Unidade de produção camponesa

Top PDF Unidade de produção camponesa:

Redesenho agroecológico em unidade de produção camponesa: o caso do assentamento Sílvio Rodrigues

Redesenho agroecológico em unidade de produção camponesa: o caso do assentamento Sílvio Rodrigues

O trabalho foi realizado na unidade de produção Brigueti Coimbra que se localiza no assentamento Sílvio Rodrigues, no Estado de Goiás. A unidade de produção tem uma área de 23,13 hectares e é destinada quase que totalmente para a produção da pecuária leiteira. Dos três componentes familiares, apenas um realiza trabalho diretamente na propriedade, os outros dois realizam trabalhos externos. A problemática do trabalho é que a unidade de produção mesmo sendo de uma área da Reforma Agrária não tem uma geração de renda que supra a necessidade da família, o mau uso da terra faz com que a família tenha que realizar trabalhos externos à unidade de produção. Partindo desta problemática, o trabalho tem como objetivo a construção de um projeto de redesenho para a unidade de produção usando os dados levantados partir do Diagnóstico de Unidade de Produção Camponesa. Para alcançar este objetivo foi feito o levantamento histórico e social tanta da organização da propriedade como da região em que ela está inserida, para que partir disso pudesse levantar dados que posteriormente foram usados para a construção da proposta de redesenho. Com os dados obtidos e com uma caracterização da área, foram observados os dados que seriam de maior importância para a construção do objetivo do trabalho, foram analisados os dados de força de trabalho, depreciação, distribuição de renda, vias de mercado, entre outros. Com estes dados pôde ser criado um projeto de implantação de novos arranjos produtivos dentro da unidade de produção. O redesenho buscou criar arranjos que fossem capazes de diversificar a produção da unidade produtiva, criando meios para a autossuficiência da família, alcançando principalmente o autoconsumo e também fontes que pudessem gerar renda para a família.
Mostrar mais

39 Ler mais

Transição agroecológica na unidade de produção camponesa: um estudo de caso no assentamento Nova Esperança, Capão do Cipó-RS

Transição agroecológica na unidade de produção camponesa: um estudo de caso no assentamento Nova Esperança, Capão do Cipó-RS

O atual modelo de agricultura moderna baseada nos agroquímicos sintéticos e no agronegócio, não compactua com o que históricamente caracterizou os modelos de produção, camponês e tradicional. No processo de construção da agroecologia a transição agroecologica, caracteriza-se pelas mudanças evolutivas da agricultura convencional para sistemas de produção agrícolas, sustentáveis de cunho agroecológico, onde o redesenho do agroecossitema tende a sustentabilidade ecológica, equiparando-se ecologicamente aos ecossistemas naturais delimitados. O objetivo desde trabalho foi analisar a transição agroecológia na unidade de produção, a partir da percepção do agricultor e da família camponesa. Neste caso o estudo foi realizado em uma Unidade de Produção Camponesa no assentamento Nova Esperança, munícípio de Capão do Cipó-RS. O trabalho trata-se de uma pesquisa social a partir do estudo de caso, com uma abordagem qualitativa e finalidade exploratória, cuja metodologia usada é a observação participante e entrevista informal. Neste estudo levantou-se os diferentes aspectos envolvidos na transição agroecológica analisada a partir da ação da família camponesa e da percepção do agricultor, discutindo e analisando a vida da familia camponesa na agricultura antes do processo de acampamento, a chegada da família no assentamento, a evolução do sistema de produção, e os aspecto gerais da transição agroecológica, sendo; o redesenho de agroecossitema, o acesso ao crédito, a cooperação e, os sonhos e perspectivas da família camponesa. Considera-se neste trabalho que a diversificação da produção na UPC é um fator chave na transição agroecologica aumentando as alternativas de renda da família, assim como a resiliência do agroecossistema. O redesenho do agroecossistema deste caso, não é seguido por uma linearidade de fazes na transição, as quais transpasssam-se durante o processo. A cooperação é um fator importante cobrindo algumas funções do poder público, como a asstência técnica e o acesso á créditos, alem de ser um organismo importante na organização da familia assentada mantendo seu vinculo com o MST. O trabalho permitiu identificar alguns aspectos críticos na transição agroecológica, assim como as dificuldades e perspectivas da família com a construção da agroecologia na Unidade de Produção Camponesa.
Mostrar mais

