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Aplicação da lei Maria da Penha à luz da perspectiva gênerosensitiva: o acesso à justiça da mulher vítima de violência doméstica em João Pessoa/PB.

Aplicação da lei Maria da Penha à luz da perspectiva gênerosensitiva: o acesso à justiça da mulher vítima de violência doméstica em João Pessoa/PB.

A despeito das conquistas alcançadas no espaço público, as mulheres ainda se encontram vulneráveis à violência doméstica no espaço privado. Diante da necessidade de enfrentamento dessa problemática, um dos caminhos apontados pelo Direito foi a criação da lei 11.340/2006 como forma de compensá-las pela discriminação sofrida, já que a violência doméstica é uma das expressões do poder patriarcal e da situação de subordinação da mulher na sociedade. Entretanto, apenas a existência formal da lei não garante que a vítima de violência doméstica tenha efetivo acesso à justiça, nem que haverá transformação das relações hierárquicas de gênero. No presente trabalho, parte-se da hipótese de que a interpretação/aplicação da lei Maria da Penha à luz da perspectiva gênero-sensitiva facilita o acesso à justiça da vítima de violência doméstica, porque esse enfoque leva em conta que essa violência é produto do sistema patriarcal de gênero e é gerada a partir de um construto cultural que estabelece parcelas desiguais de poder em detrimento da mulher, colocando-a em posição de inferioridade em relação ao homem, sendo instrumento de reprodução/manutenção da dominação masculina. O estudo em epígrafe se propôs a investigar a atuação dos juízes na comarca de João Pessoa/PB em 2009, com o fim de saber se a lei 11.340/2006 foi interpretada e aplicada de modo a facilitar o acesso à justiça da mulher vítima de violência doméstica, o que foi feito através de pesquisa empírica junto aos livros de registros de sentenças de 2009 das varas criminais da capital paraibana, com ajuda de instrumento semiestruturado de pesquisa, tendo-se chegado à ilação de que os julgados foram proferidos, em sua maioria, sem que houvesse efetiva contribuição com o direito das mulheres a uma vida livre de violência. Isso porque ao não vincular o campo jurídico ao campo social, o Judiciário acabou por aplicar a lei Maria da Penha incorporando o viés pragmático, e não político, dessa lei, ratificando o caráter androcêntrico do Direito e estimulando a reprivatização do conflito doméstico conjugal.
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Em Especial no Crime de Violência Doméstica

Em Especial no Crime de Violência Doméstica

A adopção de conceitos restritos de vítima, bem como a sua diminuta intervenção no processo penal, parecem ser tendências do passado. O conceito restrito não foi o adoptado pela União Europeia nem pela legislação portuguesa, como veremos na Lei n.º 112/2009, de 16 de Setembro de 2009; (regime jurídico aplicável à prevenção da violência doméstica que estabelece o estatuto da vítima de violência doméstica) e na recente Directiva 2012/29/EU, de 25 de Outobro de 2012, que estabelece as normas mínimas relativas aos direitos, ao apoio e à protecção das vítimas da criminalidade. A alínea a), do n.º1, do artigo 2.º, ponto i) define a vítima como a pessoa singular que tenha sofrido um dano físico, moral, emocional e material directamente causado por um crime, bem como os familiares de uma pessoa cuja morte tenha sido directamente causada por um crime e que tenha sofrido um dano em consequência da morte dessa pessoa. Ora este conceito de vítima é implicitamente amplo e reflecte um abandono da concepção restrita da vítima de um crime.
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O Lado B da Violência Doméstica

