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Adolescência e vida sexual: análise do início da vida sexual de adolescentes residentes...

Adolescência e vida sexual: análise do início da vida sexual de adolescentes residentes...

Homens e mulheres têm iniciado sua vida sexual, em grande parte, na adolescência e de formas um tanto diferenciadas. As práticas sexuais, nessa fase, têm sido descritas como dinâmicas e em constantes transformações, sendo que seus perfis podem acarretar impacto importante na vida reprodutiva dos adolescentes. Com o intuito de analisar o início da vida sexual de adolescentes, foram realizadas entrevistas domiciliárias com 383 homens e mulheres, não unidos, de 15 a 19 anos de idade, matriculados em uma unidade básica de saúde da família da zona leste do município de São Paulo, correspondendo a uma amostra representativa dos indivíduos deste grupo etário. A análise de regressão logística múltipla identificou como variáveis associadas ao início da vida sexual de adolescentes do sexo masculino a idade, a situação de estudo, a idade materna no primeiro filho, a concordância materna de que adolescentes tenham vida sexual, o fato de que o pai gostaria que seu filho iniciasse a vida sexual independentemente do casamento, o namoro anterior e o namoro atual. Por sua vez, as variáveis associadas ao início da vida sexual entre adolescentes do sexo feminino foram a idade, o tipo de domicílio, o namoro anterior, o namoro atual e a presença de irmão(ã) que tenha vivenciado uma gestação previamente à união. Entre os 164 adolescentes com experiência sexual, foi observada uma convergência na idade em que homens e mulheres tiveram a primeira relação sexual (mediana de 15 anos). No entanto, mesmo que a primeira relação sexual tenha ocorrido em idades similares e igualmente sem planejamento prévio, aspectos importantes do comportamento sexual diferiram entre os adolescentes e deveriam ser lembrados na assistência e promoção de sua saúde reprodutiva e sexual. Assim, as mulheres relataram ter iniciado a vida sexual, principalmente, porque estavam apaixonadas pelo parceiro, que foi, com maior freqüência, seu namorado. Por outro lado, os homens iniciaram sua vida sexual em relacionamentos ocasionais e justificaram como motivação a atração física. A prática contraceptiva foi deixada de lado por 41,5% dos homens e 31,7% das mulheres. Desta forma, os resultados indicaram que os diferenciais de gênero estiveram presentes em todo o processo de iniciação sexual e, ainda, os fatores individuais, tais como o namoro e a idade, e os fatores familiares, tais como os valores e atitudes dos pais e mães acerca da sexualidade, foram marcantes na iniciação sexual dos adolescentes.
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Disfunção erétil : resultados do estudo da vida sexual do brasileiro.

Disfunção erétil : resultados do estudo da vida sexual do brasileiro.

A auto-avaliação negativa da qualidade de vida sexual é, em parte, reflexo do menor nível de atividade sexual (avaliada pelo número médio de relações sexuais por semana) e da presença de outras disfunções sexuais concomitantes. Apesar dos indivíduos com DE não apresentarem diferenças quanto à idade de início da vida sexual, tiveram mais dificuldades sexuais nesta fase, bem como obtiveram menos informações sobre sexo durante a infância ou a juventude, o que provavelmente prejudicou o desenvolvimento de habilidades pessoais para lidar com os diversos aspectos da vida sexual.
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A Vida Sexual (1901-1933) de Egas Moniz: um discurso médico-científico sobre os corpos sexuados

A Vida Sexual (1901-1933) de Egas Moniz: um discurso médico-científico sobre os corpos sexuados

mas podemos ressaltar que, em 1900, cerca de 25% da população em Portugal era alfabetizada e esse percentual chegou a 55% até meados do século XX (CANDEIAS, SIMÕES, 1999). Esses números, somados à quantidade de edições e exemplares publicados da obra, podem nos servir de indício de que A Vida Sexual possuía o potencial de circulação entre um público não acadêmico ansiado por seu autor. Mas, apesar da promoção de um discurso sobre o sexo “avançado” e polêmico para o contexto português (que culminou na censura da obra em 1933), observamos que as prescrições médicas divulgadas por Moniz são perpassadas por preceitos conservadores, principalmente, no que diz respeito à sexualidade feminina, que deveria ser realizada dentro do casamento, motivada pelo sentimento amoroso e pelo instinto maternal. Se por um lado Moniz contribuía com o processo de secularização que acontecia em Portugal desde o século XIX – e que se radicalizou com um cientificismo que punha em causa a crença religiosa –, por outro, difundia um pensamento próximo, por exemplo, ao defendido pelo catolicismo no mesmo período. Moniz sustentou, com argumentos científicos, a ideia de realização sexual da mulher regulada pela maternidade, em um momento no qual a Igreja Católica defendia que a mulher abnegada no lar era a base da felicidade do marido e dos filhos, argumento que amparou o fenômeno de feminização dessa religião ocorrido em Portugal no século XIX (MOURA, 2011).
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A Vida Sexual (The Sexual Life), by Egas Moniz: eugenics, psychoanalysis, and the pathologization of the female sexed body

