo de trabalho e outras responsabilidades adultas se estende cada vez mais para os adolescentes dos setores populares em função da educação escolar compulsória e do prolongamento escolar. Desse modo, com a expansão do acesso às instituições educativas e a ampliação do tempo de escolarização, a infância, a adolescência e a juventude ganharam contornos mais nítidos como idades da vida. Conforme Galland (2006), no espaço escolar um grupo etário, com maior ou menor consciência das fronteiras geracionais, faz da questão da identidade uma forte presença nesse domínio relacional, de modo que a experimentação social se choca com uma concepção essencialista de moralidade – já que a tendência dominante consiste na dependência entre as regras de conduta permitidas ou recusadas e o contexto interativo.
Mostrar mais

15 Ler mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ INSTITUTO DE LETRAS E COMUNICAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS – LINGUÍSTICA Claudia Valeria França Vidal

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ INSTITUTO DE LETRAS E COMUNICAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS – LINGUÍSTICA Claudia Valeria França Vidal

Pode-se, portanto, chamar língua materna uma língua que, adquirida [pelo falante] logo em sua primeira socialização e eventualmente reforçada por uma aprendizagem escolar, d[r]

140 Ler mais

A saúde mental infantil na Saúde Pública brasileira: situação atual e desafios.

A saúde mental infantil na Saúde Pública brasileira: situação atual e desafios.

atendimentos para autistas, psicóticos e para todos aqueles cuja problemática incida diretamente em prejuízos psicossociais severos (na socialização, inclusão escolar, familiar/comunit[r]

9 Ler mais

Causas de sucesso e fracasso em situação de realização escolar

Causas de sucesso e fracasso em situação de realização escolar

b) Os alunos mal sucedidos atribuirão seu insucesso basi camente a fatores externos, e o insucesso de outros a fatores internos.. Como terceira hipótese, procuramo[r]

31 Ler mais

(In)sucesso escolar: os porquês de percursos diferentes?

(In)sucesso escolar: os porquês de percursos diferentes?

A partir de 1998 as escolas públicas passam a encontrar-se sob a regulamentação do Dec.-Lei 115-A/98, (com as alterações introduzidas pela Lei 24/99). Defendendo uma maior autonomia e participação, em ligação com a comunidade, descentralizando a política educativa, abarcando todos os envolvidos no processo educativo. Como já supracitado, constatamos aqui que o caminho apontado para que se contribua para o sucesso educativo, deverá no futuro e cada vez mais, passar por existir uma forte coesão socialmente partilhada. (É necessário o interesse e o envolvimento de toda a comunidade educativa e claro das famílias). Em 1999 foi criada uma medida educativa no sistema público designada por , 16 , esta partiu de uma iniciativa do M.T. em parceria com o M.E., integrado num programa mais abrangente cujo objectivo era a Prevenção e Eliminação da Exploração do Trabalho Infantil (PETI). Identificar e acompanhar crianças e jovens em situação de exploração de trabalho infantil ou em risco de abandono escolar, e assegurar uma resposta às situações sinalizadas através do PIEF, é o grande objectivo desta medida, recorrendo à reintegração escolar, com estratégias educativas flexíveis e diferenciadas, nomeadamente através do recurso à interdisciplinaridade e articulação entre as diversas áreas curriculares. Também podemos considerar ser esta uma medida que veio favorecer o cumprimento da escolaridade obrigatória relativamente a menores que já tinham abandonado o sistema educativo sem concluir o 9º ano: sendo assim o PIEF pode ser considerado como um percurso alternativo para o combate ao insucesso e abandono escolar, oferecendo o seu contributo entre outros que existem, para o combate à exclusão social. Sendo esta medida apontada pelos seus criadores como a última oportunidade para estes alunos conseguirem um certificado de 6º ou de 9º ano de escolaridade, estamos a falar de alunos que se encontram maioritariamente na faixa etária entre os 15 e os 18 anos de idade.
Mostrar mais

89 Ler mais

O conceito de socialização no Ensino Médio: a formação dos professores de Ciências Sociais do PARFOR

O conceito de socialização no Ensino Médio: a formação dos professores de Ciências Sociais do PARFOR

