Top PDF AÇÕES AFIRMATIVAS PARA INGRESSO AO ENSINO SUPERIOR NO BRASIL

AÇÕES AFIRMATIVAS PARA INGRESSO AO ENSINO SUPERIOR NO BRASIL

AÇÕES AFIRMATIVAS PARA INGRESSO AO ENSINO SUPERIOR NO BRASIL

Atualmente registra-se um crescimento no mercado de veículos elétricos ou híbridos no cenário mundial. A constante busca por alternativas energéticas economicamente viáveis, sustentáveis e limpas no mercado automotivo criou a tecnologia de autos elétricos e híbridos. O uso do carro elétrico vem se difundindo ao redor do mundo cada vez mais rápido, visto que os fabricantes já não investem tanto na produção de automóveis que possuem baixo consumo de combustíveis fósseis, mas sim no desenvolvimento e aprimoramento da tecnologia de motores elétricos. Surgiu assim uma tendência mundial pela busca do carro mais eficiente, que possua maior alcance e cause menor impacto ao meio ambiente. Em vários países já existem incentivos a esse mercado, visando incrementar o crescimento das vendas deste segmento. No Brasil, em julho deste ano, foi aprovado o projeto Rota 2030, que instituiu o bônus de 2% no IPI para veículos híbridos, mas deixou os elétricos de fora, incentivo este extremamente ínfimo à necessidade ambiental e de mercado. A crescente demanda por autos energeticamente superiores aos movidos a combustíveis fósseis não foi suprida pelo incentivo criado pelo programa acima citado, sendo necessária a diminuição do percentual da alíquota e inclusão de veículos elétricos na isenção do IPI e impostos como IPVA e Imposto de importação. Neste trabalho serão discutidas as medidas fiscais necessárias para o incentivo de mercado por meio da isenção fiscal. O método de pesquisa utilizado é o quantitativo, fundamentando-se na coleta de dados por meio de pesquisas e leituras bibliográficas, buscando de que forma o incentivo, por meio da isenção fiscal, pode influenciar no mercado automotivo e analisando também as pesquisas de resultados praticados em outros países que oferecem medidas de incentivos. Assim, baseia-se no procedimento explicativo de como o incentivo fiscal influenciaria na venda de veículos elétricos ou híbridos e na redução dos níveis de poluentes, como o CO², lançados na atmosfera.
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AS AÇÕES AFIRMATIVAS, PESSOAS COM DEFICIÊNCIA E O ACESSO AO ENSINO SUPERIOR NO BRASIL –  CONTEXTO, MARCO NORMATIVO, EFETIVIDADE E DESAFIOS.

AS AÇÕES AFIRMATIVAS, PESSOAS COM DEFICIÊNCIA E O ACESSO AO ENSINO SUPERIOR NO BRASIL – CONTEXTO, MARCO NORMATIVO, EFETIVIDADE E DESAFIOS.

No que diz respeito à efetividade das ações afirmativas em matéria de acesso ao ensino superior para pessoas com deficiência, relevante também o exame da jurisprudência dos tribunais superiores acerca do tema. Nesse sentido o REsp. 1.607.472, julgado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 15.09.2016, tem por pano de fundo uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal contra uma universidade federal. O objetivo de tal ação foi compelir a Universidade a concluir obras de acessibilidade em suas instalações, tendo em vista que há mais de uma década o Ministério Público Federal já vinha solicitando tais providências, tendo inclusive aberto um inquérito civil. Em jogo está, nesse caso, o cumprimento da Lei 10.098/2000, bem como do decreto 5.296/2004, antes citados. Ao que parece a decisão do STJ considera o direito em discussão como tendo sido qualificado pelo legislador como de prioridade absoluta, o que o retiraria da incidência da cláusula da reserva do possível. Considerou tal direito, igualmente, como incluso no conceito de mínimo existencial, o que autorizaria o judiciário a determinar a inclusão nos planos orçamentários do ente político, especialmente porque não teria comprovado a insuficiência de verbas (BRASIL, 2016a). 19
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Políticas públicas de ações afirmativas para ingresso na educação superior se justificam no Brasil?.

Políticas públicas de ações afirmativas para ingresso na educação superior se justificam no Brasil?.

