Top PDF A gestão democrática e o uso das TIC’s na escola

A gestão democrática e o uso das TIC’s na escola

A gestão democrática e o uso das TIC’s na escola

O presente artigo discute a importância da implementação da Gestão Democrática na Escola pública, a qual é estabelecida pela Constituição Federal e a Lei Das Diretrizes e Bases da educação Nacional (LDB), apresentando um breve esclarecimento sobre o papel que a educação desempenha em sentido amplo no desenvolvimento das pessoas e das sociedades, caminhando em direção ao ato de educar na era da Tecnologia de informação e conhecimento (TIC’s), que possibilita auxiliar todos os profissionais no processo de ensino-aprendizagem, conforme as necessidades, habilidades pessoais, recursos e materiais disponíveis na escola. Sabe-se que as tecnologias acompanham a história da humanidade desde os tempos mais remotos e hoje o mundo vive um acelerado desenvolvimento em que elas estão presentes direta e indiretamente na vida dos cidadãos, não se trata de usa-las apenas para registrar tendo em vista o controle burocrático, mas que possa abranger também a dimensão técnico-administrativa e a pedagógica. O estudo aponta ainda que a sociedade brasileira demanda uma educação de qualidade, que se posicione na linha de frente da luta contra exclusões que garantam aprendizagens significativas, visando formar cidadãos críticos, autônomos e participativos, no entanto é necessário que o gestor reflita sobre sua atuação, com objetivo de superar os modelos ultrapassados e intoleráveis da prática administrativa, bem como, compreender os problemas postos pela prática pedagógica, a qual exige paciência, esforço e dedicação. Para compreendermos melhor nosso pensamento e desenvolver com mais propriedade nossas ideias, lançamos mão do conhecimento expresso por autores como: LÜCK (2008), LIBÂNEO (2008), MORAN (2012), DANIEL (2003) entres outros, que fundamentam esse trabalho e nos apontam possíveis caminhos para chegarmos a uma conclusão lógica sobre a realidade apresentada.
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Diretores e gestão democrática: participação da comunidade na escola

Diretores e gestão democrática: participação da comunidade na escola

Nas cidades, segundo os depoentes, os diretores também tiveram algum tipo de formação em relação a garantir e ampliar a participação da comunidade na gestão escolar; ou seja, a realização de atividades que pudessem atrair os pais à participação na escola. No entanto, as entrevistas mostraram que este conhecimento trabalhado aconteceu de forma superficial. Em alguns casos, tratava-se de algumas estratégias ou “truques” para aproximar os pais da escola. Entre essas ações estavam a indicação de agendamento de reuniões periódicas com os pais (para informar os pais, elogiar as crianças, pedir participação); a organização de eventos para a família (exposições, festa junina, feiras do livro); a motivação para o uso de atividades para casa (dever de casa, solicitando o auxílio dos pais com os filhos) para que os familiares adquirissem o hábito de participar da vida escolar do filho; a utilização das redes sociais para a comunicação com as famílias.
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O enfoque da Gestão Democrática da Escola no canal educativo TV Escola

O enfoque da Gestão Democrática da Escola no canal educativo TV Escola

Os estudos específicos da relação mídia e educação também enfrentam embates no campo dos efeitos das novas tecnologias comunicativas, principalmente a televisão como recurso didático – a chamada “tecnologia educacional”, que será apresentada aqui num breve resgate histórico da influência do rádio e da televisão nesse processo, e particularmente no Brasil, a apropriação pelo Estado dessas mídias. Em "A Política", Sartori (1997) recorre aos aspectos históricos da evolução comunicativa para fazer prognóstico do uso político da tecnologia da comunicação, principalmente a televisão. Segundo o autor, o avanço da tecnologia contemporânea fez mudar a relação dos meios de comunicação com a sociedade, ou seja, a utilidade tecnológica se tornou política e pública, na medida em que passou a ser usada politicamente na sociedade. Os meios de comunicação têm o poder coletivo da ação comunicacional e da ação política que nasce da forma de influenciar o outro, de influenciar as vontades e as escolhas do outro e de toda a sociedade, portanto, a relação direta da comunicação e da política com a história. Para o autor, as novas tecnologias de comunicação em si não têm a capacidade e o poder de influenciar as pessoas, pois são tão somente artefatos de comunicação; o poder é construído por um discurso comunicativo, e esse discurso é que deve ser analisado, pela sua improvável neutralidade. Esse fenômeno põe em evidência a fragilidade da democracia diante de um mundo “tecnotrônico” no que diz respeito às garantias individuais e de autogestão coletiva (Sartori, 1997).
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Políticas públicas da educação e gestão democrática e participativa na escola

