Top PDF As estratégias de renda dos agricultores familiares de Itapejara d’Oeste nos anos 2005 e 2010

As estratégias de renda dos agricultores familiares de Itapejara d’Oeste nos anos 2005 e 2010

As estratégias de renda dos agricultores familiares de Itapejara d’Oeste nos anos 2005 e 2010

O processo de mercantilização, isso é, a crescente orientação das atividades para o mercado, transformou as características da reprodução social dos agricultores familiares, principalmente na sua forma de produzir e obter renda. Sabendo-se que o mercado pode agravar a pobreza rural como, de outro lado, criar novas oportunidades, a reprodução social da agricultura familiar moderna muito decorre pela sua capacidade de adaptação que permite diversificar as suas fontes de renda agrícola e não agrícola. Assim, pergunta-se: quais são as combinações de atividades dos agricultores familiares de Itapejara d’Oeste nos anos 2005 e 2010 que resultaram em maior renda? Para tanto, o objetivo geral da dissertação é analisar as estratégias de renda dos agricultores familiares de Itapejara d’Oeste que lhe permitiram superar a pobreza nos anos 2005 e 2010. Como resultado se identificou nas famílias que pertencem a categoria de alta renda: (1) o aprofundamento do processo de mercantilização; (2) investimentos em tecnologia das unidades de produção familiar, principalmente, naqueles que compuseram a renda no binômio de produção grãos e leite (3) a maior disponibilidade de força de trabalho total e de área de terra; (4) a diversificação da renda total com renda não agrícola na unidade de produção familiar.
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Mobilidade na produção de leite dos agricultores familiares de Itapejara do Oeste e sua influência na renda, patrimônio e sucessão familiar: pesquisa em painel entre 2005 e 2015

Mobilidade na produção de leite dos agricultores familiares de Itapejara do Oeste e sua influência na renda, patrimônio e sucessão familiar: pesquisa em painel entre 2005 e 2015

A agricultura familiar é um importante grupo produtivo para a agricultura brasileira, já que mesmo ocupando apenas 25% da área produtiva possui mais de 70% do pessoal ocupado na Agricultura, sendo fundamental para produção de alimentos no país. Esta categoria, caracterizada por ser detentora dos meios de produção, e ao mesmo tempo assumir o trabalho na unidade produtiva, passou muito tempo com seu papel renegado na sociedade, sendo sua importância desconsiderada, estando isso exemplificado na figura do Jeca. Entretanto, nas últimas décadas, a categoria passou a ser melhor reconhecida, a se destacar o grande passo dado com a instituição da Lei da Agricultura Familiar, no ano de 2006. Tendo em vista esta importância econômica, produtiva, social e cultural da agricultura familiar, se faz importante o estudo das suas estratégias de renda e patrimônio ao longo do tempo, e como isso interfere na sucessão familiar e na manutenção da categoria, uma vez que a partir da segunda metade do século XX a agricultura brasileira passou por significativas mudanças, e na região sudoeste do Paraná a produção leiteira tem um papel fundamental a partir dos anos 1990, uma vez que seu crescimento eleva a renda dos produtores, gerando uma seguridade para estes. Com este trabalho, realizado por meio de um banco de dados que reúne informações socioeconômicas de 95 produtores de Itapejara d’Oeste nos anos de 2005, 2010 e 2015, se percebeu que houve uma concentração da produção leiteira, gerada pela intensificação de parte dos produtores, evidenciando-se também que onde houve incremento na renda e patrimônio, foi onde ocorreu os maiores níveis de sucessão, maior elevação na produção leiteira, e os agricultores são mais jovens. Sendo assim, o objetivo deste trabalho foi compreender as estratégias de renda que levam os agricultores a manter, ampliar ou diminuir a produção leiteira, e o reflexo destas estratégias na renda total, no patrimônio e na sucessão familiar.
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As estratégias de inserção dos agricultores familiares no Programa de Alimentação Escolar de Capitão Leônidas Marques