52 Ler mais

Limites do sistema convencional de bovinocultura de corte e as condições que proporcionam a implantação do Pastoreio Racional Voisin (PRV) em unidade de produção camponesa

Limites do sistema convencional de bovinocultura de corte e as condições que proporcionam a implantação do Pastoreio Racional Voisin (PRV) em unidade de produção camponesa

Na produção vegetal, a unidade de produção camponesa (UPC) já possui certificação orgânica. O sistema certifica não só o arroz, mas as hortaliças e frutas produzidas nos assentamentos da região, tendo por base um sistema de inspeção de garantia, com normas técnicas bem definidas e com participação efetiva dos agricultores assentados, mas ainda necessitando avançar para a produção animal. Conforme relatado por Martins e Medeiros (2016) essa certificação tem a COCEARGS (Cooperativa Central dos Assentamentos do Rio Grande do Sul), como atuante no processo de certificação orgânica da produção gerada. Ela obteve registro, ainda em maio de 2012 de uma OCS (Organismo de Controle Social) realizando os primeiros processos de certificação. Em dezembro de 2014, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) autorizou o funcionamento da OPAC (Organismo Participativo de Avaliação de Conformidade). Este certifica a produção vegetal destinada a feiras e programas institucionais de compra de alimentos, como Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Estes avanços possibilitaram a comercialização de produtos, que anteriormente enfrentavam dificuldades de acesso ao mercado por problemas de certificação (MARTINS; MEDEIROS, 2016).
Mostrar mais

83 Ler mais

Limites e potencialidades do uso de preparados homeopáticos para controle sanitário animal em uma unidade de produção camponesa: estudo de caso

Limites e potencialidades do uso de preparados homeopáticos para controle sanitário animal em uma unidade de produção camponesa: estudo de caso

As condições de saúde são elementos fundamentais para o bem-estar dos animais, para uma vida saudável e produtiva. No rebanho bovino de uma unidade de produção camponesa, por exemplo, a prevenção de doenças é muito importante para uma produção leiteira equilibrada em termos de qualidade e quantidade. Outros fatores também são determinantes para alcançar esse objetivo, como uma boa alimentação, um bom manejo das criações, além de uma boa higienização das instalações e o manejo sanitário. Em geral, as unidades de produção camponesa possuem uma diversidade de animais, com a finalidade de produção para comercialização e consumo, como bovinos, ovinos, suínos, aves, e guarda e companhia, como cães e gatos. O bem-estar e as condições de saúde são elementos que estão sempre presentes no dia a dia das famílias camponesas.
Mostrar mais

46 Ler mais

A EFICIÊNCIA DA PRODUÇÃO CAMPONESA NO BRASIL: ESTUDO COMPARATIVO

A EFICIÊNCIA DA PRODUÇÃO CAMPONESA NO BRASIL: ESTUDO COMPARATIVO

Em termos teóricos, essa questão é falaciosa, quando compreendemos que embora exista o balanço trabalho-consumo a regular a prática produtiva dos camponeses, como anteriormente se fez referência, esse comportamento não é autonomista, fundado em uma racionalidade particular da economia camponesa, como se envolta em outro modo de pro- dução que não o capitalista. Na verdade, os camponeses se inserem no mercado por meio de seu produto e sofrem influências externas na redefinição de suas estratégias de recriação. Do mesmo modo, é preciso considerar que embora a propriedade camponesa possa se constituir enquanto unidade de consumo (e de autoconsumo), ela não deve ser reduzida à perspectiva da impossibilidade de ganhos, como já demonstrara Chayanov (1974), ao veri- ficar que existe a tendência de ingressos na unidade de produção familiar pelo fato de encontrar-se integrada ao mercado. Porém, essa tendência está limitada pela força de tra- balho familiar e pelo cansaço crescente quando há intensificação impelida. Já nos casos em que a alta produtividade do trabalho é possível, a unidade de produção camponesa tenderá a cobrir as necessidades da família e ampliar a renovação de capital. Ou seja, numa situa- ção de renda econômica favorável, a unidade familiar terá um nível de consumo maior; uma melhor condição de formar capital com menor intensidade no uso da força de trabalho. Dessa forma, a apropriação da renda aparece convertida em bem-estar. Assim, ela é res- ponsável por uma reelaboração do equilíbrio entre o esforço exigido para realização do trabalho e o grau de satisfação das necessidades familiares.
Mostrar mais

