Top PDF As garantias constitucionais para a criminalização da LGBTfobia

As garantias constitucionais para a criminalização da LGBTfobia

As garantias constitucionais para a criminalização da LGBTfobia

A criminalização da LGBTfobia hoje tem ganhado caráter de urgência dentro do quadro de violência que vivemos no Brasil, onde os dados alarmantes de crimes realizados por motivo de intolerância contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais estão se tornando cada vez mais assustadores. Só no ano de 2017 um LGBTI+ foi assassinado a cada 19hrs, colocando o Brasil em primeiro lugar dos países onde mais morrem pessoas por motivos de orientação sexual e identidade de gênero. Como objetivo principal, neste trabalho abordaremos quais as possíveis garantias constitucionais para que seja criada uma lei que criminalize os crimes de LGBTfobia, bem como se é realmente necessária uma nova lei que tipifique crimes que podem, de certo modo, ser enquadrados em tipificações penais já existentes. Sabendo também que os Direitos Humanos têm englobado os direitos LGBTI+, e os organismos internacionais dos quais o Brasil é signatário têm recomendado aos seus Estados membros que deem mais importância a esse grupo vulnerável, devemos observar se eles realmente impõem ao Brasil julgar de maneira específica a violência sofrida por LGBTI+.
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Analogia e argumentação no debate parlamentar: o caso da criminalização da LGBTfobia

Analogia e argumentação no debate parlamentar: o caso da criminalização da LGBTfobia

nós queremos construir uma lei... que não coloque brasileiros acima dos outros... ((referindo-se a Paulo Paim)) agora recentemente na sua terra lá... o/o Rio Grande do Sul... houve uma sentença dada por um juiz beneficiando um idoso... o idoso pediu à Justiça para não pagar aluguel no apartamento em que morava... e o juiz disse... olha... é realmente direito dos brasileiros ter... ah habitação educação saúde... então o senhor a partir de hoje não pague mais aluguel ao proprietário do seu apartamento... o Estado que indenize... e o que ocorreu com isso senador Paim?... lá na sua terra os proprietários não querem mais alugar imóveis para idoso... porque acham que não vão receber o aluguel que estão contando para sobreviver... às vezes a gente dá uma sentença ou faz uma lei... e ela acaba saindo pela culatra... se nós criarmos no arcabouço jurídico brasileiro... privilégios... para brasileiros que são como nós... o homossexual é como o::/o:: evangélico... como qualquer outro... ele tem os mesmos direitos os mesmo deveres... se não criarmos... garantias especiais... eles vão ser discriminados... se nós dissermos e fizermos... observações características para o acesso ao emprego... poderá sair isso... numa:::.../num/num efeito colateral indesejável... que a pessoa diga assim... eu não vou mais contratar homossexual porque depois não posso mandar ele embora... ele é faltoso é incompetente... mas por ser homossexual está protegido e eu serei processado
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LGBTfobia, (por que) é necessário criminalizar?/!

LGBTfobia, (por que) é necessário criminalizar?/!

Desde os primórdios, quando o ser humano decidiu viver em sociedade, que ele enfrenta dificuldades na convivência com seres que lhes são distintos não apenas no aspecto físico, mas principalmente nas questões ideológicas. Com o intuito de coibir práticas arcaicas da justiça privada, que se faziam presentes nessas sociedades primitivas, surge a figura do Estado para resolver as mais diversas lides de maneira justa e imparcial e que, buscava e busca incessantemente, a construção de uma sociedade alicerçada, primordialmente, nos princípios da liberdade e da igualdade. Diante das mudanças que há nas sociedades, observar-se-á que o Direito deverá se adequar às novas situações que surgem diuturnamente e deverá resguardar os direitos e garantias fundamentais. Dessa forma, há uma violação a esses direitos que merece destaque maior que é aquela que diz respeito a liberdade de escolha sexual e a intolerância a ela culmina na LGBTfobia, cujo alvo é o grupo LGBT – Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgênero. Logo, o presente artigo objetiva elucidar a necessidade de que haja normas e sanções no ordenamento jurídico brasileiro para proibir tais práticas delitivas bem como a criminalização da LGBTfobia.
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#RespeiteAsDiferenças: a comunicação pública para o combate à LGBTfobia