As estratégias de inserção dos agricultores familiares no Programa de Alimentação Escolar de Capitão Leônidas Marques

O presente trabalho tem por objetivo analisar as estratégias de inserção dos agricultores familiares no Programa de Alimentação Escolar (PAE) de Capitão Leônidas Marques - PR. Para tal, foi realizada uma pesquisa com 19 agricultores familiares, visando caracterizar quem são os agricultores que acessaram o PAE do município entre 2010-2012; identificar se a adesão do agricultor familiar a esse mercado institucional promoveu mudanças e adaptações no processo produtivo para se adequar as normas do PAE; evidenciar os interesses que conduzem os agricultores familiares ao Programa e como esses conseguem atender as demandas e, com isso, intensificam a relação com o mercado. Constatou-se que, os agricultores entrevistados estão organizados de forma individual e contam com apoio da gestão do Programa no município para enfrentar as adequações às normas e ao processo burocrático que envolve o acesso ao PAE. Adaptaram-se as necessidades da logística de entrega e a organização produtiva de acordo com o proposto pelo funcionamento do Programa. Por conseguinte, são agricultores que mantém particularidades enquanto um formato social que não se define apenas pelas relações com o mercado, porque a relação terra, trabalho e família contem um patrimônio que é material, mas também sociocultural e está presente nas estratégias de inserção desses fornecedores na alimentação escolar. Esses agricultores familiares criam estratégias no sentido de dinamizar a produção contando com as condições necessárias e disponíveis para desempenhar seu trabalho, como o espaço para plantar e a mão de obra necessária para garantir renda familiar suficiente para sua reprodução. Evidenciou-se que os interesses que conduzem os entrevistados a acessarem o PAE estão relacionados à venda garantida com bons preços, agregação de valor ao seu produto com possibilidade de abertura a outros mercados e o reconhecimento social do agricultor familiar como fornecedor de alimentos de qualidade. Portanto, os agricultores entrevistados são motivados pelo desejo de continuar como fornecedores individuais devido à facilidade de negociação, garantia de preço, venda direta, agilidade no processo de venda e recebimento, além de aprovação do modelo de compra da agricultura familiar para o PAE. São atores sociais que demonstraram ser capazes de atenderem as demandas impostas pelas regras deste mercado, criando suas próprias estratégias de permanência nos mercados institucionais.
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Índice UFSCar de segurança alimentar para agricultores familiares

Índice UFSCar de segurança alimentar para agricultores familiares

A hipótese principal deste trabalho é a de que o índice UFSCar corrobora a metodologia Ebia e avança no entendimento de que outras variáveis interferem nas condições de segurança alimentar dos agricultores familiares, o que lhe permite tornar-se um instrumento para o aprimo- ramento da efetividade de políticas públicas de segurança alimentar, além de sua aplicação po- der abarcar outros tipos de recortes territoriais. Tal proposição reforça um dos eixos centrais pro- postos neste trabalho, o de que o índice UFSCar no território estudado apresenta maiores valores para os agricultores familiares de vocação mais especializada e dependentes da renda agrícola, não para os agricultores voltados às pluriativida- des, menos dependentes das rendas não agríco- las, que exploram a diversificação agropecuária e com maiores valores de autoconsumo familiar.
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Associativismo e mercados locais: estratégias de resistência de agricultores urbanos da zona oeste do Rio de Janeiro. - Portal Embrapa

Associativismo e mercados locais: estratégias de resistência de agricultores urbanos da zona oeste do Rio de Janeiro. - Portal Embrapa

