Vigilância em Saúde do Trabalhador

Top PDF Vigilância em Saúde do Trabalhador:

Saúde dos pescadores artesanais e desafios para a Vigilância em Saúde do Trabalhador.

Saúde dos pescadores artesanais e desafios para a Vigilância em Saúde do Trabalhador.

Nestas cooperativas, a demanda no âmbi- to da saúde do trabalhador se coloca de forma equivalente a de qualquer pequena empresa do setor de comércio. A diferença essencial está no fato delas não se estruturarem por meio da re- lação assalariada e sim por meio de agentes au- tônomos cooperativados que mantêm decisões gerenciais próprias, inclusive sobre a prevenção de acidentes e doenças do trabalho. Exames mé- dicos preventivos para doenças do trabalho po- deriam se associar à realização de outros exigidos pela Vigilância Sanitária em segurança alimentar para aprovação do comércio de alimentos. Exa- mes médicos periódicos compostos de screening de avaliação preventiva de agravos poderiam ser realizados na Unidade de Saúde da Família do município, o que não ocorre. Esses exames repre- sentariam a estratégia central para o diagnóstico precoce de doenças do trabalho na pesca artesa- nal e nas orientações para as ações da VISAT, fo- cadas nas informações epidemiológicas por meio de protocolos de diagnósticos de LER em pesca- dores e marisqueiras, inscrita em uma política de atenção integral à saúde dos povos da floresta e das águas.
Mostrar mais

10 Ler mais

Vigilância em saúde do trabalhador: passos para uma pedagogia.

Vigilância em saúde do trabalhador: passos para uma pedagogia.

Os antecedentes da construção de uma pedagogia de vigilância em saúde do trabalhador resultam de demandas concretas por formação de agentes públicos com a institucionalização gradativa dos Programas de Saúde do Trabalhador, no decorrer dos anos 1990. Atuando como formuladores e instrutores de cursos de capacitação durante mais de 15 anos em demandas trazidas pela área técnica do Ministério da Saúde e pelas secretarias de saúde de vários estados e municípios brasileiros, foram ministrados cursos de Visat em várias unidades federativas: AL, AP, AM, DF, GO, MT, PA, PB, PE, PI, RJ, RN, RS, RO, RR, SC, SE e TO (Vasconcellos, 2007). Em alguns desses estados, o curso foi aplicado mais de uma vez na modalidade de formação básica (1º nível) e, em outros, foi aplicada, também, a modalidade de formação de multipli- cadores (2º nível).
Mostrar mais

18 Ler mais

PARTICIPAÇÃO SOCIAL, VIGILÂNCIA EM SAÚDE DO TRABALHADOR E SERVIÇO PÚBLICO.

PARTICIPAÇÃO SOCIAL, VIGILÂNCIA EM SAÚDE DO TRABALHADOR E SERVIÇO PÚBLICO.

Resumo Este ensaio busca contribuir para a cons- trução de uma modalidade participativa e dialógica de vigilância em saúde para os locais de trabalho, no- tadamente para o serviço público federal. Nele desen- volve-se uma reflexão com base na revisão da literatura especializada e foco na legislação e na política em vigor no país. Constata-se que as conquistas histó- ricas realizadas no âmbito dos movimentos sociais de trabalhadores propiciam a produção de novas relações entre o Estado e a sociedade, favorecendo o apare- cimento de espaços participativos nas instituições públicas. Além disso, evidencia-se a necessidade capi- tal da organização de comissões de saúde do trabalha- dor por locais de trabalho como forma elementar de implantação da política de vigilância em saúde nos ambientes laborais. Por fim, sob a égide do campo da educação crítica, apresentam-se alguns preceitos do aporte teórico da pedagogia freiriana para que sirvam de base à criação de espaços de fala e escuta no trabalho. Defende-se a ideia de que o diálogo e a participação são os fundamentos educativos de uma perspectiva democrática de vigilância em saúde do trabalhador. Palavras-chave participação social; vigilância em saúde do trabalhador; serviço público federal; edu- cação dialógica.
Mostrar mais

22 Ler mais

Vigilância em Saúde do Trabalhador: rumos e incertezas.

Vigilância em Saúde do Trabalhador: rumos e incertezas.

