Top PDF Análise da gestão dos corpos hídricos urbanos da bacia hidrográfica do Alto Tietê

Análise da gestão dos corpos hídricos urbanos da bacia hidrográfica do Alto Tietê

Análise da gestão dos corpos hídricos urbanos da bacia hidrográfica do Alto Tietê

(...) de certa maneira no Comitê temos discutido os efeitos e não as causas, ficamos preocupados com a poluição do rio Tietê, da Guarapiranga, do entorno, quando o município é o principal poluidor porque todos esses córregos chegam aos nossos mananciais via o lixo produzido por essa cidade de dez milhões de habitantes. Estamos lutando para que esse programa Córrego Limpo não seja um programa de governo mas de política pública, que possa perenizar independente das questões da troca de governo ou não nas próximas eleições, então estou fazendo uma moção para que esse Comitê se preocupe com esse Programa de fundamental importância, para que 30% da carga de esgoto que vão aos nossos mananciais, para constar que esse modelo do programa Córrego Limpo seja incorporado nesse modelo de gestão do corpo hídrico para que não seja apenas um programa de governo mas que seja perene e que tenha a ação da sociedade como um todo nesse Comitê, e a tendência até é que esse programa possa abranger com o tempo 100 córregos, e sem isso não vamos conseguir proteger nossos mananciais se a sujeira produzida em São Paulo não for gerenciada, tanto pela forma não estruturante como estruturante. (Representante da Prefeitura Municipal de São Paulo, Sr. Gilmar Altamirano)
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Gestão de resíduos sólidos urbanos nos municípios da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê: uma análise sobre o uso de TIC no acesso à informação governamental

Gestão de resíduos sólidos urbanos nos municípios da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê: uma análise sobre o uso de TIC no acesso à informação governamental

Enfatiza-se que os dados sobre os resíduos sólidos são base para que o gestor municipal possa executar a prestação dos serviços públicos inerentes aos RSU de maneira eficiente, atendendo os objetivos, instrumentos e planos de gestão integrada de resíduos. Em conformidade com o Plano Nacional de Resíduos Sólidos (Brasil, 2012a), um dos instrumentos previstos é exatamente o Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão de Resíduos Sólidos (SINIR). O Sistema tem como objetivo a disponibilização de estatísticas e indicadores visando caracterizar demanda e oferta de serviços públicos de gestão e gerenciamento de resíduos sólidos, de modo a permitir seu contínuo monitoramento. “Dentre os indicadores de resíduos sólidos já propostos pelo SINISA, deverão ser selecionados e integrados pelo SINIR aqueles que traduzem com maior clareza a eficiência da gestão municipal” (Brasil, 2012a, p. 48, grifo nosso). Logo, os critérios do Quadro 1 (incluindo os custos, população atendida e desempenho dos serviços) deveriam ser monitorados e difundidos no website dos municípios, para que possam ser integrados e centralizados no SINIR, de competência do governo federal.
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O Comitê de Bacia Hidrográfica do Alto Tietê e o Consejo de Cuenca del Valle de ...

O Comitê de Bacia Hidrográfica do Alto Tietê e o Consejo de Cuenca del Valle de ...

sendo desenvolvidos , em especial, no caso paulista. O trabalho se divide em três partes. Na primeira, procura evidenciar os marcos teóricos e o contexto que deram suporte à elaboração destas propostas e à sua implantação, os quais também dão subsídios para a análise dos dados e do processo. Na segunda parte, introduz informações sobre as áreas de estudo, no que diz respeito às características de seu território, do processo de industrialização e metropolização, bem como sobre alguns conflitos, obstáculos e impasses para a gestão das águas. Apresenta a legislação em vigor, que trata desta matéria, a implantação dos novos modelos nas áreas de estudo, bem como o processo de democratização da gestão das águas. Na terceira, apresenta algumas considerações finais. Hoje, o grande desafio é consolidar uma nova rela ção entre Estado e Sociedade, baseada na democratização da gestão das águas e na participação de amplos setores no processo, inclusive, na tomada de decisões. É necessário desenvolver a noção de co-responsabilidade dos atores no processo contínuo de democratização e, neste sentido, devem ser valorizadas as propostas teóricas – e de ação -, baseadas no aprendizado coletivo.
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INTEGRAÇÃO REGIONAL E GESTÃO DOS RECURSOS HÍDRICOS: O PLANO DA BACIA DO ALTO TIETÊ E OS ORGANISMOS DE ARTICULAÇÃO REGIONAL DO GRANDE ABC