A pesquisa foi conduzida a partir de uma abordagem teórica e metodológica das ciências sociais, denominada sociologia compreensiva (matriz teórica Max Weber). Visa compreender o processo de construção da experiência social local, a partir de entrevistas orais e observação participante. Esse trabalho corresponde à etapa inicial da pesquisa, denominada diagnóstico do desenvolvimento da agricultura urbana local. Para tal, foram realizadas visitas à área de estudo, além da participação em reuniões com o grupo social. Nesse momento da pesquisa, foram descritos os aspectos gerais e avaliada a situação do associativismo e do acesso ao mercado, no contexto dos agricultores familiares da região metropolitana do Rio de Janeiro. A observação participante foi desenvolvida a partir da presença em reuniões de planejamento e ação, espaços de diálogo e eventos, fomentados pela Rede Carioca de Agricultura Urbana e pelos próprios agricultores de Vargem Grande.
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O Programa biodiesel do Ceará na visão dos agricultores familiares

O Programa biodiesel do Ceará na visão dos agricultores familiares

Quando questionados sobre o número técnicos para a execução do programa, 78% do grupo apontou como insuficiente para atender as necessidades dos mesmos. Apesar desses números apresentarem-se como insuficientes os entrevistados relataram um índice favorável, 57% dos votos, ao que diz respeito ao comprometimento dos técnicos. De acordo com Lima (2000), para que haja uma melhoria da produção agrícola brasileira, é necessário a melhoria no nível dos agricultores, que podem ser otimizados através da assistência técnica. Conforme Lima et al. (2000) “o quadro de realidade agrícola do nordeste brasileiro se modificaria, pra melhor, se em cada propriedade rural, comportasse um técnico agrícola. E a escola estabelecesse a formação continuada desse egresso, servindo como elemento de ligação e promotora do desenvolvimento local”.
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Construção de saberes com agricultores familiares no Nordeste Paraense.

Construção de saberes com agricultores familiares no Nordeste Paraense.

Constatamos ainda que o principal cri- tério de decisão para a adoção de qualquer tipo ou sistema de piscicultura é o custo fi nanceiro a ele associado, que por sua vez se relaciona com as limitações e projetos de cada família. Tal fato é diferente de como ocorre, por exemplo, com a roça sem queima, cujo critério principal para o emprego de um determinado itinerário técnico é o volume de trabalho (OLIVEIRA et al., 2006). De um modo mais específi co, a experimen- tação foi a principal ferramenta utilizada pelos agricultores para a adesão a novos componen- tes tecnológicos. Tal adesão não foi imediata, mas gradual, como subsídio à resolução dos novos problemas que surgiam. Alguns dos agricultores, no entanto, executaram suas ativi- dades de piscicultura de forma mais prescritiva aos conceitos discutidos e frisados pelos atores técnico-científi cos. Associamos tal ocorrência aos agricultores que vivenciaram sucessivas perdas de lotes de peixes e, assim, de recursos. Em alguns casos (A3 e A5), a intenção fora a de exatamente experimentar as proposições dos atores técnico-científi cos. Segundo Mota et al. (2007), esta situação é favorecida quando há uma estrutura minimamente organizada e viabilidade em termos econômicos e de mão-de-obra.
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Trajetórias de agricultores familiares em busca da sustentabilidade: o caso de três agricultores em ambiente periurbano

Trajetórias de agricultores familiares em busca da sustentabilidade: o caso de três agricultores em ambiente periurbano

Com relação ao ambiente da região onde reside e trabalha, na comunidade de Ratones em Florianópolis, Guilherme observou que nos últimos anos ocorreram muitas mudanças relacionadas ao ambiente da região, principalmente nos recursos naturais existentes na comunidade. Na sua avaliação, um dos fatores que mais contribuiu negativamente para essas mudanças, foi a intensa pressão que a urbanização exerceu e ainda exerce sobre a áreas rural da comunidade. Destaca que a especulação imobiliária tem promovido a redução das matas, com a conseqüente diminuição de animais e pássaros. Estes animais num passado recente eram encontrados com maior freqüência, hoje ainda persiste uma caça predatória sobre os poucos animais que restaram. Outro problema ambiental importante que identificou é a redução no volume de água dos riachos da comunidade e tem observado o aumento no número de insetos, principalmente borrachudos e outros insetos que procriam em águas sujas. Quanto à economia da região há trinta anos atrás, era baseada na agricultura, atividade que se destacava no panorama econômico da comunidade. A formação vegetal da ilha oferecia poucas espécies florestais de interesse econômico que motivassem um extrativismo intensivo. A atividade agrícola da comunidade era baseada numa agricultura tradicional, sem o uso intensivo de tecnologia de base química ou mecânica. Segundo Guilherme, o principal motivo da não adoção dessas tecnologias pelos agricultores da comunidade, foi o fato de que quando elas surgiram, a agricultura já se encontrava franco declínio. Esse declínio ficou bem evidenciado com a gradativa desativação de vários engenhos de farinha e de cachaça que existiam na comunidade. Para Guilherme, urbanização e a especulação imobiliária, com o conseqüente aumento da população, contribuíram decisivamente para a diminuição da atividade rural.
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Determinantes da renda e pobreza dos agricultores do Vale do Ribeira

