Top PDF Avaliação de perda auditiva, inflamação e depressão em trabalhadores expostos ao ruído e a mineração

Avaliação de perda auditiva, inflamação e depressão em trabalhadores expostos ao ruído e a mineração

Avaliação de perda auditiva, inflamação e depressão em trabalhadores expostos ao ruído e a mineração

relação com a depressão. Os tipos mais comuns de perda auditiva são presbiacusia e perda auditiva induzida pelo ruído (PAIR). Existe uma lacuna no conhecimento da relação da perda auditiva, inflamação e depressão, bem como das citocinas pró-inflamatórias, especificamente em população exposta ao ruído ocupacional e a mineração. Neste contexto, o objetivo do presente trabalho será avaliar a relação entre PAIR, depressão e inflamação em trabalhadores de uma mineradora, expostos ao ruído ocupacional. Será realizado um estudo caso controle na mineradora Samarco, situada na cidade de Ouro Preto, Minas Gerais. O grupo caso do estudo será composto por indivíduos que apresentam PAIR. Para o grupo controle serão utilizados indivíduos com diagnóstico de audição normal. Informações sobre a exposição ocupacional ao ruído serão obtidas por meio de entrevistas, utilizando um questionário semiestruturado e pesquisa in loco averiguará os níveis sonoros a que os trabalhadores estão expostos. A acuidade auditiva será mensurada através de teste audiológico. Para avaliação da depressão será utilizada a escala psicométrica, a partir do Inventário de depressão de Beck (BDI). Será feito o cálculo dos pontos de corte do BDI para o diagnóstico de depressão maior. Parâmetros biológicos serão avaliados usando-se o método ELISA (Enzyme-linked Immusorbent Assay). Analisando assim o estado pró-inflamatório mediado pelas citocinas, na relação entre PAIR, inflamação e depressão, investigações futuras podem explorar esta hipótese por meio de estudos mais extensos sobre o papel das citocinas pró-inflamatórias, tais como TNF - α, IL - 1β, IL- 6 e a relação com a PAIR.
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Avaliação audiológica em trabalhadores expostos a ruído e praguicida.

Avaliação audiológica em trabalhadores expostos a ruído e praguicida.

Uma avaliação das alterações auditivas periféricas em um grupo de trabalhadores expostos a inseticidas, do tipo organofosforados e piretroides, utilizados em campa- nhas de controle de vetores, mostrou que os trabalhadores expostos apenas aos inseticidas, 63,8% apresentaram perda auditiva. Para o grupo com exposição concomitantemente aos inseticidas e ao ruído, a perda auditiva foi de 66,7%. O tempo médio para o desenvolvimento de alterações auditivas nas frequências médias altas, para as exposições combinadas de inseticidas e ruído, foi de 3,4 anos e para as exposições apenas aos inseticidas foi de 7,3 anos. A perda auditiva para as exposições concomitantes aos dois fatores foi de maior intensidade nessas frequências do que o observado na exposição apenas aos inseticidas 14 .
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AVALIAÇÃO DO HANDICAP EM TRABALHADORES COM PERDA AUDITIVA INDUZIDA POR RUÍDO MESTRADO EM FONOAUDIOLOGIA

AVALIAÇÃO DO HANDICAP EM TRABALHADORES COM PERDA AUDITIVA INDUZIDA POR RUÍDO MESTRADO EM FONOAUDIOLOGIA

(34,7%) e assistir televisão (33,3%) (Tabela 16, Fig.7). Estudos com trabalhadores expostos a ruído não relataram a dificuldade com o uso do telefone, porém, a dificuldade em assistir a televisão esteve presente em 91,4 % da população pesquisada por Miyakita, Ueda e Ueda (2002). Estudos como o de Stepehns, France e Lormore (1995) e Silva (1997) também apontaram que os sujeitos pesquisados escutavam a televisão com volume em forte intensidade. Em estudos utilizando diferentes questionários, ficou evidente que as dificuldades no reconhecimento de fala acabam acarretando prejuízos ao trabalhador (Stepehns France e Lormore,1995; Silva,1997; Menslin 2001 e Miyakita, Ueda e Ueda, 2002) Silva (1997) também utilizou uma escala de incapacidade auditiva e handicap e relatou que foi significativa a dificuldade da população estudada em escutar em local ruidoso. Desta forma, os resultados do presente estudo corrobora com os achados na literatura de handicap auditivo.
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Avaliação da perda auditiva ocupacional associada à exposição simultânea a ruído e cromo

