Trabalho Autônomo - Direitos Trabalhistas

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O reconhecimento dos direitos trabalhistas dos profissionais do sexo

O reconhecimento dos direitos trabalhistas dos profissionais do sexo

A primeira expressão tem caráter genérico: refere-se a todas as relações jurídicas caracterizadas por terem sua prestação essencial centrada em uma obrigação de fazer consubstanciada em labor humano. Refere-se, pois, a toda modalidade de contratação de trabalho humano modernamente admissível. A expressão relação de trabalho englobaria, desse modo, a relação de emprego, a relação de trabalho autônomo, a relação de trabalho eventual, de trabalho avulso e outras modalidades de pactuação de prestação de labor (como trabalho de estágio, etc.). Traduz, portanto, o gênero a que se acomodam todas as formas de pactuação de prestação de trabalho existentes no mundo jurídico atual. [...]
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Relação de trabalho autônomo hipossuficiente: contribuição para uma nova exegese das relações de trabalho e extensão dos direitos fundamentais trabalhistas a trabalhadores autônomos

Relação de trabalho autônomo hipossuficiente: contribuição para uma nova exegese das relações de trabalho e extensão dos direitos fundamentais trabalhistas a trabalhadores autônomos

no Direito Italiano e que alcançou outros países europeus. Em linhas gerais, fala-se que o trabalhador parassubordinado realiza suas atividades com autonomia em relação ao tomador de serviços, mas permanece economicamente dependente deste, razão pela qual merece proteção. Buscou-se, então, trazer essa discussão para o Brasil, de forma a verificar a existência do trabalho parassubordinado nesse país, o tratamento jurídico que ele vem recebendo e a possibilidade de adotar-se um conceito de relação de trabalho parassubordinado compatível com a realidade e o ordenamento jurídico brasileiros. Constatou-se que, embora existam relações laborais que se enquadram nas características da matriz teórica da parassubordinação, bem como seja identificável a influência de conceitos estrangeiros em textos legais, não houve o reconhecimento jurídico do trabalho parassubordinado no Brasil. Avançando na análise dos argumentos contrários, entendeu-se que, para não dar denominação jurídica distinta a verdadeiras relações empregatícias, nem esvaziar o Direito do Trabalho, o trabalho parassubordinado deve ser compreendido como uma espécie de trabalho autônomo. Averiguou-se, também, que o trabalhador autônomo, em determinadas relações de trabalho, apresenta-se como parte hipossuficiente e é titular de direitos fundamentais trabalhistas com eficácia horizontal. Com base nisso, propôs-se o conceito de relação de trabalho autônomo hipossuficiente, com vistas a instigar o debate e, porque não, o seu reconhecimento jurídico, contribuindo para a correta classificação das relações de trabalho, o redimensionamento do Direito do Trabalho e a expansão dos direitos trabalhistas para além da relação de emprego, valorizando o ser humano, sem ferir a essência desse ramo jurídico específico e nem transformá-lo em instrumento de política econômica. Foram adotados os métodos dialético e indutivo, e as técnicas de pesquisa bibliográfica e jurisprudencial.
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A fraude aos direitos trabalhistas do advogado empregado

