Top PDF Análise do trabalho de uma equipe multiprofissional em um Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas

Análise do trabalho de uma equipe multiprofissional em um Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas

Análise do trabalho de uma equipe multiprofissional em um Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas

Nardi e Remminger (2007) analisaram entrevistas com trabalhadores de saúde mental de diversos serviços brasileiros a partir das ferramentas de jogos de verdade propostas por Foucault. Os autores apontaram que a experiência lhes mostrava que os entraves para a efetiva implementação da reforma não estavam na falta de vontade política ou de recursos financeiros. Citara m Perbart (1991) para inferir que talvez estivessem nos “manicômios mentais” e questionaram se a Desinstitucionalização só seria possível com trabalhadores militantes. Nesse sentido, advertem que a Desinstitucionalização só se dá diante da transformação das relações de saber/poder instituídas pela Psiquiatria. Para tanto, é preciso avançar nas relações de trabalho, nos processos de subjetivação dos trabalhadores em sua relação com a loucura, ou seja, no modo como os trabalhadores se relacionam com o conjunto de verdades que atravessa seu trabalho, vendo-se ligados ao cumprimento de certas regras que permitem o seu reconhecimento enquanto trabalhador de saúde mental. Desse modo, pressupostos da Reforma Psiquiátrica, impostos como uma norma que não pode ser problematizada, não condiz com sua própria essência democrática. Os autores identificaram ainda que, ao longo da história, predominaram três diferentes formas de subjetivação: o discurso religioso, o discurso médico (técnico-científico) e o discurso da cidadania/da interdisciplinaridade que começou a disputar poder com o médico a partir da reforma psiquiátrica. Discutem que o trabalhador de saúde mental se constrói atualmente no embate entre esses discursos, ou seja, na crença de que cuidar é uma forma de caridade, de que a ciência não pode faltar no tratamento da loucura e de que é preciso implicação política e afetiva para construção de um novo modo de se relacionar com a loucura. Os resultados mostraram sinais de adoecimento entre os trabalhadores, no entanto, apesar da prática ainda estar distante da teoria, constatou-se uma afirmação dos pressupostos da Reforma Psiquiátrica. Ao mesmo tempo, destacaram também relatos de angústia frente aos casos que não faziam laço e de cansaço diante da necessidade de sempre ter que inovar. Finalmente, os autores fizeram uma crítica aos processos de exclusão de trabalhadores que não compactuavam com a nova verdade instituída.
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O Cotidiano do enfermeiro no Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas III sob a perspectiva da organização do trabalho.

O Cotidiano do enfermeiro no Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas III sob a perspectiva da organização do trabalho.

Objetivo: Compreender a organização do trabalho da equipe de enfermagem em um Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas III. Métodos: Estudo qualitativo, descritivo e exploratório desenvolvido na Zona da Mata Mineira. Os dados foram coletados de abril a novembro de 2016 com 10 profissionais da equipe de enfermagem através de entrevistas semiestruturadas. A análise dos dados foi realizada por meio da análise de conteúdo de Minayo. Resultados: Emergiram as seguintes categorias: a) organização do trabalho e ações da equipe de enfermagem no CAPS ad III e b) os descaminhos de uma prática pensada e vivida e “a profissão do jeito que tem que ser”. O estudo revelou que a organização do trabalho de enfermagem no CAPS ad III, ainda reproduz o modelo biomédico que dificulta a expressão da subjetividade e da criatividade dos trabalhadores e usuários. Considerações finais: O enfermeiro é um importante protagonista na transformação da organização do trabalho da enfermagem, pois exerce a gestão do cuidado, entretanto precisa incentivar novas propostas como a articulação do saber/fazer que integrem todos os profissionais.
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Oficinas terapêuticas em um Centro de Atenção Psicossocial – álcool e drogas