No contexto atual do mundo do trabalho, é fundamental que a Vigilância em Saúde do Trabalhador possa, por meio de mecanismos de investigação, análise e intervenção sobre os processos, os ambientes, as organizações e as relações de trabalho, promover a saúde dos trabalhadores e a prevenção de acidentes e de do- enças relacionadas ao trabalho. O objetivo deste ensaio é refletir sobre o processo de Vigilância em Saúde do Trabalhador com ênfase no município de São Paulo. Com base em revisão bibliográfica e documental, abordamos o fluxo e os impe- dimentos das ações atuais nessa área, no contexto do Sistema Único de Saúde, enfocando a distância entre conhecimento teórico, sua apreensão e sua aplicação. Iniciamos por uma retrospectiva histórica e conceitual do campo da Saúde do Tra- balhador. Na sequência, fazemos uma reflexão sobre as políticas de governo para Vigilância em Saúde do Trabalhador e sobre os conceitos de Vigilância em Saúde e Vigilância em Saúde do Trabalhador. Complementando a reflexão, a Vigilância em Saúde do Trabalhador é analisada a partir da perspectiva de diferentes autores. Concluímos que é preciso requalificar a estrutura organizacional da saúde pública no Brasil, incluindo indicadores qualitativos de avaliação do impacto das ações e contemplando os diferentes processos de trabalho e a diversidade de necessidades de cada serviço voltado à ST no âmbito do SUS.
Mostrar mais

15 Ler mais

Manifestações de sofrimento: dilemas e desafios para a vigilância em saúde do trabalhador.

Manifestações de sofrimento: dilemas e desafios para a vigilância em saúde do trabalhador.

Consequentemente, novas formas de diagnóstico precisam ser desenvolvidas para confrontar práticas instituídas na saúde pública, nas perícias do INSS e na justiça do trabalho, ainda calcadas nos modelos positivistas, matemáticos e biomédicos. A matematização operada pelo saber e prática epidemiológicos funda ações de catalogação de problemas em saúde mental. Essas são importantes, porém deixam à margem o sofrimento, posto que é categoria impassível à quantificação. Não podemos negar que a criação de indicadores de saúde mental relacionada ao trabalho é uma importante ação para dimensionar os problemas da classe trabalhadora. Uma ação de vigilância epidemiológica em saúde do trabalhador.
Mostrar mais

22 Ler mais

Distúrbios da voz em docentes: revisão crítica da literatura sobre a prática da vigilância em saúde do trabalhador.

Distúrbios da voz em docentes: revisão crítica da literatura sobre a prática da vigilância em saúde do trabalhador.

Uma consideração abrangente sobre esta revisão é que a prática no âmbito da vigilância em saúde do trabalhador relacionada aos distúrbios vocais em professores foi consis- tente e crescente ao longo do período estudado. A crescente contribuição sobre promoção de saúde/prevenção de alterações vocais em professores é corroborada pela crescente ocorrência de estudos descritivos de intervenção fonoaudiológica entre professores e de avaliação do efeito de programas de saúde vocal. A caracterização do problema vocal do professor é feita principalmente por descrições dos sinais e sintomas e por análise perceptivo-auditiva da voz. A identificação das condições de uso da voz no trabalho de determinadas amostras populacionais deu origem a uma série de estudos descritivos, com deslocamento da ótica de análise da voz do sujeito para o ambiente e organização do trabalho docente. Evidenciou-se, com a realização desta revisão, a busca pela identificação de problemas a serem minimizados em favor da saúde vocal dos professores.
Mostrar mais

8 Ler mais

Grupo PET-Saúde/Vigilância em Saúde do Trabalhador Portuário: vivência compartilhada.

Grupo PET-Saúde/Vigilância em Saúde do Trabalhador Portuário: vivência compartilhada.

A compreensão da rede de serviços de saúde contemplou o conhecimento do território do CEREST, um serviço regional que abrange três cidades da Baixada Santista: Santos, São Vicente e Praia Grande. O CEREST, de acordo com a RENAST, atua oferecendo à população trabalhadora: assistência específica, VISAT e a educação em saúde. Dentre as ações desenvolvidas pelo grupo PET no CEREST, inclui-se: acompanhamento do atendimento médico, que pesquisa e confere o nexo causal, ou seja, a relação entre o adoecimento e o trabalho. A roda de conversa versou sobre o nexo causal para Burnout, Fadiga Generalizada e Lombalgia. Entender o adoecimento pelo trabalho, as doenças mais frequentes e o caminho para firmar o nexo é fundamental para as ações em vigilância em saúde do trabalhador. Também se abordou a coleta e registro de dados realizados pelo CEREST. A importância da Vigilância e da coleta de dados é apontada pelo grupo:
Mostrar mais

