Violência contra a Mulher

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A violência contra a mulher

A violência contra a mulher

O presente trabalho tem o propósito de discutir sobre a dinâmica psíquica feminina e sua relação com a violência conjugal. Para isso, com base em pesquisa bibliográfica, partimos do pressuposto de que a menina necessita enfrentar um duplo entrave para aceder à posição feminina: ela precisa abdicar de uma zona genital erógena primária, que é o clitóris, e passar para a excitabilidade vaginal, que se apresenta como contingente do pênis, e, posteriormente, o desejo de possuir um pênis é trocado pela vontade de ter um filho. Além disso, é demandado à menina que abandone a mãe como objeto amado e comece a desejar o pai. Como a mãe é objeto de desejo do pai, ela passa a ser o seu referencial identificatório. Contudo, a menina acaba deslocando o desejo que sentia pelo pai para outros homens na vida adulta. Assim, a escolha do objeto de amor, posteriormente na puberdade, está relacionada com a história do sujeito, alicerçada nas identificações do complexo edípico que permite a sua resolução. Outro aspecto a ser discutido, para dar conta do objetivo da pesquisa, é a respeito da diferença de gênero, que tem início no meio familiar, em consequência das atitudes dos pais durante a criação dos filhos, assim sendo, é no cotidiano que a criança começa a internalizar o homem e a mulher do futuro. Entretanto, os atributos e os papéis de gênero valorizam o homem em detrimento da mulher, legitimando a dominação deste sobre esta. A carga cultural desempenhada pela criação, vinculada ao modelo familiar, tem grande influência na questão da violência contra a mulher. O que foi aprendido no meio familiar encontra um novo cenário para se manifestar, no momento que se constitui uma relação amorosa, por meio da compulsão à repetição. Portanto, é possível que a mulher mantenha um relacionamento tumultuado, sofrendo violência, pelos mais diversos motivos, que podem ser de ordem subjetiva, emocional, familiar.
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Violência contra a mulher

Violência contra a mulher

O Serviço Social no espaço jurídico vem se consolidando nos últimos anos, e o Assistente Social contribui nessa área a partir de seu conhecimento teórico-metodológico para a construção de novas alternativas de atuação na área jurídica, tendo como objetivo a garantia de direitos de seus usuários. O Serviço Social, no Escritório Modelo de Advocacia (EMA), tem como finalidade prestar atendimento social aos usuários, bem como integrar as áreas profissionais de Direito e Serviço Social, desenvolvendo um trabalho interdisciplinar em que cada profissional busca contribuir com os conhecimentos específicos de sua disciplina, qualificando seu instrumental técnico-operativo e sendo comprometido com o seu projeto ético-político profissional de garantia de direitos. O projeto de intervenção “Violência contra a mulher: mas do que o corpo, machuca a alma”, que teve como objetivo geral “Informar grupos de mulheres sobre a Lei Maria da Penha no município de Florianópolis, Santa Catarina”, caracteriza-se como a possibilidade de proporcionar espaços de discussão e informação para as mulheres sobre os seus direitos. Diante disso, este trabalho apresenta uma nova proposta de atuação do Serviço Social no EMA, que é de levar informação aos usuários, sendo a orientação e a informação uma das competências do Assistente Social. Enfatiza ainda a violência intrafamiliar e doméstica contra a mulher e sua presença constante na sociedade, e destaca a Lei Maria da Penha, evidenciando-a como um mecanismo de defesa da violência contra a mulher e a importância de sua divulgação. Por fim, apresenta-se o relato da experiência construída no processo de estágio e da execução do projeto de intervenção.
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VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

Violência contra a mulher: conduta de discriminação, agressão ou coerção, ocasionada pelo simples fato de a vítima ser mulher e que cause dano, morte, constrangimento, limitação, sofrimento físico, sexual, moral, psicológico, social, político ou econômico ou perda patrimonial. Essa violência pode acontecer tanto em espaços públicos como privados.

