Tendências de educação ambiental

Top PDF Tendências de educação ambiental:

Análise das tendências político-pedagógicas de programas de Educação Ambiental no âmbito do licenciamento ambiental federal de hidrelétricas

Análise das tendências político-pedagógicas de programas de Educação Ambiental no âmbito do licenciamento ambiental federal de hidrelétricas

Vale considerar o trabalho de Layrargues (2004) que adotou diversas concepções e sentidos quanto às práticas pedagógicas de Educação Ambiental, tendo elas uma grande variedade de nomenclaturas (Educação Ambiental Crítica, Transformadora, Ecopedagogia, Alfabetização Ecológica etc.). Tais diversificações retratam os momentos da EA e a necessidade de estabelecer identidades relacionadas aos diferentes posicionamentos políticos- pedagógicos presentes no campo. Sob esse outro ponto de vista, são apresentadas as tendências de Educação Ambiental propostas por Layrargues e Lima (2011; 2014), norteadoras dos questionamentos abordados no presente artigo, que agregam em seu interior diversas das correntes político- pedagógicas representadas pelas diferentes abordagens teórico-práticas. Estas abordagens partem da visão de três macrotendências, sendo duas conservadoras e uma alternativa (LAYRAGUES; LIMA, 2011; 2014).
Mostrar mais

19 Ler mais

Tendências político-pedagógicas de Educação Ambiental em Unidades de Conservação: o caso dos parques estaduais de São Paulo

Tendências político-pedagógicas de Educação Ambiental em Unidades de Conservação: o caso dos parques estaduais de São Paulo

(2014), que cogitaram, respectivamente, a pragmática e a crítica como tendências dominantes. No entanto, os resultados do presente trabalho vão ao encontro dos obtidos por Dias (2015) que, ao analisar teses e dissertações tratando de práticas pedagógicas de Educação Ambiental em UCs, verificou uma dominância da tendência conservacionista como orientadora dessas ações. Por outro lado, ao analisar uma amostra majoritariamente de UCs federais (>80%), Valenti et al. (2012) verificaram que a linha pedagógica dominante foi a “educação no processo da gestão ambiental”, considerada crítica por Layrargues e Lima (2014). Uma justificativa possível para esse resultado é o esforço feito pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em reestruturar a Educação Ambiental nas UCs, o que inclui a divulgação dessa corrente nessas áreas protegidas (VALENTI et al., 2012). Embora haja predominância da tendência conservacionista nos programas de Educação Ambiental dos Planos de Manejo dos Parques, os resultados indicam que há uma expansão da corrente crítica, ou seja, cada vez mais os Parques têm agregado elementos dessa tendência, conforme cogitado por Lima (2009), Valenti et al. (2012), Layrargues e Lima (2014) e Dias (2015). Isso indica que a tendência crítica está tendo espaço e sendo capaz de concorrer com os outros discursos de educação no âmbito do seu núcleo orientador (LIMA, 2009). Entretanto, segundo Dias (2015), a tendência crítica tem sido mais frequentemente usada pelas UCs de Uso Sustentável, enquanto que as UCs de Proteção Integral se atêm mais às orientações conservadoras 5 .
Mostrar mais

21 Ler mais

TENDÊNCIAS, ABORDAGENS E CAMINHOS TRILHADOS NO PROCESSO DE FORMAÇÃO CONTINUADA EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL

TENDÊNCIAS, ABORDAGENS E CAMINHOS TRILHADOS NO PROCESSO DE FORMAÇÃO CONTINUADA EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL

