Trajetórias femininas

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Um estudo de caso sobre trajetórias femininas na Educação Profissional de Jovens e Adultos

Um estudo de caso sobre trajetórias femininas na Educação Profissional de Jovens e Adultos

O artigo trata de uma pesquisa sobre trajetórias femininas de escolarização no Programa Nacional de Integração da Educação Profissional à Educação Básica na modalidade de Educação de Jovens e Adultos – PROEJA do Campus Restinga do IFRS. A pesquisa buscou compreender quais elementos (responsabilidades) do cotidiano feminino influenciam a escolha pela Educação Profissional de Jovens e Adultos. A metodologia utilizada foi a pesquisa narrativa e o método de análise do corpus a Análise Textual Discursiva, que permitiu a emergência de três categorias: Trajetórias femininas de escolarização; A vida depois do PROEJA; Relação com a comunidade da Restinga. A escolha pelo enfoque feminino decorreu do predomínio de mulheres no corpo discente do curso. Inferimos que a opção da entrevistada pela educação profissional se deu por tratar-se de um curso cuja proposta é voltada para o público jovem e adulto no qual ela não somente concluiria sua educação básica, mas obteria uma formação técnica, ampliando suas possibilidades no mercado de trabalho. Foi constatado que o papel social desempenhado pela mulher influenciou diretamente suas escolhas por permanecer ou abandonar os estudos. Os elementos que influenciaram essas escolhas foram, em especial, as responsabilidades com os filhos e com a casa.
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Mulheres de Abaetetuba: trajetórias femininas na cena política de uma cidade no interior paraense

Mulheres de Abaetetuba: trajetórias femininas na cena política de uma cidade no interior paraense

Este artigo apresenta quatro trajetórias femininas na política em Abaetetuba-PA. O objetivo principal é compreender, a partir de uma perspectiva de gênero, quais são os obstáculos encontrados por estas abaetetubenses no cenário político e no espaço de deci- sões políticas da cidade. Como campo de interlocução foram rea- lizadas entrevistas com a atual prefeita, duas vereadoras em man- dato e a primeira vereadora eleita no município, com a intenção de considerar seus projetos e trajetórias seguidas até assumirem cargo político e/ou serem eleitas para ocupar cargo no executivo e/ou legislativo municipal. Essas trajetórias colocam em eviden- cia as dificuldades das mulheres em alcançarem cargos políticos de destaque em cidade interioranas e como seus projetos ainda são permeados por influências masculinas, ou olhares masculinos sobre como fazer política, e os desafios de conciliar uma tripla jornada de trabalho.
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“O pai é o forte polegar, a mãe é a rainha do lar”:  trajetórias femininas no sagrado

“O pai é o forte polegar, a mãe é a rainha do lar”: trajetórias femininas no sagrado

A religião, as relações no seu ensejo, bem como as questões de gênero estão igualmente nos roteiros de pesquisadores a fi m de traçar como infl uenciam entre si e as trajetórias das mulheres envolvidas neste campo (CANDIOTTO, 2010; FREIRE, 2016). A construção do papel social feminino se entrelaça com os moldes e as representações das religiões no desenvolvimento da sociedade, vinculando sua participação a espaços que foram designados nas igrejas a partir de escrituras sagradas (LOPES, 2013). Este artigo tem o intuito de tratar as questões que associem e desvelem as relações de gênero com a religião e, neste caminho, compreender esta atuação na produção do feminino. Apreendemos o gênero inserido nas relações de poder e na materialização da estruturação dos papeis. O principal objetivo será tratar a inserção de mulheres em espaços religiosos, suas trajetórias e, a partir destas, a infl uência das igrejas e organizações em suas dinâmi- cas. As análises desenvolveram-se através da retrospectiva de um grupo de mulheres inseridas em diferentes entidades religiosas em uma cidade do interior de Minas Gerais.
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Conservadoras ou revolucionárias? Trajetórias femininas, filantropia e proteção social: São Paulo e Rio de Janeiro (1930-1960)

