Trabalhadores - Fortaleza (CE) - Condições sociais - 1915-1931

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Tensões sociais no consumo de bebidas alcoólicas em Fortaleza : trabalhadores, boêmios, ébrios e alcoólatras

Tensões sociais no consumo de bebidas alcoólicas em Fortaleza : trabalhadores, boêmios, ébrios e alcoólatras

Este trabalho tem como objetivo analisar as tensões sociais em torno do consumo de bebidas alcoólicas em Fortaleza, entre os anos de 1915 e 1935, período marcado pela intensificação do comércio de bebidas e dos discursos antialcoólicos na cidade. Elegemos como fontes de pesquisa: mensagens e relatórios oficiais, processos crimes, livros de queixas, periódicos médicos e operários, jornais, almanaques, guias, crônicas e obras literárias. Como referencial teórico e historiográfico, utilizamos as contribuições de Michel de Certeau, Roger Chartier, Michel Foucault, Henrique Carneiro, Sidney Chalhoub, Denise Sant’anna, dentre outros. Abordamos a bebida alcoólica como um objeto cultural e econômico, delineando seus modos de produção, circulação e consumo na cidade. Mapeada esta trajetória, identificamos os modos de acesso e uso das bebidas, bem como as discursividades e os conflitos sociais derivados de seu consumo. Constatamos que, beber em Fortaleza era uma prática de distinção social, referenciada no tipo de bebida consumida e nos diferentes espaços de consumo na cidade. Esta distinção era reforçada pela discursividade antialcoólica que condenava o uso da cachaça e era mais permissiva ao consumo de cervejas e de vinhos. O alcoolismo e a criminalidade eram considerados problemas afins, próprios da população pobre citadina. Na intimidade dos conflitos cotidianos, os modos de consumo alcoólico eram parâmetros decisórios nas diferenciações sociais entre o cidadão ordeiro, o ébrio habitual e o boêmio. Consideramos que beber na cidade era uma prática paradoxal, pois contrapunha os novos ideais urbanos às referências populares. A dimensão comercial e sociocultural das bebidas alcoólicas foi decisiva para as contradições médicas, jurídicas e políticas. O consumo alcoólico se apresentou como uma evidência chave dos conflitos urbanos da sociedade fortalezense em torno da distinção social e da moral civilizadora.
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Um fio da meada: Experiência e luta dos trabalhadores têxteis em Fortaleza

Um fio da meada: Experiência e luta dos trabalhadores têxteis em Fortaleza

O fio da meada desta investigação tem seu foco na experiência e luta dos trabalhadores têxteis em Fortaleza, com ênfase nos operários da fábrica Finobrasa, entre os anos 1987 e 1991. O objetivo principal consiste em identificar a natureza dos conflitos entre os trabalhadores e a Companhia, bem como, compreender o contexto, as circunstâncias e os desdobramentos das lutas especificas, como o direito à sindicalização e o fim do trabalho aos domingos; e de ações coletivas de resistência aberta, a exemplo da greve de maio de 1988 e a adesão à greve geral de 1991. A construção da história destes trabalhadores se deu a partir de um leque variado de fontes, dentre elas: narrativas de trabalhadores da Finobrasa e sindicalistas, jornais, informativos de organismos patronais; documentos da Finobrasa, documentos do Sindicato dos Trabalhadores Têxteis de Fortaleza e processos do judiciário trabalhista. O estudo encontra na história social do trabalho sua principal inspiração, tanto os estudos de historiadores de oficio, bem como os de antropólogos, sociólogos e economistas. A análise, é centrada na conjuntura das políticas de industrialização, que subsidiavam com fundos públicos os empreendimentos fabris no Ceará, quando a indústria têxtil cearense teve um crescimento acentuado. Nesta proclamada fase das mais produtivas e competitivas do Brasil, do ponto de vista do capital, o estudo examina as condições de vida e trabalho: trabalhadores perdem a audição, a tuberculose era „moléstia comum‟, as máquinas “engoliam” trabalhadores e mutilavam o corpo operário. Quando reivindicavam direitos, eram demitidos ou ficavam marcados em “listas negras” e criminalizadas suas formas de organização. Foram à luta. Pela garantia e ampliação dos direitos sociais e políticos; de construção de um movimento sindical de base, com forte referencial de classe e mais afeito às ações coletivas, os trabalhadores têxteis de Fortaleza construíram greves, foram à Justiça, negociaram diretamente com os patrões, fecharam ruas em manifestação; fiaram e teceram lutas por melhores condições de vida e trabalho. “Um fio da meada” encharcado de sensibilidades, conquistas, revezes, lutas, indignação, revolta, sonho e esperança, é a tessitura deste trabalho.
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A educação dos trabalhadores na sociabilidade do capital: estudo a partir do PROJOVEM Fortaleza.

