Top PDF A legitimidade da investigação criminal pelo Ministério Público

A legitimidade da investigação criminal pelo Ministério  Público

A legitimidade da investigação criminal pelo Ministério Público

Existe uma grande discussão na doutrina brasileira acerca da possibilidade do membro do Ministério Público proceder a investigações criminais na fase extrajudicial. Tal celeuma iniciou-se em razão da divergência jurisprudencial sobre a questão no âmbito dos Tribunais Superiores, quando foram proferidas decisões no sentido de que a Constituição Federal não teria atribuído poderes ao Ministério Público para promover tais investigações. Diante desse fato, nos deteremos a analisar a possibilidade do órgão ministerial poder instaurar procedimento administrativo, com a finalidade de obter elementos de informações essenciais à propositura da ação penal pública, por meio de uma interpretação sistemática da Constituição Federal e das legislações infraconstitucionais. Para isso, este trabalho tem como objetivo examinar a evolução história do Ministério Público e a competência que as Constituições Brasileiras, ao longo dos anos, conferiram a este órgão; analisar a Teoria dos Poderes Implícitos e a maneira como a Carta de 1988, implicitamente, conferiu essa atribuição ao Parquet e apresentar as legislações que fazem previsão da possibilidade de investigação pelo Ministério Público e as principais críticas daqueles que rejeitam esta tese, bem como o posicionamento dos Tribunais Superiores a respeito do tema. A metodologia adotada será a de natureza bibliográfica e terá como aporte teórico a doutrina de Souza (2004), Mazzilli (2007), Jatahy (2013), Calabrich (2013) e Lopes (2005). De acordo com as teorias estudadas e apresentadas, verificaremos que a investigação criminal pelo Ministério Público é compatível com o sistema constitucional vigente.
Show more

30 Read more

A investigação criminal pelo Ministério Público, à luz da teoria de dos direitos fundamentais de Robert Alexy: estudo do HC 91.613-MG/STF

A investigação criminal pelo Ministério Público, à luz da teoria de dos direitos fundamentais de Robert Alexy: estudo do HC 91.613-MG/STF

previsto no art. 332 do Código Penal Brasileiro (tráfico de influência). Notificado da denúncia, o acusado apresentou defesa preliminar em que alegou, entre outras coisas, a ilegitimidade da instauração de procedimento de investigação criminal pelo Ministério Público. O Juízo da respectiva Vara Criminal da Comarca de Ribeirão das Neves rejeitou a preliminar suscitada pela defesa e, diante da justa causa, recebeu a ação penal. Inconformada, a defesa impetrou habeas corpus perante o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, que denegou a ordem. Irresignada, interpôs recurso ordinário em habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça. A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça negou-lhe provimento. Enfim, ingressou com habeas corpus no Supremo Tribunal Federal, no qual suscita, em linhas gerais, a nulidade da ação penal fundada em procedimento investigatório criminal instaurado pelo Ministério Público. Trata-se do HC 91.613-MG julgado em 15 de maio de 2012, pela 2ª Turma do STF, cuja relatoria coube ao Ministro Gilmar Mendes, tendo sido denegada a ordem por unanimidade.
Show more

25 Read more

O poder de investigação criminal do Ministério Público

O poder de investigação criminal do Ministério Público

portanto, aos seus membros, inquirir diretamente pessoas suspeitas de autoria de crime. Nesse sentido, decidiu a segunda turma (RECR 205.423, Carlos Veloso). Leio na ementa: “... I – Inocorrência de ofensa do art. 129, VIII, CF, no fato de a autoridade administrativa deixar de atender a requisição de membro do Ministério Público no sentido da realização de investigações tendentes à apuração de infrações penais, mesmo porque não cabe ao Membro do Ministério Público realizar, diretamente, tais investigações, mas requisitá-las à autoridade policial, competente para tal (CF, art.144, §§1º e 4º). Ademais, a hipótese envolvia fatos que estavam sendo investigados em instância superior...” Do voto de Veloso destaco: “... não compete ao Procurador da República, na forma do disposto no art. 129, VIII, da Constituição Federal, assumir a direção das investigações, substituindo-se à autoridade policial, dado que, tirante a hipótese inscrita no inciso III do art. 129 da Constituição Federal, assumir a direção das investigações tendentes a apuração das infrações penais (CF, art. 144. §§1º e 4º) ...” Prossigo. O recorrente é Delegado de Polícia. Autoridade administrativa, portanto. Seus atos administrativos estão sujeitos aos órgão hierárquicos próprios da Corporação, Chefia de Polícia, Corregedoria etc. 3. Decisão. Dou provimento ao Recurso. ANULO A REQUISIÇÃO expedida pelo Ministério Público, por falta-lhe legitimidade. Em consequência, anulo o próprio expediente investigatório criminal instaurado por ele, para ouvir o Recorrente. (RHC 81326, Rel. Min. Nelson Jobim j. 06/05/2003).
Show more

