Top PDF Atuação da auditoria interna nas instituições de ensino públicas

Atuação da auditoria interna nas instituições de ensino públicas

Atuação da auditoria interna nas instituições de ensino públicas

O objetivo do presente estudo é investigar e analisar as atribuições da auditoria interna, detalhando seus objetivos, estrutura, práticas, finalidades de uso, frequência de investigação, apontamentos realizados e o uso das informações advindas da auditoria nos processos de planejamento, controle e gestão pública em uma Instituição de Ensino Pública de Minas Gerais. A pesquisa classifica-se como descritiva e, para a coleta de dados, utilizou-se a pesquisa documental nos relatórios de auditoria (Plano Anual de Auditoria Interna – PAINT e Relatório Anual de Auditoria Interna - RAINT). De forma complementar, foram realizadas entrevistas com servidores lotados da área de auditoria interna da Universidade Federal de Uberlândia. Os resultados indicaram que a equipe de auditoria interna segue normativas propostas pela legislação para a execução de suas atividades. Durante o ano, a auditoria faz constatações, com base em evidências, analisando os fatos e propondo recomendações aos diversos setores da Universidade. Essas recomendações, de acordo com o RAINT, são, em sua maioria, atendidas e implementadas. Destacaram-se, dentro dos relatórios, as falhas nos sistemas de controle interno, impondo riscos à gestão, além de recomendações referentes à capacitação dos servidores. Acredita-se que os resultados encontrados nesta pesquisa possam contribuir para auxiliar os servidores da instituição em estudo na evidenciação da necessária implementação de sistemas de controles, capacitação de pessoal e reforço especializado no setor de auditoria interna.
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Prevenção e combate à lavagem de dinheiro em instituições financeiras - A importância da atuação da auditoria interna

Prevenção e combate à lavagem de dinheiro em instituições financeiras - A importância da atuação da auditoria interna

É de fundamental importância que a Alta Administração conte com conclusões da auditoria interna sobre a avaliação do processo de prevenção e combate à lavagem de[r]

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A PSICOLOGIA ESCOLAR NAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO PÚBLICAS BRASILEIRAS

A PSICOLOGIA ESCOLAR NAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO PÚBLICAS BRASILEIRAS

Para a construção deste trabalho foi realizada uma pesquisa de artigos relacionados ao tema na atualidade em consonância com a Lei N°13.935/2019. Observou-se que os artigos encontrados relacionados a temática ainda não englobam de forma ativa da participação da lei em seu contexto, porém, abordam seus elementos como possível transformação para que esta lei viesse a ser aprovada, disponíveis na (tabela 1). Diante dessa realidade, os artigos foram utilizados como ferramenta de discussão sobre a atuação do profissional de Psicologia nas instituições de ensino públicas brasileiras utilizando como parâmetro a Lei que insere esse profissional obrigatoriamente nesse contexto a partir de 2019.
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Os desafios gerenciais das unidades de auditoria interna das instituições federais de ensino superior

Os desafios gerenciais das unidades de auditoria interna das instituições federais de ensino superior

As Unidades de Auditoria Interna tem assumido um papel cada vez mais importante no seio das organizações, contribuindo com os dirigentes em manter um controle eficiente em todos os processos organizacionais, assim como a toda a população, que clama pelo fim da corrupção e ao bom e regular emprego das rendas públicas. Entretanto, diante de um cenário de diferentes tipos de estruturas administrativas, cargos efetivos, formas de atuação e quantidades de Unidades de Auditoria Interna trabalhando de maneira independente sem uma supervisão efetiva do Sistema de Controle Interno, além de questões políticas que são inerentes ao serviço público em geral, os desafios são inevitáveis. Nesse contexto, este estudo teve por objetivo identificar os desafios gerenciais enfrentados pelas Unidades de Auditoria Interna das Instituições Federais de Ensino Superior para o cumprimento de sua missão institucional. A pesquisa está caracterizada como um estudo de caso com abordagem qualiquantitativa sendo que o caminho metodológico percorrido para atingir o objetivo parte da pesquisa bibliográfica, passando pela pesquisa documental e chegando a aplicação de questionário estruturado aos servidores que atuam nas Unidades de Auditoria Interna das 104 Instituições Federais de Ensino Superior. Os resultados obtidos com as respostas de 133 participantes de 84 Instituições distintas sinalizam que a capacitação continuada, a ausência de política de gestão de risco institucional, o tamanho da equipe, a ausência de sistemas informatizados e o apoio dos dirigentes são alguns desafios que têm prejudicado as Unidades de Auditoria Interna no cumprimento de sua missão, porém, ações de fortalecimento propostas pelos próprios integrantes dessas Unidades de Auditoria sugerem que há algumas saídas para superar esses desafios e tornar a Auditoria Interna uma ferramenta de gestão eficiente e eficaz, com vistas a evitar desperdícios de recursos, falhas formais e, em última instância, o combate à corrupção.
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Compliance nas instituições bancárias : relação com o sistema de controlo interno e a auditoria interna

