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TEORIA DA AGÊNCIA NO FINANCIAMENTO DE EMPRESAS DE BASE TECNOLÓGICA

TEORIA DA AGÊNCIA NO FINANCIAMENTO DE EMPRESAS DE BASE TECNOLÓGICA

Os fundos de Private Equity - PE e Venture Capital – VC são reconhecidos como uma alternativa para financiar investimento em Empresas de Base Tecnológica – EBT. Esses fundos tornam-se acionistas das EBT’s, porém, devido a algumas particularidades dessa modalidade de investimento, a relação entre agente e principal é diferente dos investimentos tradicionais. A partir deste contexto, esta pesquisa se propõe a investigar de que forma a Teoria da Agência se manifesta na relação entre os fundos PE e VC e as empresas financiadas, através de pesquisa bibliográfica e análise documental. A revisão da literatura sobre PE, VC, EBT e Teoria da Agência indica que a modalidade de investimento de capital de risco apresenta uma dinâmica que faz com que os fundos de PE e VC exerçam ao mesmo tempo a função de Principal e de Agente. A perspectiva múltipla dos fundos demonstra a relevância de sua atuação tanto do ponto de vista do investidor, como opção de investimento com possibilidade de maiores retornos, quanto do ponto de vista do empreendedor, representando opção de financiamento e de profissionalização da gestão do negócio, além de se constituir um complemento aos esforços governamentais para fomentar o desenvolvimento tecnológico nos países.
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Teoria da agência e franchising: evidência empírica para o caso brasileiro

Teoria da agência e franchising: evidência empírica para o caso brasileiro

A segunda abordagem que esclarece a expansão do negócio via franquias apoia-se no modelo de agente-principal proposto pela teoria da agência, que explora problemas decorrentes da assimetria de informação. Jensen & Meckling (1976) definem o modelo de agente-principal como: “[...] uma ou mais pessoas (principal(is)) acionam uma segunda pessoa (o agente) para exercer algum serviço em seu nome de forma que envolva a delegação de alguma autoridade decisória ao agente [...]”. Ainda segundo os autores, se ambas partes do contrato são indivíduos racionais que buscam maximizar suas utilidades e seus objetivos estão desalinhados, é compreensível que os agentes utilizem a vantagem informacional para tomar ações visando o interesse próprio, em detrimento do interesse do principal. Como as ações escolhidas pelo agente influenciam não só os seus ganhos, mas também os do principal, esse conflito de interesses também é conhecido como o moral hazard, ou risco moral. Nesta abordagem de escolha pelo modelo de franquia, analisamos apenas os contratos que levam em consideração o problema de assimetria de informação deste último, ou one-sided moral-hazard.
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A teoria da agência no setor da saúde: o caso do relacionamento da Agência Nacional de Saúde Suplementar com as operadoras de planos de assistência supletiva no Brasil.

A teoria da agência no setor da saúde: o caso do relacionamento da Agência Nacional de Saúde Suplementar com as operadoras de planos de assistência supletiva no Brasil.

O relacionamento entre os atores do sistema supletivo de assistência à saúde no Brasil é caracterizado por uma complexa trama de conflitos de interesse e de poder, que podem ser analisados à luz da teoria da agência. Ela emprega elementos da ciência econômica, principalmente das teorias do consumidor e do funcionamento de mercado, conjuntamente com idéias derivadas dos estudos organizacionais e comportamentais, faz uma divisão entre os agentes econômicos em principais e agentes. Analisando o mercado de assistência supletiva, pode-se constatar que ele possui inúmeros atores, que exercem ao mesmo tempo papéis de agentes e principais. É justamente dessa dualidade de papéis que surgem grande parte dos conflitos, e, através de diversos mecanismos de regulação, tenta-se reduzir os custos de agência derivados dos conflitos de interesse que são a causa principal dos problemas de agência dentro desse setor.
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Federalismo e políticas sociais: conexões a partir da Teoria da Agência

