Top PDF Anatomia foliar de espécies de Myrtaceae: contribuições à taxonomia e filogenia.

Anatomia foliar de espécies de Myrtaceae: contribuições à taxonomia e filogenia.

Anatomia foliar de espécies de Myrtaceae: contribuições à taxonomia e filogenia.

RESUMO – (Anatomia foliar de espécies de Myrtaceae: contribuições à taxonomia e filogenia). Trabalhos taxonômicos e filogenéticos têm utilizado informações anatômicas e para contribuir com estes estudos examinaram-se cortes paradérmicos e transversais da porção mediana foliar de Campomanesia adamantium (Camb.) O. Berg, Myrcia cordiifolia DC., M. decrescens O. Berg e M. torta D.C. Os caracteres anatômicos foram comparados com os de outras espécies descritas na literatura. São características comuns às quatro espécies examinadas: epiderme uniestratificada, tricomas unicelulares, folhas hipoestomáticas, estômatos paracíticos, cavidades secretoras em ambas as faces, mesofilo dorsiventral e nervura mediana com feixes bicolaterais. Destacam-se os seguintes caracteres úteis para a taxonomia da família: formato das células comuns da epiderme, tricomas dibraquiados ou não, camadas celulares incolores subepidérmicas e formato da nervura mediana. O formato e número das células teto das glândulas foliares têm utilidade taxonômica. O exame de 144 exsicatas evidenciou que a glabrescência é um fenômeno comum. A queda dos tricomas pode ser devido à sua base estreita e à ausência de célula pedal nos mesmos. Analisaram-se os caracteres à luz de estudos filogenéticos recentes e do ponto de vista ecológico, destacando a hipótese relacionada às células epidérmicas com possível função de célula de transferência. As características anatômicas forneceram dados para análises comparativas mais amplas entre os táxons de Myrtaceae e possibilitaram a construção de um cladograma, onde espécies de Leptospermum e Eucalyptus ocuparam posição basal, em consonância com filogenias relatadas na literatura.
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Anatomia foliar aplicada à taxonomia em Rubiaceae Juss

Anatomia foliar aplicada à taxonomia em Rubiaceae Juss

Na análise de componentes principais foi possível estabelecer a distribuição que coincide com os táxons em nível de supertribo conforme apresentado pelas análises de filogenia molecular realizadas por Robbrecht & Manen (2006). O clado das Rubioideae basal (que inclue Coussareae e Coccocypselum) ficou reunido com a supertribo Psychotriidinae, o que reforça a proposta de intima relação entre estes grupos com base em dados morfológicos e moleculares (Robbrecht & Manen 2006). Foi possível delimitar as espécies da supertribo Rubiidinae, o que está de acordo com as análises filogenéticas (Robbrecht & Manen 2006). Entretanto, o estudo filogenético não foi conclusivo quanto à organização desta supertribo em dois grupos (Rubiidinae I e Rubiidinae II), sendo o grupo Rubiidinae II citado como parafilético (Robbrecht & Manen 2006). Os resultados anatômicos apresentados são promissores, pois as 8 espécies da tribo Spermacocceae (Rubiidinae II) estão reunidas em um grupo consistente, de acordo com os dados anatômicos (folhas sésseis ou subsésseis, tricomas tectores multicelulares, parênquima paliçádico formado por células alongadas, aréolas moderadamente desenvolvidas com traqueídes terminais alargados). Tais características anatômicas podem apresensentar uma sinapomorfia para o grupo. Sugere-se, portanto, a ampliação do número de espécies incluídas em Rubiidinae II para confirmar e respaldar com maior segurança os trabalhos de filogenia.
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Anatomia foliar de Allagoptera Nees (Arecaceae) como subsídio à taxonomia