Determinantes da renda e pobreza dos agricultores do Vale do Ribeira

Tal investigação demonstrou que a renda não agrícola tem um peso relevante na renda ge- rada no meio rural desse território. Do mesmo modo, ela foi um dos determinantes da pobreza. Isso significa que o meio rural – da forma com que está configurado – não é capaz de gerar re- cursos financeiros suficientes para a manutenção dos domicílios agrícolas; os agentes precisam buscar fora da propriedade tais recursos, tornan- do essas atividades não rurais, em muitos ca- sos, as principais atividades. E esse é um grande problema, porque poderá condicionar no futu- ro a saída desses trabalhadores do meio rural, provocando o êxodo rural e ao mesmo tempo o próprio inchaço das cidades. Além disso, a baixa expectativa quanto à geração de renda pelo tra- balho agrícola tende a desmotivar a permanên- cia dos descendentes desses agricultores.
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OS ASPECTOS FORMADORES DA IDENTIDADE DOS AGRICULTORES FAMILIARES: a comunidade rural Olhos d´água no município de Catalão (GO)

OS ASPECTOS FORMADORES DA IDENTIDADE DOS AGRICULTORES FAMILIARES: a comunidade rural Olhos d´água no município de Catalão (GO)

Os agricultores familiares do município de Catalão (GO) vivem no lugar onde estabelecem suas relações de trabalho, suas relações de poder e sua religiosidade que são uma das dimensões construtoras de identidade. A ênfase do estudo assenta-se no fato da agricultura familiar no Brasil apresenta diversidade e diferenciações regionais, o que torna relevante as pesquisas e as análises de áreas específicas para a compreensão da organização e reprodução desse segmento. É importante ressaltar que os agricultores familiares possuem uma identidade cultural, fundamentadas nos valores, tradições, religiosidade, festividade, vizinhança e parentesco. Nesse contexto, propõe-se compreender as principais discussões sobre a agricultura familiar e a identidade cultural, ressaltando o comportamento sociocultural, econômico e organizacional da comunidade Olhos d´água no município de Catalão (GO).
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Distribuição de renda nos municípios do território da cidadania Cantuquiriguaçu: uma análise dos anos 2000 e 2010

Distribuição de renda nos municípios do território da cidadania Cantuquiriguaçu: uma análise dos anos 2000 e 2010