O Lado B da Violência Doméstica

um acentuado estado de dependência, em que ele passa a usufruir de uma enorme capacidade de controle e poder sobre ela. Mas, os recursos que o homem controla não são apenas de ordem económica, mas, de ordem emocional e simbólica 10 . Nestes termos, a mulher vê a sua identidade definida em relação ao homem através de uma dependência artificial criada pela própria sociedade. Destacamos que, apesar da denominação dessa violência estar vinculada a um âmbito simbólico, tal conceito não desconsidera as manifestações reais do poder e da violência, como situações em que pessoas são “[...] espancadas, violentadas, exploradas”, mas busca visualizar, “na teoria, a objetividade da experiência subjetiva das relações de dominação” (Bourdieu, 2003). O reconhecimento social do problema da violência doméstica ganha, verdadeiramente, expressão com as crescentes recomendações e quadros de referência internacionais nesta matéria. Portugal começou a ser permeável à mudança e inquietudes dos mais variados movimentos, tendo sido palco de inúmeras mudanças no que refere a esta temática. O ano 2000 11 foi um ano charneira e constituiu um marco histórico decisivo no entendimento de um fenómeno, que até então permanecia adormecido e silenciado no interior das famílias e era social e legalmente tolerado e legitimado. Ou seja, falamos de um velho problema, de uma herança, diria. Este fenómeno tem, assim, vindo a assumir progressivamente um lugar de destaque no discurso científico, político, judiciário, nos meios literários e nos mass media suscitando, ao longo dos últimos anos, o interesse de múltiplos públicos (Matos, 2006). Deste modo, ao longo dos anos, a questão da VD, a sua definição, as políticas e estratégias de intervenção, entre outros aspetos, sofreram progressivas transformações e análises concetuais. Estas diferentes formas de abordar esta temática subjazem em diversas construções da realidade e do mundo, quer científicas quer políticas, quer ao nível das ideologias e da cultura dominantes que caracterizam determinada sociedade em determinado momento histórico (Manita, Ribeiro & Peixoto, 2009).
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Considerações acerca da Violência Doméstica

Considerações acerca da Violência Doméstica

A violência doméstica tem vindo a ganhar maior forma e importância ao longo dos tempos. Como crime público que é, espera-se que seja notificado em maior número, contribuindo para que hajam menos casos de omissão. Este tipo de comportamento expressa-se de diversas formas, desde a violência psicológica e emocional, à física e à sexual, englobando ainda a negligência. Pode atingir qualquer classe social e económica, assim como qualquer idade, género ou afinidade populacional. Como resultado, pode apresentar diversas manifestações, quer físicas quer psicológicas, contribuindo na alteração do comportamento futuro da vítima podendo torná-la mais vulnerável e potencial agressora. Assim, é de extrema importância a intervenção dos profissionais de saúde, força policial e de justiça, em casos como estes, sendo essencial seguir-se uma conduta específica e eficaz, nomeadamente no papel do Médico Dentista no que toca ao diagnóstico das ocorrências, notificação e possível tratamento das lesões se necessário e indicado.
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Violência doméstica e suas diferentes manifestações.

Violência doméstica e suas diferentes manifestações.

O estudo da violência doméstica exige uma atitude de muita tolerância e sensibilidade. As emoções envolvidas despertam raiva, pena, re- chaço, tristeza e impotência. A tendência da identificação com a vítima torna a tarefa da equipe de trabalho uma experiência, por vezes, dolorosa. A “estranheza”, o sinistro freudiano, remonta o observador às vivências precoces vividas pelo bebê em seu desamparo, imerso em vivências de desprazer. Os conflitos pre- sentes na mente da mãe persistem como mar- cas mnêmicas na vida mental do bebê, de uma forma mais ou menos intensa de acordo com a vivência pessoal. Situação esta com que todos, de uma forma ou de outra, identificam-se. A primeira reação é negar ou evitar, colaborando para o “muro de silêncio”, onde a violência vice- ja.
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Violência doméstica e estrangeiros em Portugal

Violência doméstica e estrangeiros em Portugal

Pode aproximar pessoas de diferentes géneros ou não. Ainda que a relação de violência doméstica mais divulgada à escala global, não sendo Portugal exceção, seja perpetuada pelo homem contra a mulher, é hoje garantida proteção legal para a população conhecida pela sigla “LGBTI”, que engloba as pessoas lésbicas, gays, bissexuais. transexuais e intersexuais. A relação subjectiva assume uma dimensão ampla a partir do momento que o legislador previu que, por um lado, pode haver coabitação, ou não, entre o agressor e a vítima. E por outro, a pessoa “dominada” pode ser aquela que esteja numa situação de especial vulnera‑ bilidade em função da “idade, deficiência, doença, gravidez ou dependência económica”.
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VIOLÊNCIA DOMÉSTICA: INVESTIGAR PARA AGIR

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA: INVESTIGAR PARA AGIR

A recolha de dados foi realizada pelos profissionais de saúde, no decurso das suas inter- venções e após formação específica, com recurso a um instrumento estruturado em três partes distintas. A primeira parte é destinada à recolha de dados sociodemográficos, a segunda é um Screening de violência doméstica, onde se obtém informação acerca de vio- lência sofrida ao longo da vida e no último ano, discriminando o tipo de violência so- frida, o agressor e a frequência da mesma. Na terceira e última parte é feita uma avalia- ção do risco, das pessoas que durante o último ano tenham sido vítimas de violência do- méstica, recorrendo a um conjunto de 20 itens (11) . A pontuação pode variar entre 0 e 20
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Violência doméstica: uma contribuição da psicanálise.

