Top PDF Anatomia foliar como subsídio à taxonomia de Hippocrateoideae (Celastraceae) no Sudeste do Brasil.

Anatomia foliar como subsídio à taxonomia de Hippocrateoideae (Celastraceae) no Sudeste do Brasil.

Anatomia foliar como subsídio à taxonomia de Hippocrateoideae (Celastraceae) no Sudeste do Brasil.

RESUMO – (Anatomia foliar como subsídio à taxonomia de Hippocrateoideae (Celastraceae) no Sudeste do Brasil). A anatomia foliar de treze espécies pertencentes a nove gêneros da subfamília Hippocrateoideae (Celastraceae) foi estudada visando a seleção de caracteres anatômicos para subsidiar a taxonomia dos gêneros e espécies. As espécies estudadas foram: Anthodon decussatum Ruiz & Pav., Cheiloclinium cognatum (Miers) A.C. Sm., Cheiloclinium serratum (Cambess.) A.C. Sm., Cuervea crenulata Mennega, Elachyptera micrantha (Cambess.) A.C. Sm., Hippocratea volubilis L., Peritassa flaviflora A.C. Sm., Peritassa mexiae A.C.Sm., Pristimera nervosa (Miers) A.C. Sm., Salacia crassifolia (Mart. ex Schult.) G. Don, Tontelea fluminensis (Peyr.) A.C. Sm., Tontelea leptophylla A.C. Sm. e Tontelea miersii (Peyr.) A.C. Sm. Os caracteres anatômicos selecionados como diagnósticos para a taxonomia dos diferentes gêneros e espécies são: o tipo de esclereíde presente no pecíolo ou na lâmina foliar, o tipo de estômato, a conformação do sistema vascular do pecíolo, a sinuosidade das paredes anticlinais das células epidérmicas, a presença de hipoderme, a ocorrência de laticíferos, dentre outros.
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Anatomia foliar de espécies de Bulbophyllum, seção Micranthae Barb. Rodr. (Orchidaceae) e sua correlação com a taxonomia

Anatomia foliar de espécies de Bulbophyllum, seção Micranthae Barb. Rodr. (Orchidaceae) e sua correlação com a taxonomia

O gênero Bulbophyllum Thou. pertence à subfamília Epidendroideae, tribo Dendrobieae, subtribo Bulbophyllinae, compreendendo cerca de 1.700 espécies (Vermeulen 1991, Dressler 1993, Sieder et al. 2007). É um dos gêneros mais representativos dentre as Orchidaceae e sua distribuição se dá principalmente na Ásia e Oceania, com número inferior de representantes na África e nas Américas (Dressler 1981, 1993, Vermeulen 1991). No Brasil são encontradas aproximadamente 60 espécies, sendo um dos países neotropicais mais ricos em diversidade do gênero (Smidt & Borba 2007). A maioria das espécies é endêmica da porção sudeste do país (22°S – 42°W) principalmente em ecótonos entre o Cerrado e a Mata Atlântica, ocorrendo como epífitas em matas ou rupícolas em afloramentos rochosos de campos rupestres (Smidt et al. 2007).
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Anatomia foliar de Allagoptera Nees (Arecaceae) como subsídio à taxonomia

Anatomia foliar de Allagoptera Nees (Arecaceae) como subsídio à taxonomia

Arecaceae (= Palmae; classe Liliopsida) é uma família monofilética pertencente à ordem Arecales. O grupo é constituído por cinco subfamílias, sendo Arecoideae a maior e mais diversificada. Dentro de Arecoideae gêneros de relevância econômica se destacam, como Elaeis, Cocos, Allagoptera, Attalea e Syagrus. Contudo, as relações de parentesco entre tribos, subtribos e gêneros de Arecoideae ainda permanecem incertas. Para Allagoptera, poucos estudos foram realizados, e a inclusão de duas espécies novas no gênero (A. caudescens e A. robusta) torna necessária a realização de uma análise filogenética do grupo. Objetivou-se aqui traçar uma filogenia com base nos dados anatômicos observados para as espécies de Allagoptera (ver capítulo I), utilizando a espécie Phytelephas macrocarpa como grupo externo. A análise filogenética foi realizada no software PAST e alguns dados morfológicos das espécies, extraídos da literatura, também foram incluídos no estudo. As espécies mais basais da filogenia foram A. arenaria e A. caudescens, tendo esta última se diferenciado das demais por um grupo de nove caracteres morfoanatômicos. As relações filogenéticas entre as outras quatro espécies não puderam ser bem esclarecidas devido à baixa resolução (bootstrap) obtida, no entanto, parece claro que elas constituem um grupo mais derivado e, possivelmente, monofilético. O gênero provavelmente se diferenciou de outro gênero de Arecaceae em áreas litorâneas do Brasil, se diversificando em outras espécies à medida que começou a colonizar vegetações mais fechadas e ambientes mais distantes da costa. A elevada plasticidade fenotípica observada em espécies com ampla distribuição pelo território nacional, como A. campestris, aliada à baixa eficiência dos métodos morfoanatômicos em distinguir esta das demais espécies derivadas, levantam hipóteses sobre a existência de outras espécies ou subespécies dentro do gênero.
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Anatomia foliar como subsídio para a taxonomia de espécies de Forsteronia G. Mey. (Apocynaceae) dos cerrados paulistas.