Federalismo e políticas sociais: conexões a partir da Teoria da Agência

Neste trabalho, buscamos elucidar quais teriam sido as vantagens inerentes às transferências condicionadas de recursos, da União para governos subnacioniais, que explicariam sua difusão por diversos setores governamentais, principalmente políticas sociais, nas últimas décadas. Para tanto, propomos analisar aspectos normativos dos programas federais com maior volume de transferências condicionadas em três áreas governamentais: saúde, educação e assistência social. Mobilizando achados da Teoria da Agência e, particularmente, de sua aplicação ao estudo das relações intergovernamentais, chegamos à conclusão de que, nos formatos vigentes, programas federais reduzem custos de agência ao padronizar e delimitar as ações a serem executadas por governos subnacionais, ao condicionar o repasse de recursos à sua realização e ao dispor de uma multiplicidade de “controladores” que permite verificá-la, incluindo aqueles de natureza societal. Concluímos, por fim, que a difusão desse mecanismo, típico do federalismo centralizado, embora não exclusivo deste, tem permitido compensar a fragmentação territorial produzida pelo federalismo trino brasileiro, em sentido horizontal, porém sob o prejuízo da produção de efeitos não desejados, entre os quais a baixa integração programática das políticas sociais ou, em outras palavras, sob o acirramento da sua fragmentação vertical.
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Análise dos impactos da tecnologia da informação nas organizações - um ensaio à luz da teoria da agência e da teoria dos custos de transação

Análise dos impactos da tecnologia da informação nas organizações - um ensaio à luz da teoria da agência e da teoria dos custos de transação

A empresa americana passou a ter acesso diário ao volume de estoque do Angeloni e à quantidade vendida por semana para fazer reposições mais freqüentes (..).. Tese: Através do u[r]

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Os desafios da teoria da agência no seio das sociedades comerciais

Os desafios da teoria da agência no seio das sociedades comerciais

Por fim, em 1974 proferido no Minnesota – Miller v. Miller 45 foi referido o two-step test que no fundo consiste numa combinação do line of business test e do fairness test. Afirma esta teoria que se deve avaliar se a oportunidade de negócio apresenta uma ligação com a atividade efetivamente exercida ou que a sociedade espera vir a exercer. Se assim for, de seguida, deve ser analisada se a apropriação dessa oportunidade de negócio pelo administrador em face do caso concreto é injusta, sabendo se o administrador violou os seus deveres fiduciários de lealdade, boa fé, fair dealing em relação à sociedade, prestando atenção a fatores como a qualidade em que a oportunidade lhe foi apresentada, a prévia divulgação ao órgão de administração ou aos sócios e a utilização de bens ou pessoal da sociedade entre outros 46 .
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Palavras-chave: Corporate Governance; Teoria da agência; Conflitos de agência;

Palavras-chave: Corporate Governance; Teoria da agência; Conflitos de agência;

As variáveis dependentes a considerar derivam de características como o modelo de CG e a política de remunerações adotada e as variáveis independentes respeitam aos indicadores de desempenho ou de performance empresarial e serão considerados no seu conjunto e não individualmente para não se comprometer a sua validade. Utilizando o ROE como exemplo e tendo em conta que a estrutura empresarial passou de um sistema em que dominavam os ativos fixos tangíveis para um paradigma em que o capital intelectual pode ser um fator muito mais relevante, o ROE, se considerado individualmente, compromete a sua validade (Luís, 2012). Serão considerados o ROE, o ROA, o nível ou grau de concentração acionista, enquanto fator capaz de influenciar os conflitos de agência, a cotação bolsista e os resultados da empresa, enquanto variáveis que podem originar também custos de agência na medida em que os resultados e as cotações bolsistas, quando enviesados, podem originar pagamentos excessivos aos administradores, pelo menos no curto prazo. A rentabilidade, quer da empresa quer dos seus capitais próprios, o crescimento, bem como o nível de endividamento da empresa (solvabilidade e autonomia financeira), serão também variáveis dependentes a ter em atenção porque qualquer uma delas é passível de proporcionar orientações sobre a existência de custos de agência. Serão ainda consideradas a dimensão do CA e a independência dos seus membros na medida em que ambas podem influenciar a transparência da relação entre acionistas e administradores.
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Gestão do relacionamento entre franqueadores e franqueados e o grau de maturidade da rede: estudo comparativo de casos no segmento de alimentação no mercado brasileiro

