Top PDF A proteção dos dados pessoais no Brasil: desafios e sugestões

A proteção dos dados pessoais no Brasil: desafios e sugestões

A proteção dos dados pessoais no Brasil: desafios e sugestões

dados inicialmente não definidos como pessoais podem ser agregados e utilizados para identificar um indivíduo. A agregação de CEP + data de nascimento + gênero levam à individual[r]

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A proteção de dados pessoais nas relações de consumo como um direito fundamental: perspectivas de um marco regulatório para o Brasil

A proteção de dados pessoais nas relações de consumo como um direito fundamental: perspectivas de um marco regulatório para o Brasil

Insta a mencionar que no ano de 2015, a própria União Euro- peia passou a discutir lei que endurece regras sobre privacidade de dados, alterando a maneira como as empresas estrangeiras, principalmente as americanas, lidam com os dados do consu- midor na Europa. Os usuários de sites e serviços como Twitter, Google e Facebook, conforme discussão de novo projeto de lei europeu, terão de consentir explicitamente para que as empresas possam compartilhar seus dados pessoais, obrigando a remoção de links com informações pessoais excessivas ou irrelevantes dos resultados dos mecanismos de busca na internet. Assim, o objetivo seria criar uma nuvem nacional do resto, fazendo com que as informações transmitidas pela internet pertencentes à Eu- ropa deverão ser armazenadas no próprio continente (TIINSI- DEONLINE, 2015).
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O direito à privacidade: uma reflexão acerca do anteprojeto de proteção de dados pessoais

O direito à privacidade: uma reflexão acerca do anteprojeto de proteção de dados pessoais

Na perspectiva deste artigo, o direito à privacidade impõe-se como direito funda- mental, destacando que a correlação entre o nível de proteção desejado e o nível de tutela efetivo exige uma quota de privacidade, garantida por regra. As maneiras tra- dicionais de proteção se tornam difíceis em decorrência de características atinentes à sociedade informacional, revelando a premência de mecanismos que não se res- trinjam a regras jurídicas nacionais e estejam integrados ao panorama internacional. Destaca-se que este trabalho se propõe a refletir a respeito do princípio da pri- vacidade e demonstrar a premência da aprovação de regra coerente sobre a proteção de dados pessoais no Brasil, compreendendo, com Dworkin, que princípio representa um fechamento hermenêutico capaz de buscar na integridade do próprio direito suas características. Assim, o princípio não representa “abertura” ao sujeito solipsista ou um mecanismo jurídico para preencher lacunas, haja vista que esse termo solipsista, derivado do alemão, traduz-se em “viciado em si mesmo”, ou seja, àquele que se utili- za por si só a própria expertise para resolução de determinada situação.
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A extraterritorialidade do regime geral de proteção de dados pessoais da União Europeia

A extraterritorialidade do regime geral de proteção de dados pessoais da União Europeia

Em termos práticos, esta alínea do art. 3.º, n.º 2, implica que, por exemplo, muitas lojas online, de empresas de nacionalidade estrangeira, sem subsidiária, filial ou representante no território da UE, fiquem abrangidas pelo RGPD quando oferecem bens ou serviços a titulares dos dados que se encontrem na UE devendo, por isso, ajustar os respetivos sítios web, por exemplo, ao exercício dos direitos do titular dos dados 803 . Veja-se o seguinte caso: a empresa “H” tem sede social no Brasil e vende fatos de banho numa loja online. Não tem subsidiárias ou representantes na UE e o seu sítio web está redigido apenas em português. “H” trata os dados pessoais das encomendas que recebe no seu sítio web. O pagamento é aceite em reais e em euros e os produtos podem ser entregues na Alemanha, França e Itália. Sempre que clientes situados na UE acedem ao sítio web são identificados através de técnicas de geolocalização e redirecionados do domínio “.br” para os domínios dos respetivos países. Neste exemplo, este redireccionamento, a possibilidade de pagamento em euros e de entrega na UE determinam que a empresa “H” tem a intenção de vender bens destinados ao mercado interno da União 804 .
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A proteção dos dados pessoais de pagamento utilizados no comércio eletrónico, em Portugal

A proteção dos dados pessoais de pagamento utilizados no comércio eletrónico, em Portugal

