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Verbos de trajetória do PB: uma descrição sintático-semântica

Verbos de trajetória do PB: uma descrição sintático-semântica

Este artigo apresenta uma ampla análise sintático-semântica dos verbos de movimento do português brasileiro (PB). Mais especificamente, classificamos 202 verbos que denotam trajetória, ou seja, verbos que acarretam um movimento de um ponto determinado para outro. Primeiramente, classificamos os verbos de acordo com as propriedades temáticas que eles apresentam. Para essa análise, usamos as propostas de Cançado (2003a, 2005) sobre propriedades dos papéis temáticos. Essa classificação nos levou a seis diferentes classes de verbos de trajetória para o PB. Cada classe apresenta propriedades sintáticas e semânticas específicas. As propriedades sintáticas analisadas foram deslocamento e apagamento de argumentos. As propriedades semânticas analisadas foram as relações de sentido entre os argumentos e as relações conhecidas como “aksionsart” (acionais) das sentenças investigadas. Propomos uma delimitação entre o locativo do predicador e o locativo do evento. E, ainda, traçamos um quadro comparativo entre as diferentes propriedades sintáticas e semânticas apresentadas pelas classes delimitadas.
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Categorias funcionais e lexicais no licenciamento de verbos de trajetória : o caso do verbo ‘ir’

Categorias funcionais e lexicais no licenciamento de verbos de trajetória : o caso do verbo ‘ir’

Esta tese tem por objetivo investigar o licenciamento da estrutura argumental dos verbos de movimento direcional, considerando em particular o caso do verbo ‘ir’. Adotando como base teórica o gerativismo de Chomsky, na versão do Programa Minimalista, a hipótese de trabalho é a de que os argumentos são licenciados por categorias lexicais e funcionais, projetadas na estrutura do evento/ da oração. Inicialmente buscamos caracterizar sintática e semanticamente os verbos de movimento direcional prototípicos (‘ir/vir’, ‘chegar/partir’, ‘entrar/sair’), a fim de verificar se esses verbos constituem uma classe homogênea em português. Partimos da hipótese de que o verbo ‘ir’ de movimento direcional é um verbo inacusativo biargumental por apresentar em sua estrutura canônica, além do originador do evento, o argumento Locativo, este último associado à denotação da trejetória, na projeção sintática do aspecto lexical. Considerando primordialmente Jackendoff (1983), Talmy (1983, 2000), Tenny (1987), Morimoto (2001), Ramchand (2005, 2008), Fábregas (2007), assumimos a relação entre o aspecto lexical e a realização sintática dos argumentos. Propomos ainda que o argumento Locativo pode ser omitido na presença de categorias associadas ao aspecto gramatical, seja pelo uso do pretérito perfeito, seja pela ocorrência de advérbios aspectuais (como já). Seguindo Ramchand (2008), assumimos que a decomposição do evento é determinada pelas noções de causação e telicidade, com a projeção dos núcleos funcionais <iniciador, processo, resultado>, aos quais são associados os papéis primitivos INICIATOR, URDERGOER e RESULTEE, admitindo-se ainda a projeção de sintagmas remáticos encaixados. No caso dos verbos de movimento direcional, o PP remático locativo (obrigatório) é inserido na estrutura do evento, projetando uma estrutura definida pelos núcleos funcionais PlaceP e PathP. Considerando os dados com o verbo de movimento direcional ‘ir’, propusemos que os níveis internos do PP, com seus traços semânticos, entram em articulação sintática com os núcleos <inic, proc, res>, no caso de predicados como ‘ir para o mercado', e <inic, proc>, no caso de predicados como 'ir pela praia'. No primeiro caso, é a relação com o núcleo ‘res’ na projeção <inic, proc, res> que permite o uso do PP remático introduzido pela preposição não direcional 'em', no PB, com função delimitadora. Finalmente, nessa configuração, é possível analisar o alçamento do Locativo à posição de sujeito, como em Essa rua vai fácil, a qual interage com a condição de bi-argumentalidade na estrutura interna do VP para o argumento alçado, conforme postulado por Munhoz; Naves 2012.
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UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA INSTITUTO DE LETRAS DEPARTAMENTO DE LINGUÍSTICA, PORTUGUÊS E LÍNGUAS CLÁSSICAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LINGUÍSTICA

UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA INSTITUTO DE LETRAS DEPARTAMENTO DE LINGUÍSTICA, PORTUGUÊS E LÍNGUAS CLÁSSICAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LINGUÍSTICA

O primeiro teste foi elaborado com o objetivo de verificar se há uma intuição compartilhada pelos estudantes acerca da necessidade do preenchimento de um argumento locativo de verbos de trajetória em sentenças com estrutura canônica, sem a interação com outros fatores contextuais. Nesse caso, evitamos a inserção da negação, de advérbios, determinantes ou de outras sentenças que pudessem interferir nas propriedades aspectuais do predicado; deixando apenas a estrutura “sujeito + verbo + complemento”, sendo o locativo na posição de complemento deliberadamente apagado. Esse teste consistiu em submeter ao julgamento de aceitabilidade dos colaboradores 15 sentenças com verbos de trajetória sem o argumento locativo (sentenças alvo) e outras 15 sentenças com verbos que não implicam trajetória (sentenças distratoras), conforme consta no modelo anexado ao final da dissertação. Dentre as sentenças distratoras, 9 são formadas por verbos transitivos que têm seu objeto direto apagado propositadamente e 6 são formadas por verbos intransitivos, de forma que há sentenças distratoras notadamente gramaticais e outras agramaticais, que serviram como fator de descarte para selecionar os testes válidos.
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Os verbos de movimento no português brasileiro

Os verbos de movimento no português brasileiro

semânticas e seus comportamentos sintáticos devem ser mais bem estudados. Em segundo lugar, não encontramos trabalhos no PB cujo objetivo seja descrever os diferentes tipos de verbos de movimento dessa língua. Há trabalhos como os de Amaral (2010) e de Menuzzi e Ribeiro (2011), que tratam dos verbos do tipo girar, e como o de Amaral (2013), que descreve os verbos do tipo correr. No entanto, ainda existem os verbos do tipo chegar e do tipo lançar que não são analisados pela autora. Além disso, as duas classes propostas por Amaral (2010, 2013) são abordadas de forma isolada, não havendo uma discussão acerca do papel da propriedade semântica movimento em suas respectivas representações lexicais. Quanto aos verbos de trajetória, temos os trabalhos de Corrêa (2005) e de Souto (2014). Contudo, a divisão em classes proposta no primeiro não parte do pressuposto de que devem constituir uma classe apenas verbos que apresentam as mesmas propriedades semânticas e os mesmos comportamentos sintáticos, direção que assumimos neste trabalho. Por exemplo, a autora agrupa em uma mesma classe os verbos sentar, aterrissar e colocar. Porém, eles não se comportam da mesma forma do ponto de vista sintático. Enquanto aterrissar e sentar apresentam tanto uma forma transitiva quanto uma intransitiva (o piloto aterrissou o avião/ o avião aterrissou; a mãe sentou o menino na mesa/ o menino sentou na mesa), o mesmo não ocorre para colocar (o professor colocou o livro na mesa/ *o livro colocou na mesa). Já o segundo trabalho foca na descrição sintática apenas do verbo ir, além de não propor uma representação semântica para a classe.
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Marcação de aspecto gramatical nos verbos de ligação:  uma análise morfológica

