Top PDF Aplicação de células estaminais na síndrome de dificuldade respiratória aguda

Aplicação de células estaminais na síndrome de dificuldade  respiratória  aguda

Aplicação de células estaminais na síndrome de dificuldade respiratória aguda

A Síndrome de Dificuldade Respiratória Aguda é uma forma rapidamente progressiva de insuficiência respiratória aguda, caracterizada por hipoxémia e edema pulmonar de origem não cardíaca, sendo desencadeada por uma variedade de fatores. Apesar de não ser de aparecimento recente, o conhecimento relativamente à sua fisiopatologia e as opções terapêuticas que se encontram disponíveis são muito reduzidas. A única terapia que mostrou melhorias nas taxas de mortalidade foi a implementação de uma estratégia de ventilação mecânica de baixo volume corrente. As células estaminais são células não desenvolvidas capazes de se proliferarem, autorrenovarem, diferenciarem, e regenerarem tecidos. Por este motivo, são já utilizadas no tratamento de muitas doenças. Recentemente, vários investigadores têm demonstrado os efeitos benéficos da terapia baseada em células na Síndrome de Dificuldade Respiratória Aguda. Dados os resultados iniciais obtidos em modelos pré-clínicos, nomeadamente no que concerne a uma melhoria nas taxas de mortalidade, houve um entusiasmo enorme por parte da comunidade científica para avançar com esta terapia em doentes com esta síndrome. Muito do interesse atual nas células estaminais centra-se na secreção de fatores solúveis parácrinos, tais como fatores de crescimento, fatores que regulam a permeabilidade endotelial e epitelial, citocinas anti-inflamatórias e, mais recentemente, péptidos antimicrobianos. Atualmente, as células estaminais mesenquimais são as que se encontram mais próximas da tradução clínica, existindo já em curso ensaios clínicos em humanos com resultados bastante promissores. Outros tipos de células estaminais, apesar de se encontrarem numa fase anterior, oferecem também uma esperança considerável. As células estaminais podem também ser modificadas geneticamente e utilizadas como veículos para a entrega de agentes terapêuticos que desempenham um papel importante no controlo e na patogénese da síndrome. Porém, são necessários mais estudos de forma a que a terapia celular possa ser considerada uma opção viável no tratamento da Síndrome de Dificuldade Respiratória Aguda.
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Intervenções de Enfermagem à Pessoa com Síndrome de Dificuldade Respiratória Aguda em Decúbito Ventral: Construção e Validação de um Protocolo

Intervenções de Enfermagem à Pessoa com Síndrome de Dificuldade Respiratória Aguda em Decúbito Ventral: Construção e Validação de um Protocolo

A maioria dos problemas oculares é devido ao encerramento incompleto da pálpebra que agrava com a sedação e curarização. A exposição excessiva pode conduzir ao ressecamento da mucosa, motivo pelo qual deve ser vigiada (Fashafsheh, Morsy, Ismaeel & Alkaiasi, 2013). Assim, os cuidados de enfermagem descritos na literatura incluem práticas de limpeza dos olhos com água estéril ou soro fisiológico normal (Johnson & Rolls, 2014), já Drahnak e Custer (2015) referem a aplicação de lubrificante e películas de polietileno para promover o encerramento ocular e evitar escoriações e secura da córnea. Por sua vez, Johnson e Rolls (2014) referem outros métodos de encerramento passivo das pálpebras como fitas adesivas, pensos oculares ou películas de polietileno. Por fim, o estudo de Martín et al. (2000) menciona que os enfermeiros devem garantir cuidados oculares a cada 2h à pessoa em DV.
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Lesão aguda pulmonar induzida por choque séptico. A aplicação de células estaminais

Lesão aguda pulmonar induzida por choque séptico. A aplicação de células estaminais