A fraude aos direitos trabalhistas do advogado empregado

O Regional consignou que não se nega a prestação de serviços, nem a não eventualidade daquela, sendo também incontroversa a onerosidade" e, no tocante à configuração da subordinação jurídica, assentou que "o autor juntou vários e-mails enviados por representantes do escritório, indicativos do controle rigoroso de jornada do autor, os quais não foram impugnados pelo réu. Note-se que o de fl.98 é categórico ao demonstrar que era obrigação do autor cumprir determinado horário. Mais, ainda, tinha obrigação de informar a hora em que saía para o almoço (fls. 91 e 92). Ora, sócio algum tem que atender a esse tipo de determinação rígida, muito menos a pretexto de manter a organização do escritório; sócio não leva 'puxão de orelha' de outro 'sócio', como ocorreu com o autor e outros tantos 'sócios' que receberam email os repreendendo por não obedecer o horário de início da jornada no escritório, mas estarem com os computadores desligados no exato horário de encerramento do expediente". De acordo com a decisão recorrida, "a prova documental compreendidas nos e-mails e o depoimento testemunhal têm consistência suficiente à comprovar o controle de horário e, portanto, a subordinação jurídica, elemento de suma relevância para distinguir o trabalhador autônomo, do advogado subordinado". A alegada prestação de serviços na condição de sócio do reclamado foi rechaçada pelo Regional, mediante o fundamento de que "da análise das alterações contratuais acostadas aos autos (fls. 211/228 e fis. 249/265) verifica-se que eram frequentes as modificações do contrato social para a entrada e saída de diversos sócios, todos advogados. Essa constatação reforça a tese de que o escritório simula contratos sociais, para camuflar pactos laborais, burlando os direitos trabalhistas" (pág.) e, por conta disso, concluiu que "a fraude resta patente, sendo, dessa forma, nulo o contrato social entre o autor e o réu, nos termos do ad. 9º da CLT". Assim, comprovado o preenchimento dos requisitos necessários à configuração da relação de emprego, já que o labor prestado pelo reclamante em prol do reclamado se dava mediante subordinação, pessoalidade, não eventualidade e onerosidade, deve, de fato, ser confirmada a decisão na qual se reconheceu o vínculo entre as partes. Por outro lado, para se concluir de forma diversa, como pretende o reclamado, ao insistir na tese de que o autor era sócio do réu, seria inevitável o reexame dos elementos de prova produzidos, o que é vedado nesta instância recursal de natureza extraordinária, conforme estabelece a Súmula nº 126 do Tribunal Superior do Trabalho. 90
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O CASAMENTO HOMOAFETIVO FRENTE AOS DIREITOS TRABALHISTAS E PREVIDENCIÁRIOS

O CASAMENTO HOMOAFETIVO FRENTE AOS DIREITOS TRABALHISTAS E PREVIDENCIÁRIOS

Antes da decisão do STF, quanto ao reconhecimento do casamento homoafetivo, o direito previdenciário já reconhecia essa relação, por meio de uma Ação Civil Pública promovida pelo Ministério Público de Porto Alegre, alegando que a negativa do benefício aos dependentes feria direitos fundamentais. Pautada no artigo 16, § 3º, da Lei 8.213/91, que proíbe a regulamentação desigual que tenham por objeto mesmo fato gerador do benefício a ser concedido. A decisão, em 2001, versou que o companheiro em relação homoafetiva, deve ser tratado a título de dependente preferencial mediante a inscrição do mesmo como sendo dependente, permitindo a concessão da pensão pos mortem e o auxílio reclusão, mediante comprovação dos requisitos exigidos aos casais heterossexuais previstos nos artigos 74 a 80 da referida lei. (KERTZMAN, 2013, p.400).
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O CASAMENTO HOMOAFETIVO FRENTE AOS DIREITOS TRABALHISTAS E PREVIDENCIÁRIOS

O CASAMENTO HOMOAFETIVO FRENTE AOS DIREITOS TRABALHISTAS E PREVIDENCIÁRIOS

A partir da análise realizada constata-se que o maior impedimento para o andamento de pautas como a apresentada neste trabalho é a postura conservadora do legislador, motivado por questões religiosas, agindo de forma discriminatória e homofóbica, prejudicando toda a sociedade, pois a demora ou a falta de concessão de direitos já garantidos impacta diretamente no judiciário, que ocupa-se com elas e por vezes posterga o julgamento de lides com resoluções mais complexas.

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Direitos trabalhistas dos cuidadores de idosos: uma revisão integrativa

Direitos trabalhistas dos cuidadores de idosos: uma revisão integrativa

A pergunta-guia foi: “Será que os direitos trabalhistas dos cuidadores de idosos são respeitados?”. O levantamento dos artigos foi realizado nas seguintes bases de dados: Portal de Periódicos Eletrônicos de Psicologia (PePSIC); Literatura Latino- Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (Lilacs); Medical Literature Analysis and Retrieval Sistem (Medline); Repositório do Superior Tribunal de Justiça (BDJur); Biblioteca Digital da Unicamp; Jurisprudência Unificada do Conselho de Justiça Federal; Sistema Regional de Información en Línea para Revistas Científicas de América Latina, el Caribe, España y Portugal (LATINDEX); Portal especializado em informação jurídica e legislativa (LexML); Networked Digital Library of Theses and Dissertations (NDLTD); Online Computer Library Center (OCLC-OAIster). Utilizaram-se os descritores “cuidadores de idosos”, “direitos” e “direitos trabalhistas”, em português, e seus correlatos em espanhol e inglês.
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Direitos trabalhistas e organização dos trabalhadores num contexto de mudanças no mundo do trabalho: efeitos sobre os trabalhadores da saúde.