Anatomia foliar de Allagoptera Nees (Arecaceae) como subsídio à taxonomia

Arecaceae (= Palmae; classe Liliopsida) é uma família monofilética pertencente à ordem Arecales. O grupo é constituído por cinco subfamílias, sendo Arecoideae a maior e mais diversificada. Dentro de Arecoideae gêneros de relevância econômica se destacam, como Elaeis, Cocos, Allagoptera, Attalea e Syagrus. Contudo, as relações de parentesco entre tribos, subtribos e gêneros de Arecoideae ainda permanecem incertas. Para Allagoptera, poucos estudos foram realizados, e a inclusão de duas espécies novas no gênero (A. caudescens e A. robusta) torna necessária a realização de uma análise filogenética do grupo. Objetivou-se aqui traçar uma filogenia com base nos dados anatômicos observados para as espécies de Allagoptera (ver capítulo I), utilizando a espécie Phytelephas macrocarpa como grupo externo. A análise filogenética foi realizada no software PAST e alguns dados morfológicos das espécies, extraídos da literatura, também foram incluídos no estudo. As espécies mais basais da filogenia foram A. arenaria e A. caudescens, tendo esta última se diferenciado das demais por um grupo de nove caracteres morfoanatômicos. As relações filogenéticas entre as outras quatro espécies não puderam ser bem esclarecidas devido à baixa resolução (bootstrap) obtida, no entanto, parece claro que elas constituem um grupo mais derivado e, possivelmente, monofilético. O gênero provavelmente se diferenciou de outro gênero de Arecaceae em áreas litorâneas do Brasil, se diversificando em outras espécies à medida que começou a colonizar vegetações mais fechadas e ambientes mais distantes da costa. A elevada plasticidade fenotípica observada em espécies com ampla distribuição pelo território nacional, como A. campestris, aliada à baixa eficiência dos métodos morfoanatômicos em distinguir esta das demais espécies derivadas, levantam hipóteses sobre a existência de outras espécies ou subespécies dentro do gênero.
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Contribuições ao conhecimento do gênero Verbesina L. (Heliantheae-Asteraceae) no Brasil : taxonomia e filogenia

Contribuições ao conhecimento do gênero Verbesina L. (Heliantheae-Asteraceae) no Brasil : taxonomia e filogenia

Os táxons que apresentam lâmina foliar partida posicionaram-se juntos na filogenia como observado no clado N, composto por Verbesina bipinnatifida, V. macrophylla e V. turbacensis e no clado H, composto por V. caracasana V. subdiscoidea V. allophylla e V. macrophylla var. nelidae. Lâminas partidas estão presentes também em Podachaenium eminens e verifica-se que esse caráter surgiu mais de uma vez dentro da subtribo Verbesininae (Figura 3 e 5). Nas espécies brasileiras, o caráter lâmina foliar partida surge associado com outros dois caracteres: flores brancas e cipselas de superfície verrucosa, caracterizando morfologicamente o clado N. Outros estudos em Asteraceae tribo Heliantheae relataram grupos filogenéticos corroborados por grupos morfológicos baseados na morfologia foliar. O estudo realizado por Moore & Bohs (2007) para esclarecer a circunscrição de Balsamorhiza Hook. ex Nutt. e Wyethia Nutt. utilizando ITS, ETS e trnK, separou dois grupos que reuniu espécies com folhas basais de pecíolos longos, pinatipartidas ou cordadas, que caracterizaram Balsamorhiza e outro grupo com folhas basais e caulinas, sésseis e inteiras, ou com lâminas que se estreitam gradualmente na base em pecíolos curtos e alados, como Wyethia.
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Anatomia foliar de espécies de Bulbophyllum, seção Micranthae Barb. Rodr. (Orchidaceae) e sua correlação com a taxonomia

Anatomia foliar de espécies de Bulbophyllum, seção Micranthae Barb. Rodr. (Orchidaceae) e sua correlação com a taxonomia

Orchidaceae é uma das maiores famílias de Angiospermas, com distribuição cosmopolita, sendo que Bulbophyllum é o maior gênero da família, com mais de 1200 espécies. A seção Micranthae apresenta 12 espécies distribuídas na América do Sul e com grande representatividade no Brasil. A interpretação das Orchidaceae de maneira geral, é dificultada pela grande diversidade de espécies, gerando problemas taxonômicos. Visando levantar caracteres diagnósticos para as espécies e estados de caráter compartilhados entre elas, foram realizados estudos anatômicos das folhas de 11 espécies de Bulbophyllum seção Micranthae e de outras três espécies de Bulbophyllum constituindo o grupo externo. As estruturas anatômicas: epiderme unisseriada com cera epicuticular espessa; estômatos tetracíticos com câmaras supraestomáticas; presença de hipoderme e de feixes vasculares colaterais caracterizam as espécies estudadas. A forma cilíndrica da folha de Bulbophyllum insectiferum Barb. Rodr. é caráter diagnóstico da espécie, assim como a ausência de idioblastos traqueoidais de paredes espessadas em Dendrobium kingianum Bidwill ex Lindl. A morfologia das folhas, forma da lâmina foliar em secção transversal, forma das células epidérmicas em vista frontal, tipo de mesofilo, tipos de cristais e número de feixes vasculares são caracteres que permitem agrupamentos entre as espécies analisadas. Esses caracteres serão utilizados numa futura análise cladística procurando auxiliar a filogenia do grupo.
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Anatomia foliar de Chamaecrista Moench. (Leguminosae-Caesalpinioideae) como subdídio à taxonomia e à filogenia

