Sonegação fiscal

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LAVAGEM DE DINHEIRO: POSSIBILIDADE DE A SONEGAÇÃO FISCAL SER CONSIDERADA CRIME ANTECEDENTE

LAVAGEM DE DINHEIRO: POSSIBILIDADE DE A SONEGAÇÃO FISCAL SER CONSIDERADA CRIME ANTECEDENTE

Observe-se que a lavagem de dinheiro tem como característica a introdução, na economia, de bens, direitos ou valores oriundos de atividade ilícita e que representaram, no momento de seu resultado, um aumento do patrimônio do agente. Por isso que o projeto não inclui, nos crimes antecedentes, aqueles delitos que não representam agregação, ao patrimônio do agente, de novos bens, direitos ou valores, como é o caso da sonegação fiscal. Nesta, o núcleo do tipo constitui-se na conduta de deixar de satisfazer obrigação fiscal. Não há, em decorrência de sua prática, aumento de patrimônio com a agregação de valores novos. Há, isto sim, manutenção de patrimônio existente em decorrência do não pagamento de obrigação fiscal. Seria desarrazoado se o projeto viesse a incluir no novo tipo penal - lavagem de dinheiro - a compra, por quem não cumpriu obrigação fiscal, de títulos no mercado financeiro. É evidente que essa transação se constitui na utilização de recursos próprios que não têm origem em um ilícito.
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Francisca Matias Ferreira Dantas EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE NOS CRIMES DE SONEGAÇÃO FISCAL SOB A ÉGIDE DA LEI Nº. 8.13790: UMA PROTEÇÃO DEFICIENTE DA

Francisca Matias Ferreira Dantas EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE NOS CRIMES DE SONEGAÇÃO FISCAL SOB A ÉGIDE DA LEI Nº. 8.13790: UMA PROTEÇÃO DEFICIENTE DA

06. Portanto, há necessidade urgente de implantação de novos mecanismos eficazes no combate à Sonegação Fiscal, e à aplicação de normas de um Direito Administrativo com a imposição de multas pesadas tanto a pessoa física como nos casos das Empresas infratoras da espécie de crimes em comento através de seus representantes legais e, inclusive, com a previsão de fechamento do estabelecimento, em caso de reincidência destas. E não seria nenhum descompasso em até, nos casos que gerasse grande prejuízo a sociedade, a pronúncia do infrator, desde que previsto em lei, em pena privativa de liberdade, pois o bem social tem que está acima de qualquer situação no mundo jurídico.
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Exportações fictícias como fonte de sonegação fiscal no estado do Ceará no biênio 20042005

Exportações fictícias como fonte de sonegação fiscal no estado do Ceará no biênio 20042005

Com o advento da globalização econômica, as empresas viram toda essa abertura como uma oportunidade para expandir seus negócios para outros países e conquistar mercados para seus produtos e, com isso, atingir um crescimento sustentado. Acontece que nem todas as empresas têm um comportamento ético com suas concorrentes e utilizam práticas de sonegação fiscal para obter maiores ganhos em seus negócios. O Imposto sobre a operação de circulação de mercadorias e sobre a prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicações (ICMS), de competência estadual, é um dos alvos favoritos para práticas de sonegação fiscal, pois é o tributo de maior peso nos preços dos produtos. A prática mais utilizada na sonegação fiscal do ICMS nas operações de exportação é a exportação fictícia, que consiste em simular uma operação de exportação para encobrir uma operação de venda no mercado interno. Em uma modalidade de exportação, como é o caso da exportação indireta, pelo fato de envolver mais de uma empresa e, na maioria dos casos, duas unidades da Federação, são criadas dificuldades para a fiscalização tributária no combate a essa prática de sonegação fiscal. A exportação fictícia contribui para a queda de arrecadação do ICMS, pois possibilita a geração de saldo credor, que pode ser transferido para outras empresas, mesmo que estas não pertençam ao mesmo titular. O estudo foi desenvolvido no âmbito do Núcleo de Controle do Comércio Exterior da Secretaria da Fazenda do Estado do Ceará e foi realizado através das ações fiscais executadas pelos auditores fiscais lotados no referido núcleo, compreendendo os anos de 2004 e 2005. Foram analisados 89 processos de exportação e 115 de transferência de créditos no período, de um total de 98 processos de exportação e de 210 processos de transferência de crédito, com os resultados sendo apresentados de acordo com as autuações efetuadas, demonstra que a exportação fictícia é uma fonte relevante de sonegação fiscal no Estado do Ceará.
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A importância da Lei Nº 813790 e os instrumentos utilizados pela SEFAZ no combate à sonegação fiscal no Ceará