Este trabalho busca analisar a distribuição de renda nos municípios que pertencem ao Território da Cidadania Cantuquiriguaçu nos anos de 2000 e 2010. O objetivo é analisar dados, para então responder a seguinte questão: De que forma se comportou a distribuição de renda nos municípios do Território da Cidadania Cantuquiriguaçu nos anos de 2000 e 2010? Este Território está localizado nas mesorregiões Centro-Sul e Centro-Oeste do Estado do Paraná. Para alcançar os objetivos procura-se saber como se comportaram as desigualdades em termos de renda e o desenvolvimento nos municípios nos respectivos anos. A análise leva em conta o fato de que quanto melhor distribuída a renda, menor é a desigualdade e mais desenvolvido tende a ser o município. Quanto ao período analisado, a motivação se deu por esse ser o mais recente cujos dados estão disponíveis para todos os municípios de forma igualitária. Considerou-se para tal, o fato de que alguns municípios do território obtiveram a emancipação política em 1997. A metodologia utilizada consiste em uma pesquisa descritiva e bibliográfica, sendo também utilizada a pesquisa documental com a obtenção de dados secundários. O instrumento utilizado para verificar a distribuição de renda foi a curva de Lorenz e os dados secundários de renda foram obtidos através do censo demográfico realizado nos anos de 2000 e 2010 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Foram construídas e analisadas as Curvas de Lorenz para os municípios que compõe o Território da Cidadania Cantuquiriguaçu e para o território como um todo, através das Curvas de Lorenz foi possível identificar os cinco municípios com as piores e as melhores distribuições de renda no ano de 2000 e 2010, além de apresentar a Curva de Lorenz para o Território da Cidadania Cantuquiriguaçu com as curvas dos dois anos tornando assim possível a sua comparação. Foram também calculados os índices de Gini através da Curva de Lorenz para todos os municípios que compõe o Território e para o Território como um todo.
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O COMPORTAMENTO DO ICMS ECOLÓGICO NOS MUNICÍPIOS DO OESTE DO PARANÁ NOS ANOS DE 2008, 2009 E 2010

O COMPORTAMENTO DO ICMS ECOLÓGICO NOS MUNICÍPIOS DO OESTE DO PARANÁ NOS ANOS DE 2008, 2009 E 2010

Esse trabalho se propõe a verificar o comportamento do ICMS Ecológico nos municípios pertencentes à Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (AMOP), nos anos de 2008, 2009 e 2010. Para tanto, determinam-se três objetivos: (i) analisar o que foi destinado aos municípios pertencentes à AMOP a título de ICMS total no período em questão e destacar a quantia referente ao critério ambiental; (ii) verificar se o Índice Ambiental por Unidade de Conservação de cada município foi efetivamente proporcional ao repasse recebido, conforme determina o Decreto n. 2.791/96; e (iii) fazer um levantamento de quais foram as categorias de unidades de conservação presentes na região. Trata-se de um estudo descritivo, abordado de maneira qualitativa, que utilizou o procedimento da pesquisa documental para a coleta de dados, sendo esta de origem secundária. Os resultados evidenciam que o ICMS total aumentou consecutivamente nos três anos, porém a participação do ICMS Ecológico decresceu nos três anos analisados. O ano em que houve uma destinação maior de ICMS Ecológico foi o de 2008, e o ano de 2009, o de menor ICMS ambiental. O segundo objetivo comprovou que o Índice Ambiental foi proporcional ao repasse recebido, confirmando o atendimento à determinação da legislação. O terceiro objetivo evidenciou a presença de seis categorias de unidades de conservação presentes na região, sendo elas: parques, reservas particulares do patrimônio natural, áreas de relevante interesse ecológico, áreas de terras indígenas, reservas biológicas e áreas de preservação ambiental.
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A formação de um sindicalismo de agricultores familiares no Sul do Brasil.

A formação de um sindicalismo de agricultores familiares no Sul do Brasil.

Da reflexão realizada no trabalho, pode-se constatar que a estru- tura sindical oficial dos trabalhadores rurais não foi capaz de representar satisfatoriamente a diversidade de interesses e de grupos sociopolíticos e existentes no campo. Desde a década de 1980 emergiram diversos ato- res sociais questionando este monopólio da representação e construindo novos canais de organizativos, seja optando por constituir movimentos (como MST, MAB e, nos anos 90, o MPA) relativamente independes dos canais sindicais, seja formando novas estruturas sindicais (como DNTR, FETRAF). Como resultado deste processo, criou-se uma situação em que mesmo que o sistema sindical da CONTAG mantenha um discurso de de- fesa da unicidade sindical, a realidade atual da representação do conjunto dos trabalhadores rurais (sejam eles agricultores familiares, assalariados, sem terra, etc.) mostra uma situação de pluralidade de atores de repre- sentação. Cada ator representa um grupo ou categoria social e não existe mais somente uma organização que detém o monopólio de poder falar em nome de todos os trabalhadores do campo.
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Cadeia produtiva do óleo de gueroba (Syagrus oleracea becc.): geração de renda para agricultores familiares e promoção da agrobiodiversidade, Buriti de Goiás (GO)