Conservadoras ou revolucionárias? Trajetórias femininas, filantropia e proteção social: São Paulo e Rio de Janeiro (1930-1960)

assim foi. Localizei fragmentos dessas trajetórias em diversos acervos do Rio de Janeiro e São Paulo, tais como o Arquivo Central da Universidade Federal Fluminense, o Centro de Memória Henrique Lage, a Biblioteca Central do Gragoatá – UFF, a Biblioteca da Casa Oswaldo Cruz, o Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro ─ Acervo Amaral Peixoto, a Biblioteca do Instituto Lauro de Souza Lima (essa localizada em Bauru – SP), o Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo - DEOPS/Arquivo Público do Estado de São Paulo, o Museu de Saúde Pública Emílio Ribas (MUSPER) da Fundação Butantã, em São Paulo. Também foram realizadas pesquisas no acervo de periódicos e imagens da Hemeroteca digital do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil. Além da riqueza dos documentos textuais, a pesquisa preliminar, junto aos referidos acervos, aponta a presença de imagens em artigos de jornais e revistas e em fotografias. Aproximo-me então da análise iconográfica, na qual “a imagem não se apresenta como portadora de um sentido a ser desvendado, mas, em sua materialidade, confronta aquele que a observa. E toda ‘leitura’ resultante dessa fonte documental é marcada pela intencionalidade do autor” (VIEIRA, 2012, p. 23).
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REPOSITORIO INSTITUCIONAL DA UFOP: Relações sociais e trajetórias femininas em Guarapiranga, Minas Gerais – século XIX.

REPOSITORIO INSTITUCIONAL DA UFOP: Relações sociais e trajetórias femininas em Guarapiranga, Minas Gerais – século XIX.

Assim, ao analisarmos a condição indicada para as comadres de Dona Tomásia, perce- bemos que a mãe de Francisca, além de receber mais afilhados ilegítimos, também não se f[r]

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Do pregão da avó Ximinha ao grito da Zungueira: trajetórias femininas no comércio de rua em Luanda

Do pregão da avó Ximinha ao grito da Zungueira: trajetórias femininas no comércio de rua em Luanda

Isso considerando que parte considerável destes “pequenos comerciantes” não possui documentação pessoal necessária que os possibilite tratar registrar seu negócio, al[r]

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As mulheres de saia com ícones identitários e de identificação: trajetórias femininas negras em Salvador

As mulheres de saia com ícones identitários e de identificação: trajetórias femininas negras em Salvador

[...] das figuras femininas, cinco nos mostram negras vendendo a sua mercadoria, enquanto uma única nos apresenta uma negra com traje domingueiro que se popularizou como traje de negra baiana, ou simples- mente, traje de baianas. As cinco primeiras apresen- tam indumentária bastante simples, constituído numa modesta bata ou vestido amarrado à cintura, de gola larga às vezes enfeitada caindo sob um dos ombros. À cabeça trazem um torço sobre o qual usam uma rodi- lha que atenua o peso da mercadoria levada na game- la, de madeira ou de barro. (CARVALHO, 1949, p. 74). No conjunto de estatuetas, cinco retratam o coti- diano de trabalho das mulheres negras, que nas lidas diárias sustentavam a si e aos seus, através dos ofícios de ganho que naquele contexto era passado entre ge- rações. De tudo mercavam nas gamelas e tabuleiros: desde frutas a peixes e mariscos; uma estátua, porém, retrata a baiana que se popularizou, conhecida como domingueira ou vestida com um traje domingueiro aquele reservado e destinado aos eventos sociais, como as missas. Segundo ainda observou Carvalho sobre as vestes das baianas “representa um artifício de propaganda para seu pequeno negócio já que tam- bém nas festas tradicionais da Bahia e especialmente nos Candomblés elas comparecem vestidas da mes- ma maneira” (1949, p. 74), e completa o analista que tais indumentárias eram utilizadas como propaganda do País.
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Trajetórias femininas musicadas pelo brega: análise dos filmes O Céu de Suely, de Karim Ainouz (2006) e Amor, Plástico e Barulho, de Renata Pinheiro (2013)

