violência conjugal

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Retrato do ofensor de violência conjugal na perspetiva da vítima

Retrato do ofensor de violência conjugal na perspetiva da vítima

ii. Nível exossistema: este nível compreende as estruturas informais e formais como é o caso dos fatores sociodemográficos que integram variáveis como a idade, a educação, o emprego, os recursos económicos e stress no trabalho. Estudos realizados demonstram que quanto menor for a idade maior o risco de ter comportamentos violentos, assim como um nível de educação mais baixo está relacionado com o aumento da probabilidade de exercer comportamentos agressivos nas relações íntimas. A diferença salariar entre os membros de uma relação ou recursos económicos baixos podem aumentar a perpetração de violência conjugal. Com isto pode-se concluir que há uns anos atrás, a maioria dos fatores sociodemográficos estariam relacionados de forma negativa com o desenvolvimento de violência conjugal, mas, no entanto, hoje em dia, isso já não acontece com tanta frequência (Dutton, 1995 cit. in Cantera e Rodrigues, 2012). iii. Nível macrossistema: finalmente, o macrossistema apresenta os valores culturais
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Judiciarização das relações sociais e estratégias de reconhecimento: repensando a 'violência conjugal' e a 'violência intrafamiliar'.

Judiciarização das relações sociais e estratégias de reconhecimento: repensando a 'violência conjugal' e a 'violência intrafamiliar'.

parece que ambas operam segundo o mesmo princí- pio. A dimensão política neste caso é explícita e de- sejada pelos movimentos feministas, estando na base da própria afirmação do caráter político das relações de gênero. Correndo o risco de simplificar excessi- vamente a questão, para bem definir o aspecto aqui delineado, perguntaria se a centralidade da noção de ‘violência conjugal’ não se teria tornado uma espécie de operador simbólico de catálise das formas assimétricas, hierárquicas e excludentes da desigual- dade de gênero? Afinal, ao longo dos anos 1980, a ‘violência conjugal’ tornou-se uma espécie de ícone das lutas feministas. De fato, “[...] os movimentos sociais que lutam contra a impunidade nos casos de ‘violência de gênero’ são, ao mesmo tempo, movi- mentos locais e globais, cuja dimensão transversal representa um desafio maior e coloca a necessidade de pesquisas comparativas entre ‘soluções locais’” ( RIFIOTIS , 2004, p. 85). Enfatizo aqui, tratar-se de uma categoria internacionalizada ( SIMIÃO , 2005), que tomou formas locais, é verdade, mas que geralmente – apesar das especificidades históricas e sociais –, caracteriza-se fundamentalmente por apelar a servi- ços de polícia e de um modo geral ao sistema judici- ário ( RIFIOTIS , 2003, 2004). Nos últimos anos, outras estratégias ganharam mais espaço, como referido mais adiante, sem que a categoria ‘violência conju- gal’ deixasse de ser um importante operador simbóli- co para garantir e ampliar o acesso ao sistema de justiça e reduzir a impunidade nos casos de ‘violên- cia contra as mulheres’. A prevalência de ‘soluções locais’ articuladas a mecanismos jurídicos contribuiu para ampliação das áreas de litígio alcançadas pelo sistema judiciário e, ao mesmo tempo, para a desva- lorização de outras formas de resolução de conflitos. Tal processo se estende para além deste campo es- pecífico e toma uma forma geral que chamamos de ‘judiciarização das relações sociais’ ( RIFIOTIS , 2003, 2004, 2006a, 2007a, 2007b) 6 . Em geral, ela se ex-
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Homens desvelando as formas da violência conjugal.

Homens desvelando as formas da violência conjugal.