O artigo traça um cenário das tendências na formação continuada de professores e sua relação com as abordagens em Educação Ambiental (EA) no Brasil, seus dilemas e desafios. Com as novas Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação, a profissionalização do ensino vem ganhando novas perspectiva, destacando-se diferentes tendências para a profissionalização docente (desenvolvimento de competências, professor reflexivo, pesquisador, crítico) que se articulam com as principais abordagens das práticas da Educação Ambiental no país (tradicional, nova e crítica). Apresenta como vem sendo desenvolvida a formação continuada em EA para atender a legislação e políticas públicas e de governo. Discute as possibilidades e obstáculos da inserção da EA nas universidades. Conclui que as tendências, a legislação e políticas públicas de formação têm se mostrado necessárias, mas ainda insuficientes para transformação da realidade socioambiental no ambiente escolar e nas comunidades. Constata que quanto mais estudos, pesquisas sobre como conduzir os processos de formação inicial e continuada de educadores ambientais, mais encontramos lacunas e interrogações para prosseguir nessa caminhada de transformação das práticas pedagógicas e da própria sociedade. Autores, pesquisadores, apontam caminhos, mas as realidades e os contextos sentidos e pensados pelos professores junto ao chão da escola são diferentes. Precisamos avançar na superação dos obstáculos aqui levantados para a formação docente, romper com o paradigma dominante, superar as contradições das abordagens em EA. É preciso, aprofundar nossos referenciais teórico-metodológicos, defender a
Mostrar mais

18 Ler mais

COEXISTÊNCIA DE DIFERENTES TENDÊNCIAS EM ANÁLISES DE CONCEPÇÕES DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

COEXISTÊNCIA DE DIFERENTES TENDÊNCIAS EM ANÁLISES DE CONCEPÇÕES DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Marpica (2008), preocupada com a orientação das políticas públicas em enfatizar o caráter transversal das questões ambientais na escola e com o grande investimento do governo federal na seleção e na compra dos livros didáticos, investigou as tendências na abordagem das questões ambientais em livros didáticos das diferentes disciplinas escolares (matemática, língua portuguesa, ciências, história e geografia), focando a abordagem das questões ambientais dentro de cada uma das disciplinas e as inter-relações e coerências existentes (ou não) entre elas. Como corpus de análise, adotou os livros didáticos mais comprados pela Secretaria de Educação do estado de São Paulo de cada uma das disciplinas escolares para a quinta-série do ensino fundamental no ano de 2005. Foram selecionados, como unidades de análise, trechos e capítulos desses livros que abordavam as questões ambientais, os quais foram submetidos à categorização de acordo com as tendências da educação ambiental em cada um dos 21 parâmetros concebidos.
Mostrar mais

16 Ler mais

Educação ambiental e biodiversidade em unidades de conservação: mapeando tendências

Educação ambiental e biodiversidade em unidades de conservação: mapeando tendências

Considerando que a educação ambiental surgiu em um contexto de questionamento de valores, buscando um posicionamento ético perante as relações entre os seres humanos e a natureza, é evidente a importância de se incorporar essa dimensão nos processos educativos (CARVALHO, L., 2006; MARIN; OLIVEIRA; COMAR, 2005; SILVEIRA, 2009; WALS, 1999). Ao trabalhar com a relação afetiva entre seres humanos e o ambiente, as relações entre os próprios seres humanos são ressignificadas (SILVEIRA, 2009). Com esse objetivo, Wals (1999) aponta como um procedimento chave nas ações de educação ambiental o trabalho com valores pessoais de cada sujeito e o confronto desses com os valores das/os outras/os participantes da ação educativa para desenvolver a flexibilidade, a abertura e o respeito à pluralidade. Nesse sentido, as áreas naturais apresentam um enorme potencial para trabalhar a sensibilização dos sujeitos, a partir da formação de valores éticos e estéticos e experiências sensoriais (LIMA, 1998; MENDONÇA; NEIMAN, 2003; SENICIATO; CASAVASSAN, 2009). Apesar disso, as tendências silenciosa e pragmática predominaram nas atividades que analisamos (quadro 5). Essa situação é encontrada em grande parte das ações educativas: o privilégio dos aspectos cognitivos em relação aos aspectos sensíveis dos sujeitos envolvidos pode ser considerado um reflexo da própria sociedade contemporânea, marcada pela racionalidade técnico-científica (CARVALHO, L., 2006; SENICIATO; CAVASSAN, 2009; SILVEIRA, 2009).
Mostrar mais

99 Ler mais

Mapeamento de tendências na produção acadêmica sobre Educação Ambiental.

Mapeamento de tendências na produção acadêmica sobre Educação Ambiental.

