Top PDF Acesso aos serviços de saúde: perspectivas de profissionais e usuários

Acesso aos serviços de saúde: perspectivas de profissionais e usuários

Acesso aos serviços de saúde: perspectivas de profissionais e usuários

Trata-se de um estudo de caso qualitativo, de caráter descritivo, fundamentado na Sociologia Compreensiva do Cotidiano. Tem como objetivo geral: analisar o acesso aos serviços de saúde na perspectiva dos usuários e profissionais de saúde, e específicos; descrever as situações cotidianas que demandam a utilização dos serviços de saúde; identificar as tecnologias de trabalho dispensadas pelos profissionais de saúde aos usuários; Compreender, na percepção dos usuários e profissionais, a resolutividade das ações desenvolvidas no âmbito dos serviços de saúde. O estudo foi realizado em três unidades de Estratégia de Saúde da Família e na Unidade de Pronto Atendimento situadas no município de Manhuaçu - MG. Foram sujeitos deste estudo 25 profissionais atuantes nas unidades de saúde que serviram como cenário e mais 17 usuários do sistema de saúde. Os dados foram coletados a partir de entrevistas semi-estruturadas e observação e ocorreram em dois momentos: a primeira etapa da coleta dos dados ocorreu nos meses de fevereiro a abril de 2010, e a segunda realizada nos meses de novembro e dezembro de 2010. Os dados, após transcritos, foram analisados mediante análise de conteúdo proposta por Bardin. A análise dos dados permite inferir que boa parte dos atendimentos em saúde no município ocorre a partir da demanda espontânea dos usuários, o que reafirma de certa maneira o modelo médico-centrado voltado para a doença. Isso porque o interesse que se apresenta é por consulta, geralmente médica, com encaminhamento para especialistas e distribuição gratuita de medicamentos. Evidenciou-se que os profissionais deparam-se com manifestações de doenças que são fortemente influenciadas pelo contexto social. Neste sentido, pode-se conferir que as demandas sociais são presentes e percebidas pelos profissionais atuantes nas unidades de ESF, sendo eles sensíveis a elas, porém parecem não possuir dispositivos tecnológicos para saná-las, até porque exigirão atividades
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Acesso e avaliação dos serviços de saúde bucal pelos usuários do Centro de Saúde Havaí

Acesso e avaliação dos serviços de saúde bucal pelos usuários do Centro de Saúde Havaí

O acesso da população aos serviços de saúde é um dos pré-requisitos para uma assistência à saúde eficiente. O objetivo deste estudo foi conhecer o acesso e a utilização dos serviços de saúde bucal dos usuários do Centro de Saúde Havaí (CSH). A coleta de dados foi realizada entre os meses de maio e agosto de 2009. As informações foram obtidas por meio de entrevista realizada no domicílio dos participantes, pelo cirurgião-dentista pesquisador, durante as visitas de rotina dos agentes comunitários de saúde. A amostra foi aleatória, com uma distribuição igualitária entre os oito setores censitários das Equipes de Saúde da Família (ESF1 e ESF2) do CSH, totalizando 50 entrevistas. A pesquisadora expôs os objetivos da pesquisa e todos que concordaram em participar assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Foi confeccionado um questionário semi-estruturado contendo 20 questões, previamente testado, corrigido e validado por um estudo piloto realizado com 10 usuários. As informações coletadas foram armazenadas e organizadas em banco de dados utilizando-se aplicativo Excel, versão 2009. Os dados obtidos revelaram que a maioria dos participantes deste estudo é do gênero feminino, casadas (64%), do lar e com idade de 31 a 50 anos (58%). Apresenta uma baixa porcentagem de pessoas economicamente ativas correspondendo a 16% de empregados, 36% “do lar”, 20% desempregados, 20% exercem atividades sem vínculo empregatício e 6% de aposentados. A renda familiar foi de até um salário mínimo (64%). Quanto ao nível de escolaridade, 34% estudaram até a quarta série, 32% tiveram o ginasial completo e 28% o ensino médio completo. Todos tiveram assistência odontológica, sendo 46% na rede pública e/ou privada, 28% na rede particular e 26% no serviço público. A última consulta foi a menos de um ano (58%). Os principais motivos apontados para a procura ao dentista foram a dor de dente (44%) ou consulta de manutenção (24%). A maioria (96%) vai à pé ao Centro de Saúde e avaliou o serviço de saúde bucal como”bom ou ótimo” (72%). A necessidade de próteses removíveis foi o motivo apontado pelos usuários para a procura do serviço odontológico privado. A reabilitação com próteses removíveis é onerosa e não seria necessária se não houvesse uma falha em todas as etapas do cuidado com a saúde bucal. A demanda por reabilitação presente neste estudo deveria ser reconhecida e atendida pelo estado, possibilitando á pessoa uma aparência agradável, melhora da auto-estima, maior capacidade de fonação, mastigação e deglutição.
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Elementos que influenciam o acesso à atenção primária na perspectiva dos profissionais e dos usuários de uma rede de serviços de saúde do Recife.