Com cerca de 135000 casos por ano na Europa e 215000 casos por ano nos Estados Unidos, a sépsis permanece um dos maiores desafios médicos por resolver. Apesar do seu diagnóstico precoce e início de tratamento, as taxas de mortalidade nas unidades de cuidados intensivos permanecem de 32.2% para a sépsis grave e de 54.1% para o choque séptico. O Síndrome de Dificuldade Respiratória Aguda e Lesão Aguda Pulmonar (SDRA/LAP) são frequentes complicações de sépsis resultando frequentemente em ventilação mecânica prolongada com mortalidades de cerca de 30 a 50%. Esta monografia foca-se na lesão aguda pulmonar indireta, nomeadamente a induzida por sépsis, sendo esta a etiologia mais frequente responsável por este tipo de lesão. Será feita uma análise dos principais mecanismos fisiopatológicos envolvidos, suas consequências e estratégias terapêuticas.
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Síndroma de dificuldade respiratória aguda: incidência e estratégias terapêuticas

Síndroma de dificuldade respiratória aguda: incidência e estratégias terapêuticas

Estudos com recurso a modelos animais comprovaram a utilidade dos IECA, mais propriamente do Captopril. Com a administração do fármaco conseguiu-se uma significativa diminuição da expressão de ICAM-1 no tecido pulmonar. A baixa concentração desta molécula provoca uma diminuição da atividade do plasminogénio, conseguindo-se desacelerar a coagulação. A menor concentração de ICAM-1 origina igualmente um bloqueio do NF-κB, protagonista de uma das principais vias de sinalização da inflamação. Em última análise, a interferência da ICAM-1 tem como efeito a proteção das células endoteliais [2, 33] . Testes efetuados utilizando polimorfismos no gene da ECA resultaram num aumento de suscetibilidade para desenvolver SDRA e adquirir outcomes característicos, o que se justifica pela diminuição da afinidade inibidor-enzima e, por esse motivo, a probabilidade do inibidor se ligar e inativar a ECA é muito menor [2, 34, 35] . Na aplicação das evidências em humanos, percebeu-se que a prévia administração de um IECA ou ARA interfere positivamente com o desenvolvimento do SDRA nos doentes em estado considerado critico. Isto é, 5,5% dos doentes em estado crítico, admitidos no hospital, desenvolvem SDRA (na realidade clínica dos EUA). Deste grupo, aqueles que já faziam previamente alguma terapêutica com os fármacos indicados têm menor probabilidade de adquirir a lesão pulmonar [2, 36] . Posteriormente outro estudo associou a menor probabilidade de falha respiratória à toma profilática de IECA e indicou benefício no índice de mortalidade, contudo demonstrou não haver qualquer alteração ao nível da incidência.
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Abordagens farmacológicas e modelos animais para a Lesão Aguda do Pulmão e Síndrome de Dificuldade Respiratória Aguda

Abordagens farmacológicas e modelos animais para a Lesão Aguda do Pulmão e Síndrome de Dificuldade Respiratória Aguda

O LPS está presente na membrana exterior das bactérias gram-negativas. Ao ligar-se à proteína de ligação do LPS (LBP, do inglês Lipopolyssacaride binding protein), desencadeia uma ativação do recetor CD14/TLR4 presente nos monócitos, macrófagos e outras células capazes de induzir uma resposta inflamatória. Conforme explicitado em cima, existe muita variabilidade de resposta ao LPS, e há que ter em conta a presença ou não de PIM’s (porque animais com PIM’s necessitam de doses inferiores de LPS para desenvolver o mesmo grau de sépsis e lesão pulmonar que os animais que não possuem estes leucócitos) e a própria variabilidade de PIM’s entre seres da mesma espécie: ratinhos BALBc são mais sensíveis ao LPS que os C57BL16, por exemplo. (73) Para além disso, há que ter em consideração o próprio tipo de LPS, nomeadamente no que diz respeito às colónias utilizadas para a sua produção, uma vez que a pirogeneicidade varia (78) e as próprias preparações podem conter contaminantes (lipoproteínas bacterianas, por exemplo) que podem exacerbar a sensibilidade da resposta inflamatória. Este modelo possui algumas vantagens: (i) é bastante reprodutível; (ii) é fácil de administrar; (iii) é representativo da resposta do organismo humano às infeções de origem bacteriana e (iv) estimula a imunidade inata. Contrabalançando, a principal desvantagem tem a ver com o facto de existir a referida variabilidade na pureza do LPS e de não causar disrupção da barreira endotélio-capilar (que é um mecanismo bastante importante da lesão pulmonar, conforme descrito anteriormente). (73)
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ANÁLISE DE CÉLULAS-TRONCO ADULTAS (CTA) EM CULTURA DE CÉLULAS DE TECIDO EPITELIAL DE PEQUENOS ROEDORES (RODENTIA- STRICOGNATHI- SCIUROGNATHI)