A Vida Sexual (The Sexual Life), by Egas Moniz: eugenics, psychoanalysis, and the pathologization of the female sexed body

In A vida sexual, Egas Moniz also lent his support to another school of thought that was taking shape around sexual differences, linking them to eugenics (Cleminson, 2014): Freudian theory. Like Freud, Moniz saw sexuality as a primal energy behind all human actions, even in the earliest editions of A vida sexual. However, he diverged from the ideas of the Father of Psychoanalysis by rejecting an idea he had previously espoused, that sexual instinct could only emerge after the development of sex organs and glands (in puberty). After incorporating these ideas into the fourth edition of his work, in 1918 (Queirós, 2009), his stated position was that the roots of sexual complexes lay in “the early years in a vague and imprecise form” (Moniz, 1931, p.2) and that the origins of the development of psychoneuroses lay in childhood. Even so, Moniz still believed in an inherited aspect to the development of instincts, rather than just environmental conditions, holding that the congenital nature was more important than Freud’s psychoanalytical methods admitted (Cleminson, 2014). He thus reaffirmed the eugenic logic that he felt should orient approaches to degenerative elements that could be transmitted by reproduction.
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Início da vida sexual na adolescência e relações de gênero: um estudo transversal em São Paulo, Brasil, 2002.

Início da vida sexual na adolescência e relações de gênero: um estudo transversal em São Paulo, Brasil, 2002.

No tocante aos homens, a maior parte de suas primeiras experiências sexuais ocorreu em relacionamentos não estáveis. No entanto, uma proporção considerável dos homens tam- bém relacionou-se sexualmente pela primeira vez com namorados(as), compreendendo 32,6%. A este respeito, Rieth 23 (p. 128) descreveu que “a experiência masculina (...) traduz-se em duas atitudes: numa, o desempenho sexual é visto como um ganho, sustentando o poder da masculinidade, noutra, a atitude é decidida- mente romântica, em que o homem busca ‘en- tregar-se’ no momento certo e à parceira certa”. Neste contexto, Pirotta 7 constatou um forte de- sejo masculino de iniciar a vida sexual em um relacionamento com vínculo afetivo-amoroso, o que pode sugerir ser esta uma tendência cres- cente entre os adolescentes do sexo masculino. A primeira relação sexual não foi planejada pela maior parte dos jovens, sem diferença en- tre homens e mulheres. Ao também considerar o local em que esta primeira relação sexual ocorreu, majoritariamente dentro de casa, po- de-se aferir que houve um certo improviso e até mesmo pressa em terminar o ato sexual, visto que os jovens, além de lidarem com todas as ansiedades e preocupações que normal- mente permeiam o início da vida sexual, tive- ram também como preocupação a eminência da chegada de algum membro da família que pudesse surpreender este momento, fazendo com que, possivelmente, outras prioridades fossem colocadas em primeiro plano em detri- mento de atitudes voltadas à contracepção e prevenção de DST/AIDS.
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O homem hipertenso: repercussões do tratamento medicamentoso na sua vida sexual

O homem hipertenso: repercussões do tratamento medicamentoso na sua vida sexual

Pesquisa qualitativa, exploratória, descritiva com o objetivo de conhecer e descrever como o tratamento medicamentoso a hipertensão repercute na vida sexual do homem, utilizando-se como método de coleta de dados uma entrevista semi-estruturada com 14 hipertensos do sexo masculino cadastrados no HIPERDIA e acompanhados nas diversas Unidades Básicas de Saúde na cidade(UBS) de Caxias-MA. A coleta de dados ocorreu entre os dias 30 de maio e 05 de junho de 2012. A pesquisa em questão demonstrou que os anti-hipertensivos empregados na terapêutica da hipertensão arterial trazem dificuldades e constrangimentos para a vida dos hipertensos, uma vez que os mesmo causam efeitos colaterais que prejudicam a vida sexual dos doentes.
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Homens adolescentes e vida sexual: heterogeneidades nas motivações que cercam a iniciação sexual.

