Top PDF Anti-Édipo / psicanálise: um debate atual.

Anti-Édipo / psicanálise: um debate atual.

Anti-Édipo / psicanálise: um debate atual.

De um lado, essas afirmações deixam entrever a importância dos conceitos de in- consciente e de pulsão no horizonte da formulação do inconsciente maquínico do Anti-Édipo. De outro lado, a relação de imanência entre a pulsão e o inconsciente re- mete a uma problemática central da obra freudiana, a questão da articulação pulsão / representação, objeto de vivo debate e de diferentes interpretações na psicanálise. Esses comentários de Deleuze e Guattari abrem um leque de interrogações que se colocam como pano de fundo da nossa tentativa de efetuar um agenciamento entre o conceito de pulsão da obra freudiana e a formulação de máquina desejante, que possibilite escutar novas ressonâncias: o embate do Anti-Édipo se dá com o texto freudiano ou com a leitura estruturalista proposta por Lacan? Em que medi- da poderíamos considerar as formulações de máquina desejante e corpo intensivo como “novas potências conceituais expressivas e interrogativas do texto freudia- no”? 3 Os conceitos freudianos de pulsão e de corpo erógeno poderiam se agenciar
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Do debate sobre o Édipo à dissolução do sujeito em Foucault e Lacan.

Do debate sobre o Édipo à dissolução do sujeito em Foucault e Lacan.

Obviamente toda a crítica acima circula em torno da importância atribuída pela psicanálise ao complexo de Édipo. Neste sentido, sabe-se que Foucault recolhe inspiração em O anti-Édipo (1972) de Gilles Deleuze e Félix Guattari, ex- plicitamente expressa na segunda de suas conferências feitas no Brasil em 1973 e publicada em A verdade e as formas jurídicas (FOUCAULT, 1996). Deleuze, Guattari e também Foucault defendem que Édipo nada possui de verdade atemporal ou verdade de natureza, tendo a triangulação descrita por Freud, na verdade, a função de conter a disseminação do desejo, para que “permaneça no interior da família e se desenrole como um pequeno drama quase burguês entre o pai, a mãe e o filho” (FOUCAULT, 1996, p.29). Logo, Édipo seria um instrumento de poder, “uma certa maneira do poder médico e psicanalítico se exercer sobre o desejo e o inconsciente” (p.30).
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Máquinas, corpo sem órgãos e pulsões : um diálogo entre o Anti-Édipo de Deleuze e Guattari e a metapsicologia freudiana

Máquinas, corpo sem órgãos e pulsões : um diálogo entre o Anti-Édipo de Deleuze e Guattari e a metapsicologia freudiana

a partir das indicações de Deleuze e Guattari. Feito isto, verificou-se que estes autores realizam uma leitura da teoria das pulsões para compor os conceitos de O Anti-Édipo, que é inseparável de uma construção teórica singular, onde outros problemas e questões estão sendo colocados. Vimos que sua concepção de inconsciente realmente ultrapassa a psicanálise, não porque a supera, mas porque não se limita a abordar temas psicanalíticos, muito menos se apóia somente nos escritos freudianos para ser forjada. Neste sentido, menos do que uma obra iconoclasta, O Anti-Édipo surge como um empreendimento legítimo e vigoroso em sua investigação do inconsciente e do desejo, onde se busca retomar linhas alternativas que nascem da própria psicanálise, através de uma elaboração complexa. As articulações que aqui indicamos e começamos a explorar são reconhecidas como novas possibilidades de leitura da psicanálise, sem, contudo, serem reduzidas a isso, mas consideradas a partir de sua posição específica.
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A parentalidade homossexual: uma exposição do debate psicanalítico no cenário francês atual.

A parentalidade homossexual: uma exposição do debate psicanalítico no cenário francês atual.

Esse pensamento catastrófico será duramente criticado por Michel Tort. Ao analisar a teoria de Pierre Legendre, o psicanalista criticará, em primeiro lugar, o fato de essa apresentar as estruturas de parentesco como origem do poder, ignorando que esse mesmo poder está na base dessas estruturas. Em segundo lugar, Legendre daria às regras de parentesco uma finalidade natural de preservação da espécie pela produção da vida e de suas diferenciações. Entretanto, observa Tort, é evidente que não há necessidade alguma da instituição dessas regras para que a vida se produza e se diferencie. Segundo suas próprias palavras, “assim como a antropologia não fundamenta suas análises das estruturas de parentesco nas perspectivas supostas de ‘conservação da espécie’, assim também a psicanálise não faz do Édipo a simbolização
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Processo analítico e "historicização" no imediatismo da cultura: contribuições para uma psicanálise contemporânea.