Para a biologia evolutiva, que ao se dedicar especificamente ao estudo do cérebro e do comportamento humano se transforma em neu- rociência cognitiva e comportamental, a socialização primária (que para a sociologia é a fase de introjeção das instituições sociais pelo indivíduo no âmbito da família) corresponde à fase de “exuberância sináptica”, na qual milhões de conexões neuronais são estimuladas pelas experiências infan- tis no processo de aprendizagem do mundo; por outro lado, a socializa- ção secundária (para a sociologia as experiências sociais que preparam o mundo adulto pelo resto da existência do indivíduo) corresponde ao “fim da exuberância sináptica”, ou seja, milhões de conexões neuronais da in- fância são submetidas a um processo de refinamento em direção ao ama- durecimento progressivo do indivíduo, devendo permanecer e melhorar as conexões satisfatórias e funcionais para uma vida saudável, enquanto as conexões abundantes e agora desnecessárias serão eliminadas.
Mostrar mais

28 Ler mais

Saúde e educação: uma parceria necessária para o sucesso escolar.

Saúde e educação: uma parceria necessária para o sucesso escolar.

Objetivo: Investigar a associação entre recursos do ambiente familiar e o desempenho escolar de crianças de uma escola pública de Belo Horizonte, matriculadas no quarto ano do segundo ciclo do Ensino Fundamental. Métodos: Trata-se de estudo do tipo transversal descritivo, do qual participaram 48 crianças de 8 a 12 anos, sendo 28 meninos e 20 meninas, e seus respectivos responsáveis. Da criança, avaliou-se a audição e o desempenho escolar em leitura, escrita e aritmética. No ambiente familiar, investigaram-se os recursos que promovem processos proximais, as atividades que sinalizam estabilidade na vida familiar, as práticas parentais que promovem a ligação família-escola, os recursos do ambiente familiar que podem contribuir para o desenvolvimento da aprendizagem escolar, a saúde da criança, a presença de alteração na comunicação, o letramento da família e dados socioeconômicos. Resultados: Há relação entre recursos do ambiente familiar e o desempenho acadêmico dos alunos na leitura e na escrita (para todas as categorias do Inventário de Recursos do Ambiente Familiar - RAF). A relação estatística entre o desempenho em aritmética foi encontrada em duas das categorias do RAF: recursos do ambiente familiar e ligação família-escola. Conclusão: O ambiente familiar exerceu influência no processo de aprendizagem das crianças estudadas.
Mostrar mais

7 Ler mais

O SUCESSO ESCOLAR DE ALUNOS DOS MEIOS POPULARES, NA DÉCADA DE 60, NO COLÉGIO ESTADUAL DE MINAS GERAIS: RECONSTRUINDO AS SUAS TRAJETÓRIAS

O SUCESSO ESCOLAR DE ALUNOS DOS MEIOS POPULARES, NA DÉCADA DE 60, NO COLÉGIO ESTADUAL DE MINAS GERAIS: RECONSTRUINDO AS SUAS TRAJETÓRIAS

Felipe iniciou seus estudos no Colégio Estadual no quarto ano do curso ginasial sendo aprovado no concorrido processo de seleção 38 . Não apresentou reprovação durante o seu percurso escolar no curso colegial. Em relação a seu processo de escolarização anterior, o ensino primário e parte do ensino ginasial (os três primeiros anos do curso ginasial) foram cursados no interior de Minas Gerais. O curso primário foi feito em uma escola pública na cidade de Luz, sendo bem sucedido em seus estudos. Após a sua aprovação no exame de admissão, Felipe iniciou o curso ginasial e não obteve bons resultados na escola, sendo reprovado duas vezes no primeiro ano. Ao mudar-se para a casa de seus avós, decisão tomada pelo pai, Felipe realiza o ginásio em uma escola particular na cidade de Dores do Indaiá, sendo seus estudos custeados pela tia, que tinha uma condição econômica bem melhor do que sua família. Ao longo dos três anos que viveu com seus avós e sua tia, Felipe apresentou bons resultados escolares, conseguindo, de acordo com seu relato, a ser o primeiro aluno da turma durante este período.
Mostrar mais