Anatomia foliar de Chamaecrista Moench. (Leguminosae-Caesalpinioideae) como subdídio à taxonomia e à filogenia

Nectários são estruturas secretoras de néctar, solução composta por alta concentração de mono e dissacarídeos, principalmente, frutose, glicose e sacarose em proporções variáveis. Glândulas peciolares são comuns em Chamaecrista e são denominadas de nectários extraflorais (NEFs) com base normalmente em morfologia externa. Objetivou-se caracterizar a morfoanatomia das glândulas de Chamaecrista desvauxii var. langsdorfii e C. debilis, desde os estádios iniciais do desenvolvimento e detectar a presença de glicose no exsudado produzido. Amostras do pecíolo, em diferentes estádios de desenvolvimento, foram coletadas e submetidas a técnicas usuais em Anatomia Vegetal. Cada folha possui uma glândula localizada na face adaxial do pecíolo. A estrutura anatômica, a detecção de glicose na secreção e a constatação histoquímica de carboidratos nas células secretoras, permitem denominar as glândulas peciolares de C. desvauxii var. langsdorfii e de C. debilis como nectários extraflorais. Os NEFs de ambas as espécies apresentam epiderme secretora unisseriada e três regiões internas: porção secretora subepidérmica; vascularização constituída por floema e xilema e região parenquimática ao redor da vascularização. As células da região secretora subepidérmica são isodiamétricas, possuem núcleo evidente e citoplasma denso. O desenvolvimento dos NEFs é rápido e eles entram em atividade secretora antes que as folhas jovens completem a expansão. Originam-se da atividade da protoderme, do meristema fundamental e do procâmbio. O início do desenvolvimento é marcado pelo aumento do volume das células protodérmicas e por intensa atividade mitótica da protoderme e do meristema fundamental subjacente. Em C. desvauxii três estádios podem ser observados: globóide, cordiforme e pateliforme. Já para C. debilis não foi possível separar etapas de desenvolvimento com base na morfologia do nectário durante as fases de desenvolvimento. Estruturalmente os NEFs de ambas as espécies se assemelham ao descrito na literatura para outras espécies de Caesalpinioideae. A descrição do desenvolvimento de nectários para o gênero Chamaecrista é inédita e os resultados obtidos constituem-se em importante informação para trabalhos de taxonomia em Chamaecrista.
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Anatomia de folha e eixo da inflorescência: contribuições à taxonomia de Rapateaceae

Anatomia de folha e eixo da inflorescência: contribuições à taxonomia de Rapateaceae