Avaliação da perda auditiva ocupacional associada à exposição simultânea a ruído e cromo

A saúde do trabalhador no Brasil tomou novo rumo com uma nova visão, mais ampla e integral do processo saúde-doença, considerando-se as questões relacionadas a acidentes e doenças ocupacionais sobre o trabalho. Dentre as várias doenças estão a Perda Auditiva Induzida pelo Ruído (PAIR) e os trabalhadores que são continuamente expostos a compostos químicos em ambientes industriais. Entre estes, figuram os chamados compostos hexavalentes e os compostos formados por cromo trivalente. O objetivo desta pesquisa foi verificar se a exposição simultânea de ruído e cromo potencializa o aparecimento da perda auditiva ocupacional dos trabalhadores de curtume em Teresina-PI. As características da população em estudo, são todos os trabalhadores do sexo masculino, divididos em 3 grupos, sendo: Grupo I - exposto a cromo e ruído (n = 9); Grupo II - exposto a ruído (n = 9); Grupo III - controle (n =10) na faixa etária de 38,11 ± 5,9 , 30,83 ± 7,4 e 27,40 ± 7,0 anos, respectivamente. Os trabalhadores do Grupo I e II trabalham em média 9 horas diárias e 22,2% do grupo I apresentam problemas cardiovasculares e 16,7% do grupo II alteração da pressão arterial. Em relação ao tempo de trabalho, verifica-se um maior tempo de trabalho para os trabalhadores expostos a cromo e ruído em média 13 anos, estes desenvolvem suas atividades laborais em sua maioria nos setores de curtimento, classificação de peles e Ribeira, são os que estão em contato permanente com o cromo (55%), enquanto que os expostos a ruído (grupo II) são os trabalhadores dos setores de acabamento, rebaixamento e lixadeira de couro (83,3%). Quando relacionado à função e de acordo com a categoria profissional os que mais se expõem a ruído e cromo são os auxiliares de produção, (44,5% exposto a ruído e cromo e 91,5% expostos a ruído). Em relação aos EPIs somente (55,6%) de trabalhadores expostos ao cromo e ruído utilizam protetor auricular do tipo plug; e nenhuma proteção para o cromo. Nos expostos
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Equipamento de proteção individual auricular: avaliação da efetividade em trabalhadores expostos a ruído.

Equipamento de proteção individual auricular: avaliação da efetividade em trabalhadores expostos a ruído.

Na anamnese ocupacional, ao serem questio- nados sobre uso de EPI auricular na jornada diária de trabalho, 57,3% dos trabalhadores informaram utilizar EPI auricular, destes 48,8% especiicaram o uso do tipo concha, 48,8% do tipo plug e 2,3% ambos os tipos combinados. Sobre a dinâmica de prevenção da perda auditiva no meio laboral, quando questionados se possuíam conhecimento sobre o Programa de Conservação Auditiva (PCA) e a existência do mesmo na empresa em que atuam, 12% referiram que tinham conhecimento e este era realizado, 90,6% airmaram receber o EPI auricular e 20,0% possuíam auxilio para o gerenciamento do dispositivo. Quanto à educação em saúde ocupacional, 29,3% já tiveram palestras ou eventos da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) como a Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (SIPAT), por exemplo; 76,0% informaram realizar exames audiométricos na
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Avaliação audiométrica de trabalhadores ocupacionalmente expostos a ruído e cádmio.

Avaliação audiométrica de trabalhadores ocupacionalmente expostos a ruído e cádmio.