#RespeiteAsDiferenças: a comunicação pública para o combate à LGBTfobia

O presente trabalho parte de uma inquietação a respeito da quantidade de ataques à vida de pessoas LGBTs. Segundo o Grupo Gay da Bahia, organização que faz levantamentos sobre crimes relacionados à homofobia no país, no ano de 2018 foram 420 casos, entre assassinatos e suicídios. No Brasil, a discussão acerca da LGBTfobia ganhou espaço nos últimos anos, contudo, é cada vez mais recorrente ouvir ou ver casos de intolerância. Atualmente, a forma com que o governo vem tratando a questão culmina para a precarização de conquistas alcançadas pelo movimento LGBT e, consequentemente, o aumento da violência e a permanência das desigualdades. Ações como o cancelamento de vestibular especial para pessoas transsexuais e travestis, e projetos de lei que tentam retirar o direito ao nome social, são manifestações da forma como os políticos tratam a questão. O descaso dos representantes no legislativo resultou em uma atitude do Supremo Tribunal Federal – STF, que no dia 13 de junho de 2019 aprovou a proposta de criminalização da LGBTfobia dentro dos moldes da lei dos crimes de racismo até que uma lei específica seja criada pelo parlamento para essa pauta.
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A criminalização de jovens vulneráveis acusados de tráfico de drogas e a atuação do Poder Judiciário na tutela de seus direitos e garantias fundamentais

A criminalização de jovens vulneráveis acusados de tráfico de drogas e a atuação do Poder Judiciário na tutela de seus direitos e garantias fundamentais

São nesse âmbito que as normas constitucionais oferecem instrumentos diretos à sua proteção, como o habeas corpus, mandado de segurança, direitos de petição, habeas data, mandado de injunção, etc. Tais normas de proteção podem ser classificadas como normas constitucionais de eficácia contida, pois conferem, de um lado, situações jurídicas subjetivas de vantagem aos cidadãos, permitindo-lhes exigir por ato próprio ou por ato ou omissão de terceiros a realização de seu interesse e, de outro lado, conferem situações subjetivas negativas aos agentes públicos, que devem subordinar-se à realização desses direitos, por meio da realização de uma prestação, ação ou abstenção. Dessas normas decorrem direitos subjetivos, o que não obsta, contudo, a possibilidade de certas circunstâncias serem previstas nas regras de contenção de sua eficácia. Essas regras de contenção, como as leis processuais, ou conceitos gerais como o da ordem pública, formam situações jurídicas que podem ser invocadas pelos Poderes Públicos de modo a ser possível prevalecerem sobre a proteção de um direito individual. 162
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Operação Lava Jato: violação aos Princípios Constitucionais, garantias fundamentais sob ameaça e o enfraquecimento do Estado Democrático de Direito

Operação Lava Jato: violação aos Princípios Constitucionais, garantias fundamentais sob ameaça e o enfraquecimento do Estado Democrático de Direito

quando absolutamente necessário, de modo que se deve buscar a possibilidade de solução dos conflitos por outros meios. É a ultima ratio do Direito Penal; 4) princípio da lesividade ou da ofensividade do ato: além de típico, o ato deve causar efetiva lesividade ou ofensividade ao bem jurídico protegido, desde que deflua da Constituição (direta ou indiretamente) mandato que ordene sua criminalização 83 ; 5) princípio da materialidade; 6) princípio da culpabilidade: a responsabilidade criminal é do agente que praticou o ato, sendo necessária a devida e segura comprovação da culpabilidade do autor; remanescendo dúvidas razoáveis, há se aplicar o aforisma in dubio pro reu; 7) princípio da jurisdicionalidade: o devido processo legal está relacionado diretamente também com a estrita obediência de que as penas de natureza criminal sejam impostas por quem investido de jurisdição à luz das competências estipuladas na Constituição; 8) princípio acusatório ou da separação entre juiz e acusação: numa frase significa unicamente que o julgador deve ser pessoa distinta da do acusador; 9) princípio do
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Garantias constitucionais do processo nas ações acidentárias trabalhistas: meio ambiente do trabalho, direito à prova e dignidade humana

