Top PDF A cultura organizacional: o impacto visível de uma dimensão invisível

A cultura organizacional: o impacto visível de uma dimensão invisível

A cultura organizacional: o impacto visível de uma dimensão invisível

A Cultura Organizacional apresente uma grande amplitude, logo tem sido passível a diferentes pers- pectivas de análise (Trice e Beyer, 1993). A cultura não é um atributo de um indivíduo, mas dos grupos (Morey e Luthans, 1985) – dimensão colectiva. Todos os actores da organização ou instituição interferem e inluenciam a cultura escolar através do processo de sociabilização organizacional e proissional. A cultura, como produto social, tem subjacente o simbolismo decorrente da interacção estabelecida pelos indivíduos – carácter simbólico. (Gomes, 1996). As organizações adaptam-se à evolução das sociedades, as instituições evoluem, o que obriga a uma evolução dos valores culturais – carácter dinâmico. A cultura é uma forma de gerir incertezas, ao tornar o futuro mais previsível, com base nas experiências afectivas, ou seja, os laços entre as pessoas garantem a sua união. A cultura tam- bém contempla contradições e um carácter ambíguo, decorrentes do carácter dinâmico do meio envolvente.
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A relação entre cultura organizacional e o uso de técnicas da qualidade e seu impacto...

A relação entre cultura organizacional e o uso de técnicas da qualidade e seu impacto...

Observando as dimensões de desempenho investigadas por Kaynak (2003) é possível perceber que tanto o desempenho da qualidade, quanto a gestão de estoque referem-se a um nível de desempenho de manufatura ou operacional, enquanto a dimensão de desempenho financeiro e de mercado refere-se a um nível global, de desempenho dos negócios, envolvendo indicadores de crescimento das vendas, market share, etc. Outros autores que consideraram, em seus estudos sobre qualidade, esses dois níveis de desempenho (operacional e global) foram Handfiel, Jayaram e Gosh (1999), concluindo que as técnicas da qualidade afetam ambos os níveis. Os estudos de Forker, Vickery e Drooge (1996) demonstraram que dimensões da qualidade referentes à conformidade com as especificações, qualidade de projeto e melhoria do produto estão significativamente relacionadas ao crescimento do retorno sobre investimento e ao crescimento das vendas. Esses resultados mostram que o desempenho operacional está relacionado ao desempenho dos negócios.
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Bright side of organizations: Cultura organizacional de elevada performance

Bright side of organizations: Cultura organizacional de elevada performance

Surgem três níveis de análise da cultura organizacional, segundo Schein (1990, 1992): (1) artefactos, (2) valores nucleares, e (3) pressupostos. Estes níveis podem caracterizar-se segundo um continuum entre um nível mais visível, até o invisível. Os artefactos correspondem à dimensão mais acessível da cultura de uma organização e inclui diferentes manifestações: físicas (e.g., vestuário, estrutura do edifício), comportamentais (e.g., cerimónias, tradições e rituais) e verbais (e.g., relacionamento interpessoal e mitos). Numa segunda dimensão de análise, normas e valores nucleares de uma organização, apenas podemos aceder através de questionários ou entrevistas, por exemplo, uma vez que se trata de uma dimensão não palpável (Schein, 1990). Facilmente os indivíduos identificam os valores e as normas pelas quais se devem comportar, não obstante não ser claramente visível para qualquer indivíduo que seja externo à organização. Aqui enquadram-se as ideologias, as características-chave da organização, e as normas, criações sociais que permitem uma padronização comportamental, tal como uma identidade organizacional única. A um nível mais profundo de cultura organizacional encontram-se os pressupostos, que corresponde à dimensão mais enraizada da organização, pela qual os indivíduos se regem afincada e indiscutivelmente (Schein, 1992). Estes pressupostos representam o que se crê como realidade da organização, sendo que poderão influenciar o que é percebido e sentido pelos colaboradores. São ainda considerados como “crenças” ou “tabus” inerentes à organização (Schein, 1992).
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A cultura organizacional, o marketing interno e o impacto na satisfação dos colaboradores