Anatomia foliar como subsídio para a taxonomia de espécies de Forsteronia G. Mey. (Apocynaceae) dos cerrados paulistas.

RESUMO – (Anatomia foliar como subsídio para a taxonomia de espécies de Forsteronia G.Mey (Apocynaceae) dos cerrados paulistas). Quatro espécies de Forsteronia encontradas em regiões de cerrado tiveram sua anatomia foliar investigada com o objetivo de levantar caracteres que auxiliem a identificar indivíduos em estádio vegetativo. Indivíduos de F. australis Müll.Arg., F. glabrescens Müll.Arg., F. pubescens A.DC. e F. thyrsoidea (Vell.) Müll.Arg. foram coletados em Moji-Guaçu e Itirapina (São Paulo, Brasil). De acordo com os dados obtidos, é possível identificar indivíduos em estádio vegetativo através da estrutura foliar. Dois caracteres macromorfológicos e quatro anatômicos diferenciam F. australis de F. glabrescens: 1. contorno do pecíolo em secção transversal; 2. ocorrência de cordão de floema acima do feixe vascular no pecíolo; 3. ocorrência de hipoderme secretora no pecíolo; 4. ocorrência de indumento nas domácias; 5. ocorrência de idioblastos secretores e aspecto da sua secreção; 6. tipo dos coléteres axilares. F. pubescens distingue-se de F. thyrsoidea por oito caracteres: 1. contorno do pecíolo em secção transversal; 2. ocorrência de cordões de floema acima do feixe vascular no pecíolo; 3. formato do feixe vascular; 4. posição dos idioblastos secretores no pecíolo; 5. tipo de mesofilo; 6. ocorrência de idioblastos cristalíferos; 7. ocorrência de idioblastos secretores ao redor do feixe vascular mediano; 8. ocorrência de coléter axilar ramificado. A anatomia das domácias e os coléteres dos tipos séssil e ramificado são ineditamente descritos para órgãos vegetativos de espécies de Apocynaceae. Os caracteres levantados têm importância taxonômica e são úteis na identificação das espécies de Forsteronia, contribuindo dessa forma para uma melhor delimitação das espécies consideradas semelhantes ocorrentes nos cerrados paulistas.
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Anatomia foliar como subsídio à taxonomia de espécies do Complexo Briza L. (Poaceae: Pooideae: Poeae).

Anatomia foliar como subsídio à taxonomia de espécies do Complexo Briza L. (Poaceae: Pooideae: Poeae).

O material botânico foi coletado em formações campestres dos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, na Região Sul do Brasil. A maior parte do material foi coletada em campos secos, com exceção de Briza juergensii, coletada em turfeiras dos campos de altitude do nordeste do Rio Grande do Sul, e de B. calotheca, da qual foram coletados materiais tanto em campos secos quanto em turfeiras. Espécimes não ocorrentes no Brasil foram obtidos nos herbários das Universidades de Córdoba (Argentina) e Bogotá (Bolívia), do Instituto de Botánica Darwinion (Argentina) e do Royal Botanic Gardens (Kew, Inglaterra). Erianthecium bulbosum (tribo Poeae), foi usada para comparação, por estar incluída no clado Chascolytrum, Essi et al. (2008). Os morfotipos de B. juergensii Hack. e B. lamarckiana Nees foram tratados como B. aff. juergensii e B. aff. lamarckiana. Da mesma forma, um morfotipo de B. paleapilifera Parodi, citado por Essi (2007) para a Bolívia, foi incluído como B. aff. paleapilifera. Os exemplares-testemunho estão, na maior parte, depositados no herbário ICN, e materiais dos herbários BAA, LPB e K (acrônimos conforme Holmgren & Holmgren 1998) também foram utilizados (Tab.1).
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O PAPEL DO SUPERINTENDENTE ESCOLAR COMO APOIO À GESTÃO DAS ESCOLAS DE ENSINO MÉDIO NO MUNICÍPIO DE IGUATU-CEARÁ

