Top PDF A função compliance e os limites à atuação dos agentes infiltrados

A função compliance e os limites à atuação dos agentes infiltrados

A função compliance e os limites à atuação dos agentes infiltrados

O presente trabalho tem como objetivo analisar o instituto da infiltração de agentes trazido pela Lei de Organizações Criminosas (Lei 12.850/13). O Direito Penal e Processual Penal encontram na figura do agente infiltrado uma nova forma de obtenção de provas. Contudo, apesar de inovador, esse novo meio pode ser demasiadamente restritivo de direitos e garantias, haja vista que a Lei 12.850/13 traz como único balizador à infiltração o princípio da proporcionalidade. Por meio deste trabalho procurou-se verificar quais os limites que a Constituição Federal impõe à infiltração de agentes, e as consequências de uma eventual violação desses limites. O presente trabalho aponta os limites que devem ser observados nas operações de infiltração, mesmo que a lei não as coloque em rol específico. Nisto consiste, portanto, a sua relevância jurídica. A relevância social relaciona-se à preservação dos direitos dos indivíduos, bem como ao aprimoramento das técnicas de investigação para o controle da criminalidade. Quanto à sua natureza, a pesquisa caracteriza-se como básica, tendo se desenvolvido a partir do método dedutivo. Além disso, possui caráter explicativo, sendo utilizada a pesquisa bibliográfica como procedimento técnico. Concluiu-se que o princípio da proporcionalidade não é o único limite à infiltração, bem como que os riscos e benefícios advindos dessa atividade devem ser sopesados. Esse meio de prova não deve ser utilizado de forma indiscriminada e devem ser preservados o máximo de direitos dos investigados.
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Limites do criminal compliance no âmbito da responsabilização do compliance officer e da investigação privada

Limites do criminal compliance no âmbito da responsabilização do compliance officer e da investigação privada

sua existência e aplicação, de acordo com os seguintes parâmetros: I - comprometimento da alta direção da pessoa jurídica, incluídos os conselhos, evidenciado pelo apoio visível e inequívoco ao programa; II - padrões de conduta, código de ética, políticas e procedimentos de integridade, aplicáveis a todos os empregados e administradores, independentemente de cargo ou função exercidos; III - padrões de conduta, código de ética e políticas de integridade estendidas, quando necessário, a terceiros, tais como, fornecedores, prestadores de serviço, agentes intermediários e associados; IV - treinamentos periódicos sobre o programa de integridade; V - análise periódica de riscos para realizar adaptações necessárias ao programa de integridade; VI - registros contábeis que reflitam de forma completa e precisa as transações da pessoa jurídica; VII - controles internos que assegurem a pronta elaboração e confiabilidade de relatórios e demonstrações financeiros da pessoa jurídica; VIII - procedimentos específicos para prevenir fraudes e ilícitos no âmbito de processos licitatórios, na execução de contratos administrativos ou em qualquer interação com o setor público, ainda que intermediada por terceiros, tal como pagamento de tributos, sujeição a fiscalizações, ou obtenção de autorizações, licenças, permissões e certidões; IX - independência, estrutura e autoridade da instância interna responsável pela aplicação do programa de integridade e fiscalização de seu cumprimento; X - canais de denúncia de irregularidades, abertos e amplamente divulgados a funcionários e terceiros, e de mecanismos destinados à proteção de denunciantes de boa-fé; XI - medidas disciplinares em caso de violação do programa de integridade; XII - procedimentos que assegurem a pronta interrupção de irregularidades ou infrações detectadas e a tempestiva remediação dos danos gerados; XIII - diligências apropriadas para contratação e, conforme o caso, supervisão, de terceiros, tais como, fornecedores, prestadores de serviço, agentes intermediários e associados; XIV - verificação, durante os processos de fusões, aquisições e reestruturações societárias, do cometimento de irregularidades ou ilícitos ou da existência de vulnerabilidades nas pessoas jurídicas envolvidas; XV - monitoramento contínuo do programa de integridade visando seu aperfeiçoamento na prevenção, detecção e combate à ocorrência dos atos lesivos previstos no art. 5 o da Lei n o 12.846, de 2013; e XVI - transparência da pessoa jurídica
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Processo de trabalho dos agentes comunitários de saúde: possibilidades e limites.

Processo de trabalho dos agentes comunitários de saúde: possibilidades e limites.

