Visão das cores

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A influência dos meios oculares na perceção do teste de visão das cores de Ishihara

A influência dos meios oculares na perceção do teste de visão das cores de Ishihara

O Cambridge Colour Test é um teste de despistagem, também permite classificar (prota ou deutera) e obter o grau de severidade da deficiência. Permite acompanhar a evolução da deficiência. O estímulo assemelha-se ao tradicional teste de Ishihara, anteriormente analisado, uma vez que recorre a placas peseudoisocromáticas, mas é computorizado. O padrão alvo tem a forma de um C diferindo do fundo em cromaticidade – ver Figura 18 -O fundo e o alvo são compostos por vários círculos discretos, cada um com o seu contorno, e a luminância de cada círculo é aleatória. Estas duas condições pretendem assegurar que o indivíduo detete o alvo apenas pela visão das cores e não por pistas associadas ao contorno ou a diferenças de luminosidade. O alvo é sempre a letra C e pode ser exibida, aleatoriamente, em quatro orientações diferentes. O observador apenas tem que detetar a orientação do C e carregar no botão correspondente. No início do teste, o C é saturado em cor, mas essa saturação vai diminuindo gradualmente conforme as respostas dadas pelo observador [32], [38], [39].
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Influência de filtros de ruído dinâmico na perceção das cores utilizando um novo teste de visão das cores

Influência de filtros de ruído dinâmico na perceção das cores utilizando um novo teste de visão das cores

O teste de correspondência mais conhecido é o realizado com o anomaloscópio de Nagel. O anomaloscópio de Nagel possibilita a identificação clara da anomalia, permitindo, assim, saber se o observador em questão é dicromata ou tricromata anómalo e a sua severidade. A anomaloscopia é uma técnica de diagnóstico de anomalias na visão das cores, que se baseia na reprodução de uma determinada cor através de dois conjuntos de luzes diferentes. O observador vê um campo dividido em duas áreas com cor e brilho diferentes – ver Figura 46. Uma das áreas, a inferior, é iluminada por luz monocromática amarela (590nm) e a outra, a superior, recebe uma mistura de luzes monocromáticas vermelha (670nm) e verde (546nm). O objetivo deste teste é igualar os dois campos, alterando a razão entre as intensidades das luzes vermelha e verde, bem como reduzir ou aumentar o brilho da luz amarela. O anomaloscópio possui dois botões, um que regula a cor da metade superior (campo de mistura de verde e vermelho) e outro que regula o brilho da metade inferior (campo de teste amarelo) (Schwartz, 2010).
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Visão das cores em escolares: avaliação de um novo teste.

Visão das cores em escolares: avaliação de um novo teste.

A causa mais comum de deficiência na visão das cores é a discromatopsia congênita. Essa é sempre bilateral, não modifica com o tempo e não tem tratamento 1 . Para estabe- lecer o diagnóstico de certeza, deve ser excluída doença do nervo óptico e/ou mácula no paciente afetado 1 . Existem autores que acreditam que retardamento mental e doenças oculares como glaucoma congênito, retinopatia diabética e ambliopia, ou até o uso de drogas antiepilépticas, possam causam alterações na visão de cores, ocasionando falso- positivos nos testes de rastreamento da discromatpsia con- gênita 1,2 . Entretanto, estudos atuais revelaram que essas influências podem não ser verdadeiras 3-5 .
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Prevalência das anomalias congénitas da visão das cores no concelho da Covilhã

Prevalência das anomalias congénitas da visão das cores no concelho da Covilhã

19 As placas pseudoisocromáticas de Ishihara são integradas por círculos de diferentes tamanhos, tonalidades e luminâncias de modo a formarem um número ou uma forma. Deste modo, indivíduos com visão normal conseguem descriminar a forma ou o número com base nas diferenças cromáticas. Em contrapartida, indivíduos com anomalias na visão das cores têm dificuldades em ver a forma ou o número representado na placa. Apesar de serem as placas mais utilizadas para a deteção de anomalias referentes à visão das cores, elas têm certas limitações que irão prejudicar o diagnóstico do paciente, visto que no seu conjunto não incluem placas que detetam anomalias na região do azul-amarelo e não permitem fazer a diferenciação entre um indivíduo dicromata e um tricromata anómalo. Todavia, contribuem para a distinção entre um individuo protan e um deutan. A principal desvantagem deste tipo de teste, para além das limitações, é o seu estado de conservação a longo prazo, uma vez que, com o passar do tempo, se verifica alguma deteorização, sendo a luminância das placas afetada. (27)
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Influência dos meios oculares na perceção do teste de visão das cores de Ishihara