Processo analítico e "historicização" no imediatismo da cultura: contribuições para uma psicanálise contemporânea.

O autor descreve as relações entre a psicanálise e a cultura, mais precisamente a tendência ao imediatismo que a cultura atual instaura frente à idéia de processo. Diante das exigências provenientes da cultura (tempo e dinheiro, tempo e eficácia), é possível que a psicanálise se desvincule dela? E, se o faz, não estaria ajudando a gerar as terapias alternativas? Acredita que a nova crise que a psicanálise atravessa atualmente obedece às dificuldades e tentativas de dar conta dos efeitos da cultura, em uma sociedade consumista que aboliu o valor da palavra e já não tem tempo para pensar nem para pensar-se. Para isso, o autor acredita que é necessário repensar a psicanálise, não só em torno da noção de processo, mas também do que ele denominou ato analítico. Faz reflexões sobre o analisado e o analista de hoje, e também faz considerações metapsicológicas e técnicas referentes ao conceito de ato analítico, junto à idéia de processo. Com relação ao primeiro aspecto, o autor acredita que o analisado de hoje não “cumpre” com as expectativa clássicas da técnica. Quanto ao segundo, pensa que seja possível que a continuação destes atos analíticos se transforme em um processo analítico: quando um ato analítico possibilita o descobrimento de uma falsa ligação, a correção de um deslocamento temporal e de pessoa, estará estimulando, no sujeito que sofre, o interesse sobre seu próprio funcionamento psíquico. Conclui dizendo que o problema da cura analítica com relação às exigências da cultura atual é definido em um ponto essencial: a psicanálise deve montar um
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Jacques Lacan e a clínica do consumo.

Jacques Lacan e a clínica do consumo.

Para Lacan, a psicanálise não é imune ao deslizamento que ocorre no curso dos tempos, deslizamento que leva do mestre antigo e sua ética fundada nos ideais ao utilitarista e sua moral calcada no valor de uso dos objetos, moral emergente no início do século XIX. Ele se apressa em dizer que de Aristóteles a Jeremy Bentham não se trata exatamente de um progresso, mas de diferentes modos de interrogar e, mesmo, de contornar o real. Para os utilitaristas, o mercado dos objetos se constitui a partir de seu valor de uso; dizem eles que “quando lidamos com algo que pode ser trocado com nossos semelhantes, a regra é sua utilidade não para nós, mas a sua utilidade para todos e para o maior número” (Lacan, [1960-1961] 1992: 240). Uma vez inserido em um mundo socializado, mundo da conformidade, coerente com uma organização universal do discurso, esse mercado de objetos, em seu valor de uso e de troca, precisará constituir uma teoria das ficções, algo que permita ir além do objeto em seu estatuto natural e que o estabeleça como objeto de um acordo comum.
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Tô maluco, mas tô em obra: a trajetória do artista moderno e as representações da loucura

Tô maluco, mas tô em obra: a trajetória do artista moderno e as representações da loucura

Foi possível perceber nesta investigação que não há um objetivo único no uso das manifestações artísticas como parte do tratamento terapêutico, ou mesmo como recurso político na Reforma Psiqui- átrica. Entretanto, a possibilidade de incorporação desses mecanismos atualmente é corolário de um sistema de valores estabelecido, em grande medi- da, na década de 1950, na relação entre psiquiatria, psicanálise e arte moderna. É, em parte, fundado na concepção da criatividade como um valor que rela- tiviza a relação com o tempo e a produtividade, va- loriza a singularidade individual, reforça e constrói identidades culturais, que grupos de intelectuais e técnicos da rede de saúde mental no Brasil têm es- tabelecido as manifestações artísticas como forma de atribuição de novos sentidos ao fenômeno da loucura e de ênfase na subjetividade dos pacientes. Reconhece-se que o “transtorno mental” não se res- tringe ao campo psi e que, portanto, as mudanças não devem ser exclusivamente técnicas e restritas ao espaço da clínica (SANTOS et ali, 2000).
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A crise da democracia: uma revisão seletiva do debate académico atual