Políticas públicas da educação e gestão democrática e participativa na escola

A participação na gestão da escola proporciona um melhor conhecimento do seu funcionamento e de todos os seus atores, favorece um contato permanente entre professores e alunos, levando ao conhecimento mútuo. No entanto, não implica apenas em envolver todos e considerar seus interesses, significa também organização de modo a permitir que as ações e projetos da escola se concretizem por meio de uma liderança reconhecida e consentida por todos. Gerir democraticamente é incentivar a participação, pois “participar é ter o poder de definir os fins e os meios de uma prática social, que pode se exercida diretamente ou através de mandatos, delegações ou representações”. (COSTA apud UFSC, 2009, p.10). Por meio da participação o cidadão aprende a fazer uso dos seus direitos e resguardar os direitos de sua comunidade.
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O uso das TIC´s por surdos: relato de experiências

O uso das TIC´s por surdos: relato de experiências

Ao decidir tornar-se uma sociedade inclusiva, subscrevendo uma série de acor- dos internacionais e produzindo uma legislação que contempla esse modelo inclusivo, o Brasil se comprometeu a construir um sistema de educação inclusiva para pessoas com deficiência, que consiste no “reconhecimento da necessidade de se caminhar rumo à escola para todos; um lugar que inclua todos os alunos, que celebre a diferença, apoie a aprendizagem e responda às necessidades individuais”. Também, conforme se verifica
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Usos e aplicações de novas TIC´S na gestão de desastres naturais

Usos e aplicações de novas TIC´S na gestão de desastres naturais

Sistemas de informação de uso coletivo como o Ushahid e o Sahana operados por redes de voluntários espalhados em diferentes partes do globo, além de mídias sociais como o Twitter, Flickr e Facebook já foram utilizados como canais para a viabilização da coleta de informações junto às comunidades locais em ações de resposta a desastres naturais, em vários países como o Haiti, o Japão, a Indonésia e o Canadá (GAO et al., 2011; HEINZELMAN; WATERS, 2010; HUANG; CHAN; HYDER, 2010; MULLINS, 2010; YATES; PAQUETTE, 2010; ZOOK et al., 2010) e, mais recentemente, no terremoto ocorrido no Nepal em 2015.
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Escola democrática: a participação dos alunos na gestão financeira da escola

Escola democrática: a participação dos alunos na gestão financeira da escola

Para se reinventar a democracia, Santos (2010) expõe a necessidade de se reinventar o paradigma hegemônico de democracia tendo por base a(s) nova(s) epistemologia(s) que tem surgido nos países do Sul global. O autor define esse(s) tipo(s) de epistemologia(s) como todas as manifestações culturais e todos os conhecimentos que foram suprimidos pela ideologia dominante. O Sul, a que se refere Santos (2010), não corresponde somente ao Sul do ponto de vista geográfico, mas ao conjunto de regiões ou países que foram submetidos ao colonialismo europeu e que não conseguiram galgar desenvolvimento econômico semelhante ao norte global. Essa forma de colonialismo deixou um espectro de submissão que tem sido propalado nos ambientes sociais. A escola, como uma das instituições mais influentes na sociedade, tem se dado ao desserviço de mantê-la. Seja por suas concepções veladas ou por sua prática autoritária e excludente.
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A escola pública, a escola particular e o uso das Tic com recorte de gênero