Homens adolescentes e vida sexual: heterogeneidades nas motivações que cercam a iniciação sexual.

Buscou-se descrever a trajetória afetivo-amorosa e razões para o início ou adiamento da vida sexual de adolescentes do sexo masculino, por meio de entre- vistas com 184 homens de 15 a 19 anos de idade, resi- dentes no Município de São Paulo, Brasil, em 2002. O início da vida sexual ocorreu, entre outros, por conta da atração física, da curiosidade e do desejo de perder a virgindade, sugerindo um caráter mais próximo do papel social masculino. Por outro lado, a maior parte dos adolescentes virgens justificou sua opção por ques- tões de ordem romântica, como não ter encontrado a pessoa certa ou porque gostaria de casar-se virgem. Os resultados revelaram um duplo padrão social em que há a valorização do sentimento de amor e entre- ga à pessoa amada simultaneamente à premência fí- sica e instintiva para o sexo. Padrões tradicionais de masculinidade, como a dissociação entre sexo e amor, parecem estar sendo transpostos no tocante à inicia- ção sexual, revelando diversidade nos modos de viver a sexualidade na adolescência que, por sua vez, estão relacionados à saúde sexual e reprodutiva dos homens e suas parcerias.
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Intimidade e vida sexual: mudanças e continuidades numa perspectiva de género e geração

Intimidade e vida sexual: mudanças e continuidades numa perspectiva de género e geração

Desta forma, enquanto formas de dar sentido às experiências sexuais e de integrá-las nas narrativas biográficas, as orientações normativas permitem estabelecer a coerência entre práticas da sexualidade e as representações de si, expressando o papel que a sexualidade desempenha na construção do sujeito (Bozon, 2001a, 2002). Em todo o caso, mesmo num contexto - como o das sociedades contemporâneas actuais - pautado pela desinstitucionalização da vida privada e pela pluralização das trajectórias afectivas e sexuais, tais configurações não existem senão em número limitado, sendo apenas três os modelos de orientações normativas propostos pelo autor: modelo da rede sexual (modèle du réseau sexuel); modelo do desejo individual (modèle du desir individuel); e modelo da sexualidade conjugal (modèle de la sexualité conjugale). No primeiro modelo a representação de si constrói-se pela relação do sujeito com uma rede importante de múltiplos parceiros sexuais, passados e presentes. Aqui a actividade sexual constituiu um aspecto importante das interacções sociais, sendo geradora de laços de interdependência entre o sujeito e a sua rede de relacionamentos. Por seu lado, o segundo modelo caracteriza-se por uma orientação narcísica, onde o sujeito se constrói motivado pelo seu desejo e pela conquista do prazer individual. Neste caso, “c’est avant tout le retour périodique du désir et de son accomplissement qui crée le sentiment de continuité du sujet” (Bozon, 2001a :1). Trata-se, por isso, de uma orientação menos exteriorizada do que a do anterior modelo, menos dependente da relação com os parceiros e mais voltada para o próprio indivíduo enquanto sujeito desejante. Finalmente, no modelo da sexualidade conjugal, as aspirações do sujeito são dirigidas para a construção de um ego conjugal. Desta forma, a actividade sexual é concebida dentro do quadro relacional, servindo de elemento significante da relação a dois.
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Diário de uma vida Sexual

Diário de uma vida Sexual

DIA 9 - Não tenho tempo para escrever, ele pode apanhar-me.. É que não há mulher que aguente tanto e para piorar as coisas ele anda tomando os.[r]

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Oficinas sobre sexualidade na adolescência: revelando vozes, desvelando olhares de estudantes do ensino médio .

Oficinas sobre sexualidade na adolescência: revelando vozes, desvelando olhares de estudantes do ensino médio .

