Tecnologia - América Latina

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Democracia, tecnologia e participação popular: um estudo na América Latina

Democracia, tecnologia e participação popular: um estudo na América Latina

O debate político atual sobre a democracia é marcado por questionamentos diversos acerca do funcionamento, da legitimidade social e da efetividade das instituições representativas. Entre as respostas para essa crise democrática, convivemos com o surgimento de diversas inovações que visam aumentar a participação popular nos espaços de construção das políticas públicas. Este trabalho tem o objetivo de analisar como a tecnologia está influenciando a participação política na América Latina. A metodologia adotada teve como primeiro procedimento a revisão bibliográfica acerca da administração pública, política, democracia, tecnologia e empreendedorismo social. Posteriormente, foi realizada uma pesquisa qualitativa em que foram entrevistadas 13 pessoas com experiência profissional na área sobre o uso da tecnologia no aprimoramento da democracia e da participação popular. Os resultados evidenciaram que a tecnologia tem sido muito utilizada para viabilizar projetos inovadores de organizações da sociedade civil e empreendimentos sociais voltados à participação popular. Contudo, constatou-se que essas iniciativas ainda são incipientes e que a participação do cidadão não depende apenas das ferramentas de que ele dispõe, mas sobretudo do reconhecimento da importância de sua atuação comprometida e constante no âmbito público.
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Aspectos institucionais e legais da transferência internacional de tecnologia na América Latina

Aspectos institucionais e legais da transferência internacional de tecnologia na América Latina

protegidos de outros locais. A experiência vivenciada pelas indústrias farmacêuticas em alguns dos países da América Latina após a proteção de patentes ter sido introduzida para remédios sugere que esse é um efeito real, e não mera especulação. Outro motivo está em ser a tecnologia amparada por direito de propriedade intelectual. Seu titular pode cobrar royalties superiores àqueles que receberiam, caso não houvesse a proteção. Isso possibilitaria tornar a tecnologia inviável para as empresas locais ou reduzir os recursos disponíveis para Pesquisa e Desenvolvimento. Além do mais, os royalties aumentam os custos de produção e dificultam as empresas licenciadas de competir em um mercado global. Em última análise, níveis mais altos de proteção de propriedade intelectual podem levar ao desequilíbrio nas negociações e na utilização de práticas anticoncorrenciais 39 .
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Políticas de ciência, tecnologia e inovação na América Latina: as respostas da comunidade científica.

Políticas de ciência, tecnologia e inovação na América Latina: as respostas da comunidade científica.

Para outro conjunto de pesquisadores, a interação com o ambiente externo é bem sucedida, mas responde a um conjunto de motivações mera- mente táticas. Para eles, o apoio obtido junto a outros setores da sociedade preenche uma lacuna logística: assegura o acesso a recursos que garantem suporte e continuidade à atividade de pesquisa. Mas as questões colocadas pela interação não são reconhecidas como legítimas e não podem ser in- corporadas na sua agenda de pesquisa. Aqui, a interação adquire uma qualidade negativa, onde o tempo e recursos empregados na resposta aos desa- fios colocados por outros atores são contabilizados como custos. Essa situação produz uma dissociação entre os serviços prestados em troca do apoio e a atividade de pesquisa propriamente dita, cuja agen- da permanece submetida apenas aos ditames da comunidade disciplinar. No novo ambiente cria- do pelas reformas das políticas de ciência e tecnologia que incorporam a dimensão da inova- ção, os pesquisadores situados dentro desse quadrante são justamente aqueles que estão sujei- tos a um conjunto de pressões cruzadas que criam a necessidade de manipular o entendimento dos objetivos de relevância social recentemente incor- porados ao apoio público à pesquisa, visando a minimizar os custos dessas atividades.
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A educação na América Latina

