Uso da terra

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Correlação entre uso da terra e qualidade da água subterrânea.

Correlação entre uso da terra e qualidade da água subterrânea.

no sul do estado do Espírito Santo. A delimitação da área de influência de poços e a identificação das classes de uso da terra foram feitas utilizando- se Sistema de Informações Geográficas. Por meio da análise de correlação canônica, foi possível estimar dois índices: índice de uso da terra e índice de qualidade da água, ambos padronizados. A correlação canônica foi significativa entre o primeiro par de variáveis canônicas, indicando relação linear entre os grupos. Desta forma, é possível afirmar que o uso da terra influenciou a qualidade da água subterrânea, principalmente pelo incremento da concentração de alguns elementos químicos.
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Desintensificação do uso da terra e sua relação com a erosão do solo.

Desintensificação do uso da terra e sua relação com a erosão do solo.

A região do Rebordo do Planalto se configura, então, em uma área de grande complexidade geomorgológica (Pedron et al., 2006) e que refletiu na sua ocupação e no uso da terra, ao longo desses anos, desde a colonização (Miguel, 2009). A quantificação do potencial erosivo da área e dos locais em que este processo, é mais intensa e muito importante para a exploração adequada dos recursos naturais. O uso de modelos como o RUSLE tem o potencial não apenas de quantificar esses processos erosivos mas também de identificar as áreas e os efeitos da ação antrópica que estejam potencializando tais danos ambientais, ao longo do tempo (Kinnell, 2010). É importante salientar que este modelo estima a erosão associada aos processos de erosão entressulco e em sulco não englobando, obviamente, outros processos erosivos que ocorrem nesta bacia, por exemplo, a erosão fluvial.
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GÊNESE DAS MUDANÇAS NO USO DA TERRA: UMA BREVE CONTEXTUALIZAÇÃO DO PROCESSO DE OCUPAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO NO USO DA TERRA NA AMAZÔNIA

GÊNESE DAS MUDANÇAS NO USO DA TERRA: UMA BREVE CONTEXTUALIZAÇÃO DO PROCESSO DE OCUPAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO NO USO DA TERRA NA AMAZÔNIA

Conforme já apontamos nas análises anteriores desse trabalho, mas que convém lembrar mais uma vez, que grande parte das mudanças no uso da terra de forma geral e em particular das matas ciliares da Amazônia têm relação direta com as questões explicitadas que envolvem o reordenamento do espaço segundo a lógica de produção e consumo capitalista dentro das mudanças nas relações sociais e econômicas. Essas mudanças propiciadoras de impactos ambientais, poluição, degradação da flora e fauna, além da destruição sem precedentes da biodiversidade da Amazônia é respaldada e acompanhada pelas novas necessidades do mercado (CARVALHO, 1996). Portanto, a discussão e a reflexão do modelo de uso da terra na Amazônia colocam em evidências formas de desenvolvimento econômico que é altamente inviável a logo prazo limitando os recursos naturais presentes nesses espaços para as futuras gerações.
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Conflitos de uso da terra na microbacia do São Bartolomeu - Viçosa, MG.

Conflitos de uso da terra na microbacia do São Bartolomeu - Viçosa, MG.

Neste trabalho realizou-se o mapeamento dos conflitos de uso da terra nos anos de 1987 e 2007, em uma microbacia situada no município de Viçosa, Minas Gerais. Foram usadas Ortofotos e imagens ortoretificadas do satélite Ikonos obtidas, respectivamente, em 1987 e 2007. Utilizando-se técnicas de fotointerpretação de imagens, foram mapeadas as áreas de nove classes de uso da terra, mediante interpretação visual em tela. Os mapas de uso da terra gerados foram cruzados com um mapa de Áreas de Preservação Permanentes (APP’s) para definir as áreas de uso indevido. Os resultados obtidos mostram que a classe classificada como pastagem ocupou em torno de 50% das APP’s nas duas datas avaliadas. As classes (agricultura e café) tiveram suas áreas de ocupação em APP’s ligeiramente aumentadas. Ao comparar as duas datas (1987 e 2007), todas as classes de uso da terra ocuparam mais de 30% das APP’s, evidenciando um aumento do uso indevido do solo.
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CAP_USO: uma ferramenta para auxiliar o planejamento do uso da terra.

CAP_USO: uma ferramenta para auxiliar o planejamento do uso da terra.