Durante o exercício de sua função, os ACS têm enfrentado inúmeros desafios no seu processo de trabalho, como mostrado neste estudo: falta de qua- lificação, sobrecarga de trabalho, baixa remuneração, dificuldade no desenvolvimento em ações coletivas e dificuldades de trabalhar em equipe. Observa-se que os elementos limitantes da atuação são também geradores de estresse e desmotivação para o trabalho e estão, em sua maioria, relacionados à condição de regulamentação profissional, merecendo atenção especial dos gestores de saúde e do poder público.
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Limites da produção da prova: a infiltração dos agentes policiais nas organizações criminosas

Limites da produção da prova: a infiltração dos agentes policiais nas organizações criminosas

O presente trabalho tem por finalidade analisar os limites de atuação do agente infiltrado em uma organização criminosa objetivando a produção de provas, bem como a responsabilidade penal do mesmo em eventuais crimes que venha a cometer no âmbito da operação policial. Para tanto, abordou-se, preliminarmente, a evolução histórica das organizações criminosas no Brasil e no Mundo, os conceitos e características de crime organizado e de organizações criminosas. Após, foram analisadas as provas em geral e seus subtemas, os principais meios extraordinários de obtenção de prova, dando ênfase ao instituto da infiltração policial e seus diversos tópicos, tais como, conceito, objetivos, natureza jurídica, requisitos, espécies e suas fases. Adiante, apresentou-se a figura do agente infiltrado, esclarecendo seu conceito e suas características e discutindo o tema relacionado às provas obtidas pelo agente infiltrado. Em seguida, foram mostrados os principais limites e exigências para atuação do agente infiltrado, concluindo que, embora inexista uma determinação precisa dos limites de sua atuação, o emprego do instituto do agente infiltrado encontra-se limitado pelos princípios da legalidade, excepcionalidade da medida, da proporcionalidade e de um rigoroso controle jurisdicional, com o escopo de evitar excessos, bem como garantir os direitos fundamentais dos investigados. Por último, analisamos os diferentes posicionamentos doutrinários antes e depois da vigência da Nova Lei de Organizações Criminosas (Lei nº 12.850/13) acerca da responsabilização penal do agente infiltrado em eventuais crimes cometidos no âmbito da operação policial. A metodologia aplicada para a realização deste trabalho baseou-se, fundamentalmente, em pesquisa bibliográfica, legislativa e documental.
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Limites à função constitutiva da posse de estado na relaçãopaterno-filia

Limites à função constitutiva da posse de estado na relaçãopaterno-filia

“São facilmente criticáveis aquelas concepções que, para salvar a noção de direito subjetivo, identificam, no poder da vontade que se exprime em forma arbitrária e absoluta, o princípio; e, nos limites, a exceção. (...) O enfoque não é correto. No vigente ordenamento não existe um direito subjetivo – propriedade privada, crédito, usufruto – ilimitado, atribuído ao exclusivo interesse do sujeito, de modo tal que possa ser configurado como entidade pré-dada, isto é, preexistente ao ordenamento e que deva ser levada em consideração enquanto conceito, ou noção, transmitido de geração em geração. O que existe é um interesse juridicamente tutelado, uma situação jurídica que já em si mesma encerra limitações ao titular. Os chamados limites externos, do ponto de vista lógico, não seguem a existência do princípio (direito subjetivo), mas nascem junto com ele e constituem seu aspecto qualitativo. O ordenamento tutela um interesse somente enquanto atender àquelas razões, também de natureza coletiva, garantidas com a técnica das limitações e dos vínculos. Os limites, que se definem externos ao direito, na realidade não modificam o interesse pelo externo, mas contribuem para a identificação da sua essência, da sua função.” [PERLINGIERI, Pietro. Perfis de Direito Civil. Rio de Janeiro: Renovar, 2002, pp. 121-122.]
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Lesões de cárie não cavitadas no esmalte: atuação com agentes remineralizantes e infiltrantes

Lesões de cárie não cavitadas no esmalte: atuação com agentes remineralizantes e infiltrantes