Direitos trabalhistas e organização dos trabalhadores num contexto de mudanças no mundo do trabalho: efeitos sobre os trabalhadores da saúde.

nais por setores, controlava a formação das as- sociações, seu funcionamento e sua reprodução. Exigia a unicidade sindical e previa o imposto compulsório que financiava o sistema. E inibia a greve. Esse quadro não mudou muito no perío- do de redemocratização de 1945 a 1964, como sabemos, embora tenha havido maior tolerância com as manifestações dos trabalhadores no fim do período e conquistas importantes tenham sido alcançadas por setores mais agressivos da classe. A ampla e difusa base social de apoio, aliada à funcionalidade dos instrumentos de controle e aos direitos que nossa legislação trabalhista con- solidou, explica em grande parte a continuidade e a resistência desse modelo de relações de traba- lho. Tem início aí um gradual processo de enrai- zamento de uma cultura de direitos que, mesmo atingindo apenas um grupo privilegiado de tra- balhadores (urbanos, do setor privado, com vín- culo empregatício), se tornaria uma referência fundamental, em termos sociais, para a totalida- de dos trabalhadores de nosso país. Ajustando- se tanto às mudanças de regime político quanto àquelas provocadas pelo processo de moderni- zação que se acelera em determinados momen- tos como entre 1950 e 1963, os traços fundamen- tais do modelo permaneceram. Atravessaram o regime autoritário pós-64, que estrategicamente suspendeu alguns direitos importantes, como o da estabilidade – substituído pelo FGTS –, além de reforçar o uso dos aspectos repressivos já con- tidos na legislação.
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TODOS OS CIDADÃOS SÃO IGUAIS PERANTE A CONSTITUIÇÃO:  A MULHER NA LUTA PELOS SEUS DIREITOS TRABALHISTAS  ATRAVÉS DA JUSTIÇA DO TRABALHO

TODOS OS CIDADÃOS SÃO IGUAIS PERANTE A CONSTITUIÇÃO: A MULHER NA LUTA PELOS SEUS DIREITOS TRABALHISTAS ATRAVÉS DA JUSTIÇA DO TRABALHO

Exista, ainda, a classe das viúvas de famílias de elite empobrecida. Estas, para se manterem e manterem sua família, realizavam serviços como arranjos de flores, davam aulas de piano e solfejo, faziam doces por encomenda e bordados a crivo. Vale salientar que essas atividades não eram muito valorizadas e, muito menos, bem vindas pela sociedade em geral, o que gerava um círculo de maledicências por parte de homens e mulheres em volta das trabalhadoras. Por isso, muitas dessas viúvas vendiam seus produtos através de terceiros para não se exporem demais. As mais pobres não tinham escolhas, então trabalhavam como costureiras, lavadeiras, rendeiras e, também, como roceiras, trabalho este considerado totalmente masculino. E, as escravas, na maioria das vezes, trabalhavam exclusivamente na roça, todavia, eram usadas por seus senhores para todo o qualquer serviço (LEVY, 2009).
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A RELATIVIZAÇÃO DE DIREITOS TRABALHISTAS E A SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHADOR

A RELATIVIZAÇÃO DE DIREITOS TRABALHISTAS E A SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHADOR

Tendo por base os ensinamentos da citada professora, o empregado, ao ser contratado, normalmente goza de uma saúde boa, que lhe permite o gozo de uma vida saudável e digna. Deste modo, é dever do empregador o devolver “ao mundo” exterior com, na maior e melhor medida possível, as mesmas condições em que este ingressou “no mundo” laboral. Daí a importância de se observar a legislação vigente quanto a proteção da saúde e segurança do trabalhador, haja vista que as condições de trabalho em desacordo com esta, podem causar danos ao trabalhador (saúde) e também ao próprio empregador, que pode sofrer na perda da produção 21 e também com a reparação dos danos causados aos trabalhadores 22 . Isso porque, se, de um lado, o empregador possui o poder de cobrar de seus empregados (poder
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A eficácia dos direitos sociais trabalhistas pendentes de regulamentação