Gestão do relacionamento entre franqueadores e franqueados e o grau de maturidade da rede: estudo comparativo de casos no segmento de alimentação no mercado brasileiro

Durante o referencial teórico, foram apresentados dados sobre este mercado, considerando a sua evolução, etapas de desenvolvimento, vantagens e desvantagens, boas práticas, diferenciais competitivos, modelos de gestão, além de especificar a sua legislação vigente, mostrando também a sua grande representatividade e relevância. Com base nas duas teorias apresentadas, pode ser identificada a visão positivista da teoria da agência nas redes estudadas, com a busca pelos resultados fazendo com que haja uma convergência entre o principal e o agente, franqueador e franqueado respectivamente, reduzindo com isso as possibilidades de conflitos entre eles, por mais que existam como identificado nas entrevistas, e também a teoria de recursos da empresa, principalmente para a rede Beta, onde houve a abertura para a entrada de franqueados para atingir o crescimento preterido devido à escassez de recursos.
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RISCO REGULATÓRIO NO PROCESSO DE GESTÃO DE RISCOS CORPORATIVOS: UM ESTUDO NO SETOR DE ENERGIA ELÉTRICA APÓS A IMPLANTAÇAO DA MEDIDA PROVISÓRIA Nº. 579, DE 11 DE SETEMBRO DE 2012 MESTRADO EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS E ATUARIAIS

RISCO REGULATÓRIO NO PROCESSO DE GESTÃO DE RISCOS CORPORATIVOS: UM ESTUDO NO SETOR DE ENERGIA ELÉTRICA APÓS A IMPLANTAÇAO DA MEDIDA PROVISÓRIA Nº. 579, DE 11 DE SETEMBRO DE 2012 MESTRADO EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS E ATUARIAIS

A Teoria da Agência trata do conflito de interesses provocados pela possibilidade de transferência de riqueza entre principal e agente, quando o primeiro delega poderes e autoridade para o segundo tomar decisões. Pelos resultados de curto prazo surge a possibilidade de transferência de riqueza ao agente por estes resultados, via remuneração ou premiação. O foco central da Teoria consiste em o principal perder parte de sua riqueza, se não conseguir do agente os melhores desempenhos, estimulando-o a obter o máximo dentro das condições estabelecidas, devido à participação e atuação de um administrador profissional. (MENDES, 2001). Ainda nos estudos de Jensen e Meckling (1976), os agentes nem sempre atuam no melhor interesse do principal, devido aos incentivos aos agentes que são estabelecidos, assim como as técnicas de monitoramento de curto prazo. Com isto, os conflitos de interesse conduzem à existência de possíveis custos ou perdas, que podem ser os de oportunidade (de negócio), os gastos para monitoramento do comportamento destes administradores e as perdas residuais que, igualmente, podem ser consideradas como um dos seus custos.
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O RELACIONAMENTO FRANQUEADOR FRANQUEADO E SEUS CONFLITOS

