Top PDF Aspectos clínicos da artrite-encefalite dos caprinos

Aspectos clínicos da artrite-encefalite dos caprinos

Aspectos clínicos da artrite-encefalite dos caprinos

Exames anatomopatológicos e radiológicos demonstraram a presença de periartrite com espessamento capsular, associada a deposições minerais e edema de tecido conjuntivo. Exames bacteriológicos não demonstraram a ação de bactérias, sobretudo do gênero Mycoplasma. A grande freqüência de caprinos acometidos pela artrite crônica do carpo em alguns plantéis e a não ocorrência da doença em outros não permitiram que fosse descartada a hipótese de sua origem hereditária. Todavia, o aparecimento tardio das alterações articulares, de modo geral em animais com mais de 10 meses até 8 anos de idade, sugeria a existência da ação relevante de fatores ambientais, não conhecidos naquele momento.
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Aspectos clínicos e a bioquímica ruminal de caprinos submetidos à acidose láctica experimental e suplementados ou não com monensina sódica.

Aspectos clínicos e a bioquímica ruminal de caprinos submetidos à acidose láctica experimental e suplementados ou não com monensina sódica.

RESUMO.- Objetivou-se com este trabalho estudar o com- portamento clínico e laboratorial de caprinos submetidos à incorporação da monensina sódica na alimentação e avaliar os seus efeitos na prevenção da acidose láctica ruminal induzida experimentalmente. Foram avaliados os aspectos clínicos como atitude, comportamento, apetite, coloração das mucosas externas, frequência cardíaca e respiratória, motilidade retículo-ruminal, temperatura retal e o aspecto das fezes, e as características físico-químicas e microbio- lógicas do fluido ruminal. Foram utilizados 20 caprinos, machos, castrados, cruzados Anglo Nubiana x Saanen, com peso médio de 30kg, clinicamente sadios e submetidos a implantação de cânulas ruminais permanentes. Foram for- mados dois grupos de 10 animais, um grupo controle (GC) e outro que recebeu a monensina sódica (GM) através da cânula, na dose diária de 33mg/kg da dieta, por animal, no decorrer de 40 dias. A acidose láctica ruminal foi induzida fornecendo 10g de sacarose/kg de peso corpóreo, antes da alimentação matinal. As observações clínicas e a colheita das amostras de fluido ruminal foram efetuadas em interva- los de 4h, 8h, 12h, 24h, 32h, 48h e 72h pós-indução (PI). A partir das 4 horas PI, evidenciou-se sinais como apatia, apetite caprichoso ou anorexia, taquicardia, taquipnéia, atonia ruminal, distensão abdominal e diarréia de intensidade vari- ável. O refluxo de fluido ruminal pelas narinas, sinais de cólica intestinal e secreção nasal serosa bilateral foi obser- vado em alguns animais do GC, e laminite no GM. Ocorreu perda média de peso corpóreo de 900g no GC (P>0,05) e de 1,3kg no GM (P<0,05). Houve uma diminuição significativa (P<0,05) do pH ruminal para valores abaixo de seis; do tem- po de atividade de sedimentação e flotação; da viabilidade, densidade e motilidade dos protozoários, a partir das quatro horas da indução no GC e de quatro a 24 horas no GM; no número de infusórios, às 4h PI, tanto no GC como no GM, que se manteve até o final das 72h; e nos valores dos áci- dos acético, propiônico e do butírico no GM. Os valores do ácido butírico no GC reduziram sem que houvesse diferen- ça significativa (P>0,05). A cor do fluido ruminal tornou-se leitosa, o odor ácido e a consistência aquosa. Houve um aumento significativo (P<0,05) da acidez titulável, do tem- po na prova de redução do azul de metileno, nos valores do teor de cloretos e do ácido láctico. A dinâmica da fauna e flora foi alterada, com predomínio de bactérias Gram-positi- va. Em alguns animais não ocorreu o restabelecimento ple- no das variáveis analisadas. A utilização da monensina sódica não preveniu o desencadeamento do distúrbio fer- mentativo nos animais que a receberam.
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Fagocitose intensificada de Corynebacterium pseudotuberculosis por células da série monócito-macrófago de caprinos naturalmente infectados pelo vírus da artrite encefalite.

