Top PDF Áreas de risco de mortes por tuberculose e sua relação com a vulnerabilidade social em município do nordeste do Brasil

Áreas de risco de mortes por tuberculose e sua relação com a vulnerabilidade social em município do nordeste do Brasil

Áreas de risco de mortes por tuberculose e sua relação com a vulnerabilidade social em município do nordeste do Brasil

disease in the world and its direct relationship with poverty and social exclusion, as well as other factors, has perpetuated the disease as a longstanding public health problem. Therefore, the objective was to investigate the risk areas for TB mortality and its relationship with social vulnerability in Natal - RN. Methods: An ecological study whose units of analysis were the census tracts. The study population was composed of cases of death due to TB as a basic cause registered in the Mortality Information System from 2008 to 2014. The analysis of the sociodemographic variables was performed by IBM SPSS Statistics 23.0 software, using descriptive statistics of the quantitative parameters with calculation of absolute and relative frequencies. The geocoding of the addresses of the cases and the health units were performed using the TerraView 4.2.2 software. In order to identify areas of high or low risk for TB mortality, the scan statistic technique performed using the SaTScan 9.2 software was used. In order to compare areas of high and low spatial risk, the Social Vulnerability Index constructed by Medeiros was used and, later, the Moran Bivariate Index was applied to verify the spatial risk ratio of dying from TB with the Index of Social vulnerability. All thematic maps were built using ArcGis software version 10.5. Results: 154 deaths from TB were identified, mostly male, aged 15-59 years, race / color and single marital status. 96.6% of the cases of deaths were geocoded and of the geocoded health units, most of them occurred in the western district. The spatial sweep analysis technique identified three statistically significant clusters, two of which were high risk (RR = 5.77, 95% CI = 5.19 - 6.34, RR = 3.82, 95% CI = 3.38, 4.24 ) and one of low risk (RR = 0.34 95% CI = 0.08-0.76). The high risk areas for TB mortality presented predominantly census tracts classified as moderate social vulnerability. When the association of high-risk areas with TB mortality with IVS domains was analyzed, the statistically significant domain was "characteristic of the household environment" (I = 0.010, p = 0.001). Conclusion: The identification of risk areas for TB mortality and understanding their relationship with social vulnerability allows the targeting of intersectoral disease control actions to populations that are known to be most affected.
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Áreas de risco para a ocorrência de hanseníase e sua relação com os determinantes sociais em município da região de fronteira Brasil, Paraguai e Argentina

Áreas de risco para a ocorrência de hanseníase e sua relação com os determinantes sociais em município da região de fronteira Brasil, Paraguai e Argentina

A Hanseníase ainda é um problema para a saúde pública e um desafio para os países endêmicos, principalmente em regiões de fronteira, onde o fluxo migratório é intenso. O estudo tem como objetivo identificar as áreas de risco para a ocorrência da hanseníase e verificar sua relação com os determinantes sociais em Foz do Iguaçu-PR. Estudo ecológico que considerou os casos novos de hanseníase notificados no município de Foz do Iguaçu no período de 2003 a 2015 e as unidades de análise foram os setores censitários urbanos. Foi realizada análise descrita dos casos novos. Em sequência, para a identificação das áreas de risco para a ocorrência da hanseníase utilizou-se a Estatística de varredura espacial e espaço- temporal e para identificação das áreas de risco para incapacidades, recorreu-se a varredura espacial e ao Estimador de intensidade Kernel. A investigação da dependência espacial foi verificada através do Moran Global, Getis-Ord G e Gi*. O Índice de Moran Bivariado Global (IMBG), Regressão por Mínimo Quadrados (OLS) e Regressão Geograficamente Ponderada (GWR) foi utilizada para verificar a associação dos determinantes sociais e o risco de adoecimento por hanseníase. Foram notificados 840 casos, onde a taxa de detecção de casos novos em homens foi 25,6/100.000 hab. e 24,9/100.000 hab. para mulheres, houve predomínio da raça/cor amarela (78,6/100.000 hab.), faixa etária ≥60 anos (71,5/100.000 hab.) e ensino fundamental incompleto (60/100.000 hab.). As áreas de risco para a hanseníase e incapacidade grau 2 se concentraram no Distrito Sanitário Sul, Leste, Norte e Nordeste do município; regiões estas, caracterizadas por alta densidade populacional e pobreza. Os determinantes sociais renda (IMBG: 0,1273; p=0,001), número de moradores (IMBG: 0,0703; p=0,008), domicílios sem saneamento
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Análise espacial da co-infecção tuberculose/HIV: relação com níveis socioeconômicos em município do sudeste do Brasil.