Compliance nas instituições bancárias : relação com o sistema de controlo interno e a auditoria interna

51 O DJ como acima referido tem o âmbito de atuação pelo respeito pela Lei muito idêntico aquele que o Compliance tem. No entanto, o DJ funciona como instrumento consultivo que emite pareceres prévios favoráveis ou não favoráveis, no sentido de o órgão administrativo diferir ou vetar determinadas operações do banco. Enquanto isto o Diretor de Compliance pode mesmo vetar determinado ato que, embora possa ser legal no sentido jurídico este possa ir contra os valores éticos da instituição. Imaginemos uma situação em que uma instituição financeira pode optar por não financiar uma empresa na qual se considere que participa efetivamente em operações ilícitas ou pouco transparentes ou até mesmo que se desconfie de praticar danos ambientais ou risco de saúde pública, sob o ponto de vista jurídico a operação não apresenta risco.
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Auditoria interna nas instituições públicas de ensino superior: Estudo empírico no contexto português

Auditoria interna nas instituições públicas de ensino superior: Estudo empírico no contexto português

De acordo com Monteiro (1998), só aquando da criação do Institute of Internal Auditors (IIA), em 1941, é que se criaram condições para aumentar a independência dos auditores internos, definir melhor a sua função e desenvolver a profissão a nível mundial. Por conseguinte, a função dos auditores internos foi ampliada. Para além da validação dos registos contabilísticos, os auditores internos foram progressivamente alargando o seu âmbito de atuação, passando a assumir uma nova postura e redefinindo o conceito de auditor interno. No entanto, essa mudança não se fez de um momento para outro, pois com a alteração do âmbito de atuação, houve necessidade de efetuar alterações ao perfil do auditor interno. Para além das aptidões técnicas, os auditores internos necessitam de reunir um conjunto de novas aptidões e características pessoais e comportamentais. A propósito das características profissionais do auditor, Marques e Almeida (2004: 90) aludem que as normas destacam aspetos como a formação técnica, a independência e a responsabilidade profissional. Em Espanha, os “Princípios e Normas de Auditoria do Sector Público” exigem que o auditor possua as seguintes características: formação técnica e capacidade profissional; independência; diligência profissional; responsabilidade e segredo profissional. Em Portugal, o Tribunal de Contas, nos “Princípios aplicáveis aos auditores”, inclui a independência, a competência e a diligência, em cujo âmbito se incluem as características exigidas pelas normas espanholas.
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A Atuação da auditoria interna nas unisidades federais brasileiras