Tem por finalidade analisar o sistema de cotas, uma das ações afirmativas de políticas públicas que visam a assegurar o ingresso, no ensino superior, de segmentos sociais discriminados. No Brasil, a gritante desigualdade social, o preconceito, a baixa qualidade da educação oferecida nas escolas públicas de ensino fundamental e médio, a pobreza e a marginalização aprofundam e perpetuam a discriminação e dificultam o acesso ao ensino superior. Neste contexto, o sistema de cotas, desde que não baseado exclusivamente no critério de raça, sem ferir a autonomia universitária e com mecanismos para garantir a aprendizagem e permanência dos cotistas, pode contribuir para resgatar a dignidade da pessoa humana, reparar injustiças históricas contra determinado grupo social e concretizar o preceito constitucional de igualdade de direitos e de oportunidades para todos os cidadãos.
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Ações afirmativas com recorte racial no ensino superior e disputas de identidade nacional no Brasil

Ações afirmativas com recorte racial no ensino superior e disputas de identidade nacional no Brasil

O Brasil está negando sua identidade, ao abandonar a miscigenação como valor central à sua cultura. Há diferentes fatores atuando neste sentido. A freada de trinta anos no desenvolvimento econômico é um deles. Outro é o desespero com a corrupção e os caminhos da política. Nossa auto-estima está no chão. Assim, em vez de resgatar nossa identidade de nação brasileira – barco do qual somos todos passageiros e tripulantes – estão querendo acabar com o nosso projeto cultural de muitos séculos e construir nações separadas de negros e de brancos, como acontece nos Estados Unidos. O direito à diferença, eixo central da democracia, é confundido com a associação espúria entre raça e cultura. Um outro fator que contribui para a importação do modelo americano de racismo é o custo zero de algumas “políticas públicas”. Um caso característico é o das cotas para negros, hoje abolidas nas universidades americanas, propostas no Brasil em substituição a medidas realmente eficazes, como a melhoria da qualidade da educação básica. [...] Como no Brasil a classificação ainda é pela cor da pele e não pelo “sangue” (ideia que estão tentando disseminar), há na mesma família irmãos “pardos” e “brancos”. Os primeiros têm direito a cotas e os outros, não. Pais e mães de filhos mais ou menos morenos, sabemos que será muito difícil explicar-lhes por que só um irmão tem direito a cotas nas universidades. Como será muito difícil explicar ao imigrante nordestino a razão pela qual seu vizinho tem direito a cotas e ele não. E assim, toda a sociedade será fatiada por um novo critério, o da contaminadora gota de sangue negro. Daí, o aparecimento de comitês de identificação racial ou de leis visando à imposição de documentos raciais, pois, com exceção das pessoas de pele muito escura, ninguém sabe, com certeza, o que é um “negro” no Brasil. [...] O sistema de classificação brasileiro, em que se reconhece pardos, mulatos, sararás, cafuzos, mamelucos, etc., dissipa o conflito, por sua ambiguidade. O sistema americano, ao opor de forma absoluta “brancos” a “não brancos”, estimula o conflito. [...] Diferenças étnicas causam os mais horrorosos conflitos e guerras pelo mundo afora. Não é razoável que aprendizes de feiticeiro os tragam para o Brasil! (George de Cerqueira Leite Zarur, Aprendizes de feiticeiro, 11/05/2006).
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Ações afirmativas no ensino superior e o programa de bônus para ingresso nos cursos de graduação da Universidade Federal de Minas Gerais

Ações afirmativas no ensino superior e o programa de bônus para ingresso nos cursos de graduação da Universidade Federal de Minas Gerais

Aborda as ações afirmativas na perspectiva da inclusão social e étnico-racial na educação superior. Analisa os dois primeiros anos da implantação, pela Universidade Federal de Minas Gerais, de um programa de bônus para escola pública e para declaração de cor ou raça no acesso aos seus cursos de graduação. São analisados os resultados dos vestibu- lares e os questionários socioeconômicos preenchidos pelos candidatos, verificando-se as alterações que se deram na composição de candidatos e aprovados, bem como os efeitos produzidos pelo programa para o au- mento da inclusão na Universidade. Embora a inclusão promovida seja apenas parte de um caminho a ser trilhado para a efetividade dessa ação afirmativa, os resultados indicam que o programa de bônus propiciou alterações importantes no perfil dos aprovados no vestibular.
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AÇÕES AFIRMATIVAS PARA INGRESSO AO ENSINO SUPERIOR NO BRASI