RESUMO: Este trabalho procurou configurar o cenário das pesquisas apresentadas na área de Educação Ambiental – EA nas reuniões anuais da Associação Nacional de Pós- Graduação e Pesquisa em Educação – Anped, no período de 2003 a 2007, a partir da solicitação do grupo de EA da Anped (GT-22). Buscou-se, com isso, elucidar as tendências temáticas, teóricas e metodológicas na produção acadêmica sobre EA e compreender a diversidade que constitui esse campo de investigação e de ação pedagógica. Foram considerados 66 trabalhos apresentados nas cinco reuniões analisadas. Os resultados foram articulados considerando-se: evolução da temática; linha temporal associada à diversificação temática, teórica e metodológica; localização espacial; e articulação entre as áreas ambiental, de educação e de EA. Observa-se concentração da produção no eixo sul-sudeste do Brasil, predominância da abordagem socioambiental e de uma visão crítica da EA ao longo dos anos e ênfase na educação formal e no método qualitativo. Palavras-chave: Educação Ambiental; Tendências na Pesquisa em Educação Ambiental; Campo Socioambiental.
Mostrar mais

21 Ler mais

EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO BRASIL: FONTES EPISTEMOLÓGICAS E TENDÊNCIAS PEDAGÓGICAS

EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO BRASIL: FONTES EPISTEMOLÓGICAS E TENDÊNCIAS PEDAGÓGICAS

Nosso intento neste artigo foi buscar caracterizar e promover uma reflexão, mesmo que insipiente, sobre as tendências pedagógicas mais recorrentes no Brasil ao longo da história da Educação e suas principais fontes epistemológicas, assim como as tendências emergentes destas, que estão se constituindo na área da Educação Ambiental, porém sem querer esgotar o tema. Buscamos também, a partir de teóricos empenhados na consolidação da área, apontar aspectos que nos parecem mais adequados para a educação ambiental, dentro de uma perspectiva crítica, emancipatória e transformadora. Neste percurso torna-se imprescindível estabelecer condições propícias para que os educadores ambientais sejam formados com a perspectiva de promoverem transformações sociais e não tenham a postura de meros transmissores de conhecimentos e de valores considerados ambientalmente corretos. Ainda há muito a percorrer.
Mostrar mais

16 Ler mais

TENDÊNCIAS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM LIVROS DIDÁTICOS DE CIÊNCIAS

TENDÊNCIAS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM LIVROS DIDÁTICOS DE CIÊNCIAS

Concomitantemente, durante a ECO-92, ocorreu o Fórum Internacional das Organizações Não-Governamentais que, em concordância com o Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global, reconhecem a Educação como direito dos cidadãos. Além de ressaltarem a necessidade da reeducação individual e coletiva a fim de preservar o ambiente local, nacional e planetário, propõem a EA numa perspectiva holística, instituída pelo MEC por meio da Portaria 773/93, que trata do Programa Nacional de Educação Ambiental (Pronea), e a Lei nº. 9.276/96. De caráter temporário, esses instrumentos legais foram implementados com o propósito de coordenar, apoiar, acompanhar, avaliar e orientar as ações, metas e estratégias para colocar em prática a EA nos sistemas de ensino em todos os níveis e modalidades.
Mostrar mais

98 Ler mais

Tendências dos artigos apresentados nos Encontros de Pesquisa em Educação Ambiental (EPEA).

Tendências dos artigos apresentados nos Encontros de Pesquisa em Educação Ambiental (EPEA).

A presença de investigações que se relacionam com a formação inicial de professores para atuação em EA também suscita algumas questões. Que rumos estão tomando os processos de formação docente no campo da EA? Ou ainda, como capacitar um docente para a inserção de uma EA crítica e transformadora do contexto social dos alunos? O educador ambiental possui como grande desafio a formação da consciência ambiental dos alunos, por meio da superação de práticas tradicionais, clássicas e conservadoras de ensino. Para que isso ocorra, deve ser delineado um novo perfil didático e pedagógico do educador, que deve considerar as implicações políticas, ideológicas, econômicas e éticas de seu fazer educativo. Assim, é necessário intervir nos cursos de formação (inicial ou continuada), para que haja consonância entre sua prática e os princípios fundamentais da EA. Dessa forma, os trabalhos que se dedicam a investigar de que forma a EA tem estado presente na trajetória de formação dos educadores são essenciais para a construção do perfil do educador ambiental. Essa é uma característica positiva dos eventos enquanto espaços de debate, discussão e consolidação de propostas voltadas para a formação de novos agentes e educadores ambientais.
Mostrar mais

