Top PDF Análise e comportamento de vigas de aço e vigas mistas com aberturas na alma

Análise e comportamento de vigas de aço e vigas mistas com aberturas na alma

Análise e comportamento de vigas de aço e vigas mistas com aberturas na alma

O desenvolvimento de sistemas sofisticados de instalações e a construção de edifícios cada vez mais altos exigiu, nos anos 60, a utilização de reforços nas aberturas de alma, com altos custos de fabricação. Até esse período ainda não havia sido publicado um critério de cálculo consolidado e havia pouca informação disponível sobre as tensões provocadas por uma abertura na seção de uma viga. Não se sabia com maior certeza se o reforço proposto para uma determinada situação era de fato necessário, ou adequado. Tem-se registros de casos em que os reforços chegaram a representar até 3 % do peso de toda a estrutura e, naturalmente, os custos relacionados representaram uma proporção bastante significativa do seu custo total (Redwood 1983). Ainda no início da década de 60, o AISC patrocinou uma estudo experimental para a avaliação de vários tipos de reforço em torno de aberturas retangulares (Segner 1963, 1964). Foi realizada uma série de ensaios em vigas com aberturas retangulares na alma, nas quais foram utilizadas várias configurações de reforço, até então usuais. Os esquemas de reforço incluíam tanto enrijecedores horizontais como verticais, ou ainda em toda a periferia da abertura, como mostrado na FIGURA 1.2. Posteriormente os reforços passaram a ser constituídos, na grande maioria dos casos, apenas por enrijecedores longitudinais, como se vê na FIGURA 1.2a e 1.2b. Estudos recentes têm demonstrado que se o reforço for necessário, apenas enrijecedores horizontais acima e abaixo da abertura são suficientes. A colocação de enrijecedores verticais ou em toda a periferia da abertura não se mostra interessante no que se refere à relação entre aumento da resistência e custos.
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Avaliação da influência da posição dos conectores de cisalhamento no comportamento de vigas mistas parcialmente revestidas.

Avaliação da influência da posição dos conectores de cisalhamento no comportamento de vigas mistas parcialmente revestidas.

Soldados horizontalmente às faces da alma da viga de aço (Figura 2d), os conectores podem levar o elemento mis- to a atingir sua capacidade resistente por fendilhamento do concreto (modo de fa- lha predominante), pela associação en- tre fendilhamento do concreto e arran- camento dos conectores ou por arranca- mento dos conectores (Breuninger, 2001), sendo que os dois últimos provo- cam perdas significativas de ductilida- de. O fendilhamento da laje de concreto ocorre devido a baixas taxas de armadu- ra ou porque os conectores foram posi- cionados muito próximos à superfície da laje. O arrancamento é raro e ocorre ape- nas quando os conectores são curtos e situados muito próximos da extremidade da laje.
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Desenvolvimento e validação de um modelo numérico para avaliação do comportamento de vigas alveolares susceptíveis ao colapso por flambagem do montante de alma

Desenvolvimento e validação de um modelo numérico para avaliação do comportamento de vigas alveolares susceptíveis ao colapso por flambagem do montante de alma

Nas últimas décadas, várias normas internacionais destinadas ao dimensiona- mento de estruturas de aço têm estabelecido limites cada vez mais rigorosos para as flechas em vigas, o que normalmente requer elementos estruturais de maior inércia, elevando o peso dos mesmos. Entretanto, o aumento de peso da estrutura é um aspecto indesejável, já que isto aumenta o custo da construção. Deste modo, a busca de alterna- tivas construtivas para o projeto de vigas de aço torna-se necessária em muitas situa- ções. Dentre essas alternativas, encontram-se as vigas treliçadas e as vigas alveolares. As vigas alveolares são produzidas a partir de perfis laminadas, realizando-se um corte em ziguezague, sucedido pela soldagem, como se mostra na Figura 1a. Pode-se tam- bém inserir chapas intermediárias entre as metades do perfil (Figura 1b). As vigas com aberturas hexagonais ou octogonais, como mostrado na Figura 1, são denominadas vigas casteladas e as vigas com aberturas circulares (Figura 2) são chamadas vigas celulares.
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FORMULAÇÃO DA TEORIA GENERALIZADA DE VIGAS PARA CALCULAR CARGAS DE BIFURCAÇÃO LATERAL-DISTORCIONAL EM VIGAS MISTAS AÇO-BETÃO

