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A pintura na poesia de Camões

A pintura na poesia de Camões

to French Literature.. as afinidades das diversas artes. É claro, não há possibilidade de aplicar a linguagem individual de uma arte à outra. O que há são aproximaç[r]

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Autobiografias literárias na poesia de exílio: a recepção de Ovídio em Camões

Autobiografias literárias na poesia de exílio: a recepção de Ovídio em Camões

Resumo: Os Tristia (“Tristezas”), de Ovídio, são considerados a obra fundadora da lírica de exílio na tradição ocidental. Nessa coletânea de elegias, Ovídio realiza sua última metamorfose e assume uma persona de exilado, que lamenta os sofrimentos em Tomos, cidade às margens do Mar Negro, nos limites do Império Romano. Este artigo investiga a (auto)representação do poeta como exilado, a permanência dessa imagem na tradição literária e sua importância para a poesia de exílio posterior. Será analisada a recriação empreendida por Camões na Elegia III, destacando-se os pontos de diálogo com a obra ovidiana e as inovações instauradas pelo poeta português. Camões adota uma persona ovidiana ao cantar seus males de ausência e efetua uma releitura da poesia dos Tristia. Assim, a presente abordagem centra-se na recepção do “mito” da vida e do exílio de Ovídio na poesia camoniana e, sobretudo, nas construções que circundam a figura do poeta exilado.
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Quase pintura: poesia e visualidade em Pau Brasil, de Oswald de Andrade

Quase pintura: poesia e visualidade em Pau Brasil, de Oswald de Andrade

Todavia esses poucos exemplos não são as únicas formas, nem as mais significativas, do emprego da colagem em “Roteiro das Minas” e Pau-Brasil. A fragmentação do discurso nos poemas oswaldianos indica que esse procedimento se estende para além dos exemplos citados. Uma conseqüência básica da colagem nas artes plásticas é a de os limites dos objetos colados se demarcarem de alguma maneira do restante da pintura. Caso contrário o efeito da colagem desapareceria, e o material colado se confundiria com o restante da matéria pictórica. Ora, as fraturas entre segmentos de poemas de Oswald de Andrade rememoram os efeitos da fragmentação das colagens cubistas. Se nessas obras o processo da colagem é imediatamente percebido, para só depois se evidenciarem as qualidades plásticas do material colado, na poesia oswaldiana, da mesma maneira, partimos da impressão de fragmentação para a observação da plasticidade dos fragmentos 25 . Os exemplos de colagem citados há
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SOBRE PINTURA E POESIA

SOBRE PINTURA E POESIA

Ademais, Du Bos mostra também que o êxito da arte em am- pliar os sentidos, efeitos, enfim, os horizontes, é recorrente na poesi- a, pois a arte poética: “descreve todos os incidentes notáveis da ação que trata e aquilo que ocorreu e lança frequentemente algo maravi- lhoso sobre uma coisa muito comum, que foi dita ou acontecerá em seguida” (DU BOS, 2005, p. 63). Ao enumerar os diversos temas que ora são comuns ora não em poesia e pintura, o autor pretende sem- pre mostrar os pontos negativos e positivos do processo de produção da representação em cada arte, pois sua maior preocupação é mos- trar que cada uma delas têm seus próprios meios de expressão e, como veremos mais adiante, de recepção. Por exemplo, a questão da afeição do público pelas personagens representadas nas duas artes. Segundo o autor, é “ainda incomparavelmente mais fácil para o poeta do que para o pintor, fazer com que nos afeiçoemos dos persona- gens, despertando nosso interesse por seu destino” (DU BOS, 2005, p. 64). Porém, a poesia não consegue, tal qual a pintura, descrever o corpo das personagens, nesse caso, ela careceria de “expressões a- propriadas que nos instruam sobre a maioria das circunstâncias” (DU BOS, 2005, p. 68).
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Artes em diálogo. Poesia e Pintura: João Cabral de Melo Neto e Joan Miró