39 Read more

Inconstitucionalidade da investigação criminal presidida pelo Ministério Público

Inconstitucionalidade da investigação criminal presidida pelo Ministério Público

O presente trabalho visa defender a inconstitucionalidade da investigação criminal ministerial. Existe uma farta doutrina que advoga a tese tanto da constitucionalidade da investigação criminal presidida pelo Ministério Público quanto àqueles que defendem sua inconstitucionalidade. Adotamos a segunda corrente, tendo por base diversos argumentos como a defesa do sistema acusatório no ordenamento jurídico brasileiro. Além do mais, a Constituição Federal em seu artigo 144 § 1° inciso IV, atribuiu a polícia judiciária a atribuição exclusiva de investigar, fazendo uma interpretação teleológica, a norma constitucional quer justamente garantir que o cidadão seja investigado por um órgão imparcial, que lhe promova o direito da presunção de inocência e principalmente que não lhe investigue e depois como um órgão portador de “superpoder” lhe acuse no mesmo processo, ferindo por sua vez o princípio da paridade de armas.
Show more

55 Read more

Investigação criminal pelo Ministério Público: estado atual do debate no STF

Investigação criminal pelo Ministério Público: estado atual do debate no STF

RECURSO ESPECIAL. HOMICÍDIO. DIREITO PROCESSUAL PENAL. DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL NÃO DEMONSTRADA E NÃO COMPROVADA. INQUÉRITO POLICIAL. AÇÃO PENAL. NULIDADE. INOCORRÊNCIA. PROCEDIMENTO INVESTIGATÓRIO. INQUÉRITO POLICIAL. MINISTÉRIO PÚBLICO. LEGALIDADE. 1. Por força legal, a divergência jurisprudencial, autorizativa do recurso especial interposto, com fundamento na alínea c do inciso III do artigo 105 da Constituição Federal, requisita comprovação e demonstração, esta, em qualquer caso, com a transcrição dos trechos dos acórdãos que configurem o dissídio, mencionando-se as circunstâncias que identifiquem ou assemelhem os casos confrontados, não se oferecendo, como bastante, a simples transcrição de ementas ou votos. 2. A jurisprudência desta Corte Superior de Justiça é firme na compreensão de que eventuais nulidades ocorridas na fase inquisitorial não têm o condão de tornar nula a ação penal. 3. O respeito aos bens jurídicos protegidos pela norma penal é, primariamente, interesse de toda a coletividade, sendo manifesta a legitimidade do Poder do Estado para a imposição da resposta penal, cuja efetividade atende a uma necessidade social. 4. Daí por que a ação penal é pública e atribuída ao Ministério Público, como uma de suas causas de existência. Deve a autoridade policial agir de ofício. Qualquer do povo pode prender em flagrante. É dever de toda e qualquer autoridade comunicar o crime de que tenha ciência no exercício de suas funções. Dispõe significativamente o artigo 144 da Constituição da República que "A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio." 5. Não é, portanto, da índole do direito penal a feudalização da investigação criminal na Polícia e a sua exclusão do Ministério Público. Tal poder investigatório, independentemente de regra expressa específica, é manifestação da própria natureza do direito penal, da qual não se pode
Show more

81 Read more

Sobre a legitimidade do Ministério Público para requerer a anulação de casamentos por simulação | Julgar

Sobre a legitimidade do Ministério Público para requerer a anulação de casamentos por simulação | Julgar

Ora, salvo melhor opinião, propendemos para considerar que o Ministério Público possui legitimidade para intentar ações de anulação de casamentos simulados, em virtude de estar em causa o interesse público, qual seja de impedir negócios jurídicos em fraude à lei e a própria estabilidade do casamento, que, malgré tout, é ainda um valor a ter em conta nos dias de hoje. É certo que, como já se acentuou, o legislador não lhe atribuiu explicitamente, in casu, legitimidade, mas ao consagrar no n.º 1 do citado art. 1640.º que a anulação por simulação pode ser requerida pelos próprios cônjuges ou por quaisquer pessoas prejudicadas com o casamento,
Show more