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Violência contra a mulher

Violência contra a mulher

No entanto, tornar a incidência desse tipo de infração penal praticamente nula não é fácil, em razão de fatores psicológicos, sociais e históricos que mantêm e alimentam a violência contra a mulher. Esse também é o entendimento da advogada Ivette Senise Ferreira, a saber: “A lei é moderna, é boa, mas a violência doméstica ainda está longe de ser resolvida. Nossa sociedade – embora as leis indiquem o contrário – ainda é muito patriarcal. É preciso mudar a mentalidade das pessoas e isso é um processo que está em curso, mas muito lentamente”. (2007, p. 14) Prossegue a ilustre professora de Direito Penal da Universidade de São Paulo: “temos de incentivar as mulheres vítimas de agres- sões em suas casas a denunciar a violência que sofrem, a não perdoar seus agressores, a não transigir. Enfim, temos de conscientizá-las do seu próprio valor”. (Idem, p. 14)
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Violência Contra a Mulher

Violência Contra a Mulher

2. Equipamentos e Acessórios fotográficos, 3. Objetos de cena, 4. Modelos, 5. Esquema de Iluminação. DESCRIÇÃO DA PEÇA: O ensaio de responsabilidade social abordará o tema “Violência contra a Mulher”. Quatro imagens de composição simples farão parte da peça gráfica. Três fotografias em sequência da modelo assumindo as expressões dos três macacos sábios (Não escuto, não vejo e não falo sobre o mal), e uma ultima fotografia da mulher com a mão de um homem sobre a sua. O fundo deve ser completamente preto e a luz deve ser lateral para dar maior dramaticidade à fotografia. A modelo será maquiada para dar a ideia de marcas de violência e uma expressão de sofrimento. As mãos do agressor aparecerão primeiramente tampando os ouvidos da mulher, depois seus olhos, sua boca, e por último, a mulher estará com a mão no peito e a mão dele por cima. Será ancorada na finalização do trabalho a frase: “EU APENAS SINTO” e as demais informações textuais. (Brienfing extraído do Projeto)
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Violência contra a mulher

Violência contra a mulher

Esta cena da violência contra a mulher talvez tenha sido um dos dramas mais severos que esteve no coração do papa Francisco quando defi niu, para este mês de fevereiro, como intenção para a oração univer- sal, para a oração em todas as dioceses no mundo inteiro, intenção esta que deve ser balbuciada por todos, em todas as expressões pastorais e espirituais da Igreja: que rezemos por todas as mulheres que, como aquela mulher prestes a ser apedrejada com novos e requintados instru- mentos, são hoje vítimas de violência. A Igreja toda deve, em todos os dias do mês de fevereiro, clamar a Deus para que a sociedade encontre meios concretos de proteger as mulheres vítimas diárias de toda forma de violência praticada não apenas pelos homens, maridos ou compa- nheiros, mas também por parentes próximos, como pais, padrastos, irmãos ou até irmãs. Rezar por tantas mulheres que trazem em seus corpos as chagas do Crucifi cado. Por tantas mulheres que perderam a noção de seu valor, a consciência de sua dignidade, e permanecem, por razões várias, escravas da violência diária.
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Violência contra a mulher e suas consequências.

Violência contra a mulher e suas consequências.

neste estudo, nexos com os princípios da con- servação da saúde na Teoria de Levine, referente ao comprometimento da conservação de energia e de integridade estrutural, pessoal e social. Os resultados caracterizaram-se por distúrbios fí- sico, psicológico e emocional, influenciando na conservação e na integridade à saúde da mulher de forma degradante, agressiva e destruidora de sua autoestima e de seu estado de independência completa. Há necessidade da inserção dos enfer- meiros na Atenção Integral da Saúde da Mulher e no atendimento humanístico, e no acolhimento, fortalecendo sua autonomia e autoestima. A Teo- ria de Enfermagem de Levine permitiu ampliar um conhecimento no campo de prática do en- fermeiro numa possibilidade de intervenção, com suas ações para a promoção e redução dos impac- tos da violência contra a mulher.
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Violência contra a mulher e adoecimento

