Top PDF Adolescência, violência e sociedade.

Adolescência, violência e sociedade.

Adolescência, violência e sociedade.

A violência urbana preocupa hoje em dia pelo nível que atingiu tanto em term os de freqüência quanto de intensidade. Exige um a análise aprofundada de suas causas, as quais, com o todos sabem os, são m últiplas, e convoca aqueles a quem interessa o psíquico, o relacional, o político e o social a form ular proposi- ções quanto ao seu tratam ento. Nenhum a análise séria pode pretender dar conta dessa violência reduzindo-a a este ou àquele fator. Portanto, não vou m e arriscar a explicar a violên cia n em m esm o a dar receitas de com o com batê-la ou transform á-la. Convém dem onstrar certa m odéstia nesse assunto, e não dar li- ções a quem quer que seja e, especialm ente, convém não perturbar o trabalho de todos aqueles que têm experiência nisso e labutam há m uito tem po em busca de soluções equitativas nesse terreno. Contudo, a partir de nossa experiência clínica e da com preensão que tem os da violência com o expressão psicopatológica, em particular daquela violência que se exprim e na adolescência, eu gostaria de abrir algum as vias de reflexão, com a esperança de que aquilo que tem valor na prática clínica possa contribuir para esclarecer um a problem ática que concerne ao cam - po am pliado do político, do econôm ico e do social. É possível pensar aquilo que se passa no palco social com o expressão deslocada do que costum eiram ente se produz no palco psíquico, um a vez que tudo fica desligado quando a violência não encontra outros objetos senão o próprio corpo do sujeito. Nas problem áticas do agir, o m undo interno é expelido sobre os objetos externos, e a violência é proje- tada aí. Hoje em dia os adolescentes atacam suas bases de vida, as de seus próprios pais. É contra esses objetos fam iliares que eles se enfurecem , com o se destruíssem a si m esm os, num m ovim ento de auto-sabotagem , a m enos que se trate de um a violência dirigida a seus pais.
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Violência na adolescência dentro do contexto escolar e fatores associados

Violência na adolescência dentro do contexto escolar e fatores associados

No presente estudo, 14,0% dos adolescentes declararam sentir solidão. Esse resultado é semelhante ao obtido na PeNSE realizada no ano de 2012, na qual 16,5% dos estudantes do 9º ano do ensino fundamental no Brasil declararam ter se sentido sozinhos nos doze meses que antecederam à pesquisa (INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA, 2013). Vale salientar que, no presente estudo, um percentual significativo de adolescentes (28,8%) já se sentiu muito triste ou sem esperança quase todos os dias ou durante duas semanas ou mais seguidas, a ponto de interromper as suas atividades normais, 17,4% pensaram seriamente em tentar o suicídio, e 14,0% fizeram planos sobre a forma de como suicidar. No Brasil, a taxa de suicídio entre adolescentes e jovens aumentou em 15,3%, passando de 2.515 para 2.900 suicídios entre 2002 e 2012. Levando-se em conta a população com idade igual ou superior a 15 anos, a faixa etária de 15 a 19 anos de idade foi a que apresentou maior crescimento do número de casos de suicídio de 1990 até 2012, o que já tem sido motivo de enorme preocupação (WAISELFISZ, 2014). Considerando-se que o suicídio é uma forma de violência autoinfligida, este fenômeno deve ser estudado de maneira apropriada, acurada e cuidadosa, para que sua divulgação possa prevenir perdas trágicas de vidas, principalmente na adolescência (ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE, 2000).
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VIOLÊNCIA E MAUS-TRATOS NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA

VIOLÊNCIA E MAUS-TRATOS NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA

Devido ao grande número de agravos decorrentes da violência doméstica, é imprescindível o estabelecimento de estratégias de intervenção para sua atenção e enfren- tamento pelas diversas instâncias municipais, estaduais e federais (saúde, educação, assistência social e sociedade em geral) visando direcionar as ações, a fim de se obter maior êxito, por meio do monitoramento das famílias mais vulneráveis, estimulando-as ao diálogo com seus filhos, prestação de amor e carinho, conscientizando-as de seu papel social de proteção às crianças e adolescen- tes e manutenção de seus direitos, garantidos por lei por meio do ECA.
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Vulnerabilidades à saúde na adolescência: condições socioeconômicas, redes sociais, drogas e violência.