Influência dos meios oculares na perceção do teste de visão das cores de Ishihara

O cristalino é uma estrutura ocular com modificações relacionadas com a idade. O cristalino torna-se mais denso, aumenta de diâmetro, volume, curvatura ficando também amarelado e opaco com o passar dos anos. Estas modificações provocam alterações de transmitância da luz no espectro visível com maior impacto nos comprimentos de onda entre os 400nm e 500nm do espectro visível. O objetivo deste trabalho foi testar se existem alterações na perceção cromática de algumas patelas do teste de visão das cores de Ishihara com a simulação de alteração da transmitância do cristalino com a idade com alterações de iluminante e intensidade de iluminação. Participaram neste estudo 20 sujeitos jovens, com idade média de 21,55±1,27 anos. Foram utilizadas imagens de 12 patelas de Ishihara como se percebidas através de cristalinos simulados para idades entre os 20 e os 80 anos em passos de 2 anos. O observador podia circular pela sucessão de imagens que eram apresentadas num ecrã CRT calibrado em cor e luminância. Cada patela foi testada 3 vezes para cada condição iluminante/iluminância. Os iluminantes utilizados foram o CIE D65 e uma fonte de luz LED em intensidades de 5, 10 e 15 cd/m 2 . A tarefa dos
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Visão das cores e sistemas de análise do teste Farnsworth Munsell 100-Hue

Visão das cores e sistemas de análise do teste Farnsworth Munsell 100-Hue

neurite óptica, para determinar o tipo e a gravidade do defeito na visão das cores e a sua relação com a visão central e a acuidade espacial. O seu trabalho permitiu um acompanhamento temporal dos doentes de modo a analisar as alterações nas discromatopsias ao longo do tempo. Foi também seu objectivo determinar a aplicabilidade da lei de Köllner em pacientes com NO. O estudo foi realizado antes e durante a fase do tratamento da NO tendo decorrido no espaço temporal entre o dia 1 de Julho de 1988 e o dia 30 de Junho de 1991. Durante este período, foram observados 488 pacientes, a todos eles foram feitos exames oftalmológicos e neurológicos, incluindo testes padronizados da função visual que incluía testes de visão das cores. Para a avaliação da visão das cores foi usado o teste FM 100- Hue e os resultados deste foram analisados pelo método da análise quadrante. Na fase aguda da doença os defeitos mais frequentes foram no eixo azul-amarelo, enquanto, os defeitos vermelho-verde foram mais comuns passados 6 meses de tratamento. Como conclusão do estudo, a NO não obedece à lei de Kollner, visto nenhum defeito na visão das cores estar associado à doença mas sim à visão espacial inicial. (59,60)
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As cores e a visão e a visão das cores

As cores e a visão e a visão das cores

Na componente teórica abordou-se sucintamente cada tema, de modo a ser mais perceptível de entender todo o tipo de processo que a visão das cores pode desencadear. Nas anomalias da visão das cores o contexto foi implementar um dos testes de detecção a partir de um simulador on-line tendo sempre presente as limitações no recurso desta fonte. O objectivo não foi propriamente classificar os defeitos com elevado rigor científicos, uma vez que nos encontramos limitados para o fazer, mas sim demonstrar a confirmação de alguns dos casos em que a pessoa já sabia que tinha um tipo de anomalia (que tudo indica ser congénito) e a sua intensidade, bem como a diferença existente de algumas características, como por exemplo na prevalência de géneros.
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: Brapci ::

: Brapci ::

A fotografia é um registro da luz em emulsão de diferentes sensibilidades luminosas sobre um suporte opaco ou transparente, graças à capacidade dos sais de prata de se transformar em elementos de reflexão total para a absorção total da luz, alterando-se. Os compostos químicos, ao alterarem a forma dos seus cristais em no- vos conglomerados, possibilitam nova visão das cores ou luzes que por eles são atra- vessadas. Essa alteração, na maioria das vezes, diametralmente oposta provoca a formação de cores complementares, aquelas que misturadas entre si dão o branco ou o preto. Determinado verde com freqüência própria é complementar de determi- nado vermelho em outra freqüência. O laranja é complementar do azul e o amarelo do violeta.
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Uso de simulação da visão de daltônicos na avaliação da informação cromática contida em embalagens | The color blinds vision simulation in the evaluation of color information contained in packages

