Top PDF As «velhas» na obra de Maria Judite de Carvalho

As «velhas» na obra de Maria Judite de Carvalho

As «velhas» na obra de Maria Judite de Carvalho

No entanto, se, por um lado, podemos dizer que casa e objectos não são renovados por motivos económicos, por outro, podemos afirmar que este assunto ultrapassa essa simples razão. É claro que há certos desgastes que poderiam resolver-se com umas “operações plásticas”, como já foi referido em relação às mulheres no capítulo anterior. Se as condições o proporcionassem, estas mulheres podiam mandar trocar os vidros das janelas, pintar as paredes, mudar uma ou outra carpete... No entanto, estas operações de embelezamento do ambiente não acontecem por dois motivos: ou porque não há meios financeiros que o permitam (tal como muitas mulheres que chegam a velhas não podem fazer tratamentos de beleza porque não têm dinheiro); ou porque simplesmente não o querem fazer, encarando quer a sua velhice, quer a dos seus pertences como uma fase natural da vida que deve ser vivida como tal, sem disfarces. Também é de referir que, na maior parte dos casos, as personagens de Maria Judite de Carvalho não querem renovar os seus pertences, quer porque não têm dinheiro, quer porque é tarde de mais para levar a obra a cabo. Não é revelado qualquer interesse em renovar seja o que for porque o tempo é escasso, e essa actividade torna-se desnecessária. Não é coerente uma velha mulher de oitenta anos, ainda que possua dinheiro – o que não é o caso das personagens da contista – gastá-lo a iniciar obras que pode nem chegar a concluir porque o tempo é curto e o fim cada vez mais próximo. Assim, estas personagens acomodam-se às condições habitacionais que lhes são proporcionadas, não lhes passando sequer pela ideia renovar seja o que for. Mesmo quando essa ideia passa pela cabeça apenas por uns segundos, as personagens constatam que é tarde de mais para qualquer coisa, como aconteceu com a personagem de “Sentido Único”, de Seta Despedida, já referido.
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Do dizer e do voltar a dizer em Maria Judite de Carvalho: uma nova perspectiva

Do dizer e do voltar a dizer em Maria Judite de Carvalho: uma nova perspectiva

Maria Judite de Carvalho e Lygia Fagundes Telles, São Paulo, Editora Hucitec, 1992, p. 46. Também em João Gaspar Simões, «II. Paisagem sem barcos» in Crítica IV, Lisboa, Imprensa Nacional Casa da Moeda, 1981, p. 286, se pode ler: «Criaturas humanas combalidas e magoadas, feridas pela vida, tão delicadas e sensíveis que tudo as magoa, tudo as desilude, tudo as decepciona, eis as personagens de Maria Judite de Carvalho, eis a humanidade de seus livros, eis os seres, especialmente femininos, que ela anima e faz viver nas páginas de uma obra como outra ainda não havia na literatura portuguesa».
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Voz silente: uma análise de As Palavras Poupadas, de Maria Judite de Carvalho

Voz silente: uma análise de As Palavras Poupadas, de Maria Judite de Carvalho

seduzem os seus leitores. Seduzem pela minudente capacidade de reter pormenores da vida quotidiana, retratando, com notável simplicidade, sentimentos íntimos, complexos e, vulgarmente, velados do ser humano, protagonizados por personagens banais da nossa realidade. É aqui que reside a singularidade da obra de Maria Judite, «o modo específico [que tem] de encarar o fenômeno do mundo, a comédia das vaidades humanas e os dra- mas ocultos em cada existência aparentemente incolor» (Moisés,1981: 357). A sua maté- ria prima surge ao virar de cada esquina, no quotidiano citadino, mas a mestria revela- se na transfiguração da banalidade, convertendo-a numa pintura de contornos poéticos, dominada pela beleza estética e valor ético. A «solidão, a frustração humana, a efeme- ridade da vida, as múltiplas violências que se abatem sobre nós no quotidiano, a inexo- rabilidade do tempo que passa e nos vai deixando cada vez mais esvaziados, secos, des- pidos e sós» (Esteves,1999: 23) são tópicos centrais da sua produção literária.
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A representação de personagens masculinas em contos de Orlanda Amarílis, Lygia Fagundes Telles e Maria Judite de Carvalho

A representação de personagens masculinas em contos de Orlanda Amarílis, Lygia Fagundes Telles e Maria Judite de Carvalho