A eficácia dos direitos sociais trabalhistas pendentes de regulamentação

Datada de 12 de janeiro de 1776, a Declaração de Direitos do Bom Povo de Virgínia – uma das treze colônias inglesas na América – consagrou as bases dos direitos do homem. Representou uma espécie de registro de nascimento dos direitos fundamentais de primeira dimensão, tendo firmado os seguintes preceitos: necessidade de um governo instituído para o comum benefício, proteção e segurança da comunidade; liberdade na eleição dos representantes do povo; concessão do direito de defesa nos processos criminais; rápido julgamento por júri imparcial; vedação de fianças e de multas excessivas, bem como de castigos cruéis e extraordinários; liberdade de imprensa e de religião, dentre outros.
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OS DIREITOS TRABALHISTAS DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA COMO FORMA DE EFETIVAÇÃO DOS SEUS DIREITOS FUNDAMENTAIS

OS DIREITOS TRABALHISTAS DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA COMO FORMA DE EFETIVAÇÃO DOS SEUS DIREITOS FUNDAMENTAIS

O objetivo geral do artigo, que apresenta os resultados de pesquisa de iniciação científica, é investigar a necessidade da concretização dos direitos trabalhistas da pessoa com deficiência e sua inserção no mercado de trabalho como forma de garantir a efetivação de seus direitos fundamentais e sua inclusão social. É realizado um estudo sócio jurídico sobre as raízes da exclusão das pessoas com deficiência, suas principais melhorias, suas motivações e seus resultados até os dias atuais, na busca por demonstrar a evolução no trato para com tal assunto, as mudanças positivas que aconteceram e também os pontos que necessitam de alterações para tornar as políticas públicas e ações afirmativas do Estado mais efetivas em cumprir com seus objetivos. Para tanto, buscou-se estudos referentes ao direito ao trabalho da pessoa com deficiência e sua efetivação, a partir dos quais foi possível entender as principais questões levantadas sobre o tema e também as sugestões que visam implementar as políticas públicas e garantir que, de fato, haja a inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho. Em suma, foi possível concluir a partir da análise realizada, que o direito ao trabalho não só está ligado à inclusão da pessoa com deficiência na sociedade, mas sua concretização é um dos pilares para a efetivação dos direitos fundamentais de qualquer ser humano, uma vez que é a partir do direito ao trabalho que se garantem os meios necessários para uma vida digna. Logo, concluiu-se que o maior investimento e preocupação com este direito social da pessoa com deficiência faz-se
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DIREITOS HUMANOS TRABALHISTAS E O CASO SHELL BASF

DIREITOS HUMANOS TRABALHISTAS E O CASO SHELL BASF

Assim, a presente pesquisa espera trazer à tona as dificuldades ocasionadas pela modernidade líquida, transpondo o olhar sociológico para o âmbito das relações laborais e as questões vivenciadas pelos trabalhadores do caso Shell/Basf, tornando-se paradigma para um novo olhar sobre os denominados acidentes ampliados, acidentes com capacidade de causar grande quantidade de óbitos e doenças em função do alto potencial de gravidade e extensão espaciais e temporais. Diante do risco da atividade desenvolvida, bem como da gestão temerária da segurança e da salubridade do ambiente de trabalho, cumpre ao poluidor, e não ao trabalhador, o ônus de comprovar a inexistência de nexo causal entre o processo de adoecimento e a exposição pretérita. Assim, busca-se observar a ruptura do padrão de estabelecimento da responsabilidade de indenizar, com a aplicação da responsabilidade objetiva e consequente inversão do ônus da prova. A ação, que resultou no acordo, conseguiu afastar a tese prescricional (a contaminação nasceu na década de 1970 e perdurou até o fechamento da unidade da Basf em Paulínia, em 2002), consagrando o entendimento da responsabilidade civil objetiva do empregador e a plena necessidade dos princípios da precaução e do poluidor.
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O processo do trabalho como instrumento de efetivação dos direitos sociais trabalhistas: contribuições para o aprimoramento da prestação jurisdicional trabalhista