A Atuação da auditoria interna nas unisidades federais brasileiras

Na busca de como implementar a atividade de Auditoria Interna numa Instituição de Ensino Superior Público Politécnico em Portugal, de forma a constituir um importante instrumento a serviço da gestão para a prossecução dos seus objetivos, Saraiva (2011) enviou 138 questionários a tais instituições e constatou que em sua maioria não possuía Departamento/Gabinete de Auditoria Interna, embora afirmassem realizar atividades internas de auditoria da qualidade, da legalidade, operacional ou de gestão e contabilístico - financeira. Apenas seis entidades possuíam o departamento de Auditoria Interna posicionado, majoritariamente, nos Serviços Centrais. Para além da falta de recursos humanos com formação adequada e de meios técnicos, apontadas como razões para a não existência do departamento, são elencados ainda, a falta de sensibilização e iniciativa do órgão de gestão para esta necessidade da sua implantação. As entidades respondentes ainda atribuíam maior importância à atividade de Auditoria Interna para a prevenção de erros e omissões, dando menor importância a contribuição para a eficácia da gestão e que, embora possuindo manuais de controle e procedimentos internos, eram utilizados com pouca frequência, fazendo com que raramente fossem reavaliados e revistos.
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Controle interno na Administração Indireta do Estado brasileiro: um estudo sobre as unidades de auditoria interna das instituições federais de ensino

Controle interno na Administração Indireta do Estado brasileiro: um estudo sobre as unidades de auditoria interna das instituições federais de ensino

Outra modalidade de comparação possível é a estruturação do serviço público e a atuação do funcionário nos diversos modelos. Na burocracia, o funcionário é estritamente responsável pela execução das ações planejadas pelos superiores com o objetivo de implantação das políticas públicas. É organizado em carreiras e conta com todo um sistema de proteção e garantias, como a estabilidade e continuidade do seu trabalho garantidas por estatutos. O NPM flexibiliza as regras de contratação e remuneração destes funcionários e transforma-os em empreendedores que buscam, sobretudo, diminuir os custos do Estado. Para tanto, a eles são conferidos maior autonomia e discricionariedade administrativas em busca da eficiência na prestação dos serviços. Para os teóricos da New Public Governance os funcionários devem agir como mediadores da interação entre governos e sociedade na definição de interesses comuns. Denhardt e Denhardt (2000) apontam que o funcionário do modelo burocrático tem a função primeira de “remar” o barco da Administração Pública. No NPM, este mesmo funcionário passa a conduzir tal barco e, por consequência, conduzem os clientes dos serviços públicos na direção proposta pelo governo. No modelo emergente de governança, o funcionário passa a ser visto com um agente público a servir os cidadãos de modo que a condução do barco passa a ser compartilhada por todos: governos, mercados e instituições não-governamentais.
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Análise da atuação das ouvidorias públicas das Instituições Federais de Ensino como instrumentos de democratização da participação social

Análise da atuação das ouvidorias públicas das Instituições Federais de Ensino como instrumentos de democratização da participação social

A segunda peculiaridade, também entre as menos demandadas, se refere ao IFPE que possui um esclarecimento em seu sítio institucional dizendo que “qualquer manifestação relacionada a uma questão interna do Campus deve ser encaminha (sic) para o Ouvidor do Campus” (IFPE, 2019), e disponibiliza o contato de e-mail de ouvidores locais em seus 17 campi. Em princípio, há uma atitude louvável da gestão em aproximar o Ouvidor da comunidade através de subunidades de Ouvidoria. No entanto, a determinação para uso de e- mail vai de encontro com o que orienta a CGU, tendo em vista que conforme manual do Sistema e-Ouv CGU (2017), o Ouvidor da unidade, chamado de Administrador Local, pode gerenciar perfis em sua unidade de Ouvidoria, incluindo ou excluindo pessoas para atuar na sua unidade, ou seja, todas as demandas deveriam ser recepcionadas pelo e-Ouv. Dessa forma, haveria uma maior confiabilidade se o número de manifestações representa a realidade completamente.
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A ATUAÇÃO DAS COMISSÕES PRÓPRIAS DE AVALIAÇÃO NAS INSTITUIÇÕES PÚBLICAS FEDERAIS: O QUE SE PRODUZ SOBRE