A fim de nos aproximarmos dos sujeitos desta pesquisa, realizamos oficinas sobre violência doméstica e saúde, para mulheres no espaço físico da instituição, dos quais participamos ativamente. Estes encontros foram importantes, pois nos permitiram identificar, no grupo, as mulheres que viviam uma situação de violência conjugal. Terminadas as oficinas, nós nos dirigimos a estas mulheres e indagamos sobre as possibilidade de que seu companheiro aceitasse ser sujeito do estudo. É importante considerar que, mesmo não vivenciando a violência na relação conjugal, algumas mulheres conhecem histórias de vizinhas que vivem com os companheiros uma relação violenta. Assim sendo, nós solicitávamos que elas os convidassem para participarem do estudo.
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Violência conjugal sob o olhar de gênero

Violência conjugal sob o olhar de gênero

Como docente de enfermagem, com uma prática voltada para a atenção à saúde da mulher, percebemos evidências de violências praticadas contra elas de diversos tipos. O que nos instigou a pesquisar foi a violência conjugal. O modo como é vivenciada, as conseqüências à saúde, os modos de enfrentamento ou de aceitação, foram nossas indagações a priori. Por entendermos que os papéis sociais que homens e mulheres assumem nas relações conjugais influenciam a vivência da violência conjugal, defendemos a tese de que a mulher submetida a este fenômeno age conforme os sistemas de valores construídos socialmente. Utilizamos alguns conceitos da Hermenêutica de Gadamer, enquanto atitude filosófica, por entendermos que enquanto indivíduos possuímos uma consciência histórica, estamos submetidas às questões de uma época e temos limites dados pela realidade social. Este estudo de abordagem qualitativa, foi realizado com onze mulheres vinculadas à Prefeitura Municipal de João Pessoa/PB, através da Coordenadoria Especial de Políticas para as Mulheres. Os dados empíricos foram produzidos através de oficinas de arteterapia, buscando-se a compreensão da vivência de violência através dos discursos das mulheres. Para a composição das categorias analíticas utilizamos a técnica de análise temática de conteúdo. A análise do material empírico foi feita com base nos constructos da categoria gênero presentes no cotidiano dessas mulheres em situação de violência conjugal. Os resultados mostraram que a violência conjugal representa para as mulheres medo e aprisionamento. Sobre a posição que as mulheres ocupam com relação à violência, o enfrentamento foi a atitude predominante, o que inaugura “uma nova posição” da mulher. Elas denunciaram a omissão nos serviços de saúde, sinalizando para a transversalidade do gênero nas políticas públicas e nas ações de saúde como estratégia positiva no enfrentamento do problema. As violências sofridas foram dos tipos física, psicológica
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Vivência da violência conjugal: fatos do cotidiano.

Vivência da violência conjugal: fatos do cotidiano.

RESUMO: A violência conjugal se manifesta no cotidiano de algumas mulheres como fato repetitivo, cruel, por vezes naturalizado. A violência conjugal signiicada pela mulher que a vivencia é parte do seu cotidiano, envolta em brigas, empurrões, xingamentos, humilhações e vergonha. Foram entrevistadas 12 mulheres, vítimas de violência conjugal, em Teresina-PI. O estudo teve como objetivo compreender o signiicado da vivência de violência conjugal pela mulher vitimizada Usou-se o referencial da fenomenologia para análise, com conceitos de Martin Heidegger. O método de análise compreensiva, utilizado neste estudo, permitiu que mulheres vitimizadas descrevessem suas vivências. Os resultados revelam que são mulheres aprisionadas no próprio lar e impedidas de participarem da convivência com familiares e em outros cenários da vida em sociedade. O estudo mostra que há uma constatação factual onde as marcas físicas são, principalmente, as mais relatadas.
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Violência Conjugal: uma perspectiva da psicologia feminista no enfrentamento às situações de violência contra mulheres

Violência Conjugal: uma perspectiva da psicologia feminista no enfrentamento às situações de violência contra mulheres