Violência doméstica: uma contribuição da psicanálise.

A “amnésia” referida pelo artista de Luan- da, é uma das conseqüências do uso desse ar- tifício brutal, que destrói a função psíquica de transformar a experiência bruta em elemen- tos para imaginação, sonho e pensamento. Is- so, penso, explica a falta de vitalidade, de cu- riosidade, a falta de interesse pela vida e pela verdade, que apresentam as crianças que con- vivem com a violência doméstica. Ajuda-nos a entender também o comportamento opos- to de algumas dessas crianças como a hipera- tividade, rebeldia e agressividade extremadas; tentativas ainda de um ego tentando não cair na “amnésia”, tentando se manter “vivo, lem- brado, desperto”.
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A educação social e a violência doméstica:Estudo exploratório na associação portuguesa de apoio à vítima

A educação social e a violência doméstica:Estudo exploratório na associação portuguesa de apoio à vítima

A necessidade de formação é vista como ferramenta de combate à problemática da violência doméstica e, em muitas das perspetivas das voluntárias, estas deveriam começar cedo nas camadas mais jovens e debatidas ao longo dos anos de formação escolar, o educar como medida de prevenção. Os autores Sáez e Molina (2006) referem o papel do Educador Social, semelhante ao papel do TAV, tem o papel de desencadear a mudança e a função de disponibilizar meios adaptados à realidade social, neste caso adaptadas à vítima. Uma das voluntárias refere a importância de haver um acesso informativo na formação escolar: “Isso já é feito, mas poderia ser mais reforçado, pronto, poderia, mas além disso, acho que inclusivamente deveria começar nas escolas, ok? Porque não é, não é só fazer isso já a pessoas adultas, que é importante para esclarecer e tudo mais, mas deveria começar nas escolas . . . . Agora que, deve haver, acho quem sim, deve ser reforçado, as coisas têm… Mas é a tal coisa, uma atitude não se muda de um dia para o outro, não é? Mudar e mudar atitudes, não é só um comportamento… uma atitude tem uma série de componentes envolvidas, a educação, o perfil psicológico da pessoa, a cultura, não é?” (E. 5) Desta forma, a prevenção será uma medida primária, sendo que a intervenção será uma medida secundária, de atuação face ao problema: nós fazemos uma intervenção primária e secundária. A primária é mesmo a de prevenção, que é muito bom, agir ao problema, mas melhor é prevenir o problema.” (E. 5)
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Fatores associados à violência doméstica contra a pessoa idosa.

Fatores associados à violência doméstica contra a pessoa idosa.

discussão e enfrentamento dessa violência. A violência doméstica é comumente velada e uma das formas de investigá-la, tornando-a visível para subsidiar a adoção de medidas para seu enfrentamento, é por meio da análise de laudos médico-legais. Desse modo, a pesquisa tem como objetivo descrever o perfil e os fatores associados à violência doméstica do tipo física entre idosos submetidos a exame de corpo de delito traumatológico, entre 2004 e 2007, no Instituto de Medicina Legal do Recife.

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Sistema de justiça criminal e violência doméstica contra as crianças e os adolescentes: um estudo sociológico.

Sistema de justiça criminal e violência doméstica contra as crianças e os adolescentes: um estudo sociológico.

Os valores dos magistrados, permeados pelos estereóti- pos presentes nas categorias sociais em que estão inseri- dos, são repletos de ambigüidades, permitindo com isto um extenso jogo de ação. Ao deparar-se com famílias de clas- ses populares ou com aquelas que vivem em condições de pobreza absoluta, nas quais pais e filhos dividem o mesmo espaço para desempenhar suas tarefas diárias, a visão “relativizadora” destes profissionais para compreender os costumes locais ou as condições de determinada situação esvaece-se. Diante deste quadro, a existência da violência doméstica é posta em dúvida sob o argumento de que o ambiente promíscuo que cerca o contexto familiar não pode ser considerado como critério para a atribuição de uma sentença condenatória. A lógica deste discurso inverte-se quando as vítimas e acusados aproximam-se mais dos mo- delos de comportamento e de organização familiar espera- dos por estes profissionais; nestes casos, a possibilidade de uma sentença absolutória torna-se reduzida.
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Aceitação dos mitos da violência doméstica e as variáveis preditoras