A educação dos trabalhadores na sociabilidade do capital: estudo a partir do PROJOVEM Fortaleza.

Assim, a idéia de educação formulada pela burguesia e seu processo de democratização ou massificação do ensino se mostram contraditórias na própria gênese e no desenrolar histórico, pois à medida que se pretende como um projeto expansivo às massas, se engendra numa complexidade de problemas ocasionados pelo agravamento das contradições sociais do próprio sistema. A educação escolar hoje vivencia a problemática de receber os filhos da classe destituída dos meios de produção e dos mínimos necessários à sobrevivência. Assim, conseqüentemente, se depara com toda a sorte de conseqüências decorrentes das condições de existência desses indivíduos como: marginalização social, pobreza, envolvimento com drogas, “desajuste” familiar, violência, (in)disciplina, dentre outros desafios trazidos aos educadores, que assumem agora o papel de “redentores” de uma problemática social mais ampla que recai sobre o ambiente escolar.
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Campos do pós-abolição: identidades laborais e experiência "negra" entre os trabalhadores do café no Rio de Janeiro (1931-1964).

Campos do pós-abolição: identidades laborais e experiência "negra" entre os trabalhadores do café no Rio de Janeiro (1931-1964).

Em termos de relações entre as raças, Vargas é lembrado por seu apoio nacionalista à ideologia da “democracia racial” e da “miscigenação”. Esses va- lores nacionais minimizavam discursivamente a existência de desigualdades raciais no Brasil para fomentar a identidade e o orgulho nacional, mas também acabaram mascarando divisões raciais e defendendo uma concepção romântica da “harmonia” racial do Brasil (Hasenbalg, 1979). Ao final do século XIX, concepções eugênicas começaram a se tornar populares no Brasil. Isso sugere a existência de um pessimismo geral naquele tempo quanto à presença de um grande contingente populacional de afrodescendentes e a ideia de que isso poderia ser problemático para o desenvolvimento brasileiro. Reagindo a tais concepções, Vargas recorreu à avaliação positiva de Gilberto Freyre a respeito das múltiplas raízes raciais e culturais do Brasil como uma característica da qual os brasileiros deveriam se orgulhar. Ao mesmo tempo que Vargas descri- minalizou as religiões afro-brasileiras e valorizou a cultura afro-brasileira co- mo parte do folclore nacional, seu governo exaltava constantemente os brasileiros como cidadãos de um país miscigenado e culturalmente sincrético. Ao fazê-lo, enaltecia a harmonia racial do Brasil e via com ceticismo qualquer política que pudesse contrariar essa ideia. Em 1937, no marco do corporativis- mo que proibiu todas as organizações políticas e sociais, Vargas dissolveu a Frente Negra Brasileira (FNB), a primeira expressão de política negra que che- gara a se organizar formalmente no Brasil. Isso aconteceu logo depois que a FNB alcançou o status de partido político em 1936. Também aconteceu em uma época na qual a FNB começara a fazer proselitismo entre os sindicatos. 12
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Comparação da percepção de fadiga e de capacidade para o trabalho entre trabalhadores têxteis de empresas que se encontram em diferentes estágios de responsabilidade social empresarial no estado de São Paulo, Brasil.

Comparação da percepção de fadiga e de capacidade para o trabalho entre trabalhadores têxteis de empresas que se encontram em diferentes estágios de responsabilidade social empresarial no estado de São Paulo, Brasil.