Garantias constitucionais do processo nas ações acidentárias trabalhistas: meio ambiente do trabalho, direito à prova e dignidade humana

Segundo Dinamarco, o que precisa ficar bem claro, como fator de segurança para as partes e como perene advertência ao juiz, é a substancial exigência de preservação das fundamentais garantias constitucionais do processo, expressas no contraditório, igualdade, inafastabilidade de controle jurisdicional e na cláusula do due process of Law. Cada ato do procedimento há de ser conforme a lei, não em razão de estar descrito na lei nem na medida do rigor das exigências legais, mas na medida da necessidade de cumprir certas funções do processo e porque existem funções a cumprir. Daí a grande elasticidade a ser conferida ao princípio da instrumentalidade das formas, que no tradicional processo legalista assume o papel de válvula do sistema destinada a atenuar e racionalizar os rigores das exigências formais; no processo marcado pela liberdade das formas, o princípio da instrumentalidade tem a importância de parâmetro da própria liberdade e serve para amparar o respeito às garantias fundamentais, como penhor da obtenção dos resultados e, portanto, da validade do ato. 33
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Execução Penal: A inobservância das garantias constitucionais no procedimento administrativo disciplinar para apuração de falta disciplinar praticada pelo reeducando

Execução Penal: A inobservância das garantias constitucionais no procedimento administrativo disciplinar para apuração de falta disciplinar praticada pelo reeducando

“ A Lei de Execução Penal não pode determinar o dever de o preso ser um cidadão bom, disciplinado, obediente, urbano, respeitador, socializado, trabalhador, capaz de perceber seus erros, solidário, grato e, por fim, higiênico, mas sim o direito de ele, se assim desejar, buscar o melhor caminho para que a sua personalidade adéque-se a estes valores que, só por estigmatização, os presos não possuem. Nesse sentido, somente podem ser determinados deveres a potencialidade concreta de lesar, o direito de outro preso ou de um cidadão qualquer. Não é possível sustentar-se, constitucionalmente, a legitimidade estatal de punir alguém disciplinarmente pelo fato de sua personalidade não se adequar a princípios ético-sociais” 27 Como se vê, o modelo disciplinar da Lei de Execução Penal é duramente criticado pelos autores. Assim, conforme o excerto citado, deveria ser dado ao preso o direito de querer se ressocializar disciplinarmente. Portanto, não deve ser um direito imposto ao condenado, porquanto o preso obedece às disciplinas para não ser punido, e não com intuito de modificar sua personalidade (se assim o condenado quiser) aos valores impostos pelo sistema penitenciário consoante os direitos e garantias previstos na Constituição Federal.
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e-Garantias