FORMULAÇÃO DA TEORIA GENERALIZADA DE VIGAS PARA CALCULAR CARGAS DE BIFURCAÇÃO LATERAL-DISTORCIONAL EM VIGAS MISTAS AÇO-BETÃO

A GBT foi já aplicada, com sucesso, ao estudo do comportamento estrutural de vigas mis- tas aço-betão. Em [8] demonstrou-se que a GBT pode lidar, com bastante eficiência e preci- são, efeitos complexos como a distorção da secção, a presença de diafragmas transversais, shear lag e a flexibilidade da conexão de corte. No referido artigo apresentaram-se (i) vários exemplos ilustrativos, referentes a análises lineares elastoestáticas e de vibração livre não- amortecida, e (ii) soluções semi-analíticas para a encurvadura distorcional de vigas simples- mente apoiadas e sujeitas a momento negativo uniforme. Mais recentemente, em [9], apresen- tou-se um EF fisicamente não-linear baseado na GBT, computacionalmente muito eficiente, capaz de capturar o comportamento fisicamente não-linear do aço e do betão, até ao colapso, com grande precisão. Este EF incorpora os efeitos da fendilhação e do esmagamento do betão, shear lag e plasticidade do aço. Finalmente, em [10], foi desenvolvido o EF que se apresenta no presente artigo, que permite determinar cargas de bifurcação locais e distorcionais de vigas mistas sujeitas a momento fletor arbitrário (análise linear de estabilidade). A análise é efetua- da em dois passos: (i) uma análise de pré-encurvadura, geometricamente linear, que inclui os efeitos de shear lag e fendilhação do betão, para determinar as tensões instaladas, e (ii) uma análise de bifurcação, tem em conta a distorção da secção e a deformação local (tipo placa) do perfil de aço. Para ilustrar a aplicação e as potencialidades do EF proposto, são apresentados e discutidos vários exemplos numéricos. Para efeitos de comparação e validação, fornecem-se resultados obtidos com modelos de faixas finitas e de EF de casca.
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Ábacos de pré-dimensionamento e avaliação do comportamento de vigas mistas de aço e concreto

Ábacos de pré-dimensionamento e avaliação do comportamento de vigas mistas de aço e concreto

Segundo Johnson (1994), numa viga de aço simplesmente apoiada as tensões decorrentes da flexão próximo a um apoio estão dentro do regime elástico, mesmo quando a carga última de cálculo é aplicada. Entretanto, numa viga mista o deslizamento máximo ocorre nos apoios, de modo que as tensões normais de flexão obtidas por análise elástica simples, com base na hipótese de que as seções permanecem planas pode não ser consistente. Assim, em se tratando de uma viga mista, a determinação das tensões de cisalhamento na região próxima aos apoios, em função da taxa de variação das tensões normais em função da posição, é complexa.
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Simulação numérica do comportamento estrutural de vigas alveolares mistas de aço e concreto

Simulação numérica do comportamento estrutural de vigas alveolares mistas de aço e concreto

Lawson et al. (2006) desenvolveram um método de projeto para vigas celulares mistas assimétricas levando em consideração o alto grau de assimetria da seção transversal e a influência de aberturas retangulares ou alongadas no comportamento dessas vigas. O trabalho mostrou que a assimetria da seção transversal de vigas celulares é importante na determinação dos momentos no plano desenvolvidos no montante de alma entre aberturas. Estes efeitos são acentuados pelas aberturas alongadas ou retangulares, e devem ser evitados no projeto, aumentando-se a largura do montante de alma ou a espessura da alma. Uma série de análises de elementos finitos também realizada pelos autores mostrou que aberturas longas causam forças de arrancamento nos conectores de cisalhamento devido ao desenvolvimento da ação mista local.
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Análise de confiabilidade estrutural dos modos de falha de vigas mistas