O processo do trabalho como instrumento de efetivação dos direitos sociais trabalhistas: contribuições para o aprimoramento da prestação jurisdicional trabalhista

econômica. Mais tarde, a Lei 10.537/2002 deu nova redação ao art. 789 da CLT, simplesmente não mais fazendo menção à assistência judiciária gratuita prestada pelo sindicato, de modo que o tema passou a não mais contar com regra específica na Justiça do Trabalho, já que o nosso ordenamento jurídico não admite o fenômeno da repristinação, não havendo outra solução, portanto, senão recorrer à Lei n° 1.060/50, de modo que a prestação da assistência judiciária gratuita não mais está restrita às entidades sindicais, tornando-se possível a até mesmo a criação de convênios com a própria OAB para tal mister. Assim, como não mais existe restrição legal para a condenação em honorários advocatícios, diante da derrogação da Lei n° 5.584/70, no particular, o princípio da sucumbência (não parcial) no processo do trabalho, previsto no art. 789, § 1°, da CLT, também deverá abranger os honorários advocatícios previstos no art. 20 do CPC, diante da omissão na CLT e compatibilidade com o processo trabalhista, por força da regra de subsidiariedade do art. 769 da CLT. Não bastassem tais observações, com a vigência do Novo Código Civil/2002, a partir de 12.01.2003, aplicam-se as regras introduzidas pelos artigos 389 e 404, por força do art. 8°, da CLT, diante da omissão e evidente compatibilidade com os princípios fundamentais do direito material do trabalho, as quais dispõem, com toda justiça, frise-se, que a integral reparação de um descumprimento de obrigação legal ou contratual deve sempre incluir, além dos juros e correção monetária, os honorários de advogado. Ora, doutro modo o trabalhador não receberia integralmente seus créditos de natureza alimentícia sonegados pelo empregador, o que não se pode admitir. Ressalte-se que é cediço que ultimamente até mesmo verbas rescisórias incontroversas
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Globalização e direitos trabalhistas : a cláusula social no comércio interncaional

Globalização e direitos trabalhistas : a cláusula social no comércio interncaional

A divisão do trabalho é levada ao extremo, acelerada pela automatização das máquinas e por novas fontes de energia. A relação trabalho – capital torna-se impessoal e o operário vê- se distante da direção da empresa e dos destinos da mercadoria. Os donos das indústrias ficavam cada vez mais ricos. A mecanização do trabalho humano propiciou uma otimização do trabalho produtivo (melhoria e aumento da produção, lucro). A industrialização trouxe progresso, benefícios, mecanizou o processo de produção, a acumulação. Mas havia a face cruel: problemas sociais, exploração, acidentes de trabalho, aumento da criminalidade, indigência. Não havia proteção à saúde e à segurança do trabalhador. O operário prestava serviços em condições insalubres, sujeito a incêndios, explosões, intoxicação por gases, inundações e desmoronamentos. Ocorriam muitos acidentes de trabalho, além de várias doenças decorrentes dos gases, da poeira, do trabalho em local encharcado, principalmente a tuberculose, a asma e a pneumonia. Era imposta uma vida infame às crianças nas fábricas e nas minas, revelada com todos os seus horrores, emocionando a opinião pública, e os governantes não puderam se manter alheios a esse drama.
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A TERCEIRIZAÇÃO E A PRECARIZAÇÃO DOS DIREITOS TRABALHISTAS  Larissa Menine Alfaro

A TERCEIRIZAÇÃO E A PRECARIZAÇÃO DOS DIREITOS TRABALHISTAS Larissa Menine Alfaro

Nesses artigos, são tratadas, assim, distintas questões de crescente complexidade e de crescente relevância para o próprio delineamento dos campos de ação e das possibilidades do Direito do Trabalho da atualidade: dos direitos e princípios fundamentais no trabalho, com a abordagem das questões pertinentes à ação sindical e à negociação coletiva, à erradicação do trabalho infantil, à eliminação do trabalho forçado e à promoção da igualdade de condições e de oportunidades no trabalho, envolvendo múltiplos coletivos tradicionalmente subincluídos nos mundos do trabalho, às questões do meio ambiente do trabalho, da saúde e da intimidade no trabalho e dos novos horizontes do Direito do Trabalho em tempos de crises, com a abordagem das novas morfologias das relações de trabalho, dos processos de desregulamentação do trabalho e de flexibilização do Direito do Trabalho, das novas tecnologias e de seus impactos sobre os mundos do trabalho, dos próprios marcos renovados do direito processual do trabalho na efetivação do Direito do Trabalho e, portanto, e sobretudo, das novas formas de inclusão e exclusão nos mundos do trabalho, com ênfase para os mecanismos de aplicação e de promoção do Direito do Trabalho e para os novos arranjos criativos de proteção do trabalho.
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Direitos Trabalhistas Aplicados aos Trabalhadores da Indústria do Petróleo e Gás