e-Garantias

• M´ odulo Validador : A escolha tecnol´ ogica para o m´ odulo ”Validador” recai sobre a adop¸ c˜ ao de um EJB. Devido ao facto do m´ odulo “Validador” responder de uma forma s´ıncrona a pedidos do m´ odulo “Integra¸ c˜ ao e-Garantias”, partindo do pressuposto que o m´ odulo “Integra¸ c˜ ao e-Garantias” possui mais que um n´ o activo e, como referido anteriormente se encontram numa situa¸ c˜ ao de grande carga, ir´ a fazer com que o m´ odulo “Validador” fique bastante sobrecarregado e cause lentid˜ ao no servi¸ co. A forma de resolver este problema passa por colocar o servidor aplicacional, onde o EJB est´ a a correr em modo de “Cluster”. Apesar de esta n˜ ao ser uma limita¸ c˜ ao real ao n´ıvel arquitectura do servi¸co, causa uma dependˆ encia de um servidor aplicacional que suporte “Clustering” para se obter o resultado pretendido. Nos testes feitos no modelo proposto foi usado o servidor aplicacional ”JBoss” 1 , no entanto n˜ ao foi usada a op¸c˜ ao de “JBoss Clustering” 2 , apesar de o JBoss permitir fazˆ e-lo.
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Antecipação da tutela relativa aos deveres de fazer e de não fazer (CPC, art. 461): um diálogo com as garantias constitucionais do processo

Antecipação da tutela relativa aos deveres de fazer e de não fazer (CPC, art. 461): um diálogo com as garantias constitucionais do processo

O primeiro capítulo, de caráter epistemológico, esboça alguns conceitos sobre a teoria dos direitos fundamentais e dos princípios e sobre a relação entre Constituição e processo, na perspectiva do binômio efetividade-segurança. Debruça-se sobre as garantias constitucionais que informam a relação entre processo e tempo e sobre o emprego da proporcionalidade como meio de superação das tensões de direitos/princípios fundamentais. Aborda, por fim, as tutelas sumárias de urgência como explicitações do direito à tutela efetiva e célere,
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Disposições Constitucionais Gerais e Disposições Constitucionais Transitórias

Disposições Constitucionais Gerais e Disposições Constitucionais Transitórias

pode-se reconhecer uma clara ordenação, aliás, de muito boa inspiração: depois dos 9 primeiros artigos, que definem exceções às novas regras e contêm umas tantas disposições pontuais para a consolidação completa da nova Constituição (compromisso dos chefes de Poder e do Congresso, com a nova Constituição; plebiscito sobre as grandes opções constitucionais; possibilidade de revisão constitucional; duração dos atuais mandatos dos executivos; regra para a próxima eleição; registro de novo partido político; formação de um tribunal internacional dos direitos humanos; anistia), o ADCT segue rigorosamente, até seu art. 68,a ordem dos artigos da parte permanente (à exceção, assinale-se, dos artigos 63 e 64, que deveriam, na verdade, ser os últimos do ADCT – e ficando fora de ordem somente os dois artigos finais, o 69 e o 70, os quais deveriam ter sido colocados muito anteriormente). As regras provisórias que o ADCT vai criando de fato acompanham exatamente (com as quatro exceções assinaladas) a seqüência dos artigos do corpo permanente da Constituição. Isso revela preocupação de ordenação, não o contrário. As normas não foram colocadas aí como num depósito residual, pura mistura, completa miscelânea: estão, ao invés, bastante bem ordenadas.
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A CRIMINALIZAÇÃO DO TRABALHADOR NEGRO

A CRIMINALIZAÇÃO DO TRABALHADOR NEGRO

O presente trabalho tem como objeto de estudo a criminalização do negro, evidencian- do a presença dessa expressão da “questão social” na sociedade brasileira. Por meio dos estudos realizados, constatou-se que no modo de produção capitalista os seres huma- nos além de serem divididos em classes sociais diferentes, são também segregados a partir da sua cor de pele, ou de “raças”, como denominam alguns autores. Evidenciamos aqui, por meio de dados empíricos, que a inserção do negro no mercado de trabalho no Brasil traz para a burguesia determinados benefícios, e que com a crise estrutural do capital há um agravamento das expressões da “questão social”, principalmente no que se refere a criminalização do trabalhador negro.
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Criminalização dos migrantes no Brasil