9 Read more

A legitimidade do ministério público para propor ação civil pública em matéria tributária em defesa dos direitos  dos contribuintes

A legitimidade do ministério público para propor ação civil pública em matéria tributária em defesa dos direitos dos contribuintes

AÇÃO CIVIL PÚBLICA. LEGITIMIDADE. MINISTÉRIO PÚBLICO. TAXA DE LIMPEZA URBANA - DIREITOS DE CONTRIBUINTES. 1. É lícita a argüição incidental de inconstitucionalidade de norma tributária em sede de Ação Civil Pública, porquanto nesses casos a questão da ofensa à Carta Federal tem natureza de "prejudicial", sobre a qual não repousa o manto da coisa julgada. Precedente do E. STF. 2. Deveras, o Ministério Público, por força do art. 129, III, da CF/88, é legitimado a promover qualquer espécie de ação na defesa de direitos transindividuais, nestes incluídos os direitos dos contribuintes de Taxa de Limpeza Urbana, ainda que por Ação Civil Pública, cuja eficácia da decisão acerca do objeto mediato é erga omnes ou ultra partes. A soma dos interesses múltiplos dos contribuintes constitui o interesse transindividual, que possui dimensão coletiva, tornando-se público e indisponível, apto a legitimar o Parquet a velá-lo em juízo. 3. Recurso Especial a que se nega provimento. (STJ - REsp: 478944 SP, Relator: Ministro LUIZ FUX, Data de Julgamento: 01/09/2003, Data de Publicação: DJ 29.09.2003)
Show more

64 Read more

O MINISTÉRIO PÚBLICO BRASILEIRO ENQUANTO INSTITUIÇÃO DE POLICE OVERSIGHT: CONTROLE EXTERNO DA ATIVIDADE POLICIAL, DIREITOS HUMANOS E O CONCEITO DE INVESTIGAÇÃO CRIMINAL EFETIVA

O MINISTÉRIO PÚBLICO BRASILEIRO ENQUANTO INSTITUIÇÃO DE POLICE OVERSIGHT: CONTROLE EXTERNO DA ATIVIDADE POLICIAL, DIREITOS HUMANOS E O CONCEITO DE INVESTIGAÇÃO CRIMINAL EFETIVA

Considerando que a Constituição Federal de 1988 impõe, ao Ministério Público, o exercício da atividade de controle externo da ação policial (artigo129, VII), o artigo pretende investigar se a instituição possui a aptidão institucional para realizar investigações “efetivas” a respeito de casos que envolvam o uso potencialmente abusivo da força por agentes oficiais do Estado. O conceito de “investigação efetiva” é construído pela jurisprudência da Corte Europeia de Direitos Humanos que extrai, dos direitos à vida e à salvaguarda contra tratamentos desumanos ou degradantes, obrigações procedimentais a serem observadas pelos Estados signatários da Convenção Europeia de Direitos Humanos, com vis- tas à prevenção e investigação de eventuais atos que envolvam abuso de poder estatal. A investigação criminal efetiva é, portanto, um instrumento de proteção dos direitos humanos. Após abordar os parâmetros internacionais, o artigo analisa as atribuições constitucionais do Ministério Público e o regime jurídico-funcional sui generis que ele detém em relação à atividade policial. Este regime jurídico assegura-lhe autonomia jurídica e operacional para que possa atuar no âmbito do sistema de justiça criminal e para que possa realizar, enquanto instituição de police oversight, investiga- ções efetivas de casos que envolvam potencial uso abusivo da força por agentes oficiais do Estado.
Show more