Marcação de aspecto gramatical nos verbos de ligação: uma análise morfológica

Nos tempos pretérito perfeito e mais-que-perfeito, ambos marcadores de aspecto perfectivo, observam-se as VT -e- (apenas na primeira pessoa do singular do PPI), -a- (ocorrência em quatro vozes verbais do PPI e, também, em quatro vozes do P+QPI), -o- (apenas na terceira pessoa do singular do PPI) e -á- (ocorrência em duas vozes verbais do P+QPI). Na análise das VT do verbo “continuar”, é perceptível como a alomorfia pode ser classificada: verificam-se diversas variações, diversos alomorfes, da VT -a-. Em relação à DMTA, no tempo PPI, há -Ø- para todas as vozes verbais, com exceção da terceira pessoa do plural, em que há o morfema -ra-. No tempo P+QPI, os morfemas -ra- e -re-, sendo este um alomorfe de -ra-, expressam as noções de tempo perfeito, modo indicativo e aspecto perfectivo — ao codificar a noção de ação já finalizada. Aqui, a DNP também — como esperado — não diverge do canônico para desinências número-pessoais de verbos regulares terminados em -ar.
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Conhecendo o computador e Passado Simples 08 09 15

Conhecendo o computador e Passado Simples 08 09 15

Primeiramente iremos estudar o Simple Past dos verbos regulares que, de um modo geral, é formado acrescentando -d ou - ed ao infinitivo dos verbos.. Observe a tabela abaixo:.[r]

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Caso e concordância em Língua de Sinais Brasileira: Investigando verbos de concordância regular e verbos de concordância reversa

Caso e concordância em Língua de Sinais Brasileira: Investigando verbos de concordância regular e verbos de concordância reversa

Quanto à ordem inversa da concordância, o modelo proposto atribui à linearização em PF a tarefa de manter sempre o afixo de concordância que se refere ao argumento fonte à esquerda do verbo e o afixo referente ao argumento alvo à direita do verbo. Um problema para essa proposta é que, de acordo com a própria autora, a derivação sintática não leva em consideração as relações do tipo fonte-alvo que se estabelecem na LCS, apenas o segundo tier AFF. Então fica a pergunta: como a linearização em PF, que opera sobre o produto da derivação sintática, ou seja, sobre a estrutura hierárquica gerada durante a derivação, pode ter acesso a traços que foram atribuídos na LCS e que não foram computados na sintaxe? Ou seja, como explicar que a linearização de duas estruturas sintáticas idênticas (a dos verbos com concordância regular e a dos verbos com concordância reversa) resultem em padrões de afixação opostos?
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1. INTRODUÇÃO - Apostilas de Grego Bíblico - Os Guardiões da Verdade

1. INTRODUÇÃO - Apostilas de Grego Bíblico - Os Guardiões da Verdade

OBSERVAÇÕES: A) Em geral, o futuro de um verbo não pode ser formado por nenhuma regra, cada verbo deve ser olhado no léxico, devido ao grande número de irregularidades; B) A grande irregularidade na formação dos sistemas e a regularidade na conjugação de um tempo dentro do sistema, pode ser ilustrado na comparação destes dois verbos: Presente = +534 %/! (dep.) – Futuro = +'3 ( +'! 4 +'! ), +'! ( +'! ); C) Ao fazer uma tradução é necessário procurar identificar o radical do Sistema Presente, para procurar o significado num léxico – ex: 3 pode ser 34 34 ou /3, porém ao procurar no léxico descobre-se que o segundo é correto; D) Ao procurar identificar verbos compostos é necessário desassociar a preposição antes de procurar no léxico – ex:
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A Estrutura Argumental Preferida de Cláusulas Hipotáticas Circunstanciais Temporais 'desgarradas' em 'memes quando'

A Estrutura Argumental Preferida de Cláusulas Hipotáticas Circunstanciais Temporais 'desgarradas' em 'memes quando'