Trajetórias femininas musicadas pelo brega: análise dos filmes O Céu de Suely, de Karim Ainouz (2006) e Amor, Plástico e Barulho, de Renata Pinheiro (2013)

diferença brutal, eu fiz personagens femininas muito boas antes, o próprio Kleber tem personagens femininas muito complexas, ele escreve muito bem sobre subjetividades femininas, mas não adianta, uma mulher falando sobre isso, ela tem dores que só uma mulher poderia fazer aquilo, sabe? Eu e Renata nos damos muito bem, enfrentamos com facilidade algumas barreiras que aparecem nesse processo. A Amanda, que era a preparadora foi maravilhosa, foi super importante, ela me mostrou como eu tinha dificuldade de acessar a minha sensualidade, eu tava protegendo isso porque eu tinha medo de colocar ela pra fora, por preconceito e por medo de sofrer porque a gente, sendo assediada desde tão novinha a gente vai protegendo os códigos femininos pra não ficar tão exposta. Eu tive que ir tirando um monte de casca pra poder deixar isso vir e foi tanto que eu sentia na rua, nossa, o olhar era diferente, eu sentia como eu tinha atenção dos homens, assim, puff, era impressionante. Só que isso é um pouco assustador também, o que eu acho que eu aprendi ali naquele instante com aquelas mulheres, com a Michelle, com as meninas de Brasília Teimosa é como atrair os olhares masculinos e não se intimidar com isso, dominar e manipular estes olhares e elas manipulam, é uma forma de poder e isso eu, como mulher burguesa, não conhecia porque eu aprendi a manipular outro tipo de atenção que é, sei lá, intelecto, uma formação boa, aprendi isso em detrimento do domínio do corpo. Então nesse sentido, Amor, Plástico e Barulho mudou minha vida, depois disso eu falei: foda-se, eu sou sexy também, eu vou ser o que eu quiser. É muito maluco porque num processo de ensaio, você vai descobrindo algumas peças, vai colando as peças pra fazer o personagem e no final do processo você tira elas, mas algumas não saem mais, algumas ficam, algumas falam isso aqui funciona, isso eu quero e vou levar.
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Mulheres em transição : trajetórias femininas segundo o modelo de carreira caleidoscópica

Mulheres em transição : trajetórias femininas segundo o modelo de carreira caleidoscópica

maior na análise de carreira pelo método KCM do que a faixa etária. De abordagem mista, o terceiro estudo teve o intuito de analisar as carreiras de quatro mulheres com as lentes do modelo KCM, considerando o contexto sociodemográfico brasileiro em que essas trajetórias se desenvolveram. A análise temática problematizou mudanças estruturais na relação entre mulheres e o trabalho, no que diz respeito a acesso ao ensino superior, ao papel no sustento familiar, ao adiamento da maternidade e aos parâmetros nas diferentes fases da carreira e da vida. Por fim, com abordagem qualitativa, o quarto estudo buscou discutir os conceitos de carreira a partir da interseccionalidade entre gênero, classe e raça. Pelo método de história de vida, buscou-se compreender a trajetória de uma mulher negra, profissional da área de Recursos Humanos, discutindo-se o racismo estrutural na seleção de pessoas e a construção de autenticidade e identidade a partir da questão de raça. Como contribuição, essa tese tem intenção de ampliar o campo de investigação de carreiras de mulheres, compreendendo que as alterações nos papéis de gênero são estruturais e inerentes aos estudos contemporâneos de trabalho.
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Trabalhos produtivos, trabalhos reprodutivos: as trajetórias femininas de trabalho e suas representações

Trabalhos produtivos, trabalhos reprodutivos: as trajetórias femininas de trabalho e suas representações

Deste modo, as relações entre o trabalho doméstico e o trabalho assalariado, ao mesmo tempo que permitem a reprodução do trabalhador de uma forma privada (ou seja, pela família), contr[r]

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Desvelando o bullying nos contextos de trabalho através de trajetórias femininas