As classes de capacidade de uso da terra foram determinadas, pelo CAP_USO, pela análise das classes de declividade e os graus de restrição ao uso dos fatores limitantes considerados. Para casos de classes de solos em associações, a classe de capacidade de uso foi determinada, pelo sistema, considerando o primeiro solo, por este ser dominante. Foram adotadas as seguintes subclasses: e: limitações por risco de erosão (risco de erosão e mecanização); s: limitações relativas ao solo (pedregosidade, rochosidade, profundidade efetiva e disponibilidade de água); f: limitações relativas à fertilidade do solo (disponibilidade de nutrientes, toxidez por alumínio e fixação de fósforo); a: limitações por excesso de água (risco de inundação e drenagem interna); c: limitações climáticas (7)
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Reconstrução dos padrões de uso da terra na Amazônia, no período 1940-1995, para estudos climáticos e hidrológicos

Reconstrução dos padrões de uso da terra na Amazônia, no período 1940-1995, para estudos climáticos e hidrológicos

A ação do homem sobre o solo pode produzir alterações substanciais nos processos hidrológicos terrestres como: redução ou aumento das vazões médias, máximas e mínimas de uma bacia hidrológica, e alteração da qualidade da água [Tucci, 2002]. O desmatamento realizado para dar lugar às culturas agrícolas e pastagens aumenta o escoamento médio de uma bacia pela redução na evapotranspiração e infiltração. Estudos realizados em pequenas bacias (< 10 km 2 ) mostraram que a produção de escoamento superficial e da vazão geralmente aumenta tanto na estação seca quanto na chuvosa com o aumento do desmatamento e diminui com o reflorestamento [Bruijnzeel, 1990; Sahin e Hall, 1996], enquanto Costa et al. [2003] demonstraram que a vazão média anual do rio Tocantins em Porto Nacional (178.000 km 2 ) aumentou 24% após um aumento no uso agrícola na bacia. Também podem ser esperadas mudanças no fluxo biogeoquímico nas regiões onde as mudanças na cobertura e no uso da terra forem significativas [Brandes et al., 1996].
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RDS DO TUPÉ: MECANISMOS DA ECONOMIA AMBIENTAL, SOLIDÁRIA E DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL COMO ALTERNATIVA AO USO DA TERRA / Sustainable development reserve of Tupé

RDS DO TUPÉ: MECANISMOS DA ECONOMIA AMBIENTAL, SOLIDÁRIA E DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL COMO ALTERNATIVA AO USO DA TERRA / Sustainable development reserve of Tupé

Resumo: A demora na instituição de Plano de Manejo de Áreas na RDS do Tupé, bem como em outras Unidades de Conservação (UCs) de Uso Sustentável, é um entrave para a legalização de atividades econômicas que envolvam o uso da terra nestes territórios, o que ocasiona a incapacidade das populações residentes de proverem a autogestão destas unidades e por consequência acabam exercendo atividades de forma não regular, que em alguns casos são predatórias e vão contra os princípios de conservação preconizados nas UCs. Em tese uma alternativa ao uso da terra para prover a autossuficiência destas sociedades residentes em UCs de Uso Sustentável em consonância com os princípios da conservação é a instituição de uma rede de Empreendimentos Econômicos Solidários e Sustentáveis (EESS), utilizando mecanismos provindos da Economia Solidária, da Economia Ambiental e da Educação Ambiental. A partir de uma abordagem multimétodos foi possível caracterizar, em primeira via, os empreendimentos e sinalizar estudos posteriores para a viabilidade de instituição destes EESS em rede na Comunidade do Livramento.
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EMISSÕES DO SETOR DE MUDANÇA DE USO DA TERRA

EMISSÕES DO SETOR DE MUDANÇA DE USO DA TERRA

Nesse documento analisamos as estimativas de emissões do setor de Mudança de Uso da Terra (MUT) que foram geradas pelo Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG) para o período de 1990 a 2015. O projeto SEEG é uma iniciativa do Observatório do Clima (OC), uma rede de instituições da sociedade civil. As emis- sões do SEEG cobrem os setores Mudança de Uso da Terra, Agropecuária, Energia, Processos Industriais e Resíduos. O Imazon foi responsável por calcular as estimativas de emissões do setor MUT a partir das metodologias desenvolvidas pelo Painel Inter- governamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e pelo Ministério da Ciência, Tecno- logia, Inovações e Comunicações (MCTIC).
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A aptidão de uso da terra como base para o planejamento da utilização dos recursos naturais no município de São João do Polêsine - RS.