18 Ler mais

Avaliação de híbridos intervarietais de milho em sistemas de produção camponesa de Santa Catarina

Avaliação de híbridos intervarietais de milho em sistemas de produção camponesa de Santa Catarina

Os híbridos intervarietais são obtidos de maneira direta pelos cruzamentos entre duas ou mais variedades ou clones parentais. Possuem base genética intermediária entre híbridos homogêneos e variedades, apresentando como vantagem em relação às variedades crioulas a oportunidade de aproveitar/explorar a heterose. O presente trabalho teve por objetivo desenvolver e avaliar híbridos intervarietais. Em longo prazo espera-se disponibilizar variedades mais adaptadas aos sistemas camponeses de produção, que em sua maioria caracterizam-se por baixo uso de insumos externos e aproveitamento de áreas com baixa fertilidade de solo, preferencialmente para sistemas orgânicos ou agroecológicos. Os cruzamentos foram realizados em unidade experimental localizada em São Miguel do Oeste. As sementes oriundas dos parentais e cruzamentos foram submetidas ás avaliações agronômicas em três locais na região oeste catarinense nas safras 2011/12 e 2012/13. O potencial dos genótipos foi avaliado por meio das estimativas de Capacidade Geral de Combinação e heterose, bem como a interação Genótipo x Ambiente. Em condições de estresse hídrico, 38% dos híbridos intervarietais apresentaram comportamento igual à testemunha comercial em termos de produtividade. Os cruzamentos apresentaram valores positivos e negativos de heterobeltiose, destacando-se o cruzamento SCS 155 Catarina x SCS 154 Fortuna com 12 % para produção de grãos e Pixurum 05 x BRS 4150 com - 68% para percentagem plantas quebradas. As variedades apresentaram efeitos significativos de CGC para todas as características avaliadas. Para a variável produção de grãos os genótipos que apresentaram maiores valores positivos em ordem decrescente foram AS 1565, SCS 154 Fortuna, Fundacep 35, SCS 155 Catarina e SJC 5886, sendo indicadas para formação de compostos. Os híbridos intervarietais apresentaram adaptação diferenciada nos ambientes, os híbridos intervarietais Pixurum 05 x AS 1565, SCS 155 Catarina x BRS 4150 e Pixurum 05 x BRS 4150 apresentaram maiores médias de produtividade em Chapecó, Palmitos e São Miguel do Oeste, respectivamente. Os resultados suportam a tese dos melhoristas de que a estratégia de desenvolver variedades específicas para ambientes específicos é adequada. Com isso, mantém-se diversidade genética em cultivo e assegura-se a conservação on farm de valiosas combinações alélicas.
Mostrar mais

106 Ler mais

As feiras livres sob a lógica do capital: da produção camponesa à subsunção do trabalho na circulação

As feiras livres sob a lógica do capital: da produção camponesa à subsunção do trabalho na circulação

A produção no campo diverge da produção da cidade, pois, aquela tem o agronegócio e os camponeses como os principais protagonistas. Os caracteres destes têm a família como unidade social de trabalho e de utilização da propriedade; as tarefas se dividem entre todos os membros do grupo doméstico, em função das faculdades de cada um, formando assim uma equipe de trabalho. A família assegura a subsistência de todos os membros (ou seja, quando se relaciona com a natureza tem como objetivo principal criar valor-de-uso) e geralmente está sob autoridade do pai de família. Procurando perpetua-se por ligação afetuosa com os meios de subsistência (terra e instrumentos) e da herança. Além disso, nas relações sociais de trabalho, na produção de sua existência, o camponês tem por característica ser uma relação não- capitalista de produção; tanto porque suas relações de trabalho não possuem trabalho assalariado quanto porque o camponês não acumula riqueza a partir da exploração do trabalho do outro. Isso não significa que não tenha seu trabalho explorado, capturado, subsumido pelo capital na distribuição e na circulação.
Mostrar mais