A importância da Lei Nº 813790 e os instrumentos utilizados pela SEFAZ no combate à sonegação fiscal no Ceará

A primeira modalidade de conduta consiste em omitir informação, ou prestar declaração falsa às autoridades fazendárias. Assim, quem omite o registro de notas fiscais estaria, em princípio, omitindo informações. Um caso típico seria o contribuinte declarar ser microempresa seu estabelecimento, e na verdade, seu faturamento é bem superior ao limite, ficando evidenciado a supressão do tributo pertinente. O contribuinte obteve o benefício fiscal como microempresa e com isto reduziu ou suprimiu o tributo de suas empresas. No trânsito de mercadorias a fiscalização comumente se depara com situações de declarações falsas no bojo da nota fiscal, na tentativa de burlar o fisco, como declarar isenção a um produto, fazendo menção a um convênio fictício. São devidamente autuados os infratores, pois querem fugir ao pagamento do imposto. Em outros casos, descrevem um produto na nota fiscal e na realidade é outra mercadoria de maior valor. São tantos casos de sonegação fiscal que a autoridade fazendária tenta debelar e vem conseguindo diminuir e inibir a ardilosa ação dos infratores.
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Ensaios sobre sonegação fiscal: evidências internacionais e para o Brasil

Ensaios sobre sonegação fiscal: evidências internacionais e para o Brasil

As hipóteses deste estudo consistem na avaliação do impacto das instituições nacionais sobre o nível de evasão fiscal dos países, sendo essa última a variável dependente. Usualmente, a evasão fiscal é definida como um comportamento intencional e ilegal, ou um comportamento envolvendo uma violação direta das leis tributárias para escapar do pagamento de impostos (Richardson, 2008). Entretanto, a evasão real é desconhecida e impossível de determinar, de forma que os estudos sobre evasão fiscal usam medidas alternativas, denominadas proxies para a evasão real. Alguns trabalhos utilizam a evasão hipotética ou a percepção da evasão (Porcano, 1988; White, Harrison e Harrell, 1993, Riahi-Belkaoui, 2004; Tsakumis et al, 2007, Richardson, 2008). Outros estudos usam as estimativas de evasão fornecidas pelo governo (Chiarini et al, 2013). Nenhuma medida demonstrou ser melhor que outra (Tsakumis et al, 2007). Pesquisas anteriores que examinaram a evasão fiscal internacional (Varma e Doob, 1998; Alm e Torgles, 2006; Tsakumis et al, 2007; Richardson, 2008) usaram a percepção dos indivíduos sobre a evasão fiscal como proxy para nível de sonegação fiscal dos países. Este estudo segue essa linha de pesquisa e utiliza estimativa econômica de renda não declarada dentro de um país
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Proteção penal do patrimônio e sonegação fiscal: uma abordagem à luz da teoria c...

Proteção penal do patrimônio e sonegação fiscal: uma abordagem à luz da teoria c...