Os limiares de 4000 Hz apresentam maior diferença, entre o grupo exposto ao ruído e o grupo exposto ao ruído e aos fumos de cádmio, a partir do segundo intervalo de avaliação audiométrica, tendência esta que permanece nos anos subseqüentes (Gráficos 1 e 2). Com esse dado, supõe- se que a ação tóxica do cádmio é maior após algum tempo de exposição, porém estabiliza-se e a diferença entre os grupos se mantém nos anos subseqüentes. Dessa forma é possível acreditar que a toxicidade parece ser menor ao início da exposição, se acentuando com o passar do tempo, quando começa a ocorrer o depósito do metal no organismo. Pelos estudos sobre o potencial tóxico do cádmio, pode-se acreditar que, cessando a exposição ao metal, seu efeito tóxico não deve ser eliminado, e a continuidade da exposição ao ruído poderá levar a uma progressão da perda auditiva. Realizando uma comparação entre as lesões renais causadas pelo cádmio e por outros agentes nefrotóxicos, como por exemplo, os antibióticos aminoglicosídeos, observamos uma semelhança entre elas, com maior freqüência o dano renal causado pelo cádmio como uma lesão localizada no túbulo proximal 23 . As lesões renais associadas aos aminoglicosídeos
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A eficiência de oficinas em ações educativas na saúde auditiva realizadas com trabalhadores expostos ao ruído.

A eficiência de oficinas em ações educativas na saúde auditiva realizadas com trabalhadores expostos ao ruído.

Objetivo: analisar a eiciência de oicinas em saúde auditiva como proposta de ações educativas para trabalhadores expostos ao ruído. Métodos: estudo de intervenção, em 15 trabalhadores do sexo masculino, expostos ao ruído em uma empresa alimentícia. Etapas: (1) avaliação auditiva dos traba- lhadores, (2) aplicação do questionário “Crenças e atitudes sobre proteção auditiva” (NIOSH,1996) versão A na amostra, (3) elaboração e realização de 3 oicinas, contemplando alguns aspectos da metodologia participativa, com os temas: anatomoisiologia da audição, efeitos do ruído, prevenção, diagnóstico e consequências da Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR), ruído e seu controle, utilização de protetores auriculares, (4) aplicação do questionário versão B para avaliação das oici- nas. Comparou-se a apreensão de conhecimentos pelos trabalhadores por meio das diferenças de pontuação encontradas no questionário versão A e B. Resultados: entre os trabalhadores investi- gados, com tempo médio de trabalho de 31,5 anos, 40% apresentaram PAIR bilateralmente. Após a aplicação das oicinas houve uma melhora signiicante em três áreas temáticas avaliadas: Percepção da suscetibilidade de adquirir uma perda auditiva, Percepção dos benefícios de uma ação preven- tiva e Mudanças nas intenções de comportamento. Conclusão: a concepção pedagógica do tipo Participativa adotada, contribuiu para a relexão dos trabalhadores sobre a preservação de sua audi- ção e saúde frente ao ruído. O questionário sobre crenças e atitudes permitiu a identiicação de temas que necessitam ser abordados em outras Ações Educativas.
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PREVALÊNCIA DE ALTERAÇÕES DAS CÉLULAS CILIADAS EXTERNAS EM ESTUDANTES DE UMA ESCOLA DO DISTRITO FEDERAL

