Top PDF A hidroquímica do Rio Solimões - Amazonas.

A hidroquímica do Rio Solimões - Amazonas.

A hidroquímica do Rio Solimões - Amazonas.

Neste trabalho, realizado em onze (ll) locais do rio Solimões-Amazonas e en trin- ta e um ( 3 1 ) afluentes e subaf 1 uentes, damos algumas informações adicionais sobre as cau sas da[r]

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Influência do rio Negro sobre o status nutricional de juvenis de curimatã Prochilodus nigricans (Characiformes; Prochilodontidae) no médio rio Solimões-Amazonas, Brasil.

Influência do rio Negro sobre o status nutricional de juvenis de curimatã Prochilodus nigricans (Characiformes; Prochilodontidae) no médio rio Solimões-Amazonas, Brasil.

As diferenças limnológicas entre as águas pretas do rio Negro e as águas brancas do rio Solimões-Amazonas podem ter influência sobre o status nutricional de peixes detritívoros pela diferença nas fontes dos recursos alimentares entre estes sistemas. Para verificar a influência do rio Negro sobre o status nutricional de juvenis de curimatã Prochilodus nigricans foi medida a condutividade em pontos de amostragem e estimado o fator de condição (K, a partir da relação peso/comprimento) dos juvenis em três áreas de inundação do médio rio Solimões-Amazonas: (1) com influência do rio Negro, próxima a Manaus; (2) sem influência do rio Negro, próxima a Manaus e (3) sem influência do rio Negro, em um trecho do Solimões-Amazonas 500 km a montante de Manaus. A condutividade nos pontos de amostragem com influência do rio Negro foi significativamente menor do que as outras áreas e o K dos juvenis de águas com influência do rio Negro foi significativamente maior. A alta seletividade do curimatã pode dificultar a assimilação de itens alimentares quando estes estão em alta abundância. Em adição, as águas pretas possuem detritos com alto potencial de assimilação devido à sua qualidade protéica, o que demonstra a grande importância das florestas inundadas por água pretas para os detritívoros amazônicos.
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Paisagens e etnoconhecimentos na agricultura Ticuna e Cocama no alto rio Solimões, Amazonas.

Paisagens e etnoconhecimentos na agricultura Ticuna e Cocama no alto rio Solimões, Amazonas.

Resumo: As unidades de paisagem na agricultura dos povos Ticuna e Cocama, no alto rio Solimões, são caracterizadas por arranjos produtivos e formas de gestão dos recursos naturais. Caracterizar essas práticas de base agroecológica, os resultados paisagísticos e as possibilidades de sua aplicabilidade regional foram os objetivos dessa pesquisa, realizada em duas localidades: Novo Paraíso, na ilha do Bom Intento, e Nova Aliança, ambas no município de Benjamin Constant, Amazonas. A organização social e econômica dos povos Ticuna e Cocama é fundada no parentesco e na apropriação comunal dos recursos naturais existentes, incluindo os espaços para o extrativismo. As unidades familiares, apesar da fraca vinculação com o mercado e suas regras, têm na lógica da reciprocidade a motivação para a produção, a transmissão e o manejo dos recursos e dos fatores de produção. As paisagens são reconstruídas por meio da produção de base agroecológica, derivada do etnoconhecimento, e correspondem aos mecanismos inerentes ao processo de manejo e conservação da flora e fauna. Esse processo permite a existência de complexa imbricação de paisagens em constante modificação, nas quais formas de produção são recriadas para a suficiência e a sustentabilidade.
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Variação espacial de cátions, ânions e variáveis físico-químicas no rio Solimões-Amazonas entre Manaus e Jutaí, bacia amazônica.

Variação espacial de cátions, ânions e variáveis físico-químicas no rio Solimões-Amazonas entre Manaus e Jutaí, bacia amazônica.

decaíram de montante à jusante ao longo dos pontos, com os menores teores encontrados no ponto S7, rio Amazonas. Esse comportamento apresenta boa concordância com os resultados citados por Martinelli et al. (1993) na análise da sedimentação no rio Solimões-Amazonas, esses autores verificaram que, de montante à jusante, enquanto a concentração de quartzo e kaolinita aumenta, a concentração de Na- e Ca-plagioclásios diminui, os quais são componentes da sedimentação oriunda dos Andes. Ao longo dos meses de coletas foi observado aumento das concentrações dessas espécies, com os menores valores em maio e setembro os mais elevados, por tratar-se de um período de águas baixas, portanto, com menor volume, dependendo da taxa de lixiviação, esperam-se concentrações mais elevadas para essas espécies.
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DINÂMICA URBANA DE TEFÉ-AM: POLARIZAÇÃO NO OESTE DA CALHA DO RIO SOLIMÕES-AMAZONAS