Tendo em conta os conceitos atuais da doença cárie dentária a necessidade de diagnóstico precoce das lesões de desmineralização que afetam o esmalte, pretendeu-se realizar uma revisão bibliográfica descritiva com os seguintes objetivos: descrever os principais conceitos acerca das lesões não cavitadas de cárie no esmalte, relacionadas com prevalência, gravidade, formas de deteção e registo; pretendeu-se ainda efetuar uma revisão da ação química dos agentes remineralizantes e infiltrantes, em lesões não cavitadas do esmalte, focando-se essencialmente na sua identificação, descrição, modos de apresentação, mecanismo de ação, modo de atuação clínica, principais evidências in vitro e in vivo sobre a ação dos remineralizantes e infiltrantes. Para tal, foi utilizada a metodologia PICO para a formulação das questões, avaliação e síntese da evidência empírica a incluir neste estudo. Os achados resultam da análise de 148 artigos, quer de perfil qualitativo, quer do perfil quantitativo, dos quais 104 são de revisões de literatura e 44 são empíricos, destes 44 artigos, 13 são relativos a infiltrantes e 31 são relativos a remineralizantes. Foram colocadas as palavras-chave: “enamel remineralization”, “ICDAS”, “white spot lesion”, “non-cavitated caries lesions”, “resin infiltration”, “infiltrants”, “dental caries detection”, “remineralizing agents”, “demineralization- remineralization” e “dental toothpaste”. Os critérios de inclusão foram: estudos
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A atuação ministerial na implementação de políticas públicas : limites e contradições

A atuação ministerial na implementação de políticas públicas : limites e contradições

De início o Ministério Público propôs a ação civil pública na tentativa de compelir o Poder Público a delimitar áreas de preservação permanente nas comunidades mais vulneráveis, e implantar medidas minimizadoras dos riscos. Percebendo-se que as respostas pelo Poder Judiciário e, ainda mais, pelo Poder Executivo, não viriam a tempo, já que os processos judiciais e procedimentos administrativos demandam o perpasse necessário por trâmites e etapas legais, a Promotoria de Justiça optou por incitar um processo de reação popular, o que viria a influenciar o poder local a adotar medidas de prevenção. Integraram o processo: Promotor de Justiça do Meio Ambiente, Associações de Moradores, engenheiros, APA-Petrópolis-IBAMA, Conselho Gestor da APA, padres e pastores evangélicos, educadores, agentes de saúde, jornais, emissoras e rádios locais. 212
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Responsabilidade civil do estado na atuação de seus agentes policiais: Uma revisão narrativa

Responsabilidade civil do estado na atuação de seus agentes policiais: Uma revisão narrativa

Feito este breve resumo, devemos, agora, buscar a nossa maior referência legal no direito brasileiro, i.e., a constituição federal de 1988. Promulgada neste ano supracitado, o constituinte quis elencar vetores de seguimento para a Administração pública, no sentido lato da palavra. Esculpidos em seu art. 37, caput, o nosso texto constitucional elencou, de forma explícita, princípios norteadores de conduta dos agentes estatais. Os princípios são: Legalidade, Impessoalidade (será aprofundado), Moralidade, Publicidade e Eficiência. Isto não quer dizer que estes são os únicos princípios em que se baseia a atuação do agente público, pois, há, também, diversos princípios esculpidos em leis esparsas de matéria administrativa, bem como princípios implícitos, estes referendados pela doutrina e jurisprudência, entre outras fontes do direito (BRASIL CF, 1988). Conquanto estarmos diante de um novo governo pautado em segurança pública e na repressão de infrações penais, a contextualização de uma possível responsabilidade da figura estatal será abordada neste presente artigo.
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Para uma formação e atuação dos agentes da PSP no âmbito da violência doméstica

Para uma formação e atuação dos agentes da PSP no âmbito da violência doméstica

A formação e informações facultadas para a violência doméstica no âmbito dos adultos. Relativamente às políticas e procedimentos colocados à disposição aos Agentes da Polícia de Segurança Pública nas intervenções e respostas às ocorrências de violência doméstica entre adultos houve uma parte da amostra (n=4) que diz não ter sido fornecida qualquer política ou procedimento. Os restantes referiram situações que não significam uma prática existente na Esquadra. -“ (…) tem ocorrido umas mudanças a nível de por exemplo… de apoios mais à vítima de … do nível de expediente… da apresentação da Esquadra é logo dentro de uma semana” (Agente F);“ (…) muito reduzidas (…)” (Agente E); “ Nenhuma” (Agente H); “na minha opinião não me foi dado nada” (Agente I);“ (…) nós fazemos normalmente o que nos ééé possível perante a lei (…)” (Agente J); “ (…) houve uma reunião com o Procurador e ele fez uma série de parâmetros (…)” (Agente B).
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Práticas emergentes em psicologia: atuação com agentes comunitários de saúde