Notam-se semelhanças fundamentais entre os delitos patrimoniais e os crimes de sonegação fiscal, os quais possuem dignidade penal no ordenamento jurídico nacional. Não obstante isso, ao comparar o tratamento dado a eles pelas agências formais de controle social, percebe-se uma escancarada preferência em criminalizar os autores de crimes contra o patrimônio, que são, em sua grande maioria, pertencentes às classes sociais mais pobres, enquanto se imunizam comportamentos típicos de indivíduos pertencentes às classes dominantes, como a sonegação fiscal. Nota-se que o Direito Penal, supostamente igualitário, é seletivo e discriminatório; é o Direito desigual por excelência. A teoria crítica da Criminologia, a partir do método materialista-histórico de Karl Marx, procura explicar que, em uma sociedade (capitalista) embasada fundamentalmente em relações de propriedade, a diferença de classes estrutural acaba por circunscrever a operacionalidade do sistema de justiça penal. O preconceito de classe conduz toda a seletividade do Direito Penal: as imunidades e a criminalização incidem em medida correspondente às relações de poder entre as classes sociais. Desvenda-se uma ordem legal ideológica e imaginária, fundada em conceitos de igualdade e de justiça social e projetada para legitimar a ordem vigente, em contrapartida a uma ordem real opressiva, que se dirige aos pobres, marginalizados, despossuídos e não proprietários, com uma função distinta da que prega: reproduzir as relações de desigualdade e as massas criminalizadas. A escola crítica, defronte a esse quadro e tratando-se de uma teoria comprometida com a construção de uma sociedade mais igualitária, apresenta propostas para tentar reduzir os mecanismos discriminatórios da justiça penal.
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A (DES)NECESSIDADE DA TUTELA PENAL NOS CRIMES DE SONEGAÇÃO FISCAL  Amanda Daniela Benfica Paulon, Leônidas Meireles Mansur Muniz de Oliveira

A (DES)NECESSIDADE DA TUTELA PENAL NOS CRIMES DE SONEGAÇÃO FISCAL Amanda Daniela Benfica Paulon, Leônidas Meireles Mansur Muniz de Oliveira

O presente artigo tem como objetivo analisar a (des)necessidade da tutela penal nos crimes de sonegação fiscal. Os programas governamentais criados para o contribuinte sonegador demonstram que o Estado nunca teve a intenção de penalizar tais criminosos com a severidade do direito penal. A política tributária utiliza-se do direito penal como meio de coerção para o recebimento dos tributos sonegados, tendo criado, para isso, os programas PAES e REFIS que possibilitam que o Estado receba os tributos sonegados, podendo o adimplemento gerar até mesmo a extinção da punibilidade do contribuinte sonegador. Tais condutas demonstram a administrativização do direito penal, podendo gerar consequências indesejáveis a essa seara, tais como uma maior suscetibilidade à impunidade, e via de consequência, o aumento de sua ineficácia. Questões administrativas como a cobrança de tributos sonegados, dentre outras funções administrativas do Estado, poderiam ser tratadas por outros ramos do Direito, como o Direito administrativo Sancionador, capaz de cumprir funções administrativas e sancionadoras de condutas infracionais dessa natureza. A metodologia de pesquisa utilizada é a jurídico-sociológica, ou seja, busca compreender o fenômeno jurídico em um ambiente social mais amplo. A investigação se dá no campo jurídico-prospectivo à medida que visa detectar tendências futuras na ordem jurídica.
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Tributação e sonegação fiscal: um estudo da sonegação do ICMS

Tributação e sonegação fiscal: um estudo da sonegação do ICMS

O objetivo deste trabalho é possibilitar uma medida para sonegação fiscal sobre o ICMS. Para tal foi construído um painel para os vinte e sete estados da federação contendo informações sobre a base tributária – população, PIB, exportações e importações, sobre o volume de repasses intergovernamentais e, por fim, sobre a infraestrutura de fiscalização. As informações foram coletadas junto ao SEFAZ e ao IBGE, sendo todas com periodicidade anual e correspondente ao intervalo de tempo entre 1991 e 2010. A metodologia utilizada foi o modelo de fronteira estocástica. A ideia central para tratar a medida da sonegação foi construir uma função de sonegação com base em informações sobre a base e sobre a infraestrutura, de forma que o componente residual fosse formado basicamente pelo componente de sonegação, que para a técnica utilizada seria condizente o tamanho da in eficiência. Os resultados mostraram um patamar de sonegação, durante os vinte anos analisados, superior a 57 trilhões, sendo a média anual superior a 2,1 bilhões de reias. Dentre aqueles estados que mais tiveram prejuízos provenientes da sonegação destacasse o Piauí, o Rio de Janeiro e o Rio grande do Sul, enquanto os que tiveram os menos prejuízos foram os estados do Amapá, Ceará e Alagoas.
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As causas extintivas da punibilidade nos crimes de sonegação fiscal