Violência contra a mulher e adoecimento

Introdução Na sociedade ocidental as relações de gênero foram construídas com base no exercício de poder por parte do homem e na marginalização da mulher, como consequência (ZANELLO; SILVA, 2012). Essa relação assimétrica é constituída por uma série de determinações que produz consequências muito sérias, entre elas a violência contra a mulher, a qual é baseada no uso deste poder e nas desigualdades nas relações entre os gêneros (AZAMBUJA; NOGUEIRA, 2009; BANDEIRA, 2014; SCHRAIBER, D'OLIVEIRA, COUTO, 2009). Ela ocorre de diferentes formas, levando a danos físicos e psicossociais e suas principais manifestações acontecem no próprio lar, por familiares (violência doméstica) e/ou por parceiros íntimos (VPI) (BHONA, LOURENÇO; BRUM, 2011; MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2008; WAISELFISZ,2015).
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Combate à violência contra a mulher:

Combate à violência contra a mulher:

Assim, considerando a baixa produtividade das senadoras na autoria de projetos sobre o combate à violência contra a mulher, que é o mote deste trabalho, como fazer para que este assunto entre na pauta de Suas Excelências? Duas ações bási- cas julgam-se imprescindíveis: 1) a parlamentar precisa estar envolvida com o tema; e 2) a sociedade organizada precisa levar o tema ao conhecimento das senadoras, seja em visitas ou telefonemas ao gabinete parlamentar, contato com as par- lamentares nas ruas ou por meio das redes sociais. Enfim, o assunto tem de cruzar as portas do Congresso Nacional.
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A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER NÃO É SÓ MAIS UMA VIOLÊNCIA. É VIOLÊNCIA DE GÊNERO!

A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER NÃO É SÓ MAIS UMA VIOLÊNCIA. É VIOLÊNCIA DE GÊNERO!

Diversas são as formas de violência contra a mulher: física, sexual, moral, social, patrimonial etc., estando a violência psicológica presente em todas. Todas essas formas deixam marcas, a violência física deixa não só as marcas visíveis nos corpos das mulheres, mas também as invisíveis. Tratando-se de marcas invisíveis ao corpo, podemos retratar a violência psicológica, invisível muitas vezes à própria mulher. É o que Pierre Bordieu (2002) denomina de violência simbólica. Essa violência atinge as mulheres na dimensão do seu comportamento, atinge suas vidas na medida em que estas são levadas a se privarem de, por exemplo, amizades e de certas atitudes. Em síntese, de viver livremente e à sua vontade. Outro aspecto específico desse tipo de violência é que ela é praticada com o objetivo de dominação da vítima, que é tida como uma propriedade. Segundo Queiroz:
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Homens, gênero e violência contra a mulher.

Homens, gênero e violência contra a mulher.

Considerando o compromisso do Estado brasileiro de coibir e prevenir a violência contra a mulher, firmado em várias conferências internacionais e tendo em vis- ta a promulgação da Lei 11.340/06 – a Lei Maria da Penha –, este artigo tem como objetivo realizar uma reflexão sobre a incorporação dos homens e da pers- pectiva de gênero nos esforços de prevenção e aten- ção à violência contra as mulheres. Apesar do crescen- te interesse da literatura científica e da intervenção em saúde com o envolvimento dos homens, em especi- al, no campo dos direitos sexuais e reprodutivos, com- parativamente, reflexões e intervenções com homens autores de violência contra a mulher têm recebido bem menos atenção de órgãos governamentais, não-gover- namentais e pela academia. O artigo apresenta alguns conceitos e dados sobre a violência contra as mulhe- res e descreve um panorama sobre a conexão entre gênero, saúde e masculinidades; analisa trabalhos que abordam os temas homens e violência contra as mu- lheres e apresenta algumas ações voltadas à preven- ção dessa forma de violência junto à população mas- culina; e por fim tece algumas considerações finais sobre o tema.
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Judiciarização do privado e violência contra a mulher.