Práticas emergentes em psicologia: atuação com agentes comunitários de saúde

En las últimas décadas, existen iniciativas para ampliar la labor en materia de salud pública, incluidas las acciones de la comunidad. Teniendo en cuenta el interés de estas nuevas prácticas, hubo una encuesta de los Trabajos de Terminación de Curso (TTCs) en las intervenciones con Agentes Comunitarios de Salud (ACSs). El análisis mostró que los objetivos rectores de las propuestas son para crear conciencia y promover la prevención en materia de salud y estimular el intercambio de experiencias. Entre ellos la utilización de técnicas de dinámica de grupos y metodologías participativas. Los temas más discutidos eran las relaciones interpersonales, la comunicación, la autoestima, la devaluación de la formación, el trabajo de rutina, la resolución de conlictos, la integración, el estrés, la depresión y el papel de ACSs. Se constató que el fracaso en la comunicación se percibe como un factor perturbador en la aplicación de las prácticas en materia de salud humanizada. También se pusieron de relieve los obstáculos en las relaciones interpersonales con los superiores y otros ACSs. Las investigaciones sugieren que es similar con el objetivo de sistematizar y mejorar las prácticas existentes.
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CIDADES GLOBAIS: AGENTES DETERMINANTES NA ATUAÇÃO DA REDE DE MERCOCIDADES

CIDADES GLOBAIS: AGENTES DETERMINANTES NA ATUAÇÃO DA REDE DE MERCOCIDADES

Juventude, Turismo e Ambiente. Já a cidade do Rio de Janeiro tem maior destaque na UT de Ciência e Tecnologia, bem como na de Cultura. Essas áreas podem ser relacionadas com outros indicadores internacionais referentes às capacidades das cidades globais como a própria Foreign Policy que utiliza os dados do A. T. Kearney (2008; 2010; 2012; 2014). Por exemplo, diante do índice de experiência cultural da Foreign Policy como sendo um dos maiores alcançados pela cidade do Rio de Janeiro, essa preocupação se reproduz dentro da Rede de Mercocidades, bem como as preocupações sociais com o desenvolvimento sustentável e tecnológico de São Paulo. Vale destacar que a cidade do Rio de Janeiro, ainda que não tenha sido coordenadora, foi vice-coordenadora de UT como a de Cultura em 2009. Nesse sentido, além de manter uma atuação importante, como cidades que concentram uma média maior de participação do que as demais nas UT das Mercocidades, as três cidades, sobretudo Buenos Aires, mantém uma atuação relevante na organização estrutural dos encontros e coordenação das agendas, o que acaba direcionando o diálogo entre os pares.
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A atuação do pedagogo nas unidades prisionais do estado de Alagoas: limites e possibilidades

A atuação do pedagogo nas unidades prisionais do estado de Alagoas: limites e possibilidades

Outras respostas acerca de limitações na atuação do pedagogo, como relataram os PED 02, 03, 04, 06, 10 e 11, eles alegam que suas limitações estão relacionadas com alguns espaços físicos inadequados, com a falta de material didático e a com restrição de suas ações pedagógicas, por conta das diversas regras existentes no sistema prisional; tal situação foi ratificada pelo PED 05: “No âmbito prisional há muitas regras a cumprir, por exemplo: para articular uma aula que seja necessário um projetor, uma TV, dependemos sempre de autorização da gerência do sistema. O pedagogo não tem a liberdade que se dispõe em outras escolas. Porém, muito ainda pode ser feito”.
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O cooperativismo financeiro e a atuação estatal regulatória no Brasil: limites e possibilidades

O cooperativismo financeiro e a atuação estatal regulatória no Brasil: limites e possibilidades

Esta dissertação tem o objetivo de analisar a regulação das cooperativas financeiras no Brasil e seu impacto no desenvolvimento dessas instituições. Por meio de uma pesquisa documental exploratório-descritiva, com utilização de survey e abordagem com enfoques qualitativo e quantitativo, buscou-se apontar as características do ramo de crédito e dos outros ramos do cooperativismo, discutir a atuação estatal junto ao setor sob o enfoque neoinstitucionalista, interpretar a percepção de gestores dessas organizações sobre a atuação estatal e as restrições impostas ao segmento pela legislação, e analisar o marco regulatório do setor no Brasil. Os resultados apontaram o cooperativismo financeiro como o único dentre os ramos que não opera como um intermediário entre os cooperados e o mercado em geral. Além disso, a atuação do principal órgão regulador revela-se dissociada dos objetivos das políticas públicas preconizadas para o setor, avança sobre a autonomia deste e destoa de boas práticas de regulação de outros países, embora na percepção dos gestores cooperativistas essa atuação prescritiva e ingerente seja positiva. O estudo conclui que é possível modificar o marco regulatório para o cooperativismo de crédito no Brasil, sem prescindir dos princípios e valores que regem o setor, conquanto essa alteração pareça demandar uma mudança prévia na visão gerencial de seus administradores.
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Contribuições interventivas e os limites jurídicos da atuação do estado no domínio econômico