Vulnerabilidades à saúde na adolescência: condições socioeconômicas, redes sociais, drogas e violência.

Objetivo: analisar as vulnerabilidades à saúde na adolescência, associadas às condições socioeconômicas, redes sociais, drogas e violência, na perspectiva de escolares. Método: estudo transversal com uma amostra de 678 escolares, com idade entre 14 e 15 anos, de Contagem, Minas Gerais. Utilizou-se questionário autoaplicável dividido em módulos por assunto. Realizaram- se análises quantitativa, descritiva e estratificada por sexo. Resultados: percentual elevado de adolescentes (40,4%) era beneficiado pelo Programa Bolsa Família, 14,6% trabalhava, 57,1% e 23,6% já havia experimentado bebida alcoólica e tabaco, respectivamente. Identificaram-se 15% de relato de agressão e 26,7% de bullying. A maioria informou nunca/raramente conversar com os pais sobre as dificuldades cotidianas (64,5%) e 22% das adolescentes relataram insônia e/ou sentimento de solidão. Conclusão: o estudo demonstra a necessidade de intensificar ações educativas, nas quais a enfermagem desempenha papel fundamental, visando desenvolver competências cognitivas, afetivas e sociais que favoreçam melhor posicionamento dos adolescentes frente às questões de vulnerabilidades à saúde.
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A prevenção da violência por parceiro(a) íntimo(a) na adolescência: uma revisão integrativa.

A prevenção da violência por parceiro(a) íntimo(a) na adolescência: uma revisão integrativa.

A abordagem da violência perpetrada por parceiro(a) íntimo(a) entre adolescentes constitui uma necessidade con- creta do campo da saúde, cujos conteúdos que norteiam a compreensão sobre as relações de intimidade reproduzem a visão hegemônica, alimentando contravalores que fomentam a violência e as iniquidades de gênero em diversas fases da vida. Assim, de modo a subsidiar o desenvolvimento de estratégias de superação desse cenário e diante da lacuna do conhecimen- to cientíico produzido a respeito da prevenção da violência por parceiro(a) íntimo(a) entre adolescentes, especialmente na América Latina, o presente estudo se propõe a analisar a produção cientíica sobre a prevenção da violência por parceiro(a) íntimo(a) entre adolescentes no campo da saúde, considerando as ca- tegorias de gênero e geração. Para alcançar o objetivo proposto, o estudo buscou, na literatura cientíica nacional e internacional, o estado da arte da produção do conhecimento sobre a pre- venção da violência por parceiro(a) íntimo(a) na adolescência.
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Violência por parceiro íntimo na adolescência: uma análise de gênero e geração.

Violência por parceiro íntimo na adolescência: uma análise de gênero e geração.

A violência por parceiro íntimo na adolescência é um fe- nômeno frequente e faz parte da realidade de adolescentes de ambos os sexos e diferentes classes sociais. Possui elevada magnitude e gravidade, incluindo a vivência e perpetração de violência psicológica, sexual e física. A vivência e perpetra- ção de violência sexual e física ocorrem em conjunto com as agressões psicológicas. Embora os resultados tenham apon- tado que as meninas perpetraram mais agressões do que os meninos, são necessários novos estudos sobre o tema a fim de ampliar a compreensão sobre como as construções de gênero podem determinar a naturalização dessas agressões.
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Sociedade civil, democracia e violência.