Análise de confiabilidade estrutural dos modos de falha de vigas mistas

Esse trabalho apresenta um estudo do comportamento dos modos de falha de vigas mistas aço concreto, considerando o dimensionamento apresentado pela ABNT NBR 8800:2008. O método utilizado é probabilístico, pois considera os aspectos randômicos das principais variáveis aleatórias envolvidas em problemas dessa natureza. Na obtenção dos índices de confiabilidade de cada modo de falha, é utilizado o método FORM, presente na confiabilidade estrutural. O principal objetivo da pesquisa é quantificar o nível de segurança de cada modo de falha das vigas mistas, verificando quais desses modos governam o comportamento mecânico da estrutura. Um estudo dos principais parâmetros envolvidos é feito via análise de sensibilidade, tanto para a formulação pura, sem utilização dos coeficientes parciais de segurança, quanto para a formulação modificada por esses coeficientes. Além disso, é avaliada a influência da variação de determinados parâmetros de projeto no índice de confiabilidade. Aborda-se também a questão da calibração dos coeficientes parciais de segurança que atuam na minoração das cargas. Com isso, realiza-se a comparação do índice de confiabilidade de diferentes normas em função dos valores desses coeficientes adotados por cada uma. Por fim, realizou-se a análise do custo de vigas mistas com diferentes graus de conexão e a variação do índice de confiabilidade em função desses graus de conexão. Alguns exemplos práticos são mostrados de modo a exemplificar a metodologia utilizada. Os principais resultados mostram que os fatores de segurança alteram os modos de falha que governam o comportamento da estrutura, alterando os níveis de segurança e os tipos de ruptura das vigas mistas, sendo que o modo de falha mais afetado é o deslocamento no meio do vão seguido do fluxo cisalhante. Em relação a calibração, o que se percebe é que há diferentes combinações entre os fatores de segurança de cada tipo de carga que levam ao mesmo índice de confiabilidade. Nota-se também que os fatores de segurança adotados pelas normas brasileira, norte americana e européia levam a índices de confiabilidade próximos. Além disso, pode-se concluir que o pequeno ganho econômico que se tem reduzindo o grau de conexão não se equilibra com a grande perda no nível de segurança da estrutura, ressaltando a importância da adaptação das técnicas construtivas em relação aos materiais disponíveis no mercado de cada região.
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Estudo numérico-experimental da flambagem do montante de alma em vigas casteladas de aço

Estudo numérico-experimental da flambagem do montante de alma em vigas casteladas de aço

Este trabalho consistiu de um estudo amplo sobre o comportamento estrutural de vigas casteladas de aço com foco no Estado Limite de Flambagem do Montante de Alma (FMA). A pesquisa envolveu um programa experimental no qual 14 vigas de três padrões geométricos diferentes foram ensaiadas à flexão simples. O processo de análise experimental, que envolveu diversas etapas, desde a fabricação dos modelos e montagem dos experimentos até ao tratamento dos dados, evidenciou a importância do controle de qualidade na fabricação e do estabelecimento de valores para os limites de imperfeições geométricas iniciais para vigas casteladas. Os resultados experimentais permitiram a elucidação de diversas questões relacionadas ao comportamento estrutural de vigas casteladas sujeitas à FMA, bem como possibilitaram a calibração de modelos numéricos capazes de simular o comportamento da viga e o do montante de alma. Com os modelos numéricos realizados no ABAQUS foi realizado um estudo paramétrico cujos resultados viabilizaram a elaboração e ajustamento de modelos semiempíricos representativos das curvas de resistência à FMA para os principais padrões de vigas casteladas de aço. Os modelos propostos, para a determinação da capacidade resistente de vigas casteladas no estado limite último de FMA, permitem descrever de maneira realista o comportamento das vigas em regime elástico ou inelástico, possibilitando a obtenção de resultados mais econômicos e seguros que os dos modelos mais antigos existentes na literatura, contribuindo para o incremento da competitividade e da sustentabilidade da solução.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ CENTRO DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ESTRUTURAL E CONSTRUÇÃO CIVIL PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA CIVIL: ESTRUTURAS E CONSTRUÇÃO CIVIL MICHELLE VIEIRA XAVIER DE OLIVEIRA