DINÂMICA URBANA DE TEFÉ-AM: POLARIZAÇÃO NO OESTE DA CALHA DO RIO SOLIMÕES-AMAZONAS

Mesmo com a assinatura do Tratado de Madri, Tefé tornou-se alvo de discussão sobre os limites das terras entre Portugal e Espanha. Somente em 1755, foi elevada á categoria de vila, por Portugal, com o nome de Vila de Ega, sob a jurisdição da Capitania de São José do Rio Negro. A discussão sobre os limites das terras dos espanhóis continuaria com o envio de uma expedição espanhola demarcadora comandada por D. Francisco de Requeña, que ocupou o Solimões até a Vila de Ega. Somente em 1787, o português Lobo d’Almada assume a capitania de São José do Rio Negro e expulsa os espanhóis. Em 1833, por ocasião da divisão territorial, o governo da província do Pará obtém o controle de Ega, ignora a denominação Vila de Ega e restitui o nome de Tefé. Em 1855, com a prosperidade da vila, tornou-se o porto mais movimentado do Médio e Alto Solimões-Amazonas. Assim pôde ser elevada à categoria de cidade, a partir daí, sofreu grandes perdas territoriais (Pessoa, 2004), pois até o momento, o município de Ega, era sem dúvida um dos maiores da Capitania, tinha 500.000km², tendo limites o rio Purus pela margem esquerda e o rio Solimões subindo pelo Paraná do Copeá, atingindo o rio Castanha, lago do Anamã, subindo pelo Coraci, até o rio Japurá, subindo este rio pela margem esquerda até Pedreiras, limites com o Peru e Colômbia, na cabeceira do Japurá (Pessoa, 2004:19-29).
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Caracterização e classificação de gleissolos da várzea do rio Solimões (Manacapuru e Iranduba), Amazonas, Brasil.

Caracterização e classificação de gleissolos da várzea do rio Solimões (Manacapuru e Iranduba), Amazonas, Brasil.

As várzeas do rio Solimões são áreas inundáveis com predomínio de Gleissolos, onde se estabeleceu grande parte da população rural do Estado do Amazonas. Os objetivos deste trabalho foram caracterizar e classificar cinco perfis de Gleissolos, distribuídos em três áreas da bacia do Médio Amazonas, localizados nas várzeas dos municípios de Manacapuru e Iranduba. Após a descrição morfológica dos solos, coletaram-se amostras dos seus horizontes para caracterização física, química e mineralógica. Similarmente, todos os perfis apresentaram expressiva gleização na matriz do solo, com cores cinzenta a cinzenta-esverdeada, nos horizontes mais superficiais, e cinzenta-clara a cinzenta-escura, nos subsuperficiais, denotando a redução do ferro. Os teores mais elevados da fração areia em horizontes de subsuperfície indicaram presença de diferentes camadas de deposição fluvial, enquanto os elevados teores de silte evidenciaram a natureza sedimentar recente e o baixo grau de desenvolvimento pedogenético desses solos. Os cátions predominantes nos solos foram Ca 2+ e Mg 2+ , que apresentaram porcentagens de
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Composição florística de plantas daninhas em um lago do Rio Solimões, Amazonas.

Composição florística de plantas daninhas em um lago do Rio Solimões, Amazonas.

Este estudo foi realizado em duas áreas do lago do Manaquiri, localizado à margem direita do rio Solimões, nas comunidades de São Francisco (S 03º 26’38.3" W 60º 31’21.2") e Terra Preta (S 03º 25’21.6" W 60º 29’49.6"), ambas no município de Manaquiri, Estado do Amazonas (Figura 1). Esse lago permanece inundado durante todo o ano, variando sua pro- fundidade de acordo com a época de seca ou de chuva. Na época da cheia do rio Solimões, sua profundidade média é de 25 m e, na va- zante, de 1,5 m. Às margens do lago existem

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Caracterização da Frota Pesqueira de Coari, Médio Rio Solimões (Amazonas-Brasil)

Caracterização da Frota Pesqueira de Coari, Médio Rio Solimões (Amazonas-Brasil)