A crise da democracia: uma revisão seletiva do debate académico atual

cadearam um fervoroso debate público e académico sobre esta questão. Segundo os autores, atualmente os cidadãos em democracias bem estabelecidas da América do Norte e da Europa Ocidental apoiam em menor grau as instituições democráticas e tendem a adotar alternativas mais autoritárias do que há algumas décadas, sendo que as gerações mais jovens revelam uma tendência particularmente forte neste sentido. Foa e Mounk chegaram a essas conclusões através da análise dos dados das ondas 3 a 6 da World Values Survey (1995-2014), com foco específico em quatro tipos de indica- dores que constituem evidências de um declínio preocupante no regime e não na legi- timidade do governo. Em primeiro lugar, sublinham que o apoio dos cidadãos à democracia enquanto regime político diminuiu recentemente, sobretudo entre a gera- ção dos chamados millennials. Em segundo lugar, um apoio mais fraco por parte da geração mais jovem fica patente no que diz respeito a importantes instituições demo- cráticas liberais, como o respeito pelas liberdades civis e políticas, ou eleições livres e justas. Em terceiro lugar, a apatia política generalizou-se, sobretudo entre os mais jovens, menos propensos a participar do processo democrático, por exemplo votando em eleições, tornando-se membros de partidos políticos, entre outros. Isto demonstra que existe uma esperança cada vez menor de que as políticas públicas possam ser afetadas através da participação ativa no processo político democrático. Finalmente, a abertura a alternativas autoritárias, como o domínio militar, encontra-se em ascensão entre a geração mais jovem e, surpreendentemente, entre os estratos mais afluentes das sociedades democráticas ocidentais. Segundo Foa e Mounk, estes indicadores repre- sentam um sistema de alerta precoce que sinaliza uma desconsolidação democrática real ou incipiente, muitas vezes representada pelo surgimento de movimentos popu- listas contra o statu quo.
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Avaliação do contexto de trabalho na empresa X face à situação atual de crise económica em Portugal: Fonte Viva : estudo de caso

Avaliação do contexto de trabalho na empresa X face à situação atual de crise económica em Portugal: Fonte Viva : estudo de caso

A Avaliação do contexto de trabalho na empresa X face à situação atual de crise económica em Portugal é uma temática atual e que está em constante debate na n[r]

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Serviço social e formação política : evidências do debate atual

Serviço social e formação política : evidências do debate atual

Considera-se, a partir do Quadro 3, que os conceitos de democracia, sociedade civil, participação, políticas sociais públicas e Estado que aparecem nas análises das palavras-chave, títulos e resumos mantêm uma coerência com a primazia na fundamentação. Todavia, o debate sobre o controle social que toma 63,6% das produções aparece especificamente em apenas 6,3% das bibliografias referenciadas. As obras que trabalham o debate em torno das práticas conselhistas e da esfera/espaço público totalizam 20%, portanto, é possível considerar que o tema do controle social é mediatizado por essas três categorias, totalizando 26,3% das obras. Impressiona que as referências bibliográficas concentrem 13,6% dos debates relacionados a movimentos sociais e estes não apareçam nas análises dos resumos como processo social desenvolvido nas produções. Considerando-se a conjuntura em que se produzem e reproduzem os espaços de participação, e em que surgem e se consolidam as políticas sociais, ter somente 9% das obras referenciando essa temática é preocupante, contudo, este é um dado ainda incipiente para maiores generalizações, devendo ser interpretado como um sinal de alerta que já se evidencia como um desafio. Mais preocupante ainda é a pouca interlocução com os fundamentos do Serviço Social e com o objeto de intervenção, especialmente porque são orientados hegemonicamente pela teoria dialético-crítica. As categorias Serviço Social e questão social aparecem em apenas 5,4% e 3,6% das obras respectivamente, o que também mantém coerência com a análise dos resumos porque não aparece o debate em torno do trabalho do assistente social ou da vinculação da profissão com essas categorias.
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Rev. latinoam. psicopatol. fundam.  vol.20 número2

Rev. latinoam. psicopatol. fundam. vol.20 número2

Ainda nas trilhas do “enraizado no imaginário” temos uma distinção a ser acentuada em relação ao termo “psicossomático”, especi! camente no campo da psicanálise. Será que poderíamos tomá-lo como uma estrutura clínica, tal como a neurose, a psicose e a perversão? Sem delongas podemos a! rmar que não. Se observarmos com atenção, o ouvinte que dialoga com Lacan, em 1975, enuncia que o gozo, ao ganhar com a palavra um sentido, faz com que o psicossomático deixe de sê-lo. Lacan pôs-se inteiramente de acordo, e presumimos que esse “deixar de ser” corrobora nossa formulação inicial de que “o psicossomático” deveria ser tomado como uma “posição discursiva” e não o que conhecemos como neurose, psicose e perversão (Castro, 2015). Tal posição é de objeto, como no discurso universitário, que o psicossomático pode “deixar de ser” caso emerja o sujeito do inconsciente, sendo esse sustentado pelo lugar do analista que opera como semblante do objeto causa do desejo, conforme con! guração do quadrípode do discurso analítico.
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A palavra na cena analítica