Sociedade civil, democracia e violência.

trabalhar com o fato de que as demandas por jus- tiça podem ser civis e anticivis? Vale lembrar que ideia de conquista de direitos é trabalhada tanto pela Anistia Internacional, quanto pelo PCC (Pri- meiro Comando da Capital) ou pelo movimento zapatista. O primeiro caso tipicamente forma uma associação civil; no segundo, porém, como esquecer que os direitos dos presos e as reivindicações por melhores condições de vida na cadeia estiveram nos primórdios de sua articulação? Contudo, este aspec- to civil é trabalhado de forma violenta, coercitiva e não democrática. Isso faria do PCC uma associação predominantemente anticivil – mas como descon- siderar algumas reivindicações legítimas diante da violência do próprio sistema penitenciário brasilei- ro? Da mesma forma, o Exército zapatista de Li- bertação Nacional, ainda que não esteja associado ao mundo do crime organizado e mais próximo às lutas dos movimentos sociais mundialistas desde a década de 1990, reivindica uma autonomia sepa- ratista e estão armados à revelia do Estado. Isso ex- cluiria sua luta do rol das reinvindicações civis jus- tas e legítimas? O problema parece residir no fato de que não se pode medir “graus” de anticivilidade em relação à violência, à crueldade e a violações aos direitos humanos: violam-se ou não os direitos hu- manos. A pergunta feita por Keane – “poderão as sociedades civis ser mais civis?” (2001, p. 175) – pode ser respondida com um sim ou não. Dessa forma, a “invasão” de um único princípio anticivil seria suiciente como sugerido acima para a anula- ção dos aspectos civis de uma associação híbrida? Ainda que essa linha interna não possa ser aqui ade- quadamente separada, o importante é a linha exter- na que aparta tais elementos da perspectiva civil sob a perspectiva democrática. Assim, o uso da violência em si é, sobretudo, anticivil pelo afastamento da ci- dadania e da igualdade de direitos do respeito que dela se espera (Pinto, 2008). Segundo Nusseibeh, “se a sociedade civil consiste em ‘homens e mulheres fazendo a transição de súdito a cidadão’, então o uso da violência é contraditório porque a brutalidade mantém as pessoas em um estado de dependência, insegurança e medo” (2005, p. 23).
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Intimidações na adolescência: expressões da violência entre pares na cultura escolar.

Intimidações na adolescência: expressões da violência entre pares na cultura escolar.

Podemos localizar os primeiros estudos e levantamentos sobre a temática da violência nas escolas na França, segundo Devarbieux (2001), entre as décadas de sessenta e setenta do século passado, cujo interesse eram os trotes e bagunças - que ninguém ousaria denominar de violência. Após 1975, o debate era sobre a questão de segurança e a necessidade de uma prevenção à deliquência juvenil. Na década de 1980, a partir desse debate sobre segurança e observando a explosão da violência urbana, surgiu um discurso endurecido considerando violência apenas os atos concretos que estavam contra a lei e a ordem estabelecida. Já na década de 1990, houve os incêndios e quebradeiras dos alunos dos liceus reclamando por mais segurança nas escolas. A justiicativa para a violência dos adolescentes estava ancorada numa visão de resistência romântica da adolescência à dominação burguesa sobre a classe operária.
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Reflexões acerca do abuso de drogas e da violência na adolescência.

Reflexões acerca do abuso de drogas e da violência na adolescência.

O álcool é a substância mais consumida entre os jovens, sendo que a idade de início de uso tem sido cada vez menor, aumentando o risco de dependência futura. O uso de álcool na adolescência está associado a uma série de comportamentos de risco, além de aumentar a chance de envolvimento em acidentes, violência sexual, participação em gangues, queda no desempenho escolar, dificuldades de aprendizado, prejuízo no desenvolvimento e estruturação das habilidades cognitivo-comportamentais e emocionais do jovem. Dados nacionais apontam para uma associação entre uso de álcool, maconha e comportamentos sexuais de risco com o início precoce de atividade sexual, não uso de preservativos, pagamento por sexo e prostituição. 10
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Violência intrafamiliar na adolescência na cidade de Puno - Peru