Desde o boom da Internet, que na sua abordagem comercial, tem mostrado além de benefícios econômicos para a sociedade, também pontos fracos cujas consequências têm um impacto significativo sobre o património das pessoas, surgindo a necessidade de estudar a seguinte problemática com a intenção de proteger os dados pessoais de pagamento utilizados no comércio eletrónico, enfrentando assim os novos desafios colocados pelos avanços na tecnologia, incluindo a tecnologia da informação, permitindo não só regular transações eletrónicas e punir os infratores, senão também, revisar os diferentes mecanismo de proteção, em especial leis, políticas e práticas que intervêm no comércio eletrónico, e que ajudem a pôr limites nas condutas comerciais fraudulentas, enganosas e abusivas, mas acima de tudo, permitindo construir a confiança do consumidor e estabelecer uma relação mais equilibrada nas transações comerciais entre fornecedores e consumidores, para promover um crescimento das atividades de comércio eletrónico, e consequentemente, na criação de riquezas, geração de importantes quantidades de postos de trabalho, o aumento da concorrência e redução de custos, em beneficio da sociedade e do país.
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Ownership of data and privacy in the context of Information Science

Ownership of data and privacy in the context of Information Science

Inúmeras são as legislações no Brasil que estão surgindo no escopo de proteger a privacidade dos indivíduos na sociedade da informação, como o Marco Civil da Internet, Lei 12.965/2014. Mas pouco se sabe sobre até que ponto a privacidade é um direito absoluto no tratamento de dados dos usuários. Além disso, dados fornecidos espontaneamente em diversos locais da web estão sob proteção jurídica? Quem são os donos dos dados? Muitas são as dúvidas de empresas de tecnologia e pesquisadores quando a questão envolve a utilização de dados disponibilizados na web por terceiros. No presente artigo, em uma análise exploratória e descritiva, através de revisão bibliográfica, analisa-se o regime jurídico da proteção de dados e informações e avalia-se as principais redes sociais no Brasil e o regime que aplicam aos dados fornecidos por seus usuários, no escopo de contribuir o esclarecimento de controvérsias envolvendo a utilização de dados de terceiros disponíveis na Internet. Palavras-chave: Marco civil. Privacidade. Propriedade. Dados pessoais.
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REFLEXOS JURÍDICOS DO EMPREGO DE COOKIES  Rodrigo De Oliveira Marques

REFLEXOS JURÍDICOS DO EMPREGO DE COOKIES Rodrigo De Oliveira Marques

Lima (2014, p. 152) ressalta que o Marco Civil da Internet (MCI), no artigo 3º, incisos II e III (BRASIL, 2015b), estipulou a privacidade e a proteção dos dados pessoais enquanto princípios fundamentais, garantindo ao usuário a “necessidade, em regra, de seu consentimento livre, expresso e informado, para a coleta, o uso, tratamento ou armazenamento dessas informações”. O autor lembra que o MCI não trouxe o conceito do verbete “dados pessoais”, ao remeter o assunto para legislação específica, porém, tutelou, em interpretação a contrário sensu do art. 10º e seus parágrafos, enquanto regra, o sigilo dos dados mantidos sob guarda em registros eletrônicos, ao facultar às autoridades administrativas
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O regime sancionatório da proteção de dados pessoais: paradigma ou paradoxo?

O regime sancionatório da proteção de dados pessoais: paradigma ou paradoxo?

de Derecho Penal – Parte General. Tradução de Miguel Olmedo Cardenete. 5.ª Edição. Granada, Espanha: Editorial Comares, 2002. Pág. 62. Afirmando que pena e sanção administrativa têm em comum serem uma forma de controlo social vinculada à prossecução do interesse geral, com fins preventivos e repressivos, admitindo que aí se insiram também fins retributivos, vide DELLIS, Georges – Droit Pénal et Droit Administratif…, op. cit., págs. 38 e 47. Reconhecendo sanções punitivas no direito administrativo francês, DEGOFFE, Michel – L´ambiguïté de la sanction administrative…, op. cit., pág. 27. Claramente contra, qualificando a pena como repressiva e atribuindo à sanção da contravenção um caráter meramente preventivo, SILVA, A. Henriques da – Contravention et délit (Rapport au VII Congrès de I'Union Internationale de Droit Pénal). Coimbra, Portugal: Imprensa da Universidade, 1897. [Consulta em 20 de fevereiro de 2019]. Disponível para consulta em: http://bit.ly/2DDCF1L. Pág. 6. Acentuando também a finalidade preventiva, sem que exclua uma certa natureza punitiva, MELLO, Rafael Munhoz de – Princípios constitucionais de direito administrativo sancionador: as sanções administrativas à luz da Constituição Federal de 1988. São Paulo, Brasil: Malheiros, 2007. Págs. 149 e 194; entre outros.
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APLICATIVOS DE SERVIÇOS PARA SAÚDE E PROTEÇÃO DOS DADOS PESSOAIS DE USUÁRIOS