A educação na América Latina

Na medida em que participamos da sociedade do conhecimento, o Brasil necessita dar um fantástico salto tecnológico para superar o hiato que nos separa das sociedades pós- industriais 13 . A nova sociedade em construção tem por fundamento o capital intelectual para formar cidadãos e cidadãs como trabalhadores mais pensantes do que operários manuais. Para tanto, exige-se um sistema escolar que valorize o aprender, tão enfatizado pelos documentos da UNESCO. No momento atual, conforme os dados oferecidos pelo mercado de trabalho, faltam técnicos de nível médio e de nível superior e há abundância de mão-de-obra não- qualificada e tecnologicamente analfabeta. No passado recente, o País descuidou-se deste detalhe e agora há premência em investir racional e logicamente em ciência e tecnologia, ou seja, em pesquisa e desenvolvimento, elaborando primeiro um plano nacional de médio e longo prazo, que dê prioridade à ciência e à tecnologia. Os investimentos devem iniciar no ensino fundamental, perpassar o médio e aprofundar-se no superior, integrando governo, escola e empresas. No ensino fundamental deve ser fomentado um interesse pelas ciências para despertar os vocacionados que, no ensino médio, devem ser encaminhados para suas áreas e, no superior, serem aperfeiçoadas. Para tanto precisa ser criada a infra-estrutura do conhecimento: corpo docente habilitado - tarefa da universidade - e bem remunerado; laboratórios e bibliotecas – de espaço físico e virtual; e, regime escolar de tempo integral. Não há outra saída para o Brasil.
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O Meio Ambiente na América Latina

O Meio Ambiente na América Latina

surge o sistema da fábrica, a organização e racionalização do trabalho. A segunda, também introduz novas fontes energéticas (eletricidade, motor de combustão etc.), expandem-se os setores industriais, implantam-se vias de transporte e demais infra-estruturas, novas indústrias emergem, novos conceitos de gestão e administração são adotados, hierarquiza-se a estrutura empresarial com o surgimento de novos investidores etc. A terceira, sinaliza os avanços na tecnologia de energia, no setor de transporte (o automóvel é se ícone), na área de produtos elétricos etc. É a fase da urbanização acelerada e a crescente demanda de eletrodomésticos em substituição do trabalho humano na área doméstica. A quarta, caracteriza-se pelos novos materiais, novos produtos, pela automação produtiva, pela informacionalização, pela constituição das corporações transnacionais e da globalização.
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Jornalismo inovador na América Latina

Jornalismo inovador na América Latina

"No fim de 2010 já vinha observando os movimentos de dados abertos nos EUA com Obama, a plataforma data.gov.uk do Reino Unido, eventos e hackatonas promovidas por veículos como o New York Times e o Guardian. Ao mesmo tempo, chegou para nós esse desafio dos milhares de e- mails do ministro. No início de 2011, organizamos uma reunião com a secretaria de redação e três jornalistas interessados e se formou o embrião da unidade de dados do La Nación. A partir disso começamos a ver todas as oportunidades de unir jornalismo e tecnologia", conta Momi.

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Integração econômica da América Latina

Integração econômica da América Latina

da Lei baseava-se fundamentalmente no argumento de que os ganhos de produtividade adquiridos com o progresso técnico eram maiores para o produtos do Centro do que para os produtos primários, além da violação do livre comércio pelos países industriais através de barreiras tarifárias, o que contraria o princípio básico da lei, que é o livre comércio. Isso abalou a Lei e sua afirmação de que, diante de um aumento dos níveis de tecnologia os preços caírem, de modo que haveria uma disseminação das inovações por todo o mundo. Mas, o que a CEPAL, por meio de Prebisch, demonstrou foi que isso não aconteceu e os países latino-americanos não usufruíram dos benefícios dessa evolução, ao contrário, só fez acentuar cada vez mais as disparidades entre o centro e a periferia.
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OS OLHARES SOBRE A AMÉRICA LATINA

OS OLHARES SOBRE A AMÉRICA LATINA

É notório que, a maioria das populações indígenas não aceitaram pacificamente a invasão de suas terras, os guerreiros, a maneira deles tentaram lutar por seus direitos, mesmo que isso tenha significado a perca de suas próprias vidas ou a destruição de seu povo. Esses guerreiros lutavam, pois consideravam- se defensores tenazes das suas terras. Isso aconteceu tanto na América do Norte quanto na América do Sul. Embora muitas nações indígenas tenham lutado para preservação do seu território, é notório que a tecnologia militar contribuiu para a vitória dos europeus em diversas partes do continente americano. Sendo assim, inúmeras nações indígenas foram dizimadas e tiveram arrancadas de si a sua fonte de alegria e de vida: a sua terra, a mesma onde viveram os seus antepassados.
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A teoria da dependência na América Latina.

A teoria da dependência na América Latina.