A idade no início da vida sexual é um aspecto que precisa ser conhecido no intuito de propiciar ações voltadas à saúde do adolescente antes que sua iniciação sexual ocorra, sem que isso leve a quaisquer generalizações e imposição de normas a respeito do momento mais cer to, mais adequado ou mais “ natural” para a iniciação sexual entre homens e mulheres, até mesmo porque a adolescência é vivida de forma distinta nos difer entes gr upos sociais, por quanto não existe uma adolescência, mas sim, Adolescências, em função do político, do social, do momento e do contexto em que está inserido o adolescente 21,22 .
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Qualidade de vida e satisfação sexual na endometriose clínica

Qualidade de vida e satisfação sexual na endometriose clínica

Outro dos impactos desta doença é na vida sexual e conjugal. A sexualidade é complexa e multidimensional, sendo influenciada pelo bem-estar físico, psicológico e social (Fritzer, Tammaa, Salzer & Hudelist, 2013). A satisfação sexual (SS) pode ser definida como uma perceção subjetiva sobre os vários aspetos da vida sexual tais como sensação de que se é amado e compreendido, frequência da atividade sexual, expectativas ajustadas em relação à atividade sexual e parceiro e satisfação com a relação sexual em si (Castellanos-Torres, Álvarez-Dardet, Ruiz- Muñoz & Pérez, 2013). A frequência de atividade sexual é mais reduzida em mulheres sintomáticas do que assintomáticas, devido à dor (Vercellin et al., 2013). A dor durante e/ou após a atividade sexual é denominada de dispareunia, sendo, a par com a DPC, dos sintomas mais impactantes. A mulher com dispareunia tende a evitar e a diminuir a frequência de atividade sexual, que consequentemente tem impacto na sua vida conjugal, existindo impacto ao nível emocional, tanto da mulher como do seu parceiro (Hummelshoj, De Graaff, Dunselman & Vercellini, 2014; Vercellin et al., 2013).
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Fronteiras de gênero e a sexualidade na velhice.

Fronteiras de gênero e a sexualidade na velhice.

As diferenças nas formas como homens e mu- lheres nas associações e nos programas representam o que é a velhice e percebem as mudanças ocorridas no envelhecimento são elementos fundamentais para entender as diferenças no público mobiliza- do por cada uma dessas manifestações. As mulhe- res entrevistadas por Debert (1999) em programas para a “terceira idade”, por exemplo, mostravam-se entusiasmadas com as mudanças em relação à situa- ção da mulher, segundo consideravam acontecer na sociedade brasileira, particularmente no que diz respeito às mulheres mais velhas. Diferentemente de suas mães e suas avós, elas já não tinham que se vestir de preto e ficar em casa à espera da visi- ta de filhos e netos. Gozavam atualmente de uma liberdade inusitada para as velhas de antigamente e também para as mulheres mais jovens. A parti- cipação nas atividades dos programas para a “ter- ceira idade” era uma oportunidade de se envolver em atividades motivadoras, ampliar seu grupo de amigos e seu repertório de conhecimentos, explorar novas identidades e novos estilos de vida. Questões relativas à vida sexual constituíam um tema difí- cil de ser abordado, embora o sexo entre velhos ou entre velhos e jovens fosse um tema privilegiado das piadas que produziam entre elas enormes gar- galhadas. Expressões como “Deus que me livre, ar- rumar um namorado agora que já estou com 65 anos” provocavam um acordo ativo e entusiasmado entre elas, como se o avanço da idade tivesse pro- piciado sua libertação de mais essa tarefa. Entre as mulheres casadas, sexo e amor estão indissoluvel- mente ligados e suas falas estão em sintonia com
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Opções contraceptivas entre mulheres vivendo com HIV/AIDS.

Opções contraceptivas entre mulheres vivendo com HIV/AIDS.

RESUMEN: Las nuevas posibilidades terapéuticas para el control del SIDA han reforzado la esperanza de vida entre los pacientes, una vez que estas circunstancias han influenciado en las opciones relativas a la planificación familiar. El presente estudio de naturaleza cualitativa buscó conocer las opciones contraceptivas empleadas por las mujeres portadoras del VIH o con SIDA, así como, las dificultades en el uso de estos métodos. Fueron estudiadas 31 mujeres portadoras de VIH, asistidas en un hospital público de Fortaleza-CE, en el 2003. De las entrevistadas, 20 (64%) informaron tener una vida sexual activa. De estas, 17 (85%) manifestaron el uso de algun tipo de contraceptivo, como: preservativo masculino (uso regular e irregular), coito interrumpido, ligadura de trompas, método de Ogino-Knaus y abstinencia sexual. Dos mujeres no manifestaron medidas contraceptivas. Las dificultades indicadas por las mujeres fueron el desconocimiento de la anatomía del cuerpo, la falta de seguridad y confianza en los métodos, la propia dificultad tanto en aceptar un método y la dificultad en negociar el método con el compañero.
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Comparação da qualidade de vida em gestantes com disfunção sexual.