O PAPEL DO SUPERINTENDENTE ESCOLAR COMO APOIO À GESTÃO DAS ESCOLAS DE ENSINO MÉDIO NO MUNICÍPIO DE IGUATU-CEARÁ

foi um órgão decisivo para alinhar as metas e a gestão das escolas à política da Secretaria da Educação e para consolidar, nas unidades escolares, a cultura do monitoramento dos resultados com base nos indicadores. Além disso, pôde apoiar as escolas na compreensão da importância de alguns conteúdos e práticas: ofereceu aos diretores sugestões de organização estética do ambiente escolar e introdução de música e artes nas propostas pedagógicas; deu indicações sobre planejamento; incentivou a prática de esporte na rede de ensino; apoiou a escola na discussão de questões de interesse das crianças e adolescentes, tais como sexualidade, drogas e conflitos nas relações familiares; fomentou a participação dos pais; e estimulou o estudo e a compreensão dos PCNs (BRASIL, 2005, p. 55).
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Anatomia foliar e composição de óleos essenciais : aplicações na taxonomia de Eriope Humb. & Bonpl. ex Bentham (Lamiaceae)

Anatomia foliar e composição de óleos essenciais : aplicações na taxonomia de Eriope Humb. & Bonpl. ex Bentham (Lamiaceae)

Ervas, subarbustos e arbustos de Eriope fazem parte da flora endêmica dos campos rupestres e ambientes de cerrado do Brasil, e apresenta-se como um gênero brasileiro de Lamiaceae formado por mais de 32 espécies nativas. Foram realizadas coletas de material botânico nos estados da Bahia, Goiás, Minas Gerais, Tocantins e Mato Grosso visando ampliar o número de registros de distribuição das especies. Devido à semelhança morfológica entre alguns taxa e o potencial medicinal foram realizados estudos anatômicos e extração de óleos objetivando dar suporte para futuros trabalhos de investigação filogenética, farmacológica e para a taxonomia do gênero. Nestas expedições, duas novas espécies, Eriope harleyi e Eriope paradise, foram descobertas e publicadas, adicionalmente outras 4 prováveis espécies novas estão em processo de descrição para futuras publicações. Dados da localização geográfica de 36 taxa e correlações com o tipo de habitat são fornecidos. Para o estudo da anatomia foliar, foram utilizadas técnicas de microscopia óptica e microscopia eletrônica de varredura (MEV) que viabilizaram a análise comparativa de 60 caracteres que permitiram a montagem de chave dicotômica que contribui para identificação mais precisa de espécies deste gênero, os dados de 12 espécies são inéditos. Devido a produção de óleos essenciais, concentrados nas folhas, foi realizada a análise qualitativa e quantitativa do óleo essencial de nove espécies de Eriope que ocorrem no cerrado brasileiro, 99 componentes foram identificados através da extração por hidrodestilação e análise da composição por cromatografia gasosa associada a espectometria de massas, 60-100% dos componentes pertencem a classe dos sesquiterpenos, análise comparativa e potenciais marcadores químicos para o gênero são discutidos. A análise conjunta das caracteristicas da morfologia externa, da anatomia foliar e da composição química dos óleos essenciais contribuíram para a identificação mais precisa de taxa do gênero e fornecem subsídios para futuros trabalhos de filogenia, ecologia e pesquisas aplicadas envolvendo Eriope e outros gêneros da subtribo Hyptidinae.
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História das agriculturas no mundo   Do neolítico à crise contemporânea   Marcel Mazoyer e Laurence Roudart

História das agriculturas no mundo Do neolítico à crise contemporânea Marcel Mazoyer e Laurence Roudart