A problemática da industrialização associada ao setor privado quanto aos seus resultados internos nas economias latino-americanas revela alguns aspectos já conhecidos, que cabem ser reiterados. Esse tipo de desenvolvi- mento inseriu as economias latino-americanas no mercado mundial de for- ma perversa e distorcida, particularmente a brasileira. Restringiu-se a seto- res e áreas privilegiadas da economia nacional, mercê de novas tecnologias, de maneira a não integrá-la, mas, ao contrário, agravando os desníveis regio- nais. A produção de bens de capital urgentemente requisitada para o reequipamento industrial ficou incompleta uma vez que o alvo das corpo- rações multinacionais, operando com subsídios especiais, era o mercado conspícuo, de luxo, a exemplo da indústria automotiva, limitado a reduzi- da parcela populacional. De outra parte, deu início ao processo de internacio- nalização da economia, que se desdobrou na absorção das indústrias naci- onais em setores decisivos, como o de alimento, químico-farmacêutico, entre outros. Em fase ulterior, tal processo avançaria até os setores estraté- gicos da economia, nos quais operavam com sucesso as empresas públicas. O atributo tecnológico do subdesenvolvimento costuma ser aponta- do com certo destaque nos estudos sobre a matéria. O mito da importação tecnológica como queima de etapas no processo de desenvolvimento foi largamente usado nos meios empresariais para justificar o ingresso dos in- vestimentos diretos estrangeiros. Meir Merhav refuta o argumento de que o desenvolvimento “consiste principalmente no transplante de uma tecnologia avançada numa economia atrasada, que é incapaz de produzi-la endogenamente, como resultado do seu próprio processo evolutivo. A ado- ção dessas técnicas alienígenas só pode ter lugar através da importação do equipamento que a incorpora. Essa maquinaria tornou-se historicamente adaptada às proporções de fatores e às escalas de produção apropriadas aos tamanhos dos mercados e ao grau de especialização de seus países de ori- gem. Quando ela é introduzida num país subdesenvolvido, com baixo nível inicial de demanda agregada, por definição a disparidade entre as escalas de produção para as quais a tecnologia foi criada e a extensão dos mercados produz, num estágio prematuro de crescimento, uma estrutura industrial em que é tecnicamente inevitável a dominação dos monopólios” (14) .
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A dependência da América Latina

A dependência da América Latina

4º - O enfoque da dependência sustenta que a raiz do subdesenvolvimento está na relação de dependência entre as nações ricas e as nações pobres. É um complexo de relações econômicas, comerciais, políticas, financeiras e tecnológicas, gerado historicamente, que ultrapassa a ordem interna e se firma na ordem externa. Segundo os defensores desta tese 9 , o sistema capitalista realiza-se em âmbito intersocietário em que as formações subdesenvolvidas são periféricas às formações desenvolvidas e centrais. Para caracterizar bem estas relações, recorrem a analogia da metrópole e do satélite, configurando um único sistema. No sistema, a satelitização ocorre pela dependência e pela exploração. A dependência: a) a política (pode ser legal ou de fato) significa que as decisões são tomadas fora do país; b) a econômica ocorre no plano comercial – o país exporta mais matérias-primas e importa bens beneficiados e tecnologia – e no plano financeiro – os investidores são não-residentes; c) a tecnológica consiste no monopólio técnico-científico dos países centrais dos quais os periféricos a importam. Esta situação de dependência gera uma constante exploração. A exploração consiste: a) no plano financeiro (a alta remuneração pelos serviços do capital não- residente); b) no plano comercial (a constante deterioração da relação de preços nas relações de intercâmbio); c) no plano da tecnologia (o pagamento de royalties e a transferência de tecnologias obsoletas).
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Desconfiança política na América Latina.

Desconfiança política na América Latina.

Embora julguemos a interpretação “possibilista” útil para a análise de curto prazo das dificuldades da democracia, reconhecemos também a força da interpretação “pessimista” quando pensamos na consolidação democrática de longo prazo. A visão convencional na pesquisa sobre cultura política é a de que qualquer sistema político deve desenvolver um sistema cultural de apoio ou corre o risco de um eventual rompimento (por exemplo, INGLEHART, 1997). No agregado, a América Latina ainda está longe da regra prática de Diamond para a consolidação democrática, qual seja, que o apoio geral para a democracia deve alcançar o nível de 70-75% nas pesquisas de opinião pública e que a rejeição ativa à democracia não deve exceder 15% (DIAMOND, 1999, p. 68-69). Mas definições únicas não levam em conta o contexto local. Por essa razão, fazemos um simples apelo metodológico: que os estudos de confiança política (políticos, instituições etc.) padronizem a variável dependente em relação a outros objetos de confiança dentro da unidade territorial de análise. Baixos níveis de confiança política na América Latina simplesmente não podem ser compreendidos isolados da síndrome cultural mais ampla identificada por Lagos (1997).
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A viagem histórica pela América Latina.

