Teoria Crítica

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Teoria crítica em relações internacionais.

Teoria crítica em relações internacionais.

Para a teoria crítica, por conseguinte, a ordem internacional está em constante transformação. Essa mutação faz com que, por meio da agência humana, se possa guiar alterações em direção à emancipa- ção. A teoria cumpre, portanto, um papel de guia para a ação estraté- gica, isto é, para a ação transformadora. Muito mais do que um reles instrumento para analisar seu objeto de estudo, a teoria passa a ter uma função nessa ação. Da mesma forma que cientistas não se de- vem deixar iludir por um véu de pretensa neutralidade – já que eles próprios compõem seu objeto de estudo, carregam e cultivam valo- res, interesses particulares –, a ciência também não é neutra. Pode ha- ver uma teoria interessada na manutenção da atual ordem das coisas, como pode haver teorias interessadas em sua transformação. Para Cox (1995a; 1995b), essa opção será o divisor de águas das teorias, nos termos abaixo.
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O não reconhecimento sistemático e a prática da crítica: Bourdieu, Boltanski e o papel da teoria crítica.

O não reconhecimento sistemático e a prática da crítica: Bourdieu, Boltanski e o papel da teoria crítica.

A sociologia da crítica se vê, assim, confrontada com um duplo pro- blema. Seu ponto focal parece muito restrito: limitar-se aos discursos críticos que já são parte do “círculo hermenêutico da sociedade” im- plica excluir formas de crítica que são ao mesmo tempo mais teóricas e mais radicais. Conforme o próprio Boltanski sublinhou recentemen- te, os atores são muitas vezes “realistas” e se adaptam ao que consi- deram possível, eventualmente “fechando os olhos” para o que lhes parece fora de lugar. Se a crítica deve ir além desse viés realista — e, portanto, além das formas ordinárias e estabelecidas de crítica —, ela necessita de uma Teoria Crítica que permita construir uma posição al- ternativa. “Tornar a realidade inaceitável” (rendre la réalité inacceptable) — mostrando aos atores que ela é inaceitável do ponto de vista deles mesmos — através de uma explicação teórica ou redescrição é, por vezes, o único modo de escapar ao jugo da realidade e à predominância dos “realistas” 28 . Além disso, como já indiquei, a sociologia da crítica não
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O debate da Teoria Crítica sobre a tecnologia

O debate da Teoria Crítica sobre a tecnologia

No lugar da crítica radical-paralisante de Adorno e Horkheimer, Habermas assenta um horizonte mais pragmático- -reformista, ao pensar a estruturação das sociedades democrá- ticas no final da década de 1960. Sua tese se apoia na afirmação de que a Teoria Crítica poderia se transformar em uma reflexão e investigação sobre as estruturas de comunicação sistemati- camente deformadas, corrigíveis em tese pela remoção de tais deformações – que sobrevêm devido à colonização excessiva da racionalidade tecnocientífica. O foco de Habermas é, pois, sobre- tudo em relação ao problema da linguagem na constituição do mundo da vida, mostrando-se crítico não apenas ao utilitarismo positivista, mas também aos limites das filosofias da consciência do marxismo e da fenomenologia.
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TEORIA CRÍTICA E SEMIFORMAÇÃO: ALGUMAS CONSIDERAÇÕESSILVA, ODAIR VIEIRA.

TEORIA CRÍTICA E SEMIFORMAÇÃO: ALGUMAS CONSIDERAÇÕESSILVA, ODAIR VIEIRA.

A partir de então, os pensadores da Teoria Crítica elaboram os conceitos de semicultura e semiformação. De acordo com a Teoria Crítica a semicultura é promovida pela indústria cultural que difunde a chamada cultura de massa, que se adapta aos desejos de consumo da população em geral, como bens culturais desprovidos de uma dimensão crítica. Já a semiformação, se caracteriza pela adaptação dos conteúdos formativos à lógica do mercado cultural, e da reprodução capitalista desprovidos dos elementos centrais da formação, como a dimensão crítica e a autonomia. (BUENO, 2003).
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CONHECENDO OS CAMINHOS DA TEORIA CRÍTICA