ANÁLISE DE CÉLULAS-TRONCO ADULTAS (CTA) EM CULTURA DE CÉLULAS DE TECIDO EPITELIAL DE PEQUENOS ROEDORES (RODENTIA- STRICOGNATHI- SCIUROGNATHI)

As CTA in vitro apresentam morfologia fibroblastóide e diferentes entre si e podem ser mantidas em divisão por um determinado período de tempo, embora esta capacidade possa ser mais restrita quando comparada com CTE. A maioria das células adultas sofre no máximo 50 a 60 divisões antes de se tornar senescentes. Essa capacidade limitada replicativa das células é conhecida como “limite de Hayflick” (HAYFLICK, 1965). Com o acúmulo de divisões in vitro as células param de proliferar e se tornam maiores e mais achatadas (BRUDER et al., 1997), o que está possivelmente associado ao fenômeno da senescência in vitro. Um dos mecanismos que levam à senescência celular é o encurtamento dos telômeros sofrido durante o cultivo in vitro, que pode induzir a perda da expressão da enzima telomerase. A enzima telomerase é considerada um relógio biológico, um indicador que a senescência celular irá se instalar inevitavelmente nas células em cultivo e poderá levar ao acúmulo de alterações genéticas e epigenéticas, resultando em um processo neoplásico. Estudos em telômeros de CTM derivadas de doadores jovens são maiores que os de doadores velhos (BAXTER, et al., 2004; GUILLOT et al., 2007). Esses estudos comprovam que ocorre um encurtamento no tamanho dos telômeros a cada passagem in vitro, em torno de 1,5-2 kb, embora o tamanho original dos telômeros varie em cada doador.
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Associação das manobras de recrutamento alveolar e posição prona na síndrome do desconforto respiratório agudo.

Associação das manobras de recrutamento alveolar e posição prona na síndrome do desconforto respiratório agudo.

Não existem contra-indicações absolutas para a realiza- ção da posição prona. No entanto, existem algumas situa- ções que podem constituir problema a sua realização, como instabilidade hemodinâmica grave, presença de drenos na região anterior do tórax ou abdômen, edema cerebral ou hi- pertensão intracraniana, esternotomia recente, presença de lesões vértebro-medulares, edema pulmonar cardiogênico, hemorragia alveolar, cirurgias abdominais recentes, gestan- tes, extensas lesões de pele e síndrome compartimental ab- dominal. Além disso, casos de queimadura na face ou região ventral do corpo. (25)
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Vigilância intensificada de vírus respiratórios no período pós-pandemia de influenza A(H1N1)pdm09, 2011 a 2013, em Belo Horizonte

Vigilância intensificada de vírus respiratórios no período pós-pandemia de influenza A(H1N1)pdm09, 2011 a 2013, em Belo Horizonte

Introdução: As doenças respiratórias agudas são responsáveis por grande parte dos atendimentos e internações e os agentes etiológicos envolvidos nestes casos geralmente são vírus e bactérias. Nas crianças, a identificação viral é mais comum em lactentes e, de maneira geral, os vírus são mais frequentemente encontrados em crianças menores de um ano. Nos adultos, grande parte das infecções é de etiologia bacteriana, quando de etiologia viral, o vírus influenza é predominante. As complicações causadas pela infecção por influenza são responsáveis por um volume significativo de internações hospitalares e óbitos, em especial em crianças e idosos. Outros vírus como vírus sincicial respiratório, parainfluenza e adenovírus também são identificados com frequência como agentes causadores de infecções respiratórias agudas. Em 2011 Belo Horizonte iniciou, a convite do Ministério da Saúde, a vigilância intensificada de vírus respiratórios nos pacientes internados ou que aguardavam internação nos pronto- atendimentos. Sabe-se que o monitoramento da circulação viral em municípios pode instituir melhorias na vigilância em saúde, além de definir períodos mais adequados para as campanhas de vacinação e grupos prioritários a serem vacinados. A partir dos resultados preliminares no primeiro ano desta vigilância, o Ministério da Saúde ampliou a todos os municípios do país o monitoramento de vírus para pacientes hospitalizados. Objetivos: O objetivo desta dissertação foi descrever o perfil epidemiológico dos casos notificados com Síndrome Respiratória Aguda Grave entre 2011 e 2013 no município de Belo Horizonte.
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Prescrição de Surfactante Pulmonar na Síndrome de Dificuldade Respiratória do Recém-nascido – Normas de Orientação Clínica