12 Read more

YAMARA LAVOR COLARES A INVESTIGAÇÃO CRIMINAL PELO MINISTÉRIO PÚBLICO: UM NOVO MODELO DE PERSECUÇÃO CRIMINAL

YAMARA LAVOR COLARES A INVESTIGAÇÃO CRIMINAL PELO MINISTÉRIO PÚBLICO: UM NOVO MODELO DE PERSECUÇÃO CRIMINAL

[...] Polícia Judiciária exerce aquela atividade, de índole eminentemente administrativa, de investigar o fato típico e apurar a respectiva autoria. É o conceito que se infere do art. 4º do CPP. Contudo, o art. 144, § 1º, IV, e § 4º, da CF distinguem as funções de apurar as infrações penais e as de Polícia Judiciária. Já que houve tal distinção, é lícito afirmar, nos termos do § 4º do art. 144 da Lei Maior, que às Polícias civis, dirigidas por Delegados de Polícia de carreira, incumbem, ressalvada a competência da União, as funções de investigar as infrações penais e sua respectiva autoria, bem como fornecer às Autoridades Judiciárias as informações necessárias à instrução e julgamento dos processos; realizar as diligências requisitadas pela Autoridade Judiciária ou Ministério Público; cumprir os mandados de prisão expedidos pelas autoridades competentes; representar ao Juiz no sentido ser decretada a prisão preventiva ou temporária; representar ao Juiz no sentido de se proceder ao exame de insanidade mental do indiciado; cumprir cartas precatórias expedidas na área de investigação criminal; colher a vida pregressa do indiciado; proceder à restituição, quando cabível, de coisas apreendidas, realizar as interceptações telefônicas, nos termos da Lei n. 9.296/96 etc."
Show more

87 Read more

A Investigação criminal conduzida pelo ministério público

A Investigação criminal conduzida pelo ministério público

Questão polêmica tem sido levantada pela doutrina e jurisprudência no que concerne ao poder investigatório do Ministério Público, no sentido de aferir se o Parquet pode oferecer inicial acusatória lastreada em investigação por ele conduzida diretamente, dissociada da estrutura policial. O presente estudo tem o fito de demonstrar a legitimidade do Órgão Ministerial para condução de procedimentos investigatórios, com a demonstração de que se trata de um poder-dever constitucionalmente assegurado. Nessa medida, foi desenvolvida uma pesquisa teórico-exploratória, caracterizando-se por meio da pesquisa bibliográfica. Analisou- se, dessa forma, o papel de agente transformador do Ministério Público em face da nova ordem jurídica, amparado precipuamente na denominada Teoria dos Poderes Implícitos, de origem norte-americana. Ademais, foram analisados vários argumentos comumente suscitados contrariamente à atribuição investigativa própria do Ministério Público, tudo com o escopo de reforçar o entendimento esposado neste trabalho, desta feita sob outra perspectiva. Além disso, após a defesa da legitimidade do Parquet para presidir investigação criminal, tratar-se-á dos próprios limites desse poder, considerando as garantias e direitos fundamentais do cidadão assegurados pela Lei Fundamental.
Show more

38 Read more

REVISÃO CRIMINAL: divergências jurídicas diante da legitimidade do Ministério Público
							| Anais do Congresso Acadêmico de Direito Constitucional - ISSN 2594-7710

REVISÃO CRIMINAL: divergências jurídicas diante da legitimidade do Ministério Público | Anais do Congresso Acadêmico de Direito Constitucional - ISSN 2594-7710

O Ministério Público não é parte legítima para requerer a revisão criminal. Poderá impetrar habeas corpus. Revisão, não. Afasta-se desse modo, o nosso instituto da revisão do disciplinamento a que o sujeitam numerosas legislações. Se o Estado tem, também, o dever de desenvolver a necessária atividade para proclamar a injustiça de uma condenação, não se louva a falta de legitimidade do Ministério Público (que, às escâncaras, encarna os interesses da própria sociedade) para requerê-la.
Show more

16 Read more

A atuação do Ministério Público na fase preliminar da persecução penal: legitimidade e limites da investigação direta

A atuação do Ministério Público na fase preliminar da persecução penal: legitimidade e limites da investigação direta