INTEGRAÇÃO REGIONAL E GESTÃO DOS RECURSOS HÍDRICOS: O PLANO DA BACIA DO ALTO TIETÊ E OS ORGANISMOS DE ARTICULAÇÃO REGIONAL DO GRANDE ABC

As ações propostas no PBAT não apresentam determinação rígida de metas físicas a serem cumpridas pois permitem adequação à realidade e dinâmica de cada região e/ou município da bacia, podendo ser detalhadas, posteriormente, a partir da decisão da Agência de Bacia do Alto Tietê, do Comitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê e dos subcomitês, órgãos gerenciadores do Sistema Integrado de Gerenciamento de Recursos Hídricos, por meio de medidas estruturais de despoluição, drenagem e abastecimento, medidas não-estruturais (implantação da Agência, sistema de licenciamento e certificação, gestão compartilhada) e medidas de melhoria do processo de decisão (desenvolvimento, articulação institucional, e capacitação institucional dos municípios).
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Análise dos critérios de priorização de projeto junto ao fundo estadual de recursos hídricos do Estado de São Paulo: estudo de caso do Comitê da Bacia Hidrográfica do Tietê-Jacaré

Análise dos critérios de priorização de projeto junto ao fundo estadual de recursos hídricos do Estado de São Paulo: estudo de caso do Comitê da Bacia Hidrográfica do Tietê-Jacaré

Embora exista a recomendação da legislação para instalar a agência somente em bacias críticas, a pesquisa evidenciou que a gestão dos recursos hídricos no Estado, como já comentado, vem contando com uma estrutura administrativa ainda precária em muitos CBHs, necessitando equacionar a execução de diversas tarefas que caberiam a esse organismo. Na maioria das vezes, os organismos do Estado (normalmente responsáveis pela Secretaria Executiva) não estão suficientemente aparelhados para tais funções, principalmente porque seus Secretários Executivos acumulam atribuições relativas a seus cargos de carreira e concomitantemente exercem outras no sistema, tão importantes quanto às demais. Ou seja, a Agência de Bacia é fundamental para todos os CBHs (ALVIM, 2003, p. 176).
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Bacia hidrográfica dos rios Guandu, da Guarda e Guandu-Mirim: experiências para a gestão dos recursos hídricos

Bacia hidrográfica dos rios Guandu, da Guarda e Guandu-Mirim: experiências para a gestão dos recursos hídricos

A ocorrência de conflitos durante a concessão de novas outorgas de uso da água será inevitável, pois a disponibilidade hídrica é um fator claramente restritivo da bacia do Rio Guandu, devido ao crescente avanço do prisma de salinidade na foz do canal de São Francisco e ao aumento da dependência da operação dos reser- vatórios para gerar energia hidrelétrica, que funcionam cada vez mais no limite durante as estiagens. Um fator preocupante refere-se ao aumento das vazões ou- torgadas na bacia hidrográfica do Rio Paraíba do Sul, a montante da transposição para a bacia do Rio Guandu, que indica uma futura retirada entre 5 e 15 m³/s de água do Rio Paraíba do Sul, como está apresentado no Plano Diretor da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) (Sondotécnica, 2007). Segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), a alternativa de retirada de água do Rio Paraíba do Sul só ocorreria após 2025, caso sejam extrapoladas todas as disponibilidades hídricas da bacia do Alto Tietê (Sondotécnica, 2007). Os resultados apresentados na Tabela 3 mostraram que existirá um déficit de vazão, se todos os empreendimentos utilizarem a água doce do Rio Guandu ao mesmo tempo. Concluiu-se, então, que a vazão para conter a cunha salina deverá ser menor do que a preestabelecida pelo plano da bacia, a fim de atender a todos os usuários; da mesma forma, as indústrias deverão se adaptar à água salobra do canal de São Francisco, como já acontece com a UTE de Santa Cruz, da Gerdau e da CSA (processos industriais), que não foram computadas no balanço. Se esses procedimentos não ocorrerem, as novas concessões de outorga deverão privilegiar o abastecimento de água potável para o consumo humano (caso da ETA Novo Guandu), em detrimento dos outros usos, de acordo com a lei nacional de recursos hídricos (Lei nº 9433/97).
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ANÁLISE DO CONTEXTO DOS INSTRUMENTOS DE GERENCIAMENTO DA BACIA HIDROGRÁFICA DO ALTO JACU͍/RS