Análise espacial da co-infecção tuberculose/HIV: relação com níveis socioeconômicos em município do sudeste do Brasil.

No caso de São José do Rio Preto, as análises realizadas através do LISA apontaram aglomerados de unidades espaciais signiicantes, os quais são uma boa indicação para priorização de áreas de maior risco. Seus resultados também contribuem para o estabelecimento de estratégias intersetoriais articuladas, com vistas à melhoria das condições de vida da população, em consonância com o SUS, implementando ações de prevenção e controle que considerem as limitações de acesso e percepção dos diferentes grupos populacionais que apresentam também diferentes graus de vulnerabilidade.
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Fatores associados à atividade física no lazer entre residentes de áreas urbanas de um município do nordeste do Brasil.

Fatores associados à atividade física no lazer entre residentes de áreas urbanas de um município do nordeste do Brasil.

um importante modiicador de risco para o desen- volvimento de problemas crônicos de saúde como: doenças coronarianas, diabetes, hipertensão e obesidade. Contudo, no presente estudo não foram encontradas associações estatisticamente signii- cante entre atividade física no lazer e presença de doenças crônicas. No entanto, como o desenho de estudo foi transversal, avaliando-se as condições existentes (presença de morbidade e atividade física no lazer) em um único ponto do tempo, não pode ser estabelecido se foi a presença de uma doença que ocasionou a interrupção das atividades físicas, ou se a existência da doença levou a diminuição da prática regular de atividades físicas no tempo livre. A realização de estudos longitudinais poderá dar respostas mais satisfatórias sobre a relação entre de- senvolvimento de doença crônica e atividade física.
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Vulnerabilidade e risco de movimento de massa no município de São Luís - MA (Brasil)

Vulnerabilidade e risco de movimento de massa no município de São Luís - MA (Brasil)

A noção de risco está associada diretamente à integridade física, psicológica e/ou material do indivíduo. Pode-se afirmar que existem pessoas mais e menos vulneráveis, mas todos nós estamos expostos ao risco, pois não existe risco zero. O município de São Luís – MA possui pontos de riscos de movimento de massa localizados em áreas impróprias para moradia. Esses locais estão situados em áreas de encostas e ambientes declivosos, os quais são de fácil ocupação e sem custo para construção de residências, o que facilita a tomada de parte desses terrenos para tal fim. Sendo assim, o objetivo desta pesquisa é analisar a vulnerabilidade socioambiental no município de São Luís - MA, considerando os riscos de movimento de massa na área. Para alcançar esse objetivo, a pesquisa está embasada na Teoria Sistêmica, que considera a relação da dinâmica natural com as atividades antrópicas e na metodologia abordada por Crepani et al (2001), a qual tem base na estabilidade dos meios, Tricart (1977), levando em consideração a sobreposição dos elementos naturais da área através da atribuição de pesos que variaram entre 1 e 3. Além disso, o fator social foi essencial para identificação das áreas mais vulneráveis pois estas são as mais expostas. Para tanto, adotou-se uma adaptação do Índice de Vulnerabilidade Social abordado por Almeida (2010) e Almeida, Welle e Birkmann (2016) valendo-se de dados do IBGE (2010) que denotam desvantagem social no nível de setor censitário, tais informações foram sintetizadas e também foram atribuídos valores que variaram entre 0 e 1. Alguns modelos foram testados com a finalidade de identificar o resultado que melhor se adequaria à realidade da área de estudo. A partir dos dados sociais e ambientais os índices de vulnerabilidade social e ambiental foram sobrepostos, indicando áreas pontuais e expressivas de riscos de risco de movimento de massa. Neste sentido, a partir dos resultados dessa pesquisa foi possível afirmar que os ambientes mais expostos à riscos de movimento de massa estão situados nas áreas de maior adensamento populacional e em locais pontuais da zona rural. Tais ambientes se caracterizam por possuir o fator declividade como condicionante para haver a movimentação de massa. E ainda, a construção de imóveis em áreas de encosta acentua o risco, deixando a população ludovicense mais exposta.
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Áreas de risco de desastres ambientais na cidade de Fortaleza-Ceará-Brasil: vulnerabilidade social dos assentamentos precários no bairro Bom Jardim