Contudo, se existe regiões plenamente exploradas e até mesmo perigo- samente superexploradas, é necessário saber que muitas das regiões explo- ráveis são hoje inexploradas ou subexploradas. Segundo a FAO (1995), mais de dois terços das terras exploráveis nos países em desenvolvimento (sem incluir a China) estão inexploráveis. E mesmo que a metade dessas terras seja difi cilmente explorável, as possibilidades de extensão da agricultura são, portanto, ainda muito importantes. Além do mais, podemos pensar que o século XXI verá o desenvolvimento de sistemas agrários que produzirão mais víveres e serão capazes de suportar as densidades populacionais muito mais elevadas que os sistemas cerealíferos ou pastorais predominantes hoje. Com efeito, sem falar da progressão da irrigação, da seleção e da química agrícola, todos os tipos de sistemas altamente produtivos e sustentáveis, associando estreitamente cultivos anuais, criação e arboricultura já se de- senvolvem vigorosamente nas regiões do mundo densamente povoadas, como o sudeste asiático, a América Central, o Caribe e a África dos Gran- des Lagos. Sistemas desse tipo, que exigem uma abundante mão de obra, pouco exigentes em recursos não renováveis e pouco poluentes, existiram antigamente nas regiões difíceis e relativamente povoadas da Europa (cas- tanhais da Córsega, da Cévennes etc. e diversas formas de cultivo promíscuo do entorno mediterrâneo). Enfi m, nos países desenvolvidos, muitas regiões hoje em dia incultas passariam a produzir, em caso de necessidade, se os produtos e o trabalho agrícola fossem melhor remunerados.
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7. A aldeia ausente: índios, caboclos, cativos, moradores e imigrantes na formação da classe camponesa brasileira - A formação do campesinato no Brasil   Mário Maestri   2004

7. A aldeia ausente: índios, caboclos, cativos, moradores e imigrantes na formação da classe camponesa brasileira - A formação do campesinato no Brasil Mário Maestri 2004

praticamente desconheceu o arado. Seu principal instrumento foi o enxadão pesado e resistente. Nas plantagens, a policultura era prática marginal, limitada à roça de subsistência. Apesar dos esforços empreendidos por importantes segmentos historiográficos, a vasta documentação conhecida comprova que, no contexto da produção escravista mercantil do Brasil, os produtores diretos escravizados não estabeleceram vínculos significativos de posse efetiva com a terra trabalhada. A produção autônoma de meios de subsistência, pelos próprios trabalhadores escravizados, nos domingos, em nesgas de terras, foi fenômeno extraordinário e assistemático no escravismo brasileiro.
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João Márcio Mendes Pereira Doutorando em História pela Universidade Federal Fluminense Contato eletrônico: joao_marcio1917yahoo.com.br Resumo: O texto analisa a luta política em torno da implementação dos programas orientados

João Márcio Mendes Pereira Doutorando em História pela Universidade Federal Fluminense Contato eletrônico: joao_marcio1917yahoo.com.br Resumo: O texto analisa a luta política em torno da implementação dos programas orientados

Entretanto, apesar das orientações minimalistas do governo Cardoso, o status do tema “reforma agrária” na agenda política nacional mudaria pela confluência de um conjunto de pressões e acontecimentos desencadeados no biênio 1996-1997, em especial: a) a enorme repercussão internacional que teve o assassinato de 28 trabalhadores rurais pela polícia militar nos casos de Corumbiara/RO em agosto de 1995 e de Eldorado dos Carajás/PA em abril de 1996, os quais geraram uma onda de protestos contra a violência e a impunidade e em favor da luta social por reforma agrária no Brasil; b) o aumento em praticamente todo o país das ocupações de terra organizadas pelo Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e, em alguns estados (Pará, Goiás, Minas Gerais e parte da região canavieira nordestina), por determinados sindicatos e federações ligados à Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG), recém vinculada à Central Única dos Trabalhadores (CUT); c) a tensão social crescente no Pontal do Paranapanema ⎯ região caracterizada por uma prática histórica de grilagem de terras situada num dos principais estados de agricultura capitalista consolidada ⎯, em virtude do aumento das ocupações de terra e da violência paramilitar praticada por latifundiários; d) a “Marcha Nacional por Reforma Agrária, Emprego e Justiça” organizada pelo MST, que chegou em Brasília em abril de 1997 e, mesmo sofrendo o misto de descaso e desqualificação por parte dos grandes meios de comunicação e do governo federal, acabou galvanizando a insatisfação popular contra as políticas liberais, transformando-se na primeira manifestação popular massiva contra o governo Cardoso; e) a realização de uma série de protestos no exterior organizados por entidades de apoio ao MST ⎯ principalmente durante as viagens oficiais do Presidente da República ⎯ em favor da reforma agrária e contra a violência e a repressão praticadas contra trabalhadores rurais e dirigentes do MST no Brasil.
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Formas de resistência camponesa: visibilidade e diversidade de conflitos ao longo da história