Objetivos: Comparar as características demográficas e as percepções da capacidade para o trabalho, fadiga e condições de trabalho entre trabalhadores de indús- trias têxteis que estejam em diferentes estágios de responsabilidade social empresarial (RSE). Métodos: Em estudo transversal, 126 trabalhadores de três em- presas e cinco fábricas responderam a questionário de caracterização demográfica, condições e estilos de vida, a autoavaliações sobre fadiga, condições de trabalho e capacidade para o trabalho. As empresas foram classificadas em dois grupos de pontuação de indicadores de RSE (o grupo um de menor pontuação e o grupo dois de maior pontuação), com base nas respostas dadas em questionário específico. Resulta- dos: Não foram encontradas diferenças (p > 0,05) nos resultados de capacidade para o trabalho, fadiga e na maior parte dos dados demográficos obtidos entre os trabalhadores dos dois grupos. As melhores condições de trabalho, no grupo de maior pontuação (p = 0,008), deveram-se principalmente ao fornecimento de refei- ções nas fábricas. Conclusões: O desenvolvimento e a implementação de projetos de RSE não implicam, necessariamente, em melhores condições de trabalho ou em percepções dos trabalhadores de menor fadiga ou maior capacidade para o trabalho, em relação a empresas que não dispõem desses projetos. Por tratar- Ricardo Jorge Metzner
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SOLUÇÃO OU PROBLEMA?  Ana Carolina Carvalho Barreto

SOLUÇÃO OU PROBLEMA? Ana Carolina Carvalho Barreto

O rol de direitos conquistados, resultantes da luta trabalhista, perderam espaço e foram flexibilizados pelas políticas públicas desenvolvidas à partir da teoria neoliberal, que contribui, por sua vez, ao fortalecimento do capital com a "introdução de agressivas modalidades produtivas para alcançar a máxima intensificação do trabalho, assim como políticas de liberalização do comércio, de privatização do Estado e de ataque aos direitos dos trabalhadores e à organização sindical" (Jinkings, 2004, p. 208). Apesar dos direitos positivados em relação a proteção trabalhista, no caso desta pesquisa, ao acidente de trabalho, inúmeras são as relativizações quanto ao grau de sua efetividade, como se evidencia pela falta de fiscalização no ambiente laboral bancário que poderia atuar por meio de ações que contribuíssem para a redução efetiva dos casos da doença do trabalho LER/DORT, por meio de ações que corroborassem para a transformação dos ambientes de trabalho em locais mais seguros e estruturalmente ergonômicos, com a regulação de pausas para descanso muscular e retorno produtivo, eficiente e salutar à atividade, evitando a ocorrência de fadigas ensejadoras de
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Impacto das condições de saúde bucal na qualidade de vida de trabalhadores.

Impacto das condições de saúde bucal na qualidade de vida de trabalhadores.

Resumo A Saúde do Trabalhador tem sido ob- jeto de inúmeros estudos devido, principalmente, à preocupação de que o trabalhador tenha boas condições de trabalho e uma qualidade de vida satisfatória. O presente estudo objetiva analisar o impacto das condições de saúde bucal na qualida- de de vida de trabalhadores de uma universidade pública através do Oral Health Impact Profile, na sua versão reduzida (OHIP-14), e fatores associa- dos. Realizou-se um estudo transversal com 326 trabalhadores que responderam às questões do ín- dice OHIP-14, de autopercepção de saúde, morbi- dade bucal autorreferida, uso de serviços odonto- lógicos e questões socioeconômicas e demográficas. Através da análise de regressão linear múltipla foi feita a associação entre as variáveis independentes e o OHIP-14. Cerca de 40% do impacto das condi- ções de saúde bucal na qualidade de vida pode ser explicado pelas variáveis: escolaridade (p = 0,03), idade (p = 0,03), motivo da consulta odontológica (p = 0,01), percepção de saúde bucal (p < 0,01) e satisfação com dentes e boca (p < 0,01). A utiliza- ção do OHIP-14 pode ser útil para o planejamen- to de programas e ações focados na educação em saúde, voltados para o trabalhador, priorizando aqueles com maiores impactos psicossociais pro- duzidos pelos problemas bucais.
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Trabalhadores cearenses, univos! : o pacto de unidade sindical em Fortaleza