Os resultados gerais das 100 ocorrências localizadas apontaram para predominância de ordenação SV(O) e uso de verbos de estado ou ação (com tendência mais forte para o último tipo) no Presente do Indicativo e confirmação parcial da EAP. No que diz respeito às tipologias verbais analisadas (V2, V1~e e V1e), os traços identificados foram os seguintes: Sujeito de V2 = [pronominal, pré, dado]; Objeto de V2 = [lexical, pós, novo]; Sujeito de V1e = [lexical/pronominal, pré, dado/novo]; Sujeito de V1~e = [lexical/pronominal, pré, novo]. Desse modo, percebemos que essas Temporais desgarradas constituem um tipo especial de construção no que diz respeito à manifestação do sujeito, já que houve embate entre sujeitos lexicais novos e pronominais dados. Logo, entendemos que, nessas construções, verbos V2 tendem a focalizar participantes da interação, referentes pronominalizados e dados; já V1e e V1~e tendem a focalizar participantes da interação ou externos a ela (pronominais ou lexicais, dados ou novos), ainda que V1~e tenha apresentado maior tendência em apresentar sujeitos novos, confirmando a EAP.
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Conseqüências sintáticas e semânticas das relações de possessão em espanhol e na...

Conseqüências sintáticas e semânticas das relações de possessão em espanhol e na...

No entanto, esse conteúdo semântico também foi manifestado por estruturas que, segundo Cano (1987:50-53) podem ser consideradas como formas lexicalizadas de uma seqüência com o verbo [hacer] e um SN ou um SAdj: [hacerse daño] = [dañarse], [hacerse rasguños] = [rasguñarse], [hacer mención de algo] = [mencionar algo], etc. Essas seqüências podem gerar um verbo transitivo. O autor afirma que, na maioria dos casos, a seqüência com o verbo [hacer] é um verdadeiro grupo verbal ou lexía verbal compleja, que, semanticamente, equivale a uma unidade léxica verbal. Portanto, a seqüência sintagmática com hacer parece a decomposição léxica dos elementos semânticos que constituem muitos verbos da língua espanhola (como mencionar algo, coleccionar algo, entregar algo, usar algo, presionar algo, comentar algo, proponer algo, prometer algo, acompañar a alguien, visitar a alguien, etc.).
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Morfofonêmica e morfossintaxe do Maxakalí

Morfofonêmica e morfossintaxe do Maxakalí

Os termos inacusatividade e inergatividade têm, segundo Butt (2007), sua gênese em Fillmore (1968). Embora tais termos não tenham sido propostos por ele, Fillmore dividiu os verbos intransitivos em dois grupos distintos, de acordo com as características semânticas do seu único argumento: verbos com argumentos subjetivos são agentivos e verbos com argumentos objetivos são inativos. Essa generalização possivelmente proporcionou mais tarde a criação da Hipótese Inacusativa (1978/1986). Anunciada por Perlmutter (1978), e mais tarde adaptada por Burzio (1986) no âmbito da teoria gerativa de Regência e Ligação, a Hipótese Inacusativa divide os verbos denominados tradicionalmente como intransitivos em dois grupos distintos: verbos inacusativos e verbos inergativos 1 . Os dois grupos de verbos monoargumentais têm estruturas sintáticas profundas distintas: verbos inacusativos possuem seu único argumento na posição de objeto, enquanto verbos inergativos 2
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A Formação de Verbos no Português de Angola

A Formação de Verbos no Português de Angola

No ponto seguinte apresentarei os gráficos que ilustrarão que, quer no PA, quer no PE, é predominante o sufixo –izar em relação ao sufixo verbalizador –ificar. Em relação à prefixação, verifica-se um índice maior da prefixação em des-, seguida da prefixação em re-. A predominância destes prefixos é visível e verificável nas duas variedades do português. Como já tem vindo a ser referido por muitos gramáticos, o sufixo –ar, concorrente à formação dos verbos da primeira conjugação tem maior rentabilidade. Todavia, convém sublinhar, na linha de Caetano (2003: 172), que não podemos esquecer que a produtividade de um sufixo é sobretudo avaliada pela sua disponibilidade no sistema, o que lhe permite participar no processo de formação de novas palavras. O sufixo –ar é também muito frequente na formação de verbos utilizados na gíria ou no calão. Nas fontes utilizadas, encontraram-se igualmente, verbos como chular (extorquir por perfídia os bens de alguém, geralmente dinheiro), bazar (ir-se embora, ir), kizombar (dançar kizomba), marimbar (tocar marimba ou desleixar-se, não fazer caso de), makumbar (fazer makumba, enfeitiçar), todos eles pertencentes a um tipo de linguagem, às vezes considerados calão, mas que na conversação coloquial são usados muito significativamente.
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Construções associativas