A palavra na cena analítica

Parece-me impossível no momento atual discutir Psicanálise sem referir criteriosamente o que se entende sejam suas implições epistemolõgicas. Assiste-se diariamente a uma tendência a u[r]

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INCONSCIENTE E INSTINTO DE MORTE: um itinerário do debate inicial de Deleuze com a psicanálise

INCONSCIENTE E INSTINTO DE MORTE: um itinerário do debate inicial de Deleuze com a psicanálise

119 Assim, o ego aprende a reproduzir esta vivência arquetípica de perigo, que é revivida como angustia, de modo a sinalizar para o aparelho psíquico o que deve ser recalcado, a fim de evitar o desprazer. Para se proteger das situações de superestimulação externa e interna (das pulsões), o ego erige uma espécie de barreira protetora por meio de mecanismos defensivos, entre os quais o do recalque. Neste sentido, o perigo da perda do objeto e o perigo da castração são ansiedades vinculadas a um objeto e a uma expectativa, mas estes são remanescentes e repetições de uma vivência primordial de perigo sem objeto específico. Pode-se assim dizer, com Deleuze, que o recalque propriamente dito refere-se às sínteses ativas do inconsciente e opera com a distinção entre dois tempos presentes – o presente atual e o presente que passou –, relacionando-se com a memória lembrança e com o passado psicológico, enquanto dimensão do presente. Há um elemento original que é repetição disfarçada, variação do mesmo, que precisa ser recordado e elaborado como passado, para ser esquecido de fato. Por outro lado, Deleuze retém de Freud a noção de recalque primordial, que diz respeito a “apresentações puras ou à maneira como as pulsões são necessariamente vividas”, enquanto constitutivo de um passado ou memória de algo que nunca foi nem poderá ser presente, algo inconsciente desde sua origem e que não pode ser dado à consciência senão sob a forma de disfarces e deslocamentos. Disfarces que não escondem um elemento nu, mas apenas outros disfarces e máscaras. Aí encontramos uma outra forma de repetição, que pode então se associar com a sua concepção de passado puro, repetição que já contém em suas entranhas “mecanismos diferenciais”, sendo geneticamente constituída por símbolos, máscaras ou disfarces (DELEUZE, 1968, p.158); repetição além do princípio de prazer, subterrânea às atividades do eu e diante da qual este nunca se encontra preparado 35 . Como veremos mais a frente, o recalque primordial aparece relacionado à força questionante e problemática que impulsiona o pensamento; os processos inconscientes não são motivados por conflitos pulsionais segundo a lógica do princípio do prazer, mas por questões e problemas.
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Pesquisa psicanalítica de fenômenos sociais na universidade: potencialidade política na subversão dos discursos

Pesquisa psicanalítica de fenômenos sociais na universidade: potencialidade política na subversão dos discursos

Em relação às incidências do intercâmbio com a universidade podemos pensar que, ao sustentar a singularidade como premissa fundamental, a psicanálise contribui para fazer resistência contra discursos hegemônicos e prescritivos do fazer ciência. A psicanálise fica como uma disciplina subversiva que não se alienou à lógica da revolução científica (PINTO, 1999 apud NETO, 2010). Nesse sentido, podemos pensar que a psicanálise subsiste e não é substituída por outra teoria que aborde o mesmo objeto, porque não tenta impor um outro paradigma como é característico na revolução científica (KUHN, 1983), refutar uma teoria ou dar um valor de verdade sobre seu objeto de estudo. A psicanálise não opera com uma intenção de revolução científica, nem com o discurso da universidade, no qual existiria uma soberania de um saber científico sobre outro. Ela fica no plano do subversivo pois entende a revolução como retorno ao mesmo ponto, qual seja, a produção de um novo mestre, de um novo ideal. Ela opera com o discurso analítico e que se comprova na clínica. É quiçá isso o que faz que ideias exploradas por Freud há mais de cem anos se sustentem no decorrer dos anos.
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Entre o Mercado e o Fórum: o debate anti-tabagismo na cena midiática