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ CENTRO DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ESTRUTURAL E CONSTRUÇÃO CIVIL PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA CIVIL: ESTRUTURAS E CONSTRUÇÃO CIVIL MICHELLE VIEIRA XAVIER DE OLIVEIRA

Em construções metálicas e/ou mistas, em geral utilizam-se soluções em vigas mistas de aço e concreto. Estas vigas são formadas pela associação de um perfil metálico com a laje superior, por meio de conectores de cisalhamento, trazendo um ganho significativo em relação à viga de aço isolada. A protensão é uma técnica tradicional em estruturas de concreto, e tem como objetivo melhorar o comportamento da estrutura ao introduzir um estado prévio de tensões por meio de cabos pré-tensionados posicionados internamente ou externamente ao perfil metálico. Trabalhos recentes indicam que a utilização de cabo de protensão pode trazer uma grande contribuição à capacidade de carga das vigas mistas, bem como a seu comportamento em serviço. Poucos trabalhos, no entanto, foram desenvolvidos a respeito da análise numérica destas estruturas. Diante disso, o presente trabalho visa apresentar o desenvolvimento de um modelo de elementos finitos de barra para vigas mistas biapoiadas protendidas por meio de cabos externos, considerando a não-linearidade física e geométrica na formulação. A metodologia baseia-se na combinação de um código computacional preexistente, capaz de simular numericamente estruturas de concreto protendido em análise não-linear, com os elementos de viga mista de aço e concreto desenvolvidos e implementados, e a avaliação dos resultados será feita por meio de comparações com resultados numéricos e experimentais disponíveis na literatura.
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Análise e modelação avançada de vigas mistas aço-betão utilizando a Teoria Generalizada de Vigas

Análise e modelação avançada de vigas mistas aço-betão utilizando a Teoria Generalizada de Vigas

Os modos de deformação adotados estão ilustrados na figura 5.6(c), tendo sido escolhidos de forma a capturarem a flexão vertical e shear lag sem distorção da secção. Tal como nos Capítulos anteriores, assume-se que as extensões transversais de membrana são nulas e que apenas é possível desenvolverem-se distorções de membrana na alma do perfil (para capturar o esforço transverso) e na laje de betão (para capturar o efeito de shear lag). A discretização da secção transversal da GBT é mostrada na figura 5.6(b), onde se podem identificar os nós e os eixos locais de cada parede. Considera-se uma conexão rígida entre o perfil de aço e a laje de betão (rigid links). Podem ser incluídos mais nós nas paredes (e, portanto, mais modos de deformação), mas os resultados previamente obtidos nos Capítulos 3 e 4 mostram que os modos escolhidos são suficientes. Assim, os modos de deformação considerados são: (E) extensão axial, (F) flexão (Euler-Bernoulli), (C) corte puro na alma do perfil e (SL/SQ) shear lag linear/quadrático. Como referido anteriormente, para secções simétricas (não corresponde ao presente caso) é possível combinar os modos SL1 e SL2, i.e. , SL=SL1+SL2 e SQ=SQ1+SQ2, reduzindo assim o número de modos de deformação para apenas cinco.
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Avaliação do comportamento do conector Crestbond em vigas mistas