A anatomia de folhas e eixos da inflorescência foi estudada em seis espécies de Rapateaceae (quatro espécies de Monotrema, Stegolepis guianensis e Saxofridericia aculeata), visando contribuir com a taxonomia da família. A forma e a estrutura da nervura central da lâmina foliar e a forma do eixo da inflorescência em secção transversal são caracteres diagnósticos para as espécies estudadas. Todas as espécies de Monotrema apresentam células da epiderme e da bainha externa dos feixes vasculares com compostos fenólicos em ambos os órgãos estudados; lâmina foliar com parênquima clorofiliano paliçádico e esponjoso, parênquima braciforme e lacunas de ar entre os feixes vasculares; bainha foliar com idioblastos com compostos fenólicos no mesofilo; eixo da inflorescência com células epidérmicas tabulares e com lacunas de ar no córtex e na medula. Estas características são úteis na delimitação da tribo Monotremeae e dão suporte à subfamília Monotremoideae. Stegolepis guianensis apresenta células epidérmicas com paredes espessadas e parênquima clorofiliano plicado em ambos os órgãos estudados; lâmina foliar com feixes de fibras subepidérmicos na face abaxial e mesofilo heterogêneo, com parênquima clorofiliano plicado; eixo da inflorescência com células epidérmicas arredondadas, hipoderme com células de paredes parcialmente espessadas e medula com células parenquimáticas isodiamétricas e com feixes vasculares. Saxofridericia aculeata apresenta células epidérmicas papilosas em ambos os órgãos estudados; lâmina foliar com mesofilo isobilateral, com feixes de fibras subepidérmicos em ambas as faces e parênquima clorofiliano regular; bainha foliar com hipoderme em ambas as faces e feixes de fibras dispersos no mesofilo; eixo da inflorescência com córtex indefinido e hipoderme com células de paredes espessadas. As características listadas para Stegolepis guianensis e Saxofridericia aculeata apresentam valor específico e oferecem subsídio ao posicionamento desses gêneros em tribos diferentes.
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Anatomia foliar comparada de espécies neotropicais de Stylogyne (Myrsinoideae – Primulaceae)

Anatomia foliar comparada de espécies neotropicais de Stylogyne (Myrsinoideae – Primulaceae)

Estudos anatômicos foram realizados com o objetivo de buscar caracteres diagnósticos para diferenciar Stylogyne depauperata, S. pauciflora, S. sordida and S. warmingii. Folhas totalmente expandidas foram submetidas aos procedimentos usuais em microscopia óptica e eletrônica de varredura. As espécies analisadas apresentam mesofilo dorsiventral, epiderme uniestratificada, estômatos anisocíticos, idioblastos com cristais em drusas e cavidades secretoras dispersas pelo mesofilo. Caracteres diagnósticos são a ornamentação cuticular, disposição do sistema vascular no pecíolo e forma das cavidades secretoras. As análises de variância reforçam a eficiência desses caracteres para a segregação das espécies.
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Anatomia foliar com implicações taxonômicas em espécies de ipês.

Anatomia foliar com implicações taxonômicas em espécies de ipês.

Poucos estudos tratam da anatomia de representantes de Bignoniaceae. Pode-se citar Metcalfe & Chalk (1950), que caracterizaram alguns representantes da família; Souza & Oliveira (2004) que estudaram plântulas de H. impetiginosus (= T. avellanedae) e H. chrysotrichus (= T. chrysotricha); Souza et al. (2005), que estudaram fruto e semente de H. chrysotrichus; Sampaio et al. (2007), que estudaram a ontogenia da semente de H. ochraceus; e Dousseau et al. (2008) que compararam a folha de plantas de H. serratifolius (= T. serratifolia) propagadas in vivo, in vitro e durante a aclimatização. Tais trabalhos, se comparados a outros com espécies de ipês, poderiam auxiliar na delimitação taxonômica deste grupo.
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Anatomia foliar de espécies de Flacourtiaceae (Sleumer 1980)

Anatomia foliar de espécies de Flacourtiaceae (Sleumer 1980)

1. Caracterizar anatomicamente as folhas de espécies de Abatia, Banara, Carpotroche, Casearia, Prockia e Xylosma ocorrentes em fragmentos florestais da Zona da Mata de Minas Gerais e em um campo de altitude no Parque Estadual da Serra do Brigadeiro e avaliar a importância dos caracteres anatômicos como subsídio para a identificação das espécies;

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Taxonomia e filogenia das espécies de Dasyloricaria Isbrücker & Nijssen, 1979 (Siluriformes: loricariidae)

Taxonomia e filogenia das espécies de Dasyloricaria Isbrücker & Nijssen, 1979 (Siluriformes: loricariidae)