Artes em diálogo. Poesia e Pintura: João Cabral de Melo Neto e Joan Miró

A Pintura e a Literatura, apesar de consistirem em atividades distintas, interagem entre si e se comunicam dentro de um campo abrangente, denominado Arte. O presente estudo pretende uma aproximação, um diálogo, estabelecido entre poesia e pintura. Propomos uma abordagem comparativa entre algumas peças da obra do pintor catalão Joan Miró (1893-1983), e os poemas presentes no livro A pedra do sono (1942) do poeta pernambucano João Cabral de Melo Neto (1920-1999), tendo como pano de fundo a estética surrealista, postulada por André Breton, em 1924, na França. Teremos como base teórica fundamental o pensamento de João Cabral de Melo Neto, exposto em um ensaio crítico, no ano de 1949, intitulado ―Joan Miró‖. O conhecido ―poeta engenheiro‖ possuía forte afinidade com a Teoria Literária, escrevendo alguns textos de crítica de arte e literatura. Neles discorre acerca do processo de composição artística, correntes estéticas, movimentos literários, personalidades brasileiras e estrangeiras. Para viabilizar a análise, recorremos aos teóricos de Literatura Comparada, como: Tânia Carvalhal, Sandra Nitrini, Julia Kristeva e Mikhail Bakhtin; bem como, aos críticos de Arte: Fayga Ostrower, Omar Calabrese, Paul Valéry, dentre outros, que possibilitaram uma compreensão acerca de movimentos artísticos, correntes estéticas e técnicas peculiares de criação e composição. Iniciamos com uma reflexão acerca da Arte e do fazer artístico; em seguida, foi enfocado o perfil artístico de João Cabral de Melo Neto e sua face teórico-crítica, tendo por base o estudo relativo à obra de Joan Miró. A última etapa contempla uma análise do ensaio de João Cabral acerca da pintura de Miró, concernente à construção de sua obra. O diálogo é viabilizado no tocante à evidência de temas recorrentes, bem como pelo processo de composição com vários pontos de aproximação entre os dois artistas.
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Ut Pictura Poësi e Mímesis:considerações teóricas sobre as relações entre pintura e poesia.

Ut Pictura Poësi e Mímesis:considerações teóricas sobre as relações entre pintura e poesia.

Mallarmé e um quadro de Goya, Rembrandt ou El Greco. Todavia, entre a obra de John Constable e os poemas de Wordsworth, do poeta Victor Hugo e do pintor Joseph Turner; Tarsila do Amaral e Oswald de Andrade; ou entre uma tela de Picasso e um poema de Mallarmé, será possível entrever vários fios comuns cuja tessitura revela arranjos composicionais pertinentes ao espírito epocal. Na intenção de circunscrever um mapa das possíveis relações entre pintura e poesia, a revisão do conceito de mímesis é condição ímpar para que se estabeleça, não somente os parâmetros de correspondências, mas um método de análise que perscrute a complexidade e a diversidade do tema. A identificação do tríptico mimético, a imitatio a expressão/representação e a produção que compõe a história da Estética ocidental, servirá de base às considerações acerca das interseções entre as duas artes. Ut pictura poësis: a economia da mímesis
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Pintura, literatura, arte: alguns diálogos na poesia de Murilo Mendes

Pintura, literatura, arte: alguns diálogos na poesia de Murilo Mendes

de modo claro quando se observam os modos de estruturação dos poemas. Embora o projeto do autor tenha se mantido o mesmo em suas bases essenciais, a sua poesia passa por modificações que, significati- vamente, dialogam com os movimentos internacionais das artes plásticas. Notam-se dois espaços mais amplos de afinidades, que se comunicam e acrescentam sempre novos elementos a uma poética afeita a recusar qualquer estancamento. A proximidade com os surrealistas diria respeito a alguns traços da própria natureza da poesia de Murilo que, equilibrada entre o místico e o cotidiano, entre o mágico e o concreto, estaria sempre pronta a reorganizar o universo em uma nova ordem de significação, desejosa de ultrapassar o real. Em um primeiro momento, a poesia do autor mostra-se penetrada pela vontade de exploração de estados subjetivos, alimentados por uma fantasia que bordeja o rompimento de quaisquer limites. Por outro lado, a associação à arte construtivista, proeminente em uma segunda fase da poesia do autor, implicaria uma guinada em direção a um maior rigor, quando a disciplina parece se sobrepor à fantasia e a simetria procura mais insistentemente tomar o lugar da dissonância. Neste momento, evidencia-se uma maior valorização do equilíbrio, da harmonia nas estruturas, sejam pictóricas ou poéticas. Privilegia-se então um tratamento sobretudo objetivo da matéria do poema. 3
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Poesia, Música, Pintura: um jogo dramático