193 Ler mais

MANEJO DA TERRA E FOGO ACIDENTAL NA AMAZÔNIA BRASILEIRA: uma análise sob a perspectiva da unidade produtiva camponesa

MANEJO DA TERRA E FOGO ACIDENTAL NA AMAZÔNIA BRASILEIRA: uma análise sob a perspectiva da unidade produtiva camponesa

O fogo tem presença marcante em áreas rurais de toda a Amazônia brasileira, tanto sob a forma de queimadas intencionais, como de incêndios, o que acarreta constante ameaça à sobrevivência humana e à integridade de florestas. A atividade humana de abertura de fronteira agrícola nessa região, caracterizada pela predominância de sistemas extensivos de manejo da terra, constitui-se em principal fonte de ignição de fogo acidental. O fenômeno denominado contágio de fogo ocorre quando o fogo escapa ao controle humano e atinge áreas vizinhas de florestas e unidades produtivas. O presente trabalho tem por objetivo principal apresentar um arcabouço teórico-metodológico que adequadamente acesse o comportamento do camponês da Amazônia brasileira, mais especificamente no que diz respeito ao seu processo de tomada de decisão de manejo da terra para a realização da produção, suas decisões quanto ao uso do fogo como técnica agrícola, bem como suas reações à invasão de fogo acidental em sua unidade produtiva. Toma-se como referência teórico- metodológica o modelo de eficiência reprodutiva de Costa e a teoria de campo de Bourdieu, e como empiria o subcampo da produção camponesa na Amazônia brasileira, retratado em dados primários levantados com camponeses residentes ao longo da rodovia federal Cuiabá – Santarém, denominado Corredor da BR-163, abrangendo áreas dos territórios dos Estados do Pará e Mato Grosso. As técnicas estatísticas de regressão com variáveis dummy, testes baseados na estatística Qui- quadrado e modelagem logística embasaram as análises individuais e conjuntas dos determinantes empiricamente identificados como variáveis explicativas da tomada de decisão do comportamento do camponês para uso do fogo e reações à invasão de fogo acidental em sua unidade produtiva. Os resultados em ambos os assuntos (uso do fogo e fogo acidental) confirmam a hipótese norteadora do presente trabalho de que o comportamento do camponês, tomador de decisão da unidade produtiva é constantemente influenciado por seu ambiente sociocultural e institucional, sem contudo, deixar de considerar suas especificidades constitutivas como unidade camponesa.
Mostrar mais

225 Ler mais

Produzir para viver: trabalho e produção camponesa na comunidade de São Judas - PA

Produzir para viver: trabalho e produção camponesa na comunidade de São Judas - PA

A presença da força de trabalho assalariada na unidade produtiva camponesa pode também aparecer como um elemento desta unidade. É evidente, que esse assalariamento no interior da unidade camponesa baseada fundamentalmente no trabalho familiar precisa ser muito bem entendido. Em primeiro lugar, essa contratação, em geral, se deve ao ciclo de existência da família camponesa, pois há momentos críticos do ciclo agrícola em que os membros da família camponesa não são suficientes, pois as tarefas exigem rapidez e muitos braços, [...]. Contrata-se, então, trabalhadores temporários. Em geral, o período da colheita tem levado o camponês a experimentar o assalariamento [...]. E o camponês que o contrata não é um capitalista, não trava com ele uma relação social de produção especificamente capitalista. (OLIVEIRA, 1991, p. 58).
Mostrar mais