O RELACIONAMENTO FRANQUEADOR FRANQUEADO E SEUS CONFLITOS

Em um contexto de franchising, o oportunismo de franquias em geral de manifesta pelo free- riding. Os operadores da rede (franqueadores) são responsáveis pelo desenvolvimento do mix de produtos e serviços e pela promoção da marca. Se os seus esforços são suficientes para atrair um considerável número de consumidores, franqueados oportunistas podem ser tentados a aumentar sua lucratividade no curto prazo por meio da diminuição dos padrões de qualidade da marca, não investindo em propaganda e mídia ou não supervisionando suficientemente seus empregados (MICHAEL, 2000; SHANE, 1998). Considerando que a insatisfação dos consumidores será compartilhada ao franqueador, que é detentor da marca e sua integridade será ameaçada e outros franqueados, que irão perder clientes em suas unidades, franqueados oportunistas irão absorver somente parte dos custos do free riding (BARTHÉLEMY, 2012). A teoria da agência argumenta que as empresas fazem escolhas entre as formas organizacionais com base no peso dos custos de acompanhamento de operações geograficamente dispersas contra os problemas de passividade e parasitismo que surgem quando o monitoramento é difícil. Um problema agência vertical ocorre quando os gestores da empresa sem uma participação acionária reduzir o esforço, porque os seus rendimentos não estão vinculados a seus esforços, e um problema de agência horizontal ocorre quando agentes proprietários não da empresa, como franqueados, obtém benefícios por parasitismo sobre os esforços da empresa ou seus outros pontos de venda (BRICKLEY e DARK, 1987;. COMBS et al, 2004).
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA FACULDADE DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS PÂMMELLA PAIVA BATALHONE

UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA FACULDADE DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS PÂMMELLA PAIVA BATALHONE

O presente estudo foi realizado com o objetivo de levantar a produção científica brasileira que trata de forma conjunta as abordagens Governança Corporativa e Teoria da Agência, no período de 2008 a 2017. Trata-se de uma pesquisa de caráter descritivo por descrever as características das publicações analisadas, além disso, classifica-se como qualitativa por não utilizar procedimentos estatísticos. Foi realizada uma pesquisa bibliográfica por meio de busca dos termos Governança Corporativa e Teoria da Agência, simultaneamente, nos campos de busca palavra-chave, título de documento e resumo presentes na plataforma SPELL, esta, escolhida por se tratar de uma ferramenta representativa e de acesso gratuito. Após coleta, foram encontrados 31 artigos presentes em 24 periódicos e, por meio de leitura dos resumos e tópicos dos referenciais teóricos, excluiu-se 11 artigos e 7 periódicos da amostra por não atenderem aos requisitos da pesquisa. Em seus resultados, a pesquisa identificou que os autores não deram continuidade aos estudos com esta abordagem, além da ausência de linearidade em relação à cronologia das publicações. Consequentemente, é possível observar que apesar da importância da Governança Corporativa na solução dos conflitos presentes na Teoria da Agência, existentes inclusive na profissão contábil, trata-se de um vasto campo de pesquisa a ser explorado.
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Conexões políticas das empresas por estruturas de propriedade: uma abordagem do Governo como acionista

Conexões políticas das empresas por estruturas de propriedade: uma abordagem do Governo como acionista

A teoria da estratégia política corporativa fornece evidências de que conexões políticas afetam tanto positivamente (HILLMAN; HITT, 1999; ANG; DING, 2006; FACCIO, 2006) quanto negativamente (CHEN; FAN; WONG, 2004; BERTRAND et al., 2007; MOHAMED et al., 2007) o de- sempenho da firma. Sob a ótica da teoria da agência, percebe-se que quando há a participação do Governo na estrutura de propriedade, ocorre propensão à divergência de objetivos em relação aos demais acionistas, porque aquele não se interessa pelo mesmo grau de maximização do valor da empresa que estes (SHILEIFER, 1998; PEDERSEN; THOMSEN, 2003). Com isso, os custos das atividades de conexões prestadas podem ser mais elevados que os benefícios auferidos por elas. Logo, a conexão com o Governo pela estrutura de propriedade de forma majoritária tende a influenciar negativamente no desempenho e no valor da empresa. No entanto, a participação minoritária dele em estruturas de propriedade se mostra benéfica (LAZZARINI; MU- SACCHIO, 2010) pelo fato deste não conseguir impor seus objetivos aos demais acionistas (BOUBAKRI; COSSET; SAFFAR, 2008). Isso está con- sistente com o previsto pela teoria de agência e sugerido pela teoria de estra- tégia política corporativa, trazendo benefícios sem expor, demasiadamente, a empresa à interferência política (WU, 2011).
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Estudo da validade de generalização das práticas de governança corporativa ao ambiente dos fundos de pensão: uma análise segundo as teorias da agência e institucional