Os aspectos físicos, operacionais e econômicos da frota pesqueira no município de Coari, situado na re- gião do Médio Rio Solimões (Estado do Amazonas), foram analisados por meio de dados coletados diretamente no porto de desembarque e dados secundários no período de setembro de 2008 a outubro de 2009 obtidos junto às entidades de classe ligadas à atividade pesqueira. A frota pesqueira do município de Coari foi composta, em sua maioria, por canoas motorizadas (7,6 m ±1,29), e por barcos pesqueiros com média de comprimento de 12,8 m (±1,94). Os lagos Coari e Juçara foram os principais locais de captura do pescado. A malhadeira foi o apetrecho de pesca mais utilizado durante as expedições. As principais espécies capturadas foram as da ordem Characiforme, jaraqui (Semaprochilodus spp.), pacu (Mylossoma duriventre, Myleus sp.), sardinha (Triportheus spp.) e curimatã (Prochilodus nigricans). O componente dos custos mais oneroso durante as pescarias de canoas motorizadas foi o combustível. Estes resultados podem subsidiar a elaboração de políticas de investimento e medidas adequadas de manejo para melhoria da atividade pesqueira na região de Coari.
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Proposta para identificação rápida dos períodos hidrológicos em áreas de várzea do rio Solimões-Amazonas nas proximidades de Manaus.

Proposta para identificação rápida dos períodos hidrológicos em áreas de várzea do rio Solimões-Amazonas nas proximidades de Manaus.

No rio Solimões-Amazonas, entretanto, ocorre uma variabilidade inter-anual na vazão, relacionada, em parte, às flutuações no volume das chuvas. Diminuições da pluviosidade na Amazônia estão parcialmente associadas ao fenômeno popularmente conhecido por “El Niño”: o “El Niño” parece produzir seca ou vazante acentuada e “La Niña” ocasionar cheia intensa, (Welcomme, 1985; Richey et al., 1989; Nunes de Mello & Barros, 2001). Diferenças inter-anuais na composição de comunidades ícticas em ambientes de várzea têm sido relacionados à duração e intensidade dos períodos hidrológicos anteriores, como os trabalhos de Merona & Gascuel (1993) e Cunico et al. (2002). A duração e intensidade de cada etapa dessa flutuação constituem fatores de imprevisibilidade para os organismos da várzea e que pode comprometer o sucesso do recrutamento das espécies da várzea.
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Química de elementos-traço nos sedimentos do Lago do Parú (Manacapuru - Amazonas), sob influência do pulso de inundação do baixo Rio Solimões.

Química de elementos-traço nos sedimentos do Lago do Parú (Manacapuru - Amazonas), sob influência do pulso de inundação do baixo Rio Solimões.

A fração do Cu na forma residual foi maior na seca do que na cheia (p<0,05). Na fração do Cu ligado à matéria orgânica, não houve diferença entre períodos (p>0,05), como o elemento Fe. Tal similaridade entre os períodos se deve provavelmente à grande afinidade que o Cu possui por esta fração. As frações oxídica, carbonácea e trocável foram maiores na cheia do que na seca (com p=0,001, p=0,001 e p=0,002, respectivamente). Provavelmente a fração carbonácea foi maior na cheia devido à entrada da água rica em carbonatos do Rio Solimões no lago, e fração oxídica devido à redução provocada pela falta de oxigênio no hipolímnio. Novamente, em nenhuma das frações houve diferença entre os pontos (p>0,05).
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Hidroquímica do rio Solimões na região entre Manacapuru e Alvarães: Amazonas - Brasil.

Hidroquímica do rio Solimões na região entre Manacapuru e Alvarães: Amazonas - Brasil.

traço (Li, B, Al, Sc, V, Cr, Mn, Fe, Co, Cu, Zn, As, Se, Rb, Sr, Mo, Cd, Sb, Cs, Ba, Pb, La, Ce e U) e isótopos de estrôncio. Os parâmetros analisados e a composição química mostram que as águas dos rios e igarapés da região central da Amazônia são quimicamente distintas entre si. As águas brancas do Solimões são cálcicas-bicarbonatadas e as do Purus bicarbonatadas, os respectivos afluentes são sódico-potássico-bicarbonatados e sódico-potássico-sulfatados. Isso acarreta águas brancas fracamente ácidas a neutras e mais condutivas, enquanto as pretas são menos mineralizadas, mais ácidas, especialmente as do Purus. O Ba, Sr, Cu, V e As mais elevados diferenciam as águas brancas do Solimões das do Purus, bem como os afluentes do primeiro em relação ao segundo. Esse conjunto de características indicam que tanto o Solimões, como o Purus e os respectivos afluentes, estão submetidos a condições geológicas/ambientais distintas. A influência do aporte de sedimentos dos Andes é diluída ao longo da bacia do Solimões e se reflete na formação das várzeas dos Solimões e Purus. Por outro lado as rochas crustais, representadas pelos escudos das Guianas e Brasileiro também contribuem, mas em menor proporção.
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Atlas de copépodos planctônicos, Calanoida e Cyclopoida (Crustacea), da Amazônia Brasileira: I. Represa de Curuá-Una, Pará.