Trabalhadores cearenses, univos! : o pacto de unidade sindical em Fortaleza

Havia solidariedade. Basta dizer que quando eu fui preso... uma das vezes que eu fui preso na greve política de 1962. Nós chegamos a ponto de em 1962 fazer uma greve política! Uma greve política de solidariedade ao Jango. Nós entramos na greve certos que ia ser um fracasso, porque uma greve política nunca tinha sido tentada em Fortaleza. Principalmente bancário, que era a minha categoria, eu era presidente do Pacto e nós estávamos certos que ia ser o maior fracasso. Por sorte minha e nossa toda é que às 4 horas da manhã o exército mandou cercar o Banco do Brasil com quatro metralhadoras, uma em cada esquina e uma metralhadora em cada banco, quando começou o expediente os trabalhadores não entraram se revoltaram contra o aparato militar e foi a maior que nós fizemos em Fortaleza, graças a solidariedade do exército que quis impedir, mas acabaram consolidando uma passeata na Sé, foi a maior que nós fizemos. Mas mesmo assim em torno das duas horas da tarde, eu estava em uma camionete de som, quando fui interceptado por um carro do exército que me levou preso a mim e um dos colegas diretores e fomos presos no Quartel General ali na Pessoa Anta. Imediatamente, o Presidente da Federação, estava aqui e ele não sabia, a sede [da Federação] era Recife, o presidente imediatamente telefonou para o Jango movimentação do exército porque eu tinha sido preso e por ordem de quem 169
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IMPACTOS SOCIAIS DAS MICROFINANCEIRAS NA CIDADE DE FORTALEZA

IMPACTOS SOCIAIS DAS MICROFINANCEIRAS NA CIDADE DE FORTALEZA

Em seguida, com base na pesquisa secundária feita com base no relatório anual do CredAmigo e na pesquisa feita no livro “A Atividade e a Política de Microcrédito no Brasil: Visões Sobre sua Evolução e Futuros Desafios ”, por Maria Cristina Cacciamali, Franco de Matos e Júnior Macambira (2014), e na pesquisa de campo, feita com base em entrevistas abertas com representantes do Banco Paju, será analisada a eficiência dos projetos em relação aos seus impactos sociais e aos retornos financeiros alcançados. Analisando a evolução financeira de seus clientes, e também aspectos sociais, como melhora na educação, saúde e lazer, além da análise de possível criação de empregos por clientes dos projetos.
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Condições e ambiente de trabalho em uma lavanderia hospitalar: percepção dos trabalhadores.

Condições e ambiente de trabalho em uma lavanderia hospitalar: percepção dos trabalhadores.

trabalhadores, sendo necessária a sensibilidade dos administradores para compreenderem as particulari- dades de suas atividades e, assim, tomar as medidas necessárias para enfrentar os problemas apontados. Também é importante considerar que a sobrecarga de trabalho na lavanderia, a precariedade do ambiente e os riscos ocupacionais existentes aumentam o número de trabalhadores desgastados, e caso pro- vidências cabíveis não sejam tomadas, corre-se o risco de maior ocorrência de doenças ocupacionais. Destaca-se a necessidade de adotar uma política pública de saúde voltada para os trabalhadores que considere as condições do trabalho concreto e real. O diálogo é um importante caminho para chegar ao conhecimento e às possíveis soluções e saídas das questões originadas da relação saúde-trabalho, pois é a partir das discussões coletivas que nascem medi- das e propostas a serem tomadas pelo próprio movi- mento organizado dos trabalhadores 41 .
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Habilidades sociais de trabalhadores com e sem deficiência física.

Habilidades sociais de trabalhadores com e sem deficiência física.

Não se ignora que as diiculdades de inserção no mundo do trabalho decorrem, atualmente, de múltiplos fatores e, em particular, de fatores estruturais e conjunturais, como a redução de empregos, baixa qualiicação proissional, reestruturação produtiva (Antunes, 2003; Chahad, 2003; Forrester, 1997; Lassance & Sparta, 2003; Peres, Santos & Carvalho, 2003). Há também os fatores culturais que reme- tem a características diversiicadas, como é o caso do sexo. Historicamente, as condições de inserção e valorização do trabalho masculino e feminino são bastante diferenciadas, com menores oportunidades de salários e de promoção para a mulher (Giuberti & Menezes-Filho, 2005; Nogueira, 2003). Ainda que, nas últimas décadas, essas diferenças tenham se atenuado, elas continuam existindo (Giuberti & Menezes- Filho, 2005) e, provavelmente, se manterão por muito tempo. Relacionada a essa diferença, pode-se destacar a valorização cultural da aparência física e da beleza (Câmara & cols., 2004), que impõe maior cobrança para o sexo feminino. Reforçando as exigências para as mulheres, quanto ao de- sempenho social, pesquisas empíricas (Del Prette, Z. & Del Prette, A., 2001; Del Prette & cols., 2004; Papalia, 2003) sugerem resultados favoráveis ao adulto do sexo masculino em situações que demandam assertividade, autoexposição e controle da agressividade. Assim, pode-se facilmente supor que essas imposições culturais são ainda mais críticas para pessoas com deiciência física e, particularmente, as do sexo feminino.
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Modulação da fotossíntese e assimilação do nitrogênio por condições de elevado CO2 atmosférico em plantas de soja