Avaliação do comportamento do conector Crestbond em vigas mistas

Durante a conceção dos ensaios com o conector Crestbond, Veríssimo (2007) concluiu que, de acordo com a EN 1994-1-1:2004, o escorregamento característico é superior ao limite de 6,0 cm proposto pelo Eurocódigo. Nestas circunstâncias, classificou a conexão como dúctil, permitindo desta forma admitir a hipótese de o sistema possuir natureza idealmente plástica. Oliveira (2007) desenvolve um estudo sobre a análise do comportamento do Crestbond para sistemas de pisos mistos com pré-laje de betão. Para isso, utilizou uma variante desenvolvida por Veríssimo (Veríssimo,2004; Veríssimo et al., 2005,2006) denominado de Crestbond-PL. Este conector apresenta os dentes numa posição mais elevada em relação à viga subjacente. Silva, M. (2011) desenvolveu uma investigação sobre a contribuição das aberturas na resistência global de dois tipos de conectores de chapa continua perfurada, o Perfobond e o Crestbond. Tendo como fundamento resultados experimentais obtidos por outros autores, foram estudados modelos semi-empíricos com base em parâmetros que determinam o comportamento da conexão.
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Simulação numérica do comportamento estrutural de vigas casteladas de aço com ênfase na flambagem do montante de alma.

Simulação numérica do comportamento estrutural de vigas casteladas de aço com ênfase na flambagem do montante de alma.

A largura mínima do montante de alma influencia no colapso da viga dependendo de suas dimensões. Para um comprimento muito pequeno, a viga terá sua capacidade restringida pela ruptura do montante de alma por cisalhamento; por outro lado, se a solda possui um comprimento elevado, facilita o colapso da viga pelo mecanismo Vierendeel. Knowles (1985 apud AYMAREH e SAKA, 2005) sugere que, para que haja um equilíbrio, deve-se utilizar um comprimento de solda com um quarto da altura da abertura. Essa sugestão também é apresentada por Dougherty (1993 apud DEMIRDJIAN, 1999) e por Gibson e Jenkins (1957). Esses autores também sugerem que o ângulo das aberturas seja próximo de 60 o . Desse modo, a projeção horizontal da parte inclinada da abertura mede aproximadamente 0,29 vezes a altura da abertura. Vigas casteladas com esse padrão são muito utilizadas, principalmente nos Estados Unidos, Canadá e Inglaterra (GRÜNBAUER, 2011), sendo denomidado padrão Anglo-Saxão (LLEONART, 1988). Um esquema dessa tipologia é apresentado na Figura 3.7.
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Ligações e armaduras de lajes em vigas mistas de aço e de concreto

Ligações e armaduras de lajes em vigas mistas de aço e de concreto

Como mostra a tabela 3.1, vigas que pertencem às classes 1 e 2 podem ter capacidade resistente da seção transversal calculada utilizando-se método de análise plástica; isto é, a seção transversal da viga de aço pode atingir o limite de escoamento do aço sem sofrer flambagem local. Para vigas pertencentes à classe 3 utiliza-se o método de análise elástica, para que a seção transversal possa atingir o início do escoamento, pois além desse valor a seção transversal sofre flambagem local. As vigas que pertencem à classe 4, nas normas que permitem seu uso, são dimensionadas pelo método de análise elástica, mas sugere-se que a altura da alma seja transformada em “altura efetiva”, isto é despreza-se a alma comprimida e a parte simétrica a ela da alma tracionada, como mostra a Figura 3.11.
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Estudo de metodologias para o dimensionamento de vigas mistas de aço e concreto com perfil celular.

Estudo de metodologias para o dimensionamento de vigas mistas de aço e concreto com perfil celular.