AÇÕES AFIRMATIVAS PARA INGRESSO AO ENSINO SUPERIOR NO BRASI

O diretor de jornalismo da Rede Globo, Ali Kamel, no ano de 2012 publicou o Livro “Não somos racistas: uma reação aos que querem nos transformar em uma nação bicolor”, que agrupava artigos referentes às cotas publicados na sua coluna no Jornal “O Globo” no período de 2003 a 2006. Neste livro, o jornalista alegava que o progresso da biogenética evidenciou que todos são iguais, e que as cotas segregariam o país em duas cores, dizimando com os tons das características da mestiçagem brasileira. Para o jornalista, o Movimento Negro buscava de privilégios exclusivos. O racismo continuaria existindo no Brasil, como em qualquer outro país, mas não faria parte da nossa identidade cultural (LIMA, 2016).
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Ações afirmativas no Ensino Superior: cotas sociais na UEPB, cotas raciais na UFPB

Ações afirmativas no Ensino Superior: cotas sociais na UEPB, cotas raciais na UFPB

Frente a este problema temos uma única alternativa à educação, e por meio da apropriação do conhecimento para vencer a pobreza, a discriminação e promover à igualdade, a diversidade tão almejada, assim, as ações afirmativas começam por propiciar essa diversidade nas universidades para que assim elas rompam os muros desses prédios e tomem todo o Brasil. A importância da utilização desse política teve seu reconhecimento na pesquisa anteriormente mencionada, onde 75,7% dos alunos/as entrevistados reconhecem a necessidade dessa política como algo que garante a oportunidade de acesso de todos as universidades e como alternativa de um futuro melhor para todos, enfim, apenas o conhecimento pode mudar os rumos da vidas das pessoas que vivem a margem da sociedade, quebrando os limites impostos socialmente e alcançando a ascensão social, o reconhecimento da sua cultura e a valorização de todos os povos que compõem a população brasileira.
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Direitos humanos e ações afirmativas: o (des)velar dos caminhos para a igualdade no ensino superior

Direitos humanos e ações afirmativas: o (des)velar dos caminhos para a igualdade no ensino superior

Assim, a pesquisa baseia-se num estudo de caso, de tipo, provavelmente, analítico (YIN, 2005, p. 147-148), que permitirá melhor responder ao problema em suas três dimensões já elencadas: Como os Direitos Humanos contribuem para a efetividade do direito à educação no Brasil? Ele se constitui como pretende, através das Ações Afirmativas, em um “instrumento para a universalização do acesso ao ensino superior”? Que papéis esses direitos desempenharam e ainda podem desempenhar no enfrentamento dos seus limites de igualdade, na exploração das potencialidades e noprogresso dos seus atores. Tudo isso indicando a necessidade atual de buscarmos e revisitarmos os caminhos. Emergir a oxigenação, renovação, não só de supervisão à exclusão educacional, mas de embate, verificando a evolução social e acadêmica dos indivíduos pertencentes a esse grupo da UFSM.
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Ações afirmativas: uma política pública de inclusão no ensino superior através das cotas raciais

Ações afirmativas: uma política pública de inclusão no ensino superior através das cotas raciais

Em 2004, por iniciativa do governo federal, foi enviado, para a Câmara dos Deputados, um projeto de lei parainstituir cotas nas universidades federais. Esse projeto foi apensado a um projeto de 1999 e, hoje, possui um similar no Senado. Os dois projetos propõem cotas de 50% para estudantes oriundos de escolas públicas, nas Instituições Federais de Ensino Superior e Ensino Técnico de nível médio, e dentro desse percentual, cotas para negros e indígenas na promoção desses grupos em cada unidade da federação, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2012, dezenas de Universidades no Brasil adotam cotas para negros, mas o tema ainda mobiliza vários setores da sociedade em posições favoráveis econtrárias. Recentemente, em 26/04/2012, uma vitória importante para os que lutam pelas ações afirmativas se consolidou: a declaração pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Corte Máxima do Poder Judiciário Brasileiro, que as ações afirmativas e as políticas de cotas raciais não ferem a Constituição Brasileira, ou seja, são legais.
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Instituição de ensino superior: análise das capacidades resilientes diante das políticas de ações afirmativas

Instituição de ensino superior: análise das capacidades resilientes diante das políticas de ações afirmativas

