Top PDF A inconstitucionalidade da reincidência criminal perante a Constituição Federal de 1988

A inconstitucionalidade da reincidência criminal perante a Constituição Federal de 1988

A inconstitucionalidade da reincidência criminal perante a Constituição Federal de 1988

Segundo Zaffaroni, são sete as diretrizes da política criminal constitucional: a) as que emergem do art. 1º, parágrafo único da Constituição Federal, que assegura que “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos da Constituição”, sendo eles o princípio republicano, que obriga à interpretação lógica e coerente das leis penais e o princípio da soberania do povo, que impede o exercício da justiça penal sob invocações de poderes absolutos ou maiores do que aqueles que emergem da vontade do povo; b) o princípio da legalidade e o da reserva legal, que resultam do princípio republicano, previsto nos art. 5º, inc. XXXIX da Constituição Federal, que garante não haver crime sem lei anterior que o defina, ou seja, só haverá crime se a lei assim determinar; c) o princípio da retroatividade da lei mais benigna, previsto no art. 5º, inc. XL da Constituição, que admite que a lei retroaja, se for em benefício do réu; d) o princípio da personalidade, previsto no inc. XLV do art. 5º da Constituição, que garante que nenhuma pena passará da pessoa do condenado; e) a proibição das penas de morte de prisão perpétua, de trabalhos forçados, de banimento e de penas cruéis, caracterizando os princípios da racionalidade e da humanidade da pena, previstos no art. 5º, inc. XLVII, excetuando-se a previsão de pena de morte em casos de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX, da Carta Magna; f) a previsão da regulação da individualização das penas pela lei, permitindo ao juiz a escolha da pena dentre a “provação ou restrição de liberdade”, “multa”, “perda de bens”, “prestação social alternativa”, “suspensão ou interdição de direitos”, previstos no art. 5º, inc. XLVI da Constituição Federal; g) a exclusividade de elaboração da legislação penal pela União, prevista no art. 22, inc. I da Constituição Federal. 44
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A inconstitucionalidade material do objeto racial da Lei de Cotas Nº 12.711/2012: uma violação à ideologia da Constituição Federal do Brasil de 1988

A inconstitucionalidade material do objeto racial da Lei de Cotas Nº 12.711/2012: uma violação à ideologia da Constituição Federal do Brasil de 1988

The method used in this study was the qualitative research, with explanatory character, with analytical-descriptive orientation, through reading the selected bibliography, analysis of the votes of the judgment of the Action of Non-compliance with Basic Precept nº. 186, reading and interpretation of Laws. The interpretation of the collected material was based on the teachings of "content analysis". Readings and research have shown us that there is no evidence that the application of affirmative action based on race has generated any decrease in the crimes of prejudice and discrimination existing in Brazil, which leads to the so-called "positive discrimination". In this sense, it is understood that the pronouncements taken from the aforementioned normative diploma directly confront the ideology envisaged in the Federal Constitution. It is therefore necessary to rethink the position of the Federal Supreme Court, the Legislative Branch and the Executive Branch on the subject. In addition, the use of the racial criterion, as foreseen in the mentioned normative text, ends up generating juridical insecurity, precisely because it does not define with clarity what is to be race. It can not be forgotten, however, that the application of racial quotas can trigger a sense of injustice, especially when one considers that Brazilian society itself sees itself as a mestizo people.
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A INCONSTITUCIONALIDADE DO PARÁGRAFO ÚNICO DO ARTIGO 7º DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988

A INCONSTITUCIONALIDADE DO PARÁGRAFO ÚNICO DO ARTIGO 7º DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988

Temos, pois, que em termos de (lenta) evolução legislativa dos direitos do empregado doméstico, a categoria percorreu longo caminho, desde um inicial “limbo” jurídico, quando sua prestação de serviços era regida pela regra geral da locação de serviços do direito civil, não atraindo para si nenhuma regulamentação especial, bem como quando foi expressamente excluída da proteção geral trabalhista (a CLT), passando por uma específica (e inicialmente tímida) legislação protetiva, até finalmente merecer tratamento constitucional, a par dos demais empregados, com a Magna Carta de 1988.
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Novo  latinoamericano: traços do  na Constituição Federal Brasileira de 1988