Criminalização dos migrantes no Brasil

Tomando como base os princípios da Convenção Americana de Direitos Humanos, o Sistema Interamericano de Direitos Humanos (SIDH) trouxe grandes avanços em questão migratória com o compilado de parâmetros sobre os direitos humanos de migrantes, refugiados, apátridas, vítimas de tráfico de pessoas e deslocados internos em 2016, estabelecendo que os princípios da igualdade, não discriminação, proibição da escravidão, servidão e tratamento desumano, liberdade e integridade pessoal, acesso à justiça no que tange às garantias e proteção judicial, direito à vida familiar e proteção da criança e do adolescente, direito à nacionalidade, direito de circulação e residência, incluindo o princípio da não devolução e o direito à buscar e receber asilo . 120
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Criminalização da juventude pelo Estado

Criminalização da juventude pelo Estado

comungamos com Marx quando afirma que o homem por meio do trabalho torna-se ser social, posto que é nesse momento que ele irá estabelecer relações e efetuar trocas de sabedoria, conhecimento e cultura, aspectos que constituem a identidade do ser social. É por esse fator que será apresentado neste tópico a como o meio social influi no processo de criminalização da juventude, considerando elementos como educação, sua inserção na comunidade em que habita, a discussão acerca da violência sofrida pelos sujeitos que são responsáveis pelo futuro do país e finalmente o poder da mídia para difundir o pensamento burguês sobre a criminalização da juventude.
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Improbidade administrativa e o devido processo legal : valorando as garantias constitucionais penais para a composição de um espaço próprio no Direito Administrativo Sancionador Brasileiro

Improbidade administrativa e o devido processo legal : valorando as garantias constitucionais penais para a composição de um espaço próprio no Direito Administrativo Sancionador Brasileiro

ilícito muito distinto de um ilícito civil, porque de caráter eminentemente punitivo. A experiência mostra que isso implica negar aos acusados as garantias próprias de um processo sancionador e submetê-los a um processo, cujo rito tecnicista é incompatível com a natureza das acusações que lhe são feitas. Com isso se viabiliza uma rota de fuga do direito penal no sentido de obliteração de garantias, mas sem, necessariamente, o contraponto de redução da severidade da pena in concreto.

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Entre a criminalização e a vitimização

Entre a criminalização e a vitimização

A hegemonia do campo em detrimento da cidade é assim, ao menos em teoria, 7 Sentenças como: “Essa declaração política é baseada no princípio de que os direitos dos refugiados e as res[r]

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Financiamento eleitoral: uma análise acerca da ação direta de inconstitucionalidade n.4650/DF frente às garantias e princípios constitucionais partidários

Financiamento eleitoral: uma análise acerca da ação direta de inconstitucionalidade n.4650/DF frente às garantias e princípios constitucionais partidários

Dentro do debate acerca do financiamento eleitoral, este trabalho objetiva investigar se o sistema de financiamento atual suplanta as garantias constitucionais dos Partidos Políticos e consequentemente, se a decisão do STF na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 4560/DF, mostra-se hábil para resolver os problemas advindos dos aportes por pessoas jurídicas de direito privado. Consequentemente, se existem formas alternativas de resolução e regulamentação, com a devida garantia do devido processo legal legiferante, para o sistema de financiamento eleitoral. Na tentativa de moralizar a política, o Judiciário utilizando-se do ativismo, deixa sua passividade institucional, e passa a legislar, desde normas gerais a abstratas, indo de encontro ao Estado Democrático de Direito, à representação política e as garantias constitucionais. Considerando que o propósito deste trabalho é apresentar uma crítica e uma construção especulativa à ilegítima afronta aos princípios democráticos e garantias constitucionais dos Partidos Políticos, será abordado o contexto em que se inserem os partidos, partindo-se de premissas constitucionais do sistema do sistema eleitoral, um resgate acerca dos Partidos Políticos propriamente ditos, para que se compreenda a dimensão da garantia constitucional trazida pela Carta de 1988.
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EFICÁCIA DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS DEFINIDORAS DE DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS Interpretação realista art. 5º, § 1º, da Constituição Federal de 1988