Elementos que influenciam o acesso à atenção primária na perspectiva dos profissionais e dos usuários de uma rede de serviços de saúde do Recife.

Resumo: Apesar de todo o arcabouço institucional e do aparato jurídico-legal do SUS criado para melhorar o acesso da população aos serviços de saúde, ainda existem muitas barreiras que interferem na concretização do acesso universal à saúde no Brasil. Objetivamos analisar os elementos que influenciam o acesso aos serviços de atenção primária no município de Recife na perspectiva de profissionais e usuários. Trata-se de um estudo de caso realizado através de entrevistas semiestruturadas com46 informantes. A análise de conteúdo foi o método escolhido para trabalhar os dados. As principais barreiras que emergiram da pesquisa foram o subfinanciamento dos serviços, a cobertura ainda insuficiente da Estratégia de Saúde da Família (ESF) e a oferta insuficiente de profissionais. Entre os elementos facilitadores, os mais relevantes foram a própria existência da ESF, a comunicação informal e o trabalho do agente comunitário de saúde. Conclui-se que, mesmo com a implantação da ESF e dos benefícios gerados, ainda há a necessidade de a estratégia ser uma prioridade da gestão, com maior investimento na estrutura e na organização dos serviços ofertados para que os usuários tenham acesso universal e equânime à rede de saúde de Recife.
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Acesso a serviços de saúde: olhar de usuários de uma unidade de saúde da família.

Acesso a serviços de saúde: olhar de usuários de uma unidade de saúde da família.

O acesso aos serviços de saúde é um direito de todo brasileiro, e guarda relação com os princípios do acolhimento e vínculo. Neste estudo de abordagem qualitativa, que tomou por referência a Carta dos Direitos dos Usuários da Saúde, objetiva-se analisar a concepção de usuários de uma Unidade de Saúde da Família de Cuiabá, Mato Grosso, sobre acesso, acolhimento e vínculo. Realizou-se um estudo de caso, sendo os dados coletados através de entrevis- tas semi-estruturadas, analisados através da técnica de análise temática. Os resultados apresentam o acesso conce- bido de forma nem sempre positiva devido à demora no atendimento e baixa resolutividade, induzindo a busca por outros serviços. O desconhecimento de seus direitos como usuários e a incipiente organização da rede de serviços explicam, em alguma medida, a percepção do usuário, apontando para a necessidade de reorganização do serviço e da própria rede, como porta de entrada do sistema.
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O princípio de universalidade do acesso aos serviços de saúde: o que pensam os usuários?.

O princípio de universalidade do acesso aos serviços de saúde: o que pensam os usuários?.

Vale ressaltar que embora o SUS tenha significado avanços importantes e, de fato, tenha havido considerável melhoria em relação ao acesso às ações e aos serviços, consideramos que muito ainda precisa ser feito. Neste sentido, os profissionais de saúde necessitam estar cada vez mais comprometidos com o estabelecimento da saúde como direito do cidadão que a procura, e o Estado deve promover condições para que tanto estes profissionais quanto as instituições sejam capazes de oferecer uma assistência de qualidade à população. Dessa forma, pretende-se que este trabalho abra espaço para que os usuários finais do sistema de saúde sejam ouvidos e possam expressar suas necessidades, assim como sua percepção do atendimento dessas necessidades e demandas colocadas ao serviço de saúde, uma vez que as suas percepções refletem o maior ou menor grau de aderência do sistema aos sujeitos que dele se beneficiam, em que pese as limitações do estudo, como a não possibilidade de generalização dos seus resultados e a compreensão de que a dinâmica de desenvolvimento do sistema de saúde tende a gerar novas percepções, o que exige, per si, a realização de outras pesquisas.
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Fatores que influenciam o acesso aos serviços de saúde na visão de profissionais e usuários de uma unidade básica de referência.