Judiciarização do privado e violência contra a mulher.

Constrói-se a representação de um mundo global, capaz de níveis crescentes de integração, que favo- rece a emergência de uma sociedade civil global, que participará da governança global, capaz de assegu- rar a defesa e a implementação dos direitos humanos – por que não? – em escala também global. Como exemplo, é possível citar o impacto e a influência de documentos como a Declaração de Direitos Humanos de Viena (1922) que reconheceu que a violência contra as mulheres infringe os direi- tos humanos (em 1995, a Convenção de Belém do Pará ratificou esta posição, ao elaborar um estatuto interamericano que tipifica as violências de gênero), a Convenção sobre a Eliminação de Todas as For- mas de Discriminação contra a Mulher (Cedaw), de 1979; a Declaração e o Programa de Ação da Con- ferência Mundial de Direitos Humanos de Viena, de 1993; o Plano de Ação da Conferência Mundial so- bre População e Desenvolvimento do Cairo, de 1994; a Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher, de 1994; e a Declaração e a Plataforma de Ação da IV Confe- rência Mundial sobre a Mulher de Pequim, de 1995. O Brasil é o décimo oitavo país da América Latina e Caribe a contar com uma lei específica que trata a violência contra a mulher.
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Violência contra a mulher e políticas públicas.

Violência contra a mulher e políticas públicas.

esta pesquisa busca investigar não apenas a chamada violência doméstica mas os vários tipos de homicídio – tentativa ou consumação – de mulheres, de todas as faixas etárias. Ela investigou e procurou comparar como este crime era tratado: 1. pela mídia (especial- mente jornais de 1991 e de 2000); pelo rádio e televisão; 2. nos Boletins de O corrência das D elegacias de Policia da capital de São Paulo (do ano de 1998); 3. nos Processos Judiciais, através de uma amostra representativa dos cinco Tribunais do Júri da Capital de São Paulo (de 1997). D esejava saber como a mídia tão resistente a principio se com- portava na passagem do século XXI face à violência contra a mulher, o que os BO s re- gistravam e como eram julgados os assassinos/ as de mulheres. O s complexos resultados obtidos revelaram mudanças em alguns segmentos e um concomitante mecanismo que retroalimenta a antiga violência nas relações sociais de gênero. Concluindo propõe-se a implantação de uma política transversal de gênero para enfrentar a violência.
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Violência contra a mulher: o que a escola tem a ver com isso?

Violência contra a mulher: o que a escola tem a ver com isso?

As discussões de gênero na educação tem sido alvo de diversos ataques nos últimos tempos. Uma onda conservadora tem temido que a escola passe a debater tais questões, assumindo que por meio desse debate, professores “doutrinem” crianças, ameaçando o fim da “família tradicional”. O presente trabalho tem por objetivo compreender algumas das formas a partir das quais a escola tem debatido as questões de gênero, tendo como foco a discussão sobre como a violência social contra a mulher aparece e/ou pode ser enfrentada na especificidade das relações de ensino e de aprendizagem na escola. Através da análise de documentos curriculares e produções acerca das questões feministas procuramos compreender de que forma as questões de gênero são apresentadas na escola e como estão sendo tratadas em documentos oficiais como a Base Nacional Comum Curricular - BNCC e Parâmetros Curriculares Nacionais - PCNs. Compreendendo que o direito das mulheres é resultado de um processo constante de resistência e luta pelo acesso à escola, para nós mulheres, seja enquanto estudantes ou professoras, esse processo também deve ser compreendido como fruto de práticas de resistência. A escola, assim como os documentos que regem a educação, são campos em constantes disputas e, portanto, expressam de maneiras distintas questões importantes como a luta e enfrentamento pelo fim da violência contra a mulher. É nesta direção de disputas de projetos e assumindo uma perspectiva emancipatória na educação que se faz necessário pensar no que a escola tem a ver com a discussão de gênero.
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Violência contra a mulher na perspectiva do direito