Prescrição de Surfactante Pulmonar na Síndrome de Dificuldade Respiratória do Recém-nascido – Normas de Orientação Clínica

Existe evidência de que a administração profilática de surfactante pulmonar ao RN pré-termo (idealmente nos primeiros 30 minutos de vida) é prescrita se a idade gestacional (IG) for inf[r]

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Monitoramento de vírus respiratórios na região metropolitana de Belo Horizonte, 2011 a 2013.

Monitoramento de vírus respiratórios na região metropolitana de Belo Horizonte, 2011 a 2013.

Os sintomas mais frequentemente relatados pelos pacientes com infecção por vírus respiratório confir- mada laboratorialmente foram febre (n=4.794), tosse (n=4.559) e dispneia (n=4.480). A frequência desses sintomas foi semelhante em pacientes infectados por influenza e pelos demais vírus. Os sintomas de dor de garganta e de mialgia foram encontrados em maior pro- porção nos pacientes infectados pelo vírus da influenza. Entre os 54 pacientes infectados por vírus respira- tório que evoluíram para óbito, cerca de 80% foram infectados pelo vírus da influenza (n=43) – sendo 55,6% pelo subtipo A(H1N1)pdm09 – e 43,3% eram adultos da faixa etária de 40 a 59 anos. Entre as gestan- tes e puérperas notificadas com síndrome respiratória aguda grave, uma gestante faleceu em decorrência da infecção pelo subtipo (H1N1)pdm09; e uma puérpera, após complicações resultantes da infecção pelo subtipo A(H3N2). As pessoas com 60 anos ou mais de idade que vieram a óbito foram infectadas, em maior pro- porção, pelos vírus da influenza subtipados A(H1N1) pdm09 (n=7) e A(H3N2) (n=5); 3 crianças menores de cinco anos faleceram por infecção pelo A(H1N1) pdm09, e outras 3, pelo VSR (Tabela 3).
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Fisioterapia respiratória em crianças com doença falciforme e síndrome torácica aguda

Fisioterapia respiratória em crianças com doença falciforme e síndrome torácica aguda

Esta revisão sistemática da literatura foi conduzida nos bancos de dados eletrônicos MedLine, Lilacs, SciELO e Cochrane de acordo com os seguintes critérios de inclusão: artigos pu- blicados no período de 1995 a 2009; estudos realizados com a população pediátrica e submetidos à isioterapia respiratória. A pesquisa foi realizada nos idiomas português e inglês, respec- tivamente, com os seguintes descritores: “doença falciforme”, “síndrome torácica aguda”, “isioterapia”, “criança”, “inspiro- metria de incentivo”, “sickle cell disease”,“acute chest syndrome”, “physiotherapy”, “children”, “incentive spirometry”.
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Síndrome de Guillain-Barré como complicação de amigdalite aguda.

Síndrome de Guillain-Barré como complicação de amigdalite aguda.

A amigdalite aguda freqüentemente tem etiologia viral e na maioria das vezes ocorre como parte de um resfriado, sendo geralmente autolimitada. A amigdalite aguda bacteriana, por sua vez, é usualmente causada pelo estreptococo B-hemolítico, sendo difícil a determinação de sua verdadeira incidência pela similaridade do quadro clínico com a amigdalite viral e pelo fato do swab da orofaringe não auxiliar no diagnóstico.

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Emergência de saúde pública pelo novo coronavírus: revisão bibliográfica

Emergência de saúde pública pelo novo coronavírus: revisão bibliográfica

Parece haver três padrões principais no quadro clínico da infecção, com grandes variações em suas severidades: (i) Pneumonia sem risco de vida; (ii) Doença respiratória com leve insuficiência respiratória com sintomas relativamente leves e (iii) Pneumonia grave com quadro agudo de síndrome do desconforto respiratório (SDRA) , que começa com sintomas leves por 7 a 8 dias e depois progride para deterioração rápida e SDRA que requerem cuidados intensos, além de comunicação imediata aos órgãos de saúde competentes de do próprio país e também à Organização Mundial da Saúde (HEYMANN & SHINDO, 2020).
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Síndrome respiratória aguda grave causada por influenza A (subtipo H1N1).