Atlas de copépodos planctônicos, Calanoida e Cyclopoida (Crustacea), da Amazônia Brasileira: I. Represa de Curuá-Una, Pará.

Amazonas: Rio Solimões/Amazonas, Lago do Rei; Lago da Piranha; Lago do Castanho; Lago do Redondo; Lago Jacaretinga; Lago Camaleão; Lago Grande do Manaquiri; Lago Calado (BARR, [r]

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Solimões, estado do Amazonas, Brasil, e relação entre Monogenoidea e fator de condição

Solimões, estado do Amazonas, Brasil, e relação entre Monogenoidea e fator de condição

Este estudo descreve a fauna parasitária de Oxydoras niger do lago Coari, tributário do médio rio Solimões, estado do Amazonas, Brasil, e a relação entre o número de Monogenoidea e o fator de condição. De um total de 27 peixes examinados, 70,3% estavam parasitados por pelo menos uma espécie de parasito como segue: Ichthyophthirius multifiliis (Protozoa), Chilodonella sp. (Protozoa), Cosmetocleithrum gussevi, C. confusus, C. parvum and Cosmetocleithrum sp. (Monogenoidea), Paracavisona impudica (Acanthocephala), Cucullanus grandistomis (Nematoda), Proteocephalus kuyukuyu (Cestoda) and Dadaytrema sp. (Digenea). Helmintos monogenóideos foram os mais prevalentes quando comparados com protozoários e helmintos intestinais. Este estudo mostrou que O. niger apresenta grande diversidade de parasitos composta principalmente de monogenóideos seguidos de acantocéfalos e digenéticos. Este foi o primeiro relato de Dadaytrema em O. niger na Amazônia brasileira. Foi observada correlação positiva entre o número de monogenóideos e o fator de condição (Kn) e nessa intensidade média de infecção o bem-estar do peixe não foi afetado.
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Geocronologia e proveniência dos sedimentos holocênicos da confluência dos rios Negro...

Geocronologia e proveniência dos sedimentos holocênicos da confluência dos rios Negro...

Os sedimentos das barras do rio Negro apresentam maior porcentagem de areia, com diâmetro médio em 375,76 µm, os quais são dominados por grãos de quartzo de sensibilidade LOE moderada (3,06). Já os sedimentos das barras dos rios Solimões e Amazonas são mais finos, com diâmetro médio em 154,58 µm e 134,36 µm, respectivamente, alta porcentagem de feldspato e grãos de quartzo com baixa sensibilidade LOE (2,49 e 2,53, respectivamente). O aporte arenoso do rio Solimões (88,08% para sedimentos de calha e 98,23% para barras) sobre o rio Amazonas é dominante em relação ao aporte do rio Negro (11, 91% para sedimentos de calha e 1,76% para barras). Os dados de sensibilidade LOE sugerem que os sedimentos do rio Negro são acomodados principalmente na calha do rio Amazonas. Os arenitos da Formação Alter do Chão adjacentes ao canal do baixo rio Negro representam a principal área fonte dos sedimentos deste rio. A baixa maturidade composicional e sensibilidade LOE reduzida dos sedimentos do rio Solimões sugerem rápido transporte sedimentar a partir de áreas fontes andinas. O tempo de estocagem mínimo para as areias de barras expostas durante a seca do rio Negro varia entre 0,34±0,04 ka e 1,7±0,26 ka. Já o período mínimo de estocagem das areias em barras dos rios Solimões e Amazonas variou entre 1,3±0,21 ka e 11,9±1,18 ka. As principais fases de construção das barras dos rios Solimões e Amazonas estariam relacionadas principalmente com eventos de precipitação extrema do Holoceno.
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Características morfológicas da confl uência dos rios Negro e Solimões (Amazonas, Brasil)

Características morfológicas da confl uência dos rios Negro e Solimões (Amazonas, Brasil)