43 a 46), aprovado pela subcomissão em 25.05.1987, já continha, em essência, tudo que veio a ser contemplado na Constituição, na qual não há uma palavra que atribua ao Ministério Público a função investigatória direta. Lá estava, como função privativa, "promover a ação penal pública" e "promover inquérito para instruir ação civil pública", como estava também, sem exclusividade (art. I, a e b), "o poder de requisitar atos investigatórios criminais, podendo efetuar correição na Polícia Judiciária, sem prejuízo da permanente correção judicial" (art. 45, II, e); essa correição foi convertida, depois, em controle externo da atividade policial. Ora, se o Ministério Público estava interessado na investigação criminal direta, seria de esperar que constasse desse anteprojeto algo nesse sentido, já que o relator era um constituinte afinado com a instituição. As únicas disposições aproximadas a isso vieram no Anteprojeto da Comissão da Organização dos Poderes e Sistema de Governo (junho de 1987), de que foi relator o Constituinte Egídio Ferreira Lima. O art. 137, V, incluía entre as funções institucionais do Ministério Público, além da competência para "requisitar atos investigatórios", também "exercer a supervisão da investigação criminal", assim como a faculdade de "promover ou requisitar a autoridade competente a instauração de inquéritos necessários às ações públicas que lhe incumbem, podendo avocá-los para suprir omissões (...)". Isso se manteve no Projeto de Constituição (Comissão de Sistematização, julho de 1987, art. 233, § 3.º). Já no Primeiro Substitutivo do Relator Bernardo Cabral (Comissão de Sistematização, agosto de 1987), essas normas sofreram alguma transformação importante, excluindo-se a possibilidade de "promover (...) a instauração de inquéritos necessários às ações públicas", bem como se eliminou a possibilidade de "avocá-los para suprir omissões". Ou seja, suprimiu aquilo que o Ministério Público hoje ainda pretende: o poder de investigação subsidiário. 98
Show more

67 Read more

Um olhar sobre a polícia civil e o ministério público: a construção da central de investigação criminal do Estado da Bahia

Um olhar sobre a polícia civil e o ministério público: a construção da central de investigação criminal do Estado da Bahia

E M E N T A: “ HABEAS CORPUS” – CRIME DE TORTURA ATRIBUÍDO A POLICIAL CIVIL – POSSIBILIDADE DE O MINISTÉRIO PÚBLICO, FUNDADO EM INVESTIGAÇÃO POR ELE PRÓPRIO PROMOVIDA, FORMULAR DENÚNCIA CONTRA REFERIDO AGENTE POLICIAL – VALIDADE JURÍDICA DESSA ATIVIDADE INVESTIGATÓRIA – CONDENAÇÃO PENAL IMPOSTA AO POLICIAL TORTURADOR - LEGITIMIDADE JURÍDICA DO PODER INVESTIGATÓRIO DO MINISTÉRIO PÚBLICO – MONOPÓLIO CONSTITUCIONAL DA TITULARIDADE DA AÇÃO PENAL PÚBLICA PELO “ PARQUET” – TEORIA DOS PODERES IMPLÍCITOS – CASO “ McCULLOCH v. MARYLAND” (1819) – MAGISTÉRIO DA DOUTRINA ( RUI BARBOSA, JOHN MARSHALL, JOÃO BARBALHO, MARCELLO CAETANO, CASTRO NUNES, OSWALDO TRIGUEIRO, v.g.) – OUTORGA, AO MINISTÉRIO PÚBLICO, PELA PRÓPRIA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA, DO PODER DE CONTROLE EXTERNO SOBRE A ATIVIDADE POLICIAL – LIMITAÇÕES DE ORDEM JURÍDICA AO PODER INVESTIGATÓRIO DO MINISTÉRIO PÚBLICO – “ HABEAS CORPUS” INDEFERIDO.
Show more

105 Read more

A legitimidade do Ministério Público no ajuizamento de Ação Civil Pública na defesa de direitos individuais disponíveis

A legitimidade do Ministério Público no ajuizamento de Ação Civil Pública na defesa de direitos individuais disponíveis

Logo, a literalidade da C.R/88 não é capaz de impedir que o Ministério Público ajuize ação civil pública na defesa de direito individual disponível homogêneo. Ademais, não faria sentido impedir, basicamente porque a postulação de cunho individual, muitas vezes, é consequencia necessária e lógica da defesa do interesse difuso ou coletivo strictu sensu. O caso Itaú estudado neste trabalho é um exemplo disto, já que não faria sentido o Parquet postular que o banco não cobrasse a taxa de renovação de cadastro, sem requerer a devolução dos valores já pagos pelos consumidores.
Show more