A cultura organizacional, o marketing interno e o impacto na satisfação dos colaboradores

O primeiro fator explica 36,3% da variância das respostas e o seu conteúdo remete para a dimensão “apoio” e integra 10 itens da escala (16. Compreensão mútua; 19. Comunicação/Contactos informais; 23. Aceitação do erro; 24. Flexibilidade; 26. Apoio aos colegas; 27. Apoio na resolução de problemas de trabalho; 28. Harmonia interpessoal; 30. Ambiente agradável de trabalho; 31. Apoio na resolução de problemas não relacionados com o trabalho; 33. Clima familiar) que fornecem uma medida consistente deste conceito (alfa de Cronbach: 0,92). O segundo fator “inovação” contribui com 4,6% para a variância das respostas e integra 9 quesitos com um alfa de Cronbach: 0,90 (1. Procuram novas maneiras e fazer o seu trabalho?; 4. A Instituição procura novos mercados para os seus serviços?; 6. Se investe em novos produtos/serviços?; 8. As exigências externas pressionam a investigação e o desenvolvimento?; 12. A Instituição utiliza bem a tecnologia para melhorar?; 13. A Instituição procura oportunidades no meio exterior?; 14. A Instituição procura novos mercados para novos serviços?; 15. Assumir riscos; 32. Procura de novos mercados?) No terceiro fator, a orientação “objetivos” surge igualmente com clareza (alfa de Cronbach: 0,86), é constituída por 7 quesitos e explica 4,5% da variância de respostas (2. Se recebem instruções precisas relacionadas com o trabalho?; 3. É avaliado o desempenho?; 5. Se estimulam as críticas construtivas?; 7. A avaliação individual é feita em função do grau em que os objetivos são atingidos?; 9. A Administração especifica os objetivos a alcançar?; 10. Tem uma ideia clara da forma como o seu desempenho será avaliado?; 11. Existem critérios objetivos para medir o seu desempenho?). O quarto fator “regras” contribui com 3,4% para a variância das respostas e encontra-se associado a 8 quesitos que também traduzem uma boa consistência interna (alfa de Cronbach: 0,84) (17. Unidade de comando; 18. Obediência às normas; 20. Regras formalmente estabelecidas; 21. Cumprimento das regras; 22. Procedimentos estabelecidos; 25. Formalização; 29. Rigidez; 34. Respeito pela autoridade).
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Cultura organizacional: ativo invisível através da história da Capes

Cultura organizacional: ativo invisível através da história da Capes

As mudanças organizacionais precisam ser amparadas no comprometimento das equipes evolvidas e na cultura das organizações, além das transformações estruturais. No pensamento sistêmico, segundo Silva, em 2001 (apud Rocha Neto, 2011, p.13), toda mudança significante acontece entre a ordem demasiada e a pouca ordem. Quando há muita ordem os sistemas são rígidos e não podem mudar; e no extremo, quando há muito pouca ou nenhuma, se desintegram e não mais funcionam. As novas funções executadas pela Capes desde 2007, produziram uma abordagem sistêmica na sua missão original de subsidiar o Ministério da Educação no que diz respeito à formulação de políticas voltadas à formação de pessoal qualificado. Trata-se de um rizoma no qual todos os níveis de ensino formais estão atrelados numa incumbência comum, sem dimensão superior, apontando para a melhoria da qualidade da educação brasileira. Para alcançá-la, é necessária uma política de investimento tanto na formação de recursos humanos pós- graduados, como em professores e profissionais da educação básica. A educação é uma missão compartilhada; é um conjunto de práticas que se conectam, se desmontam e podem ser modificadas infinitamente sempre objetivando a inclusão de todos na sociedade, contribuindo para a redução das desigualdades econômicas e sociais. Foram selecionados dois depoimentos para caracterizar a concepção sistêmica nas atribuições da Capes:
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Corpos que se encontram: reflexões a partir do corpo do animador à vista do público