A ATUAÇÃO DAS COMISSÕES PRÓPRIAS DE AVALIAÇÃO NAS INSTITUIÇÕES PÚBLICAS FEDERAIS: O QUE SE PRODUZ SOBRE

Por fim, a análise da categoria referente às ações decorrentes da autoavaliação mostrou que dos dez artigos, apenas um apresenta esse tipo de informação. Nesse estudo, descreve-se ações institucionais que foram planejadas e executadas no âmbito do ensino, pesquisa e extensão decorrentes de demandas da comunidade universitária. Essas ações institucionais decorrem de três elementos presentes no processo da autoavaliação: dialogicidade, participação e diretividade. A primeira compreende o diálogo entre gestão e comunidade. A participação se refere ao esforço coletivo entre a comunidade, representada pelos discentes, docentes e servidores técnico-administrativos. E a diretividade se refere às ações executadas com vistas ao alcance de propósitos, objetivos e metas, estabelecidos a priori, pela comunidade interna da universidade (ANDRIOLA, 2009).
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A GESTÃO DE RISCOS NO PLANEJAMENTO DE AUDITORIA INTERNA E NO MONITORAMENTO DAS RECOMENDAÇÕES DE AUDITORIA EM UMA INSTITUIÇÃO FEDERAL DE ENSINO SUPERIOR

A GESTÃO DE RISCOS NO PLANEJAMENTO DE AUDITORIA INTERNA E NO MONITORAMENTO DAS RECOMENDAÇÕES DE AUDITORIA EM UMA INSTITUIÇÃO FEDERAL DE ENSINO SUPERIOR

No trabalho elaborado por Azevedo e Silva (2017), que teve por objetivo identificar o nível de maturidade do gerenciamento de riscos na Universidade Federal de Santa Catarina (de acordo com a Instrução Normativa Conjunta CGU/MP Nº 001/2016), foram feitas entrevistas e aplicação de questionários estruturados, entre os anos 2016 e 2017, com 9 (nove) gestores diretamente envolvidos no gerenciamento de riscos da UFSC, quais sejam Reitor e Pró– Reitores, e com 8 (oito) servidores lotados na AUDIN do órgão. Os resultados do trabalho apontaram que a Instituição ainda se encontrava em grau inicial de maturidade da gestão de riscos. Assim, até aquele momento, a UFSC não possuía abordagem formal de gestão de riscos. Brito et al. (2017) desenvolveram um estudo em que foi possível averiguar, junto aos 127 servidores públicos integrantes das unidades de auditoria interna de instituições federais de ensino brasileiras, o panorama de implantação da gestão de risco nessas organizações. Segundo os autores, 73,23% dos respondentes afirmaram que a gestão de risco não foi implantada nas instituições a que estão vinculados. Esse resultado reforça a hipótese que a gestão de riscos é embrionária nos órgãos vinculados à administração pública, e neste caso, em específico, nas Instituições vinculadas ao Ministério da Educação. Pontua-se que “[...] a ausência de um processo adequado de gestão de riscos na entidade dificulta a adoção da metodologia da auditoria baseada em risco.” (BRITO et al, 2017, p. 11).
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A ATUAÇÃO DA AUDITORIA INTERNA NA GOVERNANÇA PÚBLICA: UM ESTUDO BASEADO NA VISÃO DA ALTA ADMINISTRAÇÃO DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS FEDERAIS BRASILEIRAS

A ATUAÇÃO DA AUDITORIA INTERNA NA GOVERNANÇA PÚBLICA: UM ESTUDO BASEADO NA VISÃO DA ALTA ADMINISTRAÇÃO DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS FEDERAIS BRASILEIRAS

Dessa forma, as normas internacionais estabelecem que a atividade de auditoria interna deve avaliar e sugerir recomendações adequadas para o aperfeiçoamento do processo de governança, visando: a promoção da ética e dos valores organizacionais, a gestão eficaz e a prestação de contas, a transmissão de informações aos setores responsáveis em relação aos riscos e controles, bem como, a coordenação de atividades e de comunicação entre a gestão, o conselho e os auditores internos e externos (IIA, 2012). Nesse contexto, o presente artigo tem como objetivo analisar a atuação das auditorias internas na governança das universidades públicas federais brasileiras, do ponto de vista da Alta Administração.
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Atuação do pedagogo em espaços não-formais : uma análise do perfil profissional em instituições públicas

Atuação do pedagogo em espaços não-formais : uma análise do perfil profissional em instituições públicas