Em 2011 foi criado um Programa de Ação Afirmativa destinado a estudantes egressos de escola pública e estudantes negros pela Resolução CONSEPE nº 97, de 2011. A criação deste programa foi justificada pela constituição da República Federativa do Brasil que estabelece promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, idade, entre outras formas de discriminação; a Lei nº 12.288/2010, que instituiu o Estatuto da Igualdade Racial; a Lei nº 9394, de 1996, que estabelece as diretrizes e base da educação nacional; a Conferência Nacional de Educação [CONAE-2010]; ainda que para o CONAE, as instituições educativas e os sistemas de ensino devem colaborar na democratização do acesse ao ensino superior; a Resolução CONSEPE nº 82, de 2007, que criou o Programa de Inclusão Indígena e o documento síntese do I Fórum da Diversidade na UFMT, e o documento resultante da pesquisa dos estudantes feito pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior [ANDIFES]. Segundo as diretrizes, o Programa de Ação Afirmativa deveria ser implantado em um período de dez anos a partir de 2012.
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As ações afirmativas no ensino superior e a política de cotas na UEPB - Campus III - Guarabira

As ações afirmativas no ensino superior e a política de cotas na UEPB - Campus III - Guarabira

No tocante aos posicionamentos a favor e contra a política de cotas para negros nas universidades publicas, é possível afirmar que aqueles que se posicionam contra fazem parte de uma elite branca preconceituosa que é completamente indiferente às mazelas de nosso passado escravocrata, defendem a ideologia da “democracia racial” brasileira, legitimam a discriminação contra negros e principalmente são indiferentes às condições em que vivem a maioria das pessoas negras no Brasil.

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A QUALIDADE DO ENSINO SUPERIOR EM UNIVERSIDADES FEDERAIS E AS AÇÕES AFIRMATIVAS: OS DIFERENTES CURSOS EM PERSPECTIVA

A QUALIDADE DO ENSINO SUPERIOR EM UNIVERSIDADES FEDERAIS E AS AÇÕES AFIRMATIVAS: OS DIFERENTES CURSOS EM PERSPECTIVA

No Brasil, um dos meios para a aplicação desse mecanismo consiste no sistema de ações afirmativas para ingresso em instituições públicas de ensino superior, o qual causa controvérsias entre a população. Essas medidas visam, em tese, possibilitar que todos possam ter a mesma oportunidade de acesso. Nesse mesmo diapasão, o mérito apresentaria um significado diferente do que o senso comum nos impõe, ou seja, passaria a ser enxergado como os discentes superariam as adversidades através do seu esforço pessoal, mesmo obtendo resultados distintos daqueles estudantes em situações mais favoráveis (MOEHLECKE, 2004).
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Ações afirmativas: quem são os discentes da pós-graduação no Brasil?

Ações afirmativas: quem são os discentes da pós-graduação no Brasil?

por meio de suas portarias, orienta todos os processos, mas as decisões são tomadas com base nas reuniões dos comitês de área, do Conselho Técnico- Científico da Educação Superior (CTC-ES), do Conselho Superior e em diálogo constante com entidades representativas dos diversos segmentos da comuni- dade acadêmica, como o Fórum de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Gradua- ção (Foprop), a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG), entre outros. O modelo atual de avaliação da pós-graduação foi impor- tante e reconhecido mundialmente, pois foi com esse modelo, criado no final da década de 1970 e aperfeiçoado nos anos 2000, que o país ficou entre os 15 maiores produtores de ciência no mundo. No entanto, o sistema cresceu e o atual modelo se demonstra saturado. É o que dizem os próprios gestores e acadêmicos (ver textos publicados no site oficial (CAPES, 2018b; 2018c).
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AS POLÍTICAS DE AÇÕES AFIRMATIVAS NA EDUCAÇÃO SUPERIOR NO BRASIL E O ESTADO DO BEM ESTAR SOCIAL