APLICATIVOS DE SERVIÇOS PARA SAÚDE E PROTEÇÃO DOS DADOS PESSOAIS DE USUÁRIOS

Este artigo analisa aspectos jurídicos relacionados a aplicativos de serviços de saúde, dentro do conceito de e-Saúde (saúde eletrônica), e a efetividade da proteção legal de dados pessoais sensíveis processados nesses sistemas. Para tais finalidades, a pesquisa aborda o panorama atual relativo à proteção de dados pessoais no Brasil, com foco na legislação específica relacionada à área da saúde e o sigilo das informações de pacientes. Será discutida ainda a legislação americana, conhecido como HIPAA, que regula especificamente as questões relativas à proteção de dados pessoais sensíveis de saúde. A metodologia do artigo fundamenta-se na técnica analítica, na qual são avaliados os aspectos formalistas da sistematização das regras e normas jurídicas, com foco no ordenamento jurídico e suas relações internas, somado ao enfoque hermenêutico interpretativo, que busca compreender as condutas humanas por meio da atividade discursiva interpretativa. O artigo conclui que embora existam o Marco Civil da Internet e legislações esparsas, ainda não existe um aparato legal que assegure a efetiva proteção de dados pessoais no Brasil, e disso decorrem abusos nas operações que envolvam tratamento de dados pessoais sensíveis dos usuários de aplicativos de saúde.
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DIREITO À PRIVACIDADE NA LEI GERAL DE PROTEÇÃO DE DADOS PESSOAIS

DIREITO À PRIVACIDADE NA LEI GERAL DE PROTEÇÃO DE DADOS PESSOAIS

Resumo: O direito à privacidade, previsto no art. 5°, inciso X, da Cons- tituição da República Federativa do Brasil de 1988 (CRFB/88) é constitu- cionalmente assegurado a todos, em decorrência da universalidade dos di- reitos fundamentais, a qual assegura, sob a perspectiva informacional, ao indivíduo o controle de suas próprias informações pessoais. Nesse sentido, pesquisa-se o núcleo essencial desse direito para, posteriormente, com- preender as implicações jurídicas advindas a partir da promulgação de legislações infraconstitucionais, em especial, a Lei n. 13.709/2018, co- nhecida como Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e o Marco Civil da Internet, Lei n. 12.737/14. Por conseguinte, explanam-se as dispo- sições legais da LGPD, as quais têm por finalidade a proteção do usuário
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BREVES CONSIDERAÇÕES SOBRE DESAFIOS À PRIVACIDADE DIANTE DO BIG DATA NA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO  Rodrigo Dias De Pinho Gomes

BREVES CONSIDERAÇÕES SOBRE DESAFIOS À PRIVACIDADE DIANTE DO BIG DATA NA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO Rodrigo Dias De Pinho Gomes

3) O terceiro eixo é composto por trabalhos que versam sobre novas formas de violação da privacidade e de dados pessoais, discutindo-se as estratégias para a sua proteção na sociedade em rede, temática que perpassa os trabalhos: A proteção de dados no e-processo: entre a publicidade do processo e a privacidade na era internet; A tutela da privacidade e a proteção à identidade pessoal no espaço virtual; A sociedade da informação como ambiente de transmissão de dados; Breves considerações sobre desafios à privacidade diante do big data na sociedade da informação; Os comunicadores instantâneos e o direito fundamental à privacidade nos ambientes corporativos; Privacidade e proteção de dados pessoais na era pós- Snowden: o Marco Civil da Internet mostra-se adequado e suficiente para proteger os internautas brasileiros em face da cibervigilância? Sociedade virtual do risco vs. Filosofia libertária criptoanarquista: livre manifestação do pensamento, anonimato e privacidade ou regulação, segurança e monitoramento da rede; Anotações sobre o marco civil da internet e o direito ao esquecimento.
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A regulamentação de proteção de dados pessoais no Brasil e na Europa: uma análise comparativa