A aptidão de uso da terra como base para o planejamento da utilização dos recursos naturais no município de São João do Polêsine - RS.

A falta de conhecimento da aptidão de uso da terra e do planejamento adequado da sua utilização tem sido fato freqüente ocasionando impactos negativos ao meio ambiente. Neste sentido, os objetivos deste trabalho foram determinar a aptidão de uso, uso atual e os conflitos de uso da terra, visando contribuir para o planejamento racional dos recursos naturais no município de São João do Polêsine (SJP), RS. A análise ambiental foi efetuada através da integração de diferentes planos de informações como solos, relevo, hidrografia, aptidão agrícola, uso das terras e áreas de preservação permanente (APP). SJP apresenta mais de 50% de sua área destinada a atividades agropecuárias, 14,8% do município enquadra-se como APP, sendo a metade dessa área utilizada inadequadamente. Os principais problemas relacionam-se com a utilização inadequada dos seus recursos naturais, sem considerar a legislação ambiental e a aptidão das terras no processo de planejamento.
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Expansão canavieira e o uso da terra no estado de São Paulo.

Expansão canavieira e o uso da terra no estado de São Paulo.

Sobre o conflito pelo uso da terra decorrente da expansão canavieira em São Paulo – início dos anos 2000 –, Hoffmann (2006) sinalizou, no início desse processo, a preocupação com essa questão. O autor pondera que pode ocorrer a substituição de áreas destinadas à produção de alimentos por lavouras canaviei- ras, mas que se acredita que a grande expansão ocuparia, sobretudo, pastagens. Esse apontamento é, em parte, refutado por Lourenzani e Caldas (2014) em estudo para a região oeste paulista. Os aludidos autores demonstram que para aquela região do estado a expansão canavieira não está circunscrita apenas às pas- tagens, eles asseveram que tem ocorrido um movimento de expulsão de culturas alimentares e pecuária, chama atenção a conclusão dos autores sobre os reflexos negativos para com a agricultura familiar naquela região – redução da produção de alimentos.
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MAPEAMENTO DAS ÁREAS DE CONFLITO EXISTENTES ENTRE O USO DA TERRA E A LEGISLAÇÃO MUNICIPAL NO ENTORNO DO RESERVATÓRIO DE SALTO GRANDE (SP), ATRAVÉS DO USO DE GEOPROCESSAMENTO

MAPEAMENTO DAS ÁREAS DE CONFLITO EXISTENTES ENTRE O USO DA TERRA E A LEGISLAÇÃO MUNICIPAL NO ENTORNO DO RESERVATÓRIO DE SALTO GRANDE (SP), ATRAVÉS DO USO DE GEOPROCESSAMENTO

Para vislumbrar perspectivas de resolução no tocante ao levantamento das áreas de conflitos entre o atual uso da terra e o definido pela legislação, é preciso enxergar além da área propriamente delimitada para esta pesquisa, adentrando nos espaços que se encontram fragmentados dentro de um contexto territorial total no entorno do reservatório, como os espaços de produção industrial, os espaços de lazer, os espaços do ser e fazer político, econômico, social, educacional, ambiental, entre tantas outras interfaces da vida cotidiana. Não se trata aqui de compartimentar o estudo da área, mas sim de compreender como as partes estão relacionadas com o todo, ou como nos ensina Santos (1996, p. 74), quando a sociedade muda, o conjunto de suas funções muda em quantidade e qualidade (...) e a totalidade é o conjunto de todas as coisas e de todos os homens, em sua realidade, isto é, em suas relações, e em seu movimento.
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O SISTEMA DE CAPACIDADE DE USO DA TERRA COMO INSTRUMENTO PARA ANÁLISE DE AREA RURAL DEGRADADA