Violência contra a mulher na perspectiva do direito

Buscando compreender o fenômeno da violência contra a mulher, este estudo tem como objeto “A condição feminina no Brasil, na perspectiva do direito”. Dentro desta temática, traçou-se como objetivo geral a avaliação da condição da mulher na sociedade brasileira de 1900 a 2019, frente a suas conquistas no campo dos direitos e os principais desafios a serem enfrentados. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, cujo percurso metodológico começa com a compreensão das transformações na condição feminina desde a instituição do Código Civil em 1916 até a instituição da “Lei Maria da Penha” em 2006, na tentativa de avaliar os principais avanços e fragilidades da lei. Quanto ao referencial teórico, apoia-se nos estudos de Coelho (2017), Giannella e Castanheira (2019) e Pasinato (2016), para compreensão do processo histórico de conquista de direitos da mulher, da importância do direito internacional nesse processo e, também, das dificuldades de implementação da “Lei Maria da Penha”. Ao final, buscou-se tecer algumas considerações a respeito das transformações na condição feminina mediante a construção teórica de um quadro comparativo da posição da mulher na sociedade brasileira em 1900 em contraste com sua posição na atualidade, ressaltando as dificuldades de efetivação da legislação na realidade cotidiana.
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Violência contra a mulher e alcoolismo: quem são as vítimas?

Violência contra a mulher e alcoolismo: quem são as vítimas?

O presente trabalho de conclusão de curso, intitulado Violência contra a Mulher e Alcoolismo: Quem são as vítimas?, tem como objetivo trabalhar, por meio de uma pesquisa bibliográfica, a problemática que envolve a mulher no contexto histórico, desde a Antiguidade até os dias atuais. Estudar a história e entendê-la desde os primórdios da existência, possibilita compreender de onde vem o conceito de patriarcado e, consequentemente, entender o papel que a mulher assume como submissa, esquecida pela sociedade. Assim, procurou-se, ainda, transitar e entender a relação entre a violência contra a mulher, o agressor e a dependência do álcool. Desde os tempos mais antigos até hoje, a mulher vem sofrendo violência em todos os sentidos, pelo lugar que a ela sempre foi imposto a ocupar – da mulher como objeto, mulher para fins reprodutivos, mulher para sexo/prazer. Resgatando a história de uma sociedade marcada pelo patriarcalismo e pelo machismo, pôde-se entender quais os motivos que levam a mulher a aceitar a posição de submissão e de opressão. Isso porque no mundo contemporâneo, e diante das famílias, o alcoolismo, na maioria das vezes, se atravessa como coadjuvante ou promotor dos conflitos que geram altos índices de violência, principalmente contra mulher.
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Violência contra a mulher: dos números à legislação

Violência contra a mulher: dos números à legislação

O presente trabalho de conclusão de curso tem por finalidade apresentar de maneira pontual uma breve abordagem sobre a violência sob um ponto de vista histórico, no seu aspecto de demonstração de poder, em vários meios sociais, para, posteriormente, conceituar e contextualizar a violência doméstica, suas principais causas e consequências. Discorre-se que a violência doméstica é considerada como uma violência de gênero, uma consequência da sociedade patriarcal e uma afronta direta aos direitos humanos da mulher agredida. Será abordada também a importância das legislações específicas de proteção à mulher, especialmente a Lei Maria da Penha. Também é demonstrado no artigo o impacto causado pela violência contra a mulher, através dos números deste tipo de violência e do alcance da Leia Maria da Penha na atualidade. Diante da repercussão alcançada, principalmente a midiática, foram manifestados muitos comentários equivocados e falsas expectativas a partir da criação de uma lei exclusiva para tratar do tema, historicamente tão forte em nossa sociedade. Com base no considerável peso do instrumento legal, ainda assim, dentro do ponto de vista técnico, é preciso examinar e analisar a lei à luz dos princípios constitucionais, penais e processuais penais, para se constatar até que ponto o Estado tem legitimidade para intervir coercitivamente na liberdade dos cidadãos. Fato é que a violência doméstica e familiar é uma questão histórica e cultural anunciada, que ainda hoje infelizmente faz parte da realidade de muitas mulheres nos lares brasileiros. Com o advento da Lei Maria da Penha, foram criados mecanismos para reduzir e prevenir a violência doméstica e familiar contra as mulheres, ambicionando que essa realidade mude e a mulher passe a ter instrumentos legais inibitórios, para que não mais seja vítima de discriminação, violência e ofensas dos mais variados tipos. Palavras-Chave: Violência. Estatísticas. Lei Maria da Penha.
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Marcas da violência contra a mulher na literatura