Aceitação dos mitos da violência doméstica e as variáveis preditoras

doméstica tem graves implicações na saúde, física e mental das pessoas (Giffin, 1994) e que apesar do avanço social e profissional das mulheres nos dias de hoje, a discriminação contra ela subsiste, manifestando-se contudo, de forma subtil (Formiga et al., 2005). A violência doméstica, no relacionamento íntimo pode ser considerada como um factor de risco para a ocorrência de uma série de perturbações do foro psicológico ou físico, que originam um considerável agravamento na qualidade de vida das vítimas (Paiva & Figueiredo, 2003). Heise (1994) aponta um estudo do Banco Mundial onde consta que, nas economias de mercado consolidadas, 19% dos anos de vida perdidos por morte ou incapacitação física, por mulheres (dos 15 aos 44 anos de idade), são resultado da violência de género.
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VIOLÊNCIA DOMÉSTICA NA GESTAÇÃO: ASPECTOS E COMPLICAÇÕES PARA MULHER E O FETO

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA NA GESTAÇÃO: ASPECTOS E COMPLICAÇÕES PARA MULHER E O FETO

A Lei 11.340, de 7 de agosto de 2006, popularmente denominada como Lei Maria da Penha, é um ganho legal brasileiro. É reconhecida pela ONU como uma das três melhores legislações do mundo no enfrentamento à violência de gênero e tem como objetivo aumentar o rigor das punições em relação a crimes domésticos, pois foi pensada, discutida e criada com o intuito de punir os autores da violência, física, psicológica, patrimonial, sexual ou moral, contra a mulher praticada no ambiente familiar. A Secretaria de Política para Mulheres traz dados assustadores em relação a violência doméstica. No Brasil, uma a cada cinco mulheres é vítima desse tipo de violência e cerca de 80% dos casos são cometidos por parceiros ou ex-parceiros 8.
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VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIARNASCIMENTO, Edinalva Neves; OLIVEIRA, Linda Marques; Souza, Selma Lopes Oliveira Andrade; KADENA, Laire Okimura; RODRIGUES, Ana Maria Medeiros; SILVA, Andria Ferreira da

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIARNASCIMENTO, Edinalva Neves; OLIVEIRA, Linda Marques; Souza, Selma Lopes Oliveira Andrade; KADENA, Laire Okimura; RODRIGUES, Ana Maria Medeiros; SILVA, Andria Ferreira da

Em 07 de agosto de 2006 entrou em vigência a Lei n o 11.340, também conhecida como “Maria da Penha”, uma homenagem para uma mulher que se tornou símbolo de resistência às agressões de seu ex-esposo. Essa lei criou mecanismos para impedir e prevenir a violência doméstica e familiar contra as mulheres, para que não sejam mais vítimas de nenhum tipo de violência (DIREITOS HUMANOS/CÓDIGO PENAL, 2006).

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O papel do álcool na violência doméstica

O papel do álcool na violência doméstica

Por fim, e considerada das formas mais graves de violência está a violência sexual, que inclui todo e qualquer ato sexual perpetuado pelo agressor e não desejado pela vítima, como por exemplo obrigar a vítima a manter relações sexuais sem esta desejar, pressionar ou forçar a mesma a ter relações desprotegidas ou na presença de estranhos, recorrendo sempre a ameaças ou força física para que a vítima concorde com este atos. É um dos tipos de violência mais frequente quando se fala em violência doméstica, mas que as vítimas não o reconhecem como tal por força de certas crenças e mitos que dizem, como que estes atos “são deveres conjugais” ou “a mulher tem de satisfazer o homem” (APAV, 2014).
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Estudo e avaliação da perceção dos munícipes do concelho de Ourém sobre a violência doméstica

Estudo e avaliação da perceção dos munícipes do concelho de Ourém sobre a violência doméstica