20 Ler mais

Marx e a questão camponesa

Marx e a questão camponesa

contabilidade e administração das empresas estatais. Chayanov faz um estudo integral da organização da unidade econômica camponesa, seus fins e planos, a circulação dentro da unidade e sua integração com os diversos fatores econômicos, bem como suas implicações com a economia nacional e internacional e integração do camponês com economia. Chayanov pensava que em um futuro imediato a importância da unidade familiar camponesa seguiria sendo parte imprescindível na vida de muitos países além da Rússia. No caso da URSS imaginou o novo modelo agrícola soviético com quantidade de cooperativas integradas ao planejamento vertical e centralizado. Desenvolve então sua teoria de incorporação do campesinato no processo de transição socialista tendo em contas as particularidades e especificidades da economia camponesa, a formação de cooperativas, cabendo ao Estado proletário fomentar a criação de associações e cooperativas. Posteriormente, de maneira paulatina, em determinados produtos poderia haver coletivização da produção camponesa, opondo-se as propostas e processos de coletivização agricultura que eram hegemônicos em seu tempo. Ao que mostra esteve vinculado a Lenin, com quem socializava seus estudos e reflexões. Houve por parte de Lênin várias indicações e interpelações em defesa de Chayonov, que foi condenado como vários outros intelectuais socialistas independentes e não pode contribuir de forma mais significativa com o aperfeiçoamento do sistema agrícola soviético.
Mostrar mais

84 Ler mais

Entre a contestação e a superação: a produção camponesa no assentamento rural Tiradentes em Mari.

Entre a contestação e a superação: a produção camponesa no assentamento rural Tiradentes em Mari.

De acordo com Chayanov (1974, p. 47), como as unidades camponesas, via de regra, não recorrem à força de trabalho contratada (assalariada), a composição e o tamanho da família determinam integralmente o total da força de trabalho e o grau de atividade empregados na produção. Nas unidades visitadas no Tiradentes podemos perceber claramente, cruzando os dados das tabelas 2 e 3, que o maior índice (81%) de ocupação dos lotes concentrou também o maior percentual de força de trabalho masculina, aproximadamente 70%, com indivíduos em sua grande maioria com idade acima dos quinze anos (67%), portanto, em idade produtiva, o que pode denotar em maior e melhor aproveitamento no uso da terra. Já em relação à ocupação desenvolvida pelas crianças com idade até os quinze anos, do total de 55 crianças contabilizadas 22 ou (40%) estudam, e parte delas na escola do assentamento que funciona com professores que recebem pela Prefeitura Municipal de Mari. Do total de 22 crianças que estudam, 19 realizam dupla jornada, ou seja, além do estudo, trabalham em atividades como o cuidado com a criação dos animais e/ ou atividades desenvolvidas no lote de moradia como o cuidado com o lar em tarefas como limpeza, organização e o fazer doméstico. Para estas atividades observamos que há uma divisão nítida entre atividades que são direcionadas aos meninos, como o cuidado com os animais e com a agricultura, ficando reservado para as meninas o trabalho doméstico. Do total geral de crianças, 21 não trabalham nem estudam já que não estão em idade de freqüentar a escola. Vale ressaltar que o processo de socialização do trabalho entre os componentes da família camponesa ocorre nas fases de formação e de crescimento de jovens e de adolescentes no interior da unidade produtiva familiar, com as crianças participando, via de regra, das atividades de apoio e menos exigentes no uso e na intensidade da força de trabalho como o transporte, a alimentação dos camponeses e a limpeza do lar.
Mostrar mais

198 Ler mais

Projeto de uma unidade de produção de ácido sulfanílico

Projeto de uma unidade de produção de ácido sulfanílico

A Anilina, igualmente conhecida como fenilamina ou aminobenzeno, é um dos mais úteis e polivalentes compostos orgânicos. De fórmula C 6 H 5 NH 2 , é, no seu estado puro, um líquido oleoso sem cor e com um cheiro agradável. A CUF – Químicos Industriais possui uma unidade de produção de anilina pelo processo de hidrogenação catalítica de nitrobenzeno, em fase líquida, que se encontra em funcionamento desde 1978, utilizando o processo Rhone-Poulenc/Tolochimie. É uma fábrica de hidrogenação catalítica em fase líquida do MNB e que através de um laborioso processo de desenvolvimento tecnológico foi sendo melhorada e aumentada, possuindo atualmente uma capacidade instalada de 200,000 t/ ano.
Mostrar mais