Violência intrafamiliar na adolescência na cidade de Puno - Peru

A quest ão da violência int rafam iliar ganhou dest aque pela repercussão causada no âm bit o social, passando a fazer part e de um a agenda int ernacional d e com b at e a esse m al. As con seq ü ên cias d e t al v iolên cia podem ser iden t if icadas n as r elações de t rabalho, saúde da m ulher, sendo m aior o im pact o sobre as crianças e adolescent es. Quant o à violência na adolescência e j uv ent ude, m ais especificam ent e a violência sexual, é um t em a de grande relevância na at ualidade. Mundialm ent e, t em - se presenciado o aum ent o da v iolência nos cent r os ur banos. Após a AI DS, a v iolência v em se t or nando a epidem ia do m om ento, ganhando cada vez m ais destaque na m ídia m undial, t ransform ando- se na ocorrência m órbida de m aior prevalência na adolescência ( 9) .
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VIOLÊNCIA E JIU-JITSU NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA

VIOLÊNCIA E JIU-JITSU NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA

Ao analisar as três matérias acima sobre o jiu-jitsu e judô, podemos perceber duas situações diferentes de duas artes marciais de origem oriental que coexistem na sociedade contemporânea. Pela matéria do jiu-jitsu, podemos perceber que a violência foi associada à arte marcial, enquanto as outras duas matérias mostram como o judô tem uma imagem de boas possibilidades de investimento e de atrativo para o país das crianças, pela sua filosofia e disciplina. Porque esta diferença entre a construção histórica das duas artes? Por que uma é associada à violência e a outro é vista como esporte de disciplina, formação moral e filosófica? Qual a relevância da enorme quantidade de matérias de ambas as artes no arquivo do Jornal Folha de São Paulo, mais especificamente as concernentes ao jiu-jitsu?
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Compreensão da violência no namoro durante a adolescência : Uma perspetiva qualitativa

Compreensão da violência no namoro durante a adolescência : Uma perspetiva qualitativa

Em Portugal a violência nas relações de namoro dos adolescentes começou a ser estudada nos anos 90. Os principais objetivos do presente estudo visam perceber a complexidade da dinâmica relacional e da violência interpessoal que lhe está associada, o que apela a uma abordagem psicológica, baseada nas teorias do sadismo/masoquismo e nos modelos do relacional e do pensar. Simultaneamente procuraremos verificar a influência da teoria da transmissão intergeracional. O estudo contou com sete participantes do género feminino, com idades entre os 24 e os 35 anos, que passaram por experiências de namoro violentas entre os 15 e 23 anos. Sendo um estudo qualitativo, a entrevista foi a técnica escolhida. Os principais resultados mostram que a interação abusiva é iniciada pelo perpetrador e terminada ora pela vítima, ora pelo perpetrador, a violência psicológica constitui o tipo de abuso mais comum e a violência física surge na sequência de violência psicológica. Mostram ainda que a permanência na relação após os atos abusivos prende-se com o afeto, com a fantasia criada à volta do fim da violência, com a dependência e ainda com a necessidade de reparação. Um dia a relação acaba, sempre por iniciativa da vítima. A relação com outros significativos quer na infância, quer na adolescência leva-nos a pensar que a inscrição da violência é feita no tipo de relação de objeto e na dinâmica relacional. A dificuldade dos sujeitos em partilhar a vivência relacional alerta para a fragilidade dos laços familiares e existe uma influência da teoria da transmissão intergeracional, através da família.
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Violência e transgressão: interrogando a adolescência.

Violência e transgressão: interrogando a adolescência.