Corpos que se encontram: reflexões a partir do corpo do animador à vista do público

Por essa razão, esconder o corpo do animador da visão do público não é o suficiente para evitar que este seja percebido. De modo geral, o público tem consciência de que um boneco não possui vida autônoma e que há algum artifício para realizar seus movimentos. Ocultando os procedimentos de animação, muitas vezes gera-se mais curiosidade para saber como são realizados. De fato, esse foi um dos principais motivos que levou o tradicional teatro de bonecos japonês bunraku a adotar o animador visível ao público no século XVIII. De acordo com Darci Kusano (1993), atendendo aos apelos do público, utilizou-se inicial- mente uma cortina translúcida para possibilitar ver os animadores em ação. Com o sucesso desse novo ponto de vista do espetáculo, adotou- se efetivamente no bunraku a animação totalmente à vista do público. O próprio teatro bunraku foi uma das fortes referências que desencadeou, na segunda metade do século XX, as mais variadas formas de o animador atuar à vista do público. Jurkowski (2000) aponta um processo de heterogeneização 1 do teatro de bonecos
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Saude soc.  vol.26 número3

Saude soc. vol.26 número3

Estudo baseado na fenomenologia merleau-pont- yana, que objetivou desvelar vivências de fami- liares cuidadores no acompanhamento da pessoa idosa hospitalizada. Foi realizado em hospital no interior da Bahia, Brasil, em 2014, com cinco par- ticipantes, sob a forma de rodas de conversa e em setores cujo luxo de assistência a pessoas idosas é maior. As descrições vivenciais foram gravadas, transcritas e submetidas à analítica da ambigui- dade. A compreensão das vivências resultou na seguinte categoria: o visível e o invisível em espaço de cuidado. O estudo mostrou que os familiares acompanhantes vivenciam sofrimentos ambíguos, classiicados em três dimensões: coexistência entre familiar acompanhante e idoso hospitalizado, o de- ver legal e moral no cuidado ao idoso hospitalizado, e o des(cuido) no serviço hospitalar. A “visibilidade” do familiar acompanhante, para além das demandas de cuidado à pessoa idosa, requer da equipe multi- proissional de saúde a ressigniicação do familiar no espaço do hospital, considerando a lógica da construção de contextos de intersubjetividade, o que permitirá a criação de estratégias para efetivação e ampliação do cuidado humanizado.
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A IMPLEMENTAÇÃO DO MACROCAMPO CULTURA, ARTES E EDUCAÇÃO PATRIMONIAL DO PROGRAMA MAIS EDUCAÇÃO EM UMA ESCOLA DA REDE MUNICIPAL DE JUIZ DE FORA – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

A IMPLEMENTAÇÃO DO MACROCAMPO CULTURA, ARTES E EDUCAÇÃO PATRIMONIAL DO PROGRAMA MAIS EDUCAÇÃO EM UMA ESCOLA DA REDE MUNICIPAL DE JUIZ DE FORA – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

O presente trabalho apresenta o Programa Mais Educação, que constitui uma estratégia do Governo federal para ampliar a jornada escolar. Nesse contexto, tem por objetivo analisar a implementação do macrocampo Cultura, Artes e Educação Patrimonial em uma escola da rede municipal de ensino de Juiz de Fora/MG, aqui denominada Escola A, que aderiu ao Programa em 2010, ano inicial de implantação no município. A infrequência dos alunos dos anos finais do ensino fundamental nas atividades culturais foi um dos entraves observados no contexto escolar, fato que chamou nossa atenção a ponto de buscarmos compreender os motivos dessa infrequência. Para tanto, a pesquisa recorreu à análise documental, à entrevista com os responsáveis pela equipe gestora e pelas atividades do Programa na instituição e à aplicação de questionários aos alunos inscritos nas atividades do referido macrocampo. Uma análise qualitativa foi feita a partir dos dados levantados na pesquisa, em diálogo com outras experiências sobre educação integral. Essa análise nos revelou que grande parte dos alunos não frequentam as atividades oferecidas pela escola por essas não serem obrigatórias e, principalmente, porque os pais precisam de seu auxílio em casa. A partir disto, propomos plano de intervenção que visa a melhorar a organização e a dinâmica das atividades do macrocampo Cultura, Artes e Educação Patrimonial, adequando-as às características do contexto escolar e almejando solucionar e/ou aumentar a participação dos alunos dos anos finais do ensino fundamental nessas atividades.
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Símbolo, contra símbolo, final