Uso de simulação da visão de daltônicos na avaliação da informação cromática contida em embalagens | The color blinds vision simulation in the evaluation of color information contained in packages

O presente estudo caracteriza-se como pesquisa exploratória, de abordagem qualitativa e natureza aplicada, tendo como estratégia a análise visual de artefatos gráficos, realizada pelas pesquisadoras. Apoiada por pesquisa bibliográfica, a análise técnica comparou a configuração cromática original dos artefatos com simulações, realizadas em computador, de como são vistos por indivíduos portadores de deficiências na visão das cores. Os artefatos foram selecionados por conveniência, com base nos seguintes critérios: (1) embalagens comumente expostas a grande número de pessoas, cujo design utiliza um código de cores na comunicação de atributos do produto; (2) o código baseia-se nos três matizes diretamente relacionados às deficiências na visão cromática (azul, verde, vermelho).
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Neurite óptica em paciente com artrite idiopática juvenil.

Neurite óptica em paciente com artrite idiopática juvenil.

A neurite óptica (NO) raramente é relatada em pacientes com artrite idiopática juvenil (AIJ), especialmente naqueles com bloqueio de fator de necrose tumoral-alfa. No entanto, até onde se sabe, a prevalência de NO em pacientes com AIJ ainda não foi estudada. Acompanharam- -se 5.793 pacientes no Hospital Universitário desta instituic¸ão. Destes, 630 (11%) tinham AIJ, e apenas um (0,15%) apresentava NO. O paciente com NO, de 6 anos de idade e do sexo mas- culino, foi diagnosticado com AIJ oligoarticular estendida. Foram introduzidos naproxeno e metotrexato, posteriormente substituídos por leflunomida. Aos 11 anos de idade, ele foi diagnosticado com meningite asséptica, seguida de convulsão motora parcial com evoluc¸ão para generalizac¸ão secundária. A ressonância magnética do encéfalo e o eletroencefalo- grama evidenciaram desorganizac¸ão difusa da atividade elétrica do encéfalo. A lefluomida foi suspensa. Após 7 dias, o paciente apresentou dor ocular aguda, baixa acuidade visual para cores, visão turva, fotofobia, hiperemia e amaurose progressiva no olho direito. No exame de fundo de olho, foi detectado edema de papila unilateral sem exsudatos retinianos. A resso- nância magnética de órbita sugeriu neuropatia óptica à direita. O anticorpo antiaquaporina 4 (anti-AQP4) foi negativo. O paciente foi submetido a pulsoterapia com metilprednisolona por cinco dias, seguida de prednisona, apresentando melhora clínica e laboratorial. Em suma, foi observada baixa prevalência de NO em pacientes com AIJ. A ausência do anticorpo antia- quaporina 4 e a ressonância magnética normal do encéfalo não excluem a possibilidade de doenc¸a desmielinizante associada a esta artrite crônica. Logo, é importante que seja feito um acompanhamento rigoroso.
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As vogais e as cores

As vogais e as cores

Gセ@ hora, pois, de trans;ferir essas deduções para a análise das correspondências ent1re as vogais e as cores, enfocando certos problemas que o assunto necessariam[r]

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Dicionário e cores

Dicionário e cores

• RESUMO: O léxico de uma língua pode ser considerado um bem ou um conjunto de bens lingüísticos pertencente a uma sociedade de importância e valor reconhecidos num determinado lugar, região ou país que, devido ao progresso técnico e científico, evolui em continuidade, nas mais diversas frentes, uma vez que o processo de nomeação da realidade é uma constante dinâmica e vivaz. É nesse conjunto imenso de unidades lexicais, cujas divergências lingüístico-semânticas são inerentes e formadoras de culturas e comunidades de fala, que se inserem os itens lexicais cromáticos como microssistemas lingüísticos singulares repletos de significação e riqueza sintático-semântico-pragmática. No microssistema das cores, esse universo lexical abarca tipos de combinações fixas das mais variadas espécies, de forma representativa e peculiar. Nesta exposição, tratarei, especificamente, daqueles proverbiais e das expressões fixas, por meio de considerações de cunho teórico e prático concernentes à sistematização e à busca dessas expressões lexicais no processo de elaboração de uma obra lexicográfica especial, no caso, um Dicionário Multilíngüe de Cores – DMC.
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Planificação   As cores