As causas extintivas da punibilidade nos crimes de sonegação fiscal

Diante do desenvolvimento dos estudos no presente trabalho, ao final, podemos reafirmar a concepção então exposta no projeto de pesquisa inaugural deste estudo, segundo o qual o legislador pátrio preferiu claramente dar preferência, nos crimes de sonegação fiscal, ao interesse arrecadatório em detrimento da proteção à Fé Pública, Administração Pública e Moralidade Administrativa, dentre inúmeros outros princípios supralegais que foram simplesmente desprezados, através de mecanismos como a extinção da punibilidade pelo pagamento a qualquer tempo.
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Ao Ministério Público da união e à Receita Federal brasileira, tudo? uma análise crítica à lei complementar 105 de 2001 como possível meio de coibir o crime de Sonegação Fiscal

Ao Ministério Público da união e à Receita Federal brasileira, tudo? uma análise crítica à lei complementar 105 de 2001 como possível meio de coibir o crime de Sonegação Fiscal

RESUMO: O trabalho de conclusão de curso tem como objetivo central a análise crítica da Lei Complementar nº 105 de 2001- que autoriza a Receita Federal do Brasil a quebrar diretamente o sigilo bancário dos contribuintes, com base em possíveis indícios de omissões, fraudes e simulações- como meio hábil para coibir o crime de sonegação fiscal. A partir dessa análise, vamos testar a hipótese de que nenhum agente público pode determinar a quebra das informações bancárias de um contribuinte, sem a prévia autorização do Poder Judiciário. O artigo tem três partes. Na primeira, os principais conceitos que envolvem o sigilo bancário e as possíveis exceções à quebra do sigilo bancário são descritas e discutidas. A partir do exame conceitual, vamos estudar a correlação desse assunto com o combate à sonegação fiscal e a afirmação do princípio da transparência fiscal na comunidade internacional. Na última parte, somos chamados a estudar a opinião da Suprema Corte quanto ao objeto do presente trabalho. A conclusão a que se chega é a de que os agentes públicos não podem obter as referidas informações sem prévia autorização de um juiz. Contudo, a matéria apesar de muito antiga, ainda é polêmica para a doutrina e a jurisprudência. Além disso, a alteração na composição do Supremo Tribunal Federal, de 2010 para 2015, pode indicar uma mudança também no entendimento dos magistrados quanto ao assunto.
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MEIOS DE COMBATE A SONEGAÇÃO FISCAL EM DETRIMENTO AO TRIBUTO BRASILEIRO

MEIOS DE COMBATE A SONEGAÇÃO FISCAL EM DETRIMENTO AO TRIBUTO BRASILEIRO

O alto valor dos tributos incentiva a sonegação fiscal por partes das empresas. Segundo ele, uma redução nesse valor diminuiria o percentual da carga, mas poderia aumentar a arrecadação porque as empresas seriam mais colaborativas. Assim, o governo garantiria seus recursos. Contudo, é sabido que é complicado reduzir tributos, pois alguns especialistas da área concordam que se trata de uma questão de vontade política, pois nenhum estado e municípios e nem tão pouco a União quer perder parte de sua arrecadação. [4]
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ FACULDADE DE ECONOMIA ADMINISTRAÇÃO ATUÁRIAS E CONTABILIDADE DEPARTAMENTO DE CONTABILIDADE CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS SAMILLE FREITAS DE SOUZA

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ FACULDADE DE ECONOMIA ADMINISTRAÇÃO ATUÁRIAS E CONTABILIDADE DEPARTAMENTO DE CONTABILIDADE CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS SAMILLE FREITAS DE SOUZA

O Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) é um dos projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e foi implementado em 2007, através do Decreto 6.022/2007 do Governo Federal. Tem a finalidade de reestruturar o sistema tributário no Brasil. Elaborado para promover a captação de informações fiscais e contábeis das empresas. Trata-se de um sistema moderno de escrituração. O Sistema promove a troca de informações entre os fiscos municipais, estaduais e federais, algo inédito na escrita fiscal no Brasil. O sistema foi criado para buscar a agilidade na captação de informações, facilitar a fiscalização das empresas e principalmente acabar com a sonegação fiscal. O sistema tem se mostrado eficaz quanto ao seu objetivo principal. O Brasil tem reduzido significativamente a sonegação fiscal desde a implementação do SPED. Por meio de pesquisa bibliográfica e documental serão coletados dados de pesquisas publicadas e relatórios divulgados sobre o assunto para fundamentar a conclusão desta pesquisa. Assim constata que o Brasil tem reduzido a sonegação fiscal por meio do sistema SPED de escrituração.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CENTRO SÓCIO-ECONOMICO DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CENTRO SÓCIO-ECONOMICO DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS

Com o crescimento da economia, o Estado tende a arrecadar mais em tributos e, conseqüentemente, poderá dispor de mais recursos financeiros para aplicação nos diversos setores em que atua, aos quais tem como sua finalidade principal, garantir os direitos fundamentais mínimos para uma vida digna em sociedade. A Constituição Federal do Brasil (CF/88), em seu artigo 6º, elenca os direitos fundamentais sociais, dentre eles: educação, saúde, trabalho, moradia, lazer, segurança, previdência social, proteção à maternidade e à infância, além de assistência aos desamparados. Tendo em vista esta realidade, o governo brasileiro precisa estar atento às informações relativas ao ambiente externo, setores produtivos, mercados de consumidores e também relacionadas à arrecadação de tributos e sonegação fiscal.
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Uma análise da evasão fiscal nos municípios do estado de São Paulo: 1997-2004

Uma análise da evasão fiscal nos municípios do estado de São Paulo: 1997-2004

Para solucionar este impasse, será utilizada nesta pesquisa uma variável explicativa, aqui chamada de taxa de impunidade. Junto ao SEADE obteve-se estatísticas referentes ao número de inquéritos instaurados sobre sonegação fiscal, percebeu-se que um grande número de ocorrências, não somente para o crime de evasão fiscal, mas para vários outros tipos de crime, ficam sem instauração de inquérito. Sabe-se que a instauração de inquérito não é a solução de um crime, já que existem ainda outros trâmites legais a serem cumpridos até o individuo ser condenado ou não, nem tampouco representa o cumprimento de uma pena. Quando existem ocorrências que não geram inquéritos, pode se concluir que tais ocorrências não foram solucionadas 22 , e seus autores não foram responsabilizados.
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O Imposto Único e a reforma tributária

O Imposto Único e a reforma tributária

A CPI da Sonegação Fiscal apontou que no Brasil “há excessivo número de tributos, cuja imposição se faz através de uma legislação extremamente complexa, inconstitucional, incoerente, inadequada, de interpretação e aplicabilidade duvidosas; sujeita a constantes alterações...a ponto de termos baixado 1062 atos normativos fiscais em 1990- média de 4,6 por dia útil. E são exigidos 33 livros de escrituração, 24 declarações tributárias, além de 25 obrigações básicas trabalhistas e previdenciárias”. Vide, “CPI da sonegação fiscal. Conclusões do Congresso Nacional”, Revista dos Tribunais, Cadernos de Direito Tributário e Finanças Públicas, ano 3, nº 9, out-dez 1994, Editora Revista dos Tribunais Editora LTDA, São Paulo.
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O caminho oculto da sonegação no Brasil: causas, consequências e propostas

O caminho oculto da sonegação no Brasil: causas, consequências e propostas

Nos resultados encontrados houve forte apoio à hipótese inicial, que propunha um padrão de 5 fatores. Todos os loadings fatoriais de primeira ordem reportados na Tabela 3 (abaixo) são estatisticamente significantes ao nível de confiança de 1% e ligeiramente grandes em magnitude, variando entre .34 e .98 (média de .78). Esta primeira etapa é importante para criação do indicador de sonegação fiscal, ante dois principais motivos: (i) a carga fatorial, por si só, mede o grau de correlação entre a variável original i (ou seja, cada pergunta aplicada no questionário) e os 5 fatores inicialmente propostos; (ii) Já a carga fatorial ao quadrado representa o quanto da variação de uma variável i é explicada pelo fator (similar ao R² amplamente utilizado em regressões lineares). Por consequência, altos valores no quadrado destes valores indicam uma boa relação linear entre o construto e seus indicadores enviados aos respondentes da pesquisa.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA – UFSC CENTRO SÓCIO ECONÔMICO DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA – UFSC CENTRO SÓCIO ECONÔMICO DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS

Este trabalho buscou analisar os problemas inerentes ao sistema tributário brasileiro, que consequentemente leva à sonegação fiscal nas empresas brasileiras, procurando delimitar ações para redução do problema. A análise envolve fundamentalmente pesquisa bibliográfica e documental sobre o tema. Primeiramente, se fez uma análise de como seria o sistema tributário ideal, para assim, delimitar os problemas do sistema tributário brasileiro. Assim, verificou-se que nos últimos anos houve um aumento expressivo na carga tributária brasileira, decorrente do aumento dos gastos públicos, este impulsionado pelos aumentos com gastos na previdência social. Identificou-se que o sistema tributário brasileiro, além de caro e complexo, é também em grande parte regressivo, devido à forte incidência de tributos indiretos. A insatisfação com o sistema tributário e governo, assim como a percepção da carga tributária excessiva e falta de contrapartida são os principais fatores que motivam a sonegação. As empresas têm maior possibilidade de sonegar, por intermediar o repasse de impostos dos consumidores aos cofres públicos. Não foi possível mensurar os valores sonegados, porém, estima-se que este número seja alto. Mas é possível sintetizar as propostas para redução da sonegação em: aumentar a probabilidade de auditoria acompanhada de maior penalização e responsabilidade fiscal.
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Tributo cumulativo versus IVA

Tributo cumulativo versus IVA

A sonegação é um fenômeno que impõe vantagens competitivas determinantes para agentes produtivos que a praticam, originando um sistema injusto, com péssima incidência tributária, onde quem paga imposto tem que compensar pelos que sonegam. Essa situação cria um sistema onde uma empresa que investe em tecnologia para obter custos menores pode não ser competitiva diante de outra com custos mais elevados, mas que obtém

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FISCAL E O AJUSTE FISCAL NO BRASIL

FISCAL E O AJUSTE FISCAL NO BRASIL

Note-se ainda que as empresas integrantes do PDG não estão submetidas às disposições da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), por não receberem recursos do Tesouro Nacional para pagamento de despesas com pessoal ou custeio, mas “são instadas a oferecer sua contribuição para o resultado primário das contas públicas” (ibid, p.14), já que fazem parte do conjunto de agentes responsáveis pelo cumprimento das metas fiscais definidas pela LDO. Por isso, todo o processo de definição do PDG, tanto na fase de proposição pelas empresas quanto no momento de análise e consolidação no âmbito da DEST, é pautado em parâmetros estabelecidos pela equipe econômica e compatibilizado com as metas de superávit primário do setor público. A inclusão das estatais na apuração da Necessidade de Financiamento do Setor Público (NFSP), como lembra Biasoto Jr. (2006, p.198), é “uma criação recente, universalizada pelo FMI para os países menos desenvolvidos e derivada de uma postura política decorrente do chamado Consenso de Washington”.
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Planejamento fiscal, evasão fiscal, elisão fiscal: o fiscalista no seu labirinto

Planejamento fiscal, evasão fiscal, elisão fiscal: o fiscalista no seu labirinto

“consiste em minimizar os impostos a pagar (traduzindo-se em aumento de rendimento depois de impostos) por uma via totalmente legítima e lícita, querida até pelo legislador ou deixada por este como opção ao contribuinte (...) Trata-se de escolher a via fiscalmente menos onerosa consistente com a gestão normal dos negócios pessoais ou empresariais”. Mais longe vai ainda NOVOA, César, op. cit., p. 70, quando escreve que os administradores que não utilizem as vias de planificação fiscal lícita ou economias de opção, provocando assim um custo acrescido para a empresa derivado do incremento da carga fiscal, poderiam ser responsabilizados pelos sócios “já que poderia entender-se que não agiram com a diligência devida para maximizar o lucro”. Cf. igualmente, FERREIRA, Rogério M. F/ PINTO, Cláudia Saavedra, “A evasão fiscal e os meios anti-evasivos”, in ILADT/ AVDT, op. cit. , p. 588, para quem o planeamento constitui “um direito do contribuinte” e “um imperativo de racionalidade económica e de boa gestão”. Note-se contudo, como veremos, que a gestão fiscal não esgota, em nosso entender, toda a esfera do planeamento fiscal lícito, mas diz apenas respeito a casos de planeamento fiscal claramente intra legem e, portanto, desprovidos de qualquer risco.
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