Novo latinoamericano: traços do na Constituição Federal Brasileira de 1988

Ferreira Filho (2014) afirma que a ideia de existência de um poder constituinte encontra raízes na antiguidade, no entanto, surge apenas durante o século XVIII com o advento das constituições escritas. O autor afirma que na Antiguidade já havia uma diferença entre as leis responsáveis pela organização do Governo e as leis criadas pelo Governo, as quais eram consideradas de menor hierarquia. Essa diferença já era apontada no livro Política de Aristóteles e transparecia na própria prática política de Atenas, a qual possuía leis ditas fundamentais. Tais leis estavam relacionadas à estrutura da cidade e eram protegidas por meio da ação graphe paranomon, considerada antecedente da Ação Direta de Inconstitucionalidade. No entanto, apesar de haver a ideia de hierarquia entre leis, não havia a ideia de um poder responsável pela organização do sistema existente.
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Os direitos adquiridos na constituição federal de 1988

Os direitos adquiridos na constituição federal de 1988

educação), uma vez obtido um determinado grau de realização, passam a constituir, simultaneamente, uma garantia institucional e um direito subjetivo. A proibição de retrocesso social nada pode fazer contra as recessões e crises econômicas (reversibilidade fática), mas o princípio em análise limita a reversibilidade dos direitos adquiridos (ex: segurança social, subsídio de desemprego, prestações de saúde), em clara violação do princípio da proteção da confiança e da segurança dos cidadãos no âmbito econômico, social e cultural, e do núcleo essencial da existência mínima inerente ao respeito pela dignidade da pessoa humana. O reconhecimento desta proteção de direitos prestacionais de propriedade, subjetivamente adquiridos constitui um limite jurídico do legislador e, ao mesmo tempo, uma obrigatoriedade de prossecução de uma política congruente com os direitos concretos e as expectativas subjetivamente alicerçadas. A violação no núcleo essencial efetivado justificará a sanção de inconstitucionalidade relativamente aniquiladora da chamada justiça social. Assim, por ex., será inconstitucional uma lei que extinga o direito a subsídio de desemprego ou pretenda alargar desproporcionalmente o tempo de serviço necessário para a aquisição do direito à reforma (...). De qualquer modo, mesmo que se afirme sem reservas a liberdade de conformação do legislador nas leis sociais, as eventuais modificações destas leis devem observar os princípios do Estado de direito vinculativos da atividade legislativa e o núcleo essencial dos direitos sociais. (...)”.
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Justiça de paz frente à Constituição Federal de 1988

Justiça de paz frente à Constituição Federal de 1988

Diante de toda essa omissão constitucional relatada, em dar efetividade ao art. 98, inc. II, da Constituição Federal, na data de 10 de abril de 2017, José Bonifácio Borges de Andrada, Procurador-Geral da República em exercício propôs Ação Direita de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) perante o STF em face de tribunais de justiças e assembleias legislativas de diversos estados, bem como em face ao Congresso Nacional, vez no caso do Distrito Federal caberá a este a deliberação, pois a Justiça daquela unidade federativa é mantida pela União. Nesse contexto importa transcrever trecho da petição:
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SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL- FUNÇÕES NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988

SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL- FUNÇÕES NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988

O parág. 39 do art. 103 determina a citação do Advogado Geral da União na ação de inconstitucionalidade de norma legal ou de ato normativo. Pareceria que essa regra não abrange a ação de inconstitucionalidade por omissão, porque nesta não há norma legai ou ato normativo a ser posto em confronto com a Lei Magna. Mas a interpretação deve ser no sentido de mandar citar aquele Advogado, porque a essência das ações é a mesma.