A regulamentação de proteção de dados pessoais no Brasil e na Europa: uma análise comparativa

Na Europa, a Diretiva 95/46/CE3 define como dado pessoal “qualquer informação relativa a uma pessoa singular identificada ou identificável (‘pessoa em causa’); é considerado identificável todo aquele que possa ser identificado, directa ou indirectamente, nomeadamente por referência a um número de identificação ou a um ou mais elementos específicos da sua identidade física, fisiológica, psíquica, econômica, cultural ou social;”. Deriva-se dessa redação que quaisquer dados que permitam identificar um indivíduo são protegidos. O texto, porém, não define em maior detalhe quando se considera que um indivíduo pode ser identificado, valendo como regra geral que a possibilidade de identificação é suficiente para garantir a proteção (Conselho da Europa, 2014). No contexto da reforma da diretiva, a discussão sobre a definição de dados anônimos foi central e se discute, inclusive, a criação de uma nova categoria de dados de pseudônimos4 que continuariam protegidos pela lei, mas implicariam na exceção de certas obrigações por parte dos operadores.
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Antônio Carlos Efing & Eduarda Alencar Maluf Kiame, “O Direito ao Esquecimento no Armazenamento de Dados: Análise Comparada entre o Direito Europeu e o Direito Brasileiro” - 1

Antônio Carlos Efing & Eduarda Alencar Maluf Kiame, “O Direito ao Esquecimento no Armazenamento de Dados: Análise Comparada entre o Direito Europeu e o Direito Brasileiro” - 1

Na esfera da proteção da privacidade, um dos maiores desafios atuais é a segurança dos usuários da internet e os meios empregados para efetivá-la. A internet e suas diversas facetas transcendem às noções de jurisdição e território, também é pre- ciso estabelecer regras o tanto quanto possível precisas de vei- culação de dados pessoais por meio da Internet, haja vista que seu acesso é franqueado a todo o mundo, e, por diversas vezes, o seu autor não é descoberto. O ambiente virtual carece de uma regulação que o atinja por completo, ademais o próprio anoni- mato na rede também surja como empecilho a uma tutela dos dados pessoais e da privacidade, pois a impossibilidade de iden- tificação do usuário serve como incentivo a ilícitos cibernéticos diante da ideia de impunidade. 39
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A privacidade e a proteção dos dados pessoais no ciberespaço como um direito fundamental: perspectivas de construção de um marco regulatório para o Brasil.

A privacidade e a proteção dos dados pessoais no ciberespaço como um direito fundamental: perspectivas de construção de um marco regulatório para o Brasil.

Por outro lado, conforme afirma Monteiro (2013), do Observató- rio Brasileiro de Políticas Digitais, a DPI é um recurso tecnológico cujos benefícios são altamente questionáveis por permitir que provedores de acesso à internet obtenham os dados pessoais e monitorem a utilização da rede pelos usuários. Para a pesquisadora, a identificação do tráfego dos usuários poderia provocar “[…] ações desejadas pelo poder público, como controle de conteúdos acessados por cidadãos (censura), ou orientar interesses empresariais, como diferenciação de tráfego para serviços pou- co desejados e competitivos aos seus serviços [...] ” (MONTEIRO, 2013, p. 1), o que já ocorre em países com regimes governamentais democráti- cos e não democráticos.
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O DIREITO AO ESQUECIMENTO NA INTERNET É UM DIREITO FUNDAMENTAL?  Vinícius Borges Fortes, José Renato Gaziero Cella

O DIREITO AO ESQUECIMENTO NA INTERNET É UM DIREITO FUNDAMENTAL? Vinícius Borges Fortes, José Renato Gaziero Cella