Poesia, Música, Pintura: um jogo dramático

Citaremos Campbell na entrevista transcrita O poder do mito concedida a Bill Moyers: “A mitologia é a música. É a música da imaginação, inspirada nas energias do corpo” (CAMPBELL, 1990, p. 23). E respondendo à pergunta a sobre a ideia de bem e mal na mitologia, da vida como conflito entre as forças das trevas e as forças da luz, Campbell responde: “Essa é uma idéia (sic) zoroástrica, como tal introduzida no judaísmo e no cristianismo. Em outras tradições, o bem e o mal são relativos à posição em que você se coloca. O que é bom para um é mau para outro” (CAMPBELL, 1990, p. 68). Analogicamente, podemos inferir qual personagem o artista interpreta como pintor ou compositor, perguntando-nos: a pintura ou a música foram criadas repre- sentando a percepção de qual personagem da estória? A do narrador, do Rei dos Elfos, do pai ou do filho? De qual personagem emana a carga sentimental mais intensa? Na música, não é reservado o direito ao intérprete de representar uma ótica. O cantor e/ ou o pianista são incumbidos da tarefa de representar não somente os personagens e o narrador mas também a ambiência na introdução da música, simbolizada pelo rápido trote do cavalo e indiretamente representativa da emoção do pai.
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Camões em Adília Lopes

Camões em Adília Lopes

Pessoa à parte, não deixa de vir ao caso a realidade quando a escolha é por maridos e não pelo livro, já que, reza a lenda, Camões teria elegido salvar os lusíadas a custa da não salvação da mulher amada. Chama -me a atenção que exista uma adversativa entre a morte do livro e o acontecimento de «maridos» – a propósito, a escolha por «maridos» e não por «um marido» não seria mais um modo de a realidade ser convidada pela poesia adiliana? Ambicionar apenas «um marido» não é, de certa maneira, um projeto de amor duradouro que a realidade cambiante dos desejos humanos pode acabar por tornar invá- lido? A adversativa, assim, situa -se entre o livro e «maridos», ou seja, entre um exemplar definido e incontornável, permanente, e eventos variáveis duma existência, que se acham, não obstante, na esfera do sentimento amoroso em estado de realização. é extraordinário, além disso, o uso que Adília faz dum dito popular, pondo -o aqui em estado de efetiva litera- lidade: ir por «água abaixo» é uma frase feita, mas, no universo do poema, o livro, a partir da lenda da salvação do épico, literalmente iria por «água abaixo», e sobreviveria a amada de Camões. Entretanto, o final do «(anti -Camões)» adiliano lida sobretudo com uma lenda, não com um fato histórico ou poético. Portanto, o poema, por mais que invite a realidade e deseje uma específica realidade, acaba por criar também uma ficção em segundo grau.
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Descrição pictórica: a influência da pintura impressionista na literatura francesa...

Descrição pictórica: a influência da pintura impressionista na literatura francesa...

O final do século XIX na França é marcado por um domínio da pintura que chega a superar em qualidade as realizações literárias e musicais do mesmo período (HAUSER, 2003). Alguns críticos da época chegaram a afirmar que os maiores poetas de então eram os pintores impressionistas. De fato, o impressionismo descobriu sensações que a poesia e a música também procuraram expressar e para as quais adaptaram seus meios de expressão a formas pictóricas. Uma dessas adaptações se faria notar quando o crítico Paul Bourget (1885) sublinhou que, no estilo de seu tempo, a impressão causada pela página era sempre mais forte do que a do livro todo, que a causada por uma frase era mais profunda do que a de uma página, e que a de uma palavra isolada era mais impressionante do que a de uma frase. Esta definição retoma o método impressionista (HAUSER, 2003), que prioriza o primeiro efeito, a primeira impressão e no qual cada pincelada tem uma carga importantíssima para o resultado final.
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Photomaton & Vox: a construção da poética de Herberto Helder

Photomaton & Vox: a construção da poética de Herberto Helder

pois precisava sobreviver à sombra de autores do porte de Camões, Sá de Miranda, Fernando Pessoa e outros nomes já reconhecidos pela crítica e pertencentes ao con- sagrado cânone português: “a poesia portuguesa é pobre de poetas. Há realmente, muitos poemas, muita poesia difusa; mas grandes poetas, não tantos” (Sena 1959: 18). Em 1964, o movimento da poesia experimental teria sua primeira publicação, já referida no início desta reflexão. a ideia de Sena, anterior aos novos poetas, revisita- da, agora como contraponto à ideia do que era produzido em Portugal, por alguns críticos, nos mostra a evolução das poéticas e dos poetas. vinte anos depois da obra de Sena, era publicado Photomaton & Vox, com a perspectiva herbertiana quanto ao fazer poético e o papel do poeta. anos depois de Sena, também Gastão cruz escre- ve sobre poesia em a poesia portuguesa hoje, e justamente no capítulo denominado “a querela dos antepassados”, comenta a respeito da permanência da poesia e dos “ajustes” ou evolução do fazer poético: “a poesia – nunca se insistirá demasiado nisso – é uma investigação permanente. Escrevê-la é, automaticamente, contestar e refazer toda a poesia anteriormente escrita. cada obra poética é uma nova totalida- de; cada estilo, uma nova síntese” (Cruz 1973: 19).
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Azuis românticos na lírica de Georg Trakl