Dados da Central de Atendimento à Mulher do Brasil (Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres – SPM – Ligue 180) evidenciam o aumento da procura por informações após a divulgação do problema e interesse do Estado em coibi-la. Os relatos de violência – denúncia, reclamações e procura por serviços, somou mais de 204.978 atendimentos no ano de 2007 e só no período de janeiro a agosto de 2008 o número alcançou 166.970 atendimentos. Em alguns estados, por exemplo, o número de registros de atendimentos no Ligue 180 aumentou 327%, como em Pernambuco, e 300% no Maranhão (SPM, setembro de 2008). Estudos em diferentes áreas têm se debruçado sobre esse fenômeno. Na área da psicologia, por exemplo, tem-se produzido estudos sobre o tema da violência conjugal, que vão desde a perspectiva transgeracional até a psicanalítica. Essas análises, em geral, se dedicam à compreensão das dinâmicas entre o casal ou da relação conflituosa entre as genitoras e o processo de identificação do bebê. Mas dificilmente encontramos autoras que problematizam as questões de gênero imbricadas nas relações afetivas e que tenham uma visão crítica sobre o surgimento das instituições familiares enquanto mantenedoras da ordem diferencial de status e do padrão hegemônico dominante. As interpretações, com freqüência, fundam-se na justificativa de que a repetição da violência está ancorada no modelo familiar, em outras palavras, numa mera reedição da história de violência na família.
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Violência conjugal nas perspectivas sistêmica e de gênero

Violência conjugal nas perspectivas sistêmica e de gênero

A violência conjugal é um fenômeno complexo considerado pela Organização Mundial de Saúde como um problema de saúde pública. Para tanto, faz-se necessário promover ações articuladas de estudo, prevenção e tratamento devido à importância do tema. Esta dissertação trata de um estudo de caso de um casal e tem como objetivo investigar a violência conjugal ocorrida em um casal que participou de um grupo de acompanhamento psicossocial em razão da aplicação da Lei Maria da Penha. A fim de compreender a dinâmica do relacionamento amoroso do casal, foram realizadas entrevistas semiestruturadas sobre o relacionamento conjugal atual; entrevista do Ciclo de Vida Familiar e; a confecção do Genograma. Para tanto, utilizamos como perspectiva teórica, a Teoria Familiar Sistêmica, com foco na Terapia Feminista da Família em consonância com as questões de gênero, pois entendemos que o fenômeno da violência conjugal é multideterminado e, por este fator são englobados aspectos da dinâmica conjugal, da transmissão geracional da violência e da naturalização dos papéis estereotipados de gênero. Privilegiou-se o referencial da pesquisa qualitativa, tendo como base, a análise construtivo- interpretativa das Zonas de Sentido proposta por González-Rey (2005). Os resultados mostraram a existência de padrões relacionais violentos no casal estudado, semelhantes aos vivenciados pelos cônjuges em suas famílias de origem e nos relacionamentos amorosos anteriores. Outro ponto identificado, foi a existência de uma dificuldade de negociação entre os membros do casal, o que prejudicou a relação, proporcionando uma competitividade na interação em que a conduta de um companheiro reflete no comportamento do outro, gerando um aumento gradual nos conflitos, até atingir o máximo da violência que, no caso aqui estudado, proporcionou que a esposa recorresse à Justiça, para que esta atuasse como intermediadora, com o objetivo de cessar a dinâmica da violência conjugal.
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A violência conjugal contra a mulher a partir da ótica do homem autor da violência.

A violência conjugal contra a mulher a partir da ótica do homem autor da violência.

A violência entre parceiros engloba comportamen- tos dentro de uma relação íntima que podem causar morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial (Brasil, 2006). Historica- mente, a violência conjugal carrega tabu e medo e em diversos locais não tem sido tratada como crime real, o que acarreta evidente falta de consequências legais a tais atos. Segundo Guattari e Rolnik (1993), o modo como os agressores vivem essa condição de agressor oscila entre dois extremos: uma relação de alienação e de opressão, na qual o homem agressor se submete à subjetividade tal como ela se apresenta; ou uma rela- ção de criação e de expressão, na qual se reapropria dos componentes da subjetividade, criando um pro- cesso de singularização, ou seja, reconhecendo as di- ficuldades que traz consigo e que não dá conta de resolver a não ser por meio da violência.
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Vivências da maternidade de mulheres vítimas de violência conjugal