71 Ler mais

Gestão da água numa unidade de produção de PVC

Gestão da água numa unidade de produção de PVC

A atual instalação da CIRES, Lda. possui duas unidades de produção de PVC em suspensão, designadas PS-1 e PS-2, e uma unidade de produção de PVC em emulsão, designada PE. Na figura 8, apresenta-se o atual circuito de águas entre as diferentes unidades de produção de PVC e os serviços auxiliares de produção de água desionizada (DW), de vapor e de água reciclada (RDW). Água potável para utilização industrial, proveniente da empresa Águas da Região de Aveiro (ADRA) entra na instalação pela corrente 1, dividindo-se prontamente entre as correntes 2 e 3. A corrente 2 segue para o processo para ser utilizada em diferentes aplicações sendo as mais predominantes, como fluido de aquecimento/refrigeração para permutadores de calor e lavagens. Já a corrente 3 segue para uma unidade de ultrafiltração e osmose inversa para produção de água desionizada. Da unidade de produção de DW saem as correntes 6 e 7 que consistem, respetivamente, em lavagens e purgas deste processo de purificação. A combinação dessas correntes é enviada, pela corrente 8, para um decantador de lamas férricas, sem tratamento prévio. Parte da água desionizada produzida segue, pela corrente 4, para as unidades de produção de PVC sendo utilizada essencialmente como meio contínuo nas reações de polimerização e para lavagens. A restante água desionizada segue, pela corrente 5, para ser usada como makeup na produção de vapor. Complementa assim os condensados recolhidos dos processos de síntese, reciclados para esta unidade pela corrente 56. O vapor gerado, corrente 60, é alimentado ao processo e será utilizado essencialmente, em permutadores de calor, para o aquecimento de diversas correntes, e nas colunas de desabsorção para remoção de VCM. A geração de vapor, como qualquer outro processo, não é totalmente eficiente e como tal verifica-se uma perda de vapor, representada no diagrama pela corrente 61.
Mostrar mais

74 Ler mais

Dimensionamento de uma unidade de produção de leveduras para a panificação

Dimensionamento de uma unidade de produção de leveduras para a panificação

A produção industrial de fermento de padeiro iniciou-se à mais de 100 anos na Europa, provavelmente na Holanda, embora os sinais da sua utilização sejam bastante anteriores [13] . Este processo tem vindo a ser aprefeiçoado desde então, tendo sofrido vários saltos tecnológicos como o arejamento continuo na fermentação [13] e a alimentação lenta de açúcar ao reator (entre 1915 e 1920). Este tipo de alimentação foi proposta independentemente por dois cientistas S. Sak e F.F. Hayduck. Esta proposta corresponde à introdução da operação semi-continua (“fed-batch”) em fermentadores, método muito utilizado actualmente noutros processos em biotécnologia. Novos processos foram implementados com a utilização de culturas puras e com a utilização de melaços (em 1920) [14] . Recentemente tem-se direcionado a atenção para o controlo automático do processo que tem como objectivo controlar a adição de substrato de modo a manter uma elevada produtividade, evitando assim a perda de rendimento por excesso de de glucose no meio e consequente produção de etanol. Em 1961, propuseram o principio da alimentação de melaços baseado na concentração de etanol nos gases de saída do reactor, mas a falta e de sensores a baixo custo e fiáveis dificultou a implementação prática desta técnica.
Mostrar mais