ANÁLISE DO CONTEXTO DOS INSTRUMENTOS DE GERENCIAMENTO DA BACIA HIDROGRÁFICA DO ALTO JACU͍/RS

O objetivo deste trabalho é analisar o contexto dos instrumentos de gerenciamento na Bacia Hidrográfica do Alto Jacuí a fim de conhecer e compreender este processo nesta área de estudo. Portanto, realizaram-se pesquisas bibliográficas sobre estes instrumentos e trabalho de campo até o Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Alto Jacuí buscando obter dados e informações sobre a área de estudo e de conhecer a situação do comitê e de seus instrumentos de gerenciamento. Como resultados, destaca-se: a Bacia Hidrográfica do Alto Jacuí apresenta seu instrumento de planejamento incompleto, pois só as etapas A e B do Plano de Bacia estão concluídas, a etapa C está em andamento. Em relação aos instrumentos de gestão, nota-se que não há diretrizes definidas. Também, destaca- se que não há Agência de Região Hidrográfica. Por meio deste estudo, espera-se contribuir no avanço das discussões que permeiam a efetiva gestão dos recursos hídricos na Bacia Hidrográfica do Alto Jacuí.
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Zoneamento geoambiental da bacia hidrográfica do Rio São João (MG) como subsídio à gestão dos recursos hídricos

Zoneamento geoambiental da bacia hidrográfica do Rio São João (MG) como subsídio à gestão dos recursos hídricos

Considerando o conceito de estresse hídrico como sendo a relação entre a capacidade de disponibilidade hídrica da bacia hidrográfica frente ao índice de vazões demandadas em sua área de drenagem, este trabalho buscou realizar a integração destes dois componentes para determinar o potencial de estresse hídrico das microrregiões da Bacia Hidrográfica do Rio São João (BH-SJ). Esta localiza-se à sudoeste do estado de Minas Gerais, ocupa uma área de abrangência de 2.417,70 km² e se caracteriza pela intensidade de intervenções antrópicas pontuais distribuídas ao longo de seu território. O estudo tomou como base a integração de dois documentos cartográficos: a Carta de Disponibilidade Hídrica Superficial e a Carta de Demanda Hídrica Superficial da bacia, que apresentam termos semelhantes para a classificação da ocorrência de suas classes: muito baixa, baixa, média, alta e muito alta. A metodologia adotada para a estimativa do potencial ao estresse hídrico, consistiu em quatro etapas: I) aquisição dos planos de informação; II) atribuição de pesos às classes de influência no potencial ao estresse hídrico; III) álgebra de mapas no SIG; IV) Zoneamento Geoambiental (ZG) quanto ao potencial de estresse hídrico das microbacias. O critério de Análise de Decisão Multicriterial (ADMC) foi adotado para atribuição dos pesos, pelo método AHP. Posteriormente realizou-se a álgebra de mapas em ambiente SIG, obtendo a Carta do Zoneamento Geoambiental quanto ao potencial de Estresse Hídrico da BH-SJ. As classes resultantes apresentaram as seguintes ocorrências: Muito baixa (11,06%); Baixa (45,57%); Média (25,07%); Alta (17,06%); Muito Alta (0,7%). As microbacias classificadas com alto e muito alto estresse hídrico são caracterizadas pelas áreas que sofrem maiores pressões antrópicas em seus recursos hídricos disponíveis e se enquadram na classe de alta prioridade para medidas que visem aprimorar a gestão dos usos consuntivos nestes locais, tendo a Carta do ZG como uma ferramenta de suporte no direcionamento de medidas de gestão nas possíveis tomadas de decisão pelos órgãos gestores dos recursos hídricos.
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Análise dos sistemas de logística reversa em municípios da bacia hidrográfica Tietê-Jacaré (UGRHI-13)

Análise dos sistemas de logística reversa em municípios da bacia hidrográfica Tietê-Jacaré (UGRHI-13)