134 Ler mais

O sucesso escolar de alunos dos meios populares na década de 60, no Colégio Estadual de Minas Gerais: reconstruindo as suas trajetórias

O sucesso escolar de alunos dos meios populares na década de 60, no Colégio Estadual de Minas Gerais: reconstruindo as suas trajetórias

Felipe iniciou seus estudos no Colégio Estadual no quarto ano do curso ginasial sendo aprovado no concorrido processo de seleção 38 . Não apresentou reprovação durante o seu percurso escolar no curso colegial. Em relação a seu processo de escolarização anterior, o ensino primário e parte do ensino ginasial (os três primeiros anos do curso ginasial) foram cursados no interior de Minas Gerais. O curso primário foi feito em uma escola pública na cidade de Luz, sendo bem sucedido em seus estudos. Após a sua aprovação no exame de admissão, Felipe iniciou o curso ginasial e não obteve bons resultados na escola, sendo reprovado duas vezes no primeiro ano. Ao mudar-se para a casa de seus avós, decisão tomada pelo pai, Felipe realiza o ginásio em uma escola particular na cidade de Dores do Indaiá, sendo seus estudos custeados pela tia, que tinha uma condição econômica bem melhor do que sua família. Ao longo dos três anos que viveu com seus avós e sua tia, Felipe apresentou bons resultados escolares, conseguindo, de acordo com seu relato, a ser o primeiro aluno da turma durante este período.
Mostrar mais

134 Ler mais

Educ. rev.  vol.31 número2

Educ. rev. vol.31 número2

Encerra esse último bloco o artigo “Concurso público para diretor na escola estadual paulista: expectativas dos órgãos centrais do ensino e concepções de diretores”, de Viviani Fernanda Hojas, que analisou o peril de diretor escolar almejado pelo sistema de ensino paulista e sua variação no tempo em virtude do contexto político e social.

4 Ler mais

Gênero e cotidiano escolar: dilemas e perspectivas da intervenção escolar na socialização afetivo-sexual dos adolescentes.

Gênero e cotidiano escolar: dilemas e perspectivas da intervenção escolar na socialização afetivo-sexual dos adolescentes.

Resumo: Este artigo analisa as classificações de gênero utilizadas por professores que desenvolvem projetos de orientação sexual na cidade do Rio de Janeiro para explicar as perspectivas e os dilemas da intervenção escolar na socialização afetivo-sexual dos adolescentes. O material empírico que sustenta as argumentações é composto de 16 entrevistas em profundidade, realizadas com docentes responsáveis pelos espaços escolares onde se desenvolvem projetos de orientação sexual no ensino fundamental do Rio de Janeiro: os Núcleos de Adolescentes Multiplicadores (NAMs). Também foram realizadas “observações participantes” em um curso de formação para professores que desejam trabalhar com orientação sexual na escola. As representações de gênero apresentadas oscilam entre classificações modernas e tradicionais sobre a feminilidade e a masculinidade. Os projetos eram coordenados majorita- riamente por professoras, e a participação discente também era basicamente feminina. As professoras buscavam coerência entre sua atuação nos espaços escolar e familiar. Porém, ao mesmo tempo que orientavam seus alunos para combater as desigualdades de gênero, apresentavam dúvidas e incertezas quanto à possibilidade de educar seus filhos a partir de ideais igualitários de gênero, principalmente os filhos homens. Situações domésticas contrastavam com performances em sala de aula, apresentando tensões entre negação e afirmação das masculinidades e feminilidades tradicionais.
Mostrar mais

20 Ler mais

O desempenho escolar dos filhos na percepção de pais de alunos com sucesso e insucesso escolar.

O desempenho escolar dos filhos na percepção de pais de alunos com sucesso e insucesso escolar.