CONHECENDO OS CAMINHOS DA TEORIA CRÍTICA

Dada a importância da ampla contribuição para o mundo acadêmico da Teoria Crítica da Escola de Frankfurt no que diz respeito à analise e interpretação da realidade nos seus mais diversos aspectos – político, social, cultural, econômico, estético, etc - , o texto que ora apresentamos é uma síntese, de caráter introdutório e didático, do que vem a ser a Escola de Frankfurt e a Teoria Social Crítica por ela produzida. Se num primeiro momento este texto esteve voltado para os membros do PRAESA 1 com o objetivo de indicar uma possibilidade de fundamentação teórica a ser utilizada – ou não – pelos integrantes do grupo em seus Projetos de Pesquisa, neste momento, considerando as referências positivas de vários leitores 2 sobre a qualidade didática do texto, nosso objetivo é de, através do recurso Online, “socializá-lo” àqueles que como nós se interessam pela Teoria Crítica da Escola de Frankfurt. Estruturalmente, dividimos este estudo em três partes: na primeira, conceituamos a “Escola de Frankfurt” e a situamos historicamente (desde a criação do Instituto de Pesquisa Social até a metade da década de 80), além de citarmos os trabalhos de maior relevância produzidos por seus integrantes. Na segunda, destacamos os principais conteúdos teóricos das obras de seus mais importantes membros: Max Horkheimer, Theodor Adorno, Herbert Marcuse, Walter Benjamin e Jürgen Habermas. Apresentados em três eixos temáticos, esses conteúdos estiveram presentes na
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Um olhar sobre a teoria crítica no Brasil

Um olhar sobre a teoria crítica no Brasil

Com a expansão e organização em bases mais amplas da pesquisa na área após a criação em 1991 da Compós, a correspondente à Anpocs na área, e também no trabalho de pesquisadores independentes diversificou-se o campo conceitual. O conceito continua sendo utilizado em trabalhos de muito apreciável qualidade, realizados em determinados centros, particularmente no estado de São Paulo, onde se encontram integrantes do razoavelmente numeroso círculo de “frankfurtianos” (maior do que em Frankfurt, consta), concentrados em algumas instituições como a Universidade Metodista, onde a ênfase é sobre processos educacionais, a Unicamp, o Cebrap, que trabalha mais com a segunda e a terceira geração da teoria crítica, sem no entanto desconhecer o conceito, a própria usp, claro. Isso sem falar em figuras individuais, como Wolfgang Leo Maar na Ufscar.
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Teoria crítica e os sentidos da emancipação.

Teoria crítica e os sentidos da emancipação.

Por essa razão, inicio apresentando o que enten- do ser, desde sua fundação com Marx, a tarefa comum da teoria crítica na formulação de diag- nósticos de época para a práxis emancipatória, ou seja, para a relação entre teoria e prática. Procu- ro frisar que se inicia, na década de 1930, uma primeira renovação da teoria crítica na versão de um “materialismo interdisciplinar”, que foi segui- da, em seu desdobramento específico, a partir da década seguinte, por um novo diagnóstico carac- terizado pela desconfiança diante dos potenciais emancipatórios presentes no capitalismo tardio. Considerando que a orientação emancipatória ligada mais estreitamente ao projeto de Marx configurou suas abordagens teóricas e ideais prá- ticos a partir do conceito de trabalho, faço, em seguida, um breve excurso apenas com o intuito de sublinhar que os limites da emancipação pelo trabalho, cristalizados nos clássicos paradigmas revolucionário e reformista, também engessaram a atividade política na utopia da sociedade do trabalho vinculada a um reducionismo funcionalista criado pelo paradigma produtivista. Foi preciso enfrentar o déficit normativo da pri- meira geração da teoria crítica e também fazer uma crítica ao próprio modelo de ação baseado no trabalho como orientação emancipatória pre- dominante no projeto crítico como tal para dar continuidade a uma teoria crítica da sociedade. Do interior do debate entre diferentes aborda- gens críticas para se fundar adequadamente uma teoria atual da emancipação, o presente artigo procurará expor uma crítica ao paradigma produtivista e sublinhar a necessidade de uma reconstrução do conceito de emancipação não mais fundado no modelo de ação baseado no trabalho. O passo dos teóricos críticos que pro- curaram continuar os diagnósticos de época con- siste em incluir, em suas respectivas renovações teóricas, categorias que permitissem explicar as novas formas de luta política e de mobilização cultural que ampliaram os sentidos da emanci- pação e configuraram atualmente o grande de- safio das democracias. Isso se tornou possível, como mostrarei em minha última seção, quando
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A teoria crítica de Max Horkheimer