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A ACUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988

A ACUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988

CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO – ENSINO SUPERIOR - PROFESSOR – DEDICAÇÃO EXCLUSIVA – CONVERSÃO DE REGIME DE TRABALHO – POSSIBILIDADE – DECRETO Nº 94.664/87 (PLANO ÚNICO DE CLASSIFICAÇÃO E RETRIBUIÇÃO DE CARGOS E EMPREGOS – LEI Nº 7.596, DE 10.04.1987) – ILEGALIDADE DA RESOLUÇÃO Nº 09/88 – ACUMULAÇÃO REMUNERADA DE CARGOS PÚBLICOS – COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS – ART. 37, XVI, CF. (...) 4. Não há qualquer incompatibilidade entre o exercício de atividade remunerada pública ou privada, e o exercício do cargo de professor com dedicação exclusiva. Isto ocorre pelo fato da flagrante inconstitucionalidade da vedação imposta pelo Decreto nº 94.664/87. 5. O único requisito exigido pela Carta Magna para que possa haver a acumulação dos cargos enumerados pelas alíneas do inciso XVI, do art. 37 é a existência de compatibilidade de horários. O Decreto nº 94.664/87 restringiu o disposto na Constituição ao impedir a acumulação de cargos, que é constitucionalmente assegurada, quando o professor se encontra em regime de dedicação exclusiva. Essa restrição é inconstitucional, por não estar prevista na Constituição Federal, bem como pelo fato de que limita o exercício de um direito nela assegurado. 6. Recurso adesivo do Impetrante improvido 7. Apelação da UFES e remessa necessária improvidas. Sentença mantida.
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A EXTERIORIDADE CONSTITUINTE DO DISCURSO: UMA LEITURA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 E SUAS RELAÇÕES COM A CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1969

A EXTERIORIDADE CONSTITUINTE DO DISCURSO: UMA LEITURA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 E SUAS RELAÇÕES COM A CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1969

Sendo assim, ao considerar a exterioridade como própria do discurso, como elemento constituinte de todo o dizer, o analista de discurso busca compreender como o discurso organiza-se, acolhendo enunciados do interdiscurso para sua constituição. Dessa forma, pretendemos entender como outros dizeres tornam-se presentes no discurso analisado e por meio de quais mecanismos essa presença se verifica e produz efeitos de sentido. Assim, outros dizeres amalgamam-se e consolidam um novo discurso, formando um todo homogêneo. A AD procura, então, observar como se constitui esse todo, pois
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A intervenção federal na segurança pública à luz da Constituição Federal de 1988

A intervenção federal na segurança pública à luz da Constituição Federal de 1988

No dia 16/02/2018, o Presidente da República, fazendo uso das atribuições, conforme o artigo 84, inciso X da CF, assina o decreto de intervenção federal. Decreto esse de número 9.288, consta pontos importantes como a duração da intervenção, indo até 31 (trinta e um) de dezembro de 2018, a área de limitação, ou seja, somente na segurança pública. O principal objetivo desse processo interventivo é de pôr termo a grave comprometimento de segurança pública no Estado do Rio de Janeiro, ou seja, combater esse quadro de transtorno, violento e de proporções duradouras. O respectivo decreto o Presidente da República nomeou um interventor o General do Exército Walter Souza Braga Neto. A função do interventor são aquelas previstas no artigo 145 da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, sempre no que tange a segurança pública. O Interventor fica subordinado ao Presidente da República, podendo requisitar, se achar pertinente, os recursos financeiros, tecnológicos, estruturais e humanos do Estado do Rio de Janeiro. Outro ponto muito importante do interventor que assumirá o controle operacional de todos os órgãos de segurança pública do estado, vide artigo 144 da CF e artigo 145 da Constituição do Rio de Janeiro. (BRASIL, 2018).
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Da Constituição de Cádis à Constituição Federal de 1988: A Conquista da Cidadania Índigena no Brasil

Da Constituição de Cádis à Constituição Federal de 1988: A Conquista da Cidadania Índigena no Brasil