Nesse contexto, quem é violento? Qual é o apaziguamento procurado? Em nome do que e de quem? Em nome de poupar os adultos, que até então invejavam a capacidade desses jovens de gozar, de lutar, de expressar seu descontentamento em protestos violentos, de buscar o prazer de forma incessante através do consumo de grifes, drogas, que buscam realizar a promessa de um mundo sem conflitos e sofrimento. Em nome, também, de poupar uma sociedade que exclui grande parcela de sua população dos direitos mínimos de cidadania e que acena com promessas ilusórias de realização, desde que no fundo se seja capaz de consumir. Os meios para isso são discutíveis. A família que deveria ter servido de referência está desestruturada, não “foi capaz”, ou melhor, não encontrou na sociedade espaço para garantir o sustento dos filhos, a sua permanência na escola (que não dispõe de vagas suficientes), o seu acesso a lazer e cultura, sem falar na assistência à saúde. Tantas vezes, nas classes baixas, são as crianças as responsáveis pelo sustento das famílias mendigando nas ruas e sendo exploradas pelo trabalho infantil, ou sendo usadas no tráfico de drogas, aproveitando-se de sua inimputabilidade. Os equipamentos sociais que deveriam assistir a infância e se complementar à família falham, e acabam reproduzindo uma violência, a que chamei de branca, ao evocar que numa sociedade livre e democrática, os indivíduos que tiveram vontade poderiam ter encontrado formas de se realizar.
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Infância e adolescência na sociedade contemporânea: alguns apontamentos.

Infância e adolescência na sociedade contemporânea: alguns apontamentos.

A identidade da criança e do adolescente é construída hoje numa cultura caracterizada pela existência de uma indústria da informação, de bens culturais, de lazer e de consumo onde a ênfase está no presente, na velocidade, no cotidiano, no aqui e no agora, e na busca do prazer imediato. A subjetividade é, então, construída no comigo mesmo, na relação com o outro e num tempo e num espaço social específicos. Mesmo que as concepções anteriores de crianças e adolescentes não possam ser descartadas porque continuam respondendo a questões presentes nessa área de estudo, é necessário problematizá-las, já que essas concepções não permitem mais captar toda a complexidade do significado da infância e da adolescência hoje. A sociedade atual acaba por impor uma revisão da distinção entre criança, adolescente e adulto até agora dominante. Nesse sentido é que este texto busca apontar para a necessidade de repensar os parâmetros que definem a infância e a adolescência na sociedade atual.
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Adolescência e violência: mais uma forma de exclusão.

Adolescência e violência: mais uma forma de exclusão.

Ao longo da história e em grande parte dos povos, a adolescência tem sido identificada com os níveis mais elevados de agressividade, transgressão e conflito. Autores como Dahrendorf e Holinger estabelecem uma relação direta entre juventude e violência. Se suas premissas estiverem corretas, podemos considerar sombrias as perspectivas da sociedade brasileira nos próximos dez a quinze anos. O perfil demográfico do Brasil está iniciando uma “onda adolescente”, durante a qual esse grupo etário tornou-se o mais numeroso da população. São mais de 34 milhões de adolescentes, representando mais de 20% da população, o que “vai impor grandes mudanças no país” por suas demandas em relação ao sistema de ensino, mercado de trabalho, lazer e cultura ( JUNQUEIRA , 1997).
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Relações entre violência doméstica e agressividade na adolescência.

Relações entre violência doméstica e agressividade na adolescência.

e as con seq ü ên cias d o ato agressivo, assim co- m o os critérios d e valor d a socied ad e. “A socie- d ad e em qu e vivem os, com seu qu ad ro d e vio- lên cia e d estru ição, n ão oferece garan tias su fi- cien tes de sobrevivên cia e cria u m a n ova dificu l- dade para o despren dim en to. O adolescen te, cu - jo destin o é a bu sca de ideais para iden tificar-se, d ep ara-se com a violên cia e o p od er e tam bém os u sa” (Ab erastu ry, 1981 apu d Levisky, 1997). Neste tem a tão com p lexo e su jeito a vieses, fica d ifícil exp licita r a té a o n d e o a d o lescen te está exterio riza n d o u m a co n d u ta ‘a gressiva’ com o u m a rea çã o d e d efesa à violên cia estru - tu ra l d a so cied a d e, o u q u a n d o h á u m a in ten - ção d elib erad a d e in fligir d an o ou sofrim en to a o u trem . Em su m a , em q u e m o m en to eles sã o tra n sfo rm a d o s d e vítim a s em réu s. “A p ercep - ção da sociedade em relação aos m en ores in fra- tores é a d e p ivetes qu e rou bam e m atam , logo in com od am o bem estar-social. A socied ad e os vê com o agen tes da violên cia. Pou co se fala des- tes in d ivíd u os en qu an to vítim as ou p oten ciais cidadãos” (Min ayo & Assis, 1993). O com p orta- m en to agressivo d os ad olescen tes certam en te está articu lad o com as m ú ltip las form as d e vio- lên cia, exp lícitas ou n ão, qu e eles vivem n o âm - b ito d a fa m ília , d a esco la e d e o u tra s in stitu i- ções d a socied ad e, m u itas d as qu ais com a fu n - ção p recíp u a d e p rotegê-los.
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A violência na adolescência: um problema de saúde pública.