A escola pública, a escola particular e o uso das Tic com recorte de gênero

Sob esse prisma, as TIC podem ser vistas como arautos de novas liberdades para as mulheres. Nesse sentido, a Comissão para a Condição Jurídica e Social da Mulher da ONU, em sessão de março de 2011, reconheceu o “potencial da educação e da capacitação assim como da ciência e da tecnologia para contribuir com o empoderamento econômico da mulher”, destacando que “a educação de qualidade, o acesso e a participação plena e em condições de igualdade na ciência e na tecnologia para as mulheres de todas as idades são imprescindíveis para se conseguir a igualdade entre os gêneros e o empoderamento da mulher”. Mas, a participação das mulheres em relação aos homens, na área tecnológica, é pouco significativa, especialmente quando se relacionam as decisões de infraestrutura física e lógica das redes digitais em todo o mundo. Em se tratando de governança (ministérios, secretarias), o número de mulheres que assumem cargos de comando ainda é uma minoria. Da mesma forma são uma minoria as engenheiras na área da computação e programação de software, analistas de sistemas e profissionais da ciência e da gestão das TICs. A presença restrita de mulheres na indústria, na pesquisa e nos cursos na área de tecnologias eletrônicas digitais constitui apenas um dos aspectos da enorme desigualdade e inequidade de gênero que existem nesse campo.
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Gestão democrática na escola: percursos e percalços para a sua difusão.

Gestão democrática na escola: percursos e percalços para a sua difusão.

Comungando com estas ideias, Aristóteles (s.d.), na sua obra “Política”, traz a sua concepção de governo democrático. Começa destacando o homem enquanto animal político, pelo fato de viver em sociedade. Essa sociedade, tida como política, se compunha tendo em vista algum bem. Nesta sociedade há vários tipos de governo, que se diferem pela sua especificidade e pelo seu modo de autoridade. Aristóteles acrescenta ainda que, a forma de governo pode ser estabelecida de acordo com o nível e/ou número de participação dos cidadãos. Assim sendo, o governo pode estar na mão de um, nas mãos de poucos ou nas mãos de muitos cidadãos, sendo que a governança deve ter o objetivo do bem comum. O autor chama de “desvio” as formas de governo que tem como objetivo o interesse privado, ou de uma(s) parcela(s) da sociedade (conforme apresenta-se no Quadro 5).
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Produção de textos na escola: uso das TIC na formação do escritor

Produção de textos na escola: uso das TIC na formação do escritor

Para a produção da primeira versão dos textos, resgatamos com as equipes as informações a respeito do tema e das características funcionais e composicionais do gênero reportagem. As equipes foram orientadas a planejar a escrita por meio da criação de um roteiro. Durante a produção, a revisão aconteceu no processo da escrita de duas maneiras, ora as questões eram levadas para discussão coletiva, ora ocorriam particular com o grupo em atendimento. O uso de diferentes estratégias de mediação visava atender às dificuldades evidenciadas pelas equipes de forma eficiente. Durante o período de revisão e edição dos textos, os aspectos de textualidade, especialmente a informatividade, a coerência, a coesão e situacionalidade, foram abordados a partir das produções dos alunos. O trabalho desenvolvido possibilitou aos estudantes a articulação de diferentes linguagens por meio do emprego de recursos tecnológicos. Ao término da etapa, os grupos apresentaram aos colegas as versões finais dos textos produzidos que foram publicados no blog. A alimentação do ambiente virtual foi realizada concomitantemente ao desenvolvimento das atividades dos grupos.
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Gestão democrática na escola: em busca da participação e da liderança

Gestão democrática na escola: em busca da participação e da liderança

Considerando que o Plano Nacional de Educação (PNE) 2014-2024 preconiza na Meta 19 assegurar condições no prazo de 2 (dois) anos (BRASIL, 2014), ou seja, até 2016, para a efetivação da gestão democrática da educação, associada a crité- rios técnicos de mérito e desempenho, no âmbito das escolas públicas, prevendo recursos e apoio técnico da União, as reflexões apresentadas neste texto parece-nos oportuna pelo que representa diante dos desafios que o contexto socioeconômico e político propõe à tarefa educativa. Próximo do final do prazo estabelecido pelo PNE, o que ainda temos atualmente na estrutura formal da escola pública é um sistema quase totalmente ausente da “previsão de relações humanas horizontais” (PARO, 2006, p. 100), ressaltando que a gestão democrática não se reduz à eleição para diretores. Sem ao menos ter conhecimento do que se trata o termo gestão no lugar do termo administração e, na mesma lógica, gestor no lugar do diretor da escola, a comunidade escolar e os profissionais da educação ainda esperam pela real gestão democrática, principalmente nas escolas de nível básico, fundamental I, mais atingidas pela municipalização, bem como reclamam pela sua falta.
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GESTÃO ESCOLAR NA ESCOLA PÚBLICA: interfaces entre gerencialismo e gestão democrática