Símbolo, contra símbolo, final

Através ainda da escrita ou da biografia, do retrato ou da ilustração ficcional, como é o caso do desen ho de Jorge Martins sobre a ficção, “Daisy” de José Sasportes, “Fernando Pessoa bebe com Ricardo Reis” ,[texto disponibilizado], que prolonga, de certo modo, um retrato conhecido (Fernando Pessoa no, isolado, “flagrante delitro” que enviou a Ophélia), neste, e em todos outras tentativas de representação, é visível a intenção de expressar/ descobrir essa oculta Pessoa, aparentemente revelada.

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O espectro do Manifesto. A propósito dos 150 anos de uma teoria da ação revolucionária — Outubro Revista

O espectro do Manifesto. A propósito dos 150 anos de uma teoria da ação revolucionária — Outubro Revista

As relações, entretanto, não avançaram mais e ficaram congeladas, chegando Engels a levantar a hipótese de uma ruptura, até que a Liga dos Justos enviou a Bruxelas o relojoeiro Joseph Mo[r]

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O corpo do improvisador

O corpo do improvisador

objetivo-subjetivo, encarnado, vivo, do qual teríamos apenas uma percepção parcial di- rigida pela intencionalidade da consciência cognitiva, como pretende a explicação hus- serliana. Ou ainda, avançando nesta con- cepção, o corpo próprio de Merleau-Ponty, vivido, visível e vidente, meio de comuni- cação e interação com o mundo, orientado por uma consciência engajada no mundo prático, por uma intencionalidade que é ao mesmo tempo perceptiva e motora. Enten- do que em ambos os casos, o corpo fenome- nológico não nos permite pensar o que está para além do organismo e entre visível e vi- dente; aquilo que escapa à intencionalidade da consciência, mas que pode ser apreendi- do diretamente pela intuição sensível: as in- tensidades das pequenas-percepções que se agitam no plano de imanência e que afetam e modificam o corpo comum e as relações deste com o mundo, facilitando a metamor- fose para um corpo feixe de forças, corpo- sem-órgãos, intensivo e vibrante.
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A RESPONSABILIDADE SOCIAL E CULTURA ORGANIZACIONAL: IMPACTOS NAS ATITUDES E NOS COMPORTAMENTOS DOS TRABALHADORES

A RESPONSABILIDADE SOCIAL E CULTURA ORGANIZACIONAL: IMPACTOS NAS ATITUDES E NOS COMPORTAMENTOS DOS TRABALHADORES

Segundo Archimi et al. (2018), quando os funcionários se sentem respeitados e consi- deram a sua empresa honesta, eles trabalham no intuito de atingir os objetivos da empresa mais facilmente, e essa, por sua vez, deve considerar o bem-estar dos funcionários se pretender altos níveis de confiança e comprometimento. Ainda de acordo com Rupp et al. (2006), os trabalha- dores reagem a situações justas ou injustas com um mecanismo de reciprocidade, o que faz que situações de arbitrariedade resultem em rea- ções negativas desses stakeholders. Espera-se, então, que a RSE tenha um impacto positivo na confiança organizacional, formulando-se que: H11: a RSE percecionada tem um impacto direto e positivo na confiança organizacional.
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A agregação de escolas e a (re)construção de uma matriz identitária : a liderança do diretor escolar

A agregação de escolas e a (re)construção de uma matriz identitária : a liderança do diretor escolar