Direitos Trabalhistas Aplicados aos Trabalhadores da Indústria do Petróleo e Gás

O presente trabalho visa explanar os direitos dos trabalhadores na indústria de petróleo e gás, demonstrando os direitos a eles resguardos, visando à melhoria das condições de pactuação da força de trabalho. O amparo legal desenvolvido é baseado na Lei do Embarcado nº 5.811/1972, cujas lacunas devem ser preenchidas a luz das disposições da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) – o Decreto Lei nº 5452 de 1º de maio de 1943. Haja vista que muitos trabalhadores gastam em média dois dias de sua folga no transcurso de ida e volta para o seu local de trabalho, normalmente estes são prejudicados em seu primeiro dia de embarque na plataforma, uma vez que a grande maioria das empresas desse segmento computa este dia como sendo “dia zero”, e por isso, não remunerado, muito embora seja trabalhado. Este direito não está previsto nas leis até o presente momento. Este “dia zero”, assim como o último dia trabalhado, deveriam ser computados como dia de jornada de trabalho para o empregado, o que na prática, não ocorre.
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A FLEXIBILIZAÇÃO DOS DIREITOS TRABALHISTAS FACE À PANDEMIA DA COVID-19

A FLEXIBILIZAÇÃO DOS DIREITOS TRABALHISTAS FACE À PANDEMIA DA COVID-19

A flexibilização pode se dar de forma autônoma, quando ocorre entre as partes, por meio de acordos e convenções coletivas de trabalho ou, então, de forma heterônoma, quando é operada pela própria lei. Em relação a doutrina sobre o tema, três correntes diferentes se formaram: (1) a flexibilista, que clama pela aplicação da norma trabalhista em tempos de “normalidade” econômica e defende a flexibilização das referidas normas em caso de crise; (2) a antiflexibilista, que aduz que a flexibilização é uma séria ameaça aos direitos trabalhistas conquistados ao longo das décadas, e que a mitigação de tais direitos não contribui para o fortalecimento das relações trabalhistas; (3) por fim, a semiflexibilista, que defende a flexibilização apenas do campo coletivo do Direito do Trabalho, para que sejam evitados riscos (SENA, 2020).
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ARTIGO_A eficácia dos direitos fundamentais no âmbito das relações trabalhistas