Pela Tabela 13, pode-se notar que a utilização de vigas mistas com peril celular obtido a partir do peril W 530x32 é vantajosa para razão L/dg igual ou superior a 20. Pode-se observar também que a geometria mais adequada para as vigas mistas com peril celular nesse caso é aquela com altura inal variando entre 1,3, 1,5 ou 1,6 vezes a altura do peril original. O diâmetro das aberturas variando de 0,6, 0,73 e 0,8 vezes da altura inal e a distância entre as aberturas variando entre 1,3, e 1,5 vezes o diâmetro dessas. A análise das Tabelas 12 e 13 também mostra uma maior van- tagem econômica no emprego de vigas mistas com peril celular de maior altura, pois a diferença percentual entre a carga última da viga mista celular e a de alma cheia, d, é maior para o peril W 530 x 85 em todas as razões L/dg. Também, observa-se que quando maior a razão L/dg, maior a diferença percentual, chegan- do a passar dos 50% para as vigas VC 530-1,6-0,8-1,3-35 e VC 530-1,6-0,8-1,3-40.
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Estudo do comportamento e da resistencia das vigas mistas aço-concreto constituídas por perfis formados a frios e lajes pré-fabricadas

Estudo do comportamento e da resistencia das vigas mistas aço-concreto constituídas por perfis formados a frios e lajes pré-fabricadas

O caráter desta pesquisa é essencialmente experimental, tornando-se portanto premente dispor de resultados experimentais precisos. Para isto, foram realizados vários ensaios no Laboratório de Análise Experimental de Estruturas (LAEES) da Escola de Engenharia da UFMG. Foram realizados ensaios em i) 16 modelos de conectores em perfil U formado a frio e do tipo pino com cabeça, porém utilizando rebite com rosca interna e parafuso sextavado; ii) 2 modelos de vigas em perfil formado a frio e iii) 4 modelos de vigas mistas aço- concreto, sendo as vigas em perfil formado a frio e as lajes em concreto pré- moldado (pré-laje). Alguns ensaios foram repetidos em duas e três séries, com o objetivo de prover uma maior quantidade de dados confiáveis à presente pesquisa.
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Um elemento finito fisicamente não-linear para vigas mistas aço-betão

Um elemento finito fisicamente não-linear para vigas mistas aço-betão

Neste trabalho desenvolve-se, implementa-se e valida-se um elemento finito de barra baseado na Teoria Generalizada de Vigas, capaz de caracterizar eficazmente o comportamento fisica- mente não-linear global de vigas mistas aço-betão. O elemento finito considera os seguintes efeitos: (i) shear lag, (ii) deformação por esforço transverso da alma do perfil de aço, (iii) fendilhação e comportamento não-linear à compressão do betão e (iv) plastificação do perfil e da armadura. A eficácia computacional do elemento proposto resulta da introdução de hipóteses simplificativas específicas, relativas aos campos de tensão e deformação, as quais permitem reduzir o número de graus de liberdade sem perda de precisão e, simultaneamente, utilizar leis constitutivas simples e de fácil implementação. Os exemplos de aplicação mostram que o elemento proposto conduz a resultados muito semelhantes aos obtidos com modelos de elementos finitos de casca e/ou de volume, muito embora o número de graus de liberdade e o tempo de cálculo sejam significativamente inferiores. Para além disso, mostra-se que a análise das funções de amplitude modais da GBT permite extrair conclusões únicas ao nível do comportamento estrutural das vigas mistas.
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COMPORTAMENTO ESTRUTURAL DE VIGAS MISTAS DE AÇO E CONCRETO COM PROTENSÃO EXTERNA ANNA CAROLINA HAIDUK NELSEN