Fatores que influenciam o acesso aos serviços de saúde na visão de profissionais e usuários de uma unidade básica de referência.

De acordo com os profissionais de saúde, a ele- vada demanda teria relação direta com a condição precária de vida da população local, que utiliza o serviço de saúde como uma “válvula de escape” de sua situação de vida: eu acho que é o perfil da popu- lação, que tem o nível socioeconômico mais baixo, eles procuram muito o serviço de saúde (gestor 3). Esse uso indevido levaria ao prejuízo dos demais usuários, “inchando” a agenda com consultas “des- necessárias”. Mas o que são problemas de saúde? É provável que os serviços de saúde não sejam capazes de resolver grande parte dos problemas dessa popu- lação, mas não é possível excluí-los do contexto de indivíduo que procura o atendimento. Muitas vezes, esses problemas estão diretamente relacionados ao processo de saúde-doença do usuário. Não se pode dissociar saúde de alimentação, moradia, segurança, relações psicossociais, entre outros fatores. Entre- tanto, podem-se criar espaços de acolhimento dessas demandas mais subjetivas e intersetoriais.
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Acesso e acolhimento na atenção básica: uma análise da percepção dos usuários e profissionais de saúde.

Acesso e acolhimento na atenção básica: uma análise da percepção dos usuários e profissionais de saúde.

Este artigo é parte da pesquisa avaliativa do Proje- to de Expansão e Consolidação da Estratégia Saúde da Família, desenvolvida pelo Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio Gran- de do Norte entre março e dezembro de 2005. Trata-se de avaliação de acesso e acolhimento na atenção bá- sica, a partir de percepções de usuários e profissionais de saúde de unidades básicas de saúde e unidades de saúde da família, em três capitais do Nordeste brasi- leiro. Foi utilizada técnica de grupo focal com análi- se temática. Nos resultados, identificou-se ampliação do acesso, com desproporções entre oferta potencial, atendimento à demanda e dificuldades de referência. O acolhimento como tecnologia operacional é um pro- cesso em construção, variando nas unidades de saúde da família em níveis de concepção e estratégias de re- organização cotidiana do trabalho, e inexistente nas unidades básicas de saúde. A partir da realização deste estudo, recomenda-se incluir análises qualitativas em avaliação em saúde, por possibilitar maior valor ex- plicativo aos aspectos subjetivos dos atores envolvidos.
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Acesso e utilização dos serviços na Estratégia Saúde da Família na perspectiva dos gestores, profissionais e usuários.

Acesso e utilização dos serviços na Estratégia Saúde da Família na perspectiva dos gestores, profissionais e usuários.

Resumo Utilizaram-se questionários adaptados à realidade brasileira (PCATool) para avaliar acesso e utilização dos serviços, aplicados a 30 gestores, 80 profissionais e amostra aleatória de 882 usuários da Estratégia Saúde da Família (ESF) em São Luís. Diferenças entre as avaliações dos 3 tipos de entre- vistados foram identificadas pelo teste de Kruskall- Wallis e pós-teste de Dunn. Usuários tiveram difi- culdades no acesso e na utilização dos serviços, tam- bém considerados insatisfatórios pelos gestores e profissionais. O acesso foi a dimensão pior avalia- da e o não funcionamento das unidades após as 18 horas e finais de semana foram suas principais dificuldades. A avaliação dos gestores e profissio- nais quase sempre divergiu com a dos usuários, sendo a avaliação dos gestores predominantemen- te mais favorável. Gratuidade, utilização de servi- ços preventivos e da ESF antes das consultas espe- cializadas foram bem avaliadas. O funcionamento das unidades precisa se adequar às necessidades dos usuários, principalmente dos trabalhadores. Fortalecer a participação social na gestão local da ESF pode ajudar a identificar essas necessidades, dirimindo divergências entre os atores estudados. Palavras-chave Programa Saúde da Família, Atenção Primária, Avaliação em Saúde
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Produções táticas de usuários e trabalhadoras de programa de saúde mental: estudo etnográfico num centro de saúde escola da zona oeste de São Paulo.