Marcas da violência contra a mulher na literatura

Esse tema tem diferentes versões no imaginário da literatura contemporânea. Na década de 70, com a divulgação do feminismo entre as intelectuais brasileiras, a violência contra a mulher passa a ser incorporada como tema da literatura de autoria feminina. Apesar de não ser uma abordagem comum a todas as escritoras, tal violência ganha mais visibilidade e passa a ser encarada como parte da cultura dominante. Nessa linha de reflexão, Marina Colasanti questiona a opressão feminina, em “Moça tecelã” (1978), por meio de uma paródia da relação controladora do patriarca. No conto, o homem nasce do desejo de a mulher ter um marido. Todavia, após realizar seu sonho, a tecelã passa a ser explorada e escravizada por ele, que a priva do direito de expressão e de liberdade. Ela fica presa o dia todo pro- duzindo o que mais interessa ao homem: bens e riquezas. Como saída, a mulher desfaz o marido e o sistema opressor para viver em liberdade. Dentro das relações de gênero, ela elimina simbolicamente um sujeito que até reconhece o excesso de sua violência, mas considera sua atitude necessária para a melhoria do relacionamento (MACHADO, 2006, p. 14).
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A questão social: violência contra a mulher

A questão social: violência contra a mulher

A Questão Social Violência Contra a Mulher é um tema que causa preocupação em toda a esfera social. Inúmeras campanhas são criadas, políticas sociais têm sido construídas pe- los governos locais e federais no sentido de combater esse tipo de violência, mas, pouca evolução tem sido notada. Por outro lado, a esfera jurídica tem se mobilizado no sentido de se criar uma legislação mais efi caz a fi m de solucionar o problema que atinge índices alarmantes em todo o país. Observa-se a importância de se denunciar os casos de abusos e atender as vítimas pelos profi ssionais competentes da área.
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Homens, gênero e violência contra a mulher

Homens, gênero e violência contra a mulher

Considerando o compromisso do Estado brasileiro de coibir e prevenir a violência contra a mulher, firmado em várias conferências internacionais e tendo em vis- ta a promulgação da Lei 11.340/06 – a Lei Maria da Penha –, este artigo tem como objetivo realizar uma reflexão sobre a incorporação dos homens e da pers- pectiva de gênero nos esforços de prevenção e aten- ção à violência contra as mulheres. Apesar do crescen- te interesse da literatura científica e da intervenção em saúde com o envolvimento dos homens, em especi- al, no campo dos direitos sexuais e reprodutivos, com- parativamente, reflexões e intervenções com homens autores de violência contra a mulher têm recebido bem menos atenção de órgãos governamentais, não-gover- namentais e pela academia. O artigo apresenta alguns conceitos e dados sobre a violência contra as mulhe- res e descreve um panorama sobre a conexão entre gênero, saúde e masculinidades; analisa trabalhos que abordam os temas homens e violência contra as mu- lheres e apresenta algumas ações voltadas à preven- ção dessa forma de violência junto à população mas- culina; e por fim tece algumas considerações finais sobre o tema.
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