Oficinas terapêuticas em um Centro de Atenção Psicossocial – álcool e drogas

Inseridas em um CAPSad, as Ofi cinas relatadas seguiam seus preceitos, mas, nelas, buscava-se principalmente levantar diversos temas e os usuários podiam se posicionar de maneira diferente e divergente nos debates. Como em qualquer trabalho, as Ofi cinas comportavam limites. Os usuários muitas vezes não se sentiam à vontade para expor experiências e sentimentos para o grupo, o que levava à necessidade de manter alternativas de atendimento individual. Difi culdades emergiam quando os vínculos eram frágeis, quando não havia confi ança nos profi ssionais, nos demais participantes ou em si mesmo. O tratamento certamente não era unívoco e simples. O tempo e a escolha de cada um poderiam variar. A participação na Ofi cina contemplava alguns usuários, mas não era a única opção para todos. Este relato também possui inúmeros limites: entre outros, descreveu apenas algumas falas de um tipo específi co de Ofi cina e não contemplou a história pregressa de tratamento de cada usuário. Dentro desses limites, buscou ilustrar o uso de Ofi cinas Terapêuticas como instrumentos de intervenção psicológica, relacionando-as a princípios teóricos e metodológicos.
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A equipe enquanto lugar de formação: a educação permanente em um Centro de Atenção Psicossocial Álcool e outras drogas.

A equipe enquanto lugar de formação: a educação permanente em um Centro de Atenção Psicossocial Álcool e outras drogas.

Este estudo possibilitou, portanto, colocar o processo de educação permanente deste CAPS ad em evidência. Permitiu, ainda, que os envolvidos pudessem avaliar o processo de ensino-aprendizado vivenciado e ter um espaço/tempo para se reapropiarem dos diferentes processos de formação presentes em seu serviço. Nesse sentido, esta pesquisa funcionou como uma intervenção institucional, inclusive, reconhecida pelo grupo. Além disso, por meio da retomada dessa história, seu percurso e momento atual, é possível levantar subsídios para aprimorar essa estratégia no CAPS ad em questão, o que, por sua vez, também permitiu ampliar a reflexão sobre a formação coletiva em serviços de saúde mental. Talvez esse processo no qual esta pesquisa se baseou nem precise ser nomeado como EP, uma vez que se revelou inerente ao trabalho de um grupo, que faz autogestão de sua clínica e de seu processo de trabalho, ao incorporar oferta e demanda, transformando, de fato, a equipe enquanto lugar de formação. O significante “permanente” para a equipe, mais do que o conceito teórico em si, mostra, na prática, seu curso autogestionável e zelo pelo singular, ao não cair em modelitos.
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SATISFAÇÃO DOS TRABALHADORES DE UM CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL EM ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS

SATISFAÇÃO DOS TRABALHADORES DE UM CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL EM ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS

Tratou-se de um estudo do tipo descritivo, exploratório e transversal. Foi realizado em um CAPSad de um município no interior do Estado de São Paulo. Utilizou-se como instrumento de coleta de dados um questionário sociodemográfico e a aplicação da escala SATIS-BR. Os dados foram processados por meio do programa SPSS, versão 13.0, envolvendo a análise descritiva dos dados. A amostra foi de 17 trabalhadores. Há um predomínio de trabalhadores do sexo feminino, de cor branca, com formação qualificada, casado ou com companheiro, com tempo de trabalho superior a oito anos no CAPSad, recebendo salários de quatro a sete salários mínimos, tendo carga horária de 30 horas semanais. Os resultados deste estudo demonstraram que a avaliação dos trabalhadores sobre o CAPSad se situa na faixa intermediária com relação aos aspectos avaliados no serviço. Foram apontados aspectos que merecem maior investimento: estrutura física, formação e educação permanente, mais ações intersetoriais e ampliação da equipe de saúde. Como este trabalho foi realizado em um único serviço de saúde mental, não pode ser generalizado para outros serviços.
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Perfil dos idosos atendidos em um centro de atenção psicossocial: álcool e outras drogas.

Perfil dos idosos atendidos em um centro de atenção psicossocial: álcool e outras drogas.

tratamento da dependência de álcool e outras drogas, o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas de Ribeirão Preto, SP. Para compor a amostra realizou-se uma avaliação no banco de dados do presente serviço; em seus 13 anos de assistência, identificaram-se 5.889 (100%) clientes registrados no serviço. Foram incluídos apenas os clientes com idade acima de 60 anos, ou seja, 191 (3,2%) idosos atendidos no presente serviço. Para a coleta de dados elaborou-se um questionário contendo as informações sociodemográficas e o tipo de drogas utilizadas. Quanto aos aspectos éticos, o presente estudo foi submetido e aprovado (Processo N. 0705/2006) pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, seguindo a Resolução 196/96 CONEP. Um banco de dados foi elaborado no Statistical Package Social Science (SPSS) na versão Windows para a inserção e análise dos dados. Os resultados foram apresentados em números e porcentagens.
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TRABALHO NOS CENTROS DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL ÁLCOOL E DROGAS E AS POLÍTICAS PÚBLICAS: QUE CAMINHO SEGUIR?.