Produções táticas de usuários e trabalhadoras de programa de saúde mental: estudo etnográfico num centro de saúde escola da zona oeste de São Paulo.

Este artigo apresenta um recorte de pesquisa sobre o acesso aos serviços de saúde mental na cidade de São Paulo, focalizando as táticas de usuários e trabalhadoras do programa de saúde mental de um centro de saúde escola, constelando possibilidades e afrontando limites da política instituída. Tratou-se de estudo etnográfico realizado na recepção do refe- rido programa, dando a conhecer dimensões das pro- duções cotidianas que qualificam a participação de usuários e trabalhadoras na construção da política pública, na perspectiva posta em tema por Michel de Certeau. O artigo explicita, primeiramente, alguns nexos teórico-metodológicos que dão sustentação ao estudo, articulando a noção de tática, diferenças e tensões entre política instituída e formas de sua apropriação pela população e etnografia. Em segui- da, apresenta o Programa de Saúde Mental no qual a pesquisa foi realizada, procurando mostrar seu caráter singular e “sobrevivente”, tendo em vista as atuais orientações das políticas de saúde mental e de atenção básica. A interpretação do material observado teve como base as noções de indisciplina e de imaginário, examinando principalmente os vínculos, o mal-estar, a medicação, o acolhimento, o cuidado e o humor.
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Estratégia Saúde da Família na coordenação do cuidado em região de saúde na Bahia.

Estratégia Saúde da Família na coordenação do cuidado em região de saúde na Bahia.

Contudo, nos pequenos municípios, algumas vezes, o médico da ESF é, também, o prestador de serviços especializados ou também atende nos serviços de pronto- -atendimento e hospitalares. Dessa forma, acaba recebendo muitos usuários da própria equipe, além de estar em contato direto com outros especialistas, permitindo algum nível informal de comunicação. Devido aos inú- meros entraves e na busca de alguma coor- denação, profissionais lançam mão, muitas vezes, da persuasão e amizade com colegas da rede para tentarem solucionar algumas questões que ficam emperradas na buro- cracia dos fluxos assistenciais. De maneira geral, tais atitudes partem dos profissionais que estão mais tempo nos serviços, que co- nhecem as brechas e as pessoas estratégicas nos diferentes pontos da rede, que têm forte vínculo com a comunidade e, portanto, não se omitem diante das negativas burocráti- cas e preferem tentar resolver por outras vias, ou seja, contraditoriamente, são ações desencadeadas por profissionais mais en- volvidos com o processo terapêutico dos usuários.
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Concepções de gênero, masculinidade e cuidados em saúde: estudo com profissionais de saúde da atenção primária .

Concepções de gênero, masculinidade e cuidados em saúde: estudo com profissionais de saúde da atenção primária .

Resumo O trabalho analisa as concepções de gê- nero e masculinidades de profissionais de saúde da Atenção Primária à Saúde em quatro estados do país (PE, RJ, RN, SP) a partir de duas perspectivas: os significados associados a ser homem e a relação masculinidade e cuidados em saúde. O estudo de natureza qualitativa é parte de pesquisa multi- cêntrica tendo por referência a triangulação de métodos. Foram analisadas 69 entrevistas em pro- fundidade de profissionais de saúde com formação de nível superior. Os relatos dos profissionais (re)produzem a noção de que os serviços são “es- paços feminilizados”, o que se traduz no seu cotidi- ano por um reforço à ideia do corpo masculino como lócus do não cuidado em oposição ao corpo feminino visto como lócus desse cuidado. Sobres- sai a representação dos profissionais sobre os ho- mens centrados na forte presença de um padrão hegemônico de masculinidade, que influencia o pouco envolvimento destes com os cuidados em saúde. A existência de um modelo estereotipado de gênero acarreta a (re)produção de desigualdades entre homens e mulheres na assistência a saúde e compromete a visibilidade de outros significados e expressões de identidades de gênero.
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PROGRAMA DE VISITA DOMICILIAR AO INTOXICADO: INTEGRAÇÃO ENSINO, PESQUISA E SERVIÇO EM SAÚDE