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) , instituída pela lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, regulamentada pelo decreto nº 7.404, de 23 de dezembro de 2010, obriga aos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de agrotóxicos, seus resíduos e embalagens; pilhas e baterias; pneus; óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens; lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista; produtos eletroeletrônicos e seus componentes; e embalagens em geral à implementarem sistemas de Logística Reversa (LR), retornando os produtos após o uso pelos consumidores ao ciclo produtivo ou outra destinação final ambientalmente adequada. A importância em e estabelecer um sistema adequado de gestão de resíduos sólidos não está somente vinculada a minimizar os impactos ambientais, mas também os impactos à saúde pública. Neste contexto, o objetivo deste trabalho é analisar a implementação e abrangência das ações de LR nos municípios da Unidade de Gerenciamento de Recursos Hídricos Tietê/Jacaré (UGRHI-13) e a identificação dos atores envolvidos nos sistemas de LR em um estudo de caso no município de São Carlos-SP. Os métodos adotados contemplam a análise documental e aplicação de questionário aos representantes dos municípios para coleta de dados institucionais e diretrizes da gestão. O estudo de caso foi conduzido por meio de entrevistas com os atores envolvidos nos sistemas de LR, das quais foram identificados: poder público municipal, revendedores de produtos, associações representativas dos setores produtivos, entidades gestoras de LR, e outras organizações que realizam ações de LR. Identificou-se, dentre os resultados, iniciativas formais e informais de LR nos municípios da UGRHI-13; a falta de cooperação entre as esferas de poder e entre o setor privado com o poder público municipal, assim como a atribuição ao poder público municipal de responsabilidades do setor privado.
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GESTÃO DA QUALIDADE HÍDRICA NA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO TIETÊ (SP): DIFICULDADES PARA O ENQUADRAMENTO DAS ÁGUAS DOCES SUPERFICIAIS

GESTÃO DA QUALIDADE HÍDRICA NA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO TIETÊ (SP): DIFICULDADES PARA O ENQUADRAMENTO DAS ÁGUAS DOCES SUPERFICIAIS

Todas as UGRHIs analisadas possuem seus corpos hídricos enquadrados de acordo com o Decreto Estadual 10.755/77. Dessa forma, os corpos hídricos se encontram em desconformidade com a legislação atual e estão enquadrados de maneira mais permissiva em relação ao uso. A única Bacia que apresentou sua proposta de reenquadramento segundo a Resolução CONAMA 357/05 é a do Piracicaba, Capivari e Jundiaí, restando sua aprovação pelos órgãos colegiados superiores. Nota-se também que há uma proposta de estudos para o diagnóstico das águas na Bacia do Baixo Tietê e um estudo em andamento para o reenquadramento no Alto Tietê. Quanto às demais, o Médio Tietê possui um Plano de Bacia extremamente desatualizado, justificando a não proposição de metas neste sentido devido ao desconhecimento da UGRHI de forma geral. O que causa certo estranhamento, todavia, é a ausência de qualquer menção a respeito do enquadramento no Plano do Tietê Jacaré.
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Análise espaço temporal de parâmetros de qualidade de água e sua relação com uso e ocupação na bacia do Alto Tietê

Análise espaço temporal de parâmetros de qualidade de água e sua relação com uso e ocupação na bacia do Alto Tietê

entre três estratégias possíveis para determinar as concentrações basais (BUCK, 2000). A primeira abordagem caracteriza a utilização das concentrações de referência de uma região conhecida que possua valores ótimos, de acordo com um julgamento profissional. Este método possui uma falha a ser considerada pois exige o conhecimento de valores de referências que podem não estar disponíveis, como é o caso de alguns estudos já realizados (DODDS e OAKES, 2004). A segunda abordagem identifica o 75º percentil da distribuição de concentrações registradas em um corpo d’água, e usa esse percentual para desenvolver os critérios. Uma das falhas dessa abordagem encontra-se no fato de apenas descartar o último quarto de valores de concentração, que correspondem a parcela dos valores de mais alta concentração (DODDS e OAKES, 2004). A terceira e última abordagem, chamada de Método da Trisecção, calcula a mediana do terço inferior da distribuição crescente de concentrações registradas e a utiliza para desenvolver os critérios. Embora recomendados pela EPA, em regiões amplamente afetadas pela carga de nutrientes humana, os métodos podem levar à valores que não condizem fielmente a situação de referência de ação antrópica inexistente (SMITH, ALEXANDER e SCHWARZ, 2003), contudo, as concentrações basais podem ser utilizadas apenas como um referencial em prol da normatização de variáveis para o estudo de comparação de diferentes corpos hídricos.
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Gestão das águas subterrâneas na Bacia Hidrográfica do Alto Tietê (SP)