A teoria crítica de Max Horkheimer

À primeira vista, percebemos logo um distanciamento nas obras de Honneth da extensa metateoria habermasiana e a metassociologia de Horkheimer. Horkheimer propunha que a própria teoria crítica deveria ter como um de seus focos a crítica a teorias que considerava, por deixarem de lado ou não darem a centralidade necessária aos problemas sociais, como reprodutoras de formas de injustiça social. Isto se dava na medida em que Horkheimer identificava a determinação e inserção da produção intelectual no modo de produção. Habermas, por conseguinte, aprofundou este modelo de metateoria, participando inclusive da discussão em torno do positivismo na sociologia alemã (1976), amenizando, todavia, o papel da crítica e da sociologia, e incorporando e complexando sua própria proposta teórica a partir de seu modelo inclusivo de metateoria. Habermas, ao retomar a tarefa de formular uma teoria crítica da sociedade contemporânea, buscou dar novo fôlego ao projeto de Horkheimer. No entanto, principalmente após a "virada reconstrutiva", e a importância que os aspectos da pragmática universal e as ciências reconstrutivas receberam em sua teoria, o espaço antes dedicado às ciências empíricas, como no caso das ciências críticas, acabou por ser restringido. A proximidade com uma argumentação transcendental diminuiu a propriedade de limitação da teoria antes vinculada às pesquisas empíricas. Empírico, tanto em Habermas quanto em Honneth, acaba por receber um significado diferente do comumente aceito na sociologia: enquanto nas ciências do espírito empiria está relacionada à práxis de pesquisa, na filosofia de Habermas e de Honneth trata-se de falar sobre o empírico ora de forma abstrata ora conteudista para fins de ilustração, ou como uma reflexão sobre a percepção da experiência sensível.
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Teoria crítica e direito ambiental

Teoria crítica e direito ambiental

Diante deste quadro, reveste-se de importância a análise dos problemas contemporâneos feita pela Escola da Frankfurt, por meio de um método crítico e interdisciplinar, que questiona a ideia de progresso contínuo concebida na modernidade. A filosofia crítica da Escola de Frankfurt procura identificar, a partir da análise histórica e de um diagnóstico do tempo presente, as contradições de uma sociedade considerando-se toda complexidade e conexões entre as diversas dimensões da questão. A partir destas análises, a teoria crítica trabalha com as possibilidades reais de superação da realidade e assim articula-se com o plano das ações práticas, pois somente através da prática que se promovem as mudanças reais.
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Franz Neumann, o direito e a teoria crítica.

Franz Neumann, o direito e a teoria crítica.

blemáticos à luz da história da filosofia, especialmente no que tange à defesa que Neumann faz da permanência do conflito político mesmo com a plena realização da forma direito no socialismo, estágio em que, em termos rousseaunianos, ocorreria a plena identificação entre vontade individual e vontade geral. Trata-se de um Rousseau apropriado em suas questões fundamentais e, conforme a tradição da filosofia pós-kantiana e da Teoria Crítica da Sociedade, compreendido melhor do que ele mesmo – Jean Jacques Rousseau – poderia ter sido capaz. Por exemplo, a inspiração rousseauniana é fundamental para que nosso autor iden- tifique o cerne material do direito formal liberal-burguês, conforme exposto adiante.
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A teoria crítica dos sistemas da escola de Frankfurt.

A teoria crítica dos sistemas da escola de Frankfurt.

Contra essa fetichização, a teoria crítica dos sistemas da Escola de Frankfurt busca realizar uma análise detalhada da sociedade de inspi- ração sistêmica e, ao mesmo tempo, procura por estratégias de desrei- ficação. Seu ponto de partida comum são os processos de diferenciação social. Entre os autores clássicos da sociologia, vêm à mente Émile Durkheim e Talcott Parsons. O primeiro, a quem Adorno admirava apesar de todas as suas críticas, era superior ao positivismo mainstre- am, uma vez que jogou luz sobre os fenômenos de institucionalização e reificação sociais 16 . Quanto a Parsons, Adorno o critica por ter con-
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Teoria crítica e teoria das organizaçoes.

Teoria crítica e teoria das organizaçoes.

A Escola de Frankfurt, principal núcleo do desenvolvimento da Teoria Crítica, pode ser, segundo Burrel e Morgan' con- siderada parte da tradição representada pelo paradigma do Humanismo [r]

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Teoria crítica do discurso e texto

Teoria crítica do discurso e texto

A teoria crítica do discurso (TCD) propõe uma agenda de debate sobre a linguagem textualmente orientada e, nessa perspectiva, ela oferece uma contribuição significativa para a compreensão dos processos sociais relacionados às transformações econômicas e culturais contemporâneas (GIDDENS, 1991; HARVEY, trad., 2000). Este artigo tem como objetivo a apresentação da análise de discurso textualmente orientada (ADTO) como uma abordagem adequada à análise desses processos sociais, significando uma importante contribuição da lingüística para o estudo das práticas sociais. Estudos que vêm debatendo as questões tratadas aqui são os de N. Fairclough (trad., 2001b; 2003), R. Wodak e M. Meyer (orgs., 2001) e T. van Dijk (2000).
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Hermenêutica e teoria crítica: iluminismo como política.