ARTIGO_A eficácia dos direitos fundamentais no âmbito das relações trabalhistas

“DANOS MORAIS. INDENIZAÇÃO. EMPREGADA DOMÉSTICA. INFORMAÇÕES DESABONADORAS FORNECIDAS PELA RÉ, POR TELEFONE, A PROVÁVEIS NOVOS EMPREGADORES. PUBLICIDADE. FATO JURÍDICO CONCRETO ATRAÇÃO DA NORMA LEGAL. O fornecimento de informações sobre pessoas, em especial ex-empregados, constitui hoje um campo extremamente nevrálgico, tormentoso e perigoso, tenha ou não o informante previamente se assegurado do sigilo, uma vez que envolve, a um só tempo o direito de informar com fidelidade e exatidão; a obrigação de fazê-lo até sob possível risco de futura responsabilidade (a omissão de dados importantes pode redundar em reivindicações dos prejudicados) e o dever de não ultrapassar a linha, indefinida e sutil, entre o cumprimento da obrigação, o expendimento de opiniões próprias e a agressão sem causa à personalidade do outro. Sendo uma coisa fornecerem-se informações objetivas, exatas, precisas, comprovadas ou comprováveis sobre alguém, dando ao novo empregador os dados concretos existentes sobre a conduta de uma pessoa a fim de que tome decisões e outra é transmitir a terceiros impressões subjetivas, dúvidas e desconfianças pessoais que a própria informante jamais buscou apurar devidamente ou se o fez guardou exclusivamente para si e nem mesmo preocupou-se em punir a empregada ou rescindir o contrato. Ou seja, se guardou para si as dúvidas, suspeitas ou certezas, mantendo tudo no seu íntimo, sem as medidas próprias para por cobro aos fatos ou trazê-los ao conhecimento das autoridades competentes agindo como lhe era lícito fazer, pois cada um sabe como gerir e administrar os conflitos internos no seu lar não pode mais utilizar disso para alertar terceiros ou lançar dúvida pública depois sobre o comportamento da ex-empregada. Enquanto o fato permaneceu no íntimo da Ré, dele não se ocupa o Direito, eis que território infenso à invasão por ele. Mas a partir do instante em que lhe deu publicidade e circulação, provocou fato jurídico concreto, hábil para atrair a norma legal e gerar direitos e obrigações. Deferindo-se à Autora, empregada doméstica, diante da prova produzida, a reparação do dano moral em razão de meras suspeitas desabonadoras, de eventuais pequenos furtos, nunca apurados, nem jamais antes sequer mencionadas à empregada, mas fornecidas a prováveis novos empregadores, impedindo que obtivesse os empregos. Indenização devida que é arbitrada em um ano de salário da prejudicada, incluída a gratificação de natal.” (TRT, 3ª Região, 3ª Turma, processo n. 00290- 2003-043-03-00-4, Relator Juiz Paulo Amaral, publicação DJMG 15/11/2003, disponível em www.trt3.jus.br).
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Efetividade dos direitos trabalhistas dos indígenas e seus instrumentos jurídicos: uma análise das demandas trabalhistas das comunidades indígenas em Chapecó

Efetividade dos direitos trabalhistas dos indígenas e seus instrumentos jurídicos: uma análise das demandas trabalhistas das comunidades indígenas em Chapecó

permita a todos e a todas criar as condições que garantam de um modo igualitário o acesso aos bens materiais e imateriais que fazem com que a vida seja digna de ser vivida. Por essa razão, os direitos humanos não são categorias prévias à ação política ou às práticas econômicas. A luta pela dignidade humana é a razão e a consequência da luta pela democracia e pela justiça. Não estamos diante de privilégios, meras declarações de boas intenções ou postulados metafísicos que exponham uma definição da natureza humana isolada das situações vitais. Pelo contrário, os direitos humanos constituem a afirmação de luta do ser humano para ser cumprido seus desejos e necessidades nos contextos vitais em que está situado.” Proner (2002, p. 48- 49), analisa o conceito de direitos humanos, a partir da concepção de Joaquín Herrera Flores, da seguinte forma: “[...] esse conceito une as categorias espaço/ação, pluralidade e tempo, exigindo uma metodologia holística e, sobretudo, relacional: cada direito, cada interpretação e cada prática social não devem ser considerados de forma estanque como o resultado casual ou acidental do trabalho de indivíduos ou de grupos isolados, mas sim como parte de um processo social amplo e geral”.
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Direitos trabalhistas : legislação, justiça do trabalho e trabalhadores no Rio Grande do Sul (1958-1964)

Direitos trabalhistas : legislação, justiça do trabalho e trabalhadores no Rio Grande do Sul (1958-1964)

Ao considerar todos os processos ajuizados no Rio Grande do Sul nos anos posteriores à promulgação do FGTS, a ev olução dos ajuizamentos foi ainda maior, correspondendo a um aumento de 269% quando comparados os anos entre 1966 e 1970. Esse número mostrou -se muito superior aos índices relativos à elevação dos processos encaminhados posteriormente à Constituição Federa l de 1988, em que foram estendidos todos os direitos previstos na CLT para os trabalhadores rurais. O aumento de reclamatórias pode ter ocorrido devido ao aumento das demissões, motivadas pelo fim da estabilidade - mesmo que os empregados anteriormente à lei mantivessem suas garantias. Estas são questões que necessitam ser mais bem investigadas para o período posterior a 1964. Além da alteração na legislação, o crescimento econômico relativamente baixo, aliado às altas taxas de desemprego, fortalece a hipótese de que, no caso das ações individuais, a Justiça do Trabalho era uma ―justiça dos desempregados‖.
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