Gestão das águas subterrâneas na Bacia Hidrográfica do Alto Tietê (SP)

A disponibilidade por água direcionou e motivou o desenvolvimento das atividades e das ocupações territoriais na Bacia Hidrográfica do Alto Tietê (BAT). Nessa trajetória, a água subterrânea passou a ser uma das grandes reservas disponíveis para suprir a essa crescente demanda onde atualmente existem aproximadamente 12 mil poços fornecendo cerca de 10m³/s. Na BAT este cenário de dependência ao recurso hídrico subterrâneo se acentua, na medida em que a disponibilidade de água superficial diminui. Dessa forma, a intensa extração de água, concentrada na área urbana da bacia, tem causado rebaixamentos nos níveis dos aquíferos. A situação é agravada, pois parte da água fisicamente disponível torna-se qualitativamente indisponível por contaminações provenientes das atividades antrópicas mal operadas. Hoje na BAT são reconhecidas 2.018 áreas onde os aquíferos e os solos são contaminadas, ademais de existirem outras 53 mil atividades com potencial para gerar contaminação aos aquíferos. Nessa pesquisa foi realizado um mapeamento das áreas críticas integradas de qualidade e quantidade, onde a área da BAT foi dividida em células de 500x500m. De um total de 23.867 áreas em toda a BAT, foi possível identificar, 943 áreas de alta, 1876 áreas de média e 3120 áreas de baixa criticidade. Entretanto, essa situação é desconhecida pelos usuários dos recursos hídricos. Apesar desse cenário, a gestão das águas subterrâneas ainda é bastante incipiente na bacia. A limitação é ainda maior, pois a identificação dos poços é difícil e os problemas, quando detectados, não são de responsabilidade de apenas um, mas de um conjunto de usuários. Assim, como em outras regiões metropolitanas do Brasil, a BAT possui uma alta densidade de poços ilegais, onde a sua explotação acarreta em um rebaixamento excessivo nos níveis dos aquíferos, reduzindo a oferta de água, diminuindo assim, a segurança hídrica da bacia. Experiências recentes na gestão das águas subterrâneas têm indicado que o gerenciamento desse recurso terá mais sucesso quanto maior for a participação do usuário, portanto a gestão da água, aplicada nesse trabalho através da integração de informações relativas ao meio físico, uso e ocupação do solo, aspectos sócios econômicos, do balanço hídrico, e os aspectos hidrogeológicos torna-se fundamental para prover o conhecimento e as ferramentas gerenciais para a tomada de decisões e conscientização dos usuários, que levarão à proteção e ao uso controlado dos recursos hídricos subterrâneos.
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Desafios e perspectivas de integração das políticas de recursos hídricos e meio ambiente na bacia hidrográfica do Rio Paraopeba Alto São Francisco

Desafios e perspectivas de integração das políticas de recursos hídricos e meio ambiente na bacia hidrográfica do Rio Paraopeba Alto São Francisco

Fraquezas: baixa qualidade das águas em pontos específicos, principalmente quanto aos parâmetros orgânicos, químicos e sedimentos; contaminação por lixívia de resíduos sólidos urbanos, óleos e graxas; falta de fiscalização para pequenas empresas irregulares e poluidoras; poluição no rio Betim; contaminação de peixes; ocorrência de poluição agrícola em episódios que comprometem a vida no rio; lançamentos clandestinos de esgotos e resíduos sólidos nos reservatórios de abastecimento; ocupações e interferências no entorno dos reservatórios de abastecimento, com destaque para o caso de Várzea das Flores; ausência de mata ciliar ao longo do rio Paraopeba e seus tributários; pesca predatória na usina hidrelétrica de Igarapé; mortandade de peixes no período chuvoso; carreamento de sedimentos da extração mineral; extração indiscriminada de areia; falta de informação sobre bacia (dados sobre: os rios, usos, usuários, lançamento de poluentes, balanço hídrico, autorizações – licenciamentos e outorgas, águas subterrâneas – monitoramento qualitativo e quantitativo); desmatamento desordenado; diminuição da quantidade de água nos rios; falta de mobilização social na bacia; assoreamento; invasão de plantas aquáticas e utilização indevida das águas das lagoas marginais; ausência de ações de revitalização dos corpos de água, proteção de nascentes e áreas de recarga de aqüíferos; ausência de ações para com os pescadores e moradores ribeirinhos; ocupação de áreas de preservação permanente. (CIBAPAR, 2008)
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Estrógenos na bacia hidrográfica Tietê-Jacaré: ocorrência e avaliação do impacto ambiental