Vivências da maternidade de mulheres vítimas de violência conjugal

A análise ao impacto da violência conjugal nos filhos das participantes desta investigação, revelam-nos que estas crianças sofreram danos negativos, resultado da violência vivenciada nos seus lares. Estas mães referem questões relacionadas com impacto psicológico, episódios de maior carência e sensibilidade emocional e afetiva, como ainda realçam o aumento dos comportamentos agressivos dos seus/as filhos/as, principalmente do género masculino, após o testemunho. Os resultados obtidos desta análise, correspondem com a literatura existente, uma vez que, segundo múltiplos estudos, as crianças tendem a responder a um nível emocional, comportamental e psicológico a comportamentos destrutivos no seu seio familiar, provocando danos no seu desenvolvimento (Zemp et al., 2016). De acordo com uma investigação realizada em 2003 pelo Judicial Council of California Administrative Office of the Courts Center for Families, Children, & the Courts, filhos do género masculino, após vivenciar situações de violência entre os seus pais, tendem a ter comportamentos mais agressivos para com os outros, assim como atitudes mais hostis, ao contrário das raparigas que geralmente mostram mais evidências de perturbações psicológicas, como depressão e queixas sintomáticas.
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Homens e violência conjugal: uma análise de estudos brasileiros.

Homens e violência conjugal: uma análise de estudos brasileiros.

textos de diversos tipos: desde relatórios de pes- quisa até relatos de experiência de intervenção, na forma de artigos, textos em eventos acadêmi- cos, livros, capítulos de livros etc. Para a coleta, utilizamos vários recursos: os oficiais de revisão bibliográfica, o sistema Lattes, a Internet não aca- dêmica, o exame nas referências bibliográficas dos textos encontrados, sites de organizações não governamentais (ONGs) e também a rede pes- soal dos autores deste artigo. Na Scielo (Scienti- fic Electronic Library Online), no Google (até por volta das seiscentas citações, por conta do pro- gressivo arrefecimento da disponibilidade de tex- tos que interessavam) e no Lattes (em procura por assunto), as buscas aos textos foram reali- zadas entre agosto de 2008 e março de 2009, com as expressões: violência conjugal e homens, vio- lência de gênero e homens, violência contra mu- lher e homens, e masculinidade e violência. Quan- tos aos textos que usaram o termo “homens”, foram selecionados ainda os que tinham homens como entrevistados, ou que os tinham como re- lacionados ao objeto central de investigação, ou ainda que possuíam metodologia capaz de in- vestigar se eles são (vistos como) também víti- mas. Definimos ainda que só fossem incluídos os textos produzidos no Brasil, sem restrição à data de publicação, escritos por profissionais ou graduandos, e ainda que não fossem resumos em eventos, selecionando, ao final, 54 textos.
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Violência conjugal: vivências expressas em discursos masculinos.

Violência conjugal: vivências expressas em discursos masculinos.

É importante considerar que ao referir o que é violência, os entrevistados retratam exatamente as expressões identificadas nos estudos com mulheres em situações de vio- lência conjugal. Tal fato pôde ser evidencia- do na pesquisa com mulheres residentes no Calafate, mesmo locus onde foi desenvolvi- do este estudo, a qual revelaram situações de violência conjugal, tais quais: Violência emo- cional - acusação de ter amantes, xingamentos, impedimentos de manter amizades, humilha- ções publicas; Violência física - chutes, em- purrões, tapas; Violência sexual - relações sexuais forçadas, críticas ao desempenho se- xual; e Violência por atos destrutivos - revirar a casa, jogar pertences na rua, esconder objetos e documentos pessoais, quebrar mó- veis, destruir roupas. (16)
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Influência da violência conjugal sobre a decisão de abortar.

Influência da violência conjugal sobre a decisão de abortar.

Esta pesquisa procura investigar as manifestações de violência conjugal entre mulheres internadas em situação de aborto provocado, buscando analisar a influência deste fenômeno na deci[r]

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Passos e espaços: violência conjugal e ingestão de bebida alcoólica