12 Ler mais

Vigilância em Saúde do Trabalhador: decálogo para uma tomada de posição

Vigilância em Saúde do Trabalhador: decálogo para uma tomada de posição

Introdução: compreender, como premissa do ensaio, a Vigilância em Saúde do Trabalhador (VISAT) como ação pública capaz de intervir de forma mais ostensiva e eficaz nos fatores que determinam os agravos à saúde dos trabalhadores. Objetivo: estabelecer um parâmetro teórico-conceitual que balize a práxis esperada no aparelho de saúde pública responsável pela saúde do trabalhador no Brasil. Método: a metodologia fundamentou-se em duas vertentes: a produção bibliográfica sobre a VISAT e a empiria acumulada na formação de agentes públicos para a VISAT. Discussão: a partir de bases teóricas e experiências vivenciadas na formação, propõe-se estabelecer vínculos entre a episteme que acompanha a construção da VISAT, no Brasil, e a expectativa de uma práxis ainda debilmente exercida. Na análise conceitual de VISAT, cujas dimensões hermenêuticas são polissêmicas e complexas, sistematizou- se dez categorias significativas que buscam ampliar seu próprio conceito. Foram consideradas como dimensões ampliadas do conceito estudado as seguintes questões: Política; Ética; Legal; Institucional; Epidemiológica; Metodológica; Técnica; Pedagógica; Epistemológica; e Transformadora (ideológico-revolucionária).
Mostrar mais

9 Ler mais

Vigilância Participativa em Saúde do Trabalhador e Agronegócio no município de Lagoa da Confusão, Tocantins.

Vigilância Participativa em Saúde do Trabalhador e Agronegócio no município de Lagoa da Confusão, Tocantins.

Este artigo tem como objetivo analisar a relação entre trabalho, saúde e agronegócio no âmbito da estruturação da política de vigilância em saúde do trabalhador a partir da perspectiva de atores locais. O estudo realizou-se no município de Lagoa da Confusão, TO, sob a vertente da pesquisa participante. Sucederam-se quatro reuniões, com a presença de até 11 pessoas, de modo a se respeitar a ideia de constituição de grupos participativos. No que concerne à interpretação dos materiais de campo, adotou-se a técnica de análise do discurso, sendo identificados três categorias empíricas de análise, a saber: Trabalho Precário e Agronegócio; Agrotóxicos; e Política. Além disso, obteve-se como produto das reuniões um Plano de Vigilância Participativa em Saúde do Trabalhador para o município. Quanto às discussões dos materiais, sobressaiu o sentido do importante papel que o Estado tem a desempenhar como formulador de políticas para intervenção na realidade, bem como na ordenação de ações democráticas de vigilância em saúde do trabalhador. Além disso, constatou-se o imprescindível apoio às organizações locais dos trabalhadores, de modo a torná-las mais fortes, tendo em vista uma ampliação da capacidade coletiva de defesa da saúde. Palavras-chave: saúde do trabalhador; vigilância em saúde; agronegócio; pesquisa participante.
Mostrar mais

6 Ler mais

O ensino de vigilância à saúde do trabalhador no Curso de Enfermagem.

O ensino de vigilância à saúde do trabalhador no Curso de Enfermagem.

O desenvolvimento de ações de saúde do trabalhador pelos Programas de Saúde do Trabalhador na rede pública, principal- mente no estado de São Paulo, gerou a necessidade de construir um arcabouço legal para dar suporte a estas ações e permitir a sua consolidação no SUS. No ano de 1998 duas portarias foram editadas com este objetivo, a primeira aprovando a Instrução Normativa de Vigilância em Saúde do Trabalhador e a segunda estabelecendo procedimentos para orientar e instrumentalizar as ações e serviços de saúde do trabalhador no SUS (5-6) .
Mostrar mais

5 Ler mais

Modelo de Análise e Prevenção de Acidentes - MAPA: ferramenta para a vigilância em Saúde do trabalhador.

Modelo de Análise e Prevenção de Acidentes - MAPA: ferramenta para a vigilância em Saúde do trabalhador.