Contribuições interventivas e os limites jurídicos da atuação do estado no domínio econômico

inadequado. Daí se extrai a concepção de que as atividades políticas devem ser desenvolvidas dentro de limites jurídicos, sendo a validade o primeiro critério de legitimação dos atos jurídicos; já a compatibilidade com a ordem jurídica é o critério de aceitabilidade da atuação estatal. Antes da afirmação do Estado de Direito, a atividade administrativa do Estado era pouco permeável ao direito e ao controle jurisdicional; os atos do governante não comportavam controle, sob o postulado de que o rei não podia errar ou que o conteúdo do Direito identificava-se com a vontade do príncipe. Vale registrar que a consagração do Estado de Direito refletiu a tendência de eliminar os critérios religiosos e carismáticos como fundamento da legitimação do poder político, pois, em um Estado de Direito, prevalecem as leis, não a vontade do governante. Vide, entre outros: FERREIRA FILHO, Manoel Gonçalves. Princípios fundamentais do direito constitucional. São Paulo: Saraiva, 2009; BONAVIDES, Paulo. Ciência política. 13. ed. São Paulo: Malheiros, 2006; MORAES FILHO, José Filomeno. Separação de poderes no Brasil pós-88: princípio constitucional e práxis política. In: SOUZA NETO, Cláudio Pereira de; BERCOVII, Gilberto; MORAIS FILHO, José Filomeno; e LIMA, Martonio Mont‟Averne Barreto. Teoria da Constituição: estudos sobre o lugar da política no direito constitucional. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2003.
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Saneamento básico no Brasil: limites e possibilidades de atuação do setor privado

Saneamento básico no Brasil: limites e possibilidades de atuação do setor privado

Entretanto outros motivos importantes colaboraram e continuam colaborando para este déficit. O crescimento populacional urbano das últimas décadas certamente foi um forte obstáculo para o aumento do percentual de abrangência, principalmente do abastecimento de água (em que mais se concentraram as CESBs) nos municípios brasileiros. Mas as migrações para as cidades têm diminuído cada vez mais, amenizando o problema do crescimento desordenado. Já o motivo renda certamente será uma barreira intransponível no curto prazo, principalmente se for levada em conta a grande desigualdade na distribuição da riqueza e da renda no Brasil. A maioria dos que ainda estão sem atendimento é justamente parte da população de menor renda. Logicamente, esta não deve ser uma justificativa para a perpetuidade do déficit. Pelo contrário, o Brasil, representado pelos agentes políticos, deve criar mecanismos que possibilitem o atendimento universal, mesmo àqueles de menor renda.
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Limites da atuação da Comissão de Valores Mobiliários na regulação dos fundos de investimento

Limites da atuação da Comissão de Valores Mobiliários na regulação dos fundos de investimento

“A função básica da economia numa sociedade é alocar recursos escassos – terra, trabalho, capacidade de gerenciamento etc – à produção dos bens e serviços de que as pessoas necessitam. Em grande parte, a qualidade de vida das pessoas depende de a economia produzir diariamente uma substancial quantidade de comida, moradia, transporte, energia e comunicações, bens culturais e milhares de outras utilidades de que nos valemos, na maioria das vezes sem nem mesmo percebermos quão essenciais eles são ao nosso padrão de vida. A produção e distribuição desses bens e serviços na economia é uma atividade extremamente complexa. Exige que os escassos recursos indispensáveis a esta produção sejam encontrados na hora certa, levados até o local necessário para serem combinados com o trabalho desenvolvido conforme técnicas adequadas e depois transferidos para o local onde devem ser consumidos, tudo isso dentro de um intervalo de tempo e a um custo que sejam compatíveis com a necessidade e os desejos dos consumidores”. (OLIVEIRA, Marcos Cavalcante de. Moeda, Juros e Instituições Financeiras. Regime Jurídico. 2ª ed. São Paulo: Forense, 2009, p. 14)
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O ensino do Direito no Brasil e os limites e contradições na atuação do advogado público.

O ensino do Direito no Brasil e os limites e contradições na atuação do advogado público.