PREVALÊNCIA DE ALTERAÇÕES DAS CÉLULAS CILIADAS EXTERNAS EM ESTUDANTES DE UMA ESCOLA DO DISTRITO FEDERAL

Fiorini e Parrado-Moran (2005) verificaram os diferentes parâmetros de intensidade no teste de EOAPD em sujeitos com e sem perda auditiva. O grupo sem perda auditiva foi formado por 80 sujeitos com limiares entre 0 a 20 dBNA, e o grupo com perda auditiva foi constituído por 89 trabalhadores expostos ao ruído industrial, com limiares auditivos comprometidos a partir de 3 KHz. Ambos os grupos realizaram duas avaliações de EOAPD, uma com a intensidade de L1=L2= 70 dBNPS, e outra com L1=65 e L2=55 dBNPS. Os achados do grupo sem perda auditiva foram indiferentes com relação às intensidades. Já, no grupo com perda auditiva, observou- se que as intensidades de L1=65 e L2=55 dBNPS apresentaram correlação estatística significante entre as respostas das EOAPD e os limiares auditivos dos participantes. Logo, concluíram que o parâmetro de L1=65 e L2=55 dBNPS parece ser o mais indicado na avaliação auditiva ocupacional para os sujeitos com e sem perda auditiva. Sendo a cóclea um órgão fisiologicamente ativo, o fator idade pode interferir na ocorrência das EOA. Com a finalidade de identificar diferenças entre os registros dessas emissões nas diversas faixas etárias, Oeken et al. (2000) realizaram o teste de EOAPD em 180 orelhas de 96 sujeitos normo-ouvintes, com idade entre 14 e 82 anos. A amostra foi dividida em seis grupos etários: menores de 30 anos; 30-39 anos; 40-49 anos; 50-59 anos; 60-69 anos e maiores de 70 anos. Analisaram os valores das amplitudes na relação sinal/ruído (maior que 3 dBNPS) e os percentuais de ocorrência. Os resultados mostraram uma relação significativa entre aumento da idade e diminuição das amplitudes das EOAPD. Os percentuais de ocorrência mostraram-se significativamente mais reduzidos no grupo dos sujeitos mais velhos, principalmente no grupo com idade maior que 70 anos.
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Avaliação audiológica e quantificação da exposição ao ruído em profissionais do corpo de bombeiros

Avaliação audiológica e quantificação da exposição ao ruído em profissionais do corpo de bombeiros

Os audiogramas foram classificados pela NR-7, que estabelece em seu Anexo I as diretrizes e parâmetros mínimos para a avaliação e acompanhamento da audição em trabalhadores expostos a NPS elevados (BRASIL, 1994). São considerados dentro dos limites aceitáveis os casos cujos audiogramas mostram limiares auditivos menores ou iguais a 25 dB(NA), em todas as frequências examinadas. Considera-se sugestivos de perda auditiva induzida por NPS elevados os casos cujos audiogramas, nas frequências de 3 e/ou 4 e/ou 6 kHz, apresentam limiares auditivos acima de 25 dB(NA) e mais elevados do que nas outras frequências testadas, estando estas comprometidas ou não, tanto no teste da via aérea quanto da via óssea, em um ou em ambos os lados, e por fim, considera-se não sugestivos de perda auditiva induzida por NPS elevados os casos cujos audiogramas não se enquadram nas condições anteriores. A perda auditiva induzida por NPS elevados foi abordada nesse estudo como PAIR, por ser a sigla mais utilizada na literatura. Para testar a diferença de médias entre os bombeiros com limiares tonais normais e com limiares tonais sugestivos de PAIR, foi utilizado o Teste T de Student.
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Estudo audiométrico comparativo entre trabalhadores de área hospitalar expostos e não expostos a ruído.

Estudo audiométrico comparativo entre trabalhadores de área hospitalar expostos e não expostos a ruído.

F orma de estudo: Prospectivo randomizado. Material e método: O autor realizou avaliação audiométrica em 61 trabalhadores do Hospital do Servidor Público Estadual “Francisco Morato de Oliveira” do IAMSPE, expostos a ruído habitual no seu ambiente de trabalho. Foram selecionadas as áreas de: laboratório clínico, marcenaria, mecânica, serralheria e telefonia. Resultados: Foram comparados com um grupo controle de 30 pessoas, freqüentando ambiente semelhante, mas não expostos ao ruído habitual de maquinário, nos quais, também, foi efetuada avaliação audiométrica. É um estudo preliminar que servirá de base para a análise de exames posteriores. Conclusão: A análise dos resultados obtidos mostrou perda auditiva superior à esperada, nas freqüências 250, 500, 1000, 2000, 4000, 6000 e 8000 Hz, na faixa etária analisada.
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Verificação da efetividade de uma ação educativa sobre proteção auditiva para trabalhadores expostos a ruído.

Verificação da efetividade de uma ação educativa sobre proteção auditiva para trabalhadores expostos a ruído.