TRABALHO NOS CENTROS DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL ÁLCOOL E DROGAS E AS POLÍTICAS PÚBLICAS: QUE CAMINHO SEGUIR?.

Não cabe nesta análise a discussão sobre os aspectos destrutivos do crack, uma vez que seria optar pelo mesmo caminho expresso na política e nas campanhas. O que buscamos ressaltar é o pânico que se promove em re- lação a uma substância ao exigir medidas duras de repressão. A guerra às drogas aponta essa substância como uma ameaça para a vida social, de for- ma que as premissas que justificam essas ações estão baseadas na necessi- dade de maior produtividade no trabalho ou de vínculos familiares. Ou seja, aponta para afirmações de como a vida deve ser vivida, e não na liber- dade de escolha, no que deveria ser o direito de ir e vir de todos os cidadãos. Concomitante a essas questões, em 2011, o Ministério da Saúde, com base na lei n. 10.216/2001 e nas diretrizes da Paiuad, instituiu a “Rede de Atenção Psicossocial para pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com neces- sidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, no âmbito do SUS” (Brasil, 2011d). A portaria tem como uma de suas finalidades a arti- culação de uma rede de atenção psicossocial frente a esta temática. Além disso, considera o respeito aos direitos humanos e a autonomia das pessoas, foca na redução de danos e busca combater os estigmas e preconceitos.
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Centro de atenção psicossocial álcool e outras drogas : re construção de uma prática

Centro de atenção psicossocial álcool e outras drogas : re construção de uma prática

Esta pesquisa aborda a prática desenvolvida nos Centros de Atenção Psicossocial Álcool e outras Drogas (CAPS AD), com enfoque no saber-fazer das equipes multiprofissionais neles atuantes. O objetivo geral do estudo foi analisar os CAPS AD como dispositivos de atenção ao usuário de droga com base nos preceitos das políticas atuais sobre drogas. Os serviços foram caracterizados quanto a sua estrutura física e recursos humanos. Investigaram-se as concepções e percepções dos profissionais relacionadas à problemática do consumo de droga na atualidade, assim como as ações e práticas desenvolvidas por eles nos CAPS AD. Trata-se de uma pesquisa exploratória e descritiva desenvolvida em quatro CAPS AD, distribuídos na cidade de Fortaleza-CE. Os sujeitos envolvidos no estudo foram os profissionais de nível superior, que compunham as equipes multiprofissionais e os coordenadores técnicos de cada instituição. Utilizou-se um roteiro de entrevista semiestruturada com perguntas contemplando aspectos inerentes às características sociodemográficas dos sujeitos, suas formações profissionais e experiências em saúde mental. Alguns questionamentos também visaram o conhecimento das práticas desenvolvidas nos serviços e do uso dos recursos e dispositivos presentes nas comunidades e na suposta rede de atenção e apoio ao usuário de álcool e outras drogas. A observação sistemática e o diário de campo foram utilizados também na coleta de dados, já que se pretendeu saber como estavam organizados e distribuídos os recursos físicos e humanos de cada instituição, assim como suas dinâmicas de funcionamento. Os dados quantitativos foram organizados em quadros e os qualitativos de acordo com o método de análise de conteúdo proposto por Bardin, sendo analisados e discutidos com base na literatura recente. Os aspectos éticos e legais
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Caracterização da clientela atendida em centro de atenção psicossocial : álcool e drogas

Caracterização da clientela atendida em centro de atenção psicossocial : álcool e drogas

atribuído à necessidade imperiosa de obter as substâncias do que à necessidade de trabalhar, fato comum entre estudantes de classe desfavorecida que necessitam ajudar no sustento da família. Por fim termina acontecendo o completo abandono dos estudos. Quando analisada a situação dos sujeitos em relação ao mercado de trabalho, tem-se que 37,7% não trabalhavam ou estavam desempregados, o que pode ser considerado como mais um agravante à dependência química. Apesar disso, parte significativa exercia atividades laborais e compunham a estatística de trabalhadores assalariados, alertando para o fato de que nem todo dependente químico deve ser rotulado como desempregado. A condição de autônomo (22,0%) também constitui realidade preocupante, uma vez que pode levar o indivíduo a conviver com períodos descontínuos de empregabilidade.
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Projeto terapêutico de usuários de crack e álcool atendidos no centro de atenção psicossocial