PROGRAMA DE VISITA DOMICILIAR AO INTOXICADO: INTEGRAÇÃO ENSINO, PESQUISA E SERVIÇO EM SAÚDE

universitária interdisciplinar de um centro de informação e assistência toxicológica do estado do Paraná. Trata-se de um estudo descritivo e documental, na modalidade relato de experiência. O conteúdo do texto é resultante do Roteiro de Sistematização da Assistência das Visitas Domiciliares, dos registros das atividades domiciliares nas Fichas de Visitas Domiciliares, e dos relatórios anuais do projeto de extensão universitária. Participam do PROVIDI acadêmicos de graduação e pós-graduação de Enfermagem e Psicologia, supervisionados por enfermeiras e psicóloga da equipe técnica do Centro. O PROVIDI, como marco para a assistência integralizada ao intoxicado e sua família, desenvolve no aluno o cuidado com o outro, em um espaço que integra profissionais da Saúde da Família e usuários dos serviços de saúde, para fortalecimento do mix formação e atenção à saúde, em uma prática acadêmica que deve ser divulgada e vivenciada em outras realidades nacional e internacional.
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(Im) possibilidades de acesso à atenção à saúde no cotidiano da estratégia saúde da família

(Im) possibilidades de acesso à atenção à saúde no cotidiano da estratégia saúde da família

O termo acesso ou acessibilidade abrange as dimensões geográficas e sócio- organizacional, tendo caráter qualitativo multifacetado. Estudo de caso qualitativo, visando analisar o acesso à atenção à saúde na perspectiva de dois gestores, doze profissionais de saúde e onze usuários, sujeitos do estudo. Cenários: duas Unidades Básicas de Saúde (UBS) da Regional Norte do município de Belo Horizonte. Os termos da Resolução CNS-196/96 foram observados e os dados coletados por entrevista individual com roteiros semiestruturados, foram submetidos à análise de conteúdo temática, sendo organizados nas seguintes categorias: A Estratégia Saúde da Família e suas tecnologias operacionais: limites e potencialidades para o acesso à saúde; A oferta (des) centralizada de ações e serviços e o fazer cotidiano: o prescrito e o real; Trilhas para o Acesso à atenção à Saúde. Os sujeitos consideraram a Estratégia Saúde da Família (ESF) como organizadora do acesso à atenção à saúde, reduzindo iniquidades e avançando na ampliação do acesso. Evidenciaram condições cotidianas que podem limitar o direito à saúde formalmente instituído, por expressarem incoerências e discordâncias na prática. Denotou-se uma política centralizadora que resulta em (im)propriedades organizacionais e processos avaliativos que buscam produtividade e metas estabelecidas por indicadores de saúde; pacotes de oferta predefinidos burocraticamente que interpõem barreiras aos usuários; oferta pouco programática que contempla especialmente a demanda espontânea; e ciclo de produção marcado por demandas voltadas à priorização de consultas médicas, medicamentos, exames e encaminhamentos para especialidades. Os usuários encontram modos de acessar os serviços estabelecendo posturas de passividade ou de reatividade. O acolhimento e o vínculo expressam-se como tecnologias potencializadoras e inclusivas ao aproximarem os usuários dos profissionais de saúde/serviços por meio de relações afetivas, possibilitando maior interação e resolução. Conclui-se que o acesso é fundamental para a efetivação do direito à saúde; que a sua qualidade depende de vários atributos para a redução dos entraves cotidianos; e que conhecer o olhar dos que ofertam e buscam a atenção, é relevante para desvelar as (im)possibilidades de acesso aos serviços. Palavras-chave: Acesso aos Serviços de Saúde. Saúde da Família. Sistema Único de Saúde. Atenção Primária à Saúde.
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Cad. Saúde Pública  vol.31 número7