COMPORTAMENTO ESTRUTURAL DE VIGAS MISTAS DE AÇO E CONCRETO COM PROTENSÃO EXTERNA ANNA CAROLINA HAIDUK NELSEN

Com o objetivo de determinar o número ótimo de cabos de protensão e a força de protensão inicial, Choi, Kim & Yoo (2008) recomendaram um equacionamento considerando o incremento da força de protensão devido ao carregamento de utilização da estrutura. Para verificar e validar as expressões analíticas propostas, também realizaram o ensaio de uma viga biapoiada mista protendida além da análise pelo método dos elementos finitos utilizando o programa patenteado chamado de LUSAS (2005). Uma das conclusões obtidas com esse estudo foi que o incremento no valor da força de protensão inicial, em função da aplicação do carregamento de utilização, foi de aproximadamente 5%, comparado com a força total de protensão. Com isso, quando possível, recomandam considerar esse incremento para reduzir a quantidade de cabos necessários, possibilitando assim um projeto mais econômico para a recuperação da capacidade resistente de pontes.
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Numerical analysis of the effect of partial interaction in the evaluation of the effective width of composite beams Análise numérica do efeito da interação parcial na avaliação da largura efetiva de vigas mistas

Numerical analysis of the effect of partial interaction in the evaluation of the effective width of composite beams Análise numérica do efeito da interação parcial na avaliação da largura efetiva de vigas mistas

efetiva no estado limite último é maior que no regime elástico. Amadio e Fragiacomo [1] conduziram uma série de estudos pa- ramétricos em vigas mistas bi-apoiadas e em balanço usando o programa ABAQUS [13]. Ambas as análises, não linear e elástica além de diferentes níveis de deformabilidade da conexão foram avaliados. Os resultados para comportamento elástico mostram que a deformabilidade da conexão é um parâmetro muito impor- tante na determinação da largura efetiva para análise de tensões. Esse trabalho consiste na verificação da influência da interação parcial na determinação da largura efetiva de vigas mistas de aço- -concreto. Essa verificação é feita por análises numéricas utilizando elementos finitos capazes de simular o comportamento de placas de concreto ligadas a vigas de aço através de uma conexão deformável.
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ESTUDO PARAMÉTRICO DA RESISTÊNCIA AO FOGO DE VIGAS MISTAS AÇO-CONCRETO

ESTUDO PARAMÉTRICO DA RESISTÊNCIA AO FOGO DE VIGAS MISTAS AÇO-CONCRETO

No final dos anos 80 os efeitos da restrição à rotação e à expansão começaram a ser considerados nas análises. O primeiro software especializado para considerar toda estrutura bidimensional foi o CEFICOSS que foi desenvolvido na Universidade de Liege, Bélgica, em 1987. As analises usavam elementos finitos de viga-coluna compostos com a subestrutura bidimensional, com ligação semi-rígida. A análise térmica usava o método de diferenças finitas. Também SHARPLES (1987) desenvolveu um programa chamado ELTEMP, que se baseou em um programa chamado INSTAF, escrito por EL-ZANATY e MURRAY (1983) para estudar o comportamento bidimensional de uma subestrutura de aço a temperatura ambiente. Sharples usou o programa para investigar o comportamento de colunas sujeitas a gradientes térmicos ao longo da seção transversal, carregamento excêntrico e desalinhamento inicial.
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Modelagem numérica de vigas mistas aço-concreto.

Modelagem numérica de vigas mistas aço-concreto.

A utilização de estruturas mistas está cada vez mais presente nas obras de Engenharia Civil. As vigas mistas, em particular, são estruturas compostas por dois materiais, um peril metálico, situado em região predominantemente tracionada, e uma seção de concreto, situada em região predominantemente comprimida, ligados entre si através de dispositivos metálicos denominados de conectores de cisalhamento. As funções prin- cipais dos conectores são: permitir o trabalho solidário da laje-viga, restringir o escorregamento longitudinal e o deslocamento vertical na interface dos elementos e, absorver forças de cisalhamento. Nesse contexto, apresentam-se neste trabalho, modelos numéricos tridimensionais de vigas mistas aço-concreto, com a inalidade de simular o seu comportamento estrutural, enfatizando a interface laje-viga. As simulações foram feitas através do software ANSYS versão 10.0, que tem como base o Método de Elementos Finitos. Os resultados obtidos foram comparados com os previstos por norma e com referências encontradas na revisão bibliográica, veriicando-se que a modelagem numérica é uma ferramenta válida para a análise de vigas mistas aço-concreto.
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