Formas de resistência camponesa: visibilidade e diversidade de conflitos ao longo da história

A pesquisa, ainda incipiente, mostra a mobilização dos camponeses nessa época. As divisões entre as facções da classe dominante criaram fi ssuras na arquitetura do poder. No caso do campesinato, o PCB foi a primeira or- ganização política a incorporar o camponês como constituinte do partido. Na época da revolução de 1930, as Delegacias Estaduais de Ordem Política e Social (DEOPS), entidade policial criada em 1924, já estavam espalhadas pelo país. Em São Paulo, o DEOPS estava bem representado no interior do estado, e pesquisa realizada em seu arquivo mostra a presença do PCB nas fazendas e a adesão dos camponeses ao partido. Um só exemplo é a revista em quadrinhos, O Trabalhador Agrícola, publicada em dezembro de 1930. Uma página de imagens mostra um homem gordo, deitado em um sofá, fumando um charuto com a legenda, “Os senhores fazendeiros passam a vida de papo para o ar gozando... gozando...”. A imagem abaixo é de um camponês trabalhando de costas quebradas no sol quente e a legenda diz: “...de seus ‘servos’ e a elles pertencem as terras do Brasil...mas é precizo reagir!”. A terceira e última imagem na página é a de um camponês atirando com espingarda no fazendeiro gordo, correndo de medo com seus braços no ar. A legenda fi nal, em letras garrafais, diz: “CONFISCA AS TERRAS TRABALHADORES DO CAMPO”. O confi sco do documento pelo DEOPS e a presença da delegacia no campo demonstram, no mínimo, a preocupa- ção do Estado com a mobilização dos camponeses. A linguagem de Vargas demonstra, no mínimo, a decisão de desenvolver um projeto para controlar o processo da inclusão política dos camponeses.
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Estratégias de reprodução social

Estratégias de reprodução social

Portanto, as negociações em torno das alternativas de ocupação do espaço físico e social marcaram e impregnaram a proposição de modos de vida orientados por valores cuja elaboração tornou possível a legitimidade da coexistência política e cultural. Modos de vida que também reafi rmam o direito à luta pela autonomia, emblematizada pela célebre referência à vida na fartura. Ora, tudo isso, relembramos, fora construído no contexto de imposição de formas de dominação objetivadas com base na grande produção. Por esse motivo, a vida segundo a lógica expropriatória objeti- vada na grande propriedade foi concebida como destruidora da dignidade social. A honra estava (assim e inclusive) pautada pela defesa do acesso à alimentação, todavia em condições socialmente concebidas como adequa- das à reprodução saudável do trabalhador e dos membros de sua família. Dessa forma, no Brasil, os produtores agregados pela forma de orga- nização camponesa estão presentes como atores sociais que participaram e participam da construção da sociedade nacional. Esse reconhecimento não se funda tão-somente em uma dimensão politizada de defesa dessa visibilidade social. Ele também se explica pelos princípios de constituição das formas hegemônicas de organização da produção social. Destacaremos três dimensões desse protagonismo. Em primeiro lugar, o campesinato representa um pólo de uma das mais importantes contradições do capital no Brasil, que consiste em sua incapacidade de se “libertar” da propriedade fundiária. O signifi cado que a propriedade da terra tem até hoje, como um elemento que ao mesmo tempo torna viável e fragiliza a reprodução do capital, gera uma polarização (de classe) entre o proprietário concentrador de terras (terras improdutivas) e aquele que não tem terras sufi cientes. Desse fato decorrem duas conseqüências principais. Por um lado, essa contradição não é residual na sociedade brasileira, constituindo-se um dos pilares de sua estrutura social; por outro, a principal luta dos camponeses é pela construção de seu patrimônio, condição sine qua non de sua existência. Essa luta foi e continua sendo muito forte em diversos momentos e sob as mais variadas formas. Ela tem um caráter eminentemente político e corresponde ao que se costuma chamar o “movimento camponês”.
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EMISSÕES DO SETOR DE AGROPECUÁRIA