Desvelando o bullying nos contextos de trabalho através de trajetórias femininas

O presente texto problematiza os discursos e estereótipos produzidos pelas ciências, que incidem sobre homens e mulheres que praticam ou são vítimas do bullying. Discute-se, assim, através de uma apreensão teórica do fenômeno do poder nas organizações, a possibilidade de uma reflexão crítica que permita o descolamento das condutas consideradas não morais, mas presentes no mundo do trabalho, do território normativo da patologização e da adaptação dos sujeitos. Em outras palavras, são realizadas reflexões que permitem compreender como as práticas psi em pleno século XXI, utilizam-se de antigos métodos, para o controle social dos corpos no aparato social. Nesse sentido, a partir de uma perspectiva psicossocial atentamos para o fato de que o bullying não se refere apenas a uma conduta individual “anti-social”, mas está relacionado a condicionantes individuais, grupais, organizacionais e sociais. Por fim, na esteira desses posicionamentos e engendramentos, mostramos que o conceito de bullying apresenta ainda outras especificidades que precisam ser visibilizadas, face aos estereótipos de gênero produzidos, principalmente pelo meio acadêmico, que contribuem para a cristalização de masculinidades e feminilidades frente a esse fenômeno. Nesse contexto, transitamos entre concepções e normas indo à busca dos saberes sujeitados e, com isso, buscamos reinterpretar os essencialismos, práticas ditas masculinas ou femininas, que têm consequências negativas no mercado laboral e dificultam a consecução de uma maior igualdade entre homens e mulheres.
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PELAS MULHERES INDÍGENAS: UM PANORAMA DAS TRAJETÓRIAS FEMININAS INDÍGENAS

PELAS MULHERES INDÍGENAS: UM PANORAMA DAS TRAJETÓRIAS FEMININAS INDÍGENAS

RESUMO: O artigo objetiva discutir questões sobre gênero, violência e política a partir das reflexões apontadas por Lagarde (2010) e Valcárcel (2012), mais especificamente, articular relatos de mulheres, presentes no livro Pelas mulheres indígenas (2015), com questões relativas à violência de gênero e à política, visto que muitas são líderes de suas comunidades e participam na luta por demarcação de terras. A publicação é organizada pela ONG Thydêwá e traz relatos e reflexões de mulheres de oito diferentes comunidades indígenas da região Nordeste. Considerando esse segmento duplamente subalternizado na sociedade patriarcal, por seu gênero e raça, o presente trabalho procura também dar visibilidade a essas vozes femininas, indígenas e nordestinas, bem como às suas experiências no âmbito privado e público.
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A representação das personagens femininas nos games

A representação das personagens femininas nos games

A objetificação das personagens femininas nos games, não é atribuída somente às personagens de destaque, mas também aos NPCs, que são personagens menos participativos na narrativa. Nesse caso, a objetificação é explorada na sensualidade abusiva das personagens que se tornam um objeto sexual descartável na narrativa para serem usadas pelo personagem principal do jogo. Essa exploração é visível em jogos como Custer's Revenge da Mystique feito para o Atari 2600, que causou uma grande polêmica, pois o enredo contava com o estu- pro de uma índia que estava amarrada. Os games de gênero eroge, que utilizam do erotismo como, por exemplo, Rapelay, permitem outros modos simulações de estupro contra garotas. A prostituição é frequentemente utilizada e está presente nos clássicos GTA e Duke Nukem 3D. De acordo com Izukawa (2015), a objetificação é preocupante pelo fato dos jogos ele- trônicos serem uma mídia interativa onde o jogador passa de espectador a agente participativo na objetificação da mulher.
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Representações femininas nos Fabliaux Medievais.

Representações femininas nos Fabliaux Medievais.

Segundo Antônio Celso Ferreira (2009, p 64) o trabalho com fontes literárias na pesquisa histórica era também realizado na década de 1970 por alguns historiadores ingleses [r]

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Representações Femininas em Campanhas Publicitárias

Representações Femininas em Campanhas Publicitárias

Resumo: o presente artigo propõe desenvolver um estudo sobre as re- presentações femininas em campanhas publicitárias. O corpo feminino, neste contexto, coloca em cena uma plasticidade que o destitui, na maioria das vezes, de sua própria organicidade. Entretanto, este corpo continua sendo se- dutor aos olhos dos receptores. Dessa maneira, analisamos, aqui, os signos que se encontram na mediação desse processo.