Objetivo: Veriicar a efetividade de uma ação educativa de treinamento, com ênfase na importância da proteção auditiva, para trabalhadores expostos a ruído ocupacional. Métodos: Participaram 78 funcionários do gênero masculino. Todos os indivíduos passaram por avaliação audiológica completa e responderam a um questioná- rio no momento do início do atendimento. Para a segunda aplicação do questionário, os participantes foram randomicamente divididos em dois grupos: Grupo Pesquisa, constituído por 44 funcionários, que responderam ao questionário após passarem por treinamento educativo, e Grupo Controle, constituído por 34 funcionários, que responderem ao questionário antes de passar por treinamento educativo. O treinamento foi feito com base em material gráico com iguras e textos, sob a forma de conversa. Os temas abordados foram: importância da audição, efeitos do ruído sobre a saúde, importância da prevenção da perda auditiva e da utilização do protetor auditivo, conservação e higienização dos protetores, níveis de ruído no ambiente de trabalho e atenuação do ruído fornecida pelos protetores auditivos. O questionário continha 14 perguntas de múltipla escolha que abordavam os mesmos temas explorados no treinamento educativo. Resultados: Houve aumento signiicativo do número de acertos durante a 2ª aplicação do questionário, somente para o Grupo Pesquisa, em todas as comparações realiza- das. Conclusão: Ações educativas realizadas com trabalhadores expostos a ruído ocupacional são efetivas. Além disso, o questionário é uma ferramenta estável e viável para a veriicação da efetividade de programas educativos.
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Prevalência de perda auditiva induzida por ruído em motoristas.

Prevalência de perda auditiva induzida por ruído em motoristas.

Trata-se de um estudo retrospectivo, em que foram analisados as audiometrias admissionais de 76 prontuários de motoristas locados em empresas de transporte após ter recebida a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa, conforme processo nº 147/2009. Foram excluídos os prontuários de motoristas que apresentaram deficiência auditiva com etiologia determinada, com idade acima de 55 anos ou que foram considerados inaptos para a função. Foram observados dados da entrevista específica e Audiometria Tonal Liminar, realizada por meio do audiômetro da marca Interacoustics, modelo midimate 622. A audiometria foi realizada em cabina acústica e com repouso auditivo de 14 horas. Anteriormente a audiometria, foi realizada a inspeção visual do meato acústico externo para verificar a possibilidade para a realização da audiometria tonal liminar.
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Ocorrência de perda auditiva induzida pelo ruído em carpinteiros.

Ocorrência de perda auditiva induzida pelo ruído em carpinteiros.

Objetivo: investigar a ocorrência de perda auditiva induzida pelo ruído (PAIR) em carpinteiros, carac- terizando a perda auditiva por faixa etária, tempo de exposição total ao ruído e uso regular de pro- tetores auditivos durante o tempo total de exposição. Método: estudo retrospectivo, descritivo, em uma população de 80 carpinteiros da construção civil, atendidos em uma clínica particular. Foram analisados 60 trabalhadores, conforme dados obtidos na anamnese e icha do exame audiométrico. Resultados: 49% dos trabalhadores apresentaram audição normal, sendo 58% com limiares auditi- vos normais bilateralmente e 35% com entalhe audiométrico em 3 kHz, 4 kHz e/ou 6 kHz. 44% apre- sentaram peril audiométrico sugestivo de PAIR, destes 74% foram classiicados como PAIR bilateral e 19% como PAIR unilateral. Houve diferença estatística signiicante entre os grupo PAIR e Normal em relação às variáveis idade (p=0,001), assim como o tempo total de exposição ao ruído ocupacio- nal (p=0,002). Conclusão: quanto maior a idade e o tempo de proissão como carpinteiro, maior é a sua alteração auditiva, principalmente, devido à exposição ao ruído elevado durante a jornada de trabalho, sendo também constatado que as medidas de controle pelo uso do protetor são insuicientes para prevenir perdas auditivas. Portanto, sugerem-se medidas preventivas em saúde auditiva ativa- mente nessa população estudada, no ramo da construção civil.
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Associação entre perda auditiva induzida pelo ruído e zumbidos.