Estudo da validade de generalização das práticas de governança corporativa ao ambiente dos fundos de pensão: uma análise segundo as teorias da agência e institucional

Este estudo investiga as possibilidades de generalização das práticas de governança corporativa a organizações operando em ambientes não mercantilistas. Os limites da teoria da agência, referencial teórico predominante no desenvolvimento dessas práticas, são analisados no ambiente dos fundos de pensão brasileiros a partir da verificação da aplicação dos mecanismos de monitoramento, controle e incentivos, previstos por essa teoria, por patrocinadores e participantes, e a percepção dos gestores quanto à importância desses mecanismos na conformação de seu comportamento. Alternativamente, é examinada a extensão da busca de legitimidade pelos gestores, segundo o referencial da teoria institucional. São comparados os resultados obtidos para fundos com perfis diversos quanto a variáveis como tipo de plano, origem do patrocinador e maturidade. Os resultados indicam uma diferença no uso e percepção daqueles mecanismos, em virtude principalmente da natureza do patrocinador, volume de ativos de investimento, tempo de existência e maturidade do fundo. Não foram obtidas diferenças estatísticas significativas para a percepção dos fatores institucionais, sugerindo a existência de elevada coesão no campo organizacional constituído pelos fundos de pensão.
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A Influência do Governo das Sociedades na Elisão Fiscal - uma Perspetiva Europeia

A Influência do Governo das Sociedades na Elisão Fiscal - uma Perspetiva Europeia

A realização deste estudo pretende introduzir vários contributos à literatura existente. Tendo em conta o crescente interesse da problemática do governo das sociedades, a sua associação à teoria da agência que, por sua vez, remete para os possíveis conflitos de interesses que podem surgir entre acionistas e gestores, e o facto de os últimos terem poder no que diz respeito à escolha do nível de elisão fiscal a aplicar na empresa, foi analisado o impacto de diversos mecanismos adequados do governo das sociedades na ETR, através da introdução de variáveis relacionadas com o conselho de administração e os CEO’s. Adicionalmente, perante a proposta de Zeng (2019) relativamente a futuras investigações, este estudo também analisa a interação entre variáveis associadas à governance ao nível empresarial e ao nível do país e a sua relação com a taxa efetiva de imposto. Relativamente à mensuração da ETR, foram utilizadas três medidas que permitem capturar o seu efeito, tanto numa perspetiva anual como numa perspetiva a cinco anos. Posto isto, para o nosso conhecimento, o conjunto de variáveis utilizadas nesta investigação é inovador. Por fim, a amostra recolhida, e que serviu de base para avaliar todas as evidências encontradas, engloba empresas europeias cotadas em bolsa, o que não tem sido aplicado com grande frequência na literatura anterior. Para além disso, foi considerado o período compreendido entre 2009 e 2018 de modo a abranger um espaço temporal mais recente, alargado e expressivo.
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Teoria da firma: comportamento dos administradores, custos de agência e estrutura de propriedade.

Teoria da firma: comportamento dos administradores, custos de agência e estrutura de propriedade.