EMISSÕES DO SETOR DE AGROPECUÁRIA

É interessante notar que durante os últimos 40 anos os focos de emissão de GEE ao longo do território brasileiro acompanharam a expansão agrícola nacional. Nos anos 70, por exemplo, 60% das emissões de GEE brasileiras estavam concentradas nos esta- dos do Sul e Sudeste, dominados pelas produções de carne e leite nos estados do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e São Paulo. À medida que o Brasil expandiu sua fronteira agrícola, aproximadamente 30% das emissões nacionais foram deslocadas para a re- gião Centro-Oeste, especialmente para o estado do Mato Grosso, como mostram os mapas da Figura 10. Atualmente, esse estado é uma das principais fronteiras agrícolas do mundo, concentrando o maior rebanho bovino e a maior produção de soja nacional, produtos que são exportados principalmente para a Europa e Ásia.
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EMISSÕES DO SETOR DE MUDANÇA DE USO DA TERRA

EMISSÕES DO SETOR DE MUDANÇA DE USO DA TERRA

Os dados disponíveis para calcular as emissões do setor MUT com o mesmo nível de acurácia utilizada no inventário são escassos. Os mapas de uso e cobertura da terra na escala do Brasil existem, mas estão disponíveis somente para dois pontos no tempo (1994-2002 e 2002-2010). Além dos dados de biomassa, que existem com alto nível de precisão e estão geoespacializados somente para o bioma Amazônia (ex. Projeto RadamBrasil). Para os outros biomas, as informações de biomassa disponíveis não co- brem todo o bioma. No entanto, o Serviço Florestal Brasileiro está em andamento com o Inventário Florestal Nacional e estes dados podem ajudar, futuramente, na elabora- ção de mapas de biomassa com abrangência nacional, mais precisos.
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Carla de Barros Reis Diego Resende Martins Lucas Gomes

Carla de Barros Reis Diego Resende Martins Lucas Gomes

A análise da utilização dos serviços de saúde no Brasil no período 1998-2008 sugere uma melhora, principalmente na área do cuidado primário. Essa melhora ocorreu tanto no aumento das taxas de utilização como na redução das desigualdades sociais especialmente para os indicadores de consulta médica e consulta odontológica. No Brasil, o IC relativo à utilização de consultas médicas reduziu de 0,07 para 0,04, um decréscimo de cerca de 50%. Ao padronizar por idade e sexo, observou-se uma diminuição da desigualdade favorável aos ricos. Esse resultado reflete a estrutura etária mais envelhecida dos grupos de maior renda. Por outro lado, a inclusão das medidas que controlam para o estado de saúde aumentou a desigualdade social, evidenciando as piores condições de saúde dos indivíduos mais pobres 30,31,32 .
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Taxonomia, distribuição e biologia reprodutiva de Ophiuroidea (Echinodermata) das regiões Sudeste e Sul do Brasil

Taxonomia, distribuição e biologia reprodutiva de Ophiuroidea (Echinodermata) das regiões Sudeste e Sul do Brasil

nas mais variadas profundidades oceânicas, desde áreas entremarés até regiões de mar profundo. Devido sua abundância, hábitos alimentares e altos níveis de atividade, têm um significativo impacto no balanço energético e na ecologia de comunidades de fundos não- consolidados pela utilização, processamento e redistribuição da matéria orgânica, sendo um dos principais elos entre cadeias alimentares locais (SMITH & HAMILTON, 1983; SUMMERS & NYBBAKEN, 2000). PIRES-VANIN (1993), SUMIDA (1994), SUMIDA & PIRES-VANIN (1997), AMARAL et al. (2004) estudando a biodiversidade na costa sudeste-sul do Brasil, constataram que os ofiuróides estão entre os três grupos mais abundantes da macrofauna bêntica de fundos moles, sendo também considerados estruturadores de comunidades marinhas. São organismos muitas vezes encontrados em grandes quantidades de indivíduos formando os chamados “bancos” de ofiuróides, os quais são mais comuns em regiões de mar profundo, o que parece estar relacionado a maior estabilidade ambiental. No entanto, FUJITA (1992) menciona que os “bancos” podem ocorrer em águas mais rasas, sendo formados principalmente por espécies infaunais, como aquelas da família Amphiuridae, e que estes bancos representam um importante habitat ecológico para estes organismos.
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Anatomia foliar de Tillandsia L. (Bromeliaceae) dos Campos Gerais, Paraná, Brasil

Anatomia foliar de Tillandsia L. (Bromeliaceae) dos Campos Gerais, Paraná, Brasil