Fagocitose intensificada de Corynebacterium pseudotuberculosis por células da série monócito-macrófago de caprinos naturalmente infectados pelo vírus da artrite encefalite.

ABSTRACT.- Sanches B.G.S., Souza F.N., Azedo M.R., Batista C.F., Bertagnon H.G., Blagitz M.G. & Della Libera A.M.M.P. 2012. Enhanced phagocytosis of Corynebacterium pseudotu- berculosis by monocyte-macrophage cells from goats naturally infected with caprine arthritis encephalitis vírus.] Fagocitose intensiicada de Corynebacterium pseudotuber- culosis por células da série monócito-macrófago de caprinos naturalmente infectados pelo vírus da artrite encefalite. Pesquisa Veterinária Brasileira 32(12):1225-1229. Departamen- to de Clínica Médica, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade de São Paulo, Avenida Prof. Dr. Orlando Marques de Paiva 87, Cidade Universitária, São Paulo, SP 05508-270, Brazil. E-mail: camilab@usp.br
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Estudo comparativo do veneno botrópico (Bothrops jararaca) nativo e irradiado com 'ANTPOT. 60 Co' em caprinos: aspectos clínicos e laboratoriais

Estudo comparativo do veneno botrópico (Bothrops jararaca) nativo e irradiado com 'ANTPOT. 60 Co' em caprinos: aspectos clínicos e laboratoriais

Para a realização do experimento, foram utilizados 12 caprinos provenientes da região de Miguelópolis, Estado de São Paulo, sendo dois machos e dez fêmeas, sem raça definida, com mais de um ano de idade, pesando entre 16 e 23 kg de peso vivo e em bom estado clínico geral, segundo parâmetros preconizados por Gay APUD Radostits et al. (2002). Quatro semanas antes do início do experimento, os animais receberam tratamento anti-helmíntico à base de ivermectina 1% (IVOMEC ® ) 1 , na dose única de 0,2 mg/kg de peso vivo (Roberson, 1992), e permaneceram isolados e em observação. Esses animais não possuíam histórico de qualquer tipo de vacinação e assim permaneceram.
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Aspectos clínicos da intoxicação experimental pelas favas de Stryphnodendron fissuratum (Leg. Mimosoideae) em caprinos.

Aspectos clínicos da intoxicação experimental pelas favas de Stryphnodendron fissuratum (Leg. Mimosoideae) em caprinos.

Alterações digestórias também podem ser constatadas em intoxicações por outras espécies de plantas que apre- sentam saponinas triterpênicas em sua constituição. A toxidade de Gutierrezia sarothrae é creditada a ação direta destas substâncias. Assim como observado nos caprinos intoxicados por S. fissuratum, no quadro clínico da intoxi- cação por Gutierrezia sarothrae verifica-se apatia, anore- xia, perda de peso, atonia ruminal e timpanismo em vacas, ovelhas e cabras (Molyneux et al. 1980). Além destes dis- túrbios, Pytolacca decandra provoca prostração, fraqueza e tremores musculares (Lawrence 1990). Distúrbios seme- lhantes também são provocados por Asparagus officinalis (Kar & Sem 1986) e Cyclamen spp. (Knight 2009).
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Falhas reprodutivas associadas com a presença de do vírus da artrite-encefalite caprina, toxoplasma gondii e neospora caninum em caprinos no estado de São Paulo, Brasil

Falhas reprodutivas associadas com a presença de do vírus da artrite-encefalite caprina, toxoplasma gondii e neospora caninum em caprinos no estado de São Paulo, Brasil

27. MODOLO, J. R.; LANGONI, H.; PADOVANI, C. R.; BARROZO, L. V.; LEITE, B. L. S.; GENNARI, S. M.; STACHISSINI, A. V. M. Avaliação da ocorrência de anticorpos anti-Toxoplasma gondii, em soros de caprinos do estado de São Paulo, e associação com variáveis epidemiológicas, problemas reprodutivos e riscos à saúde pública. Pesquisa Veterinária Brasileira, v. 28, n. 12, p. 606-610, 2008.