O SISTEMA DE CAPACIDADE DE USO DA TERRA COMO INSTRUMENTO PARA ANÁLISE DE AREA RURAL DEGRADADA

Neste trabalho avalia-se o sistema de capacidade de uso da terra como instrumento para análise de área rural degradada no Oeste Paulista. Para tanto, como objeto de estudo selecionou-se um conjunto de subbacias do ribeirão Areia Dourada, localizadas no Município de Marabá Paulista (SP), as quais se encontram totalmente antropizadas para uso agrícola, restando da mata nativa origináriaem menos de 1% de toda área. Nessas subbacias, seguindo os procedimentos apresentados por Lepsch et al. (1983), foram mapeadas os declives, as características pedológicas (profundidade, textura e permeabilidade), as formas erosivas lineares (sulco, ravina e voçoroca), e a partir desses mapeamentos elaborou-se a carta de capacidade de uso das terras. Avaliou-se esse zoneamentoda capacidade de uso a partir da dinâmica erosiva e do uso e cobertura superficial da terra, de maneira a identificar suas limitações e potencialidades. Como resultado, constatou-se que apenas no limite de cada propriedade privada não se faz possível o entendimento sistêmico da problemática erosiva, limitando o zoneamento à localização das formas, quando se faz necessário considerar a conectividade entre os processosnos distintos níveis topográficos, bem como a necessidade de avaliar outros elementos, como geologia e formas de relevo, para melhor adequação do zoneamentoàs características e problemática do universo estudado.
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Caracterização do meio físico e monitoramento do uso da terra em 1985 e 2005 do município de Araxá -MG.

Caracterização do meio físico e monitoramento do uso da terra em 1985 e 2005 do município de Araxá -MG.

O presente trabalho teve como objetivo realizar um levantamento do meio físico do município de Araxá – MG, utilizando técnicas de Geoprocessamento, bem como avaliar a evolução ocorrida no uso da terra em dois períodos distintos: 1985 e 2005. O município de Araxá está localizado na Macrorregião do Alto Paranaíba no Estado de Minas Gerais. Para a realização do trabalho, foram utilizadas folhas topográficas, mapeamento geomorfológico e imagens dos satélites TM/Landsat 5 de 1985 e CCD/CBERS 2 de 2005. O levantamento do meio físico foi realizado a partir dos temas curvas de nível, drenagem e limites do município, que possibilitaram elaborar os mapas temáticos de declividade do terreno, hipsometria, geomorfologia e uso da terra (1985 e 2005).Os mapas temáticos foram elaborados utilizando o software IDRISI, que possibilitou também a avaliação de áreas. Na maior parte do município, predominam as declividades superiores a 8%. O grau de entalhamento dos vales varia de fraco a forte e a dimensão interfluvial varia de média a pequena. Há um predomínio das altitudes entre 900 e 1200m. Foram identificadas e mapeadas 11 categorias de uso da terra.
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Mapeamento semidetalhado do uso da terra do Bioma Cerrado.

Mapeamento semidetalhado do uso da terra do Bioma Cerrado.

As duas classes mais representativas de uso da terra, isto é, as pastagens cultivadas e as culturas agrícolas, ocuparam 26,5 e 10,5% do Cerrado, respectivamente, e apresentaram distribuição espacial bastante heterogênea na região de estudo (Tabela 1). As áreas mais extensas de uso da terra foram encontradas na porção sul, enquanto a maior parte da vegetação natural localizou- se na porção norte (Figura 1). Esse retrato é fruto do próprio histórico de ocupação das terras do Brasil. A ocupação do Cerrado iniciou-se na década de 1920, quando a indústria de café estava em plena atividade, principalmente no Estado de São Paulo. Mais tarde, com o esgotamento de terras férteis do Sul e Sudeste do Brasil e com o crescimento populacional, o governo de Getúlio Vargas (1930-1945) promoveu um incentivo à ocupação do sul do Estado de Goiás, por meio de fornecimento de subsídios e assistência técnica aos pecuaristas interessados (Klink & Moreira, 2002). A porção norte mostrou-se relativamente preservada por causa das dificuldades de acesso e pela maior distância dos grandes centros urbanos e consumidores.
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Conectando florestas e primatas: as mudanças no uso da terra para a conservação do...

Conectando florestas e primatas: as mudanças no uso da terra para a conservação do...