Nessa perspectiva, os estudos comparativos demandam esforços analíticos no sentido de relacionar duas ou mais obras, literaturas, autores, a fim de expor o que é semelhante, mas, e principalmente, o que é diferente, aquilo que torna cada texto singular e único, mesmo quando ambos abordam um mesmo tema ou se apropriam de elementos de outras narrativas. Dessa maneira, é importante encarar a obra literária “não como um fato consumado e imóvel, mas como algo em movimento; porque ela traz inscritas em si as marcas de sua gênese, dos diálogos, absorções e transformações que presidiram seu nascimento; e porque a recepção está constantemente transformando a leitura desses processos (PERRONE-MOISÉS, 1990, p. 97).
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Pensar a solidão e a busca de felicidade em Tanta gente Mariana, de Maria Judite de Carvalho / Thinking Loneliness and the Search for Happiness in Tanta gente Mariana, de Maria Judite de Carvalho

Pensar a solidão e a busca de felicidade em Tanta gente Mariana, de Maria Judite de Carvalho / Thinking Loneliness and the Search for Happiness in Tanta gente Mariana, de Maria Judite de Carvalho

Em nossa observação do movimento de busca e desistência da felicidade, voltamo-nos, sobretudo, para a obra Tanta gente, Mariana (CARvAlhO, 1959), que reúne oito contos no texto de estreia da escritora. O conto epônimo será nosso alvo maior, mas observaremos também os demais contos do livro. Nossas análises se desenvolverão com o respaldo do ensaio “O mal estar na civilização” (FREUd, 2010), embora mencionemos outras obras do pai da psicanálise. Ao apontar a impossibilidade de felicidade na sociedade contemporânea, poucos pensadores esclareceram tanto sobre o desejo de ser feliz quanto o criador da psicanálise. O psiquiatra avalia os projetos para a felicidade humana conduzidos pelo programa do princípio de prazer e, sobretudo, os obstáculos para a sua realização na cultura de seu tempo. Freud terminou por analisar extensamente o desejo de felicidade, mostrando-nos que a vida social exige sacrifícios pulsionais enormes relacionados ao prazer, causando aos homens um mal-estar profundo e inviabilizando a realização do programa do princípio de prazer. Maria Judite de Carvalho, por sua vez, ao nos retratar a galeria de mulheres tristes e solitárias na pequena burguesia urbana portuguesa, também nos ensina muito sobre as suas expectativas de felicidade e sobre as suas frustrações. Sua obra ultrapassa o quadro social retratado e sugere reflexões que permanecem atuais.
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TECENDO O FIO DAS HORAS: O TEMPO EM MARIA JUDITE DE CARVALHO

TECENDO O FIO DAS HORAS: O TEMPO EM MARIA JUDITE DE CARVALHO

A ênfase em tais conflitos serve para reforçar o que antes citamos, que a obra da autora mantêm-se também em equilíbrio com as diversas características do momento por ela vivido, como nos explica Elza Wagner- Carrozza, as personagens da autora são “mulheres cujos dramas existenciais muito têm a ver com a situação da mulher na sociedade contemporânea, ou seja, com a mulher do século XX” (CAROZZA, 1995, p. 14). Sendo uma escrita que denuncia os problemas não só de uma época, mas também de uma minoria sem muitos direitos. Mas não é em vão reforçar que tais características são incorporadas à obra de maneira sutil, e que não podemos, e nem é nossa intenção, falar de uma escrita engajada, mas apenas ressaltar que mesmo fazendo uma literatura dita intimista Maria Judite não perde a sintonia com o contexto social e as transformações a sua volta.
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Para o estudo da configuração temporal no conto : análise de Tempo de Mercês de Maria Judite de Carvalho

Para o estudo da configuração temporal no conto : análise de Tempo de Mercês de Maria Judite de Carvalho

a importância do produto, em detrimento da produção. O que pretendo demonstrar é que o tempo é uma das categorias fundamentais em que se estriba o acto narrativo, mostrando uma propensão para o eixo da ascendência do tempo e para o agir. Paul Ricoeur demonstrou-o em inúmeras obras que albergam, como ideia directora, a articulação das fronteiras do agir e do dizer, da experiência e da linguagem. Em Temps et récit (I, 1983; II, 1984; III, 1985), que é talvez a sua obra magna, desenha um círculo entre narração e temporalidade: parte do pressuposto de que o tempo não é apreendido através das três categorias de passado, presente e futuro, mas mediante uma única categoria: o presente, em si mesmo triplo, segundo a bem conhecida interpretação de: presente do passado — memória; presente do presente — visão, intenção; presente do futuro — espera. Esta representação triádica permite aprofundar a dimensão temporal propriamente dita da acção: a acção é projecto virado para o futuro; o presente encontra o seu fundamento e potencialidade na condensação de acções que lhe são anteriores. No entanto, a dissonância temporal e a consonância narrativa não se opõem: a articulação proposta por Ricoeur entre tempo e narração é dialéctica. A demonstração será feita mediante o recurso à categoria de "muthos" tomada como critério de narratividade e concebida como princípio de ordem, de concordância, definida pelos traços de completude, totalidade e extensão apropriada 1 .
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Máquinas da voz, máquinas da escrita: estética da ciência e da tecnologia na “cronística” de Maria Judite de Carvalho