Azuis românticos na lírica de Georg Trakl

O estranhamento cromático que a adjetivação da cor azul assume em relação ao veado, aos frutos e às pombas advém de uma atribuição deslocada da cor a objetos e seres do mundo empírico. Não temos indícios suficientes para sabermos se Trakl teria ou não sido influenciado por procedimentos de Franz Marc, mas, abstraindo a questão controversa entre a pintura e a poesia ou a limitação anacrônica do ut pictura poesis, que teoricamente não pode embasar quaisquer paralelos entre o pintor e o poeta, não podemos deixar de reconhecer que na lírica de Trakl, a cor intensifica a linguagem visual. Certo é que Rimbaud também adotara em seus poemas a mesma postura em relação à cor. Logo, o processo de autonomização da cor pode ser lido como uma busca de espiritualização da arte, no sentido kandinskiano, se a constelação de seres animais e vegetais, ou ainda de sentimentos abstratos é cromatizada de modo a não ceder aos ditames da verossimilhança plástica do mundo empírico.
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Lucrécio, Camões e os deuses

Lucrécio, Camões e os deuses

O s estudiosos da poesia épica não tentaram ainda explicar, de forma conjunta, por que Lucrécio e Camões, que descriam da mitologia e eram ativos em defender seus próprios pontos de vista religiosos, precisaram contrariar suas ideologias, lançando mão dos deuses para serem protagonistas em seus poemas. Isso não foi questão de escolha. Essa era a exigência das convenções que limitavam e definiam a poesia épica. Será que a tradição épica tinha um pulso tão firme? Sim. Mas tanto Lucrécio quanto Camões descobriram formas convincentes de flexibilizar a tradição em favor de sua própria agenda. Em resposta à objeção de que “as tradições somente persistem se são percebidas como necessárias,” 1 pode-se argumentar que uma análise assim ainda não conseguiu
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José Albano, Autor de Camões

José Albano, Autor de Camões

A “Cantiga II” se resume a uma apóstrofe do poeta (cantor-cativo) a um pássaro li- vre, numa espécie de catilinária contra a zombaria ou a mangofa que o pássaro destilava por viver solto e aquele em “grilhões atado”. Na primeira estrofe, o poeta afirma que vive no cativeiro sem coerção, por espontânea vontade (“Pois a não ser prisioneiro/ Ninguém a mim me persuade”) e finaliza louvando sua prisão sem entender os porquês das chacotas do pas- sarinho, que está livre por estado, ou seja, está livre por falta de opção. De imediato, o leitor atento relembrará a concepção de amor camoniana que, em versos conhecidos, diz do amor que “É querer está preso por vontade;/ e servir a quem vence o vencedor” . E é justamente por esta leitura residual e intertextual que o poema, a nosso ver, adquire uma lógica mais consistente ao projeto albanino: o poeta encontra-se preso por amar e por isso louva o seu cativeiro; a morte o libertará e o levará à verdadeira Liberdade, que bem pode ser a mulher amada que já se foi (“Alma minha gentil, que te partiste”...) ou o Amor divino; a apóstrofe serve de fio condutor e o pássaro como símbolo da liberdade mundana. “Nesta perspectiva, a morte triunfa do tempo e possibilita ao homem, criatura temporal, libertar-se da mudança e da efemeridade”. Dos artifícios usados para melhor exibir seu talento destacam-se a rima leonina e composta do sexto verso da segunda estrofe (“Hei de me soltar, pois há de”) e novamente o resgate das terminações do mote na volta, o que garante também à “Cantiga II” o status de “perfeita”. Vê-se assim a espontaneidade às avessas da poesia de José Alba- no, uma vez que impunha, a si, limites e desafios formais e temáticos para executar sua obra .
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A FORMAÇÃO CONTINUADA NA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DO RECIFE: O PAPEL DO FORMADOR DE PROFESSORES

A FORMAÇÃO CONTINUADA NA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DO RECIFE: O PAPEL DO FORMADOR DE PROFESSORES

Fonte: elaborado pelo autor. Como se pode ver no Quadro 7, acima, as fragilidades observadas após a coleta e a análise de dados da pesquisa nos levaram a elaborar proposta[r]

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Revista de Estudos Anglo ‑Portugueses