GESTÃO ESCOLAR NA ESCOLA PÚBLICA: interfaces entre gerencialismo e gestão democrática

Em síntese, pode-se considerar que, ligados aos modos de produção vêm sempre os modelos de gestão dessa produção. A exemplo, no modelo patrimonialista de gestão das sociedades tradicionais, absolutistas, reflete um modelo de gestão pautada no caráter individual-conservador. Para superar a visão patrimonialista, o modelo de produção capitalista taylorista/fordista difundiu a gestão da produção administrativa da empresa. Nesta configuração, Taylor e Fayol preocupam-se com o controle e a eficiência das organizações, com a produtividade do operário e com a manipulação, através de experimentos, do controle de maior produção das empresas com menos custo financeiro. Assim sendo, esse modelo de gestão adotado revela a necessidade de treinamento e de uma visão de administração centrada na gerência e no controle da produtividade. Cabe-se ressaltar que essa gestão caracteriza-se principalmente por uma administração autoritária e hierárquica que teve sua vigência inicial na concepção de Estado Liberal. Ademais, toda essa configuração vai influenciar a administração das instituições públicas e educacionais através do modelo de gestão de administração clássica. E, com o surgimento do Estado de Bem-Estar Social, as ações de gestão administrativas passam a valorizar mais os direitos sociais do trabalhador, visto que o Estado passa a ser protetor desses direitos.
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GESTÃO DEMOCRÁTICA E GESTÃO AUTORITÁRIA E SEUS REFLEXOS NA FUNÇÃO EDUCACIONAL DA ESCOLA

GESTÃO DEMOCRÁTICA E GESTÃO AUTORITÁRIA E SEUS REFLEXOS NA FUNÇÃO EDUCACIONAL DA ESCOLA

educacional em São Paulo. Um foi o projeto desenvolvido pelo educador Anísio Teixeira – década de 50 – que criou um espaço com o conceito de “praça de equipamentos” / Escola Parque, onde previa a construção de centros populares de educação em todo o Estado de SP para crianças e jovens de até 18 anos; tinha como intenção alternar atividades intelectuais e práticas durante o dia do aluno na escola. O outro, desenvolvido na década de 30 pelo poeta Mário de Andrade, fez a criação do Departamento de Cultura e criou Parques com os mesmo objetivos que Anísio Teixeira usaria posteriormente, porém, direcionou a sua utilização aos filhos da classe operária e aos moradores de bairros periféricos.
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Conselho de escola: limites e possibilidades da gestão democrática

Conselho de escola: limites e possibilidades da gestão democrática

nifestar-se sobre o compromisso que seria assumido pela Associação de Pais e Mestres, uma instituição auxiliar criada com o objetivo de “colaborar no aprimoramento do processo educa- cional, na assistência ao escolar e na integração família – escola – comunidade” (Decreto nº. 10.623/ 77). E, ainda, mesmo contando em sua composição com representantes de todos os segmentos da unidade escolar, além de pais e alunos, foi alijado do processo de recrutamento e seleção do pessoal a ser contratado. Acreditamos que a participação do Conselho de Escola teria sido valiosa para a seleção de recursos humanos com perfil que assegurasse uma atuação compatível com os fins a que a escola se destina, as diretrizes e metas a que se propõe. A esse colegiado coube apenas, juntamente com o dirigente da unidade escolar, avaliar, anualmente, a atuação do servidor contratado, para fins de manutenção, ou não, do contrato de trabalho e referendar a proposta de substituição apresentada pelo dirigente da unidade escolar à Prefeitu- ra Municipal ou à Associação de Pais e Mestres, quando o servidor contratado não correspon- desse às suas funções (Resolução. SE nº. 265/ 87, artigo 4º, §§ 1º e 2º). Assim, nos parece inexplicável a sua exclusão do processo de seleção dos candidatos à admissão, para o qual deveriam ser coletiva e previamente fixados os critérios e um perfil adequado. Desta forma, entendemos que devido à falta de articulação entre escola e Conselho de Escola reconhecia-se a ausência de compartilhamento na tomada de decisões, de suma importância para o estabele- cimento da gestão democrática da escola pública.
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RELAÇÃO FAMILIA E ESCOLA: CONSTRUÍNDO A GESTÃO DEMOCRÁTICA PARTICIPATIVA

RELAÇÃO FAMILIA E ESCOLA: CONSTRUÍNDO A GESTÃO DEMOCRÁTICA PARTICIPATIVA

As pesquisas voltadas para o campo da integração escola/família Costa (2003) tem revelado que os benefícios advindos dessa relação, além de favorecer a participação da família na construção e operacionalização do Projeto Político Pedagógico, garantem o reconhecimento de que cada uma dessas instituições tem papeis diferenciados nas atividades de aprendizagem, construção da cidadania e desenvolvimento dos alunos.