Resumo A análise de acidentes de trabalho é importante para a vigilância e a prevenção des- ses eventos. Métodos atuais de análise buscam superar visões reducionistas que enxergam essas ocorrências como eventos simples explicados por erros dos operadores. O objetivo do artigo é ana- lisar o modelo de análise e prevenção de acidentes (MAPA) e seu uso em intervenções de vigilância, destacando aspectos vivenciados na apropriação da ferramenta. Optou-se por método descritivo analítico apresentando as etapas do modelo. Para ilustrar contribuições e ou dificuldades foram se- lecionados casos nos quais foi usada a ferramenta em contexto de serviço. O MAPA integra abor- dagens teóricas já experimentadas em estudos de acidentes fornecendo apoio conceitual útil desde a etapa de coleta de dados à conclusão e intervenção. Além de revelar fragilidades da abordagem tradi- cional, ajuda a identificar determinantes orga- nizacionais como falhas gerenciais, de concepção de sistemas e da gestão de segurança envolvidas na acidentalidade. Os principais desafios encon- tram-se no domínio dos conceitos pelos usuários, na exploração de aspectos organizacionais mais à montante na cadeia de decisões ou em níveis su- periores da hierarquia, bem como na intervenção para mudanças nos determinantes destes eventos. Palavras-chave Acidente de trabalho, Método de análise, Vigilância e prevenção, Saúde do trabalhador
Mostrar mais

10 Ler mais

Uma proposta de vigilância em saúde do trabalhador com a ótica de gênero.

Uma proposta de vigilância em saúde do trabalhador com a ótica de gênero.

Resumo Esse texto trata de diferenças e desigualdades. Discute-se o atual modelo de vigilância sanitária em saúde do trabalhador, apontando a necessidade de incorporação de um olhar de gênero nessa prática. Mostra-se que certas noções clássicas devem ser revistas e que os mapas de riscos podem ser mais úteis se forem capazes de indicar as distribuições das exposições segundo o gênero, evidenciando as modalidades de divisão do trabalho que são operadas. As propostas das trabalhadoras são colocadas ao lado das análises advindas da sociologia, no que se refere à articulação entre produção e reprodução, e do debate sobre a perspectiva de gênero na apreensão do processo saúde-doença. Ao final do texto, procura-se caminhar no sentido de uma nova for- ma de pensar a vigilância em saúde do trabalhador, ressaltando a centralidade do trabalho e da intersubjetividade na determinação da relação produção/saúde.
Mostrar mais

4 Ler mais

Entre o definido e o por fazer na Vigilância em Saúde do Trabalhador.

Entre o definido e o por fazer na Vigilância em Saúde do Trabalhador.

Resumo O presente texto tem como objetivo trazer algumas indagações sobre a Vigilância em Saúde do Trabalhador (VISAT), no Brasil, a partir de vários elementos de análise, visando subsidiar o debate sobre o tema na IV Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora. Os tópicos analisados são: papel dos Centros de Refe- rência em Saúde do Trabalhador (CEREST) como lugar de fala da VISAT; formação de agentes de VISAT; compromisso dos trabalhadores enquanto sujeitos da ação de VISAT; estratégias de articu- lação intersetorial com outras áreas do Estado; e o diálogo estruturante entre os pares que atuam no campo da pesquisa e ação da VISAT. Consta- ta-se a existência de ampla e específica legislação sobre a VISAT, inclusive como prioridade da Polí- tica Nacional do Trabalhador e da Trabalhadora. Conclui-se que é necessário intenso investimento na formação de agentes e na elaboração de diretri- zes específicas para implementar ações sistemáti- cas e intersetoriais a esse respeito. Neste momento de realização da Conferência, a maior expressão do exercício do controle social, é recomendável que se avalie a sua participação nos processos de vigilância, enquanto pressuposto para garantir a eficácia dessas ações.
Mostrar mais

10 Ler mais

Fonoaudiologia e saúde do trabalhador: vigilância é informação para a ação!

Fonoaudiologia e saúde do trabalhador: vigilância é informação para a ação!

Tema: Fonoaudiologia e Saúde do Trabalhador. Objetivo: apresentar uma revisão de conceitos, concepções e histórico ligados à Vigilância em Saúde do Trabalhador em seu sentido amplo, abran- gendo as vigilâncias epidemiológica, ambiental e sanitária, referindo a importância da utilização de tais aspectos na prática da Fonoaudiologia. Conclusão: considerando-se que a Vigilância em Saúde do Trabalhador pauta-se nos princípios do Sistema Único de Saúde, é necessário que o fonoau- diólogo incorpore as estruturas de vigilâncias à sua prática, identifi cando e modifi cando os riscos provenientes das atividades ocupacionais. Assim, a vigilância tem que ter caráter antecipatório, pos- sibilitando o fornecimento de informações importantes para o planejamento de ações, garantindo a qualidade da assistência à saúde da população de trabalhadores.
Mostrar mais

7 Ler mais

Processo de vigilância em saúde do trabalhador.