Modulação da fotossíntese e assimilação do nitrogênio por condições de elevado CO2 atmosférico em plantas de soja

O teor de equilíbrio da RN é determinado pela taxa de sua degradação, assim como, pela taxa de síntese da mesma. A meia vida de uma proteína RN é de poucas horas na célula e quando a quantidade de nitrato diminui, o teor da RN é rapidamente reduzido (TAIZ; ZEIGER, 2004). A resposta das plantas à quantidade de nitrato depende de outros fatores, entre os quais o material genético e o ambiente (CAMPBELL, 1999). Em plantas sob condições ótimas de crescimento, a capacidade de redução do nitrato é aproximadamente o dobro das necessidades das plantas. A atividade da RN varia durante o dia, apresentando baixa atividade no escuro (SHEIBLE et al., 1997). Para Kaiser e Huber (2001) em condições normais de ativação e na presença de luz, a sua ação seria da ordem de 70% a 90%, reduzindo para 10% e 30% no escuro. Estes autores afirmam que a luz não é um sinal direto para a atividade dessa enzima (RN), pois mesmo sob intensa e contínua luminosidade a RN é inativada quando falta CO 2 indicando que a fotossíntese é requerida para a sua ativação
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As políticas públicas de atendimento à crianca e ao adolescente vítimas de violência doméstica.

As políticas públicas de atendimento à crianca e ao adolescente vítimas de violência doméstica.

Os trabalhadores sociais da Divisão da Criança e do Adolescente em Situação de Risco, equipe técnica do Estado, são solicitados para ouvir uma demanda reprimida dos problemas sociais da cidade e, apesar da prioridade para inserção da família nos serviços sociais básicos, nem sempre é possível responder satisfatoriamente. A equipe funciona como um paliativo, nem sempre efetivo, para os problemas cotidianos enfrentados pela clientela assistida. Os profissionais, nesse sentido, se tornam instrumentos de compensação pela ausência das garantias sociais e até da própria estrutura do serviço público ao qual está vinculado.
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Formalização, flexibilização e mobilidade ocupacional: vivências de trabalhadores na grande Fortaleza

Formalização, flexibilização e mobilidade ocupacional: vivências de trabalhadores na grande Fortaleza

Apesar desse tipo de iniciativa, é reconhecido que tanto ofertantes quanto demandantes utilizam as mais diferentes estratégias quando precisam alcançar os seus objetivos, percorrendo, assim, não apenas os caminhos institucionalizados, tal como o sistema público de emprego. Algumas destas estratégias são bem antigas e antecedem até mesmo a institucionalização dos “centros de empregos”, tal como a utilização de faixas, letreiros e cartazes, cujas iniciativas até hoje se fazem presentes nos mais diferentes tipos de estabelecimentos ( “precisa-se de...”). Outras são bem mais contemporâneas, como o caso da internet, que disponibiliza diversos sites especializados, bem como o das próprias empresas – que geralmente possuem em suas páginas eletrônicas um local para que o trabalhador se candidate a uma oportunidade (“trabalhe conosco”) – como recurso para a procura de trabalho. Este tipo de recurso tornou mais dinâmico aquilo que até então era exercido materialmente no “real-físico” para o “real-virtual”, cujo processo passou a ser entendido como virtualização. Este progresso tecnológico fez com que o deslocamento de procurar emprego d e “porta em porta” passasse a ser otimizado no “espaço cibernético” através de sites de buscas, tal como o Google, favorecendo ao indivíduo transpor com maior agilidade as fronteiras de seu território, geralmente cerceada ao limite do município em que residia ou na sua circunvizinhança, para uma escala planetária através da evolução tecnológica dos meios de comunicação. Tal progresso permitiu também, e de forma acelerada, que os indivíduos formassem mais facilmente redes de relacionamentos, isto é, laços de amizades com outros indivíduos, o que proporcionou às informações circularem não apenas com maior velocidade, como também de maneira difusa e de modo transversal, ao passo que perpassa, ao mesmo momento, vários “círculos de amizade”, ou seja, se o individuo anteriormente tratava isoladamente cada “círculo” - o da escola, da faculdade, do trabalho, dentre outros - atualmente, pode interagir em um só instante com todos, favorecendo o crescimento do uso dos sites de relacionamento, as chamadas “redes sociais”.
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As condições sociais das mulheres no século XIX