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Gestão democrática da escola pública : a participação como princípio da democracia

Gestão democrática da escola pública : a participação como princípio da democracia

A gestão democrática é aqui compreendida, então, como um processo político no qual as pessoas que atuam na/sobre a escola identificam problemas, discutem, deliberam e planejam, encaminham, acompanham, controlam e avaliam o conjunto das ações voltadas ao desenvolvimento da própria escola na busca da solução daqueles problemas. Esse processo, sustentado no diálogo, na alteridade e no reconhecimento às especificidades técnicas das diversas funções presentes na escola, tem como base a participação efetiva de todos os segmentos da comunidade escolar, o respeito às normas coletivamente construídas para os processos de tomada de decisões e a garantia de amplo acesso às informações aos sujeitos da escola. Isso quer dizer que a gestão da escola públicapode ser entendida pretensamente como um processo democrático, no qual a democracia é compreendida como princípio, posto que se tem em contaque essa é a escola financiada por todos e para atender ao interesse que é de todos; e também como método, como um processo democratizante, uma vez que a democracia é também uma ação educativa, no sentido da conformação de práticas coletivas na educação política dos sujeitos. É certo que essas ideias não expressam a realidade da gestão das escolas públicas, mas, se tomamos o conceito como hipótese ou como matriz a ser cotejada com a realidade, sua amplitude democrática pode nos ser bastante útil na observação do fenômeno.
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Gestão democrática na escola pública alagoana: interfaces com o Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE – Escola)

Gestão democrática na escola pública alagoana: interfaces com o Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE – Escola)

Uma sociedade efetivamente democrática só se constitui com pessoas capazes de compreender e interpretar o mundo à sua volta. O entendimento das razões de uma determinada condição de vida constitui um pré-requisito essencial quando se almeja despertar nas pessoas a indignação com a situação desigual a que é submetida a maior parte da população desse país. Entende-se que mesmo a gestão democrática no formato traçado para a escola pública alagoana, que é o modelo referenciado pela Lei de diretrizes e bases 9.394/96, não pode ser considerada regra geral para todas as escolas públicas. Assim, também é necessário entender a gestão democrática em sentido mais amplo, ou seja, do ponto de vista dos sujeitos que vivenciam o processo cotidianamente, considerando que o termo não tem significado por si só, uma vez que está sendo construído na dinâmica das relações sociais que perpassam as instituições de ensino. Desde o I Congresso Constituinte em Alagoas busca-se encaminhar a gestão da escola com base na Carta de Princípios, embora as experiências de gestão vivenciadas nas escolas alagoanas sejam múltiplas e diversas.
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A relação de uma escola pública com as famílias num processo de gestão democrática

A relação de uma escola pública com as famílias num processo de gestão democrática

Quanto ao envolvimento desta comunidade em relação à instituição percebe-se que em geral os familiares não estão muito presentes. Tanto a assessora quanto a professora da turma onde foi realizado o exercício docente relataram que os familiares responsáveis são pouco participativos nas reuniões e que mais da metade não compareceu à escola para buscar a avaliação bimestral. Levando-se em conta que boa parte dos familiares dos estudantes reside nos territórios do Maciço do Morro da Cruz e produzem a vida material de forma precária. De acordo com Dantas (2007, p. 132 ), “o marginalizado, o excluído social, já traz consigo toda uma carga pejorativa que lhe dificulta a trajetória em busca de trabalho e uma renda satis fatória”. Logo, esta ‘não participação’, não pode ser vista como um ‘descaso’ dos familiares, pelo contrário, deve servir de alerta para que a escola pense em estratégias de aproximar estas famílias, que muitas vezes não são participativas porque precisam produzir a sua vida material (muitas vezes de forma degradante), dificultando o acompanhamento pedagógico de seus filhos ou aparentados. É válido considerar também que o difícil acesso às residências e os horários de trabalho destas famílias e da escola também é determinante nesse processo.
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O PDE-Escola na versão PDDE Interativo: aproximações e/ou distanciamentos da gestão democrática da escola