Processo de vigilância em saúde do trabalhador.

Por outro lado, nos últimos 10 anos, in- fluências da prática cotidiana da vigilância em saúde do trabalhador também podem ser no- tadas, por contraposição e por interlocução entre instituições, empresas e trabalhadores, como a discussão permanente de limites de to- lerância à exposição aos agentes químicos no ambiente de trabalho. Estudos epidemiológi- cos e toxicológicos e o processo de negociação estabelecido caso a caso (Mattos et al., 1995) muitas vezes se contrapõem aos valores insti- tuídos pela legislação e se incorporam ao de- bate interno da Higiene Industrial (Castleman & Ziem, 1988; Arcuri & Cardoso, 1991) na cons- tante perseguição dos patamares seguros para os valores dos indicadores de exposição bioló- gicos e ambientais, para que cheguem os pri- meiros à normalidade fisiológica e ao mínimo tecnicamente possível nos índices ambientais. Outro exemplo de temática recorrente é o estabelecimento de nexo causal entre as con- dições de trabalho e os casos de doenças, em que a fragmentação institucional tem efeito restritivo, e a previdência social, por intermé- dio da perícia médica do Instituto Nacional de Seguridade Social-INSS, tem a palavra final. Em locais onde houve uma integração com ou- tros órgãos do subsistema de saúde do traba- lhador, como em Belo Horizonte com a criação do Núcleo de Saúde do Trabalhador-NUSAT , ou onde são estabelecidos atendimentos dire- cionados aos trabalhadores no SUS, com a criação de centros de referência, foi significati- vamente ampliado o número de doenças rela- cionadas ao trabalho (Buschinelli, 1994), de- monstrando a existência de epidemias sub- mersas na incompetência institucional calcada na deformação técnica, na falta de articulação entre as ações de avaliação clínica e aquelas realizadas no local de trabalho, e nos critérios de avaliação, voltados para a diminuição de pagamento de prêmios do seguro.
Mostrar mais

13 Ler mais

Alternativas e processos de vigilância em saúde do trabalhador relacionados à exposição ao benzeno no Brasil.

Alternativas e processos de vigilância em saúde do trabalhador relacionados à exposição ao benzeno no Brasil.

Resum o A experiência de acom panham ento do Acordo do Benzeno é relatada e contextua- lizada com o prática de vigilância em saúde do trabalhador. Sendo destacados o processo de- senvolvido internacionalm ente e a evolução dos últim os 20 anos de história na redução do uso do benzeno no Brasil. A periodização apre- sentada aponta para quatro momentos distin- tos. Inicialmente o momento em que são cons- tituídas as bases técnicas e alianças fundamen- tais que vão propiciar o acordo; a seguir, o pe- ríodo de formatação do acordo com seus avan- ços conceituais, de restrição de uso do benze- no e de estabelecim ento de form as de acom pa- nham ento; e posteriorm ente o resultado desse processo de acompanhamento com seus desafios e propostas a serem colocadas em prática no futuro. O m odelo de vigilância em saúde do trabalhador do Brasil é discutido à luz das ações relacionadas ao benzeno e da consolida- ção de seus elem entos estratégicos e estrutu- rantes.
Mostrar mais

9 Ler mais

Ações de vigilância em saúde do trabalhador e ambiente: análise da atuação do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador de Campinas em postos de combustível

Ações de vigilância em saúde do trabalhador e ambiente: análise da atuação do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador de Campinas em postos de combustível

Frente às mudanças no mundo do trabalho contemporâneo e suas repercus- sões sobre a saúde e o ambiente, novos desafios se impõem à Atenção Integral à Saúde do Trabalhador no Sistema Único de Saúde. Com o objetivo de analisar as experiências neste campo, estudamos o Projeto de Vigilância dos Postos de Combustível do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador de Campinas/ SP. A partir de entrevistas com profissionais de saúde e outros atores envolvidos no projeto, reconstruímos seu percurso, avaliando potencialidades e dificulda- des enfrentadas. Observamos que a construção coletiva das ações e a formação de agentes para a realização da vigilância nos postos de combustível articulou profissionais de diversas formações, especialidades e de diferentes instituições. Para os entrevistados, tal processo ampliou o olhar dos envolvidos sobre a expo- sição ao risco químico e uniu esforços, repercutindo na melhoria das condições de trabalho, no aumento do controle social e na regulamentação das formas de produção, distribuição e consumo dos combustíveis. As dificuldades apontadas consistem naquelas relativas ao trabalho em grupos, ao que se alia a sobrecar- ga de trabalho. Concluímos que a definição de ações prioritárias que visem à formação de redes intra e intersetoriais é estratégica para modificar de forma positiva os processos de trabalho em prol da saúde e ambiente.
Mostrar mais

13 Ler mais

A questão da saúde mental na vigilância em saúde do trabalhador.