Planificação As cores

Inicia-se amanhã com o acolhimento das crianças no tapete. Quando já se encontra o grupo reunido canta-se a canção do Bom Dia e em seguida procedesse à marcação das presenças. De imediato estabelece-se um pequeno diálogo com o grupo sobre as cores, em seguida será contada a história “Meninos de todas as cores”. Lida a história serão colocadas questões às crianças para saber o que perceberam da história e esclarecer algumas dúvidas ou confusões que possam existir.

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Relatório Diário.14.01

Relatório Diário.14.01

Pedimos às crianças que se sentassem nas mesas e deitámos a cabeça das crianças, de perfil, em cima de uma folha A4, para traçarmos o seu perfil. De seguida as crianças colocaram as mãos em várias partes da cara, e onde estava frio, pintavam no desenho com cores frias e onde estava quente, aplicavam cores quentes.

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Cores, Gastronomia e Cinema:

Cores, Gastronomia e Cinema:

O boom ocorrido na gastronomia no final da década de 90 aumentou o contato da população com o assunto. A produção no cinema sobre a matéria cresceu demasiadamente, alcançando o número de 58 películas gastronômicas entre os anos 2001 – 2010. O trabalho analisa a paleta cromática, assumindo que as cores possuem significados próprios, de seis filmes gastronômicos lançados entre 1991 – 2010. Para a realização da pesquisa, metodologias do audiovisual foram estudadas e decidiu-se a utilização das análises conotativa e diacrônica, sendo um levantamento de material histórico relativo ao uso de cores naquele produto, filmes neste caso, com finalidade de detectar, conhecer e compreender mudanças tecnológicas, culturais e da percepção das pessoas em relação às cores, além do emprego de softwares e observação comentada, filtrando apenas as cenas que retratam a cozinha, o cozinhar e a comensalidade. Foi possível observar como a cozinha e o cozinhar eram retratados de uma forma escura na década de 90 e coloridos nos anos de 2001 – 2010, já a comensalidade, em ambas as décadas, foi representada de maneira mais colorida. Como conclusão, fica evidente a evolução da representação da gastronomia no cinema através da paleta cromática, com filmes mais novos retratando a imagem da cozinha e do cozinhar positivamente.
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Baixa prevalência de discromatopsia, pela 4ª edição do teste pseudoisocromático HRR (Hardy, Rand e Rittler), da população indígena de etnia terena da aldeia lalima na região de Miranda: Mato Grosso do Sul.

Baixa prevalência de discromatopsia, pela 4ª edição do teste pseudoisocromático HRR (Hardy, Rand e Rittler), da população indígena de etnia terena da aldeia lalima na região de Miranda: Mato Grosso do Sul.

cores do eixo verde/vermelho é devido a deleção do gene do pigmento verde ou a presença de genes híbridos contendo partes do pigmento verde e partes do pigmento vermelho, sendo raro a deleção do gene do pigmento vermelho. Como é grande a freqüência de genes híbridos verde/vermelho, devi- do à sua grande similaridade, podemos encontrar vários graus de severidade dos defeitos de visão de cores do eixo verde/ vermelho entre os homens, pois estes defeitos ocorrem quan- do o pico máximo de sensibilidade espectral entre os dois cones é reduzido ou igual. Por exemplo, se um homem com defeito do tipo deutan apresentam cones verde e vermelho com diferença máxima de absorção espectral de sete nanôme- tros, ele pode ser classificado como sendo deuteranômalo; por outro lado, se a diferença é de apenas um nanômetro, ele será classificado como sendo deuterânope. No homem tricro- mata normal a diferença máxima de absorção espectral dos cones verde e vermelho é em torno de 30 nanômetros (25) . Um
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As cores do céu

As cores do céu

O nascer ou o pôr-do-Sol sobre o mar pode também ter a cor alaranjada devido à presença de partículas de sal no ar, que são eficazes espalhadores Rayleigh. O céu em torno do Sol é visto avermelhado assim como a luz que vem diretamente do Sol. Isso ocorre porque toda a luz é espalhada relativamente através de pequenos ângulos. Mas a luz azul provavelmente é espalhada duas vezes ou mais, ao longo dessa grande distância, deixando as cores amarelo, vermelho e alaranjado.