Projeto terapêutico de usuários de crack e álcool atendidos no centro de atenção psicossocial

Pretendeu-se com este estudo analisar o projeto terapêutico de usuários de crack e álcool atendidos em um Centro de Atenção Psicossocial Álcool e outras Drogas. Detectou-se uma produção do cuidado tendo como base o projeto terapêutico individualizado conduzido por uma equipe multiprofissional. Os atendimentos de enfermagem e clínica médica foram a maioria, sugerindo o formato de organização do serviço e as demandas dos usuários. O estudo também reflete a importância de uma equipe que atue transversalmente na assistência indicando novos processos de formação que garantam competências para incluir tecnologias leves no processo de trabalho.
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Práticas educativas em um centro de atenção psicossocial álcool e drogas: percepção dos usuários

Práticas educativas em um centro de atenção psicossocial álcool e drogas: percepção dos usuários

Objetivo: Analisar a percepção dos usuários de um Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPSAD) quanto à importância das atividades educativas promovidas pela equipe de nutrição. Métodos: Trata-se de um estudo de delineamento descritivo e exploratório, com abordagem quanti-qualitativa, desenvolvido no Pará, no período de junho a outubro/2019, em um CAPSAD, no qual foi aplicado formulário contendo questões sobre a avaliação das atividades educativas e sobre a percepção dos usuários a respeito dessas práticas. Resultados: Participaram do estudo 23 usuários, sendo que todos consideraram as atividades educativas importantes, avaliando-as em ótima (52,1%) e boa (47,8%), e 91,3% acredita que as atividades contribuem com o tratamento realizado no CAPSAD. Na análise qualitativa observou-se que a maioria das falas associou a importância das atividades educativas à aquisição de novos conhecimentos, e por ser uma forma de distanciar ou reduzir os pensamentos e sentimentos provenientes da dependência da droga. Conclusão: As atividades educativas desenvolvidas no CAPSAD além de auxiliar na promoção da saúde, colaboram com o aprendizado e com o tratamento terapêutico dos usuários. Em relação à percepção evidenciou-se que a importância das práticas educativas esteve relacionada ao aprendizado e por ser uma forma de ocupar a mente e afastá-los das drogas.
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Transtornos de ansiedade em usuários de substâncias de um Centro de Atenção Psicossocial álcool e drogas

Transtornos de ansiedade em usuários de substâncias de um Centro de Atenção Psicossocial álcool e drogas

Objetivo: Identificar a prevalência de transtornos de ansiedade dos usuários de substâncias de um Centro de Atenção Psicossocial álcool e drogas (CAPSad), com ênfase na severidade da dependência. Métodos: Estudo transversal com 60 usuários de em um CAPSad. Foi utilizado o Mini International Neuropsychiatric Interview (MINI) para avaliar a prevalência de transtornos de ansiedade e a escala Addiction Severity Index (ASI) para avaliar a severidade da dependência. Foi realizada estatística descritiva e testes de comparação(p<0,05). O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa. Resultados: Os participantes eram na maioria homens, com idade média de 38 anos. A maior parte deles apontou a cocaína/crack como a principal substância que os motivou a buscar o tratamento. A prevalência de transtornos de ansiedade atual foi de 50%, sendo os transtornos de pânico e de ansiedade generalizada os mais prevalentes com 31,7% e 28,3% respectivamente. Os participantes com transtornos de ansiedade apresentaram maior severidade da dependência principalmente nos domínios psiquiátrico, álcool e problemas sociofamiliares. Conclusão: A prevalência de transtornos de ansiedade é alta em usuários de substâncias em tratamento e está relacionada com maior severidade da dependência. São necessários estudos que possibilitem uma análise mais detalhada desse tipo de comorbidade.
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Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas e a Psicologia

Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas e a Psicologia

Resumo: Verifica-se atualmente grande quantidade de pessoas envolvidas de alguma forma com o uso prejudicial de álcool e outras drogas, o que representa um desafio para a saúde pública e para os profissionais. Este artigo tem como objetivo investigar a organização dos Centros de Atenção Psicossociais Álcool e Drogas – CAPS ad – no estado do RS, no que se refere às práticas e/ou intervenções psicológicas. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, de caráter descritivo e exploratório, com a análise dos seguintes temas: histórico da implantação dos CAPS e CAPS ad no RS; rede de atendimento; orientações e políticas de trabalho; indicações de atividades e intervenções dos psicólogos; formação acadêmica e profissional em Psicologia. Foram pesquisadas bases de dados como BVS-PSI e Google Acadêmico, no período de 2001 a 2010 e dados disponíveis de sites de domínio público. Os resultados indicaram que os profissionais psicólogos têm desenvolvido suas atividades parcialmente conforme recomendação do Ministério da Saúde já que encontram limitações para ampliá- las e registrá-las. Os resultados também apontam para a escassez de registros dos próprios CAPS ad como um todo. Portanto, o estudo permitiu evidenciar potencialidades dos serviços e também lacunas que viabilizam a qualificação dos mesmos e também futuros estudos com abordagens teóricas e técnicas diferentes.
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A percepção sobre o trabalho em equipe multiprofissional dos trabalhadores de um Centro de Atenção Psicossocial em Salvador, Bahia, Brasil.

A percepção sobre o trabalho em equipe multiprofissional dos trabalhadores de um Centro de Atenção Psicossocial em Salvador, Bahia, Brasil.

concepção, existem fronteiras imprecisas entre as identidades das disciplinas. Portanto, apesar de o trabalho desenvolvido pela maioria da equipe estudada estar embasado em conceitos e métodos comuns do campo da saúde mental e de se desenvolver em patamar de horizontalidade entre as categorias profissionais, alguns fatores apontados pelos entrevistados trazem, como indícios, que o trabalho multiprofissional opera de modo incipiente, circulando entre o “pluri” e o interdisciplinar. Este fato indica que as atividades profissionais são ainda pouco integradas, sendo a maioria das ações realizada isoladamente; e que, quando ocorre a interação, ela se dá em momentos pontuais no cotidiano do serviço. Tal configuração direciona mais para uma complementaridade entre as disciplinas do que para uma interação e uma nova combinação com trocas entre os campos disciplinares, sendo esta característica fundamental da interdisciplinaridade.
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Centro de atenção psicossocial para usuários de álcool e outras drogas: análises dos conceitos e das práticas no contexto da reforma psiquiátrica e atenção psicossocial

Centro de atenção psicossocial para usuários de álcool e outras drogas: análises dos conceitos e das práticas no contexto da reforma psiquiátrica e atenção psicossocial

Ao observar a arquitetura do CAPSad, deparamos com os muros que protegem o espaço interno, o excesso de concreto que compõe sua fachada, a distância do centro da cidade e sua localização próxima das chácaras, e pensamos que é um resquício, mais que um signo, de seu passado recente, e que, para apagar este vestígio, o único portão de entrada permanece aberto durante todo expediente. Lá dentro, atrás dos seus muros, conseguimos visualizar o CAPSad de fato, a sala de espera com o sofá coberto, para encobrir o desgaste causado pelo uso. O ambiente, ora descontraído, ora tenso, mostra em certas horas a mobilização maior das pessoas que sempre transitam pelos espaços. Profissionais sempre empreendendo uma tarefa destinada aos usuários, que, circulando pelo ambiente, ora realizando alguma atividade proposta pela equipe, ora não fazendo nada, numa reação de oposição ou mesmo de descaso às normas colocadas.
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O trabalho da equipe de um Centro de Atenção Psicossocial na perspectiva da família.

O trabalho da equipe de um Centro de Atenção Psicossocial na perspectiva da família.

O objetivo deste estudo foi compreender as vivências de familiares de usuários de um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) em relação ao trabalho da equipe de saúde mental. Como referencial teórico-filosófico utilizou-se a sociologia fenomenológica. Os dados foram coletados por meio de entre- vista realizada com 13 familiares em outu- bro e novembro de 2006, em um CAPS de Porto Alegre. Três categorias emergiram da análise compreensiva. Este artigo está fo- cado em uma dessas categorias: o trabalho como projeto, ação e ato. A análise realiza- da permitiu considerar que o trabalho da equipe do CAPS tem resultados concretos na assistência em saúde mental; as ações da equipe estão focadas no usuário; e que o trabalho da equipe deveria integrar mais a família ao serviço. Estas considerações podem servir de subsídios para que as equi- pes de saúde mental reflitam sobre suas práticas a respeito do envolvimento da fa- mília no seu trabalho.
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Avaliação do Centro de Atenção Psicossocial em Álcool e Outras Drogas do Município...