Revista de Estudos Anglo ‑Portugueses

confirma. Quais serão as razões de tal fenómeno, se, no pri- meiro semestre de 1880, não há hostilidade declarada entre Inglaterra e Portugal, como haveria em 1890? A resposta a esta questão envolve o nacionalismo crescente em Portugal e em toda a Europa, nacionalismo que se liga às questões africanas. Afinal, o sentimento de recuperação nacional — tão importante no contexto das comemorações do Tricentenário — teria de estar inevitavelmente ligado à noção de Império: como afirma António José Telo (20 -21), “[u]m país pequeno e humilhado, com um profundo complexo de inferioridade, agarra -se aos amplos es- paços africanos que a relação de forças das potências europeias lhe deixou como forma de esquecer a realidade da sua fraqueza relativa e, sobretudo, como uma promessa da sempre procu- rada grandeza futura”. A Inglaterra, que começava a ser vista como um rival neste espaço de reafirmação nacional, é vítima, na imprensa portuguesa da época, duma certa indiferença, es- pécie de demarcação ou reserva mental, provada pelas referên- cias constantes a acontecimentos ingleses desligados das co- memorações e pelas parcas referências a Inglaterra no contexto desse assunto mais emocional e ideologicamente marcado que foi a comemoração do tricentenário da morte de Camões. Se é fácil para nós vermos um seguimento lógico desta indiferença no ódio anti -britânico de 1890, para os olhos da época esta só pode ser explicada por uma espécie de intuição de problemas futuros, uma matemática mental que adiciona o nascente entu- siasmo dos dois povos por África, um crescente nacionalismo e um certo choque de interesses nesse mesmo território (choque ainda mascarado de complementaridade, apesar dos primeiros indícios do mesmo serem já salientes, a começar pelo Tratado de Lourenço Marques). Seja como for, as diferentes perspectivas sobre Camões, expressas nos periódicos da época, mostram as sementes dum desencontro total dez anos depois. Portugal e Inglaterra estavam em rota de colisão e, mesmo não o sabendo, notava -se já o início da reserva e polidez diplomática caracterís- ticas das relações tensas.
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A GESTÃO E A POLÍTICA DO PROGRAMA DE APOIO FINANCEIRO ESCOLAR DA REDE MUNICIPAL DE LIMEIRA NA PERSPECTIVA DOS DIRETORES ESCOLARES

A GESTÃO E A POLÍTICA DO PROGRAMA DE APOIO FINANCEIRO ESCOLAR DA REDE MUNICIPAL DE LIMEIRA NA PERSPECTIVA DOS DIRETORES ESCOLARES

Os recursos financeiros de que trata este Programa serão depositados pela Prefeitura Municipal de Limeira diretamente em conta corrente aberta, especialmente para este fim, em nome da [r]

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A FORMAÇÃO DOS PROFESSORES PARA O USO DAS TICs NA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE JUIZ DE FORA – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

A FORMAÇÃO DOS PROFESSORES PARA O USO DAS TICs NA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE JUIZ DE FORA – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

É importante destacar também que, a formação que se propõem deve ir além da capacitação dos professores para o uso dos LIs (ainda que essa etapa.. seja necessária), possibilitando ao pr[r]

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ANELORIA COSTA GADELHA DESENVOLVIMENTO DO PROGRAMA MAIS EDUCAÇÃO NA ESCOLA ESTADUAL A: UM ESTUDO DE CASO SOBRE A GESTÃO PEDAGÓGICA

ANELORIA COSTA GADELHA DESENVOLVIMENTO DO PROGRAMA MAIS EDUCAÇÃO NA ESCOLA ESTADUAL A: UM ESTUDO DE CASO SOBRE A GESTÃO PEDAGÓGICA

4 Autarquia Federal responsável pela execução de políticas educacionais do Ministério da Educação (MEC), o FUNDEB substituiu o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundament[r]

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EDILVANA MARA DA SILVA LOPES A GESTÃO DE PROCESSOS DO ENSINO DE GRADUAÇÃO: Estudo sobre as demandas de visitas técnicas e trabalhos de Campo na Universidade Federal de Juiz de Fora

EDILVANA MARA DA SILVA LOPES A GESTÃO DE PROCESSOS DO ENSINO DE GRADUAÇÃO: Estudo sobre as demandas de visitas técnicas e trabalhos de Campo na Universidade Federal de Juiz de Fora

A presente dissertação é desenvolvida no âmbito do Mestrado Profissional em Gestão e Avaliação da Educação (PPGP) do Centro de Políticas Públicas e Avaliação da [r]

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