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Repositório Institucional da UFPA: Estudo soroepidemiológico de Brucella abortus, Toxoplasma gondii e vírus da artrite encefalite caprina em rebanhos caprinos nas unidades produtoras dos estados do Pará e Maranhão

Repositório Institucional da UFPA: Estudo soroepidemiológico de Brucella abortus, Toxoplasma gondii e vírus da artrite encefalite caprina em rebanhos caprinos nas unidades produtoras dos estados do Pará e Maranhão

localizadas dos Estados do Pará e Maranhão. No Estado do Pará foram analisados animais dos municípios de Benevides, Castanhal, Santa Izabel do Pará e Moju e no Estado do Maranhão, o município de Chapadinha. Os testes sorológicos realizados para o diagnóstico da brucelose foi o teste do Antígeno Acidificado Tamponado (AAT), como teste de triagem, e o 2- Mercaptoetanol (2-Me), como teste confirmatório. Para as análises de toxoplasmose foi utilizado a Reação de Imunofluorescência Indireta (RIFI) e para CAEV Imunodifusão de Gel de Agarose (IDGA). O resultado das análises de brucelose mostrou-se negativo para 100,0% das amostras analisadas. Para toxoplasmose e CAEV a frequência obtida foi 23,5% (97/412) e 21,6% (85/393), respectivamente. Foi observada diferença estatística na relação entre a ocorrência de anticorpos anti-Toxoplasma gondii e a faixa etária dos caprinos, mostrando que animais com idade superior a 24 meses tiveram mais risco de estarem infectados quando comparados com animais mais novos OR= 2,15 (IC 95% 1,19 – 3,88). Já os fatores de risco encontrados para CAEV foram: falta de conhecimento da doença OR=6,45 (IC 95% 2,88-14,47); a não utilização de material descartável, OR=10,85 (IC 95% 4,85- 24,28); sistema de criação extensivo OR=10,85 (IC 95% 4,85-24,28); sistema de criação semi-extensivo OR=3,71(IC 95% 1,64-8,39) e manejo OR=11,4 (IC 95% 5,51-23,60). Conclui-se que as unidades produtoras de caprinos dos Estados do Pará e Maranhão apresentam positividade em seus rebanhos para toxoplasmose e CAEV.
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Influência da soropositividade ao vírus da artrite encefalite caprina no hemograma de cabras em lactação.

Influência da soropositividade ao vírus da artrite encefalite caprina no hemograma de cabras em lactação.

Embora existam trabalhos que comparem a he- matologia entre grupos de caprinos soropositivos e soronegativos para a CAE, estes trabalhos enfocaram aspectos reprodutivos ou voltados a animais com alto índice articular clínico, alguns deles correlacionando também às condições climáticas e aspectos raciais. Existem também trabalhos que abordam a fase de lactação em caprinos, porém, sem haver nenhuma correlação com a CAE. Sabendo-se que os dados referentes à hematologia de animais soropositivos lactantes são inexistentes ou escassos, objetivamos neste estudo, elucidar as possíveis alterações que esse vírus pode causar durante a fase de lactação.
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DETECÇÃO DO VÍRUS DA ARTRITE ENCEFALITE CAPRINA NO SÊMEN ATRAVÉS DAS TÉCNICAS DE PCR E NESTED-PCR

DETECÇÃO DO VÍRUS DA ARTRITE ENCEFALITE CAPRINA NO SÊMEN ATRAVÉS DAS TÉCNICAS DE PCR E NESTED-PCR

Os fragmentos de DNA amplificados foram analisados por eletroforese em gel de agarose a 1,2% com tampão TBE (Tris Borato 0,09M e EDTA 0,002M pH 8,0), corados com de brometo de etídio, visualizados em luz ultravioleta com o auxílio de transiluminador e o registro fotográfico foi efetuado no fotodocumentador (BIORAD ® ). A corrida eletro- forética foi desenvolvida a 80 V durante 35 minutos. Das 17 amostras, 5 (29,4%) apresentaram a detecção do vírus provando que há a presença de partículas virais no sêmen de caprinos reprodutores no Estado de São Paulo.