Estrógenos na bacia hidrográfica Tietê-Jacaré: ocorrência e avaliação do impacto ambiental

corpos hídricos, que muitas vezes são utilizados para abastecimento público. Além disso, a presença de contaminantes nos corpos hídricos pode afetar de organismos bentônicos até os peixes. Estes compostos são responsáveis por alterações na vida aquática e nos humanos dentre as quais já comprovadas: aparecimento de câncer, redução da fertilidade, alterações nos sistemas nervoso e endócrino, reversão sexual peixes, entre outros. A Tabela ΙΙΙ.7 apresenta concentrações dos estrógenos encontradas em água, sedimento e lodo de esgoto em diferentes países em relação ao encontrado neste trabalho. Neste trabalho as concentrações obtidas para amostras de água foram menores em relação aos trabalhos descritos na literatura, nos quais também não foram realizadas análise do material particulado em suspensão.
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Gestão de recursos hídricos: acertos e erros na Bacia Hidrográfica do Rio Itajaí/SC - Brasil

Gestão de recursos hídricos: acertos e erros na Bacia Hidrográfica do Rio Itajaí/SC - Brasil

Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos Secretaria Especial de Meio Ambiente.. Sistema Nacional de Gerenciamento dos Recursos Hídricos.[r]

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O PLANO DIRETOR DE RECURSOS HÍDRICOS DA BACIA HIDROGRÁFICA DO ALTO RIO GRANDE MG: UMA ANALISE DO RELATÓRIO DE DIAGNÓSTICO

O PLANO DIRETOR DE RECURSOS HÍDRICOS DA BACIA HIDROGRÁFICA DO ALTO RIO GRANDE MG: UMA ANALISE DO RELATÓRIO DE DIAGNÓSTICO

Visando alcançar os objetivos previstos os Planos funcionaram como planos diretores de longo prazo, com horizonte de planejamento compatível com o período de implantação de seus programas e projetos e terão, segundo a Lei Federal 9.433/97, o seguinte conteúdo mínimo: (a) diagnóstico da situação atual dos recursos hídricos; (b) análise de alternativas de crescimento demográfico, de evolução de atividades produtivas e de modificações dos padrões de ocupação do solo; (c) balanço entre disponibilidades e demandas futuras dos recursos hídricos, em quantidade e qualidade, com identificação de conflitos potenciais; (d) metas de racionalização de uso, aumento da quantidade e melhoria da qualidade dos recursos hídricos disponíveis; (e) medidas a serem tomadas, programas a serem desenvolvidos e projetos a serem implantados, para o atendimento das metas previstas; (f) prioridades para outorga de direitos de uso de recursos hídricos; (g) diretrizes e critérios para a cobrança pelo uso dos recursos hídricos; (h) propostas para a criação de áreas sujeitas a restrição de uso, com vistas à proteção dos recursos hídricos.
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A trajetória do comitê da bacia hidrográfica do rio Mogi Guaçu e suas contribuições para a gestão dos recursos hídricos

A trajetória do comitê da bacia hidrográfica do rio Mogi Guaçu e suas contribuições para a gestão dos recursos hídricos

Essa proposta estabelece uma nova estrutura para a Gestão dos Recursos Hídricos, além do mais, essas ações, estabelecidas por meio da Política Nacional de Recursos Hídricos, visam criar um novo senso de valores, capaz de redefinir as prioridades na direção de um futuro justo, equitativo e sustentável, visto que a crescente degradação ambiental vem se tornando uma ameaça para a sociedade. E, para minimizá-la, são necessários esforços mútuos da sociedade civil, das instituições organizadas e do governo, por meio de estudos e planejamento de ações direcionadas. Por isso, os Comitês de Bacias Hidrográficas têm um papel primordial, pois são órgãos colegiados destinados a atuar como “parlamentos das águas”, ou seja, fóruns de decisão no âmbito de cada bacia hidrográfica.
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Composição de rotífera em corpos d'água da bacia do rio Tietê São Paulo, Brasil.