Construções associativas

Os verbos de estado construídos com sujeito experimentador não admitem CONJ nem CO (cf. * Leo e Rosa gostam de maçã juntos /Leo gosta de maçã com.. Rosa); os verbos de estado locativo[r]

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Valência dos verbos de derramamento em português

Valência dos verbos de derramamento em português

A valência dos verbos de derramamento apresentada na seção anterior também nos leva a fazer afirmações acerca do uso dos papéis temáticos. Seis papéis temáticos ocorreram com os constituintes das sentenças analisadas: Agente, Paciente, Tema, Fonte, Meta e Trajetória, os quais foram definidos na seção 5.5. Desses papéis temáticos, alguns foram mais utilizados do que outros. O papel temático Paciente, por exemplo, só ocorreu uma única vez, com o verbo vazar significando “abrir vão” na Construção Transitiva (C1), os SNs de todas as demais construções possuem papel temático Tema. Acreditamos que isso se deve ao fato de os verbos de derramamento descreverem um movimento, isto é, o deslocamento de uma substância de caráter fluido, o que faz com que o papel temático Tema seja selecionado mais frequentemente do que o Paciente, tão frequente com outros verbos.
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Aquisição dos verbos irregulares do Português Brasileiro

Aquisição dos verbos irregulares do Português Brasileiro

A frequência verbal, portanto, foi fator que se mostrou de particular relevância às nossas análises. Nesse contexto, os dados evidenciam que a regularização se dá, de forma prevalente, em se tratando dos verbos menos frequentes no input linguístico dos informantes, conforme já apontava a pesquisa de Andersen (2008). A autora defende que há uma correlação positiva entre a frequência do input e a aquisição da linguagem, considerando que as palavras de alta ocorrência são reconhecidas mais rapidamente e com melhor precisão do que as palavras de baixa frequência. A seguir, no Quadro (1), apresentamos a listagem de frequência verbal, apontada pela autora:
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Relações de herança das construções de posse: extensões de sentido entre construções com verbos plenos e construções de sentimento com verbos leves

Relações de herança das construções de posse: extensões de sentido entre construções com verbos plenos e construções de sentimento com verbos leves

Propõe-se que a construção de posse material 1 motivou a construção de posse abstrata 1, que, por sua vez, motivou a construção de posse abstrata 2. As três construções apresentam relações de herança, porque são idênticas sintaticamente e apresentam os mesmos verbos, que ora funcionam como plenos e ora funcionam como leves. Considerou-se como construção motivadora a CVP, pois, historicamente, os verbos que integram essa construção ocorrem primeiro com esse sentido. Assim, pode-se verificar um link de polissemia entre as construções de posse material 1 e de posse abstrata 1, já que elas apresentam os mesmos papéis participantes, que são os papéis licenciados pelo verbo, e os mesmos papéis argumentos, que são projetados pela construção. Há uma pequena diferença entre elas, pois, no primeiro caso, ocorre a posse efetiva de um objeto e, no segundo caso, a posse é abstrata, já que se trata de uma pessoa nas construções de posse abstrata 1. Também se mostrou, por meio das figuras 02 e 03, que há um link de extensão metafórica entre as construções de posse abstrata 1 e 2, haja vista que a configuração semântica é diferente. Nesse caso, o papel argumento possuidor foi mapeado como um experienciador e o possuído como um causador de experiência (estado) na figura 03, pois, ao ter a posse de um sentimento, o sujeito torna-se um experienciador.
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O PERCURSO DE GRAMATICALIZAÇÃO DOS VERBOS INDICADORES DE CESSAMENTO