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Avaliação de um controle estratégico da artrite encefalite caprina em rebanho caprino leiteiro

Avaliação de um controle estratégico da artrite encefalite caprina em rebanho caprino leiteiro

Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). É considerada uma técnica de fácil aplicação e alta especificidade, indicada como teste de triagem para essa enfermidade. No entanto, possibilita a permanência de caprinos infectados no rebanho por detectar somente altos níveis de anticorpos. Quando a IDGA é utilizada em programas de controle da CAE, não proporciona ao produtor confiabilidade nos resultados dos verdadeiros negativos. Para esse propósito, é necessário que sua utilização seja empregada juntamente com outros testes mais sensíveis (Konishi et al., 2011), como o ensaio imunoenzimático indireto (ELISA-i) ou o Western Blot (WB), além da combinação com técnicas diretas, como a reação em cadeia de polimerase (PCR).
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Padronização do Elisa indireto e Western Blot para diagnóstico da artrite-encefalite caprina.

Padronização do Elisa indireto e Western Blot para diagnóstico da artrite-encefalite caprina.

A artrite-encefalite caprina (CAE) é diagnosticada rotineiramente pela técnica de imunodifusão em gel de agarose (IDGA), que é considerada pouco sensível. Objetivou-se com este estudo padronizar testes de Elisa-i e Western Blot (WB) para diagnóstico precoce de anticorpos em caprinos contra CAEV e comparar os resultados obtidos nesses testes com a prova de IDGA. Para a padronização dos testes Elisa-i e WB, utilizaram-se diferentes concentrações e diluições de antígeno, soros e conjugado. No Elisa-i, adotaram-se microplacas rígidas com 96 poços, sendo a combinação de concentração de 0,5µg/poço de antígeno e diluições de 1:100 de soro e 1:1500 de conjugado a que apresentou melhor resultado. No WB foram utilizadas membranas de nitrocelulose, definindo-se as diluições de 1:50 de soro e 1:15000 de conjugado. Para avaliar o desempenho das técnicas, 222 amostras de soro caprino foram testadas e os dados obtidos foram comparados com o IDGA. A sensibilidade e a especificidade do Elisa-i/IDGA, WB/IDGA e WB/Elisa-i foram de 70% e 91%, 100% e 72,6%, 84,6% e 76,5%, concomitantemente. O índice Kappa desses testes foi de 0,35, 0,2 e 0,36, respectivamente. As técnicas de Elisa-i e WB apresentaram-se mais sensíveis que a IDGA, podendo ser utilizadas como ferramentas para o diagnóstico precoce da CAE.
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Prevalência da infecção pelo vírus da artrite encefalite caprina no estado do Ceará, Brasil.

Prevalência da infecção pelo vírus da artrite encefalite caprina no estado do Ceará, Brasil.

No Nordeste brasileiro, levando-se em conta a realidade sócio-econômica e o tipo de explo- ração zootécnica predominante, a presença de SRLV nos animais leiteiros representa grande risco de disseminação do agente para os rebanhos nativo e SRD. A pouca informação sobre CAE tem limitado a implantação e avaliação de medidas profiláticas, sendo o levantamento epidemiológico da infecção pelo CAEV o primeiro passo para seu controle. Até o presente, todos os trabalhos realizados no Brasil foram em rebanhos de caprinos leiteiros, onde foi comprovada a alta prevalência da infecção. A sus- peita de que a introdução de animais, principalmente reprodutores puros e/ou mestiços, sem um devido controle, tenha elevado o risco de contaminação dos rebanhos nativos/SRD, motivou a realização deste levantamento epidemiológico, com ênfase nos reba- nhos que apresentam algum grau de melhoramento e nos nativos/SRD.
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Produção de antígeno viral para o sorodiagnóstico da artrite-encefalite caprina utilizando um teste imunoenzimático (ELISA)