EFICÁCIA DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS DEFINIDORAS DE DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS Interpretação realista art. 5º, § 1º, da Constituição Federal de 1988

constitucionais”, com o José Afonso da Silva (Aplicabilidade das norm as constitucionais. 3.ed. São Paulo: Malheiros, 1998), enquanto outros, sem negar que se trata de típico problem a de aplicação, preferem designar sim plesm ente de “eficácia constitucional” , com o Maria Helena Diniz (Norm a constitucional e seus efeitos. 2.ed., p.33. São Paulo: Saraiva, 1992), e outros, e são a m aioria, utilizam a expressão "aplicação", com o está no texto constitucional. Durante os debates constituintes, o deputado Chico Alencar propôs que se adotasse o term o "aplicabilidade", conform e consta da PR nº 0129- 4, justificando- a por definir "a correta categoria jurídica, qual seja aplicabilidade, traduzindo a qualidade de o direito conferido ser fruído im ediatam ente". (BRASI L. ASSEMBLÉI A NACI ONAL CONSTI TUI NTE. Com issão de Redação. Projeto de Constituição (C) (propostas exclusivam ente de redação). v.315, p.22. Brasília: Câm ara dos Deputados, 1988, in http: / / www2. cam ara.gov.br/ publicacoes , acesso em 28.05.2006, às 03h24). A proposta foi criticada pelo deputado Gastone Righi e não chegou a ser votada. (BRASI L. ASSEMBLÉI A NACI ONAL CONSTI TUI NTE. Diário da Assem bléia Nacional Constituinte de 23.09.1988 (suplem ento "B" ao nº 307). p.161. Brasília: Câm ara dos Deputados, 1988.
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O princípio da dignidade da pessoa humana e a (in) constitucionalidade do regime disciplinar diferenciado frente às garantias constitucionais

O princípio da dignidade da pessoa humana e a (in) constitucionalidade do regime disciplinar diferenciado frente às garantias constitucionais

O presente trabalho tem por objetivo analisar os contornos da constitucionalidade do regime disciplinar diferenciado frente aos direitos e garantias fundamentais do ser humano trazidos pelo artigo 5º da Constituição Federal, bem como o princípio da dignidade da pessoa humana, elencado em seu artigo primeiro. A metodologia utilizada foi, principalmente, a documental, através de obras jurídicas, jurisprudências consolidadas dos nossos Tribunais Superiores, assim como dados estatísticos. Pode-se concluir do estudo em analise que a implementação do Regime Disciplinar Diferenciado, que surgiu para aliviar a insegurança pública e disciplinar de forma mais severa os detentos, viola, expressamente, o que nossa Carta Magna assegura no tocante à dignidade física, psíquica e moral dos indivíduos.
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LGBTfobia e o regime de normalização das subjetividades

LGBTfobia e o regime de normalização das subjetividades

Essa onda contestatória colocou em questão elementos, discursos, saberes e autoridades até então não problematizados. Por essa razão essa dissertação se afina a essa perspectiva, já que a obra de Foucault e as denúncias feita por ele deram subsídio as análises vindouras à época, bem como atualmente. A genealogia da confissão, a constatação de que a sexualidade é um constructo histórico e que tem em seu bojo um caráter regulatório, além da formação de campos de saberes fincados em “jogos de verdade” colocam em marcha uma reviravolta no curso da ação política, da cultura e nos modos de vida. Logo, a partir desse terreno fértil de análises foucaultianas - além, por oportuno, de uma outra gama de estudos e teorias ofertados pelos estudos feministas, gays, lésbicos, filosóficos, políticos, o pós- estruturalismo, a psicanálise, bem como outros campos de conhecimento – uma constatação se impôs: a existência de um regime de normalização dos modos de vida e de se relacionar está em voga há bastante tempo na sociedade ocidental. Nesse cenário, a LGBTfobia surge enquanto um de seus reflexos, já que as sexualidades e as identidades de gênero são alvos diretos e indiretos desse regime de verdade.
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