Os conteúdos exigidos nessa área de atuação do Pedagogo são Administração da Educação e Comunidade; Concepções e Modalidades de Educação: abordagens, funcionalista e dialética; as instituições pedagógicas: educação formal e não formal; Conceitos de comunidade e concepções de desenvolvimento; A administração de projetos educativos comunitários, e integração escola-comunidade e auto-organização da comunidade; Planejamento, questão e avaliação de programas educativos comunitários, Planejamento participativo. Cultura Organizacional: Fundamentos da Cultura Organizacional: conceituação, histórico/evolução, situação atual; Diferença entre Cultura Organizacional e Administração; Categorias de Análise da Cultura Organizacional: poder, valores, clima, comprometimento, qualidade de vida no trabalho, gestão de desempenho, gestão de competência; Desafios na formação do educador: Fundamentos teóricos norteadores de diferentes concepções de formação do educador numa perspectiva estratégica da sociedade brasileira; Desafios produzidos pela sociedade tecnológica na formação do educador: formação básica, habilitações de licenciaturas, dicotomias na formação do educador; Mercado de trabalho; Questões do analfabetismo, evasão escolar, educação de adultos, universidade noturna, educação a distância; Legislação sobre educação e formação do educador no brasil a partir de 1960; Questão da educação pública e privada; Direito Educacional: A legislação do ensino brasileiro: Constituição Federal, Capítulo III da Educação, da Cultura e do Desporto, Seção I da Educação; Lei nº 9.394/1996 (Lei Diretrizes e Bases da Educação Nacional), Gestão Democrática, Os princípios e a filosofia da educação brasileira; Educação e Trabalho: Conceito original de educação, Evolução histórica do processo educativo para identificação atual dos vários Espaços educativos, inclusive a organização do trabalho, Desafios atuais da transdisciplinariedade na pratica educativa, Conceitos de trabalho, Relação entre educação e trabalho: pressupostos teóricos, Educação e trabalho no Brasil: o processo de construção das ideias e principais contribuições, Educação do trabalhador em profissões e ambientes de trabalho emergentes. Formação profissional; Polivalência, especialização; Grupo multiprofissional, Certificado ocupacional e Metodologias educacionais centradas no trabalho.
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Autonomia universitária e políticas públicas: uma análise sobre a atuação das instituições públicas de ensino superior do  Estado do RS

Autonomia universitária e políticas públicas: uma análise sobre a atuação das instituições públicas de ensino superior do Estado do RS

A autonomia universitária, conforme fundamentado, é inerente às instituições de ensino supe- rior públicas. As políticas públicas devem ser norteadoras sobre suas atuações, sempre considerando suas missões institucionais. Longe de ter uma postura intervencionista, muito pelo contrário, as políti- cas devem ser conjugadas visando que se extraia o máximo das missões das universidades, a fim de que a sociedade se beneficie como um todo. Haja vista o tamanho do universo de ensino superior, com mercantilização do ensino e falta de correlação às demandas reais da sociedade, se pode inferir que há margem para atuação pública. No entanto, esta atuação deve ser harmonizada visando o inte- resse público. Dentre os levantamentos realizados, foi possível identificar diálogo entre universidades federais, entre universidades federais e institutos federais, entre universidades estaduais e comunitá- rias, mas pouco foi perceptível de diálogo entre entes (União e Estado). Possivelmente este ponto tenha sido o maior exemplo de falta de harmonia entre instituições, carecidas de uma política pública que lhes desse a regência (a UERGS estava estabelecida desde 2001, e o REUNI atuou no estado a partir de 2005). Devido a isto, não foi possível identificar uma atuação que maximize as potencialida- des das instituições. A autonomia permite às instituições suas decisões acadêmicas, mas conforme fundamentado, isto nem sempre se reflete no atendimento à real demanda da sociedade. Haja vista que regularmente as decisões carecem de aprofundamento técnico com análise acurada de fatores externos, parece ser necessário que políticas públicas deem regência às atuações das instituições e permitam o exercício pleno de seu papel social.
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Auditoria interna no Instituto Federal de Pernambuco: uma análise de sua implantação e atuação