Além disso, títulos conversíveis representam um direi- to sobre o limite inferior da distribuição dos resultados e os títulos conversíveis em ações podem ser considerados valore mobiliários com títulos conversíveis incorporados. Aparentemente os efeitos dos títulos conversíveis sobre o incentivo tenderiam a compensar em determinada extensão os efeitos sobre o incentivo da existência de dívida arriscada já que o proprietário-administrador estaria compartilhando parte dos lucros associados a uma mudança da distribui- ção dos retornos com os detentores de títulos conversíveis. Desta forma, conjeturamos que os detentores potenciais de obrigações considerarão atrativo ter títulos conversíveis vinculados à dívida arriscada de fi rmas nas quais seja re- lativamente fácil mudar a distribuição dos resultados para expandir o limite inferior da distribuição visando a repassar a riqueza dos detentores de obrigações. Isso também seria atrativo para o proprietário-administrador, em função da redução dos custos de agência com os quais ele deverá arcar. Esse argumento também implica que faria pouca diferença se os títulos conversíveis fossem destacáveis (vendidos se- paradamente das obrigações), já que a sua mera existência reduziria os incentivos do administrador (ou dos acionistas) para aumentar o nível de risco da fi rma (e, portanto, aumen- tar a probabilidade de falência). Além disso, a inclusão de um privilégio de conversão de obrigações como dívida ou ações preferenciais em ações comuns também tenderiam a reduzir os efeitos de incentivo da existência dessas obriga- ções e, desta forma, reduzir os custos de agência associa- dos a eles. A teoria prevê que esses fenômenos deveriam ser observados com mais freqüência nos casos em que os efeitos sobre o incentivo desses resgates fi xos forem altos do que quando forem baixos.
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DIVIDEND YIELD: IGC VERSUS IBOV

DIVIDEND YIELD: IGC VERSUS IBOV

Em suma, o problema de agência trata do conflito de interesses decorrente da separação entre propriedade e controle, e dentro dessa perspectiva, da garantia de que o acionista não vai ter seus recursos desperdiçados. Conforme Siffert Filho (1998), os problemas de governança corporativa ganharam maior importância a partir do surgimento das modernas companhias, nas quais há maior divisão entre controle e gestão. A governança corporativa surge, portanto, com o intuito de dirimir os conflitos entre acionistas e gestores e garantir aos usuários externos informações confiáveis a respeito dos negócios da companhia, o que condiz com o principal objetivo da Contablidade. Iudícibus (2000) evidencia que a principal função da Contabilidade e de seus relatórios é fornecer informação econômica relevante para que cada usuário possa tomar suas decisões com relativa segurança.
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O Conselho de Administração ou a Carne é Fraca? O Dilema da BRF S.A.

O Conselho de Administração ou a Carne é Fraca? O Dilema da BRF S.A.

c) Pelo IBGC, os Conselhos de Administração de companhias do Novo Mercado deverão ser com- postos por, no mínimo, 5 (cinco) membros, eleitos pela assembleia geral, dos quais, no mínimo, 20% (vinte por cento) deverão ser conselheiros independentes. Os membros externos do conselho agem como árbitros em desacordos entre gerentes internos e executam tarefas que envolvem graves pro- blemas de agência entre gerentes internos e reclamantes residuais, por exemplo, fixando remunera- ção de executivos ou procurando substituições para gerentes de topo. A separação efetiva entre o ge- renciamento e o controle de decisões de alto nível significa que os diretores externos têm incentivos para realizar suas tarefas e não colidir com os gerentes, para expropriar os reclamantes residuais. A maioria dos diretores externos de corporações abertas é ou gerente de outras corporações ou impor- tante agente de decisão em outras organizações complexas. O valor de seu capital humano depende principalmente de seu desempenho como gerente interno de decisão em outras organizações. Uma das recomendações da cartilha de governança corporativa da CVM também é que o conselho deve ter o maior número possível de membros independentes da administração da companhia.
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A agência a partir da Teoria Ator-Rede: reflexões e contribuições para as pesquisas em administração.

A agência a partir da Teoria Ator-Rede: reflexões e contribuições para as pesquisas em administração.