O segundo ponto dos resultados mostra-nos que 63% dos inquiridos (na sua maioria apenas com o 4º ano de escolaridade), tem a convicção de que a violência doméstica afeta apenas as famílias de baixo nível edu- cacional e económico. No entanto, a instabilidade familiar não constitui sempre uma fonte de fragilidade e de exclusão social assim como não gera necessariamente violência doméstica. Porém, nestas famílias, é maior a sua vulnerabilidade quer a situações de rutura e de violência, quer nos fatores subjacentes aos processos de exclusão social. A análise destes fenómenos passa por uma compreensão dos processos de fragilização das famílias e das suas estratégias de inclusão/exclusão. Passa, também, pelo conhecimento da importância de uma precária inserção no mercado de emprego. Só assim, é possível a compreensão dos processos de rutura, de desfiliação e de desqualificação social nas suas componentes privada e pública (Martine 1996). Tudo isto significa a necessidade de implementação de serviços e de programas de prevenção da exclusão social e da violência doméstica.
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Violência doméstica na gravidez.

Violência doméstica na gravidez.

A violência, em seu sentido geral, está ampla- mente disseminada em todos os países do mun- do e representa um problema de saúde pública de graves dimensões. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, em mais de 80 países, cons- tatou que, mundialmente, 35% das mulheres so- frem violência física e ou sexual por um parceiro íntimo ou violência sexual por uma pessoa sem vínculo afetivo. A maioria dos casos de violência doméstica é praticada em sua maioria no ambien- te doméstico. (1) A prevalência de violência domés-

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FEMINICÍDIO E VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

FEMINICÍDIO E VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

possível que a qualificadora se aplique em casos em que não haja discriminação por condição de ser mulher, demonstrando o equívoco de tal dado objetivo estar inserido em disposição que trata de circunstâncias de natureza subjetiva, ou seja, pela motivação do crime em razão da condição de sexo feminino. Por outro lado, a aplicação da regra presente no inciso II dependerá de interpretação do juiz na definição da expressão menosprezo ou discriminação à condição de mulher, de forma a abarcar cenário maior do que violência doméstica ou familiar. Assim, somente será reconhecido quando houver menosprezo ou discriminação contra a mulher, mesmo fora do âmbito doméstico, familiar ou de relação íntima entre o agente e a vítima, sendo necessária uma avaliação subjetiva da motivação quando presente “qualquer ato ou conduta baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto na esfera pública como na esfera privada” 36 .
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Atitudes e perceções sobre a violência doméstica: uma análise comparativa entre mulheres e homens portugueses e brasileiros a viver em Portugal

Atitudes e perceções sobre a violência doméstica: uma análise comparativa entre mulheres e homens portugueses e brasileiros a viver em Portugal

Domestic violence has become a major interest in research in the XXI century. The importance of this subject is pointed considering the number of victims in Portugal and all around the world. For an effective prevention it is relevant to comprehend how men and women perceive this phenomenon and how are their attitudes towards it. Giving the cultural heterogeneity verified in Portugal, it is important to analyse this subject in different communities. This study intends to investigate the attitudes towards domestic violence from a comparative analysis between gender and different nationalities, restricted to Portuguese and Brazilian, the latter being the most significant population of immigrants in Portugal. In this study 65 men and 64 women participated, 77 of them Portuguese and 48 Brazilian, all living in Portugal. To analyse the significance and attitudes towards domestic violence the Scale of Atitudes sobre o Fenómeno da Violência Doméstica (Ferreira, Alexandre & Silva, 2012) was used. In a general overview, the outcomes have pointed out to a more expression of physical and psychological abuse. It is women who perceive all forms of abuse more severely, but Portuguese women seek for help more frequently than Brazilian women. Portuguese men tend to respond to violence with reactive behaviours, with these being negatively correlated with seeking help attitudes. The results highlight the importance of better understanding of the phenomenon and thus improve the intervention and prevention policies, such as creating campaigns targeted more to men, women or even to different communities, therefore accomplishing then more wide and effective campaigns.
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Violência doméstica: a realidade velada

Violência doméstica: a realidade velada

Apesar do avanço ocorrido na legisla- ção e na sociedade nas últimas décadas, o qual causou alterações no modo de vida, nos costumes e valores das pessoas, a família não recuou na mesma proporção na violên- cia contra crianças e adolescentes. Com o advento da Constituição Federal de 1988, o Brasil avançou na percepção da infância, sob a ótica do Direito Público. Declara-se o di- reito da criança e do adolescente, segundo seu grau de maturidade, para manifestar opiniões, reagir à violência, defender-se, e responder por seus atos quando maltrata os demais (Seda, 2001, p. 9). Isso significa que a criança e o adolescente passam a ter o di- reito de serem ouvidos e respeitados.
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