As condições sociais das mulheres no século XIX

Transformação da Vida e do Self das Mulheres Políticas PROCESSO DE TRANSFORMAÇÕES SÉCULO XIX Económicas Sociais Culturais Transformação da vida e do Self dos Homens... CO[r]

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Representações sociais sobre vigilância sanitária entre trabalhadores.

Representações sociais sobre vigilância sanitária entre trabalhadores.

A coleta de informações ocorreu, entre novembro de 2005 e junho de 2006. Para disparar o processo de apreensão dos elementos constitutivos das representações sociais, buscando-se a primeira noção do sujeito de pesquisa sobre o objeto de estudo, utilizou-se a técnica de associação livre de palavras como primeiro recurso. A operacionalização se deu através da evocação de palavras, utilizando-se a expressão vigilância sanitária, como indutora das associações, com o objetivo de identificar as representações que os trabalhadores da VISAPAF têm sobre a vigilância sanitária. Fez-se a seguinte pergunta: Quais as três primeiras palavras que lhe vêm à cabeça quando você escuta a expressão vigilância sanitária? Logo após, solicitou-se que organizassem estas três palavras destacando as duas mais significativas e/ou importantes. Este procedimento foi realizado com quarenta e quatro trabalhadores, tendo em vista que dos cinqüenta e dois trabalhadores que representam o total dos três postos envolvidos, um desenvolvia atividades exclusivamente administrativas, dois se encontravam de licença médica e cinco não quiseram participar. Através do programa Microsoft Excel 2003, os produtos das evocações foram organizados em listas de freqüência, ordem de aparecimento das três palavras evocadas e importância atribuída a elas pelos participantes.
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Condições laborais e de saúde referidas por trabalhadores informais do comércio.

Condições laborais e de saúde referidas por trabalhadores informais do comércio.

Ao observar este resultado, conjuntamente com o nível de escolaridade e raça/cor, percebe-se que estas características podem interferir na inser- ção na informalidade, uma vez que diicultam o acesso ao mercado formal de trabalho. Ao discutir sobre os motivos que levam os trabalhadores a ingressar no setor informal, pesquisadores chi- lenos inferem que muitos indivíduos estão neste setor por várias razões, tais como baixo nível de escolaridade e poucas oportunidades de formação, segregação racial e social causada por limitações físicas, ou talvez pela simples razão de que eles têm um trabalho formal mal pago, levando-os a procura em aumentar sua renda por meio da informalidade. 20 Outras motivações apontadas na
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Trabalhadores de enfermagem: compreendendo condições de vida e trabalho e ritmos...

Trabalhadores de enfermagem: compreendendo condições de vida e trabalho e ritmos...