Hermenêutica e teoria crítica: iluminismo como política.

fundamento no proletariado em "Para a critica da Flosoia do direito de Hegel" . Quase un seculo mais tarde, a tomada do poder pelo fascismo e a experiencia russa tomaram dificil aceitar tanto 0 locus, quanto 0 agente postulados por Marx. 8em a garantia de fundamentagao do marxismo - quer como pr.xis proletaria, quer como l6gica da necessidade hist6rica ou econ6mica articulada na sociedade civil - a teoria critica encontra-se na mesma posigao que a hermeneutica modema. Ela preserva do marxismo uma teo ria da imanencia da crise na sociedade capitalista ; porem, suas escolhas politicas nao podem ser justificadas pela necessidade material ou te6rica. 0 resultado e a tend en cia a amalgamar a pesquisa empirica com afirmag6es metaisicas, num esforgo vaG de invocar un novo " sujeito revolucionario" sob a forma de uma nova classe operaria, de uma ampla frente dos oprimidos ou talvez do Terceiro Mundo ou da periferia. Qualquer desses esforgos esta condenado ao fracasso e isto por raz6es te6ricas . A crise , em teoria, encontra-se "sempre ja" presente, mas a solugao pratico-politica nunca esta garantida. A teoria critica nao esta em melhor situagao que a phronesis, admitida por Gadamer, com base numa solidariedade comunitaria nao demonstravel, mas pressuposta.
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O OBJETO DA IDEOLOGIA NA TEORIA CRÍTICA DO DISCURSO

O OBJETO DA IDEOLOGIA NA TEORIA CRÍTICA DO DISCURSO

efetiva quando sua ação é menos visível” (FAIRCLOUGH, 1989, p. 85). Isso significa dizer que sua eficácia consiste na naturalização de sentidos (FAIRCLOUGH, 2001, p. 117). Essa propriedade de estabilidade torna a ideologia uma dimensão imprescindível da hegemonia, à medida que “buscar ser hegemônico é tentar universalizar significados particulares, com o intuito de alcançar e de manter a dominação” (FAIRCLOUGH, 2003, p. 59). Pelo caráter estável, automático e (quase) invisível da ideologia, “não se deve pressupor que as pessoas têm consciência das dimensões ideológicas de suas práticas” (FAIRCLOUGH, 2001, p. 120). Por isso, para o autor, a consciência dos processos ideológicos na realização de determinados discursos é uma crítica (à ideologia): se alguém se torna consciente de um aspecto particular do senso comum que sustenta desigualdades de poder à própria custa, este senso “deixa de ser comum e pode perder a capacidade de manter relações de poder desiguais, isto é, sua capacidade de funcionar ideologicamente” (FAIRCLOUGH, 1989, p. 85) 6 .
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Teoria Crítica e a Crítica ao Positivismo

Teoria Crítica e a Crítica ao Positivismo

Outra característica do positivismo é a ideologização social presente neste pensamento. Segundo Horkheimer (1983), toda a ordem social de- senvolvida na sociedade capitalista é acompanhada dos progressos técni- cos desenvolvidos pelo pensamento positivista. E isto não é coincidência. A ordem burguesa tem se organizado pela forma de pensar positivista, pois ela reproduz a lógica capitalista, ideologizando a realidade. “Na medida em que o conceito da teoria é independentizado [...] ele se transforma em uma categoria coisificada e, por isso, ideológica” (HORKHEIMER,1983, p. 121). Como o método positivista reduz o movimento da sociedade ao processo numérico e racionalizado da lógica quantitativa, Horkheimer jus- tifica que a verdadeira compreensão da sociedade só pode se realizar na or- ganização e compreensão dos processos sociais. No conhecimento, “suas determinações que não têm origem em elementos puramente lógicos ou metodológicos, mas só podem ser compreendidos em conexão com os pro- cessos sociais reais” (HORKHEIMER, 1983, p. 121).
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EDUCAÇÃO E VIOLÊNCIA NA TEORIA CRÍTICA DE ADORNO