212 Ler mais

Planeamento e controlo de produção de uma unidade fabril

Planeamento e controlo de produção de uma unidade fabril

Segundo Pinto (2004), a organização deve estender o planeamento em três horizontes de tempo: a longo prazo, a médio prazo e a curto prazo. O planeamento da produção a longo prazo (PPLP) relaciona o horizonte de tempo maior ou igual a um ano. Nesta etapa avalia-se a capacidade produtiva e compara-se com o planeamento estratégico. Podem-se criar cenários para 3, 5 e 10 anos, quando se determina ou não a necessidade de avaliar uma possível expansão da capacidade produtiva. Recomenda-se no mínimo uma revisão do PPLP após a organização reavaliar o planeamento estratégico. O planeamento da produção a médio prazo (PPMP) pode cobrir um período de 3 até 12 meses. O PPMP deve ser revisto e actualizado trimestralmente (Pinto (2004)). Ao estabelecer o PPMP, a empresa determina o padrão de utilização das suas instalações e avalia a necessidade de contratar ou não mais recursos humanos ou subcontratar serviços. A melhor representação do PPMP é o Plano Mestre de Produção. O planeamento da produção a curto prazo (PPCP) determina o que será produzido nas próximas 4 semanas. Esse período varia de organização para organização em função da flexibilidade do processo produtivo, do tempo necessário para a produção e da oscilação da procura, podendo variar de 3 dias até 6 semanas. A avaliação da disponibilidade de matéria-prima e a gestão da eficiência do processo produtivo são as funções mais importantes, para assegurar o alinhamento do processo com a procura.
Mostrar mais

68 Ler mais

Experiência de produção agroecológica do Grupo Resistência Camponesa, localizado no Assentamento Guanabara de Imbaú - PR

Experiência de produção agroecológica do Grupo Resistência Camponesa, localizado no Assentamento Guanabara de Imbaú - PR

Outro ponto positivo é o contato diário no cotidiano em grupo, gerado a partir das reuniões mensais, das visitas nas propriedades e nas atividades de planejamento da produção e comercialização. Esse processo leva as experiências individuais a uma troca de conhecimento enriquecedor para todas as famílias envolvidas. De acordo com o Entrevistado G (2017) quando se aplica novas experiências na propriedade, e que essa experiência está trazendo bons resultados, o sujeito busca levar a todos do grupo, para que eles também obtenham bons resultados na sua produção. Essas experiências vêm a partir do desejo em buscar novos métodos de manejo com caldas, preparados, iscas e controles biológicos que elevam a qualidade do produto. Esse processo deixa claro que o grupo busca por melhorias, seja na qualidade de vida, como da própria propriedade de cada um dos envolvidos em grupo.
Mostrar mais

68 Ler mais

A construção da agroecologia nas áreas de produção no pré assentamento Resistência Camponesa no município de Cascavel - PR

A construção da agroecologia nas áreas de produção no pré assentamento Resistência Camponesa no município de Cascavel - PR

Na verdade pelo histórico do pai nois nunca utilizou muito o veneno, daí como já tem a ideia de produzir, antigamente sempre meio foi produzido não se ouvia falar em veneno, quando veio pro movimento à palavra agroecologia ouvimos falar no movimento, a definição de uma agricultura diferenciada do convencional, sempre participamos dos encontros e jornadas e veio fluindo [...]. Quando nós começamos a participar do movimento começamos ir nesses encontros, e a partir dali tiramos como definição na família que era pra produzir o orgânico, na linha da agroecologia, inclusive no município onde nós morava, no assentamento nois já produzia orgânico. (Entrevistado 1, 2018) A outra família produz os dois modelos na área de produção dos dois alqueires, tem produção de milho e mandioca, para consumo familiar e para venda. Observa-se que está família, tem perspectiva de produção agroecológica, porém para conseguir plantar e limpar as lavouras (4,8 ha) realiza pulverizações de agrotóxicos e plantio mecanizado do milho. Esse tipo de convivência entre a agroecologia e o agronegócio também é apontada por Gonçalves (2011, p.10) “É verdade que existem os produtores que mesclam práticas agroecológicas com práticas convencionais, ações que futuramente podem ampliar e até desencadear uma transição eminentemente agroecológica”.
Mostrar mais

62 Ler mais

Sobre o camponês do sertão: produção do espaço e identidade camponesa em assentamentos do município de Goiás-GO

Sobre o camponês do sertão: produção do espaço e identidade camponesa em assentamentos do município de Goiás-GO