Avaliação do Centro de Atenção Psicossocial em Álcool e Outras Drogas do Município...

Em relação aos objetivos específicos, destacamos: prevenir o consumo e a dependência de crack, álcool e outras drogas, reduzir danos provocados pelo consumo de crack, álcool e outras drogas, promover a reabilitação e a reinserção das pessoas com transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas na sociedade, por meio do acesso ao trabalho, renda e moradia solidária. Há também objetivos relacionados à: promoção de mecanismos de formação permanente aos profissionais de saúde; desenvolvimento de ações intersetoriais de prevenção e redução de danos em parceria com organizações governamentais e da sociedade civil; produção e oferta de informações sobre direitos das pessoas, medidas de prevenção e cuidado e os serviços disponíveis na rede; regulação e organização das demandas e dos fluxos assistenciais da Rede de Atenção Psicossocial; e monitoramento e avaliação da qualidade dos serviços por meio de indicadores de efetividade e resolutividade da atenção (Brasil, 2011). A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) é constituída pelos seguintes componentes: Atenção Básica em Saúde, Atenção Psicossocial Especializada, Atenção de Urgência e Emergência, Atenção Residencial de Caráter Transitório, Atenção Hospitalar, estratégias de Desinstitucionalização e Reabilitação Psicossocial.
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DIFICULDADES ENCONTRADAS PELOS PSICÓLOGOS NOS CENTROS DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL (CAPSad): DESAFIOS DA FORMAÇÃO À ATUAÇÃO PROFISSIONAL

DIFICULDADES ENCONTRADAS PELOS PSICÓLOGOS NOS CENTROS DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL (CAPSad): DESAFIOS DA FORMAÇÃO À ATUAÇÃO PROFISSIONAL

Sendo assim, a partir das conquistas da Reforma surgem os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), que se constituem como serviços com ações voltadas à saúde mental, que passam a ser reconhecidos como principal forma de tratamento substitutivo ao manicômio. Dentre suas várias modalidades existe uma específica destinada ao cuidado de sujeitos com problemas relacionados a Álcool e outras Drogas, CAPS-ad, em que são ofertados tratamentos aos dependentes químicos. De acordo com o Ministério da Saúde, os centros têm como principal objetivo trabalhar com a saúde mental de forma adequada, oferecendo atendimento à população necessitada, realizando acompanhamento clínico, e promovendo a reinserção social dos usuários através do trabalho e do lazer, a fim de fortalecer os laços familiares e comunitários³. Estes serviços constituem-se por meio de uma equipe multidisciplinar com enfermei- ros, assistente social, médicos e psicólogos. Os traba- lhadores dos Caps têm como principais funções cuidar dos pacientes de forma mais humana, promovendo ci- dadania e que todos possam ser inseridos na sociedade 4 .
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Identidade do cuidado em Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil para usuários de álcool e drogas.

Identidade do cuidado em Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil para usuários de álcool e drogas.

Objeivo: relacionar o território da iden- idade com a produção de cuidado no in- terior de um CAPS voltado para crianças e adolescentes com uso abusivo de drogas e a sua idenidade insitucional. Método: Uilizou-se o “método do caso traçador” em quatro planos de invesigação: grupos focais e caracterização dos proissionais, ob- servação do coidiano e entrevista com dois usuários de casos emblemáicos do serviço. Resultados: O território de idenidade da insituição, do qual se opera a produção de cuidado, é atravessado pela diiculdade de lidar com a complexidade trazida pelos usuários e pela atuação do CAPS em rede. O trabalho é permeado também por diferen- tes concepções sobre cuidado e ímida pro- blemaização destas questões nos espaços coleivos do serviço. Conclusão: a discussão nos grupos focais e outros disposiivos po- dem ser potentes recursos para ressigniicar o senido do cuidado e da idenidade do serviço no coleivo.
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A inserção do  na equipe  do Centro de Atenção Psicossocial

A inserção do na equipe do Centro de Atenção Psicossocial

O CAPS presta serviços de atenção diária em saúde mental, evitando, assim, internações em hospitais psiquiátricos, pois tem caráter substitutivo ao hospital psiquiátrico 4,2 . Visa um trabalho de Equipe multiprofissional para recuperação, promovendo a inserção social do usuário, inserindo na família, no trabalho e na comunidade de forma gradual e planejada 5 . Apto a tratar os usuários com transtornos mentais severos e persistentes, nos âmbitos cognitivo, social e motor 6 .

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