Cad. Saúde Pública vol.31 número7

as perspectivas dos usuários e usuárias de serviços de saúde mental. As autoras optaram por utilizar a palavra “experientes” no lugar de “portadores”, “usuários” ou “doentes”. A escolha se justifica pelo lugar ocupado pe- las pesquisadoras e seus interlocutores: as pessoas que tinham experiências no campo da saúde mental. O tex- to de Barroso, Knaut & Machado, acerca do tratamento de usuários de crack, evidencia a atenção ao usuário de drogas na perspectiva dos serviços e dos profissionais no processo de desintoxicação, prescrição de medica- mentos e reinserção social. Nesse estudo, a etnografia em dois serviços de saúde distintos é a estratégia me- todológica escolhida e discute a autonomia e a vontade dos sujeitos. Esses são alguns exemplos, entre outros, do olhar atento e cuidadoso das autoras e autores sobre a capacidade criativa e não passividade dos participan- tes da pesquisa.
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A utilização da noção de vulnerabilidade na produção de conhecimento sobre tuberculose: revisão integrativa.

A utilização da noção de vulnerabilidade na produção de conhecimento sobre tuberculose: revisão integrativa.

Diseases, Bulletin of the World Health Organization e Revis- ta da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (3 cada). Em relação ao local de publicação, dos 43 artigos analisados, 15 foram publicados no Brasil e 28 internacional- mente. Quanto às 15 dissertações/teses analisadas, 10 foram publicadas no estado de São Paulo. Os campos de estudo mais frequentes foram unidades de saúde (14), hospitais (5), domicílio (3) e comunidade (2). As fontes de dados mais fre- quentes foram pacientes com TB e profissionais da saúde (7 cada) e usuários de serviços de saúde (6).
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Rev. Saúde Pública  vol.34 número1

Rev. Saúde Pública vol.34 número1

Essa é uma notícia alvissareira que abre novas e promissoras perspectivas para a disseminação da informação técnico-científica da nossa região e para o estudo das formas pelas quais as diferentes disciplinas constróem e inovam a sua produção de conhecimentos. As tradicionais e indispensáveis bibliotecas terão a oportunidade de aprimorar o seu acesso às coleções de revistas, tornando mais eficaz e menos custoso o processo de intermediação entre produtores e usuários de informação. Abrem-se as perspectivas para garantir o acesso, em tempo real, dos pesquisadores e profissionais (em especial da área de saúde) de qualquer parte do mundo (assegurada, obviamente, a existência dos equipamentos necessários para tanto) aos periódicos e publicações técnico-científicas com seus textos completos, significando um passo importante para o processo de democratização da informa- ção científica tanto reclamado e almejado por toda a comunidade científica. De outro lado, implica o estabelecimento de banco de dados regional que permitirá a aplicação das técnicas de cienciometria, com a quantificação da produção científica e das taxas de citação de artigos publicados 2 e, dessa
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Atitudes das equipes dos serviços de atenção psicossocial em álcool e drogas

Atitudes das equipes dos serviços de atenção psicossocial em álcool e drogas

Estudo realizado com profissionais de nível médio também observou a falta de preparo destes para atuar junto aos usuários de álcool e outras drogas (Vargas et al, 2014). Entretanto, esta modalidade profissional também foi sujeito da transformação das práticas em saúde, no movimento da história que foi imprescindí- vel para a Reforma Psiquiátrica. (Aranha e Silva, 2003) Resultados do presente estudo revelaram que os profissionais que relataram realizar intervenções que objetivavam alertar acerca dos riscos e perigos do con- sumo do álcool e, desenvolver consciência crítica com relação às questões para além do consumo de álcool, apresentaram atitudes mais positivas frente ao álcool, ao alcoolismo e à pessoa em uso problemático do que aqueles que relataram a realização de intervenções que objetivavam o estímulo à abstinência.
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E agora o homem vem?! Estratégias de atenção à saúde dos homens.

E agora o homem vem?! Estratégias de atenção à saúde dos homens.