Entre o Mercado e o Fórum: o debate anti-tabagismo na cena midiática

Key words: public debate; public sphere; advertisement; tobacco Résumé: Le propos de cet article est d’aborder l’interface existante entre les complexes d’entreprises internationales et la sphère publique des sociétés démocratiques spécifiques. Pour cela, le débat public est analysé, dans les médias, autour de la problématique du tabac – motivé par la votation de la Loi Antitabac (Loi no. 10.167/00) – dans le dessein de comprendre de quelle manière le scénario des discussions d’intérêt public le plus vaste, déclencha des adéquations et des limites dans les prospections de marché des entreprises. La quasi-interdiction par la loi du procès de création de marques a un impact direct sur la médiation symbolique entre l’entreprise et ses publics et de surcroît, elle modifie le profil de la concurrence et l’activité du marché. L’investigation, de manière particulière, se focalise sur la façon par laquelle l’entreprise Souza Cruz établit un dialogue avec tous les acteurs sociaux, dans un scénario de grandes adversités en parant ses pratiques d’éléments discursifs qui lui certifiaient sa légitimité face aux demandes politiques, éthiques et morales, en transcendant davantage, le strict domaine de la rationalité économique.
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Análise de 10 anos de seguimento de transplantesrenais com doador vivo não aparentado.

Análise de 10 anos de seguimento de transplantesrenais com doador vivo não aparentado.

Em conclusão, os resultados deste estudo contri- buem para uma contínua demonstração da viabilida- de e bons resultados a longo prazo dos DVNA como uma importante fonte de órgãos para transplante, apesar da menor compatibilidade HLA, especialmen- te nesta época atual de extrema escassez de órgãos. A otimização desses doadores pode contribuir para diminuir a disparidade entre a oferta e a demanda de órgãos, fazendo com que os pacientes renais crôni- cos permaneçam um menor tempo em diálise, o que em última análise afeta positivamente o resultado dos transplantes de um modo geral.
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A produção do serviço de enfermagem na atual conjuntura de saúde: contribuição ao debate.

A produção do serviço de enfermagem na atual conjuntura de saúde: contribuição ao debate.

novo mdelo de prestção de eviços, no e encon­ trm aens no plno conÔmico, poíico e técnico. Elas esto, mbém, no plano idol6ico, na cultura insitucionl vigente no seriç[r]

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Investigação criminal pelo Ministério Público: estado atual do debate no STF

Investigação criminal pelo Ministério Público: estado atual do debate no STF

De fato, uma leitura isolada do inciso IV poderia dar azo à conclusão de que a investigação dos crimes afetos à competência da justiça federal teria sido atribuída, com [r]

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Considerações sobre o diagnóstico em psicanálise.

Considerações sobre o diagnóstico em psicanálise.

Para introduzir o debate sobre o tema, apresento, de modo breve, o ponto de vista de Freud sobre a questão do diagnóstico em psicanálise, lanço mão de um caso clínico para exemplificar o[r]

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Psicose, desinserção e laço social: um debate entre a psicanálise e o campo da saúde mental

Psicose, desinserção e laço social: um debate entre a psicanálise e o campo da saúde mental

Ao escolhermos a prática clínica com psicóticos para orientar nosso trabalho sobre as maneiras de enlaçamento social dessas pessoas, fizemos um recorte sobre suas formas de habitar, que é um dos nortes da reforma psiquiátrica em relação à inserção social, como afirmam Saraceno e Amarante. Com isso, evidenciou-se a grande dificuldade de muitos deles se adequarem a uma inserção social embasada nas concepções de inclusão social, integração social, normatização social, advindas do domínio sócio-político, destacando-se as noções de cidadania (Amarante, Basaglia, Saraceno) e de habitus (Bourdieux). Observamos que essas concepções têm como base a ideia de contrato, que é constituído por acordos, normas e leis previamente estabelecidas e compartilhadas, e sustentado por pactos de ordem simbólica que são consentidos pelas pessoas, visando organizar ações e comportamentos que ordenam as relações sociais. Será em relação à essência do contrato social de compartilhar simbolicamente ações, ideias, sentidos que o psicótico nos mostra como essa ordenação falha, fazendo um contraponto de sua radical maneira singular de viver em relação ao padronizado, ao previamente estabelecido. Considerando esse caráter de singularidade que o psicótico nos apresenta, a disciplina que nos orientou em nosso estudo foi a psicanálise de orientação lacaniana, para fazer um debate com o campo da saúde mental.
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