O PERCURSO DE GRAMATICALIZAÇÃO DOS VERBOS INDICADORES DE CESSAMENTO

Sintaticamente, observou-se que o uso lexical dos verbos em análise coexiste com seu uso gramatical. Unem-se a um verbo de base e funcionam como morfemas gramaticais deste, o que comprova o caráter auxiliar dos verbos largar, deixar, parar, acabar. Para se testarem estágios de percurso de gramaticalização dos itens, utilizaram-se os critérios propostos por Longo e Campos (2002) inseparabilidade, irreversibilidade, esvaziamento semântico, recursividade e perda das características sintáticas para análise do fenômeno em foco. Concluiu-se que tais verbos possuem alto grau de gramaticalidade, observando-se que, embora todos, possam exibir um alto grau de gramaticalidade, “acabar” poderia ser considerado o “mais gramaticalizado” desse grupo, pois atende a todos os critérios de análise.
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A configuração argumental dos verbos dicendi na conversação

A configuração argumental dos verbos dicendi na conversação

No tocante à marcação das estruturas argumentais dos verbos dicendi, temos que as EA não marcadas são aquelas que se organizam como S+V+que+ODo, S+V+:+ODo e S+VDØ+ODo, por causa de sua alta frequência e menor complexidade estrutural e cognitiva. Em comum, essas estruturas têm elíptico o argumento da oração matriz a quem algo é dito e a presença de somente um objeto direto oracional. Por outro lado, as EA marcadas são as tidas, inicialmente, como prototípicas: S+V+OI+:+ODo e S+V+OI+que+ODo. Ou seja, aquelas em que os argumentos internos OD e OI da oração matriz são explicitados. São marcadas por causa de sua baixa frequência, maior complexidade estrutural e, consecutivamente, maior complexidade cognitiva. São marcadas, também, as EA organizadas na ordem não linear, com o DR topicalizado e o VD posposto, como nas estruturas SN+:+S+V, ODo+V+S, ODo+S+V, SN+que+S+V, OD¹+OD²+OD³+S+V. Além da complexidade estrutural, outro fator importante na classificação dessas estruturas como marcadas é a frequência com que elas ocorrem: têm baixa representatividade no corpus, como apresentado na análise.
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Educar e aprender: dois verbos um só processo

Educar e aprender: dois verbos um só processo

0471 - EDUCAR E APRENDER: DOIS VERBOS UM SÓ PROCESSO - Lilian Thiago Montanha (FCL, UNESP, Assis), Bárbara Caires de Souza (FCL, UNESP, Assis), Cleyton Monteiro (FCL, UNESP, Assis), Bruna Andrade Rocha (FCL, UNESP, Assis), Ciro Monteiro (FCL, UNESP, Assis), José Paulo Diniz (FCL, UNESP, Assis), Renato Yoshio Arai (FCL, UNESP, Assis), Tiago Souza (FCL, UNESP, Assis), Eduardo Galhardo (FCL, UNESP, Assis), Antonio Castilho (FCL, UNESP, Assis) - lilian.montanha@bol.com.br.

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Valência dos verbos de conhecimento do português brasileiro

Valência dos verbos de conhecimento do português brasileiro

Perini (em elaboração) critica essa separação de acordo com o sentido dos verbos. Para o autor, é interessante, a priori, contar os verbos em termos morfossintáticos para que não se tenha que distinguir acepções sem ter certeza de que são necessariamente sentidos diferentes. Ou seja, o critério morfossintático é o mais seguro para que não se multiplique entradas lexicais somente pela impressão de que sentidos diferentes são veiculados. Além disso, a posição de Perini permite o relacionamento entre conceito e imagem acústica. Por exemplo, ao ouvir um verbo como correr, em um primeiro momento o receptor não pode saber de que acepção se trata, e precisa ter todas presentes para eventual uso. Se a frase for eu corri um grande risco, uma das acepções será realizada; se for eu corri 4 km, será outra. Assim, Perini prefere falar de apenas um verbo correr, que em um segundo momento apresenta diversas acepções – que podem ter valências distintas.
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