Auditoria interna no Instituto Federal de Pernambuco: uma análise de sua implantação e atuação

Convém destacar, nesse prisma, que os recursos públicos compõem-se do tripé recursos humanos, recursos financeiros e recursos físicos. O responsável pelo controle não poderá, de maneira alguma, fazer qualquer dissociação entre esses recursos, ao avaliar a gestão da coisa pública. As pessoas que compõem o quadro de servidores nas entidades públicas são os recursos mais relevantes, pois sem eles o gestor não fará aquilo que é a função precípua da administração pública: prestar serviços para a produção do bem comum. Sem os recursos financeiros, não haverá a possibilidade da gestão de pessoas nem de qualquer prestação de serviços. O terceiro componente do tripé (recursos físicos) deve ser considerado na prestação de serviços, tornando-se necessário que se mensure e se proceda ao registro da depreciação desses bens, como custo dos serviços prestados à população (SLOMSKI, 2007).
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O PAPEL DA AUDITORIA INTERNA NA GOVERNAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR EM PORTUGAL.

O PAPEL DA AUDITORIA INTERNA NA GOVERNAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR EM PORTUGAL.

A atual configuração do sistema de ensino superior em Portugal tem por base um sistema binário, visto que compreende, no âmbito da formação ministrada, os subsistemas do ensino universitário e do ensino politécnico. Se analisarmos a perspetiva da entidade fundadora, existem os subsistemas do ensino superior público, do ensino superior particular e cooperativo, do ensino concordatário e do ensino à distância. O nº 2 do artigo 3º da Lei nº 62/2007, de 10 de setembro refere que “a organização do sistema binário deve corresponder às exigências de uma procura crescentemente diversificada de ensino superior orientada para a resposta às necessidades dos que terminam o ensino secundário e dos que procuram cursos vocacionais e profissionais e aprendizagem ao longo da vida”.
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As tecnologias da informação e a auditoria às contas das instituições de Ensino Superior Públicas Portuguesas

As tecnologias da informação e a auditoria às contas das instituições de Ensino Superior Públicas Portuguesas

Embora sejam assinaláveis os benefícios das TI, se se considerar a questão da proteção do hardware e dados, há riscos que se criam, introduzindo-se a possibilidade de novos tipos de erros. Um destes riscos está associado à forte dependência da capacidade de funcionamento do hardware e do software . Se não se verificar uma proteção destes elementos, designadamente de danos físicos, sabotagem ou do próprio ambiente (incêndio, calor, humidade, inundação), eles podem não responder ou fazê-lo de uma forma inapropriada. Por outro lado, veja-se que há o risco de perda de informação, isto é, dos dados, até porque estes, não raras as vezes, encontram-se alojados em arquivos eletrónicos centralizados. Uma perda destas poderá implicar graves consequências, ao nível das demonstrações financeiras e, eventualmente, com interrupções nas operações da organização. Um outro risco manifestado com a substituição dos procedimentos manuais por procedimentos de base tecnológica, consiste no aparecimento dos erros de caráter sistemático. De facto, a diminuição do envolvimento humano permite reduzir os erros de caráter aleatório. No entanto, aumentam os sistemáticos, porque os procedimentos passam a estar programados no software e os computadores processam a informação de forma consistente para todas as operações até que esta programação seja alterada. Assim, caso se verifiquem falhas de programação estas afetam a fiabilidade, resultando muitas vezes em distorções significativas na informação processada. Este risco será tanto maior se o sistema não estiver preparado para deteção e reconhecimento de transações incomuns, assim como também no caso de insuficientes pistas de auditoria. Ainda neste âmbito de riscos, constata-se o aspeto de acessos não autorizados, pois é frequente que em sistemas de contabilidade baseados em TI, seja permitido o acesso a dados/registos e respetivos arquivos, muitas vezes efetuados de forma remota por terceiros. Assim sendo, podem ocorrer acessos ilegítimos resultando em alterações impróprias de programas e arquivos (Arens et al. 2008: 369-402).
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O papel da auditoria interna nas insituições públicas de ensino superior em Portugal continental - universidade e politécnicos