Áreas de risco de desastres ambientais na cidade de Fortaleza-Ceará-Brasil: vulnerabilidade social dos assentamentos precários no bairro Bom Jardim

Os desastres ambientais acontecem em todo o mundo. Verificados sobretudo nos países subdesenvolvidos, decorrem das situações de vulnerabilidade das populações e das alterações degradantes no meio físico natural, procedidas sem considerar as limitações de uso nos ambientes frágeis. No Brasil e de modo geral, esses acontecem geralmente nas grandes cidades, incidindo nas populações de mais baixa renda, centradas em crítica situação socioeconômica e constituintes de assentamentos precários. Como um problema ambiental urbano, esses assentamentos são impactados por eventos naturais potencialmente danosos, capazes de produzir situações de desastres na forma de danos materiais e humanos. Essa situação premente é verificada no município de Fortaleza, capital do estado do Ceará, localizada no nordeste do Brasil. Enfatiza-se nesse contexto os assentamentos precários no bairro Bom Jardim, localizados na porção sudoeste de Fortaleza. Distribuídos pelo bairro, parte-se do problema de sofrerem de modo geral os impactos adversos das inundações sazonais do rio Maranguapinho e do Canal do Bom Jardim. Questiona-se, na então problemática em pauta, quais assentamentos estão mais suscetíveis aos impactos negativos diretos das inundações. O principal objetivo é analisar a espacialização dos riscos de desastres ambientais nesses assentamentos e busca explicar os motivos que produzem as áreas de risco no bairro, tendo como recorte espacial os assentamentos precários. Utiliza-se como base bibliográfica autores que versam sobre vulnerabilidade social como fator de precariedade, fragilidade ambiental urbana e outros que utilizam fragilidades e vulnerabilidades na perspectiva integrativa de avaliação dos riscos de desastres ambientais. Procedimentos técnicos-operacionais são utilizados com base em dados secundários para produção de dados primários; espacialização fragilidade ambiental do meio urbano do bairro; para espacializar os assentamentos precários e estabelecer suas vulnerabilidades sociais, bem como levantamentos de campo e técnicas de geoprocessamento para elaboração dos produtos cartográficos primários. Os resultados encerram uma interpretação de que há verdadeira correlação entre a precariedade dos assentamentos e as zonas de fragilidade ambiental urbana emergente do bairro Bom Jardim, indicando a dimensão espacial das inundações e áreas com maiores riscos de desastres ambientais. Considera-se que os fatores naturais e sociais entendidos de forma integrada permitem explicar a formação das áreas de risco e a compreensão de que há necessidade de medidas de ordenamento do território no contexto socioespacial em questão.
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Vulnerabilidade e tuberculose no Rio de Janeiro .

Vulnerabilidade e tuberculose no Rio de Janeiro .

O conceito de vulnerabilidade tem origem nos diálogos entre movimentos sociais relacionados com o VIH-Sida e os direitos humanos, quando os conceitos de grupo de risco e comportamento de risco se revelaram insuficientes para compreender a disseminação contínua da doença, e a sua crescente concentração entre as pessoas mais pobres (Ayres e col., 2003). As políticas de prevenção do VIH-Sida, ao passar de grupos de risco para comportamentos de risco, pretendiam deixar de estabelecer barreiras entre pessoas infetadas e não infetadas. Pretendiam produzir mudanças nos comportamentos para redu- zir a probabilidade de as pessoas encontrarem o ví- rus. Contudo, cedo se tornou claro que a exposição ao vírus e as possibilidades de mudar comportamentos não são iguais para toda a população. Foi então que os investigadores propuseram o conceito de vulnera- bilidade. Ele pode ser confundido com o de risco. No entanto, a vulnerabilidade baseia-se especialmente na síntese, enquanto o risco se baseia na análise. As análises de risco chegam a relações probabilísticas entre variáveis, enquanto os estudos sobre vulnera- bilidade se baseiam nas relações particulares entre as partes e o todo, expressando as potencialidades de doença de qualquer pessoa vivendo num conjunto específico de condições (Ayres e col., 2003).
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Vulnerabilidade de pescadores no litoral sul do Brasil e sua relação com áreas marinhas protegidas em um cenário de declínio da pesca