Não estando unicamente dependente de uma só variável, o clima de escola resulta da interação das diferentes variáveis intrínsecas à organização, verificando-se, assim, uma dinâmica interativa entre os atores educativos, dependente do estilo de relações estabelecidas (Elias, 2008, p. 122). Contudo, e considerando a importância que foi concedida, nos vários estudos realizados, ao estilo de liderança escolar, como fator frequentemente associado à existência de um clima positivo ou negativo (Anderson e Rutter apud Carvalho, 1998, p. 44), iremos privilegiar a análise deste fator por se articular com o objeto do nosso estudo. Não nos conduz o propósito de analisar o clima de escola existente no contexto em estudo ( um mega-agrupamento de escolas), pois este exige um esquema metodológico mais amplo que congrega a diversidade de dimensões do clima e a triangulação da informação proveniente de diferentes fontes, isto é, dos diferentes atores educativos – agregar um estudo deste tipo ao nosso trabalho de investigação extravasaria o que se pretende no âmbito de uma dissertação de mestrado. Move-nos, sim, concentrar o estudo na ação e comportamento do diretor escolar por forma a compreender a sua articulação com o clima organizacional.
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CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA KÁTIA REGINA MENEZES MENDES

CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA KÁTIA REGINA MENEZES MENDES

Os sistemas de ensino e as escolas, como unidades sociais, são organismos atuantes e dinâmicos, sendo importantes para a sociedade, ao interagir com os seus diversos processos. Nesse sentido, a gestão escolar abrange uma série de concepções, tendo como sinalização a interatividade social, assim como outros aspectos, tais como: a democratização do conceito de políticas educacionais, a evolução do projeto pedagógico, a compreensão da questão dinâmica, o entendimento da escola como uma instituição viva e, por fim, a preocupação de que o avanço da escola, de sua gestão e de seus resultados passa pela transformação da cultura de espaços de trabalho, em prol da educação.
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GESTÃO ESCOLAR EFICAZ: O DIFERENCIAL DE UMA ESCOLA EM CONTEXTO DE VULNERABILIDADE SOCIAL

GESTÃO ESCOLAR EFICAZ: O DIFERENCIAL DE UMA ESCOLA EM CONTEXTO DE VULNERABILIDADE SOCIAL

Esta pesquisa objetivou investigar quais foram as ações gestoras realizadas em uma escola localizada em contexto social adverso e com alta vulnerabilidade social, para que seus alunos alcançassem níveis de desempenho satisfatórios nas avaliações sistêmicas. Para tanto foram investigadas as ações gestoras implementadas no triênio 2009/2011 preponderantes para o desempenho satisfatório dos alunos nas avaliações: avaliação municipal - Avalia-BH, a avaliação estadual - Programa de Avaliação da Alfabetização (PROALFA) e a avaliação em âmbito federal do Ministério da Educação e Cultura (MEC) - Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB). Foram encontrados três fatores que inter-relacionados são os responsáveis pela eficácia desta escola: a organização da gestão com o foco na forma de liderança da equipe gestora, a ênfase pedagógica empreendida e o bom clima escolar presente na unidade em estudo. A gestão desta escola foi analisada a partir de referenciais teóricos de Heloísa Lück, Mônica Peregrino, Marcelo Burgos, Thelma Polon, Pam Sammons, Franco e Bonamino entre outros autores que abordam a eficácia escolar em meios de vulnerabilidade social. Com o propósito de aperfeiçoar a gestão da escola pesquisada, bem como garantir a melhoria da qualidade do ensino na Escola Municipal Branca de Neve, foi traçado um Programa de Melhoria da Gestão Escolar a partir da experiência profissional da pesquisadora, considerando os fatores centrais que foram responsáveis pelo desempenho satisfatório dos alunos e a consequente eficácia escolar.
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A micropolítica e a dimensão invisível da colectivização das práticas artísticas em Portugal