A partir de 2002 foram realizados quatro concursos, com a aplicação de provas objetivas (testes de múltipla escolha) e dissertativas, aos quais se submeteu grande número de candidatos,[r]

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LIMITES TERRITORIAIS À ATUAÇÃO DE ENTIDADES IMUNES COM VISTAS À OBTENÇÃO DE RECURSOS

LIMITES TERRITORIAIS À ATUAÇÃO DE ENTIDADES IMUNES COM VISTAS À OBTENÇÃO DE RECURSOS

Pois bem, nada obstante há muito superadas as equivocadas interpretações quanto aos termos “sem fins econômicos” e “sem fins lucrativos”, dispostos, respectivamente, no Código Civil de 2002 (art. 53) e na Constituição Federal (art. 150, inciso VI, alínea “c”), pacificando-se a lógica de que podem estas entidades imunes se dispor a atividades econômicas, ainda hoje há quem tencione exigir – para fins de fruição daquele direito tributário – que a atuação das associações ou fundações seja gratuita, isto porque compreendem ser supostamente imprescindível às entidades de educação ou de assistência social (muitas vezes adjetivadas por filantrópicas) a total gratuidade.
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Os limites da cidade: direito à moradia e atuação do estado em casos de remoção no...

Os limites da cidade: direito à moradia e atuação do estado em casos de remoção no...

Assessora Técnica de Planejamento e Pesquisa na Sehab, a demanda da Prefeitura se divide em dois conceitos – o de déficit e o de inadequação habitacional. O primeiro diz respeito às famílias que não têm onde morar ou que estão em área de risco; e o segundo aos moradores de favelas e moradias precárias. Segundo o Plano Municipal de Habitação 2009-2024 (2011), elaborado na última gestão, a proposta da Prefeitura é sanar o problema até 2024. Segundo Terlizzi esta proposta é impossível de ser realizada, já que ao dialogarmos com a realidade e olharmos quem são os atores e interesses envolvidos, nos parece óbvio que o prazo de 10 anos para resolver um problema secular é irreal, gerando expectativas que serão frustradas e partindo de um pressuposto idealizado. Além disso, para Terlizzi, há questões ideológicas a serem superadas, conceber a habitação como direito ainda é uma discussão recente. O favelado é visto pelos setores conservadores como invasor, como oportunista que não paga impostos e não tem direito nenhum. Essa ideologia tem sido quebrada aos poucos, mas ainda há uma forte resistência para que o direito à moradia seja equiparado aos outros direitos sociais. Do ponto de vista institucional, não há percentual de recurso considerado pelo orçamento. Segundo a assessora, por incrível que pareça, um dos maiores percentuais de investimento na política pública de habitação dos últimos anos foi na gestão de Gilberto Kassab, 4%, sendo que historicamente os investimentos não passavam de 1%; na atual gestão houve uma queda neste nível (diminuiu percentual), o percentual orçamentário hoje para a habitação passa pouco dos 2%. Terlizzi explica que como o programa “Minha Casa Minha Vida” do governo federal não contabiliza o percentual do orçamento municipal, o programa “vem de graça”. Esta opção efetiva uma política que, na verdade, não é uma política habitacional, mas um programa de produção habitacional. Atendem-se as faixas de renda que estão dentro do “Minha Casa Minha Vida”, mas programas como urbanização de favelas, locação social, cortiços, ficam desprovidos de recursos. Terlizzi acredita que o grande entrave interno vivido atualmente pela Sehab se deu por uma parceria inusitada entre partidos historicamente antagônicos – PT e PP (Partido Progressista). Este último, com uma forte atuação junto aos interesses do mercado imobiliário no que diz respeito à produção de habitação na cidade, “ganhou” da atual Prefeitura a Secretaria da Habitação, uma derrota imensa aos movimentos populares ligados à luta pela moradia.
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O juiz leigo nos juizados especiais e os limites de sua atuação: uma questão controvertida

O juiz leigo nos juizados especiais e os limites de sua atuação: uma questão controvertida

A exegese gramatical do texto constitucional e da Lei n. 9099/95, combinada com a interpretação sistemática dos preceitos disciplinadores dos Juizados Especiais, aliadas à natu- reza dos direitos indisponíveis tutelados, à indelegabilidade da jurisdição por analogia, ao que se somam os subsídios doutri- nários apresentados e os precedentes do Supremo Tribunal Federal, conduzem à conclusão de que a atuação do Juiz leigo é limitada no Juizado Especial Criminal, circunscrevendo-se a competência à prática dos atos de composição dos danos civis para posterior homologação pelo Juiz togado (conciliação – art. 73, Lei 9.099/95).
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