Substituição de importações

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Deterioração dos termos de intercâmbio, substituição de importações, industrialização e substituição de exportações: a política de comércio exterior brasileira de 1945 a 1979.

Deterioração dos termos de intercâmbio, substituição de importações, industrialização e substituição de exportações: a política de comércio exterior brasileira de 1945 a 1979.

de comércio exterior no período foi distinta. Logo no pós-guerra constatou-se que as exportações de produtos primários comportavam-se de forma desigual, se comparadas às exportações de produtos manufaturados. Essa afirmação baseia- se em diversos fatores. Em primeiro lugar, com o crescimento da renda dos países desenvolvidos no pós-guerra, a propensão marginal a importar alimentos tendeu a cair. A saída para essa situação era impedir que o estrangulamento do setor externo paralisasse as exportações e dificultasse o processo de desenvolvimento econômico. Nesse caso, sendo as exportações brasileiras constituídas precipuamente por produtos cuja demanda era inelástica, era necessário que as autoridades valorizassem as taxas de câmbio, aumentando as exportações em valores, e implantassem controles seletivos de importações. Essa estratégia permaneceu inalterada até 1961, sendo constituída pelos governos do período 1946-1961 como um mecanismo de ação do Nacional-desenvolvimentismo, consoante o Modelo de Substituição de Importações. A partir de 1961, o Brasil já havia alcançado elevado grau de maturidade econômica e, conseqüentemente, promoveu-se uma mudança no eixo comércio exterior/desenvolvimento. Nessa fase, o desenvolvimento industrial permitiu estabelecer uma maior flexibilização no câmbio, de modo a promover uma nova inserção do País no comércio internacional, mediante a transformação do Brasil em exportador de produtos manufaturados. Com efeito, verificou-se a emergência de uma nova estratégia de desenvolvimento. Esta baseou- se na concretização de um modelo complementar ao Modelo Substitutivo de Importações, ou seja, o Modelo Substitutivo de Exportações. A pretensão brasileira de exportar manufaturas fora recebida com descaso pelos Estados Unidos e Europa, que passaram a cercear a realização desse objetivo. Por essa razão, a diplomacia brasileira implantou um caráter independente na sua atuação, acreditando que esse caráter consolidaria o Modelo Substitutivo de Exportações. De fato, o caráter independente da política externa brasileira consolidou o Modelo Substitutivo de Exportações e permitiu que, em meados de 1970, o Brasil conquistasse mercados para exportações de armamentos, veículos de passeio, maquinaria e eletrodomésticos. De 1974 a 1979, a participação dos produtos manufaturados na pauta de exportação brasileira aumentou 47%. A necessidade de ampliar a escala da produção, de modo a reduzir seus custos, levou a indústria brasileira a consolidar seus mercados no exterior, fazendo com que o capitalismo de Estado brasileiro, permeado cada vez mais pelos interesses militares, alargasse seu campo de acumulação. Em meados da década de 1970, o Brasil já era visto como um dos maiores exportadores de armamentos ao Terceiro Mundo.
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O processo de substituição de importações no Brasil

O processo de substituição de importações no Brasil

ustruturala induzidas pelO pr6prio processo de substituição de importações. bens intermedilrioa como aos de capital.. Uma vez mala. O que a8 v~rltlca aparent6mente. tor[r]

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O desenvolvimento do setor siderúrgico brasileiro entre 1900 e 1940: Crescimento e substituição de importações.

O desenvolvimento do setor siderúrgico brasileiro entre 1900 e 1940: Crescimento e substituição de importações.

Assim, como teremos ocasião de observar ao longo deste artigo, em- bora o setor siderúrgico brasileiro anterior à criação da CSN tivesse limitações concretas e significativas, as realizações de que foi capaz nas décadas de 1920 e 1930 tampouco podem ser desprezadas. Essa evolução setorial será o nosso objeto de estudo neste artigo, que analisará, em particular, o processo global de crescimento da produção siderúrgica, a sua composição, bem como a substituição de importações que o setor foi capaz de realizar. Nesse sentido, preten- demos dar aqui uma visão panorâmica desse processo de desenvol- vimento, focando nessas dimensões agregadas e em algumas carac- terísticas estruturais do setor. Para tanto, faremos uso de extensivo conjunto de dados sobre o setor siderúrgico brasileiro no período, 5 além de informações qualitativas, na medida do necessário.
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Substituição de importações e as origens da indústria petrolífera no Brasil