Máquinas da voz, máquinas da escrita: estética da ciência e da tecnologia na “cronística” de Maria Judite de Carvalho

De facto, as crónicas de Maria Judite de Carvalho estão repletas de objectos mais ou menos importunos: corações transplantados ou enxertados; discos voadores; carros ou automóveis assassinos, os seus ‘claxons’ e volantes; gravadores; livros e velhas agendas; imagens beatas; caixas registadoras; sapatos e vestidos; táxis; listas dos telefones; prédios ou cubos habitáveis; autocarros, comboios-toupeiras ou metropolitanos e suas vozes; eléc- tricos; cadernos; gravatas verdes; aviões e os seus voos nocturnos; chaminés; magazines; elevadores; casacos de astracã ou visons; pianos; janelas; electrodomésticos ou ‘máqui- nas caseiras’ (frigoríficos, telefones, rádios, televisões, máquinas de lavar roupa e loiça); amostras de chiffon; mechas de cabelo; piscinas; fatos e vestidos de seda; transístores ou ‘máquinas gritadoras’; portas automáticas de célula fotoeléctrica; máquinas de escrever; champôs, loções e lacas; boiões de creme; espelhos biselados, ou, enfim, jornais e seus anúncios. Não constituem propriamente emblemas, nem se limitam à condição de elemen- tos decorativos. é toda uma ecologia objectual a que nos é devolvida pelos textos cronísticos da autora de Tanta gente, mariana. Como se o ‘mundo da vida’ fosse um campo gravitató- rio de atracção de coisas avulsas mas proeminentes, coligação de objectos principais que enchem o ângulo de observação, que atulham os lugares da intensidade dos sentidos e da experiência. Objectos no ‘mundo da vida’, objectos que são também coisa pública – tanto res privata como res communis –, objectos cuja energia de atracção e gravitação é, como veremos, ‘política’. Desde logo porque são coisas que não apenas ocupam uma extensão, também se juntam e reunem, ou separam, os indivíduos: constituem um campo magnético.
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As palavras poupadas : o silêncio em Maria Judite de Carvalho

As palavras poupadas : o silêncio em Maria Judite de Carvalho

Em «Noite de Natal», inserido na colectânea de contos supracitada, Emília mata o pai, alcoólico, para evitar o assédio sexual, de que era vítima, e a violência sobre a mãe. O receio, mas sobretudo a consciência do perigo, levam-na ao desespero e a acabar com a própria vida. O receio do sexo oposto é também observável de forma bem clara em «Vínculo Precário» (SD), onde tomamos contacto com uma mulher solitária que faz comentários pontuais e nada comprometedores com o seu amante, devido ao receio de o perder. Por temer o agravamento de um estado já de si precário, aceita a situação e as decisões que o parceiro ocasional possa tomar, deseja que ele apareça, mas não o diz com o intuito de o não afastar e «por isso ouvia sempre atentamente os seus pequenos problemas, por isso só lhe falava muito por alto dos seus, acompanhando-os sempre com um sorriso que lhes retirava quase toda a importância» (SD, 91). Observe-se como é actual a obra de Maria Judite de Carvalho, bem como as ideias ilustradas em cada pequena narrativa. Segundo Andrée Crabbé Rocha, «o conto (…) casa-se bem com o temperamento português, feito de pronta emoção e rápida catarse» (Rocha, 1992: 214) e esta contista revela-se uma talentosa cultora deste género.
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Maria Judite de Carvalho: uma escrita de ausência

Maria Judite de Carvalho: uma escrita de ausência

Entre 1959 e 1995, Maria Judite de Carvalho publicou nove livros de novelas e contos — Tanta Gente, Mariana (1959), As Palavras Poupadas (1961), Paisagem sem Barcos (1963), O seu Amor por Etel (1967), Flores ao Telefone (1968), Os Idólatras (1969), Tempo de Mercês (1973), Além do Quadro (1983) e Seta Despedida (1995) — e um romance breve — Os Armários Vazios (1966); foram coligidos quatro volumes de crónicas, cuja expressão mais significativa será Este Tempo, editado em 1991 e vencedor do Prémio de Crónica da Associação Portuguesa de Autores, que reúne as crónicas da A. em vários jornais, suplementos e revistas até aos anos 80 3 ; postumamente, foram publicados uma peça de teatro, Havemos de Rir?, e um livro de poemas, A Flor que Havia Parada à Beira da Água, ambos em 1998. Saíram em segundas e terceiras edições alguns livros de contos entretanto esgotados, e algumas edições mais recentes de Tanta Gente, Mariana e Os Armários Vazios, pela Ulisseia (Grupo Babel), e George e Seta Despedida, pela Porto Editora, permitem que Maria Judite de Carvalho seja lida por um grupo de leitores contemporâneos, inclusive jovens, com particular relevância para a inclusão do conto “George” no Plano Nacional de Leitura. Até há bem pouco tempo, havia muito por concretizar no tratamento editorial da sua obra, dada a ausência de edições recentes das crónicas em antologia ou de alguns dos seus títulos, e mesmo em bibliotecas a disponibilidade das suas obras é escassa. A preciosidade da sua escrita, assim como a sua frutuosa produção de ficção breve, justificam um novo olhar para a obra de Maria Judite de Carvalho por parte dos editores, facto a que a recente edição da Obra Completa, veio finalmente, dar resposta. E justificam, assim, por parte da academia, novas leituras.
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Carvalho, Maria Margarida Fernandes de