Vulnerabilidade de pescadores no litoral sul do Brasil e sua relação com áreas marinhas protegidas em um cenário de declínio da pesca

Thomas, H. L.; MacSharry, B.; Morgan, L.; Kingston, N.; Moffitt, R.; Stanwell-Smith, D.; Wood, L. Evaluating of- ficial marine protected area coverage for Aichi Target 11: appraising the data and methods that define our progress. Aquatic Conserv: Mar. Fresh. Ecosyst., 24(2), 8-23, 2014. Tuler, S.; Agyeman, J.; da Silva, P.P.; LoRusso, K. R.; Kay, R. Assessing vulnerabilities: integrating information about driving forces that affect risks and resilience in fishing communities. Human Ecology Review, 15, 171-184, 2008. UNDP - United Nations Development Program. Human Development Indicators 2003. Human Development Report Office, United Nations Development Programme, 2003. Yohe, G.; Tol, R. Indicators for social and economic coping capacity – moving toward a working definition of adaptive capacity. Global Environmental Change, 12, 25-40, 2002. Zanoni, M.; Ferreira, A. D. D.; Miguel, L. A.; Floriani, D.; Canali, N.; Raynaut, C. The preservation of nature and rural development: dilemmas and strategies of family farmers in Areas of Environmental Protection. Desenvolvimento e Meio Ambiente, 2, 39-55, 2000.
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Vulnerabilidade social e vulnerabilidade de trabalho em famílias de baixa renda no município de São Paulo

Vulnerabilidade social e vulnerabilidade de trabalho em famílias de baixa renda no município de São Paulo

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Risco sísmico na Região Nordeste do Brasil.

Risco sísmico na Região Nordeste do Brasil.

O território brasileiro apresenta baixa atividade sísmica, característica de região tectônica intra-placas. Entretanto, os efeitos dos sismos não podem ser simplesmente desconsiderados em projetos de engenharia. Assim, é apresentado neste trabalho um estudo da sismicidade da região Nordeste do Brasil, que por estar posicionada próxima à falha do Atlântico Central, a leva a apresentar uma taxa de atividade sísmica com con- tinuidade de ocorrência mais alta do que a de outras regiões brasileiras. Dentro deste contexto, são calculadas as recorrências sísmicas e as distribuições probabilísticas de acelerações espectrais para a região. De posse desses valores, são determinados os espectros de resposta de projeto para a região, fazendo as devidas comparações entre os resultados obtidos para cada período de recorrência com o espectro apresen- tado pela Norma Brasileira de Sismos NBR 15421.
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Indicador de vulnerabilidade agropecuária a extremos climáticos para o nordeste do Brasil

Indicador de vulnerabilidade agropecuária a extremos climáticos para o nordeste do Brasil

science, which are: human-environmental research and the risk-hazards. The first relates to the study of environmental processes on a global scale, especially climate change and its local to global impacts (Ford, Smit, Wandel, & MacDonald, 2006); (Paavola, 2008) whereas the second carries out a research on natural hazards and disasters, their correlation with vulnerability and resilience, being incorporated in emergency management and hazards mitigation (Wu et al., 2010);(Brooks et al., 2005); (Ahmed, Diffenbaugh, & Hertel, 2009) It also can be said that the first approach emphasizes environmental relations in the configuration of vulnerable spaces and the second focus more on social aspects, in forming vulnerable social groups. There is consensus between the two approaches regarding the composition of the concept which is directed by the elements exposure, susceptibility and response (responsiveness or resilience capacity), and this requires measurements and representations based on the two approaches of research, environmental and social, once they complement each other. In Brazil, it is growing the number of studies dealing with the spatial hierarchy and the development of vulnerability indexes, attempting to evaluate the social and environmental inequalities and to reduce the risks linked to natural events, such as the studies of Confalonieri, (2007); Barata & Confalonieri, (2011). Another way to analyze vulnerability is with the help of a set of indicators and to evaluate the estimation of vulnerability rates based on these indicators. These indicators are useful for studying trends and for exploring conceptual models, and have the flexibility of being applicable in different scales (Gbetibouo et al., 2010). However, the indicators are limited due to lack of information on how these variables were chosen and rules established to determine the vulnerability index of a particular region or community (Luers et al., 2003). These limitations have led Simelton et al. (2009) to the use of statistical tools and to correlate vulnerability of crops to drought with socioeconomic indicators in order to identify the factors that make the regions more vulnerable in China.
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Educação em áreas de vulnerabilidade social: princípios de uma pedagogia transformadora