Para diversos autores a Terra está entrando em uma nova Era, o Antropoceno, caracterizada por impactos globais significantes causados principalmente por atividades humanas (STEFFEN et al. 2011; VINCE, 2011). A perda de biodiversidade, a degradação dos ecossistemas e as mudanças climáticas são bons exemplos desses impactos (WU, 2013). No século XX houve perda acelerada da biodiversidade, principalmente nas regiões tropicais, devido ao crescimento demográfico e à intensificação do uso da terra. A drástica redução no número de espécies utilizadas pela sociedade industrial moderna aumentou os riscos sociais e econômicos (YOUNÉS; GARAY, 2006). As transformações sociais e culturais importantes ocorridas nas últimas décadas, tais como o êxodo rural, a explosão demográfica nos grandes centros urbanos, o empobrecimento da população no campo, o acelerado processo de mecanização, a utilização de insumos químicos, o melhoramento e alteração genética de cultivares na agricultura e a crescente degradação ambiental contribuíram para esta crise ambiental (ABRAMOVAY, 2003).
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Modelagem e avaliação de fenômenos relacionados ao uso da terra no Brasil

Modelagem e avaliação de fenômenos relacionados ao uso da terra no Brasil

Trabalhos que utilizaram modelagem EGC com algum tratamento do uso da terra para o Brasil também foram encontrados. O potencial de aplicação desta modelagem para o Brasil é elevado, uma vez que o País possui uma estrutura espacial heterogênea de produção agrícola, com reflexo sobre a disponibilidade de terra e possibilidades de conversão. No entanto, nos trabalhos observados para o Brasil não houve tratamento detalhado do uso da terra, em termos de definição de diferentes tipos de uso na especificação da demanda e oferta de terra e, consequentemente, do relacionamento entre estas. O trabalho realizado de maior abrangência neste sentido foi o de Cattaneo (2001). Neste trabalho, foi desenvolvido um modelo EGC para avaliar os impactos sobre o desmatamento na Amazônia de mudanças na taxa de câmbio, impostos agrícolas, construção de rodovias, posse da terra e mudanças tecnológicas na agropecuária. O modelo possuía informações desagregadas para quatro regiões do Brasil — Amazônia, Centro-Oeste, Nordeste e Resto do Brasil — e cinco setores, produtores de dezenove produtos agrícolas. Cada produto utilizava um tipo específico de terra: i) arável; ii) de pastagem; e/ou iii) de floresta. A terra foi utilizada como fator primário na produção de bens agrícolas, sendo os preços da terra determinados pelo retorno da terra agrícola. O trabalho assumiu que o sistema de transformação e conversão da terra seguia um processo de Markov estacionário de primeira ordem (BAKER, 1989). Assim, o resultado deste procedimento foi utilizado para alimentar o modelo EGC. 28
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Uso da terra em uma porção da microbacia do Rio Dourados

Uso da terra em uma porção da microbacia do Rio Dourados

Este trabalho objetivou identificar os conflitos entre o uso atual e a aptidão agrícola das terras por meio de técnicas de geoprocessamento em uma porção da microbacia hidrográfica do rio Dou- rados, no Estado de Mato Grosso do Sul. O mapa de uso agrícola atual foi obtido por meio de um satélite LANDSAT 5, equipado com o sensor Thematic Mapper. A extração de informação em imagens de satélite para reconhecer padrões e objetos homogêneos deu-se por meio de um classificador mul- tiespectral “pixel a pixel” máxima verossimilhança (MAXVER), a qual utilizou apenas a informação espectral isoladamente de cada pixel para estabelecer regiões homogêneas. As classes criadas foram: água, área úmida, cana-de-açúcar, lavoura, mata, pastagem e solo exposto. A classificação da ima- gem deu-se pelo método semiautomático (supervisionado), com o classificador por região Bhattacha- rya. Para avaliar os “conflitos” de uso da terra na área escolhida efetuou-se a sobreposição do mapa de classes de aptidão agrícola das terras no mapa de uso atual das terras oriundo da classificação da imagem por meio do SIG após definição dos grupos de aptidão agrícola das terras. Na porção estu- dada da microbacia do rio Dourados observou-se um conflito entre o uso atual e a aptidão agrícola das terras de 22%, contendo as pastagens o maior valor percentual de conflito, embora essas tenham ocupado na área total menor valor percentual do que lavouras e cultivo de cana-de-açúcar.
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A importância das áreas ripárias para a sustentabilidade hidrológica do uso da terra em microbacias hidrográficas.

A importância das áreas ripárias para a sustentabilidade hidrológica do uso da terra em microbacias hidrográficas.