Carvalho, Maria Margarida Fernandes de

Objetivo: medir o fator de necrose tumoral-alfa (TNF-α) na saliva humana e relacionar a concentração deste mediador inflamatório na saliva de pacientes geriátricos e não ger[r]

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Maria Antonieta Veloso Carvalho de Oliveira

Maria Antonieta Veloso Carvalho de Oliveira

Isto ocorre devido a inúmeros fatores que podem influenciar nos resultados dos estudos de infiltração, como a experiência do operador, o período entre a obturação e a imersão[r]

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CARVALHO Maria dez16

CARVALHO Maria dez16

A Cr. disse, “Bolas, o rei Wood era mesmo sortudo, ele tinha sempre tudo o que queria”, a Ra. respondeu, “Não, não já viste ele já tinha tudo, não havia nada de novo para lhe dar e ele estava sempre triste. O Wood teve uma grande aprendizagem”, o D. disse “Por um lado coitado do Pai Natal, mas fiquei mais triste pelo Wood, porque ele não era feliz”, o G. afirmou “Mas D. eles depois ficaram os dois felizes” a I.L. disse “O rei Wood está feliz porque enfeitou a casa do Pai Natal, que está sempre a trabalhar e nunca festeja o Natal em sua casa. Eu gosto do rei Wood.”, o Di. referiu “Eu no início não gostei muito dele, pensava que mandava em tudo, mas depois ele foi muito bondoso para o Pai Natal”, o S afirmou “Olha o Rei quando recebia presentes não era feliz, porque tinha tudo…mas quando enfeitou a casa do Pai Natal ficou feliz”, a Cr. comentou, “Ele ficou feliz e nem recebeu um presente” ao qual o R.A. acrescentou “Professora Maria o rei Wood percebeu que também era feliz a fazer surpresas aos outros, não era só receber, receber, e…(suspirou), receber coisas e mais coisas”, “Ele nem devia brincar com tanta coisa, podia-me dar algumas” disse a A.T a sorrir.
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Maria Odete de Carvalho Figueiredo Rodrigues

Maria Odete de Carvalho Figueiredo Rodrigues

O presente trabalho está subordinado ao tema “ A avaliação na formação modular certificada: representações e funções na perspetiva dos atores envolvidos, num Centro de Forma[r]

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Maria Laene Moreira de Carvalho

Maria Laene Moreira de Carvalho

The use of pelleted seeds may have some problems, since the pellet formed around the seed can affect its performance during germination (Carvalho and Novembre, 2011). In the literature, there are some research demonstrating that bare seeds of tobacco germinate faster than pelleted seeds (Carvalho and Novembre, 2011; Caldeira et al., 2016). Moreover, tobacco seeds are considered positive photoblastics (Leubner- Metzger and Meins, 2000) and the coating may induce a photoinhibition, negatively affecting seed germination. Additionally, there is still little information available on seed pelletizing, especially in relation to pellet composition and performance of seed pellets during storage (Oliveira et al., 2003; Pereira et al., 2011).
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CARLA MARIA DE CARVALHO BATISTA PINTO

CARLA MARIA DE CARVALHO BATISTA PINTO

1 – Activity (A) of hepatic peroxisomal enzymes, expressed as s -1 (catalase) or nmol.min -1 (urate oxidase), in estradiol (E2) and estradiol plus ICI (E2 + ICI) exposed fishes against[r]

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DM Maria Goreti  de Carvalho

DM Maria Goreti de Carvalho

Resumindo, as estratégias mais utilizadas por um maior número de crianças e adolescentes, foram na sua maioria do tipo de distração cognitivo-comportamental e ativ[r]

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MARIA DE LOURDES BORGES DE CARVALHO

MARIA DE LOURDES BORGES DE CARVALHO

Análises de citações têm sido usadas para estudar o grau de obsolescência de periódicos, monografias, etc.; a estrutura e o tamanho da literatura de acordo com o tipo de material, língua[r]

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