Segundo Benzing (1976), a subfamília Tillandsioideae apresenta a maioria de suas espécies epífitas, com formas de crescimento altamente especializadas e várias adaptações nos órgãos vegetativos. O autor classificou as Tillandsia como espécies que apresentam caracteres xeromórficos ao nível foliar. As Tillandsia estudadas neste trabalho são plantas epífitas com folhas xeromórficas que, através das escamas epidérmicas que recobrem o mesofilo, provavelmente captam água do ambiente, mostrando- se altamente especializadas. Além das folhas, estruturas anatômicas de escapos dessas mesmas plantas também foram utilizadas com fins taxonômicos por Segecin & Scatena (2004a). A capacidade adaptativa de rizomas e raízes dessas plantas, que é pouco comum para a família Bromeliaceae, foi mostrada por Segecin & Scatena (2004b), relatando a presença de raízes intracorticais e comprovando a especialização dessas plantas ao hábito epifítico.
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Vascularização foliar e anatomia do pecíolo de Melastomataceae do cerrado do Estado de São Paulo, Brasil.

Vascularização foliar e anatomia do pecíolo de Melastomataceae do cerrado do Estado de São Paulo, Brasil.

Comparando-se os resultados sobre a venação foliar de Melastomataceae, nota-se que os caracteres incluídos na tabela 1 (tipo de aréola, relação entre o número de nervuras primárias e secundárias, tipo de venação última marginal e padrão da rede de nervação) podem ser úteis na delimitação de tribos e gêneros. Dessa forma, todos os representantes da tribo Miconieae apresentam folhas com aréolas completas, enquanto que nas tribos Microlicieae e Tibouchinieae as aréolas são incompletas (Tab. 1), mas esses representantes diferem entre si no tipo de nervação última marginal (incompleta em Microlicieae e em forma de arco em Tibouchinieae).
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Anatomia foliar de bromélias ocorrentes em áreas de cerrado do Estado de São Paulo, Brasil.

Anatomia foliar de bromélias ocorrentes em áreas de cerrado do Estado de São Paulo, Brasil.

RESUMO – (Anatomia foliar de bromélias ocorrentes em áreas de cerrado do Estado de São Paulo, Brasil). Visando apontar características inerentes à família Bromeliaceae e indicar possíveis adaptações anatômicas encontradas nas espécies de cerrado, foram estudadas as folhas de cinco Bromelioideae, sete Tillandsioideae e uma Pitcairnioideae. Em geral, nas Bromelioideae, os estômatos estão aprofundados na epiderme e verifica-se um tecido mecânico epidérmico e subepidérmico; observa-se um tecido parenquimático armazenador de água, células esclerificadas não relacionadas aos tecidos vasculares, além de canais de aeração percorrendo longitudinalmente o mesofilo. Nas Tillandsioideae, as folhas são densamente recobertas por escamas, os estômatos ocorrem nas duas superfícies e o mesofilo é bastante compacto. Em Pitcairnioideae, a estrutura foliar é bastante semelhante à das Bromelioideae, embora os estômatos sejam ligeiramente elevados em relação à epiderme e não ocorram grupos de células esclerificadas extravasculares. Os resultados foram avaliados dentro de um contexto adaptativo e taxonômico.
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A “accountability” como fator de instabilidade do pacto educacional brasileiro

A “accountability” como fator de instabilidade do pacto educacional brasileiro

No Brasil, o contexto social é distinto e parece nunca ter havido um nível de engajamento social frente aos indicadores ruins de qualidade da educação como houve na Inglaterra e nos Estados Unidos. Por outro lado, as corporações docentes no Brasil mostram- se muito mais combativas e resistentes do que lá se mostraram. Por isso, embora tenhamos melhores condições de adotar medidas de incentivo à melhoria de desempenho, uma vez que temos um Sistema Educacional muito mais alinhado (com instituições fortes e aceitas socialmente como os PCNs, o SAEB, a LDB, e o novo IDEB) e, portanto, não precisaríamos de muitos esforços para realizar nossa Reforma Baseada em Padrões, essa prática tem se mostrado muito mais difícil aqui, por várias razões comumente apontadas. Entre estas se destacam a forte resistência corporativa, inclusive ao diálogo sobre o tema; as freqüentes oscilações governamentais e o “descontinuísmo” de políticas de governo; e o baixo nível de mobilização social frente ao tema, mesmo diante da gravidade da situação e da emergência de mudanças.
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