Passos e espaços: violência conjugal e ingestão de bebida alcoólica

Na quinta visita ao Juizado, a assistente social me convidou para conduzir o grupo, fiquei meio reticente, mas me pus a falar mais, pois de algum modo sentia que meu silêncio incomodava ou intimidava as profissionais do Juizado. Como tentamos adotar um método de pesquisa e de vida que seja mais de interrogar do que prescrever, depois de ouvir diversas histórias de homens que estavam insatisfeitos com a relação que lhes levou até a cadeia, de ter ouvido de muitos deles arrependimento por terem insistido em relações que há muito já traziam brigas, violências e dores pras suas vidas, várias das histórias regadas a muita bebida alcoólica e algumas misturadas com pedra de crack, lancei o questionamento, explicando que ele era o motor que me levava a pesquisar violência conjugal: ―porque continuamos em relações que nos machucam?‖ Um dos homens do grupo fez eco à indagação: ―não só com as mulheres, mas com a bebida também né? Porque a gente continua a beber?‖.
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Mulheres vivenciando a intergeracionalidade da violência conjugal.

Mulheres vivenciando a intergeracionalidade da violência conjugal.

Objetivo: analisar a relação familiar, na infância e adolescência, de mulheres que vivenciam violência conjugal. Método: estudo qualitativo. Foram entrevistadas 19 mulheres, em vivência de violência conjugal, residentes em uma comunidade de Salvador, Bahia, Brasil. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (nº 42/2011). Resultados: os dados foram organizados pelo método Discurso do Sujeito Coletivo, identificando-se as ideias centrais síntese: presenciaram violência entre os pais; sofreram repercussões da violência entre os pais; indignaram-se com a submissão da mãe ao companheiro; e reproduziram a violência conjugal. O discurso mostrou que as mulheres presenciaram, na infância e adolescência, violência entre os pais, sendo agredidas fisicamente e moralmente. Diante da submissão da mãe surgiram sentimentos de indignação dos filhos. No entanto, na fase adulta, perceberam que sua vida conjugal assemelha-se a dos pais, reproduzindo a violência. Conclusão: é necessário o investimento em estratégias de rompimento da violência intergeracional, e os profissionais de saúde têm importância neste processo, por ser um fenômeno com repercussão na saúde. Por atuarem na Estratégia Saúde da Família, que foca na prevenção de agravos e doenças, promoção da saúde e intersetorialidade, os enfermeiros são essenciais no processo de prevenção e enfrentamento deste fenômeno.
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A intervenção de profissionais junto a mulheres vítimas de violência conjugal

A intervenção de profissionais junto a mulheres vítimas de violência conjugal

RESUMO: O presente artigo tem por objetivo explorar e descrever como os(as) profissionais que atendem mulheres vítimas de violência conjugal vão interagir com as vítimas, interpretar o que ocorre e como vão responder a essas pessoas. As áreas técnicas privilegiadas nesse estudo qualitativo são a Psicologia, o Serviço Social, a Medicina, a Polícia Civil, a Enfermagem e o Direito, totalizando seis entrevistas. Escolhemos, como técnicas para a coleta e tratamento dos dados, a entrevista narrativa e a análise do discurso e como referenciais teóricos foram utilizados os estudos de gênero. Delineamos quatro aspectos centrais a serem explorados nas narrativas, inicialmente as percepções que os(as) profissionais têm sobre a violência conjugal, como vêem e explicam as dinâmicas que geram a violência de gênero; em segundo lugar, o que mostram as narrativas sobre suas práticas, desde a identificação até a atuação nos casos de atendimento a mulheres em situações de violência; em terceiro lugar as dificuldades para atuar diante desse problema, a caracterização geral dessas práticas, tendo em vista o trabalho institucional e a articulação entre os vários serviços que se configuraram em uma rede, adequada ou não. E, finalmente, a preocupação com a prevenção desse fenômeno, e as responsabilidades que os (as) profissionais e os serviços se atribuíram.
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Eu digo não, ela diz sim: a violência conjugal no discurso masculino.

Eu digo não, ela diz sim: a violência conjugal no discurso masculino.