Produção de antígeno viral para o sorodiagnóstico da artrite-encefalite caprina utilizando um teste imunoenzimático (ELISA)

O vírus da Artrite-encefalite caprina (CAEV) é um Lentivírus de pequenos ruminantes, que causa uma doença crônica e progressiva, caracterizada por encefalomielite, mastite, pneumonia e artrite. O diagnóstico é baseado na detecção de anticorpos contra o vírus através da Imunodifusão em Gel de Agarose (IDGA), técnica sorológica de referência para CAEV, porém de baixa sensibilidade. O objetivo deste trabalho foi produzir um antígeno a partir da cultura de células de membrana sinovial caprina (MSC) infectadas com a CAEV, para ser utilizado em um teste diagnóstico (ELISA indireto). O antígeno foi obtido de culturas de células de MSC infectadas e posterior tratamento com SDS 0,1%. Amostras de soros caprinos (n=343) foram utilizadas para detectar a presença de anticorpos para CAEV pelo teste ELISA indireto e a técnica IDGA. Nessas amostras, o teste ELISA detectou 72 ( 21%) amostras positivas. Entretanto, o teste IDGA detectou 30 (8%) amostras positivas. O ELISA indireto também detectou precocemente uma soroconversão em 5 animais de um total de 13 controlados periodicamente durante 2 anos. A sensibilidade e a especificidade do teste ELISA com relação a IDGA foi de 73,3% e 84% respectivamente. Esse ELISA com o antígeno viral assim produzido mostrou-se efetivo, de baixo custo e sensível para o diagnóstico sorológico de anticorpos para CAEV.
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Controle da artrite-encefalite caprina, em um capril comercial endemicamente contaminado

Controle da artrite-encefalite caprina, em um capril comercial endemicamente contaminado

No entanto, apesar da comprovada diminuição da prevalência do CAEV nos rebanhos caprinos em que se adotam eficientes programas de controle, citados por mais autores neste trabalho, a soroconversão de alguns animais pode continuar ocorrendo ao longo de suas vidas. No presente estudo, por exemplo, cinco animais (13%) apresentaram resultados positivos para o CAEV, pelo teste de IDGA, entre três e 12 meses de idade, índice semelhante aos relatados por Mackenzie et al. 11 ,

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Caracterização de anticorpos monoclonais e da p28 do vírus da artrite encefalite caprina (CAEV)

Caracterização de anticorpos monoclonais e da p28 do vírus da artrite encefalite caprina (CAEV)

características genéticas, morfológicas, patogênicas e apresentando a possibilidade de infecção cruzada entre caprinos e ovinos (PASICK, 1998; LIMA et al., 2004). Estas quasispécies, ocorrem principalmente devido as altas taxas de erros e a falta de mecanismos corretores da polimerase e como resultado, há a produção de numerosas partículas imperfeitas. Esta variabilidade auxilia na evasão do sistema imune, na produção de infecção persistente e na capacidade de atravessar as barreiras espécie- específicas, como no caso do CAEV e MVV (CHEEVERS et al 1993; STEINHAUER D. A. et al 1987; PASICK, 1998). O genoma do CAEV consiste de duas moléculas idênticas de RNA, lineares, de fita simples, não complementares e de polaridade positiva, com o tamanho aproximadamente 7 a 11 kb de comprimento, incluindo o cap na região 5’ e a poliadenilação na região 3’. È característico dos Retrovirus apresentar um RNA transportador específico, cuja função é de iniciador da replicação, além da capacidade de sintetizar uma enzima exclusiva, a Transcriptase reversa (TR), que atua como ácido desoxiribonucléico (DNA) polimerase RNA dependente. (SALTARELLI et al, 1990; COFFIN, 2001; GOFF, 2006; MURPHY et al, 1999).
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Dados sorológicos sobre a presença e distribuição da artrite-encefalite caprina (CAE) no Estado da Bahia, Brasil