Substituição de importações e as origens da indústria petrolífera no Brasil

c) Entrar em entendimentos objetivos sobre a vinda de um ou mais técnicos argen- tinos especialistas na lavra do petróleo e organização de campos de produção; d) Vantagens evidentes da[r]

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Evolução setorial e trajetórias tecnológicas em nível de empresas na indústria de celulose e papel no Brasil (1970 - 2004): contexto da política de substituição de importações à competição globalizada

Evolução setorial e trajetórias tecnológicas em nível de empresas na indústria de celulose e papel no Brasil (1970 - 2004): contexto da política de substituição de importações à competição globalizada

Busca-se, assim, com esta dissertação, dar um passo além do trabalho desenvolvido por Tacla (2002) no setor de bens de capital à indústria de celulose e papel, fazendo um[r]

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Substituição de importações e distribuição de renda

Substituição de importações e distribuição de renda

verifica-se que tais políticas sempre implicam aumento na disparidade salarial en- tre trabalho qualificado e trabalho não qualificado, piorando a distribuição de renda. Dependendo de hi[r]

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Brasil, Argentina e Coreia: uma análise comparativa (1970-1990)

Brasil, Argentina e Coreia: uma análise comparativa (1970-1990)

Situação semelhante à vivida por Brasil e Argentina nesse período, particularmente no que diz respeito aos desequilíbrios das contas externas. Esse ponto é importante porque muitos apontam que um dos fatores decisivos para o colapso do modelo baseado na substituição de importações foi a crise da dívida, aberta com a moratória mexicana em 1982. Em 1980, a dívida externa brasileira correspondia a 23% do PIB, passando para 30% em 1984 e atingindo 32% seis anos depois. Em meados da década de 1980, 76% da dívida externa era pública. Na Coréia a dívida externa não chegou a ser estatizada como no Brasil e na Argentina, mas o Estado garantia cerca de 80% dos empréstimos. Sem dúvida que isso não pressionou tanto as contas públicas como nos dois países latino-americanos. Na Argentina, a dívida saltou, entre 1975 e 1983, de 8 para 45 bilhões de dólares, dos quais 32 bilhões correspondiam à dívida externa pública. Em 1983, o montante da dívida eqüivalia 5,8 vezes as exportações e o pagamento de juros consumia 64% das mesmas (CANUTO, 1994, p. 106-121; CARNEIRO, 2002, p. 115-138; FERRER, 2006, p. 239-257).
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Rev. adm. empres.  vol.25 número1

Rev. adm. empres. vol.25 número1

o presente sistema de identificação de projetos in- clui não só a substituição de importações, mas também possibilidades de exportação e as outras categorias men- cionadas, não deixando [r]

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Bancos públicos e desenvolvimento : análise de decisões judiciais e intervenção do Estado na economia

Bancos públicos e desenvolvimento : análise de decisões judiciais e intervenção do Estado na economia

Os planos econômicos brasileiros, como: o de substituição de importações; Programa de Metas; Plano Trienal de Desenvolvimento Econômico e Social; PAEG; I e II Planos N[r]

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Representações da crise de 1929 na imprensa brasileira: relações entre história, mídia e cultura.

Representações da crise de 1929 na imprensa brasileira: relações entre história, mídia e cultura.

interpretativas para explicar o processo de industrialização do Brasil: 1) a teoria dos choques adversos (para esta teoria, a produção industrial interna teria aumentado imediatamente após a crise de 1929, como conseqüência de um esforço substitutivo, no momento em que a capacidade de importar havia declinado drasticamente e já havia uma capacidade produtiva ins- talada, que permaneceu até o momento inutilizada); 2) a industrialização liderada pela expansão das exportações; 3) o capitalismo tardio e 4) a industrialização intencionalmente promovidas por políticas do governo. De forma geral, a teoria dos choques adversos afirma que a ocorrência de problemas no setor externo da economia – crise, guerras e etc. – suprimiam a capacidade de importação que, somada à manutenção da renda interna, abria espaços sugestivos para o desenvolvimento industrial. Tanto para C. Furtado e Tavares quanto para Suzigan, o desenvolvimento industrial até 1930, não pode ser vinculado à substituição de importações mediante a algum choque adverso, essa teoria só pode ser aplicada à crise do café (final da década de 20) e a Grande Depressão da década de 1930, que suprimiram a capacidade de importação, quando ao mesmo tempo foi mantida demanda interna pela garantia do nível de empregos no setor agroexportador em função da política de valorização do café pós-1930, Entretanto, autores como Roberto Simonsen encontraram diversificação considerável no setor industrial para o período da I Guerra Mundial vinculado ao fato das dificuldades representadas pelo “choque adverso da I Guerra”.
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As condiçoes estruturantes da siderurgia mineira: recursos naturais, Estado e elite instruída