A questão da saúde mental na vigilância em saúde do trabalhador.

Resumo Este artigo aborda a questão da saúde mental no contexto da vigilância em saúde do tra- balhador (VISAT). Busca-se apresentar aspectos teóricos e políticas institucionais que contribuam para incorporar dimensões da saúde mental nos processos de Visat, considerando a necessidade premente de responder a essa demanda que cada vez se torna mais explícita na área de saúde do trabalhador, especialmente no âmbito da Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Traba- lhador (RENAST). Nessa direção, são sistemati- zadas e discutidas algumas abordagens teóricas e experiências práticas em saúde mental e trabalho. Realiza-se também uma reflexão em torno das estratégias possíveis para a integração da saúde mental no escopo das ações de VISAT. Entende- se que a origem dos sofrimentos e agravos guarda estreita relação com os elementos que compõem a organização e a gestão do trabalho e, nesse senti- do, as ações da vigilância devem incluir e identi- ficar os componentes geradores desses agravos. A diversidade de sofrimentos gerados nas condições e processos de trabalho exige um grande investi- mento para conhecer e transformar as situações que lhes dão origem.
Mostrar mais

10 Ler mais

Atuação do Cerest nas ações de vigilância em saúde do trabalhador no setor canavieiro.

Atuação do Cerest nas ações de vigilância em saúde do trabalhador no setor canavieiro.

A vigilância em saúde do trabalhador, enquanto campo de atuação, distingue-se da vigilância em saúde em geral e de outras disciplinas no campo das relações entre saúde e trabalho por delimitar como seu objeto especíico a investigação e intervenção na relação do processo de trabalho com a saúde. Na prática, entretan- to, essa concepção não está ainda incorporada em seu sentido amplo, dados sua fragmentação e o pequeno grau de articulação existente entre os componentes diretamente envolvidos nessa relação (Tambellini, 1986). O atual modelo brasileiro de vigilância em saúde do trabalhador conigura-se nessa polarização: de um lado, a perspectiva de ampliação da atuação institucional, aliada ao movimento sindical relativo às condições de saúde e trabalho, implanta ações de saúde do trabalhador no ainda incipiente SUS; de outro, a atuação institucional, restrita às ações das Divisões Regionais do Trabalho, aliada a um controle gerencial interno das empresas, estabelece, a partir de pressões e políticas industriais, os parâmetros de autovigilân- cia, constituindo um modelo patronal de intervenção (Machado, 1997) ou que, simplesmente, se demonstra ineicaz (Oliveira, 1994). Em síntese, esse processo de conlito e de interação está presente no modelo brasi- leiro de vigilância em saúde do trabalhador .
Mostrar mais

7 Ler mais

Vigilância em Saúde do Trabalhador: a tentação de engendrar respostas às perguntas caladas.

Vigilância em Saúde do Trabalhador: a tentação de engendrar respostas às perguntas caladas.

Atualmente, a Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (Renast), atualizada pela Por- taria MS nº 2.728/09 (BRASIL, 2009), tem respondido às dificuldades, em especial no que tange aos recur- sos e à capacitação. Por outro lado, uma nova limita- ção se apresenta justamente pelo modelo Renast que, segundo Gomez e Lacaz (2005), adotou o modelo de serviços específicos de nível secundário, em apoio à rede SUS, substituindo o modelo anterior que as- sumia a compreensão da categoria trabalho e articu- lava a assistência com a vigilância a partir da pers- pectiva do trabalho como determinante de formas específicas de morbimortalidade. Esta articulação se dava particularmente com a inserção dos serviços na esfera de gestão no nível central. O modelo atual, com a priorização da assistência, acaba por apresentar um impacto pequeno na intervenção sobre os ambientes e os processos de trabalho nocivos à saúde (GOMEZ; LACAZ, 2005). Esta situação ainda não se mostrou de melhor operacionalidade com a inserção da Saúde do Trabalhador na Secretaria de Vigilância em Saúde, no âmbito do Ministério da Saúde, e copiada pelas estru- turas adjacentes de Estados e Municípios.
Mostrar mais

12 Ler mais

Show all 10000 documents...