Cadeia produtiva do óleo de gueroba (Syagrus oleracea becc.): geração de renda para agricultores familiares e promoção da agrobiodiversidade, Buriti de Goiás (GO)

Outro manejo a ser experimentado é o corte do cacho no início de sua maturação, para que os cocos não fiquem no solo expostos ao contato do besouro. Para a adoção desse manejo é importante considerar a necessidade de se deixar cachos de cocos para alimentar a fauna silvestre, principalmente as aves. As boas práticas de manejo para o extrativismo do coco licuri (Syagrus coronata Becc.), lançadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA (BRASIL, 2012), orienta deixar no mínimo um cacho de coco por palmeira. Também é importante atentar para que o corte do cacho não provoque ferimentos mecânicos acentuados na palmeira e o besouro R. palmarum, causador da broca da “cabeça”, seja atraído pela seiva exsudada (NOGUEIRA, 2005). A adoção deste manejo também vai depender da altura da palmeira e o esforço dispensado para o corte do cacho, principalmente em relação à autonomia das mulheres agricultoras para realizar a atividade.
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Análise exploratória e dinâmica espaço temporal dos sistemas de produção em Machadinho d' Oeste (RO), entre 1986 e 2005.

Análise exploratória e dinâmica espaço temporal dos sistemas de produção em Machadinho d' Oeste (RO), entre 1986 e 2005.

O processo de desflorestamento e colonização da Amazônia Brasileira tem chamado a atenção desde o início dos anos 70. O fenômeno tem sido associado às mudanças climáticas globais, à alteração dos ciclos biogeoquímicos, à dinâmica de uso e cobertura da terra e à diminuição da biodiversidade. Segundo a cartilha sobre as pesquisas nos biomas brasileiros, publicada pela Embrapa (2007), a Amazônia tem realidade estreitamente ligada à produção agropecuária familiar e aos assentamentos rurais, que já somam mais de 400 mil estabelecimentos. Em razão da peculiaridade da Amazônia Legal, o zoneamento Ecológico-Econômico é necessidade presente para dar suporte às políticas públicas de uso sustentável de áreas florestais e de produção agropecuária em áreas alteradas, procurando integrar o maior número possível de sistemas de informação para monitoramento destas áreas. Esta integração pode ser verificada em Batistella (2001), que realizou o monitoramento do uso e cobertura das terras em Machadinho d' Oeste através de imagens multi-temporais de sensores remotos integradas em sistema de informações geográficas (SIG) e métodos de ecologia de paisagens. Os resultados indicaram que as reservas comuns são responsáveis por menores níveis de fragmentação em Machadinho d Oeste, onde 66% da cobertura florestal foi mantida após 15 anos de colonização.
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Florestas do Brasil em resumo - 2010: dados de 2005-2010.

Florestas do Brasil em resumo - 2010: dados de 2005-2010.

principal demanda de produtos florestais da região, a lenha e o carvão. Em 2006, a quantidade de lenha neces- sária para atender à demanda da região Nordeste era da ordem de 34,5 milhões de esteres, com base no volume então comercializado (GARIGLIO et al., 2010). O manejo florestal da Caatinga é feito com base em sistema monocíclico, com uma rotação estimada en- tre 12-15 anos. O sistema é baseado na aplicação da talhadia simples em talhões anuais, que consiste no corte das árvores próximo a sua base para permitir a regeneração das suas cepas por rebrota. Os estudos realizados na região mostram que o manejo tem via- bilidade e sustentabilidade técnica, de até 10,9 m³ha -1 ,
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Fumo como fonte de renda dos agricultores na região sul brasileira: a dicotomia como entre renda e saúde