56 Read more

O ASSISTENTE DO MINISTÉRIO PÚBLICO: (I)LEGITIMIDADE PARA RECORRER

O ASSISTENTE DO MINISTÉRIO PÚBLICO: (I)LEGITIMIDADE PARA RECORRER

Federal de 1988 consagrou no seu arti- go 129, inciso I, como função privati- va do Ministério Público, a promoção da ação penal de iniciativa pública. No entanto, o Código de Processo Penal de 1941 traz o instituto do assistente de acusação como um auxiliar do ór- gão ministerial para atuar nas ações penais de iniciativa pública. Assim, diante do conflito entre os referidos diplomas legais, torna-se imprescin- dível realizarmos uma discussão do instituto frente à ordem constitucional vigente, principalmente no que tange ao artigo 598 do Código de Processo Penal, que possibilita ao assistente de acusação interpor recurso mesmo nas hipóteses em que o órgão ministerial opte pela absolvição, ou tenha se con- formado com eventuais sentenças con- denatórias ou absolutórias. Portanto, o presente artigo tem como objetivo de
Show more

26 Read more

A investigação criminal realizada pelo Ministério Público e pela defesa em face do princípio da paridade de armas

A investigação criminal realizada pelo Ministério Público e pela defesa em face do princípio da paridade de armas

RECURSO DESPROVIDO. 1- O juiz poderá proferir sentença condenatória nos crimes de ação pública ainda que o Ministério Público tenha opinado pela absolvição. 2- Recurso provido. V.V. PEDIDO DE ABSOLVIÇÃO APRESENTADO PELO MINISTÉRIO PÚBLICO EM ALEGAÇÕES FINAIS - VINCULAÇÃO DO JULGADOR - SISTEMA ACUSATÓRIO - ABSOLVIÇÃO DECRETADA. I - Deve ser decretada a absolvição quando, em alegações finais do Ministério Público, houver pedido nesse sentido, pois, neste caso, haveria ausência de pretensão acusatória a ser eventualmente acolhida pelo julgador. II - O sistema acusatório sustenta- se no princípio dialético que rege um processo de sujeitos cujas funções são absolutamente distintas, a de julgamento, de acusação e a de defesa. O juiz, terceiro imparcial, é inerte diante da atuação acusatória, bem como se afasta da gestão das provas, que está cargo das partes. O desenvolvimento da jurisdição depende da atuação do acusador, que a invoca, e só se realiza validade diante da atuação do defensor. III - Afirma-se que, se o juiz condena mesmo diante do pedido de absolvição elaborado pelo Ministério Público em alegações finais está, seguramente, atuando sem necessária provocação, portanto, confundindo-se com a figura do acusador, e ainda, decidindo sem o cumprimento do contraditório. IV - A vinculação do julgador ao pedido de absolvição feito em alegações finais pelo Ministério Público é decorrência do sistema acusatório, preservando a separação entre as funções, enquanto que a possibilidade de condenação mesmo diante do espaço vazio deixado pelo acusador, caracteriza o julgador inquisidor, cujo convencimento não está limitado pelo contraditório, ao contrário, é decididamente parcial ao ponto de substituir o órgão acusador, fazendo subsistir uma pretensão abandonada pelo Ministério Público.” (TJMG. Apelação Criminal 1.0079.12.033201-4/001, Relator(a): Des.(a) Alexandre Victor de Carvalho, 5ª CÂMARA CRIMINAL, julgamento em 13/08/2013, publicação da súmula em 21/08/2013).
Show more

114 Read more

INVESTIGAÇÃO CRIMINAL E MINISTÉRIO PÚBLICO

INVESTIGAÇÃO CRIMINAL E MINISTÉRIO PÚBLICO

A Constituição de 1988 desenha o novo Estado brasileiro a partir de um nítido perfil democrático, desafiando, para o que aqui interessa, a correta compreensão das competências conferidas aos órgãos encarregados de sua defesa. Neste caso, o modelo adotado não é mais o das atividades radicalmente apartadas, mas, antes, o da cooperação, o das interferências, o da interpenetração e, mesmo, em determinados casos, o do compartilhamento. Da leitura pertinente da Constituição vigente, operacionalizada por uma teoria constitucionalmente adequada ao nosso espaço-tempo, infere-se, inegavelmente, a possibilidade, em hipóteses justificadas, pontuais, e transparentes à luz da razão pública, das investigações de natureza criminal, conduzidas pelo Ministério Público. Afinal, o inquérito policial, este sim instrumento exclusivo da autoridade policial, não consome todas as hipóteses de investigação. Trata-se, com efeito, de apenas uma delas, sendo certo que as investigações, mesmo com repercussão criminal, podem ser desenvolvidas das mais variadas formas no contexto da normativa constitucional vigente. O direito compreendido como integridade haverá de reconhecer o fato e dele extrair a inevitável conseqüência: - sim, o Ministério Público, autorizado pela Constituição Federal, pode, quando haja fundamento para tanto, conduzir investigações criminais. A discussão que haverá de ser travada, portanto, não envolve a possibilidade, mas, sim, os limites da atividade.
Show more