A viagem histórica pela América Latina.

questionamento necessário e os dados de realidade para que Sílvia continue seu caminhar. Os primeiros traba- lhos começam a aparecer, com material significativo para os estudos então conduzidos (processo grupal, consciên- cia, identidade, ideologia, representação, interações so- ciais nos mais diversos ambientes...), e para os quais muito contribuíam as discussões no Laboratório, com pesquisadores das diversas áreas das ciências humanas sobre temas teórico-metodológicos. Ainda um evento marcou Sílvia neste final dos anos 1970: a realização em Lima, em 1979, do Congresso Interamericano de Psico- logia, num clima tenso, de um lado pelo boicote, por estudantes e professores, a evento no qual predominava o idioma inglês, de outro pelo encontro de pesquisado- res (que se tornarão grandes parceiros), em mesa por ela programada, sobre pesquisa em Psicologia Social na América Latina (Lane, 1981).
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A máscara sorridente da América Latina.

A máscara sorridente da América Latina.

O apoio ao sistema democrático não significa que as pessoas estejam satisfeitas com o funcionamento da democracia. De fato, dependendo do país, o nível de satisfação com o funcionamento da democracia pode encontrar-se numa faixa de 24 a 50 pontos percentuais atrás do nível de apoio à democracia como regime. Os níveis reais de satisfação variam de 57% na Espanha, caindo no abismo dos 11% no México. Em apenas dois países latino-americanos (Costa Rica e Uruguai) mais do que a metade dos entrevistados expressaram satisfação com a performance de suas democracias. Na Europa Ocidental entre 1976 e 1991, o nível de satisfação com a democracia esteve entre 50% e 60%, sem qualquer tendência decrescente 11 . Assim, se de um lado a América Latina apresenta níveis de apoio à
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Partidos políticos na América Latina.

Partidos políticos na América Latina.

No início dos processos de transição democrática (1978-1980), a América Latina contava com quatro cenários muito diferentes. O primeiro cobria os países com tradições partidárias sólidas, tanto em termos da existência de máquinas partidárias como de capacidade dessas máquinas para mobilizar o apoio de importantes setores da população. O segundo contemplava um modelo misto em que partidos antigos iriam coabitar com partidos novos surgidos do próprio processo de transição. O terceiro enquadrava os casos definidos pela manutenção da existência de organizações, mas historicamente vazias do ponto de vista político e social. Finalmente, o quarto estava presente nos países em que, somando-se a debilidade histórica partidária aos efeitos dos últimos tempos dos governos autoritários, mal havia um marco mínimo de partidos (Ver Quadro I).
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A América Latina na imprensa brasileira.

A América Latina na imprensa brasileira.

Estes dados indicam que, ano a ano, há pouca variação entre o número de notícias por país veiculadas em cada um destes jornais. A distribuição foi quase a mesma nos cinco anos nos três jornais. Ora, como a história não se repete, a explicação para esta constância, que afeta jornais diferentes, tem que ser encontrada numa hierarquia estável entre os países: alguns são notícia, outros não. Esta hierarquia se impõe ao Corpo Editorial dos três jornais. Ela vem de fora, os editores não a constroem, simplesmente a aceitam. Os países ou regiões que tiveram maior cobertura jornalística durante esse período foram a Argentina, Outros, o Peru, os Estados Unidos (em linkage com a América Latina) e a Colômbia 7 .
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Um continente entortado (América Latina).

Um continente entortado (América Latina).

No contexto do sistema global, a América Latina destaca-se por manter uma estrutura social praticamente pré-moderna, composta pela casta dos absurdamente ricos em seu topo e a maioria numérica não integrada na base. A forma interna de colonialismo é o segundo componente crítico de uma explicação da desigualdade latino-americana. Nesse sentido, argumentamos por um estudo mais profundo das significações relativas de raça, classe e gê- nero, e suas interações com uma desigualdade geral. Embora certamente as distinções e as hierarquias étnicas não sejam exclusividade da América Lati- na, diríamos que o continente é marcado por um sistema de preconceito ra- cial particularmente uniforme e resistente, que contribuiu para moldar as distinções de classe. Conforme notamos, o termo casta encontra bastante aplicabilidade ao continente. Combinado a esse legado de propriedade territorial produzido pela Conquista, isso criou uma superposição de limites hierárquicos, tornando qualquer tipo de mobilidade social praticamente inimaginável. Como observou Mahoney em trabalho recente (cf. Mahoney, 2003), a relação entre desigualdade e composição étnica também é muito forte no continente.
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Hibridismo cultural na América Latina