Síndrome respiratória aguda grave causada por influenza A (subtipo H1N1).

Frente à pandemia causada por um novo vírus, influenza A (H1N1), descrevemos o caso de um paciente de 56 anos com síndrome respiratória aguda grave causada por influenza A (H1N1) sem fatores de risco importantes. Os resultados dos exames laboratoriais e de imagem (radiografia e TC de tórax) são apresentados aqui. O paciente teve boa evolução e recebeu alta hospitalar em 14 dias.

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Síndrome respiratória aguda grave causada por influenza A (subtipo H1N1)

Síndrome respiratória aguda grave causada por influenza A (subtipo H1N1)

Frente à pandemia causada por um novo vírus, influenza A (H1N1), descrevemos o caso de um paciente de 56 anos com síndrome respiratória aguda grave causada por influenza A (H1N1) sem fatores de risco importantes. Os resultados dos exames laboratoriais e de imagem (radiografia e TC de tórax) são apresentados aqui. O paciente teve boa evolução e recebeu alta hospitalar em 14 dias.

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Células estaminais de tecidos dentários na regeneração dentária

Células estaminais de tecidos dentários na regeneração dentária

destes processos podem ser explorados em prol da confecção de materiais sintéticos (Zhang, 2003). Sabe-se também que o comportamento celular depende da topologia da superfície das matrizes, funções como a adesão celular e vias de sinalização intracelulares são sensíveis a topologias da micro e nano escala na ordem dos 10-100.000 nm (Curtis & Wilkinson, 1999; Stevens & George, 2005). A criação de materiais nanofibrosos a partir dos componentes da matriz extracelular ou a partir da mistura de polímeros sintéticos e naturais pode levar à criação de um material com duas características importantes: o tamanho necessário para influenciar funções biológicas; e a composição bioquímica semelhante ao ambiente da matriz extracelular com o qual as células interagem in vivo (Lutolf & Hubbell, 2005; Stevens & George, 2005). A chave para traduzir a nanotecnologia num implante com relevância clínica passa por integrar os nano elementos necessários para controlar as funções celulares num implante tridimensional com dimensões e propriedades que preencham os requisitos da aplicação dentária pretendida. Essa integração pode ser feita através do uso de materiais policristalinos com grãos na ordem dos sub-micron (Webster et al., 2001; Balasundaram et al., 2006). O uso de nanotopografias para aumentar a adesão celular e a osteointegração já se estabeleceu no contexto do processamento e revestimento dos implantes dentários (Mendonça et al., 2008) e provavelmente irá expandir-se a matrizes de maiores dimensões para suportar o preenchimento ósseo de defeitos craniofaciais (Dalby et al., 2007).
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Manual de Contagem de Hidratos de Carbono na Diabetes Mellitus para profissionais de saúde – Normas de Orientação Clínica

Manual de Contagem de Hidratos de Carbono na Diabetes Mellitus para profissionais de saúde – Normas de Orientação Clínica

Em Portugal são usadas diferentes metodologias de contagem, conforme os centros de tratamento devido à adoção de diferentes pressupostos. Verificou-se alguma disparidade na metodologia [r]

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Células Estaminais Tumorais no Adenocarcinoma Ductal do Pâncreas

Células Estaminais Tumorais no Adenocarcinoma Ductal do Pâncreas

! ##! pequena população das células, que constituem o tumor, tem mostrado resultados positivos no que diz espeito ao crescimento do tumor. (24) Estas análises de representação das CETs são muito influenciadas pela qualidade do tecido do hospedeiro. Os modelos animais permitem uma reprodução mais fiel da realidade e, como tal, permitirão medições mais fiáveis. O modelo ideal seria aquele que representasse fielmente o tumor e a biologia das CETs, tal como acontece no ser humano. (23) Actualmente, para se conseguir preservar a integridade genómica e a heterogeneidade do tumor estão a ser cada vez mais utilizados modelos PDX, recorrendo a amostras de tumores transplantados em hospedeiros imunodeprimidos. Estes modelos mantêm tumor no seu estado natural e preservam a arquitectura dos cromossomas das células tumorais. (23,25)
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Pneumonia por varicela associada com síndrome da angústia respiratória aguda: relato de dois casos.