O papel da auditoria interna nas insituições públicas de ensino superior em Portugal continental - universidade e politécnicos

Os governos de hoje, através das entidades públicas enfrentam na atualidade grandes desafios, condicionados pela politica orçamental imposta pela União Europeia, pelo que surge a imperiosa necessidade de executar mudanças estruturais na forma tradicional de administrar os recursos públicos e de prestar contas. Desta forma a auditoria aplicada ao setor público (em geral) ganha um papel de relevo, sobretudo pela necessidade de se dispor de uma gestão pública eficiente e eficaz, na qual o papel de auditoria tem evoluído no sentido de desenvolver técnicas úteis para medir, avaliar e controlar os recursos públicos cada vez mais limitados frente à crescente população. No caso particular das instituições de ensino superior público o papel dos gestores (normalmente designados de presidentes ou diretores) assume uma maior responsabilidade, considerando a necessidade de gerir esses recursos cada vez mais escassos, tendo como fim último a otimização e maximização dos recursos utilizados na prestação de serviços e produção de bens de uso público.
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Referencial para a auditoria interna nas instituições particulares de solidariedade social

Referencial para a auditoria interna nas instituições particulares de solidariedade social

O Estado Social é uma realidade pós guerra, que não surgiu pela necessidade de expandir as despesas públicas, mas sim como resposta às particulares necessidades de solidariedade sentidas por uma Europa dilacerada pelo extermínio colectivo. Assim, nasceram duas tendências complementares para a realização de uma cidadania fundada na solidariedade: a intervenção do Estado e a intervenção da sociedade civil através da cooperação (Correia, 2003). O apoio social unicamente com sentido religioso, começou a perder expressão em Portugal, no reinado de D. Maria I, no contexto dos problemas sociais decorrentes do terramoto de 1755 que devastou a cidade de Lisboa. A fundação da Casa Pia de Lisboa por iniciativa de Diogo Inácio de Pina Manique (Casa Pia, 2011), para acolher crianças órfãs e abandonadas, mendigos e prostitutas, representa o ensaio da instauração da assistência pública em Portugal (Segurança Social, 2011) . No entanto só mais tarde, na Constituição de 1976 no capítulo II, que define os direitos e deveres sociais, surgiu pela primeira vez o termo Instituições Particulares de Solidariedade Social. O artigo 63.º no seu n.º5 diz: «[o] Estado apoia e fiscaliza, nos termos da lei, a actividade e o funcionamento das Instituições particulares de solidariedade social e de outras de reconhecido interesse público sem carácter lucrativo, com vista à prossecução de objectivos de solidariedade social consignados».
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Auditoria financeira e auditoria interna: cooperação e criação de valor

Auditoria financeira e auditoria interna: cooperação e criação de valor

Associado ao tipo de vínculo com a entidade auditada, surge a questão da independência do auditor, algo essencial para os dois tipos de auditoria, na medida em que o auditor interno e externo devem formar as suas conclusões livres de qualquer tipo de pressão ou constrangimento. Quanto ao auditor interno, apesar de este ser um quadro da entidade auditada, a independência deve estar refletida no exercício das suas atividades (Pop et al., 2008; ECIIA, 2013; Morais & Martins, 2013). Relativamente a este assunto, o IIA (2008) na Norma 1100 sobre a independência e objetividade dos auditores internos expõe que estes devem exercer o seu trabalho de forma imparcial e portanto, com a devida imunidade quanto às condições que ameacem a referida imparcialidade. Esta norma sobre a independência organizacional acrescenta que a independência do departamento de auditoria interna deve estar reconhecida ao mais alto nível das organizações (órgão de administração e de fiscalização) e refletida através do reporte a esse nível hierárquico. No que diz respeito ao auditor externo, a formação da opinião de auditoria e todo o trabalho de suporte tem incondicionalmente de ser feito de forma independente da organização a quem presta serviço, estando essas exigências vertidas nas normas de auditoria, no Código de Ética e nos Estatutos da Profissão (Pop et al., 2008; ECIIA, 2013; Morais & Martins, 2013).
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