Associação entre perda auditiva induzida pelo ruído e zumbidos.

Estudou-se a existência de associação entre PAIR e a ocorrência de zumbido por intermé- dio do ajuste de um modelo de regressão logís- tica, tendo como variável dependente o zum- bido (sim = 1, não = 0) e como variável inde- pendente a PAIR, classificada como ausente (audiometria normal) ou perda auditiva de 1 o , 2 o , 3 o , 4 o e 5 o graus. Foram excluídas as catego- rias Grau 6 e 7 de Merluzzi et al. 19 , uma vez que elas não se referem à perda auditiva origi- nada exclusivamente pelo ruído e também por- que poucos trabalhadores neste estudo se en- quadravam nessas categorias. No modelo, a classificação do audiograma foi codificada se- gundo cinco variáveis dummy em escala ordi- nal, sendo a categoria audiometria normal to- mada como nível basal. A idade dos trabalha- dores e o tempo de exposição ocupacional a ruído foram introduzidos no modelo como co- variáveis.
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Percepção da fala no ruído em perda auditiva unilateral.

Percepção da fala no ruído em perda auditiva unilateral.

fornecer informações relevantes sobre os contextos comunica- tivos que se aproximam das situações vivenciadas no cotidiano. Pode-se observar, na tabela 2, que somente na situação em que o ruído foi posicionado em direção da orelha esquerda (OE) dos indivíduos com acometimento auditivo nessa orelha (OE), os participantes do estudo demonstraram melhor rela- ção sinal/ruído (S/R), diferentemente de quando o ruído foi apresentado no lado da OE dos participantes com restrição auditiva na orelha direita (OD). Um estudo com indivíduos com PAUn verificou que a reorganização cortical induzida por uma dificuldade auditiva unilateral ocorre, principalmente, em indivíduos com perda auditiva do lado esquerdo.
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A prevalência do zumbido em trabalhadores expostos à ruído e organofosforados.

A prevalência do zumbido em trabalhadores expostos à ruído e organofosforados.

Realizou-se então a avaliação audiológica básica que constou de audiometria tonal limiar e timpanometria. A audiometria tonal limiar foi realizada em cabina acústica, utilizando o audiômetro da marca Grason Standler GSI-61 com fones TDH-50. Os limiares de audibilidade foram obtidos, por via aérea, nas frequências sonoras de 250 a 8000 Hz. Quando o limiar encontrado foi igual ou superior a 25 dB, realizou-se a testagem por via óssea nas frequên- cias de 500 a 4000 Hz. Os exames foram realizados respeitando tempo de repouso auditivo de, no mínimo, 14 horas. Os audiogramas foram classificados com base na Portaria 19 do Ministério do Trabalho (22). São considera- dos dentro dos limites aceitáveis, para efeito desta norma técnica de caráter preventivo, os casos cujos audiogramas mostram limiares auditivos menores ou iguais a 25 dB(NA), em todas as frequências examinadas. Seguindo o recomen- dado em tal portaria, na análise foram utilizadas a média dos limiares tonais nas frequências de 500, 1000 e 2000 Hz e de 3000, 4000 e 6000 Hz (22).
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Vigilância da saúde dos trabalhadores expostos a radiação ionizante – Normas de Orientação Clínica

Vigilância da saúde dos trabalhadores expostos a radiação ionizante – Normas de Orientação Clínica

Neste sentido, de acordo com a Lei n.º 102/2009, de 10 de setembro e suas alterações (introduzidas pela Lei n.º 42/2012, de 28 de agosto, pela Lei n.º 3/2014, de 28 de janeiro, pelo Decreto-Lei n.º 88/2015, de 28 de maio, e pela Lei n.º 146/2015, de 9 de setembro), as “atividades que impliquem a exposição a radiações ionizantes” são consideradas de “risco elevado” e “suscetíveis de implicar riscos para o património genético” dado que podem “causar efeitos genéticos hereditários, efeitos prejudiciais não hereditários na progenitura ou atentar contra as funções e capacidades reprodutoras masculinas ou femininas”. A mesma Lei determina ainda que cabe à entidade empregadora e, consequentemente, ao respetivo Serviço de Saúde e Segurança do Trabalho/Serviço de Saúde Ocupacional (SST/SO), assegurar uma proteção eficaz dos trabalhadores expostos a fatores de risco profissional, como a radiação ionizante, de forma a reduzir até ao nível mais baixo possível a exposição profissional e assim garantir a saúde, segurança e bem-estar dos trabalhadores expostos.
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Hipertensão arterial entre trabalhadores de petróleo expostos a ruído.