As condiçoes estruturantes da siderurgia mineira: recursos naturais, Estado e elite instruída

A modernização da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), o programa de substituição de importações do Governo federal e as economias de aglomeração.. Mas foi a[r]

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Brazil. J. Polit. Econ.  vol.30 número2

Brazil. J. Polit. Econ. vol.30 número2

ção de diversos órgãos voltados à diversificação agrícola e ao beneficiamento da agroindústria; e a legislação trabalhista. Outro ponto que merece destaque é que Vargas, para viabilizar o processo de substituição de importações, não isolou o setor primário das atividades econômicas, mas fez com que tivesse novas funções, como produzir maté- rias-primas, ser mercado consumidor aos produtos industrializados, gerador de divisas para compra de máquinas e insumos necessários a indústria, dentre outros. Termina o capítulo com o naciona- lismo exacerbado da última fase do governo Var- gas, até os últimos acontecimentos que acarreta- ram o enlace final de seu governo.
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Processo de substituição e importações: uma estratégia de desenvolvimento para a...

Processo de substituição e importações: uma estratégia de desenvolvimento para a...

Por meio dos processos de substituição de importações, ocorridos de maneira mais estruturada a partir do período pós Segunda Guerra Mundial até o início da década de 1980, tanto o Brasil quanto o México se industrializaram, atingindo, inclusive, uma condição satisfatória em termos de aperfeiçoamento de seus respectivos parques industriais. Todavia, dado o esgotamento dos Processos nos anos 1980 – e suas implicações diretas, as quais chegaram mesmo a comprometer parte da evolução alcançada -, a condição para que a industrialização continuasse seu incremento e aprimoramento e verificasse sucesso pleno seria a continuidade do modelo até então aplicado, mas com outra roupagem – uma de caráter mais liberal (menor intervenção estatal na economia e maior liberdade dos agentes privados e dos fluxos de capital, principalmente). Os estímulos aos setores agrícolas e de exportação seriam absolutamente necessários, além da grande atenção e incentivo que deveriam ser destinados ao desenvolvimento de P&D e aprimoramentos tecnológicos.
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A demanda de importações de etanol pela Suécia e pela União Europeia

A demanda de importações de etanol pela Suécia e pela União Europeia

O crescimento da atividade canavieira no Brasil dependerá, no médio prazo, do aumento das exportações do etanol. Se no presente momento a elevação da produção desse biocombustível tem ocorrido devido à forte influência de seu uso no mercado interno, a sustentação desse crescimento no futuro deverá depender da inclusão do etanol na matriz energética de outros países. Neste contexto, é de suma importância a realização de estudos que permitam entender o potencial importador de etanol de países que utilizam esse combustível na sua frota de automóveis e comerciais leves. Sob esse pano de fundo é que se propôs, nesta dissertação, analisar os determinantes das importações de etanol da União Europeia e, em particular, da Suécia, país-membro que está mais avançado na substituição de combustíveis fósseis pelo etanol no setor de transportes.
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Ânforas da Quinta do Lago (Loulé, Portugal): as importações

Ânforas da Quinta do Lago (Loulé, Portugal): as importações

As importações de cerâmicas destinadas ao serviço de mesa e de produtos alimentares, envasados em ânforas, cresceram e diversificaram-se ao longo da 2ª metade do século I e em toda a centúria seguinte. A terra sigillata chegou sobretudo do sul da Gália, mas também da Hispânia e do norte de África. As primeiras totalizam 47 fragmentos. São todas oriundas do centro produtor de La Graufesenque, sendo maioritariamente lisas. Estão representadas por pratos (formas 15/17 e 18/31 de Dragendorff) e por taças lisas e decoradas (forma 27, 35, 36 e 37 de Dragendorff). Estas importações podem ser datadas, de forma genérica, entre o reinado de Tibério e os finais do século II.
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O Impacto das Importações Chinesas sobre a Produtividade Setorial no Brasil