Zonas ripárias são áreas de saturação hídrica, permanente ou temporária, cuja principal função é a proteção dos recursos hídricos de uma microbacia. Essa pesquisa comparou a adequação do uso do solo de dois cenários de planejamento agrícola de uma microbacia: o cenário convencional, representando o método usualmente empregado, que apenas considera as clas- ses de capacidade de uso da terra, e o cenário hidrológico, que inclui a delimitação e avaliação das zonas ripárias. Um estudo de caso foi realizado na Microbacia do Ribeirão São João (3.656 ha), no município de Mineiros do Tietê (São Paulo, Brasil). Mapas de Classe de Capacidade de Uso da Terra e de Adequação do Uso do Solo foram elaborados, utilizando o Sistema de Informação Geográfica (SIG), para a construção dos cenários convencional e do proposto. Excluindo a Área de Preservação Permanente (APP), o cenário convencional indicou que 59,0% da área destinada à agricultura está adequadamente utilizada, 28,2% está subutilizada e 2,6% está sobreutilizada. O cenário proposto ou hidrológico, com inclusão da identificação da zona ripária (24,9% da microbacia) mostrou que muitas áreas que, no cenário convencional, possuem pouca restrição para o cultivo intensivo, como as classes II e III, são zonas ripárias, de sensibilidade hidrológica. Existem dentro dos limites da zona ripária 38,9% de classe de capacidade de uso III e 49,5% de classe IV. O planejador, desconsiderando a zona ripária, pode colocar em risco áreas vitais que, se degradadas, representam danos para a saúde e resiliência da microbacia.
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Uso da terra e atributos de solos do estado do Rio Grande do Sul.

Uso da terra e atributos de solos do estado do Rio Grande do Sul.

Para a coleta de amostras de solo foram escolhidas 78 glebas com sistemas de uso e manejo da terra (denominados “tipos de uso”) praticados há pelo menos cinco anos e que contemplam oito diferentes situações, a saber: (1) olericultura (incluindo morango) em sistema de produção orgânico, com 10 glebas amostradas; (2) olericultura (incluindo morango) em sistema de produção convencional, com 10 glebas amostradas; (3) fruticultura em sistema de produção orgânico, com 7 glebas amostradas; (4) fruticultura em sistema de produção convencional, com 8 glebas amostradas; (5) lavoura (culturas anuais em geral) em sistema de produção orgânico, com 13 glebas amostradas; (6) lavoura em sistema de produção convencional, com 9 glebas amostradas; (7) viticultura em sistema de produção orgânico, com 10 glebas amostradas. Além desses tipos de uso áreas com mata nativa, sem inluência humana há pelo menos 20 anos, em número de 11, também foram utilizadas para amostragem sendo referidas como o tipo de uso (8). As glebas utilizadas apresentavam, como características gerais, extensão variando de 0,2 a 1,5 ha, com declividade entre 8 e 20%. Os solos apresentam teor mínimo de argila de 200 g kg -1 .
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COMPARAÇÃO FOTOINTERPRETATIVA ENTRE AEROFOTO E IMAGEM DE SATÉLITE.

COMPARAÇÃO FOTOINTERPRETATIVA ENTRE AEROFOTO E IMAGEM DE SATÉLITE.

Este estudo objetivou avaliar o uso de diferentes metodologias na determinação do uso e ocupação da terra utilizando aerofotos digitais, com resolução espacial de 1 m (cenário 01) e imagens de satélite, com resolução espacial de 0,5 m (cenário 02), fotointerpretadas em tela, na escala cartográfica de 1:2.000, da bacia hidrográfica do córrego Horizonte, Alegre-ES. Utilizaram-se os índices de desempenho global e índice Kappa para determinação do erro médio entre os cenários e teste t a 5 % de probabilidade para avaliar o grau de significância no processo de fotointerpretação entre os cenários 01 e 02. Foram identificadas 27 classes de uso da terra para os cenários 01 e 02. As classes de pastagem (599,62 e 442,43 ha) e fragmento florestal (319,45 e 258,07 ha) respectivamente, ocupando maiores áreas nos dois cenários, compondo 69,80 % para o cenário 01 e 53,04 % para o cenário 02 das áreas totais. Verificou-se uma variação positiva do DG em 6,67 % do cenário 01 em relação ao cenário 02. Entretanto o K demonstra que o cenário 02 possui uma menor taxa entre os erros de omissão e comissão em 2,09 %, não apresentado significância pela análise estatística em nível de 5 % pelo teste t.
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