Dados sorológicos sobre a presença e distribuição da artrite-encefalite caprina (CAE) no Estado da Bahia, Brasil

encefalite caprina (CAE) foram analisadas 1605 amostras de hemo-soros de caprinos pertencentes a rebanhos localizados em nove microrregiões geográficas e distribuídos em 24 municípios do Estado da Bahia, os quais nos foram enviados para exame no Laboratório de Viroses da Escola de Medicina Veterinária. A população estudada compreendeu animais de criatórios de leite e corte, de manejo intensivo, semi- intensivo e extensivo, das raças: alpina, anglo-nubiana, boer, mambrina, saanen, toggenburg e sem raça definida (SRD). Foram positivos ao teste de imunodifusão em ágar gel (IDAG) 215 (13,4%) hemo-soros de caprinos. Nas raças sanen, alpina e anglo-nubiana foram encontradas um maior número de animais positivos, respectivamente 77 (18,92%), 80 (16,06%) e 49 (15,76%). Entre as amostras positivas a maior frequência foi de fêmeas 194 (90,23%) e adultos 193 (89,77%). Os resultados obtidos comprovam a existência da CAE na região e a necessidade de novas pesquisas que avaliem o índice de infecção dos animais e as formas de prevenção e controle da doença,
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Lentivírus de Pequenos Ruminantes Artrite-Encefalite Caprina e Maedi-Visna

Lentivírus de Pequenos Ruminantes Artrite-Encefalite Caprina e Maedi-Visna

Apesar da CAE ocorrer preferencialmente em caprinos e a MV em ovinos, a especificidade de hospedeiros dos diferentes genótipos não é estrita. A transmissão do vírus em rebanhos mistos ocorre de cabras para ovelhas e vice-versa, podendo ajustar-se e persistir numa nova espécie. Alguns pequenos ruminantes (PR) selvagens podem, inclusive, ser infetados por SRLV de animais domésticos, como o caso do muflão (Ovis gmelini), que em condições experimentais foi infetado 2 . O CAEV já causou doença em várias Oreamnos americanus (cabras selvagens das Montanhas Rochosas, no Canadá e Estados Unidos), mantidas em cativeiro e alimentadas com leite de cabra doméstica, enquanto juvenis. Uma das Oreamnos americanus mantida com esse grupo, também mostrou sinais da doença sem consumir o mesmo leite 2 .
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Forma nervosa da artrite-encefalite caprina.

Forma nervosa da artrite-encefalite caprina.

São descritos dois casos de caprinos, fêmeas, mestiços da raça Saanen de dois meses de idade com sinais clínicos de paresia de membros posteriores, incoordenação, difi culdade respiratória e caquexia, que foram submetidos à eutanásia, devido ao prognóstico desfavorável. Na necropsia, observou- se congestão do sistema nervoso central (SNC) e consolidação pulmonar nos dois caprinos. Microscopicamente, as alterações foram caracterizadas por leucoencefalomielite linfoplasmocítica multifocal, com vacuolização do neurópilo e esferoides axonais, leptomeningite, pneumonia intersticial não supurativa no caprino A e broncopneumonia bacteriana no caprino B. O exame de imuno- histoquímica (IHQ) foi positivo para o vírus da artrite-encefalite caprina em fragmento de tálamo. A prova de imunodifusão em gel de ágar (IDGA) foi realizada em vinte animais do rebanho de origem e dezesseis animais foram positivos. O diagnóstico da forma nervosa da infecção pelo vírus da artrite-encefalite caprina (CAEV) foi baseado no quadro clínico-patológico, IHQ e IDGA. Esta apresentação clínica da CAE pode ser pouco comum no Brasil, mas deve ser considerada em caso de doenças neurológicas em pequenos ruminantes.
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