This article aims to analyze the conquest of indigenous citizenship in Brazil. There- fore it is intended to contextualize the notion of citizen in two cuts: from the Cadiz Cons- titution of 1812 – the first legal instrument that drove the construction of citizenship as a political right for the Indians in Iberian America, under the influence of liberal ideals adopted in Spain at the time – to the Federal Constitution of 1988, the Citizens Charter, which recognizes citizenship as one of the pillars of the democratic state of law whose fruition and exercise of fundamental rights is intertwined with the guarantee of Human Dignity. Thus, the issue is whether, from this Bill of Rights, the indigenous citizenship was conquered in Brazil. This discussion is justified by the need to demonstrate that “constitution of citizenship” is the “construction of civil rights” for the indigenous people. It is concluded that the new concept of citizenship demands the existence of a plural state, enabling a full, revolutionary and inclusive citizenship through popular participation, to guarantee the revival of the notion of citizenship, or rather of citizenship which can exist in a political-territorial space.
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Um estudo sobre psicopatia, reincidência e violência criminal

Um estudo sobre psicopatia, reincidência e violência criminal

Nesse mesmo sentido, questiona-se se as figuras de vinculação, do mesmo modo que são inerentemente fatores de proteção na prevenção da conduta antissocial, não poderão ser também fatores de proteção na prevenção da violência e na conduta criminal. Através dos resultados obtidos nas análises acessórias (Modelo 2) a variável Relações de Intimidade é significativamente preditora da gravidade e violência criminal, estando negativamente correlacionadas. Uma vez que esta variável foi medida através da recodificação do estado civil em 1 = ”Solteiro”; 2 = ”Divorciado”; 3 = ”União de Facto” e 4 = “Casado”, podemos equacionar que quanto maior o nível de proximidade e intimidade com um/a companheiro/a, menor a gravidade e violência criminal. No entanto, não deixa de se tornar pertinente explorar a natureza e qualidade destas mesmas relações.
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Direito fundamental de resistência na Constituição Federal de 1988

Direito fundamental de resistência na Constituição Federal de 1988

Todavia, apesar das limitações impostas aos constituintes através da forma de sua escolha, sem dúvida alguma a Constituição Federal vigente é a mais democrática dentre todas as Constituições brasileiras. Em primeiro lugar, fazendo uma análise da história constitucional brasileira, dentre as Constituições elaboradas por processo democrático, foi a que sofreu maior influência do povo em sua elaboração. Em segundo lugar, cumpre ressaltar o aspecto quantitativo e proporcional da eleição da Assembléia Nacional Constituinte que elaborou a Constituição Federal de 1988. Ao ser elaborada a Constituição de 1891, o colégio eleitoral representava um por cento da população. Em 1946, quando se reuniu nova Assembléia Nacional Constituinte, os eleitores brasileiros representavam quinze por cento da população do país. Quando foram escolhidos os deputados e senadores que elaborariam a Constituição vigente, o eleitorado brasileiro correspondia a mais de cinqüenta por cento da população. Assim, a presença do povo foi de maneira bem mais significativa do que em qualquer época anterior. 80
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O direito fundamental ao trabalho na Constituição Federal de 1988

O direito fundamental ao trabalho na Constituição Federal de 1988

This dissertation has as object the basic right for work and its multiple dimensions. In the Federal Constitution of 1988, the work is one of the beddings of the Democratic State of Right (art. 1º, IV), a basic right the installments (article 6º), a bedding of the economic order (article 170, caput) and base of the social order (article 193). Not withstanding this position normativelly detached, the Constitution did not specify the content and range of the basic right for work. The specification requires an analytical and constructive work of the Constitution interpreters. In this inquiry, the analytical method is used, priorizing the dogmatic study of the basic right for work, with the materials from the sources of law, specialized literature and jurisprudence. Each one of the of basic right for work dimensions was studied where it can be unfold, that is, while right of protection, counsel, organization and to procedure and installment in strict sense. The minimum content of the basic right to the work is delimited, what prima facie can be demanded from State. Narrow existing connection is identified between the basic right for work and the principle of the human being dignity. It demonstrates that one is affected when the real value of another is not recognized and promoted. The promotion and effectiveness of the right for work imply the aid to compensation of social inequalities, in exercise of real and effective freedom and of equality and, consequently, in the enjoyment of life dignity. However, it is not enough to recognize work as the value of basic right, but is necessary to become it viable. In this context, the main today existing public politics in the area of right for work are analyzed. Systematic, efficient and including public politics are necessary condition for the satisfaction of basic right for work.
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UMA ANÁLISE DOS FUNDAMENTOS IDEOLÓGICOS DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL DE 1988