Na sequência de categorização apresentada pelos experts da Google, foram elencados os tipos de informação, bem como a natureza desta, para efeitos de observação sob o viés do interesse público. Todavia, os tipos de informação apresentados podem colidir com o que se compreende normativamente como ‘dados sensíveis’, que podem revelar informações pessoais como “[…] a origem racial ou étnica, as convicções religiosas, filosóficas ou morais, as opiniões políticas, a filiação a sindicatos ou organizações de caráter religioso, filosófico ou político, dados referentes à saúde ou à vida sexual, bem como dados genéticos” (BRASIL, 2015). Nessa lógica, conforme pode-se observar no quadro abaixo, muitas das informações categorizadas dentro da natureza de interesse público, com baixa possibilidade de exclusão dos registros de internet dentro dos critérios da Google, podem violar a proteção dos dados pessoais, especificamente dos dados sensíveis.
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Estado, capital, trabalho e organização sindical: a (re)construção das classes trabalhadoras no Brasil — Outubro Revista

Estado, capital, trabalho e organização sindical: a (re)construção das classes trabalhadoras no Brasil — Outubro Revista

ESTADO, CAPITAL, TRABALHO E ORGANIZAÇÃO SINDICAL -65 distribuição dessa "nova" taxa que será feita na proporção de 10% para as centrais sindicais, 5% para as confederações, [r]

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As diretivas comunitárias de proteção de dados pessoais e a sua aplicação em Portugal:barreiras e facilitadores

As diretivas comunitárias de proteção de dados pessoais e a sua aplicação em Portugal:barreiras e facilitadores

162 uma aplicação informática, quando estou a conceber um sistema de informação, eu já tenho em conta, eu programador, mas isto não é só para o informático, portanto isto é um trabalho de equipa. É o que eu digo, ao informático não custa, ele pôe zeros e uns. Se lhe disserem que é para pôr zeros mais à esquerda, ele põe mais à esquerda. Se lhe disserem para pôr mais à direita, ele põe. Portanto, é preciso que alguém ajude e eles próprios tenham sensibilidade, porque por exemplo, vamos lá ver, uma coisa muito simples e que já é muito antiga, mas é um exemplo concreto. Um pequeno software para um médico ter no seu consultório tem uma gestão. O software tem a ficha do cliente, tem uma gestão simples do doente, não é, mas tem dois lados, tem duas vertentes, duas facetas. Tem os dados administrativos do doente, o nome, a morada, os contactos e depois tem os dados de saúde. Ora os dados de saúde são introduzidos e acedidos e consultados só pelo médico, devem ser só pelo médico. Os chamados dados administrativos são pela senhora da receção, que é quem telefona, marca a consulta, “já chegou, espera, recebe o pagamento, olhe, desculpe o doutor não está, temos que adiar a consulta”. Isto está tudo no mesmo sistema. No entanto a receção não tem acesso aos dados de saúde, embora o médico tenha acesso aos dados administrativos. Quem pode o mais, pode o menos. Mas o médico nem precisa particularmente de saber a minha rua, onde é que eu moro. Ele não precisa de ter acesso, só precisa de saber o meu nome. E pode até ter uma fotografia para não ter dúvidas de que sou aquele doente que estou ali, para ajudar a fixar. É um sistema informático. Ora bem, se disserem ao senhor, ao técnico, ao programador que concebe isto, que isto tem que ter aqui uma separação lógica porque esta pessoa não pode ver, ele quando está a construir o sistema põe isto. Portanto, quando dá acesso por username e password às senhoras da receção, do secretrariado de apoio, as permissões delas para entrar só lhes dá acesso a isto. E os médicos têm umas permissões que lhes dão acesso a outra coisa. Isto é o exemplo mais simples e antigo, não é nada de novo, em que eu quando concebo um programa, concebo já com uma preocupação de privacidade, privacy by design, desde a conceção do programa. Se o programa estiver feito e isto estiver tudo junto, eu já não consigo separar, isto tem que ser desde a conceção. E este conceito que foi desenvolvido pela academia canadiana e que agora foi inscrito no novo regulamento de proteção de dados que vem aí, daqui a dois anos e tal. Este conceito privacy by design é uma coisa importante para os responsáveis de tratamento, são entidades públicas ou privadas que decidem que querem fazer uma determinada coisa. Vou fazer aqui uma coisinha para os clientes ou vamos fazer um site, vamos isto e aquilo.
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AGRICULTURA E INDÚSTRIA NO BRASIL