Educação em áreas de vulnerabilidade social: princípios de uma pedagogia transformadora

de um trabalho pedagógico diferenciado e eficaz é um dos objetos do presente estudo. Para tanto, estudos de Freire e Zabala, foram utilizados como princípios para a reflexão sobre o cuidado diferenciado no trabalho pedagógico desenvolvido em regiões de alta e média vulnerabilidade bem como para esclarecer a importância da criação de vínculos afetivos para a eficácia dos resultados obtidos. Em seguida, apresentam-se as ações consideradas bons exemplos, que foram retiradas da imprensa local para construir uma ponte entre o referencial teórico apresentado e a realidade da região escolhida para este estudo. Tais exemplos trazem para a realidade o que fora apresentado no aporte teórico desta pesquisa bibliográfica de caráter exploratório com o objetivo de apontar que é possível realizar um trabalho pedagógico de qualidade a partir da utilização de metodologias ativas para a construção de um aprendizado mais dinâmico e participativo, com foco no estudante.
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Os indicadores do saneamento medem a universalização em áreas de vulnerabilidade social?.

Os indicadores do saneamento medem a universalização em áreas de vulnerabilidade social?.

Os diversos estudos que abordam o benchmarking em relação à sua aplicação no setor público, especificamente em relação a aspectos de governança local (BOVAIRD & LÖFFLER, 2002; BOWERMAN et al., 2002; DAVIS, 1998; DORSCH & YASIN, 1998), indicam que os modelos de benchmarking existentes poderiam corresponder melhor às neces- sidades locais se, ao lado de focarem na alta performance do gerencia- mento de serviços, também envolvessem a habilitação das comunida- des locais para resolver suas necessidades atuais e futuras, devendo, portanto, ir além da prestação de serviços. Esse fator seria de grande relevância em se tratando de universalização do saneamento em áreas de vulnerabilidade social.
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Indicadores de vulnerabilidade e percepção do risco de alagamentos: estudo de caso no município de Macau/RN - Brasil

Indicadores de vulnerabilidade e percepção do risco de alagamentos: estudo de caso no município de Macau/RN - Brasil

O objetivo desta pesquisa concentrou-se em elaborar indicadores que pudessem mensurar a percepção, capacidade de lidar e capacidade adaptativa dos moradores da sede urbana do município de Macau/RN. Como referência norteadora de toda a pesquisa, utilizou-se a metodologia de Oliveira (2018) a qual baseou-se na metodologia desenvolvida pela UNU-EHS (Institute for Environment and Human Security), no World Risk Index, através de quatro componentes: exposição, suscetibilidade, capacidade de lidar e capacidade adaptativa. Após adaptar a metodologia para a escala necessária à análise da área de estudos, os dados foram espacializados em mapas, possibilitando a construção do índice de vulnerabilidade para o local. Como estudo de caso, essa metodologia foi aplicada na área urbana do município de Macau/RN. Os Índices podem auxiliar na tomada de decisões dos gestores públicos sobre os alagamentos e inundações que ocorrem constantemente na região, além de empoderar a população com conhecimento sobre a situação de vulnerabilidade na qual estão inseridas. Além disso, expõe uma metodologia que pode contribuir com o desenvolvimento de ações de gestão de risco, bem como prevenção dos desastres. Dessa forma, o trabalho realizado com indicadores locais segue a lógica de priorizar as informações específicas do local de estudo, facilitando a organização dos dados em um único local que possa servir para a compreensão das prioridades do local, bem como formulação de cuidados comunitários, dando mais força para auxiliar na tomada de decisão tanto para a preparação/prevenção de desastres, quanto para o desenvolvimento sustentável das comunidades.
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Racionalidade e saberes para a universalização do saneamento em áreas de vulnerabilidade social.

Racionalidade e saberes para a universalização do saneamento em áreas de vulnerabilidade social.