UMA ANÁLISE DOS FUNDAMENTOS IDEOLÓGICOS DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988

Ainda sobre o direito à segurança econômica do cidadão, a Constituição de 1988 trouxe duas medidas importantes para o enfrentamento da pobreza no Brasil. O primeiro é o benefício de prestação continuada (BPC), benefício assistencial pago, em razão de um salário mínimo, a todos aqueles idosos ou pessoas com necessidades especiais, que não possuam meios de proverem a sua própria manutenção ou de a terem provida por sua família (art. 203, V). Mais abrangente que o BPC e atualmente sendo uma medida de extrema importância para o desenvolvimento e o enfrentamento da pobreza no campo, beneficiando mais de sete milhões de pessoas, a CF/88 universalizou a aposentadoria para o trabalhador rural, a aposentadoria social rural. A aposentadoria social rural teve sua origem no Brasil com a Lei nº. 4.214 de 1963, que instituiu o Fundo de Assistência e Previdência do Trabalhador Rural – FUNRURAL. A proteção foi gradativamente 84 sendo estendida para os trabalhadores de diversos setores rurais, até culminar na universalização dos trabalhadores rurais (art. 201, caput) e na paridade de requisitos e critérios com os trabalhadores urbanos (art. 201, §1º). Sobre a importância e abrangência destas políticas sociais, Silva, Maria (2007, p. 12-13) comenta:
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A CONSTITUIÇÃO DE 1988

A CONSTITUIÇÃO DE 1988

Para remediar situações, como a da cidade de São Paulo, registrou-se que os parlamentares federais e estaduais eleitos Vice-Prefeitos, não perderia o mandato, se convocados a assumir a Prefeitura. Concedeu-se anistia, nos termos do art. 8P; criou-se o Estado do Tocantins, liberando-se Goiás de débitos e encargos, possibilitando-se maior desenvolvimento da região; os Territórios Federais de Roraima e do Amapá foram Transformados em Estados Federados; fixou-se prazo de um ano, contado da promulgação da Constituição Federal, cujos princípios devem ser obedecidos, para que as Assembléias Legislativas elaborem as Constituições Estaduais e de seis meses, após esse último prazo, para que as Câmaras Municipais, em dois turnos (critério que deveria ter sido imposto, outrossim, às Cartas dos Estados), votem as leis Orgânicas respectivas (art. 11), respeitadas as Constituições Federal e Estadual; deu-se condenável estabilidade a servidores não concursados, numa Constituição que se diz moralizadora (art. 19), mas, felizmente, não aos professores de nível superior, ansiosos de ostentarem títulos imerecidos, e a Juizes togados de investidura limitada no tempo, que existiam no Estado do Amazonas, admitidos em concurso regular (art. 21); dispensou-se correção monetária aos micro e pequenos empresários ou seus estabelecimentos e aos pequenos e médios produtores rurais, nos termos do art. 47 (o art. 46, III, pondo término a intensa controvérsia concedeu correção monetária, por seus termos genéricos, inclusive, em matéria falimentar); cometeu-se grave injustiça contra os que já haviam saldado seus compromissos e com a sociedade que, na verdade, pagou essa dívida por ela não contraída; reconheceu-se a propriedade definitiva aos remanescentes dos quilombos (“resendência” em lingua ioruba) que estejam ocupando suas terras, devendo o Estado emitir-lhes os títulos respectivos (art. 48), devendo-se notar que o art. 216, parágrafo 5p do texto permanente já tombara os documentos e sítios detentores de reminicências históricas dos antigos quilombos, alguns dos quais tinham verdadeira organização econômico-militar.
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RESISTÊNCIA DEMOCRÁTICA: A QUESTÃO RACIAL E A CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988