Composição de rotífera em corpos d'água da bacia do rio Tietê São Paulo, Brasil.

Embora na UGRHI-13 Tietê/Jacaré não tenha sido possível estabelecer relações quanto a espécies indicadoras com a similaridade da composição dos corpos d’água amostrados, suas localizações geográficas, graus de trofia e táxons dominantes, observou-se a dominância de Polyarthra aff. vulgaris na maioria dos corpos d'água (item 5.3). Porém, para esta Unidade, a dominância por Polyarthra aff. vulgaris não esteve necessariamente associada a Conochilus unicornis e a ambientes com menor trofia, como na UGRHI-6 Alto Tietê. Deste modo, a ocorrência e dominância de Polyarthra aff. vulgaris parece ser independente do estado trófico do corpo d’água.
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Análise do impacto da gestão dos recursos hídricos no estado quantitativo e qualitativo das águas subterrâneas na bacia hidrográfica da ribeira de Quarteira

Análise do impacto da gestão dos recursos hídricos no estado quantitativo e qualitativo das águas subterrâneas na bacia hidrográfica da ribeira de Quarteira

A proteção das águas subterrâneas tem sido um tema em discussão no seio da União Europeia desde o início dos anos 90. A necessidade de se lançarem ações para evitar a deterioração quantitativa e qualitativa das águas doces, de superfície e subterrâneas, foi reconhecida na reunião ministerial sobre águas subterrâneas, realizada em Haia, em 1991. Foi então apresentada pela Comissão Europeia, em 1997, uma Proposta de Diretiva-Quadro que estabelece um quadro de ação comunitária no domínio da política da água, simplificadamente designada por Diretiva Quadro da Água, devido à necessidade de proteção das águas subterrâneas (West et al., 2000). A Diretiva Quadro da Água prevê a elaboração de Planos de Gestão de Bacia Hidrográfica e o estabelecimento de programas de medidas destinados a garantir o cumprimento dos objetivos ambientais elaborados de forma integrada para cada bacia hidrográfica (Henriques & West, 2000b).
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Processos erosivos urbanos e a qualidade dos corpos hídricos em Buriticupu, Maranhão

Processos erosivos urbanos e a qualidade dos corpos hídricos em Buriticupu, Maranhão

La erosión del suelo y la polución hídrica son serios problemas ambientales deben ser objeto de preocupación de la sociedad en general. En las áreas propensas a esos sucesos, como en el caso de Buriticupu-MA, se necesita controlar los factores sociales para que los daños originados de ellos sean reducidos. El objetivo de este artículo fue el de analizar la dinámica de los procesos erosivos de la ciudad señalada y el consecuente acarreo de sedimentos para los cuerpos hídricos. Se ha utilizado como abordaje metodológica la Teoría Geosistémica, adoptándose la investigación bibliográfica, la delimitación y caracterización del área de estudio, el mapeo de los principales canales, la realización de visitas técnicas con entrevistas informales con los habitantes, recolectas y muestras de suelos, registros fotográficos como procedimientos. Se ha constatado que la ciudad está asentada sobre suelos de alta erodibilidad originada de los elevados niveles de silte y arena en su composición granulométrica y los bajos niveles de Al que dificultan la formación de estructura en los suelos, relieve ondulado y con promedios pluviométricos anuales por encima de 2000 mm, constituyendo factores naturales determinantes en la instabilidad del área. La ocupación desordenada y las deficiencias de infraestructura son catalizadores de los procesos erosivos, teniendo en cuenta que permiten su rápida intensificación. Los cuerpos hídricos presentan tramos que ya están eutrofizados, están soterrados por sedimentos y/o que ya no poseen agua corriente, dada la presencia abundante de sedimentos y colonización por vegetación típica de ambiente eutrofizado.
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