A micropolítica e a dimensão invisível da colectivização das práticas artísticas em Portugal

A dimensão democrática de um coletivo de artistas não se limita, por isso, ao seu plano de ação ou àquilo que podemos considerar ser o statement de um coletivo. Como se tentou esclarecer ao longo deste projeto, a dimensão micropolítica de um coletivo, o objeto de análise desta investigação, possui uma potência democrática que cabe agora avaliar. Intende-se, por isso, levar a cabo uma investigação que nos permita compreender de que modo um coletivo de artistas terá o potencial de multitude e sobretudo se a força motriz que representa o comum de um coletivo é efetivamente capaz de dar origem a um agir democrático que constitua uma força outra, distinta da que move o poder das democracias hoje. O que poderá o saber fazer artístico de um coletivo acrescentar à forma como concebemos a democracia? Será possível reequacionar o conceito e pensá-lo à luz de um agir democrático que começa no plano das nossas relações mais próximas?
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Uma estratégia de rupturas: dez teses sobre o futuro grego — Outubro Revista

Uma estratégia de rupturas: dez teses sobre o futuro grego — Outubro Revista

Para a esquerda radical grega anti-UE o mais importante não é se colocar como uma “oposição de esquerda” ao Syriza, não importa o quão útil isso possa ser no cenário político onde toda[r]

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O impacto da cultura organizacional no estabelecimento de relacionamentos cooperativos e coopetitivos

O impacto da cultura organizacional no estabelecimento de relacionamentos cooperativos e coopetitivos

Segundo Eckenhofer & Ershova (2011) a conjugação destes dois tipos de culturas como dominantes é muito rara, uma vez que constituem culturas com valores e características completamente opostas. Esta combinação pode revelar organizações onde os seus líderes enfrentam grandes obstáculos na identificação e gestão de conflitos. No entanto, caso a gestão seja realizada da melhor forma, ou seja de forma estável e coerente, a conjugação destes dois tipos de cultura pode conferir à organização muita flexibilidade e diversidade.
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A rede social de crianças com necessidades especiais de saúde na (in)visibilidade do cuidado de enfermagem.

A rede social de crianças com necessidades especiais de saúde na (in)visibilidade do cuidado de enfermagem.

O estudo justiica-se pelo fato de que, na tessitura dessas redes sociais, é preciso construir laços, interações e interlocuções entre as pessoas (proissionais de saúde, enfermagem, familiares, amigos, vizinhos etc.) e os locais (domicílio, serviços de saúde, colégio, igreja, comunidade etc.). É preciso, ainda, instaurar um movimento permanente de articulação para dar visibilidade ao cuidado de enfermagem para um grupo social pouco visível no contexto da vida social. Uma rede social estável, sensível, ativa e coniável protege as crianças de doenças evitáveis, atua como agente de ajuda e encaminhamento, afeta a pertinência e a rapidez da utilização dos serviços de saúde, acelera o processo de cura e/ou reabilitação, e aumenta a sobrevida, ou seja, é geradora de saúde (7) .
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CAEd - CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CAEd - CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

Das especificidades existentes no ensino noturno, que encontramos durante o desenvolvimento da pesquisa empírica e teórica, duas merecem destaque. A primeira evidencia a particularidade da clientela de alunos. Alguns estudos, como o realizado pela equipe do Centro de Educação e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (CENPEC, 2001), e outro cujo texto final é intitulado Ensino médio noturno: democratização e diversidade (SOUSA, 2006), constataram a existência de um grande contingente de estudantes trabalhadores que frequentam o ensino noturno. Tal fato, quando comparado ao perfil dos alunos que pertencem ao turno diurno, indica que as práticas pedagógicas nas escolas tornam-se mais flexíveis pelo motivo de os estudantes enfrentarem uma dupla jornada, a do trabalho durante o dia e a do estudo à noite. Entretanto, em nosso campo de pesquisa não há essa diferenciação entre os perfis dos alunos e os períodos aos quais pertencem, fato que
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