Comparação da qualidade de vida em gestantes com disfunção sexual.

Para participar do estudo, as voluntárias teriam que ter idade entre 18 e 45 anos, com exames que conirmassem a gravidez, que fossem atendidas na Maternidade Divino Amor (Parnamirim) ou que estivessem participando do curso para gestantes do departamento de Fisioterapia da UFRN (Natal), com gestação única e parceiro nos últimos seis meses, alfabetizada e com Termo de Consentimento Livre e Esclarecido assinado. As mulheres que se recusa- ram a responder todos os questionários de avaliação e que não apresentavam vida sexual ativa no último mês foram excluídas do estudo.
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Estilos de vida na adolescência: comportamento sexual dos adolescentes portugueses.

Estilos de vida na adolescência: comportamento sexual dos adolescentes portugueses.

Estudos recentes têm demonstrado que actualmente os adolescentes iniciam a vida sexual cada vez mais cedo, sem contudo possuírem uma educação sexual consisten- te. Os objectivos deste estudo foram anali- sar o comportamento sexual de adolescen- tes do ensino secundário e identificar os hábitos de vigilância de saúde sexual em adolescentes, do ensino secundário, sexu- almente activos. Realizou-se um estudo ex- ploratório em que participaram 680 adoles- centes, com idades entre 15 e 19 anos. Os resultados evidenciam que a maioria dos inquiridos ainda não iniciou a actividade sexual; são os rapazes os que mais repor- tam já ter tido relações sexuais; o preserva- tivo não é um método utilizado por todos os adolescentes nas suas relações sexuais; a maioria dos adolescentes não faz vigilân- cia de saúde sexual. É importante que os adolescentes sexualmente activos recebam cuidados de saúde e aconselhamento. As instituições de saúde e os seus profissionais necessitam de ser pró-activos tentando cap- tar os adolescentes.
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Consumo de substâncias psicoativas em uma amostra de adolescentes e sua relação com o comportamento sexual.

Consumo de substâncias psicoativas em uma amostra de adolescentes e sua relação com o comportamento sexual.

Em outro estudo mais recente, realizado com estudan- tes de ensino médio de escolas públicas, nos Estados Uni- dos, 61% já haviam tido relação sexual e 13,4% iniciaram a vida sexual com 12 anos de idade ou menos. Nesse estudo, beber álcool ou usar maconha estava associado a iniciação sexual mais precoce e a maior número de parceiros sexuais. O consumo pesado de tabaco também estava associado a início mais precoce da vida sexual. Além disso, o uso de ma- conha também estava associado com sexo desprotegido 47 .

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Qualidade de vida, aspectos sociodemográficos e de sexualidade de pessoas vivendo com HIV/AIDS.

Qualidade de vida, aspectos sociodemográficos e de sexualidade de pessoas vivendo com HIV/AIDS.

RESUMO: Estudo transversal realizado em dois serviços públicos de saúde de um município paulista com objetivo de avaliar a Qualidade de Vida de indivíduos com HIV/aids e sua relação com fatores sociodemográicos e referentes à sexualidade, utilizando- se o HIV/aids Targeted Quality of Life. Dos 228 participantes, 122 são homens e 106 mulheres, com idade média de 39 anos. Diferentes variáveis estiveram associadas com piores escores de qualidade de vida tais como as categorias ser analfabeto, menor escolaridade e não ter renda ou vínculo empregatício. Com referência às variáveis relacionadas à sexualidade, os piores escores de qualidade de vida estiveram associados com não ter vida sexual ativa e ter parceiro com HIV/aids. Viver com o HIV/aids repercute em vários domínios da qualidade de vida, requerendo para a sua avaliação e intervenção, melhor conhecimento e compreensão das diferentes variáveis que podem ter impacto negativo na qualidade de vida destes indivíduos.
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Idade e uso de preservativo na iniciação sexual de adolescentes brasileiros .

Idade e uso de preservativo na iniciação sexual de adolescentes brasileiros .