AS POLÍTICAS DE AÇÕES AFIRMATIVAS NA EDUCAÇÃO SUPERIOR NO BRASIL E O ESTADO DO BEM ESTAR SOCIAL

Jocélio Santos, em artigo publicado em 2012 apresenta um levantamento e análise da produção intelectual existente sobre o tema, enfatizando os artigos publicados entre os anos de 2001 e 2011 e conclui que cresceu a produção bibliográfica sobre a adoção de ações afirmativas no ensino superior, traduzida, principalmente em teses de doutorado e dissertação de mestrado, defendidas em programas de pós-graduação e artigos de revistas especializadas. Durante esse período, 232 trabalhos foram encontrados, sendo 142 artigos, 71 dissertações e 19 teses, e a fase mais intensa desta produção foi entre os anos de 2005 a 2010. O autor analisa também dados da Universidade Federal da Bahia (UFBA) com relação ao rendimento dos alunos, dividindo em cotistas e não cotistas, com base no primeiro contingente de estudantes que ingressou por meio do sistema de cotas em 2005. O autor compara rendimentos no segundo semestre de 2005 e primeiro semestre de 2009 e verifica a situação destes dois grupos com relação à reprovação por falta. Os dados apontam que a maioria dos estudantes cotistas já cursou a maior parte dos componentes curriculares. Além disso, “a observação dos coeficientes de rendimento nos dois momentos analisados – o segundo e o nono semestres – evidencia um aumento significativo no contingente de estudantes cotistas com faixa de rendimento mais elevada – entre 7,0 e 10,0 pontos – ao longo do curso” (SANTOS, 2012, p. 411). Com relação à reprovação por falta, os dados indicam que em 63,6% dos cursos os estudantes cotistas estiveram menos sujeitos a este tipo de reprovação.
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Os objetivos das ações afirmativas em uma Instituição de Ensino Superior (IES) pública brasileira: a percepção da comunidade acadêmica

Os objetivos das ações afirmativas em uma Instituição de Ensino Superior (IES) pública brasileira: a percepção da comunidade acadêmica

A luta pela democratização da educação tem sido uma bandeira dos movimentos sociais desde longa data. Podem-se identificar diversos movimentos gerados pela sociedade civil, que exigiam a ampliação do atendimento educacional a parcelas cada vez mais amplas da sociedade. Desse modo, o conselho superior da instituição em questão considerou a Constituição da República Federativa do Brasil, que, entre seus objetivos fundamentais (mais especificamente o art. 3º, inciso IV), estabelece “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação” (Brasil, 1988) e afirma o direito social à educação (Artigo 6º). O conselho também considerou a Lei nº 12.288/2010, que, entre outros fatores, institui o Estatuto da Igualdade Racial mediante a
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Produção do conhecimento sobre ações afirmativas no Brasil : perspectivas

Produção do conhecimento sobre ações afirmativas no Brasil : perspectivas

Contudo, é pertinente esclarecer que essas informações, para a pesquisa, foram obtidas a partir do acesso aos materiais, informações estas que geralmente constam nas páginas iniciais de uma tese ou dissertação. Nesse sentido, após a busca bibliográfica na BDTD as pesquisas localizadas foram organizadas e sistematizadas, inicialmente, registrando-se as seguintes informações, a saber: registro, identificado por (Ficha n.1, ficha n.2...), Instituição de Ensino Superior (IES), autor(a), título da pesquisa, orientador(a), ano de defesa, tipo de trabalho, ou seja, tese ou dissertação, fonte de acesso e data de acesso.
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Ações afirmativas para negros no Brasil: o início de uma reparação histórica.

Ações afirmativas para negros no Brasil: o início de uma reparação histórica.

Uma outra crítica freqüente é de que o ingresso de negros nas universidades pelo programa de cotas subverte o mérito. Em uma sociedade marcada pelas contradições de classe, gênero e raça, o mérito não passa de um discurso ideológico. Um exemplo: duas candidatas vão prestar a prova da Fundação Univer- sitária para o Vestibular (FUVEST, instituição orga- nizadora do vestibular da USP) para o curso de medi- cina. Ambas chegam à segunda fase, mas apenas uma é aprovada. Uma é negra. Moradora da sinistra peri- feria da zona leste paulistana, com 13 anos já traba- lhava para ajudar a mãe. Ela é oriunda de uma família desestruturada, que convive com a violência. Para completar, estudou à noite, em escola pública. A ou- tra é branca, mora no bairro elitizado do Morumbi. Estuda inglês, pratica esportes, tem alimentação sau- dável, dispõe de computador e todo tipo de benesse material. Estudou nas melhores escolas particulares e ainda fez cursinho pré-vestibular. Coincidentemente, foi a branca que ficou com a vaga do curso de medi- cina. Ambas eram concorrentes diretas, e pergunta- se: das duas, quem tem mais mérito? Em uma socie-
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Exame sobre os limites do paternalismo nas ações afirmativas no Brasil