A agência da máquina não parou por aí. Em algumas oportunidades, a pesqui- sadora acompanhou diretamente as relações entre máquina e cooperadas, além da grande movimentação do corpo provocada pelas características do seu funcionamento. A máquina trabalhava a partir de um arranjo de linhas disposto em formato de “V” na parte superior do equipamento. Em seu lado direito havia um visor, no qual era possível programar algumas letras e desenhos para serem bordados. O tecido das camisetas que uma das cooperadas iria bordar em uma tarde de trabalho já estava cortado, porém, ainda não costurado. Depois de bordados, os lotes produzidos se- guiriam para as costureiras para fechamento das peças e acabamentos. A cooperada desamarrava uma tira de tecido que envolvia o lote a ser produzido e pegava a parte frontal avulsa de uma camiseta. Colocava-a sobre o seu corpo e com um giz amarelo fazia uma pequena marcação na altura do peito. O bordado em questão era uma mistura de tons amarelos e marrons (esse trabalho tinha sido encomendado por uma igreja cristã da região). A marcação feita com o giz indicava o local onde a máquina iria bordar, possibilitando posicionar corretamente o tecido no bastidor, que o prendia. A máquina vinha acompanhada de bastidores de diversos tamanhos e a escolha do seu uso dependia do tamanho do bordado e do tecido em questão.
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Conciliando agência e contexto na dinâmica da mudança institucional.

Conciliando agência e contexto na dinâmica da mudança institucional.

Este ensaio apresenta estrutura analítica que busca conciliar elementos da agência e do contexto na análise de processos de mudança institucional. A estrutura está baseada na articulação entre as abordagens do institutional work e da mudança institucional gradual. Ambas as abordagens foram criadas como alternativas a perspectivas que enfatizavam demasiadamente elementos estruturais (como a path dependence theory) ou a ação (como o empreendedorismo institucional). No entanto, apesar dos ganhos analíticos que ambas trouxeram para o estudo da mudança institucional, ainda mantêm fortes vínculos com os pressupostos das tradições de pesquisa das quais emergiram. Uma aproximação entre tais esquemas teóricos permite maior rigor para investigar processos de mudança institucional e possibilita aos pesquisadores maior consciência sobre os pressupostos inerentes a cada perspectiva, assim como incentiva a busca por abordagens que encadeiem elementos capazes de prover explicação adequada para a manutenção e a mudança institucionais. No centro dessa proposta, encontra-se a busca por entender a dinâmica da vida institucional. O contexto institucional possui certo nível de plasticidade e pode ser modificado de acordo com a disponibilidade de práticas, significados e recursos. A efetivação desse potencial de mudança está relacionada à capacidade dos atores, seus níveis de reflexividade institucional e munificência de recursos. As práticas de criação, manutenção e dirupção das instituições em determinado contexto serão, portanto, resultado da interação entre as características do contexto institucional (nível de plasticidade institucional) e dos tipos de atores sociais (nível de discricionariedade institucional).
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Reconhecimento tenso, acontecimento inaugural: na direção de outra comunicação

Reconhecimento tenso, acontecimento inaugural: na direção de outra comunicação

A internalização preserva a perda na psique, ao mesmo tempo em que a nega. A melancolia é um circuito produzido e faz parte, portanto, do funcionamento do poder regulador (idem, p. 158, grifo nosso). Para Butler, se a melancolia designa um âmbito de vinculações que não aparece explicitamente como objeto do discurso, então erode a operação de linguagem pela qual esta não apenas postula objetos, mas também os regula e normaliza ao postulá-los. Enquanto a melancolia parece ser, em princípio, uma forma de contenção, um modo de internalizar um vínculo que está excluído do mundo, também estabelece as condições psíquicas para ver que ‘o mundo’ se organiza de maneira contingente através de certo tipo de repúdios (idem, p.158). Essa dobra do sujeito sobre si, esse recolhimento ancorado em um repúdio, na medida em que faz com que o sujeito se constitua e ao mesmo tempo se sujeite ao poder está afetivamente carregada, e a economia libidinal e seu circuito de afetos precisam ser investigados para que a teoria social e política possa pensar a forma da agência pós-acontecimental (embora não se possa planejá-la), bem como entender o quadro dos afetos possíveis na potência de existência dada nas singularidades emergentes após a intensidade do acontecimento.
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