Resumo A adoção de princípios de equidade e universalidade previstos na legislação do setor de saneamento demanda discussões sobre inovação. O modelo existente foi capaz de suprir demandas sanitárias, mas não conseguiu atender todas as áreas do país, restando disparidades em regiões carentes. A universalização do saneamento exige identificação dos saberes que irão promovê-la e análise do modelo hoje adotado, para chegar-se a nova proposição. Exige reflexão de como diferen- tes visões sobre o processo de saneamento são per- cebidas e consideradas para definição de políticas públicas, especialmente na saúde, e na compreen- são de suas complexidades e importância na con- firmação de práticas sociais e de desenhos organi- zativos. Os modelos organizativos e dispositivos são debatidos para contribuir à universalização dos serviços em áreas urbanas por meio da revi- são bibliográfica e avaliação de práticas do setor. Como conclusão, entende-se que aceitar um de- terminado conceito ou ideia em saneamento im- plica escolher certas intervenções efetivas sobre a rede e a vida dos usuários individuais, e implica uma redefinição do espaço em que se exerce o con- trole e gestão das redes de saneamento, de modo que os usuários conectados sejam entendidos como coletivos com diferentes interesses.
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VULNERABILIDADE E RISCO SOCIAL: PRODUÇÃO DE SENTIDOS NO CAMPO SOCIOASSISTENCIAL

VULNERABILIDADE E RISCO SOCIAL: PRODUÇÃO DE SENTIDOS NO CAMPO SOCIOASSISTENCIAL

serviços públicos ou outras formas de proteção social. Consta, ainda, que as situações de vulnerabilidade social não prevenidas tendem a tornar-se uma situação de risco. Embora não seja mencionado nos referidos documentos nenhuma definição conceitual de "situação de risco" ou "risco social", o documento Trabalho Social com Famílias do Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família – PAIF (2012) coloca que as situações de vulnerabilidades sociais podem, se agravadas, transformarem-se em situação de risco e/ou violação de direitos. Inclusive no documento Orientações Técnicas: Centro de Referência Especializado de Assistência Social – CREAS – (BRASIL, 2011), o conceito de risco social está relacionado com a possibilidade da ocorrência de um evento na vida de um indivíduo ou de determinada configuração familiar, expressando-se, assim, pela iminência ou por episódios de violência, abandono, negligência, abuso e exploração sexual, situação de rua, trabalho infantil, ato infracional, entre outros. Dessa forma, reitera que as situações de vulnerabilidade social podem ser agravadas e culminar em situações de risco pessoal e social se não forem prevenidas ou enfrentadas.
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A relação família-escola em um território de alta vulnerabilidade social

A relação família-escola em um território de alta vulnerabilidade social

É possível interpretar os depoimentos dos moradores do bairro que minimizam os efeitos da violência no local enquanto demonstração de um sentimento de pertencimento ou de construção identitária, ou mesmo, a um “conformismo social” na perspectiva de Norbert Elias conforme expresso em sua obra Os estabelecidos e os outsiders (2000) 4 . Assim, embora estas famílias estejam em um território de alta vulnerabilidade social e vivenciem a precariedade dessa realidade, se opor a isso é uma forma de ir contra os padrões e crenças do local. Uma outra interpretação para tal comportamento pode ser encontrado em Érnica e Batista (2011), que defendem que as famílias que residem no território vulnerável tendem a tornar-se um continuum indiferenciado dele. Uma das consequências disso é que, em geral, pais, alunos e a escola não conseguem superar os padrões sociais e culturais do território para a criação de um ambiente propriamente escolar.
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Organização social e controle da tuberculose: a experiência de um município brasileiro.

Organização social e controle da tuberculose: a experiência de um município brasileiro.

O Comitê estudado surgiu de um movimento para organização da atenção à tuberculose no município, e emergiu de acordo com demandas de cunho epidemiológico, assistencial, de produção de conhecimento sobre o comportamento da doença, bem como de acordo com o espaço social ofertado pela Secretaria de Saúde do município para o pensamento na questão tuberculose. No inal da década de 90, por meio de um grupo composto por proissionais do serviço, professores universitários e representantes da Secretaria Municipal de Saúde, que objetivava o controle da doença no município, o Comitê veio contribuir para esse processo. O interesse comum, aliado às demandas da doença no município, fez com que o grupo se constituísse inicialmente na condição de um comitê informal. Desde o início de sua concepção, a ideia era que o mesmo fosse independente. Com o surgimento do programa de tuberculose no município e a oferta de espaço para discussões e tomada de decisões sobre as ações de saúde, o Comitê estruturou-se como componente formal da Secretaria de Saúde do município, como destacado na fala de um sujeito da pesquisa do comitê: [...] bom quando se fala em pessoas que se organizam eu entendo os civis que se organizam e que se reflete no nosso comitê [...] é o nosso ponto de apoio e de discussão [...] que [...] eu não me sinto sozinho na hora de pensar nas coisas sobre a TB [...] temos uma parceria com a Secretaria Municipal [...] de Saúde vamos para o conselho municipal [...] (Sujeito 9, usuário do SUS).
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Relação entre comportamento na infância e a vulnerabilidade social na cidade de Belo...