Este estudo tem como objetivo analisar a violência conjugal a partir das representações masculinas. Metodologicamente optou-se por uma abordagem qualitativa, tendo como referencial a Teoria das Representações Sociais. Participaram da pesquisa, dez homens adultos residentes na Comunidade do Calafate, bairro de San Martin-Salvador-BA, que tiveram um relacionamento conjugal de, no mínimo, 2 anos. Para coleta de dados se utilizou a entrevista semi-estruturada. Como resultados observamos que os sujeitos apóiam-se no processo de socialização do homem e da mulher, para definirem o modo de ser marido e mulher na relação conjugal, numa perspectiva assimétrica e hierarquizada onde os referenciais de masculinidade definidos pela sociedade, assim como a inadequação da mulher ao seu papel social, são apontados como explicação para a ocorrência da violência na relação conjugal.
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Homens e mulheres em vivência de violência conjugal: características socioeconômicas.

Homens e mulheres em vivência de violência conjugal: características socioeconômicas.

Um dos projetos de extensão, realizado a partir de oficinas educativas e grupos focais sobre temas da comunidade (drogas, câncer de próstata/ mama, relação familiar, etc) permitiu identificar pes- soas em situação de violência conjugal. Vale referir que dentre os homens e mulheres que participavam do projeto, todos vivenciavam ou já vivenciaram situações de violência conjugal, embora alguns não tivessem, até então, a percepção de tal condição. Essa técnica possibilitou ainda desvelar o envolvi- mento de homens em atividades ilícitas, tais como: roubo de banco e tráfico de drogas.
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Crenças acerca da Violência Conjugal e Agressão em Estudantes Universitários

Crenças acerca da Violência Conjugal e Agressão em Estudantes Universitários

Antigamente, a violência conjugal era considerada como um assunto privado e gerido em casa, contudo, atualmente estudos desenvolvidos têm demonstrado que este tipo de violência é um problema recorrente nas famílias e que deve ser resolvido. No estudo da World Health Organization (WHO, 2017), uma elevada percentagem da população mundial é afetada pela violência conjugal, onde a maior parte dos agressores são do sexo masculino, enquanto que as vítimas são do sexo feminino (30%). Neste estudo foi estimado que uma em cada três mulheres no mundo inteiro já experienciou, em algum momento da sua vida, violência física e/ou sexual do companheiro ou violência sexual por parte de um estranho. Por outro lado, comprova-se que, nas relações de namoro, aproximadamente 28% dos homens e mulheres, em algum momento das suas vidas, terão estado ou poderão vir a estar inseridos numa relação abusiva (Caridade, & Machado, 2006).
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Crianças expostas à violência conjugal: avaliação do desempenho acadêmico.

Crianças expostas à violência conjugal: avaliação do desempenho acadêmico.

A฀ literatura฀ na฀ área฀ de฀ crianças฀ expostas฀ à฀ violência฀ conjugal฀ aponta฀ os฀ riscos฀ acarretados฀ por฀ esse฀ fenômeno฀ para฀o฀desenvolvimento฀comportamental,฀emocional,฀social,฀ [r]

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Prevenção da violência conjugal contra a mulher.

Prevenção da violência conjugal contra a mulher.

Podemos pensar como é difícil quebrar bar- reiras sustentadas nos pré(conceitos), que se- param os direitos e deveres de homens e mu- lheres, em todas as sociedades. Logo, mudar mentalidades, concernentes à igualdade des- tes direitos e ao respeito humano e social às diferenças, quaisquer que sejam elas, requer ainda um longo caminho a percorrer, tanto em países desenvolvidos, como nos países em via de desenvolvimento, como é o caso do Brasil. Medidas preventivas que abranjam forma- ção de pessoal, recursos de Redes Telefônicas de ajuda, criação de Centros Terapêuticos de Acolhimento, Mediação e Tratamento de Ca- sais em Situação de Risco de Agressão, já se en- contram muito desenvolvidos e em plena atua- ção, em países como o Canadá, França, Esta- dos Unidos e Inglaterra (Oliveira et al., 1984; Rosen, 1989; Silva, 1989; Bowlby, 1990; Minis- tère de Secirité Publique, 1993; Ministère de la Justice, 1993, 1996; Raynor-Rinfret et al., 1994; Ministère du Travail et des Affaires So- ciales, 1996). No Brasil, entretanto, carecemos destes serviços básicos, o que torna pratica- mente inviável falarmos em prevenção con- tra a violência conjugal, neste momento, em nosso país.
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