A violência na adolescência: um problema de saúde pública.

Numa formação social como a nossa, marcada pela divisão de classes e por uma complexa rede de organização social, a adolescência tem que ser com- preendida dentro das especificidades his[r]

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Violência e alteridade: o mal-estar na adolescência.

Violência e alteridade: o mal-estar na adolescência.

Este texto é uma tentativa de compreensão do desafio proposto à teoria e à clínica psicanalíticas não somente pelo ato violento dos ado- lescentes – fenômeno de grande expressão na atualidade –, mas particularmente, pela violência envolvida nos processos de subjetivação desses indivíduos, violência de caráter menos manifesto. Trata-se de buscar apreender as condições fundamentais da violência – no que tan- ge aos processos envolvidos na gênese e no funcionamento psíquicos, levando em conta o seu entrelaçamento com a cultura, especialmente com o que se tem denominado o seu “mal-estar”. Esses processos têm, inegavelmente, um papel determinante na emergência e na eventual in- tensificação de situações individuais e coletivas de natureza violenta. Mas, como ressalta Birman (1999), o mal-estar na civilização, tema tão cen- tral na obra de Freud, constitui, na verdade, a própria matéria-prima da teoria e da prática analíticas.
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A construção dos sentimentos de insegurança em mulheres vítimas de violência conjugal

A construção dos sentimentos de insegurança em mulheres vítimas de violência conjugal

O conceito de insegurança foi descrito pelas participantes como um sentimento de mal-estar associado à relação conjugal violenta de que padeceram e foi entendido como um malefício que se encontra intrínseco às suas vivências. Este sentimento emerge essencialmente veiculado ao medo e ao controlo constante (e.g., “insegurança portanto eu tenho medo, tenho medo e sinto-me insegura” - C, 64 anos), ou à falta de liberdade decorrente do controlo persistente (e.g., “insegurança para mim é uma pessoa não ter liberdade estar sempre a ser controlada em qualquer momento e por qualquer motivo e sinto-me mesmo insegura mesmo, chegando a ter medo” - D, 45 anos). Realce-se que uma participante correlacionou o sentimento de insegurança com a quebra de confiança (e.g., “às vezes as pessoas são cruas, confia-se demais, às vezes uma pessoa confia demais na pessoa e depois acaba por ir abaixo tudo”) (B, 44 anos). A insegurança foi também encarada pelas participantes como um fator negativo que as impede de desfrutar livremente as suas vidas, sendo que o medo permanece como o elemento preferentemente coligado a este fator (e.g., “a insegurança é ter medo é não estar segura é eu estar na mesma cidade e não estar segura eu ter medo dele” - F, 23 anos). Uma participante reconheceu a insegurança como um problema da própria sociedade, pelo que urge intervenção imediata (e.g., “a insegurança é um fator hoje em dia é número um” - A, 56 anos). Além disso, as participantes foram unânimes em considerar a segurança como uma necessidade básica de todos/as os/as cidadãos/ãs da comunidade (e.g., “a segurança acredito que é uma necessidade básica…eu prefiro estar sozinha do que viver no inferno, viver na insegurança” - E, 28 anos).
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