O PDE-Escola na versão PDDE Interativo: aproximações e/ou distanciamentos da gestão democrática da escola

O presente estudo tem como objetivo analisar a implantação do PDE-Escola na versão PDDE Interativo e as aproximações e/ou distanciamentos de suas ações na construção de espaços e instrumentos de gestão democrática da educação na esfera municipal. Em relação aos procedimentos metodológicos, utilizou-se a pesquisa bibliográfica, com fins de levantamento do referencial teórico que embasou/embasará as análises dos dados levantados. Utilizou-se também a pesquisa documental com a finalidade de analisar os documentos oficiais do MEC, com vistas a obter informações sobre a implementação do programa PDE-Escola e as versões PDE Interativo e PDDE Interativo. Optou-se ainda, em utilizar a técnica das entrevistas semiestruturadas, destinadas aos profissionais das escolas envolvidas com o PDE-Escola na versão PDDE Interativo. As análises das entrevistas foram realizadas a partir de três categorias: Fundamentos políticos do PDDE Interativo; Processo de implementação do PDE- Escola na versão PDDE Interativo e desdobramentos no planejamento das ações da gestão escolar; PDDE Interativo e gestão democrática. Os resultados, a partir da primeira categoria, evidenciaram que, embora os participantes demonstraram não conhecer os fundamentos políticos do PDE-Escola na versão PDDE Interativo, em suas concepções essa ferramenta de gestão tem se apresentado como um mecanismo vinculado no primeiro momento aos resultados do IDEB e atualmente vinculado aos recursos financeiros, a partir das ações agregadas de programas do PDDE que passaram a fazer parte do sistema. Assim, evidencia-se que o PDE/PDDE Interativo vem sendo visto mais como um mecanismo para que as escolas possam ter acesso a recursos financeiros, por meio dos programas /ações agregadas. Na segunda categoria, os resultados mostraram que o PDE/PDDE Interativo apresentou-se como uma metodologia de gestão que enxerga
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GESTÃO DEMOCRÁTICA: UM OLHAR SOBRE A GESTÃO ESCOLAR DE UMA ESCOLA DO MUNICÍPIO DE GARANHUNS – PE

GESTÃO DEMOCRÁTICA: UM OLHAR SOBRE A GESTÃO ESCOLAR DE UMA ESCOLA DO MUNICÍPIO DE GARANHUNS – PE

Resumo: Este artigo é resultado de uma pesquisa realizada no âmbito da disciplina de Estágio Curricular III em gestão escolar, do curso de licenciatura em Pedagogia da UAG/UFRPE. O objetivo da pesquisa é analisar a gestão de uma escola do município de Garanhuns-PE considerando a infraestrutura, o projeto político pedagógico, a gestão escolar democrática e a proposta curricular. Para alcançar esse objetivo, definimos os seguintes objetivos específicos: 1) identificar problemas e apontar soluções em relação à infraestrutura da escola; 2) conhecer o projeto político pedagógico da escola, apontando problemas e soluções; 3) analisar a prática da direção e da coordenação pedagógica; 4) conhecer o que as professoras pensam sobre o currículo da escola. A pesquisa é de natureza qualitativa e contou com os seguintes procedimentos metodológicos: observação, entrevista e análise documental. O campo da pesquisa é uma escola da rede de ensino de Garanhuns – PE. Para a obtenção dos dados tivemos os seguintes sujeitos da pesquisa: a direção da escola, a coordenação pedagógica e uma professora. Os resultados obtidos apontam para a importância de uma gestão democrática nas escolas, bem como para a valorização da participação da comunidade nos processos educacionais. Assim, a forma de organização do estágio curricular III, com foco na Gestão Escolar, fortaleceu a nossa formação inicial como professores/pesquisadores, proporcionando a compreensão da organização e gestão de uma escola a partir da relação entre a teoria estudada na universidade e a prática de uma escola de educação infantil do município de Garanhuns - PE.
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