29 Ler mais

TENDÊNCIAS DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA ESCOLA PÚBLICA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO (1972-2004)

TENDÊNCIAS DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA ESCOLA PÚBLICA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO (1972-2004)

Do encontro acima, que ficou conhecido como Clube de Roma, originou-se um polêmico relatório intitulado Limites do Crescimento, publicado em 1972. Segundo Reigota (1998a, p.14), o texto gerou severas críticas de intelectuais latino-americanos que acusavam o relatório de sugerir que a manutenção do excessivo consumo dos países industrializados estaria comprometida, se não houvesse um controle do crescimento populacional dos países pobres. O documento serviu por muitos anos como referência internacional para o desenvolvimento de projetos e políticas econômicas e sociais e contribuiu também para difundir, em nível planetário, a discussão ambiental. Pelicioni (1998, p.27), citando Acot, observa que, se as teses contidas no relatório do Clube de Roma não geraram um impacto no ato de sua publicação, um ano depois, com a crise do petróleo, ganharam destaque na imprensa européia e passaram a estar presentes em todos os debates econômicos.
Mostrar mais

177 Ler mais

A CONFIGURAÇÃO DAS TENDÊNCIAS EDUCACIONAIS E PEDAGÓGICAS E DA INCLUSÃO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL: REFLEXÕES INICIAIS

A CONFIGURAÇÃO DAS TENDÊNCIAS EDUCACIONAIS E PEDAGÓGICAS E DA INCLUSÃO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL: REFLEXÕES INICIAIS

A atribuição de oscilações recursivas a esse movimento das tendências diz respeito à idéia dos princípios sistêmicos, que são assim descritos por Morin (2001): 1. O princípio sistêmico ou organizacional, em que a idéia sistêmica, oposta à idéia reducionista, é que o todo é mais do que a soma das partes. 2. O princípio hologrâmico, que evidencia o paradoxo das organizações complexas, em que não apenas a parte está no todo, como o todo está inscrito na parte. 3. O princípio do circuito retroativo, introduzido por Norbert Wiener, em 1950 4 , permite o conhecimento dos processos auto-reguladores. A causa age sobre o efeito, e o efeito age sobre a causa. Rompe com o princípio da causalidade linear. 4. Princípio do circuito recursivo ultrapassa a noção de regulação com as de autoprodução e auto-organização. É um circuito gerador em que os produtos e os efeitos são, eles mesmos, produtores e causadores daquilo que os produz. 5. Princípio da autonomia/dependência (auto-organização). Os seres vivos despendem energia para manter sua autonomia. A necessidade de retirar energia, informação e organização de seu meio ambiente, sua autonomia é inseparável dessa dependência. Por isso precisam ser concebidos como seres auto-ecoorganizadores. 6. O princípio dialógico. Deve-se conceber uma dialógica ordem/desordem/organização, desde o nascimento do universo. A dialógica permite assumir racionalmente a inseparabilidade de noções contraditórias para conceber um mesmo fenômeno complexo. 7. O princípio da re-introdução do conhecimento no conhecimento. Esse princípio opera a restauração do sujeito e revela o problema cognitivo
Mostrar mais

28 Ler mais

Investigação em Educação Ambiental na América Latina: mapeando tendências.

Investigação em Educação Ambiental na América Latina: mapeando tendências.

Como ocorre em toda a região, a investigação em Educação Ambiental no Equador não tem sido um dos campos fortes nem está entre as principais prioridades. Isso no que se refere à educação escolarizada e à educação não-formal, à educação não-sistemática, aberta ou informal. Pode-se presumir que isso é reflexo do que o sistema geral educativo do país tem como prioridade, além de ser consequencia da permanente crise econômica, acadêmica, técnica e política vivida ao longo de sua história. Isto é, a pesquisa educativa está bastante ausente, com pequenas exceções realizadas, na maior parte, por cooperação entre o Estado e a sociedade civil. Destacam-se temas sobre o alcance, os limites e os enfoques da transversalidade da Educação Ambiental no contexto do currículo oficial do Equador (OIKOS, 1996; OIKOS, MEC et al., 1998), sobre o estado de informação e atitudes em torno da problemática ambiental e da educação dos atores destacados da comunidade educativa, especialmente professores, estudantes e pais de família (OIKOS-MAE- COMUNIDADE EUROPEIA, 2007), sobre as necessidades de Educação Ambiental no sistema educativo rural (OIKOS-CRM, 2006). Têm sido muito limitados os esforços de pesquisa sobre a eficácia de determinados enfoques da educação conceitual (OIKOS, GIEA, 2006), mas mais limitados ainda aqueles sobre a eficiência de métodos pontuais, técnicas e instrumentos pedagógicos aplicáveis à Educação Ambiental.
Mostrar mais