EDUCAÇÃO E VIOLÊNCIA NA TEORIA CRÍTICA DE ADORNO

Adorno é reconhecido como o fundador da dialética negativa por elaborar uma compreensão pessimista, portanto, crítica da realidade, manifestando em suas obras a ne- cessidade de uma educação que seja autocrítica e de perspectiva emancipatória pela via do processo de reeducação das consciências - último reduto diante do império da indústria cul- tural. Adorno e Horkheimer (1985) seguem uma linha de argumentação que revela um certo mal-estar da vida em sociedade pois atingiu um grande desenvolvimento tecnológico e, ao mesmo tempo, a humanização do sujeito tornou-se cada vez mais precária. Adorno (1995) compreende a educação como uma possibilidade contra a reincidência de violências e barbá- ries, além de ser parte constituinte da racionalidade humana. O autor diz que no momento em que os sujeitos passaram a ser coisificados, a violência tornou-se banalizada pela perda do valor altruísta em uma sociedade que equipara o ser humano a objeto, coisa que pode ser substituída e descartada, consumindo o processo de identificação, de reconhecimento e de relação com o outro
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Contribuições do marxismo para uma teoria crítica da linguagem.

Contribuições do marxismo para uma teoria crítica da linguagem.

A crítica que Wittgenstein, em sua segunda fase, faz à concepção aristotélica da linguagem (que é também a sua na fase inicial) concen- tra-se sobre dois aspectos fundamentais. O primeiro diz respeito à ques- tão da relação da linguagem com o pensamento e com a realidade. Para Wittgenstein, trata-se de uma concepção representacionista da lingua- gem. Isto é, que imagina a linguagem como uma maneira de represen- tar uma realidade dada de antemão e independente da própria lingua- gem. Esta vê-se pensada como um meio secundário de expressão dos pensamentos, que podem se formar sem ela, e de representação de uma realidade que a ela preexiste. A linguagem serviria basicamente para se falar sobre coisas e sua relação com a realidade adviria de uma se- melhança natural com o mundo, isto é, de uma associação convencio- nal e arbitrária entre as palavras e as coisas e de uma semelhança natu- ral entre as frases e os estados de coisas (Almeida, 1977:67/68).
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REVISITANDO A QUESTÃO DA SOLIDARIEDADE NA TEORIA CRÍTICA

REVISITANDO A QUESTÃO DA SOLIDARIEDADE NA TEORIA CRÍTICA

Pensar em uma mediação de somático e psíquico, lendo Honneth a partir de Adorno, permite avaliar a humilhação presente na tortura física como um fenô- meno “histórico-natural”, isto é, como entrelaçamento de somático e psíquico, de linguístico-social e não-linguístico físico. Desse modo, seria possível, no interior mesmo da perspectiva teórica de Honneth, estender o alcance da solidariedade para todas as formas de sofrimento da natureza interna (não apenas aquelas acessí- veis a um tratamento físico, médico, ou social, jurídico e político). Isso exigira uma investigação complementar no sentido de uma teoria psicodinâmica do sofrer, (para além dos quadros da psicanálise do vínculo de objeto, de Winnicott, a que Honneth recorre). Seria necessária uma teoria que penetrasse no “histórico-natu- ral” das formas de constituição do psiquismo.
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Cad. EBAPE.BR  vol.7 número3

Cad. EBAPE.BR vol.7 número3

Horkheimer já sugeria encorajar a elaboração de uma teoria da sociedade em sua totalidade, que fosse precisamente crítica e dialética, de forma a fazer emergir as contradições da sociedade capitalista. Desse modo, caberia à teoria crítica, como indicou Adorno, investir contra as imagens deformadas da realidade que desenvolvem a função de servir ao poder, não dando voz à realidade desordenada do capitalismo. Assim, ao denunciar o eclipse da razão, Horkheimer afirmava que por detrás da pura lei econômica, da lei do mercado e do lucro encontrava-se a pura lei do poder de uma minoria, baseada na posse dos instrumentos materiais de produção, de forma que a tendência ao lucro acabava sendo o que sempre foi, ou seja, a tendência ao poder social. No âmbito do estatismo de inspiração soviética, o lucro foi substituído pelo plano, mas as pessoas continuaram objetos de uma administração centralizada e burocrática: tanto os controles sobre o lucro como os controles sobre o plano geraram formas cada vez mais agudas de repressão. É nesse sentido que argumentei já em 2001 que a teoria crítica se constituía não somente em uma teoria da economia, mas do poder: uma economia política do poder. Aplicada à área das pesquisas em organizações, a teoria crítica constitui uma economia política do poder em estudos organizacionais.
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