Pneumonia por varicela associada com síndrome da angústia respiratória aguda: relato de dois casos.

Paciente do sexo masculino, 15 anos, deu entrada no Pronto Atendimento (PA) em outubro de 2006 com história de varicela havia duas semanas. Apresentava tosse seca, febre, mialgia há 7 dias, sendo diagnosticado pneumonia e tratado com amoxicilina/clavulanato. Horas após a ad- missão hospitalar, apresentou piora da dispnéia, evoluindo para insui ciência respiratória aguda. Com antecedente de imunocomprometimento pela síndrome da imunodei ciên- cia adquirida (SIDA), relatou que a mãe faleceu por cau- sa desconhecida havia 13 anos. Na admissão na sala de emergência apresentava-se taquidispnéico (FR = 28/min), taquicárdico (FC = 128 bpm), pressão arterial (PA): 116 x 70 mmHg, Saturação de O 2 (SatO 2 ) = 88%, escala de coma de Glasgow = 15 e ausculta pulmonar com crepitações difusas e sibilos. Foi iniciado tratamento terapêutico com aciclovir (8 mg/kg/dose), por via venosa a cada 6 horas, ceftriaxona (2 g/dia), por via venosa, claritromicina (500 mg), por via oral a cada 12 horas, associados à cortico- terapia com hidrocortisona (200 mg/dia), por via venosa. Devido à piora clínica foi encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) antes das primeiras 12 horas de ad- missão hospitalar.
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RECONSTITUIÇÃO HEMATO-IMUNOLÓGICA APÓS O TRANSPLANTE DE CÉLULAS ESTAMINAIS HEMATOPOIÉTICAS: RECUPERAÇÃO DA POLICLONALIDADE DOS LINFÓCITOS T E B E DA FUNCIONALIDADE DAS CÉLULAS NK

RECONSTITUIÇÃO HEMATO-IMUNOLÓGICA APÓS O TRANSPLANTE DE CÉLULAS ESTAMINAIS HEMATOPOIÉTICAS: RECUPERAÇÃO DA POLICLONALIDADE DOS LINFÓCITOS T E B E DA FUNCIONALIDADE DAS CÉLULAS NK

(A) Repertórios IGHM expressos nos doentes com transplante autólogo (i) e alogénico (ii). A diversidade dos CDR3 IGHM foi analisada por spectratyping para estabelecer as frequências dos perfis de complexidade estrutural para cada uma família dos segmentos variáveis IGVH 1 a 6. Os perfis foram classificados com base no número de picos, forma da distribuição dos picos e intensidade da fluorescência como policlonal gaussiano (PG), policlonal distorcida (PS), policlonal severamente distorcida (PSS), Oligoclonal (OL), monoclonal (MO) e não expressa (NE) de acordo com a definição estabelecida na tabela 12. As barras com as diferentes cores de cada coluna representam a frequência média de cada um dos perfis para cada família IGH tal como definido na legenda. As primeiras colunas de cada família de genes IGHV representam o perfil obtido para a população controlo, seguida da análise em cada grupo de doentes aos 3, 6 e 12 meses após o transplante. (B) padrões representativos de um perfil normal de um ‘spectratype’ CDR3 IGVH-IGCM indicativo da expressão de um repertório diverso nas principais famílias de segmentos IGVH (i) e de um repertório severamente distorcido encontrado neste estudo nos doentes com uma recuperação muito fraca das contagens totais de células B. O primeiro perfil é caraterizado por uma distribuição continua de picos com forma gaussiana, que representa os fragmentos de DNA obtidos por PCR separados por 3 pares de bases. O segundo perfil apresenta picos dominantes e falhas na distribuição indicativas de um pool de células B maioritariamente oligoclonal e, portanto, com uma diversidade estrutural restrita. As diferenças entre os perfis dos controlos e doentes, e nestes, nos diferentes pontos de análise foram testados com um teste exato de Fisher e são mostradas as diferenças significativas. *P<0.5, **P<0.01.
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