21 Ler mais

Disciplina de Educação Ambiental: construção do saber docente no curso de ciências biológicas da Universidade Federal de Uberlândia (UFU)

Disciplina de Educação Ambiental: construção do saber docente no curso de ciências biológicas da Universidade Federal de Uberlândia (UFU)

Recentemente temos promovido uma situação com o objetivo de prepará-los para a produção de opinião no ambiente virtual. Diante de uma imagem fotográfica viralizada nas redes sociais – a de fãs aguardando Jhonny Depp para o lançamento de um de seus filmes, na qual apenas uma senhora não está com o celular – os alunos são convidados a elaborar uma postagem para um blog de sua própria autoria. Essa simulação ocorre em dois momentos da disciplina, um no início e a outra mais adiante no semestre. A primeira imagem refere-se ao tema consumismo de aparelhos celulares, os colegas da turma são convidados a ler e comentar a postagem. A segunda imagem refere- se reportagem viralizada nas redes sociais sobre a falta de educação dos visitantes revelada no dia seguinte à inauguração do Museu do Amanhã, na cidade do Rio de Janeiro. Os alunos apresentam sua postagem para a apreciação dos pais, amigos e cônjuges dos alunos. Além de buscar a utilização refinada de conceitos e vocábulos específicos da área ambiental, os resultados vêm chamando nossa atenção para a intolerância dos alunos para com o homem, aspecto que recuperamos logo a seguir, com a discussão das tendências da Educação Ambiental.
Mostrar mais

19 Ler mais

Os entraves da tendência pragmática para uma educação ambiental emancipatória / The challenges of the pragmatic tendendy for emancipatory environmental education

Os entraves da tendência pragmática para uma educação ambiental emancipatória / The challenges of the pragmatic tendendy for emancipatory environmental education

RESUMO: Este artigo é um ensaio teórico fundamentado em autores que analisam as correntes e tendências político-pedagógicas da Educação Ambiental (EA). A discussão se apoia na ideia de crise ambiental da sociedade contemporânea e as compreensões acerca do conceito inerente ao termo “Desenvolvimento Sustentável”, característico da macrotendência pragmática. Discute-se as características de cada tendência da EA e os entraves do pragmatismo em contraposição a uma Educação Ambiental Emancipatória, tendo como referencial epistemológico e filosófico a Teoria Crítica. De forma geral, o pragmatismo se apresenta como um problema da Educação e, por consequência, da EA. A valorização do pragmatismo em detrimento do fazer permeado pelo pensamento crítico constitui um dos problemas da vertente hegemônica da EA. Embora haja um crescimento da vertente crítica da EA, a posição central dentro do campo ocupada atualmente pela tendência pragmática nos impõe uma Educação Ambiental incapaz de realizar o seu potencial emancipatório, por estar apoiada em práticas que não se orientam para a transformação das relações sociais vigentes.
Mostrar mais

16 Ler mais

INTERDISCIPLINARIDADE E EDUCAÇÃO AMBIENTAL: INTEGRANDO SEUS PRINCÍPIOS NECESSÁRIOS

INTERDISCIPLINARIDADE E EDUCAÇÃO AMBIENTAL: INTEGRANDO SEUS PRINCÍPIOS NECESSÁRIOS

As tendências existentes em Educação Ambiental no Brasil podem ser distinguidas em cinco categorias básicas, que são elas: Educação Ambiental Conservacionista, Educação Ambiental Biológica, Educação Ambiental Comemorativa, Educação Ambiental Política e a Educação Ambiental Crítica para Sociedades Sustentáveis, que segundo Telles (2002): é o entendimento das origens, causas e conseqüências da degradação ambiental, por meio de uma metodologia interdisciplinar, visando a uma nova forma de vida coletiva.
Mostrar mais