AGRICULTURA E INDÚSTRIA NO BRASIL

O que temos assistido, no caso brasileiro, é esse processo desigual, contraditório que move a formação social capitalista no Brasil, e que mostra cada vez mais a sua face outrora oculta, o rumo à sujeição da renda da terra ao capital. É aqui que encontramos a raiz das relações entre a agricultura e indústria no Brasil. É nesse rumo que encontramos as diversas formas de apropriação da renda da terra pelo capital. Se o caminho seguido por segmento das classes dominantes no sentido de desenvolver na plenitude as relações capitalistas de produção no campo, tem feito crescer o operariado rural, já que parte dele habitando as periferias urbanas (há no Brasil hoje cerca de 3.000.000 de trabalhadores temporários) dá demonstração da unificação da força de trabalho assalariada (estão concentrados espacialmente). Isto decorre do fato de que o caráter temporário de seu trabalho no campo, permite que ele também trabalhe nos chamados empregos e subempregos urbanos. No entanto, a outra parcela, a dos trabalhadores permanentes no campo (cerca de 2.000.000 também assalariados, enfrentam a realidade cruel da separação espacial, imposta pela especificidade da atividade produtiva no campo. Esse distanciamento entre si da classe trabalhadora no campo, tem provocado dificuldades de união de seus interesses na luta pela cotidiana frente ao inimigo comum.
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Wahlverwandtschaft: pós-neoliberalismo e neodesenvovimentismo no Brasil — Outubro Revista

Wahlverwandtschaft: pós-neoliberalismo e neodesenvovimentismo no Brasil — Outubro Revista

Diante do quadro social imposto pelas políticas neoliberais no Brasil, o horizonte teórico do pós-neoliberalismo parecia tender para a necessidade da superação da ordem. Mas este rápido suspiro logo passou, à medida que se tornou evidente que a ordem do capital não se restringia ao ajuste político promovido pelo neoliberalismo. De acordo com Emir Sader, no entanto, o período de hegemonia do neoliberalismo teria provocado duas incompreensões fundamentais. A primeira, decorrente da interpretação de que se tratava do estágio final do capitalismo, levando muitos ao equívoco de pensar que a transição só poderia se dar para o socialismo. A segunda, vinda da concepção do “fim da história”, que aponta para a impossibilidade de qualquer construção política fora dos limites da ordem capitalista neoliberal. Para o autor, essas incompreensões precisavam dar lugar a uma análise das condições concretas da realidade brasileira e latino-americana. A seu ver, o neoliberalismo teria encontrado seu limite sem que tivesse surgido no horizonte histórico um projeto alternativo que o substituísse em escala global, de modo que, a alternativa possível estava, apenas, no pós-neoliberalismo. (I BID ., p.136-137).
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A produção da exclusão educacional no Brasil Introdução

A produção da exclusão educacional no Brasil Introdução

Para contrapor os condicionantes individuais frente aos institucionais dentro da reflexão acerca dos fatores geradores da exclusão educacional no Brasil é preciso contar com dados longitudinais, comparáveis e fidedignos, acerca da proficiência dos alunos. Tal empecilho se mostrava insuperável, até que emergiram indicadores de proficiência, como proxy mais adequada à reflexão do processo de aprendizagem. Em geral, a reflexão acerca do desempenho está centrada nos níveis de proficiência, que por sua vez está disposto em relação às Matrizes de Competência e seus descritores específicos, para cada uma das dimensões avaliadas: Leitura, Matemática, entre outras. Por isso, nossa reflexão acerca do desempenho estará centrada na análise histórica da proficiência, em especial, nos casos em que é possível mensurar o quanto cada indivíduo aprende (ou agrega) em cada etapa. Em especial, há destaque para aqueles casos em que é possível contrastar empiricamente o impacto de fatores institucionais e históricos com as características individuais e socioeconômicas, à luz da possibilidade de incluir a investigação do papel de dimensões latentes, como o efeito individual (esforço, talento, inteligência, dedicação, etc.) e o institucional (que caracteriza cada núcleo educacional investigado).
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