Os loricarídeos (armored catfishes, cascudos ou corronchos) formam um grupo diversificado de espécies de água doce e, provavelmente, o de maior complexidade taxonômica (Pereira, 2008). Caracterizam-se por apresentar o corpo coberto por placas dérmicas e boca em posição ventral na forma de ventosa. A boca e os dentes estão adaptados para a sua alimentação composta principalmente por algas e detritos, no entanto pequenos invertebrados também podem fazer parte da sua dieta (Delariva & Agostinho, 2001). Os loricarídeos colonizaram quase todos os habitats de água doce, encontrando-se distribuídos nos principais sistemas hidrográficos da América do Sul, incluindo as porções Cis e Trans Andinas e porções da América Central. Podem ser encontrados em lagos e rios com correnteza fraca a moderada, pequenos arroios até os mais rápidos tributários e também em sistemas hidrográficos subterrâneos (Covain & Fisch-Müller, 2007). No entanto, a maior diversidade de loricarídeos ocorre nas grandes drenagens que correm para o Atlântico, como a bacia dos rios Orinoco e Amazonas (Rapp Py-Daniel, 1997). Destaca- se o comportamento reprodutivo das espécies que compõem esta família, principalmente aquelas de alguns gêneros da subfamília Loricariinae (e.g. Loricariichthys) sendo que, os machos estão encarregados do cuidado parental dos ovos, observando-se uma expansão do lábio inferior para carregá-los (Isbrücker & Nijssen, 1992). Vários aspectos podem ser observados, como caracteres sexuais dimórficos, presentes em machos e que podem indicar a maduração sexual dos indivíduos, por exemplo: desenvolvimento de odontódeos nas partes laterais da cabeça, espinhos das nadadeiras (principalmente peitorais e pélvicas), engrossamento dos espinhos peitorais e dentes pré-maxilares, extensão em forma de filamentos dos espinhos das nadadeiras (Isbrücker & Nijssen, 1992; Rapp Py-Daniel & Cox Fernandes, 2005) e, em alguns casos, diferentes formas do poro urogenital, principalmente em formas tubulares (Rodriguez, 2003).
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Anatomia foliar de Corymbia calophylla (Lindl.) K.D.Hill & L.A.S. Johnson, Myrtaceae.

Anatomia foliar de Corymbia calophylla (Lindl.) K.D.Hill & L.A.S. Johnson, Myrtaceae.

A ixação das folhas para a obtenção das lâminas permanentes e semipermanentes foi realizada com FAA 70 (Johansen, 1940), sendo posteriormente armazenadas em álcool etílico a 70% (v/v). Para a preparação das lâminas permanentes, o material foi desidratado em série etanólica crescente e diafanizado em xilol. A iniltração foi feita em paraina (Johansen, 1940), em estufa a 60 ºC. As secções transversais da porção central e mediana do limbo foliar e do pecíolo foram obtidas a partir dos blocos parainados, em micrótomo de rotação Leica RM 2025, com 10 e 12 µm de espessura. As secções foram hidratadas, distendidas nas lâminas e secas em mesa térmica a 40 ºC. Para a coloração foi empregado azul de toluidina a 0,05% (Sakai, 1973) ou azul de astra a 0,5% mais fucsina básica a 0,0125% (Luque et al., 1996; Roeser, 1972). Como meio de montagem foi usado o bálsamo do Canadá sintético. Para a montagem das lâminas semipermanentes, foi utilizado o método de Berlyn & Miksche (1976). Além de secções transversais e longitudinais da porção central e mediana do limbo foliar e do pecíolo, foram realizadas secções paradérmicas da face adaxial e da face abaxial das folhas. As secções foram feitas à mão livre com posterior coloração com azul de toluidina a 0,05% (Haddad, 1989) ou fucsina básica a 0,0125% mais azul de astra a 1% (Brito & Alquini, 1996). Para a montagem das lâminas foi utilizada glicerina a 50% (v/v) em água puriicada. Em seguida, foi efetuada a lutagem das lâminas com esmalte de unha incolor.
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Anatomia foliar de três espécies da família Humiriaceae (•)

Anatomia foliar de três espécies da família Humiriaceae (•)

As células epidérmic'3s sobre a nervura central, desde a região apical até a região basal, são quadradas ou retangulares, com paredes anticlinais retas e delgadas, torna[r]

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O gênero Aulonemia Goudot ( Poaceae: Bambusoideae: Bambuseae) no Brasil