[...] Eu achei muito bom o assentamento. Eu nasci na roça, criei, passei uns anos na cidade [...] eu devo ter passado uns 20 anos na cidade, mas num esquece da roça, né? Aí quando eu voltei pra cá eu sei como é que planta, sei como é que colhe, sei como é que faz tudo. Um interesse[...] se eu vê uma “muda”, eu já quero planta! Se eu for num vizinho, eu vê que eu não tenho aquele objeto dele aqui, lá eu peço ele, trago e planto, saio “prantano”. Eu achei muito bom porque há uns quatro ano atrás eu num tinha nem um “cabelo de criação”. Hoje já tem uns trinta e poucas: tem galinha, tem porco, tem tudo, até os alimento, tem tudo, tem mandioca, tem alimento, tem cana, tem coco da Bahia, tem laranja, mexerica, tem uva, banana[...] João da Cida – assentamento Paraíso, 2002. A fala de João da Cida, assentado no Paraíso, descreve o que para ele é uma espécie de “paraíso pessoal”. Um lugar do qual ele nunca se esqueceu e para o qual sonhou retornar no período de 20 anos em que esteve na cidade. O retorno aconteceu, pela via da ocupação que originou o assentamento. Na continuidade da fala de João, há uma breve descrição (pois apontou com o dedo percorrendo o lote), de suas “posses”. Ele se orgulha de ter uns “cabelos de plantação”, algumas galinhas e os alimentos com os quais, além da “despesa” costuma “fazer a feira”. Ainda assim, João da Cida descreve vários de seus saberes, mesmo estando um tempo longe das atividades ligadas à “vida na roça”. Assim conta vantagens sobre uma das expressões fundantes da vida camponesa, quando diz que, é só ele ver um “objeto diferente” (espécie de planta) na casa de vizinhos, pede, e sai “prantano”. Dos textos clássicos até os estudos mais recentes sobre o camponês, a atividade ligada ao plantio se apresenta como expressão marcante, seja na perspectiva da subsistência ou sociocultural e até ligada à produtividade.
Mostrar mais

187 Ler mais

Projecto de uma Unidade Laboratorial de Produção de Biodiesel

Projecto de uma Unidade Laboratorial de Produção de Biodiesel

ou metóxido de sódio). A utilização do óleo de soja, ou de outros óleos com aplicações na alimentação humana ou animal, para a produção de biodiesel tem sido apontada como um factor de desestabilização dos mercados, e de impacte negativo na agricultura, além de criar uma pressão de custos também nos produtores do biodiesel. No entanto, existem grandes quantidades de óleos e gorduras a baixo custo, tais como resíduos de restaurantes e gorduras animais, que podem ser convertidos em biodiesel. O problema com o processamento a baixo custo é que os óleos e as gorduras muitas vezes contêm grande quantidade de ácidos gordos livres, que não podem ser convertidos em biodiesel utilizando um catalisador alcalino [5]. Existem ainda outras alternativas, que passam pela obtenção de óleos que não concorram nos mercados agro-alimentares, como é o caso da utilização de algas.
Mostrar mais

70 Ler mais

Projeto Preliminar de uma unidade de produção de polipropileno

Projeto Preliminar de uma unidade de produção de polipropileno

Portanto, na unidade industrial aqui descrita devem ser instalados e programados alguns autómatos. Deverá ser instalado um autómato principal que contenha a informação de arranque e operação das instalações. Este autómato deve ser instalado em instalações independentes da unidade principal. Poderá ser feita uma sala no exterior apenas para o autómato principal. É nesta sala que se deve encontrar o quadro geral de eletricidade (Q. G. E.) pois permite, em caso de emergência, desativar as instalações de forma mais fácil e segura. Próximo do Q. G. E. deve estar um posto de transformação (P.T.) de média tensão. O autómato principal deve ter acesso aos restantes autómatos da unidade industrial. Assim, na sala de comandos, deve existir um segundo autómato que controla o processo produtivo. Este autómato de processo deve coordenar as unidades de automação associadas a cada equipamento de modo a permitir coordenar arranques e paragens de equipamentos consoante os níveis de matérias contidas nos respetivos equipamentos. É necessária a presença regular de um operador na sala de comandos de modo a controlar o funcionamento dos equipamentos mas, também, dos autómatos instalados. Cada autómato deve ter associados sensores de emergência dos respetivos equipamentos. Junto de cada equipamento devem existir consolas táteis onde o operador visualize as operações que o equipamento está a efetuar e onde lhe seja possível agendar/programar as atividades do equipamento.
Mostrar mais

132 Ler mais

Show all 10000 documents...