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Representações femininas em jogos de RPG

Representações femininas em jogos de RPG

casamento. Eles usaram as comissões militares que conseguiram e presentes que ganharam de seus irmãos em armas que ficaram intrigados com a história dos dois. Os recém-casados compraram[r]

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Propagandas de medicamentos em revistas femininas.

Propagandas de medicamentos em revistas femininas.

Embora a publicidade de medicamentos não omita mais com a mesma frequência as contraindica- ções principais e o número de registro do produto na ANVISA/MS, infrações comumente encontradas há alguns anos, como aponta Nascimento (2009), outras infrações ganham destaque, tais como o tamanho da letra empregada no texto com as informações técnico- cientíicas do produto. Ainal, a maioria (51,4%) das peças publicitárias presentes nas revistas femininas analisadas trouxe a advertência obrigatória de modo pouco legível (artigo 12º b § 4°).

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Abordagem das disfunções sexuais femininas.

Abordagem das disfunções sexuais femininas.

procedeu-se a uma busca no PubMed, no período de 1974 a 2008, por trials, coortes, estudos transversais, revisões de literatura e opiniões de especialistas em se- xualidade, a fim de prover informações sobre as taxas de ocorrência das disfunções sexuais femininas e os fatores de risco primários para esta condição, bem como os fatores que dificultam a prática da sexologia. Tais informações norteiam o planejamento dos programas de intervenção e prevenção das disfunções sexuais que alcançam altas taxas de prevalência em todo o mundo 17 .

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Fabricando identidades femininas em escolas de engenharia

Fabricando identidades femininas em escolas de engenharia

Ainda que as mulheres que freqüentam cursos de engenharia utilizem estratégias para desconstruir as marcas socialmente representadas como características femininas, a representação que pertence ao "mundo doméstico", que tem como função primeira a reprodução e que operam pela "lógica do coração" persiste. Um dos raros trabalhos que encontramos sobre a participação feminina nas engenharias encontra-se num site da empresa Schlumberger Lim­ ited (2003). Aí, é apresentada uma pesquisa feita através de um questíonário respondido por 11 profissionais ligadas às engenharias, provenientes de diversos países da Europa e dos Estados Unidos. Uma das questões, "Qual foi o impacto de sua opção de carreira na sua vida fami l iar?", remete justamente a essa ligação com o mundo doméstico e com o cuidado da família. Numa pesquisa com homens jamais seria formulada tal questão. Costa (2000, p. 85), cita a argumentação de Perrot: "impelir as pessoas à esfera do privado é uma tentativa de diminuir seu poder na incursão sobre os assuntos públicos, reduzindo sua participação no controle social".
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Educação diferenciada e trajetórias profissionais femininas.

Educação diferenciada e trajetórias profissionais femininas.

A relação feminina com o mundo do trabalho foi bastante estudada no contexto nacional (cf. Heilborn e Sorj, 1999). Nesses estudos, toma-se como ponto de partida que a educação recebida é um fator decisivo para compreen- der como a reprodução das desigualdades entre os sexos pode persistir, se re- produzir e/ou se alterar. Tais estudos convergem no sentido de atribuir à “educação para a submissão” a incorporação de uma suposta inferioridade fe- minina em relação aos homens, o que teria dirigido, por exemplo, a escolha do curso superior na geração que ingressou na universidade por volta de 1960 (cf. Barroso e Mello, 1977; Bruschini, 1978). Busco demonstrar com esta pesquisa como a educação efetivamente contribuiu para a incorporação de disposições femininas diferenciadas, seja por meio das famílias, seja pelo tipo de socialização escolar a que estiveram expostas. Exploro, ainda, a maneira como a escola católica contribuiu para que se desenvolvesse uma cumplicida- de razoável (e variável) com uma predestinação sexual, essencialmente ligada às diferenças anatômicas entre homens e mulheres. O interesse em expor o material empírico reunido reside em poder descrever e analisar os processos por meio dos quais a posição – de classe e de gênero – em uma determinada estrutura e em uma dada configuração social se transforma em filtros pelos quais os indivíduos percebem e julgam o que é possível ou impossível para si mesmo, o que teria resultado em investimentos diferenciados por parte desse grupo de mulheres em uma ou outra esfera da vida social.
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