Hipertensão arterial entre trabalhadores de petróleo expostos a ruído.

n a s n a çõ es q u e fa zem p a rte d a Un iã o Eu ro - p éia, a regu lam en tação sob re o ru íd o n ão está p rogred in d o; n os Estad os Un id os, o m ovim en - to em d ireção à d esregu lam en tação é u m a p os- sib ilid ad e, p rin cip alm en te ap ós o fech am en to d o N oise Office d a En viron m en tal Protection Agen cy (EPA). No Brasil, a regu lam en tação so- b re a exp osição a ru íd o ocu p acion al, esp ecifi- cam en te a avaliação e o acom p an h am en to d a au d ição d os trab alh ad ores exp ostos a n íveis d e p ressão son ora elevad os, foi recen tem en te re- vista. Ap esar d e con tem p lar ap en as a PAIR, n ão con sid era n d o ou tros efeitos a d versos à sa ú d e ca u sa d o s p elo ru íd o, a lgu n s a va n ço s em rela - ção à n orm atização d e ações p ara a p reven ção d a p erd a au d itiva foram verificad os. No en tan - to, n ão se sab e o grau d e ap licação d essa regu - lam en tação n o p aís, n otad am en te em u m m o- m en to em qu e o trab alh o in form al e terceiriza-
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Perfil auditivo de trabalhadores de um entreposto de carnes.

Perfil auditivo de trabalhadores de um entreposto de carnes.

Objetivo: caracterizar o peril auditivo de trabalhadores de um entreposto de carnes e derivados da região metropolitana de Belo Horizonte. Métodos: trata-se de um estudo transversal descritivo em que foram avaliados 53 trabalhadores desse entreposto, com aplicação de questionário e aná- lise de exames audiométricos. Resultados: dos funcionários avaliados, três (5,66%) apresentaram perda auditiva induzida por ruído. Não houve correlação estatisticamente signiicante entre o tempo de trabalho na empresa e o desenvolvimento de perda auditiva induzida por ruído. Os sintomas auditivos mais encontrados foram diiculdade de entender as palavras (13,2%) e intolerância a sons intensos (11,3%); e os sintomas não auditivos foram dor de cabeça (16,9%) e irritabilidade (11,3%). Observou-se diferença estatisticamente signiicante (p<0,05) ao correlacionar os indivíduos com audi- ção normal e alterada quanto à presença de zumbido, queixa de não escutar bem e diiculdade de conversar em ambientes ruidosos. Conclusão: os resultados revelaram que indivíduos com audio- metrias sugestivas de perda auditiva induzida por ruído mostraram-se mais vulneráveis ao zumbido, além de apresentarem mais diiculdade de conversar em ambientes ruidosos. No entanto, as demais queixas auditivas e não auditivas foram encontradas em ambos os grupos, independentemente da existência de perda auditiva.
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Emissões otoacústicas evocadas em trabalhadores expostos a ruído: uma revisão.

Emissões otoacústicas evocadas em trabalhadores expostos a ruído: uma revisão.

A PAIR é uma lesão neurossensorial coclear, irreversível e progressiva. No estágio inicial da PAIR, o seu portador pode apresentar zumbido fugaz e sensação de plenitude aural, mas pode não ser identificada uma perda auditiva no audiograma. Porém, com a continuidade de exposição ao ruído intenso por alguns anos, haverá uma perda auditiva que poderá ser descrita no audiograma, instalando-se, então, um declínio permanente na audição (6).

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