Para as análises dos dados sobre o início da vida sexual dos adolescentes foram considerados os entrevistados de 16 a 19 anos; sobre o uso de preservativo na iniciação se- xual foram selecionados os que tiveram alguma relação sexual na vida, estando nessas condições os jovens nessa faixa etária: 358 em 2005, de um total de 583, e de 312 em 1998, de um total de 513. As variáveis selecionadas para análise foram as seguintes: iniciação sexual (pra- ticou sexo com penetração vaginal, ou com penetração anal ou sexo oral?) categorizada em sim ou não; idade aproximada da primeira relação sexual, categorizada em até 13 anos, 14 ou 15 anos e 16 anos ou mais; sexo, categorizado em masculino e feminino; raça/cor da pele categorizada em “branca” e “negra” (sendo considerados negras as pessoas que se auto-classifi caram como tendo cor da pele parda ou preta); religião categorizada em católica, protestante histórica, pentecostal e nenhuma; escolaridade categorizada em até o ensino fundamental e ensino médio a superior; renda familiar categorizada em até 1 salário mínimo (SM), de 1 a 3 SM, de 3 a 5 SM, de 5 a 10 SM e mais de 10 SM; tipo de vínculo com o parceiro da iniciação sexual, categorizado em estável e eventual. Devido ao baixo número de casos, as pessoas que se defi niram como indígenas e oriental/amarela não foram consideradas na análise por cor de pele. Também na análise por religião foram excluídos os que decla- raram religiões diferentes das categorias discriminadas em função de insufi ciência amostral.
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Resposta sexual, disfunção sexual e qualidade de vida em mulheres obesas

Resposta sexual, disfunção sexual e qualidade de vida em mulheres obesas

Introdução: No Brasil, como em outros países, obesidade e disfunção sexual são consideradas problemas de saúde pública pela alta prevalência e por estarem relacionadas com hipertensão arterial, diabetes, doenças cardiovasculares, transtornos depressivos, outras morbidades e prejuízos na qualidade de vida dos indivíduos. Em geral, há poucos estudos sobre resposta sexual, obesidade e qualidade de vida em mulheres, e, na maioria deles, as pesquisas são realizadas com pacientes portadoras de doenças crônicas. Objetivos: Avaliar a resposta sexual, as disfunções sexuais e a qualidade de vida de mulheres obesas sem outras morbidades associadas e com parceiros não portadores de disfunção sexual. Métodos: Foram selecionadas 37 mulheres obesas (IMC = 30-39,9 Kg/m²) sem outras morbidades, com idade acima de 18 anos, não menopausadas, com parceiro funcional e relacionamento estável. Os parceiros foram avaliados pelo questionário QS-M. Considerando critérios para exclusão de doenças, as pacientes foram submetidas aos seguintes exames laboratoriais: glicose, colesterol e frações, triglicérides, TSH, prolactina, testosterona total, SHBG e testosterona livre. Também foram avaliadas por entrevista clínica e, posteriormente, pelos questionários QS-F, IWQOL-Lite, BDI e HAM-A. Resultados: Das 37 pacientes, 4 (10,8%) foram consideradas disfuncionais (QS- F 60) e 33 (89,2%) apresentaram desempenho sexual satisfatório (QS-F 60). Dentre as disfunções sexuais, a diminuição do desejo sexual e a disfunção do orgasmo comprometeram 100% das pacientes; a disfunção de excitação 75%, o vaginismo 50% e a dispareunia 25%. Não houve correlação estatisticamente significativa entre o IMC e o QS-F (r=-0,12; p=0,470). O IWQOL-Lite total, com escore máximo de 155 pontos, variou de 31 a 116 pontos, com mediana de 60,0 pontos. Houve correlação estatisticamente significativa entre o QS-F e os domínios do IWQOL-Lite vida sexual, trabalho e o total. Verificou-se correlação estatisticamente significativa entre o IMC e a QV (r=-0,41; p=0,012). Ocorreu correlação negativa e estatisticamente significativa entre o QSF e o BDI (r= -0,37; p= 0,025), e o HAM-A (r=-0,39; p=0,016). Conclusões: Mulheres obesas sem outras morbidades mostraram um desempenho sexual satisfatório, e não houve correlação entre a obesidade e a presença de disfunção sexual. O melhor desempenho sexual foi associado com a melhor qualidade de vida. Quanto mais obesas, pior a qualidade de vida das pacientes. Quanto melhor o desempenho sexual, menor a possibilidade de depressão e ansiedade.
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