ASPECTOS HIDROLÓGICOS DOS RIOS O Rio Amazonas, ao entrar no Brasil na divisa com o Peru, é denominado de Solimões, e assume seu apelido a par- tir do Encontro das águas. O regime dos rios da Bacia Amazônica é governado pela distribuição não uniforme da pluviosidade. Na parte central da bacia a quantidade de chuvas alcança 2.500 mm/ano e, na bacia do Rio Ne- gro, chega a 3.600 mm/ano. O canal principal que corre de oeste para leste, quase paralelo à linha do equador, desfruta de situação geográfi ca privilegiada, pois as estações de chuva ocorrem em tempos diferentes nos hemisférios sul e norte, o que resulta em uma situação de equilíbrio para o aporte das águas ao canal princi- pal pelos afl uentes das duas margens. Mesmo assim há diferenças do nível da água nas estações de chuva. No Rio Solimões, próximo ao Encontro das águas, esta diferença chega a 10 m, sendo que, no Rio Negro, a mesma alcança 16 m (registrada no porto de Manaus). A “água branca” do Solimões deve a sua cor e o aspecto turvo aos sedimentos carregados em suspensão: argilas, siltes e areias fi nas (nas enchentes) em quantidades de 37 mg/l nas épocas de seca e 165 mg/l nas enchentes, de acordo com Sioli (1984). Entretanto, a grande quan- tidade de ácidos húmicos que provém da decomposição da matéria orgânica e os óxidos de ferro dissolvidos, confere acidez (Tab. 1) e cor marrom avermelhada às águas do Rio Negro. O gradiente do canal do Solimões, desde a confl uência com o Ucajali no Peru, é de 1 cm/ km na estação de seca e quase o dobro, na estação da águas altas (Sioli 1984). Apesar disso a velocidade é de 0,5-1 m/s até 2,5 m/s (Tab. 1). Isso é explicado pela quase ausência de atrito da grande massa de água no leito e nas margens da grande seção transversal.
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Características, uso agrícola atual e potencial das Várzeas no estado do Amazonas, Brasil1.

Características, uso agrícola atual e potencial das Várzeas no estado do Amazonas, Brasil1.

Esses trabalhos foram realizados na Estação Experimental do Caldeirão, situada no município de Iranduba, à margem esquerda do Rio Solimões e foram direcionados principalmente para a[r]

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A cheia de 2009 na Amazônia Brasileira

A cheia de 2009 na Amazônia Brasileira

A estação de Borba no Rio Madeira, por sua vez, está na calha de um rio cujo regime é dito Tropi- cal Austral transicional, por conta da infl uência do Rio Amazonas, com pico de cheia em meados do primeiro semestre do ano civil (de abril a maio) e recebendo con- tribuições principalmente do hemisfério sul. Finalmen- te, no rio Amazonas, a estação de Óbidos, que controla cerca de 80% da água que escoa pela Bacia Amazônica para o Oceano Atlântico, tem regime do tipo Equato- rial, porém é dito “alterado” em função das conjunções dos diferentes grandes tributários do curso principal da bacia. Apesar de se encontrar a jusante da foz do Rio Negro, que em Manaus é controlado pelo nível do Rio Solimões (Meade et al. 1991), tem o pico de cheia ante- cipado em relação ao do Rio Solimões naquelas proxi- midades. Tal fato se verifi ca pelas fortes contribuições líquidas do Rio Madeira, cujo pico de cheia como aci- ma referido se posiciona em meados do primeiro se- mestre do ano civil (Molinier et al. 1993, Sioli 1975).
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Repositório Institucional da UFPA: Biogeografia e filogeografia comparada do complexo Micrastur ruficollis (Aves, Falconidae)

Repositório Institucional da UFPA: Biogeografia e filogeografia comparada do complexo Micrastur ruficollis (Aves, Falconidae)

O clado gilvicollis é considerado monotípico, mas nossos resultados mostraram a existência de três populações alopátricas principais reciprocamente monofiléticas e separadas por distâncias genéticas comparáveis àquelas separando sub-clados do politípico clado ruficollis. Portanto, é possível que mais espécies crípticas existam dentro do clado gilvicollis, o que será investigado por nós em um trabalho em separado. No clado ruficollis atualmente são reconhecidos dois táxons com distribuição na bacia amazônica: 1) concentricus, que se distribui ao norte do rio Amazonas, sul da Venezuela e leste da Colômbia; e 2) ruficollis nominal, que ocorre ao sul do rio Amazonas e leste do rio Madeira, adentrando os biomas Cerrado, Mata Atlântica e Caatinga. Nossos resultados filogenéticos recuperaram a existência de uma terceira população, cuja identidade é ainda incerta (pode tratar-se do táxon pelzeni, sinonimizado em concentricus por (Schwartz 1972), mas diferenciada geneticamente e reciprocamente monofilética ao sul do rio Solimões e oeste do rio Madeira (área de endemismo Inambari) e que está mais relacionada à concentricus do que à outras populações do sul da Amazônia. Uma quarta população geneticamente diferenciada e reciprocamente monofilética, também não nomeada, ocorre entre os rios Madeira e Xingu. Portanto, nossa análises revelaram que a forma nominal de ruficollis é restrita na Amazônia à região situada a leste do rio Xingu apenas.
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Análise biogeográfica da avifauna da região oeste do baixo Rio Negro, amazônia brasileira.