Relação entre comportamento na infância e a vulnerabilidade social na cidade de Belo...

O campo de estudo dos primeiros anos da vida escolar da criança ainda é carente de novas investigações. Resultados de pesquisas têm demonstrado que o desenvolvimento de competências e a exposição a situações de adversidade apresentados nessa etapa do desenvolvimento predizem a qualidade do funcionamento social, do sucesso acadêmico e da saúde mental do indivíduo. Nesse contexto, este trabalho buscou verificar a relação entre o nível de vulnerabilidade social e comportamento na infância. Participaram do estudo pais e professores de 248 crianças com idades entre 6 e 11 anos, alunas do primeiro e segundo ciclo do Ensino Fundamental de escolas públicas municipais de Belo Horizonte. Essas escolas situavam-se, respectivamente, em dois bairros com as classes de vulnerabilidade investigadas (I e IV), a partir do Índice de Vulnerabilidade Social da cidade. Os instrumentos utilizados foram o Inventário dos Comportamentos de Crianças e Adolescentes (CBCL/6-18), respondido pelos pais, e o Inventário dos Comportamentos de Crianças e Adolescentes – Relatório para os Professores (TRF/6-18). A análise dos dados incluiu comparações entre médias de escores T (Teste T de Student ou Mann Whitney U) para as duas amostras de vulnerabilidade nas escalas de competências (CBCL), funcionamento adaptativo (TRF) e problemas de comportamento (CBCL e TRF); nessas análises foram observadas diferenças entre os sexos e as faixas etárias (alunos mais jovens – 6 a 8 anos; alunos mais velhos – 9 a 11 anos); avaliou-se também o nível de concordância entre pais e professores quanto ao perfil comportamental das crianças para os mesmos grupamentos de escalas (Teste T Pareado e Teste de Correlação de Pearson). Os resultados indicaram baixos índices de competência no desempenho de atividades fora do ambiente escolar para as duas
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Drogas ilícitas e sua relação com a vulnerabilidade social: Uma abordagem espacial

Drogas ilícitas e sua relação com a vulnerabilidade social: Uma abordagem espacial

Objetivou-se identificar as áreas de vulnerabilidade social do município de Campina Grande, bem como verificar se houve relação com a média de casos de apreensões de drogas ilícitas no período de 2013 a 2017. Trata-se de um estudo transversal, quantitativo, descritivo e analítico, a partir dos laudos de constatação e definitivos emitidos pelo Núcleo de Laboratórios Forenses do Instituto de Polícia Científica da Paraíba e dados secundários coletados junto a base de dados Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Utilizou-se o programa gratuito The R Project for Statistical Computing para análise estatística. Para a caracterização da região, segundo as condições de vulnerabilidade social, calculou-se o Índice de Vulnerabilidade Social (IVS). O Teste de Spearman foi escolhido para a verificação da correlação entre a vulnerabilidade social e a média de apreensões de drogas. A partir dos resultados verificou-se que os bairros Jeremias, Serrotão, Bodocongó, Liberdade e Malvinas obtiveram as maiores médias de casos de apreensões de drogas no município, enquanto que os bairros Castelo Branco, Bairro Universitário, Louzeiro, Lauritzen e Itararé obtiveram as menores médias. Foram identificados 24 bairros com ―muito alta ou alta vulnerabilidade social‖. O teste de correlação mostrou-se positivo, dessa forma evidenciou uma forte relação entre o Índice de Vulnerabilidade Social (IVS) e a média de casos de apreensões de drogas ilícitas no município de estudo. Os resultados apresentados neste estudo mostram-se relevantes e inéditos, em consequência o conhecimento da realidade local, objeto deste estudo, poderá contribuir com o fortalecimento da Política Nacional sobre Drogas. Dessa forma, as autoridades terão ferramentas para atuar na prevenção ao uso de drogas ilícitas, nos tratamentos e no incremento da fiscalização sobre o tráfico.
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