(OR=1,670). 3) variáveis ligadas à saúde foram referir obesidade (OR=2,714), doenças de sono (OR=1,681), e fadiga (OR>3,771). No segundo estudo, as trabalhadoras noturnas apresentaram maior duração, e também melhor qualidade de sono noturno. Estas também referiram níveis de alerta significantemente mais elevados quando puderam cochilar durante o turno de trabalho. Foi encontrada uma grande variabilidade nos parâmetros rítmicos ao longo dos dias de trabalho e de folga. As concentrações médias de 6=sulfatoximelatonina e cortisol das trabalhadoras noturnas foram estatisticamente menores do que as encontradas em trabalhadores diurnos (p<0,001). Quando as trabalhadoras foram classificadas como mais e menos tolerantes ao trabalho em turnos, as trabalhadoras noturnas menos tolerantes referiram menor qualidade de sono e menores níveis de alerta. As concentrações médias de 6=sulfatoximelatonina e cortisol ao longo dos dias de trabalho e de folga variaram de modo distinto nos grupos de trabalhadoras mais e menos tolerantes ao trabalho em turnos. Conclusões. A capacidade de trabalho inadequada é resultado da associação de variáveis de múltiplas naturezas, tais como condições de vida e trabalho, hábitos e estilos de vida e à organização do trabalho. O cochilo durante o turno noturno de trabalho mostrou ser efetivo na manutenção dos níveis de alerta durante o trabalho noturno. As trabalhadoras noturnas apresentaram menores concentrações médias de 6=sulfatoximelatonina quando comparadas as trabalhadoras diurnas, o que pode estar relacionado à exposição à luz durante o turno noturno de trabalho. As trabalhadoras noturnas apresentaram menores concentrações de cortisol quando comparadas as trabalhadoras diurnas, o que pode estar relacionado à maior fadiga referida por estas trabalhadoras. Os ritmos de 6=sulfatoximelatonina e cortisol têm comportamentos diferentes nos grupos de trabalhadoras mais e menos tolerantes ao trabalho em turnos, mas nenhum padrão pode ser definido, uma vez que existe uma grande variabilidade individual.
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A Avaliação Das Condições de Risco Ergonómico Dos Trabalhadores no Serviço de Neurocirurgia

A Avaliação Das Condições de Risco Ergonómico Dos Trabalhadores no Serviço de Neurocirurgia

A existência de registos sistematizados sobre os riscos ergonómicos a que estão sujeitos os funcionários na área da saúde são praticamente inexistentes. Estes profissionais estão sujeitos a diversas agressões e riscos de saúde física e psíquica, fatores que motivaram o presente estudo. Perante esta realidade foi projetado um estudo quantitativo, descritivo exploratório, com a finalidade de criar um programa específico para promoção do bem- estar e alívio de sintomas que advêm dos processos de trabalho no serviço de Neurocirurgia. Foi efetuada colheita de dados por questionário de todos os trabalhadores: 51 Enfermeiros, 16 Médicos, 19 assistentes operacionais, 2 administrativos e 1 assistente social. Variáveis consideradas: sociodemográficas, psicométricas, stress, bem-estar e dor. As médias mais elevadas foram de idade nos assistentes operacionais, de altura nos médicos e índice de massa corporal mais baixa nos enfermeiros. Os índices de bem- estar são baixos; o stress é controlado com valores mais elevados nos médicos. A dor regista índices elevados, agravada ao longo do turno, pelo que justifica a elaboração de um programa centrado nos exercícios da coluna e membros inferiores. Os trabalhadores enfrentam riscos ergonómicos diferentes de acordo com as atividades desenvolvidas, podendo registar variações de dor ao longo dos turnos.
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A Qualidade de Vida no Trabalho - Estudo de Caso na Administração Pública Local

A Qualidade de Vida no Trabalho - Estudo de Caso na Administração Pública Local

“Como referi antes, as oportunidades de desenvolvimento na carreira, ou, melhor, a falta delas, bem como o salário têm sido, sobretudo nos últimos anos, o foco de praticamente de todos os trabalhadores da administração pública. Durante décadas, e até 2008, a evolução nas carreiras dos funcionários públicos obedecia a um sistema assente no automatismo, para efeitos de mudança de escalão, à qual correspondia um aumento salarial. Por outro lado, era prática corrente abrir concursos para mudança de categoria quando alguns funcionários completassem o tempo de serviço necessário para isso. Era quase uma regra que, contudo, tratava todos os trabalhadores de forma igual, onde o mérito não tinha grande relevo. A partir de 2009, este modelo deu lugar a um sistema de progressão com base na avaliação do desempenho. Sucede que, enquanto as normas anteriores permitiam que um funcionário atingisse o topo da carreira em quinze ou vinte anos, ao abrigo deste novo modelo são necessários, em alguns casos, na melhor das hipóteses cinquenta a sessenta anos, o que na prática é impossível. Sobre estas aspetos é preciso ter em conta que os funcionários públicos atravessaram dez anos de congelamento de salários, o que implicou perdas de poder de compra que vão desde um a mais de vinte por cento. Na verdade, ocorreu uma diminuição dos salários reais com consequências nefastas para muitas famílias, como o incumprimento de compromissos ao nível dos créditos à habitação e créditos pessoais que, para agravar a situação, levou a penhoras de remunerações.
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