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Avaliação da percepção de cores no mico-de-cheiro (Saimiri ustus) pelo teste pseudoisocromático de HRR

Avaliação da percepção de cores no mico-de-cheiro (Saimiri ustus) pelo teste pseudoisocromático de HRR

Descobertas recentes sugerem que as funções neurais envolvendo a percepção de cores possuem uma grande plasticidade. Esta plasticidade do sistema visual serve para: permitir a adaptação a diferentes ambientes cromáticos; a diferenças entre taxas de cones M e L; ajustar a percepção de cores ao amarelecimento do cristalino durante o envelhecimento e para maximizar a visão de cores em tricromatas anômalos, regulando a percepção de forma a minimizar as variações fenotípicas das opsinas (Neitz et al., 2002a). A adaptação do sistema visual de cores ao iluminante é importantíssima a todos que habitam o mesmo meio ambiente, permitindo que a codificação das cores sirva como uma forma de comunicação eficiente. Extrapolando este conceito para outras espécies, é possível que a percepção de cores em espécies com picos espectrais próximos aos do ser humano seja igualmente semelhante a nossa.
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CONHECER AS CORES SEM NUNCA TÊ-LAS VISTO.

CONHECER AS CORES SEM NUNCA TÊ-LAS VISTO.

A dificuldade em pensar no ensino de cores a alunos cegos de nascimento surge da concepção de que a impossibilidade de captar estímulos luminosos atra- vés da retina impede essas pessoas de saberem sobre cores. Em nossos resultados, demonstramos que esses alunos apenas não percebem as cores visualmente, o que não os impede de aprendê-las, não apenas verbalmente, mas sendo capazes de estabelecer relações sociais e multissensoriais, como acontece com os videntes. O próprio relato dos alunos cegos deste estudo é que são capazes de aprender cores mediante o ouvir o que as pessoas dizem sobre elas. Certamente, esse não é um mero processo imitativo, uma vez que, para o estabelecimento desses conceitos, é necessária uma interação com suas experiências prévias, suas subjetividades.
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Mana  vol.21 número3

Mana vol.21 número3

modo de expressar técnicas têxteis e de se reportar a elas guarda estreita conexão com as técnicas agrícolas. É o caso de um dos instrumentos usados no processo de tecer, uma espécie de palito chamado de jaynu, considerado como aquele que “guia o caminho da figura, dos dese- nhos”, “é como se fosse a água que rega o que está nos sulcos das listras estreitas […], que rega essas cores e outras cores do fio para que possam brotar melhor nas figuras do tecido” (:97). De modo que o próprio têxtil é visto como uma chacra, com suas plantas e sementes, e como se esse “guiador” chamado jaynu regasse cada planta, guiando a água destinada a cada uma. Em ambos os casos, os fluxos – de cor (de lã) e de água – devem ser do- sados e conduzidos para que alcancem seus objetivos, emergindo através de tais noções a relação viva entre as partes do têxtil e a esfera da produção agropastoril. Os instrumentos têxteis, componentes fundamentais no processo da tecelagem, recebem destaque através da forma como são compreendidos nesta abordagem, não sendo considerados como simples acessórios externos aos corpos das tece- doras. Arnold e Espejo propõem que tais objetos sejam encarados como “extensões dos corpos que trabalham dentro de um campo de forças em que um objeto, neste caso o objeto têxtil, emerge da interação rítmica entre corpo, instrumento e maté- ria-prima” (:86). Conforme este enfoque, são artefatos animados pela vontade do usuário de “alcançar o impacto desejado na matéria-prima”, os quais “estendem a capacidade da tecedora”, atuando como “intermediários entre as pessoas e seu ambiente, dirigidos para a elaboração do tecido” (:111). Portanto, são objetos que ajudam a transmitir as forças vitais das artesãs ao tecido em construção.
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