Hibridismo cultural na América Latina

aspectos que diferenciam a própria comunidade leva o pesquisador dos fenômenos sociais a pensar na variedade e, a partir daí, formar um entendimento da totalidade. Esse tipo de visão está implícito na atitude do estudioso da literatura que, como Antonio Candido, entende que “[...] as literaturas hispano-americanas são divisões puramente históricas da atividade literária segundo cada nação, mas a realidade é transnacional.” (CANDIDO, 2001, p.268). Candido faz referência à realidade transnacional, devido à identidade cultural e histórica que se percebe nas nações que compõem o continente latino-americano. Dessa forma, a heterogeneidade é apenas formal, pois se limita à defi nição de fronteiras que separam países. São, assim, fronteiras políticas que se diluem num ponto, desaparecem noutro, quando se trata do aspecto cultural. Afi nal, a partir do Modernismo, os textos literários em quaisquer de suas modalidades refl etem toda a América Latina e não apenas os espaços percorridos pelo autor, pois os temas tratados são comuns aos diferentes países.
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América Latina e o giro decolonial.

América Latina e o giro decolonial.

O Grupo Modernidade/Colonialidade foi sendo paulatinamente estru- turado por vários seminários, diálogos paralelos e publicações. Ainda no ano de 1998, um importante encontro apoiado pela CLACSO e realizado na Universidad Central de Venezuela, reuniu pela primeira vez Edgardo Lander, Arthuro Escobar, Walter Mignolo, Enrique Dussel, Aníbal Quijano e Fernando Coronil. A partir deste, foi lançada em 2000 uma das publicações coletivas mais importantes do M/C: La colonialidad del saber: eurocentrismo y ciencias sociales. No mesmo ano de 1998, Ramon Grosfóguel e Agustín Lao-Montes reuniram em Binghamton, para um congresso internacional, Enrique Dussel, Walter Mignolo, Aníbal Quijano e Immanuell Wallerstein. Nesse congresso foi discutida pelos quatro autores a herança colonial na América Latina, a partir da análise do sistema-mundo de Wallerstein (Castro-Gómez e Grosfoguel, 2007). Em 1999, ocorreu na Pontiicia Universidad Javeriana, Colômbia, um simpósio internacional organizado por Santiago Castro-Gómez e Oscar Guardiola, que os reuniu com Mignolo, Lander, Coronil, Quijano, Zulma Palermo e Freya Schiwy. Selava-se então a cooperação entre a Universidad Javeriana de Bogotá, Duke University, University of North Carolina e a Universidad Andina Simón Bolívar 13 .
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MOVIMENTOS CINEMATOGRÁFICOS NA AMÉRICA LATINA

MOVIMENTOS CINEMATOGRÁFICOS NA AMÉRICA LATINA

Arte e política caminhavam juntas nos movimentos nacionais da América Latina nos anos anos 60/70, período marcado por movimentos revolucionários e anticolonialistas que se disseminaram por todo continente com base em um projeto de construção política, econômica e cultural que, negava os modelos impostos pelos europeus e norte-americanos incorporando a a valorização das culturas nacionais e a integração dos países latino-americanos. Os ideais de José Marti, expresso no ensaio de 1891 “Nuestra América” se tornam referência para movimentos libertários e influenciam as mais diversas área do pensamento, entre elas as artes, das quais destacamos o cinema.
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Pluralidade da representação na América Latina.

Pluralidade da representação na América Latina.

Na primeira década deste século, em alguns países da América Laina, houve uma radicalização do processo democráico (Svampa, 2008) e o ressurgimento de lutas sociais já ocorridas décadas atrás, a exemplo de movimentos étnicos – especialmente dos indígenas na Bolívia e no Equador –, associados ou não a movimentos nacionalis- tas como o dos bolivarianos (Venezuela). Movimentos que estavam na sombra e eram tratados como insurgentes emergem com força organizatória, como os piqueteiros na Argenina, os cocaleiros na Bolívia e no Peru, os zapaistas no México (Boron e Lechini, 2006). Outros se aricularam às redes de movimentos sociais globais, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Brasil e a Via Campesina. Convenções globais têm ariculado esses movimentos em grandes eventos, como o Fórum Social Mundial (Seoane e Taddei, 2001; Santos, 2006; 2009) e a Cúpula Mun- dial dos Povos Rio/2012. O primeiro, apesar de se apresentar como transnacional, consitui uma das novidades especíicas do associaivismo laino-americano deste sé- culo e teve a maioria de suas edições em Porto Alegre/Brasil.
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