O Impacto das Importações Chinesas sobre a Produtividade Setorial no Brasil

Para testar a validade empírica dessa teoria, alguns dos autores, Bloom, Draca e Van Reenen (2011), utillizam a eliminação de cotas de importação em alguns segmentos da manufatura de vários países europeus como instrumento. Os resultados são os esperados: o aumento de importação com o fim das cotas causa aumento de inovação nas empresas atingidas e, também, aumento de produtividade. Os autores ainda utilizam os dados no nível das firmas para medir os efeitos na margem intensiva e extensiva. As empresas que foram mais expostas ao aumento das importações de produtos chineses apresentaram maiores aumentos no registro de patentes, em gastos com P&D, no número de computadores por empregado (medida de TI), na expansão da PTF e no índice de qualidade de práticas
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A Estimação das importações brasileiras de leite, 1991 a 2003.

A Estimação das importações brasileiras de leite, 1991 a 2003.

por importação mostrou-se bastante elástica tanto em relação ao preço de importação como ao preço doméstico. As elasticidades foram de magnitudes bem parecidas, sugerindo uma boa integração do segmen- to leiteiro ao mercado internacional: variações iguais nos dois preços, mantida a taxa de câmbio, não alterariam o volume importado de leite. O crescimento da renda tende a resultar em incremento importante das importações, indicando que o setor nacional tem dificuldade de atender a um crescimento mais rápido do consumo interno. O câmbio real tem sido um fator relevante para as importações de lácteos na medida que é determinante do preço relativo dos produtos nacional e importado.
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Evolução recente da produtividade no Brasil e o impacto de tarifas e importações

Evolução recente da produtividade no Brasil e o impacto de tarifas e importações

fabricaᅦᅢo e refino de ᅮleos vegetais e de gorduras para alimenta. outras indᅳstrias alimentares e de bebidas[r]

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Elasticidades de substituição das importações no Brasil.

Elasticidades de substituição das importações no Brasil.

RESUMO: As estimativas dos impactos sobre as importações devido a acordos co- merciais dependem fundamentalmente das elasticidades de substituição (ES) entre as importações de diferentes fornecedores estrangeiros. Este trabalho estima as ESs das importações do Brasil, para 42 setores da matriz de insumo produto de 2005, desta- cando as diferenças nos custos de transporte e na tarifa efetivamente paga entre os produtos, segundo os países de procedência. As elasticidades obtidas são estatistica- mente significantes a 1% para 39 setores, com média simples de 6,6 e amplitude de 4,7 e 13,7. A disponibilidade das ES próprias para o Brasil permitirá obter cálculos mais precisos dos efeitos provocados por uma eventual participação brasileira em novos acordos de liberalização comercial.
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Importações Brasileiras: Um Estudo Empírico sobre Duração e Fatores de Sobrevivência.

Importações Brasileiras: Um Estudo Empírico sobre Duração e Fatores de Sobrevivência.

Besedes & Prusa (2006b) analisam as importações dos EUA e mostram que a evidência empírica é consistente com um modelo de search de comércio internacional, baseado no modelo de Rauch & Wat- son (2003). Besedes & Prusa (2006a, 2006b) investigam empiricamente se padrões de comércio são ou não relativamente estáveis, sendo que até então, não havia estudos extensivos acerca da duração do comércio ao longo do tempo. Em uma série de estudos, Besedes e Prusa documentam que as relações comerciais dos Estados Unidos são muito curtas, com duração média de importação de um fornecedor estrangeiro (parceiro comercial) de apenas dois a quatro anos, o que configura um ambiente extrema- mente volátil. Como resultado, a crença de uma suposta estabilidade nos padrões de comércio agregados pode estar mascarando a grande quantidade de fornecedores que entram e saem do mercado a cada ano, promovendo o dinamismo das relações comerciais e diminuindo o tempo de duração entre elas.
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