O gênero Aulonemia Goudot ( Poaceae: Bambusoideae: Bambuseae) no Brasil

Esta tese é composta por três capítulos distintos, os quais serão submetidos para publicação separadamente. O Capítulo 1 é um tratado taxonômico para o gênero Aulonemia no Brasil, incluindo chaves de identificação, descrições morfológicas detalhadas, dados de distribuição geográfica, ecologia e conservação das espécies ocorrentes no Brasil. Este capítulo conta com a inestimável colaboração do Dr. Emmet Judziewicz, que disponibilizou as condições necessárias para o estudo dos materiais tipo e herbários norte americanos. O Capítulo 2, desenvolvido no laboratório de Anatomia Vegetal da UFMG, consiste em um estudo da anatomia foliar das espécies ocorrentes no Brasil, com ênfase no uso desses caracteres para a taxonomia do grupo. E, finalmente, o Capítulo 3 é a apresentação de um novo gênero da subtribo Arthrostylidiinae e conta com a colaboração dos pesquisadores Dra. Lynn Clark e Christopher D. Tyrrell, da Iowa State University, EUA, que compartilharam as informações filogenéticas que, juntamente com caracteres morfológicos, justificam a criação do novo gênero.
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A contribuição da anatomia foliar para a taxonomia de Raddia Bertol. (Poaceae: Bambusoideae).

A contribuição da anatomia foliar para a taxonomia de Raddia Bertol. (Poaceae: Bambusoideae).

Os estômatos estão distribuídos nas zonas intercostais, em fileiras laterais às zonas costais. Todas as espécies de Raddia revelaram-se hipoestomáticas, com exceção de R. portoi, que apresenta estômatos também na face adaxial (Fig. 13-14), os quais são menos numerosos. Vieira et al. (2002) indicaram a presença de estômatos nas duas faces da lâmina foliar de R. brasiliensis, o que não foi encontrado nos materiais aqui analisados. Os estômatos podem estar rodeados por papilas densamente agrupadas em torno dos mesmos, como em R. distichophylla (Schrad. ex Nees) Chase (Fig. 20), ou não (em R. angustifolia), ou podem ainda apresentar as duas condições (R. portoi). A presença de papilas muito densas adjacentes aos estômatos por vezes dificulta a clara definição do tipo estomático, mas em todas as espécies estão presentes estômatos paracíticos. Os estômatos estão localizados em pequenas depressões em relação às demais células epidérmicas (R. distichophylla e R. stolonifera R.P. Oliveira & Longhi-Wagner), ou no mesmo nível destas (Fig. 35) (R. brasiliensis, R. guianensis , R. portoi, R. soderstromii, R. lancifolia, R. megaphylla).
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Morfo-anatomia foliar de Myrcia multiflora (Lam.) DC. - Myrtaceae.

Morfo-anatomia foliar de Myrcia multiflora (Lam.) DC. - Myrtaceae.

A epiderme foliar de M. multiflora revela a presença de sílica em vários de seus elementos, incluindo os estômatos. Johansen (1940) menciona que a ocorrência de sílica é especialmente abundante em monocotiledôneas, não fazendo menção às dicotiledôneas. Metcalfe & Chalk (1988) listam algumas famílias de dicotiledôneas cujas folhas podem apresentar sílica, porém não incluem as Myrtaceae. Milanez (1974) registra a presença de sílica na epiderme foliar de Esterhazya splendida Mik. (Scrophulariaceae), uma dicotiledônea comum nos cerrados de Brasília. Esse autor refere que, embora a cutícula dessa espécie seja delgada, a quantidade de sílica é muito grande, sugerindo que a sílica seja responsável pela redução da transpiração, o que permitiria a sobrevivência da planta em ambientes secos. Tal afirmativa vem de encontro ao observado em M. multiflora, a qual, sendo oriunda de ambiente xérico, também apresenta a cutícula relativamente delgada, porém com impregnação de sílica em algumas regiões da epiderme. Outra característica atribuída às plantas xeromorfas é a alta densidade estomática (Esau, 1977; Fahn, 1985; Larcher, 2000), o que em M. multiflora é muito marcante.
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Filogenia e taxonomia de  (tunicata: ascidiacea)

Filogenia e taxonomia de (tunicata: ascidiacea)