Entender o envolvimento dos homens no pré-natal, a sexualidade masculina e a paterni- dade numa perspectiva de gênero e de trocas simbólicas significa, dentre outros aspectos, si- tuar essas temáticas nas relações estruturadas e estruturantes estabelecidas entre homens e mu- lheres, que ancoram tanto a definição/exercício de papéis sociais como a construção/reconstru- ção de identidades. Nos serviços de saúde, os profissionais ocupam um papel estratégico na conquista da presença dos homens, no apoio às decisões relativas ao seu cuidado e de quem com eles convive. Como nos lembram Leal et al. 12 , a implementação da PNAISH depende de uma cadeia de decisões tomadas por agentes, entre os quais gestores municipais e profissio- nais que atuam nos serviços. Agentes que têm perspectivas particulares sobre o que seria mais apropriado à promoção da saúde dos homens naquele determinado contexto. Portanto, cabe compreender como interpretam essa presença e como desenvolvem estratégias de abordagem.
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Do SUS: do que é, do que foi e do que ficou :: Brapci ::

Do SUS: do que é, do que foi e do que ficou :: Brapci ::

Há, portanto, um tensionamento na formação de profissionais na área da saúde. Por um lado, o reconhecimento de que há predominância de modelos hegemônicos já desgastados e ineficientes à demanda real; por outro, a necessidade de trabalhar no coletivo, de forma mais humanizada. Para que isso possa acontecer em larga escala, a formação acadêmica em saúde precisa contar com novos cenários de prática e de estágios supervisionados que permitam a discentes, docentes e profissionais vivenciarem outros modos de produção do trabalho. E o projeto Vivências e Estágios na Realidade do SUS (VER-SUS) podem contribuir com isso. Os Estágios e Vivências na Realidade do Sistema Único de Saúde (VER-SUS) constituem um projeto estratégico do Ministério da Saúde para a área da educação na saúde, que iniciou em 2004 e foi retomado em 2011 com edições regulares desde então. O objetivo é proporcionar aproximação de universitários de várias áreas do conhecimento (e não só dos cursos da saúde) ao cotidiano do Sistema Único de Saúde, em diferentes municípios e regiões do Brasil, que previamente estabelecem cenários de prática que oportunizam tais imersões. Estas ocorrem nos períodos de recesso escolar, no verão e no inverno, e incluem períodos que variam de 7 a 15 dias. Estudantes, acompanhados de facilitadores, eventualmente docentes, vivenciam serviços e interagem com profissionais, gestores, usuários, instituições de ensino e outras, conhecendo diferentes iniciativas de gestão, formação, assistência e atuação do controle social, que contribuem para o aprimoramento do SUS, em diferentes situações do que se configura no “quadrilátero da formação”.
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SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA INSTITUTO DE PSICOLOGIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA INSTITUTO DE PSICOLOGIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA

Quando expressada por usuários de serviços de saúde mental, a sexualidade é tipicamente negada pelos profissionais, sendo vista como um sintoma, afirmando-se, assim, que essas pessoas não têm condições de exercê-la. Uma vez que os profissionais de saúde no Brasil não têm mostrado grande investimento na temática, e poucos são os estudos realizados, faz-se necessário que a atenção seja voltada para pesquisas envolvendo este público. Assim, o principal objetivo deste estudo foi compreender os sentidos sobre sexualidade de pessoas usuárias de serviço de saúde mental negociados em oficinas de sexualidade. Os objetivos secundários foram: a) compreender os significados acerca de temas sobre sexualidade trazidos pelos usuários através de suas experiências de vida cotidiana; b) avaliar a experiência da facilitação das oficinas sobre sexualidade no CAPS. Assim, foram realizadas 10 oficinas sobre sexualidade, com duração média de 1h20, distribuídas nos meses de dezembro de 2014 a abril de 2015. Foram, ao todo, 43 participantes, sendo 29 mulheres e 14 homens. Os encontros tiveram os seguintes temas centrais: sexualidade; sexualidade e saúde mental; mitos, crendices e tabus sexuais; identidade de gênero; orientação sexual; direitos sexuais e reprodutivos; sexo seguro; e DST/AIDS. A coleta de dados se deu por meio de áudio- gravação desses encontros. Posteriormente, realizou-se a transcrição das oficinas, a leitura atenta dessas transcrições e sua análise. Identificaram-se categorias para analisar as interfaces que permeiam o foco do estudo. Inicialmente, as que tangem a saúde mental e sexualidade: sentidos acerca da sexualidade; questões de gênero; gênero e religião; e direitos sexuais, prevenção às DST/AIDS e atenção ou negação à sexualidade no CAPS. Posteriormente, as que dizem respeito ao processo
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