24 Read more

Direção de investigação criminal da GNR

Direção de investigação criminal da GNR

A lei preocupa-se com a integridade física, pessoa e mental da vítima, bem como com a sua dignidade. O Ministério Público em consonância com as forças de segurança (Castanho, et al., 2012) preocupam-se em proteger a vítima, mas também em sensibilizar para a prevenção através da realização de campanhas e criação de rede de apoio. (Lei nº 112/2009, 2009). O governo, através da implementação dos planos nacionais contra a violência doméstica, tenta combater, alertar e sensibilizar toda a sociedade para esta problemática. Os principais objetivos dos planos são: sensibilizar e prevenir; intervir de forma a proteger a vítima; investigar e estudar o fenómeno (Resolução de Concelho de Ministros nº 55/99, 1999). A saúde psicológica de vítimas e agressores encontra-se também contemplada, definindo que o atendimento a ambos deve ser multidisciplinar, quer em centros de saúde ou em hospitais. A vítima deverá ter acompanhamento psicológico e o agressor deverá ser inserido em programa de ajuda especializados. Deveriam também ser criados manuais de boas práticas no atendimento às vítimas, de forma a unificar o atendimento, o encaminhamento e o acompanhamento (Resolução do conselho de ministros nº 100/2010, 2010).
Show more

117 Read more

FRANCISCO ARISTÓFANES CHAVES TAVEIRA O PODER DE INVESTIGAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO

FRANCISCO ARISTÓFANES CHAVES TAVEIRA O PODER DE INVESTIGAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO

O tema a ser discutido no trabalho monográfico, tem sido alvo de um conflito entre os membros do Ministério Público e a Polícia Judiciária, que é, composta, em nosso sistema, pela Polícia Federal e pelas Polícias Civis Estaduais, e está incumbida da apuração das infrações penais, contudo, não detêm estes órgãos a exclusividade, o monopólio das investigações criminais. No entanto, regularmente nos deparamos com investigações realizadas, não só, pelos membros do Parquet, como também pelas Comissões Parlamentares de Inquérito. Para tanto, reconhecemos no Parquet, mais uma frente de combate às práticas delitivas, O Ministério Público está qualificado na Constituição Federal de 1988 como instituição permanente e essencial à função jurisdicional do Estado, sendo detentor inclusive de legitimidade para realização de investigação e diligências, é o que se pode extrair da análise de um conjunto de normas e institutos jurídicos, notadamente consagrados pela nossa doutrina. Nesta linha, destacam-se como de suma importância dispositivos constitucionais, tais como: os artigos 129 e 144 da Constituição Federal de 1988, e infraconstitucionais, a exemplo dos artigos 4º, § único do Código de Processo Penal, e 8º, inciso V da Lei Complementar nº 75 de 1993, portanto, o nosso objetivo é estudar a estrutura do Ministério Público, atendo-se, sobretudo, à sua atuação na persecução penal; reportando-se à Polícia Judiciária, com singeleza, acerca de suas principais atribuições, e, ao final, concentrar-se na análise da investigação criminal, para concluir pela legitimidade do poder de investigação do Parquet.
Show more

80 Read more

A legitimação da função investigatória criminal realizada pelo Ministério Público: análise da PEC nº 37

A legitimação da função investigatória criminal realizada pelo Ministério Público: análise da PEC nº 37

De acordo com Valter Foleto Santin (2004), o princípio da universaliza- ção da investigação criminal representa o aumento do leque de pessoas e enti- dades legitimadas a participar no trabalho de investigação criminal. Contrapõe- se ao monopólio policial. A universalização da investigação tem relação com a democracia participativa, a maior transparência dos atos administrativos, a ampliação dos órgãos habilitados a investigar e a facilitação e ampliação de acesso ao Judiciário, princípios decorrentes do sistema constitucional atual. O conflito entre o interesse público/social e o corporativo da polícia deve ser re- solvido com a prevalência do interesse social de investigação por vários ór- gãos.
Show more

23 Read more

Show all 10000 documents...