Atualmente, Phlebobranchia – foco deste estudo – é composto por dez famílias. Tradicionalmente apenas Agneziidae, Ascidiidae, Cionidae, Corellidae, Diazonidae, Hypobythiidae e Perophoridae eram reconhecidas como parte do grupo (Berrill 1950), porém recentemente três novas famílias foram criadas e acrescentadas: Dimeatidae, Octacnemidae e Plurellidae (Kott 1985; Sanamyan 2001). A presença de vasos longitudinais completos associados à faringe lisa é um caracter que pode ser considerado apomórfico para Phlebobranchia (como proposto por Lahille 1886), sendo a faringe lisa um caracter também presente em Aplousobranchia e os vasos longitudinais completos um caracter eventualmente reduzido ou perdido ao longo da evolução do grupo (como observado em Agneziidae, Hypobythiidae e alguns corelídeos, diazonídeos, dimeatídeos e peroforídeos). A posição do tubo digestório e das gônadas no lado esquerdo do corpo também pode ser considerada sinapomórfica para o grupo, sendo as variações modificações secundárias que ocorreram (em Corellidae e Octacnemidae ambos estão do lado direito, em Hypobythiidae estão na região dorsal, e em Cionidae e Diazonidae se localizam posteriormente à faringe). Phlebobranchia possui ainda outras características, mas que são compartilhadas com Aplousoubranchia, tais como: cavidade atrial originada a partir de duas invaginações dorsais da ectoderme, tentáculos orais lisos, faringe sem pregas verdadeiras, gônadas ímpares (um ovário, um testículo) e associadas ao tubo digestório (Berrill 1950; Kott 1985). É um grupo que apresenta uma grande diversidade de formas: a maior parte das espécies são solitárias, porém existem representantes coloniais (todos de Perophoridae, parte de Diazonidae e o gênero Plurella de Plurellidae); no geral possuem a faringe com fendas retas, mas em Agneziidae e parte de Corellidae as fendas são espiraladas e em Hypobythiidae e Octacnemidae estão reduzidas, ou até mesmo ausentes em alguns octacnemídeos; e podem apresentar lâmina dorsal contínua ou subdividida em linguetas. Os flebobrânquios são encontrados principalmente em águas rasas, mas algumas espécies de Agneziidae, Cionidae e Corellidae, além de toda a família Hypobythiidae e Octacnemidae, são habitantes de águas profundas.
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Efeito do trinexapac-ethyl na anatomia foliar de quatro espécies de grama.

Efeito do trinexapac-ethyl na anatomia foliar de quatro espécies de grama.

Rocha (2001), avaliando espécies de plan- tas daninhas do gênero Commelina, constatou que C. benghalensis, C. vilosa, C. diffusa e C. erecta podem ser diferenciadas com base nos caracteres anatômicos quantitativos da folha e do caule, principalmente por aqueles que estão relacionados com a espessura total da folha, o tamanho da nervura mediana e a quantidade de feixes vasculares presentes no caule. Outro fato importante foi que as espécies C. benghalensis e C. vilosa, mais suscetíveis a herbicidas, apresentaram valo- res superiores desses caracteres, facilitando, provavelmente, a rápida translocação dos herbicidas que penetram pelos tecidos da folha e do caule, ao passo que C. diffusa e C. erecta, mais tolerantes aos herbicidas, apresentaram menores valores com relação a esses carac- teres (Rocha et al., 2007).
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Características da anatomia foliar de espécies de braquiária e sua relação com a sensibilidade a herbicidas.

Características da anatomia foliar de espécies de braquiária e sua relação com a sensibilidade a herbicidas.

O experimento foi conduzido utilizando-se as espécies Brachiaria decumbens (capim- braquiária) e Brachiaria plantaginea (capim marmelada), ambas consideradas plantas daninhas. As sementes de B. decumbens e de B. plantaginea foram semeadas em vasos plásticos de 4 L de capacidade, com cinco repe- tições, contendo solo e mantidos em casa de vegetação. Após a emergência, efetuou-se um desbaste, deixando-se cinco plântulas por vaso. As análises anatômicas foliares foram realizadas amostrando-se a porção mediana do limbo da terceira folha expandida, contada a partir da base do colmo, compreendendo três estádios de desenvolvimento da planta: estádio 1 (plantas com 4-6 folhas no colmo, aos 15 dias após a emergência), estádio 2 (plantas com 3-4 perfilhos, aos 23 dias após a emergên- cia) e estádio 3 (plantas adultas no início do florescimento, aos 48 dias após a emergência). As amostras foliares, com cinco repetições, foram fixadas em FAA 50 (formaldeído+ ácido acético + álcool 50%) por 48 horas e con- servadas em álcool 70% (Johansen, 1940).
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