Exame sobre os limites do paternalismo nas ações afirmativas no Brasil

Diante desse panorama, seria de se esperar que a previsão de que a política de cotas acirraria o ódio racial (sustentada entre outras figuras públicas pelo Partido Democrático Brasileiro na ADPF-186) se concretizasse. Em pesquisas de campo e documental realizadas Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), com estudantes cotistas e não cotistas nos cursos de Administração, Direito, Engenharia Química, Medicina, Odontologia, Pedagogia e Pedagogia, Bezerra e Gurgel concluíram que não foram observados problemas relevantes de integração dos cotistas no ambiente universitário 266 . Os autores aplicaram um teste sociométrico em estudantes (cotistas e universalistas), num universo de mais de 700 (setecentos) matriculados, que consistia em perguntar a cada membro do grupo que outros membros ele escolheria, ou rejeitaria, para desenvolver alguma tarefa conjunta (atividades de lazer, de trabalho, de estudo), bem como para ser líder de grupo. Verificaram que os estudantes mais votados eram escolhidos por razões de afinidade, independente de serem cotistas ou não, dos seis cursos avaliados o percentual de cotistas escolhidos só foi menor que o de não cotistas em Direito e Medicina. O que leva a crer que o ingresso diferenciado não favoreceu o desenvolvimento comportamentos segregacionistas no ambiente universitário.
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O Programa de Ações Afirmativas e o Pré-Vestibular da UFSC: ampliando o acesso ao ensino superior no Estado de SC

O Programa de Ações Afirmativas e o Pré-Vestibular da UFSC: ampliando o acesso ao ensino superior no Estado de SC

Neste trabalho de conclusão de curso, minha proposta foi apresentar as desigualdades existentes na esfera educacional, que são refletidas de acordo com o âmbito social, aspecto este tratado com políticas emergenciais e de inclusão, como é o caso das Ações Afirmativas. O que me levou a escolha do tema foi a realização de meu estágio no Programa de Ações Afirmativas (PAA) e Programa Pré-vestibular da UFSC, onde pude participar da seleção de candidatos ao curso de Pré-vestibular para o ano de 2011. Busquei relatar as dificuldades encontradas pelos alunos oriundos dos meios populares em relação ao acesso a universidade pública, distante de muitos cidadãos que ainda sonham em um dia frequentar este espaço elitista e meritocrático. O objetivo geral do TCC foi a análise do acesso ao Ensino Superior através do Programa de Ações Afirmativas em parceria com o Pré-Vestibular da UFSC. Os objetivos específicos foram apresentar as desigualdades existentes na esfera educacional e o seu enfrentamento através do PAA em parceria com o Pré-Vestibular da UFSC e destacar a relevância do Serviço Social na luta pela democratização do acesso ao ensino superior e construção da autonomia dos sujeitos. O método utilizado foi a pesquisa bibliográfica para a fundamentação teórica e a pesquisa documental de dados obtidos através do Pré-Vestibular da UFSC. Este trabalho se divide em três seções. A primeira contextualiza as Ações Afirmativas em um contexto histórico e expõe o inicio destes programas na rede educacional do Brasil, destacando a implantação do PAA na UFSC. A segunda seção aborda o processo que corresponde ao acesso a universidade, através do Pré-Vestibular da UFSC que tem como parceria o programa PAA, destacando o processo de seleção. Na terceira finalizo destacando a importância da profissão de Serviço Social no âmbito educacional, objetivando a construção da autonomia dos sujeitos frente a sua própria realidade, como construtores de seu meio. Destaco a situação atual da profissão de Serviço Social em relação ao campo educacional, onde tem sido realizadas grandes lutas para sua inserção.
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Os objetivos das ações afirmativas em uma Instituição de Ensino Superior (IES) pública brasileira: a percepção da comunidade acadêmica

Os objetivos das ações afirmativas em uma Instituição de Ensino Superior (IES) pública brasileira: a percepção da comunidade acadêmica

O tema ações afirmativas, apesar de não ser recente, recebe pouco destaque na comunidade acadêmica no Brasil. Ações afirmativas são instrumentos de concretização da igualdade material para indivíduos historicamente desfavorecidos. Nesse sentido, portanto, são políticas públicas que dão preferência a segmentos sociais marginalizados do acesso aos direitos sociais, sobretudo dando acesso à educação e ao mercado de trabalho (Haas; Linhares, 2012). Essas políticas possibilitam transformações de ordem cultural, pedagógica e psicológica capazes de subtrair, do imaginário social coletivo a ideia de subordinação e inferioridade de um grupo por questão de gênero ou por pertencimento racial (Passos, 2015).
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