RESISTÊNCIA DEMOCRÁTICA: A QUESTÃO RACIAL E A CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988

ABSTRACT: In a retrospective approach, this article aimed at reviewing the discussions on ethno-racial issues in the context of the National Constituent Assembly, responsible for the development of the Federal Constitution of 1988, considered the “citizen constitution”. In the context of its 30 years, it is important to recognize in this Constitution both the limits of the political cope of its text in the treatment of the racial issue and the advances that would derive from it in the anti-racist struggle – advances mainly related to the implementation of its complementary laws. The article will address the ambiguities of the constitutional text in the field of education, and will point out the relevant developments in the struggle for racial equality and affirmative action.
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O PAPEL DO ASSISTENTE DE ACUSAÇÃO SEGUNDO A CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988

O PAPEL DO ASSISTENTE DE ACUSAÇÃO SEGUNDO A CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988

A ação penal pública incondicionada tem como princípios informadores: da obrigatoriedade que estando presentes os requisitos legais, o Ministério Público é obrigado a patrocinar a persecução criminal, ofertando a denúncia para que o processo seja iniciado; da indisponibilidade em decorrência do princípio da obrigatoriedade, uma vez iniciado o processo, o Ministério público não pode dispor dela para desistir do feito (CPP, art. 42), não pode o MP sequer desistir do recurso interposto (art. 576); Da oficialidade informa-se neste princípio que a presunção penal em juízo está a cargo de um órgão oficial, na qual seja, o Ministério Público, Da autoritariedade o promotor de justiça é órgão da persecução criminal, sendo uma autoridade pública; Da oficiosidade a ação penal pública incondicionada não carece de qualquer autorização para instaurar-se, devendo o MP atuar ex officio; da indivisibilidade ação penal deve estender-se a todos aqueles que praticam infração criminal, pois o Parquet tem o dever de oferecer denúncia em face de todos envolvidos; da transcendência a ação só pode ser proposta contra a pessoa a quem se imputa a prática do delito.
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A ordem econômica e o princípio da solidariedade na Constituição Federal de 1988

A ordem econômica e o princípio da solidariedade na Constituição Federal de 1988

No Estado liberal - fato já tanta vezes posto em foco - a ordem ju- rídica é propriamente vaga ou indiferente a fins determinados, cuja eleição compete por completo aos particulares. O direito limita- se a fixar as regras do jogo, sem conceder privilégios a qualquer dos jogadores, considerados, dessa forma, iguais perante a lei. O bem comum, objetivo declarado do Estado, reduz-se à adequada formulação e ao escrupuloso respeito às regras do jogo. A grande transformação ocorreu quando se passou a considerar legítima a organização estatal e a ordem jurídica em função de fins ou objetivos determinados, cuja realização se impõe à coletividade. A fixação desses fins sociais costuma ser feita, primariamente, na Constituição e, secundariamente, em leis orgânicas ou na lei do plano. 28
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Pós Constituição Federal de 1988: a democracia representativa está em crise?

Pós Constituição Federal de 1988: a democracia representativa está em crise?

Por todo o exposto, faz-se fundamental resgatar uma cultura cívica para que a essência democrática seja respeitada em definitivo. O cidadão deve ter consciência sobre o poder que o voto tem e que o voto pode resultar em benefícios para a coletividade. Não se deve abster-se deste direito, tão importante no processo democrático. Além disso, os representantes eleitos carecem expressar nas suas ações a vontade do povo e agir apenas no interesse da coletividade, deixando de lado qualquer ranço de corrupção, interesse ou vantagem pessoal. O povo está legitimado para eleger seus representantes e definir os rumos políticos do país, a partir de uma nova consciência política estabelecida. Para tanto, a pesquisa apresenta, sem pretensão de esgotar o tema, novas perspectivas para a superação da crise da Democracia Representativa no Brasil, após 1988, por meio de um novo paradigma ético-democrático difundido nas instituições e na sociedade como um todo, como vetor para o fortalecimento desse modelo de Democracia., capaz de fortalecer a Democracia Representativa.
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