Análise biogeográfica da avifauna da região oeste do baixo Rio Negro, amazônia brasileira.

As distribuições geográficas das aves do PNJ foram classificadas em: (a) espécies de distribuição ampla pela Amazônia que ocor- rem em três ou mais dos setores definidos acima; (b) espécies restritas ao noroeste da Amazônia no sul da Venezuela, noroes- te do Brasil e sudeste da Colômbia. Uma boa parte destas espé- cies só ocorre na margem direita do Rio Negro. As distribuições de algumas espécies classificadas nesta categoria se estendem até Roraima e Guianas, mas não ocorrem na Amazônia Central a leste do Rio Negro (e.g. Manaus); (c) espécies de distribuição ampla ao norte do Rio Solimões/Amazonas incluindo ambas as margens do Rio Negro (e.g. Microbates collaris collaris Pelzeln, 1868 – Sylviidae; (d) espécies que se distribuem no noroeste e oeste da Amazônia em ambas as margens do Rio Solimões/ Amazonas; (e) espécies que se distribuem no noroeste e oeste da Amazônia, mas são restritas ao norte do Rio Solimões/Ama- zonas; (f) espécies do oeste da Amazônia em ambas as margens do Solimões/Amazonas, mas aparentemente não registradas na porção noroeste da bacia; (g) espécies restritas ao centro-oeste da Amazônia entre os rios Negro e Solimões; (h) espécies registradas no oeste da Amazônia ao norte do Rio Solimões/ Amazonas, mas não encontradas no noroeste da bacia; (i) es- pécies com outros tipos de distribuição: neste caso são incluí- das espécies que não se enquadram nas grandes categorias geo- gráficas definidas acima. Um exemplo de ave desta categoria é o pequeno passeriforme Myrmotherula klagesi Todd, 1927 – Thamnophilidae, encontrada na região do médio Amazonas (Santarém) e baixo Rio Negro (R IDGELY & T UDOR 1994).
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Características químicas de solos de várzeas sob diferentes sistemas de uso da terra, na calha dos rios baixo Solimões e médio Amazonas.

Características químicas de solos de várzeas sob diferentes sistemas de uso da terra, na calha dos rios baixo Solimões e médio Amazonas.

Foram estudados os solos de várzea alta e baixa em quatro municípios situados na calha dos rios baixo Solimões e médio Amazonas (Manacapuru, Iranduba, Itacoatiara e Silves), com o objetivo de avaliar as características químicas dos solos assim como os possíveis efeitos da unidade de paisagem e dos diferentes sistemas de uso da terra sobre o estoque de nutrientes nesses solos. Um total de 19 diferentes sistemas de uso da terra foi amostrado, sendo oito no baixo rio Solimões e onze no médio rio Amazonas. Os solos foram amostrados nas camadas de 0-10, 10-20 e 20-40 cm de profundidade. As determinações efetuadas foram: pH, Al, Ca, Mg, K, P, C, N, Zn, Cu, Mn e Fe. Todos os sistemas de uso da terra amostrados apresentaram uma alta disponibilidade de Ca, Mg, P, Zn, Cu, Mn e Fe. Apesar do elevado teor de K encontrado na maioria das amostras analisadas, as áreas de capoeiras e sítios na região do médio rio Amazonas, apresentaram uma concentração média de K mostrando que esse nutriente em algumas áreas de várzea pode se tornar limitante. Ao contrário dos outros sistemas de cultivo que apresentaram baixas concentrações de Al trocável, os sistemas de floresta e capoeiras apresentaram acidez elevada e valores tóxicos, desse elemento. Na maior parte dos sistemas de uso da terra estudados, os níveis de C e N no solo foram baixos confirmando que o N é um dos principais nutrientes limitantes para a produção agrícola em área de várzea na Amazônia.
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