O estudo foi realizado com pais de alunos de classe mé- dia baixa e baixa de uma escola pública estadual, residentes em um bairro de periferia de um município do interior do Esta- do de São Paulo. Estabeleceram-se os seguintes critérios: análise do histórico escolar do ano anterior dos alunos de 1 a a 4 a série do ensino fundamental; análise do histórico escolar desses alunos do primeiro bimestre do ano em curso e classi- ficação dos alunos pelo professor de cada série correspon- dente. Optamos por estabelecer que fosse considerado como sucesso o aluno que, tanto no ano anterior quanto no primei- ro bimestre do ano atual, apresentasse nota sete e acima de sete no histórico escolar do ano anterior e nas avaliações de classe do ano atual e classificado pela professora como um aluno de bom rendimento perante o desenvolvimento das tarefas. Consideramos como insucesso o aluno que apresen- tasse nota abaixo de sete no histórico escolar do ano anterior e no primeiro bimestre do ano atual e classificado pelo pro- fessor como de baixo rendimento ou nenhum rendimento pe- rante o desenvolvimento das tarefas. A amostra foi composta por 32 pais (31 mães e 1 pai) de alunos matriculados no perí- odo da manhã e da tarde, sendo dezesseis pais de alunos com desempenho classificado como sucesso e dezesseis pais de alunos com insucesso escolar.
Mostrar mais

10 Ler mais

A EXPERIÊNCIA ESCOLAR E A SOCIALIZAÇÃO PRÉ-PROFISSIONAL DE PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA.

A EXPERIÊNCIA ESCOLAR E A SOCIALIZAÇÃO PRÉ-PROFISSIONAL DE PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA.

Sobre os conteúdos presentes nas falas dos sujeitos, vale citar o estudo de Raymond (2000), que, ao trabalhar no curso de formação de novos professores com alunos oriundos dos diversos campos disciplinares, percebeu que eles se dirigiam uns aos outros quase sempre fazendo alusões às disciplinas em que cada um ia especializar- se. Sendo assim, os alunos das áreas de Ciências Exatas eram vistos ou se apresentavam como rigorosos, mais rígidos e metódicos e que deixavam pouco espaço para interpretação; por sua vez, aqueles das disciplinas literárias e de Ciências Humanas eram vistos como pouco sólidos, ligados aos contextos, e seus saberes recebiam um estatuto inferior ao dos demais campos disciplinares. Para Raymond (2000), a força e a certeza em que essa percepção era expressa mostravam-se inversamente proporcionais a seu grau de refinamento. Segundo ela, essa percepção está ligada a diversas manifestações da forma escolar, como os manuais, os exames, os controles, os métodos de ensino que acompanham a aprendizagem das noções em cada matéria de ensino. Assim, as ideias construídas em relação aos professores dos diversos campos disciplinares pouco representam os saberes disciplinares.
Mostrar mais

24 Ler mais

Open Pedagogia da presença: uma estratégia para o sucesso escolar

Open Pedagogia da presença: uma estratégia para o sucesso escolar

No diálogo com o autor buscamos esclarecimentos e entender o conceito para refletirmos e vivenciarmos a Pedagogia da Presença, nesse sentido ele explica que no desenvolvimento de uma ação educativa é preciso estar atento às nuances do sucesso e do fracasso, elas tendem a deslocar-se com as oscilações das realidades internas e externas do educador e do educando. Limitações existem em qualquer aspecto das relações humanas, algumas são superáveis, outras nos convidam a conviver com elas, para tanto, por opção e dever, devemos estar sempre empenhados em reverter os impactos sobre o processo de mudança. No exercício da Presença Educativa, o educador tem que ter interesse em estar junto do educando, dirigir-se a ele, ouvi-lo, orientá-lo, ser exemplo, histórias de vida precisam ser mostradas. O educando precisa ser orientado a vencer as dificuldades pessoais e reconciliar-se consigo mesmo e com os outros, como condição necessária da mudança e integração social. É nesse instante que o educador apresenta uma resposta mais humana as inquietações que sufocam o jovem educando e até mesmo as suas aspirações mais elevadas, mostrando caminhos, apresentando oportunidades para que este educando faça escolhas mais adequadas para sua existência cidadã. Esta presença do educador deve ser solidária, aberta e construtiva para acolhida do educando (COSTA, 2001, p. 23).
Mostrar mais

125 Ler mais

Show all 10000 documents...