7 Ler mais

Desafios de Educação Ambiental na perspectiva de técnicos do Parque da Cidade Dom Nivaldo do Monte em Natal (RN)

Desafios de Educação Ambiental na perspectiva de técnicos do Parque da Cidade Dom Nivaldo do Monte em Natal (RN)

Enquanto a EA crítica foi construída pensando na contestação das tendências conservadoras do início dos anos 90, essa vertente é consequência da insatisfação com o predomínio de práticas educativas sempre baseadas por atividades pedagógicas simplistas que investiam apenas em escolas e em ações individuais e comportamentais no âmbito doméstico e privado. Então a EA crítica se torna diferente, por compreender que o problema ambiental pode estar associado ao conflito social. Esta vertente está preocupada em medir a relação entre humano e a natureza e as relações socioculturais e históricas deles, apresentando uma abordagem que contextualiza e problematiza as contradições do modelo de desenvolvimento baseado no capitalismo e luta contra as formas de tirania, prepotência, exploração e domínio, considera a política no debate ambiental e articula as diversas dimensões desta questão (LAYRARGUES, 2012). Contudo, a EA Conservacionista ainda tem se mostrado a vertente dominante, propagada em todas as esferas educacionais, baseada na transmissão de conhecimentos ambientais corretos e a partir disso, apostando na transformação da sociedade. Porém, esse modelo de EA não surte o efeito desejado, já que na realidade ainda estamos lidando com o crescimento da degradação ambiental no Brasil e no mundo (GUIMARÃES, 2004).
Mostrar mais

17 Ler mais

Potencial das atividades de uso público do Núcleo Picinguaba do Parque Estadual da Serra do Mar (SP) para uma educação ambiental crítica.

Potencial das atividades de uso público do Núcleo Picinguaba do Parque Estadual da Serra do Mar (SP) para uma educação ambiental crítica.

Em nossa análise, também observamos uma variação das tendências da educação am- biental entre as atividades desenvolvidas. Somente a palestra inicial (PI) e a roda de conversa (RC) foram consideradas predominantemente críticas pelas duas pesquisadoras. Esses tipos de atividade proporcionam um espaço de interação propício para discussões mais aprofundadas. Enquanto que as trilhas interpretativas têm uma dinâmica que comumente não propicia o diá- logo, além de o próprio público se colocar em uma postura mais passiva do que participativa. Porém, duas trilhas (TP2 e TM2) apresentaram a tendência crítica como predominante. A TP propiciou um espaço de maior reflexão sobre a relação do ser humano com o ambiente pela presença da comunidade local. Um dos monitores não explorou esse potencial (TP1), enquanto o outro abordou as informações apresentadas durante o percurso de maneira crítica. Dessa forma, notamos que a intencionalidade das/os educadoras/es ambientais é essencial para uma abordagem crítica nas atividades. Mesmo que a área natural não apresente um potencial explícito, como no caso da TM, todos os temas podem ser abordados e problematizados de maneira que se articule uma visão integrada do meio ambiente (PACHECO-MUÑOZ, 2002). Cabe ressaltar que TM1 e TM2 se referem a uma única trilha, guiada por um mesmo monitor. Assim, as tendências atribuídas aos parâmetros são mais homogêneas, sendo que as diferenças registradas são devidas às subjetividades das investigadoras.
Mostrar mais