Fumo como fonte de renda dos agricultores na região sul brasileira: a dicotomia como entre renda e saúde

Muitos agricultores procuram colocar na terra, através da adubação orgânica, todos os nutrientes necessários não só para o bom desenvolvimento das plantas, mas também para obter uma maior produção por área plantada. Porém, assim como as demais substâncias químicas, os adubos e corretivos empregados na agricultura também são considerados uma fonte de risco que ameaça a saúde dos agricultores, devido a nocividade da sua constituição e da forma como são utilizados. A adubação feita manualmente, sem a utilização de meios de proteção individual como luvas, por exemplo, pode causar intoxicação pelo contato do produto com a pele.
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ATA FINAL. Prefeitura Municipal de Santa Luzia d`oeste Prefeitura Municipal de Santa Luzia d`oeste Prefeitura de Santa Luzia d`oeste

ATA FINAL. Prefeitura Municipal de Santa Luzia d`oeste Prefeitura Municipal de Santa Luzia d`oeste Prefeitura de Santa Luzia d`oeste

- Capacidade: 150 Litros No Reservatório - Torneiras: 04 (quatro) Cromadas - Aparador de Água Frontal Em Chapa de Inox Com Dreno - Revestimento Externo Em Chapa de Aço Inox - Reservatóri[r]

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Proposta integrada para a reabilitação da comercialização de produtos beneficiados de agricultores familiares de base ecológica de Ouro Preto do Oeste, Rondônia. - Portal Embrapa

Proposta integrada para a reabilitação da comercialização de produtos beneficiados de agricultores familiares de base ecológica de Ouro Preto do Oeste, Rondônia. - Portal Embrapa

Oeste, Rondônia, comercializavam seus produtos beneficiados através do único canal – a APA (Associação dos Produtores Alternativos). Quando a APA encerrou suas atividades eles perderam esse único canal de comercialização. Este trabalho tem como objetivo a apresentação de uma proposta integrada para a reabilitação da comercialização de produtos beneficiados. São sugeridas duas linhas de ação: 1. Busca de novos canais de comercialização no mercado nacional e internacional e 2. Promoção de divulgação e marketing dos produtos usando meios de comunicação em massa
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Agricultores familiares e sistemas de produção de frutas em Itapuranga, Goiás

Agricultores familiares e sistemas de produção de frutas em Itapuranga, Goiás

comum a produção de leite, com certo grau de tecni- ficação, destinada ao processamento agroindustrial. Os suínos e aves, além de importantes na alimentação da família, eventualmente são comercializados nos mercados locais, especialmente nas feiras. Das cul- turas tradicionais, abundantes até o final da década de 1980, restam o arroz, milho, mandioca, feijão e batata-doce, dentre outras. No caso do arroz, os agri- cultores fazem o cultivo em lavouras comunitárias e em algum complemento de área da propriedade, com o objetivo exclusivo do consumo familiar. A produção de milho está mais presente nas unidades produtivas, pois é muito valorizado na alimentação dos animais domésticos e na rotação de culturas, além de ter boa aceitação nas feiras e mercados locais. A mandioca também é cultivada por todos os agricultores familiares, com vistas à alimentação da família e à venda de excedentes, tanto in natura, como em forma de farinha e polvilho. As hortaliças, especialmente abóbora, alface, beterraba, brócolis, cenoura, “cheiro verde”, couve, jiló, quiabo, pepino, repolho, pimenta e tomate também integram a lógica da produção para autoconsumo familiar e para o mer- cado local. Alguns agricultores estão investindo em infraestrutura para a produção de hortaliças, a serem fornecidas nas épocas das chuvas, com a utilização de cobertura plástica. As frutas existentes nos quin- tais, ou dispersas na unidade de produção, como o tamarindo, são utilizadas no consumo familiar e na venda de excedentes no mercado.
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