16 Ler mais

Série I:  OFICINAS E MINICURSOS

Série I: OFICINAS E MINICURSOS

Resumo: O presente minicurso objetiva problematizar a ideia de Educação Ambiental Maior, tomando-a como dispositivo de controle e reiteração e como prática discursiva alinhada às grandes corporações econômico-ecológicas e ao Estado. Essas instituições “inventam” a ideia de crise ambiental e de sujeito ecológico, ou seja, produzem verdades transitórias e interessadas sobre ecologia e Educação Ambiental e difundem discursividades centradas em proposições hegemônicas, de subordinação e consumo. Em contraponto, discute-se a possibilidade de uma educação ambiental menor, compreendida como problematização da atualidade e como acontecimentalização das vidas ecológicas não capturadas pelos discursos dominantes. Metodologicamente, propomos uma roda de conversa interativa, focada na discussão de situações, problemas, textos (científicos ou jornalísticos literários) e de performances e instalações artísticas, sob à luz dos conceitos: a) Biopolítica, de Michel Foucault; b) Ecogovernamentalidade, de Sébastian Malette; c) Educação Menor, de inspiração deleuziana. Visamos contribuir para a construção de outros olhares para outras educações para o ambiente e para o que podemos com elas. Os textos, assinados por Eliane Brum e Rodrigo Barchi (com cópias disponibilizadas pelos proponentes junto a canetas e sulfite para o exercício da discussão), serão trabalhados de forma impressa; enquanto as imagens e instalações, derivadas de performances já realizadas por Eduardo Srur e Roberta Carvalho, serão apresentadas de forma imagética, via projetor multimídia. Esses recursos serão mediados como possibilidades de leituras que operam “sob rasura” da Educação Ambiental Maior, territorializada nacionalmente na forma de leis, tendências, eventos acadêmicos, documentos oficiais, etc. Espera-se, como resultado, um pensar em conjunto nas possibilidades de criação de contra condutas políticas e criativas, no âmbito da educação, arte e outros campos do saber. A participação será aberta ao público acadêmico e a estudantes que desejam ampliar suas compreensões sobre a educação ambiental e seus possíveis, visando atender um público de no máximo 30 pessoas.
Mostrar mais

52 Ler mais

Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva: organização e oferta do atendimento educacional especializado

Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva: organização e oferta do atendimento educacional especializado

O artigo de Enicéia Gonçalves Mendes, Gabriela Tannus-Valdão e Josiane Beltrami Milsanesi, intitulado “Atendimento Educacional Especializado para estudante com deficiência intelectual: os diferentes discursos dos professores especializados sobre o que e como ensinar”, apresenta uma perspectiva histórica sobre as diferentes correntes que fundamentaram e fundamentam as práticas curriculares dirigidas para estudantes com deficiência intelectual. Em seguida, a partir de dados de um estudo nacional, mostram as diferentes tendências curriculares presentes nos discursos de professores do Atendimento Educacional Especializado para pessoas com deficiência intelectual, os quais enfatizam desde atividades de vida diária, atividades lúdicas e de lazer, uso de recursos tecnológicos, reforço do conteúdo acadêmico da classe comum, adaptações focadas no conteúdo acadêmico simplificado, atividades psicomotoras, leitura e escrita, até atividades que envolvem o desenvolvimento de habilidades cognitivas superiores.
Mostrar mais

5 Ler mais

Cad. CEDES  vol.29 número77

Cad. CEDES vol.29 número77

Os dois próximos artigos referem-se a diferentes espaços da ação educativa ambiental. No primeiro, “Espaços educativos impulsio- nadores da educação ambiental”, Hedy Silva Ramos Vasconcellos, Ma- ria de Lourdes Spazziani, Antonio Fernando Silveira Guerra e João Ba- tista de Albuquerque Figueiredo elegeram a educação ambiental na universidade, as políticas públicas de educação ambiental, o papel das redes sociais e a educação ambiental nos movimentos sociais como es- paços educativos em discussão. O eixo articulador destes espaços é o movimento histórico de consolidação da educação ambiental. O artigo inicia com a sua trajetória no interior do movimento ambientalista, no cenário internacional e nacional, identificando-a como origem da edu- cação ambiental nas universidades, com destaque para as atividades de extensão e pesquisa. Em seguida, temos a trajetória da organização da educação ambiental pelo Estado, no nível federal, onde podemos com- preender o desenvolvimento histórico das políticas públicas nacionais. Também é esse o objetivo da análise do papel histórico das redes de educação ambiental como instrumento fundamental de sua consolida- ção, com potencial interativo e democratizador, inclusive, nos movi- mentos sociais. Destacando o movimento popular, a educação ambien- tal aparece articulada à educação popular, buscando fundamentação teórica no pensamento de Paulo Freire.
Mostrar mais

4 Ler mais

Show all 10000 documents...

temas relacionados