Top PDF Avaliação da função respiratória em pacientes com esclerose múltipla

Avaliação da função respiratória em pacientes com esclerose múltipla

Avaliação da função respiratória em pacientes com esclerose múltipla

Figura 18 - Função poder do teste de Mann-Whitney para a comparação da variável distância entre Pico de Fluxo Expiratório Mensurado e Estimado entre os grupos controle e pac[r]

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Avaliação das funções cognitivas de atenção, memória e percepção em pacientes com esclerose múltipla.

Avaliação das funções cognitivas de atenção, memória e percepção em pacientes com esclerose múltipla.

cerebrais responsáveis por processos cognitivos, na ex- pectativa de que a localização neural de funções psicoló- gicas possa trazer mais informações (Capovilla, 2007). Para tanto, o neuropsicólogo inclui em sua metodologia de trabalho a avaliação dessas funções para direcionar a reabilitação de pacientes com perdas funcionais. Deve proceder à avaliação neuropsicológica, a qual tem por foco a análise das funções psicológicas associada a alte- rações neurais, no que difere da avaliação psicológica, cujo funcionamento é compreendido através do estudo comportamental (Mäder, 1996). Entre os objetivos da avaliação neuropsicológica estão: o auxílio ao diagnósti- co diferencial, o estabelecimento da presença ou ausên- cia de disfunções cognitivas, o acompanhamento de um quadro clínico e o encaminhamento do paciente para re- abilitação (Boone, Lu, & Wen, 2005). Esses conhecimen- tos sobre os distúrbios de memória, atenção e percepção motivaram estudos envolvendo pacientes com esclerose múltipla, porque eles apresentavam queixas de esqueci- mento e de dificuldades de concentração e lentificação do raciocínio, que prejudicavam a execução de tarefas laborais (Engel, Grein, & Zettl, 2007). Essas pesquisas ganharam importância quando seus resultados foram correlacionados às características neuroanatômicas da doença.
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Avaliação da fatigabilidade em pacientes com esclerose múltipla através do dinamômetro manual.

Avaliação da fatigabilidade em pacientes com esclerose múltipla através do dinamômetro manual.

RESUMO - A fadiga é um dos mais freqüentes sintomas e incapacitantes na esclerose múltipla (EM). O obje- tivo do presente estudo foi avaliar a fatigabilidade em pacientes com EM pela aplicação de exerc í c i o s isotônicos e isométricos com dinamômetro manual. Como resultados, a fatigabilidade, a força e o tempo máximo de isometria são semelhantes estatisticamente entre o grupo controle e o grupo de EM. Conclui- se que embora a queixa subjetiva de fadiga seja freqüente na EM, a fatigabilidade e a recuperação após o exercício demonstraram ser normais.

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Avaliação da reatividade cardiovascular em pacientes com esclerose múltipla

Avaliação da reatividade cardiovascular em pacientes com esclerose múltipla

Os dois grupos foram submetidos aos inventários de Beck para depressão e ansiedade (BDI e BAI) e a dois testes de reatividade autonômica cardiovascular: o teste de Stroop (reatividade ao estresse mental) e o “cold pressure test (CPT)” (reatividade ao frio). Avaliou-se a variação da pressão arterial sistólica (PAS), diastólica (PAD) e da freqüência cardíaca (FC) em repouso e fase ativa, com um e dois minutos. Na análise descritiva, foi utilizada média e desvio padrão dos dados. A verificação da normalidade na distribuição dos dados foi realizada utilizando-se o teste de Kolmogorov-Smirnov. Para comparação das médias entre os grupos, foi utilizado o teste t de Student. A análise de variância de PAS, PAD e FC nos testes de CPT e Stroop de pacientes e controles nas diferentes fases (repouso, fase ativa em 1 e 2 minutos) foi realizada com ANOVA de duas e vias seguido de teste de correlações múltiplas de Bonferroni.
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Qualidade de vida relacionada à saúde de pacientes com esclerose múltipla antes do transplante de células-tronco hematopoéticas .

Qualidade de vida relacionada à saúde de pacientes com esclerose múltipla antes do transplante de células-tronco hematopoéticas .

Este estudo teve por objetivo avaliar qualidade de vida (QV) e vulnerabilidade psicológica (ansiedade, depressão e estresse) de pacientes com Esclerose Múltipla (EM) que seriam submetidos ao Transplante de Células-Tronco Hematopoéticas (TCTH). Participaram do estudo 13 pacientes. Os instrumentos utilizados foram: Questionário Genérico de Avaliação de Qualidade de Vida - SF-36, Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão (HAD) e Inventário de Sintomas de Stress para Adultos de Lipp (ISSL). A análise dos dados foi realizada segundo as recomendações específicas de cada instrumento. Os resultados evidenciaram a existência de relação significativa entre prejuízos físicos e mentais impostos pela enfermidade (e/ou pelo transplante) e a instalação de quadros de depressão, ansiedade e estresse nos participantes.
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Prevalência de anticorpos antimicrossomais em pacientes com esclerose múltipla.

Prevalência de anticorpos antimicrossomais em pacientes com esclerose múltipla.

Os sinais e sintomas atribuíveis ao hipotireoidis- mo, encontrados em 19 pacientes, mostraram-se pouco úteis na avaliação, pois foram encontradas alterações das PFT em apenas 9,52% e a presença de anticorpos em 14,29% dos casos. Isto reflete uma importante sobreposição de manifestações clínicas das duas doenças, pois fraqueza, letargia e fadiga são freqüentes na EM, embora sua organicidade ainda não esteja bem determinada. Perda de me- mória, constipação intestinal, rouquidão, surdez e parestesias também são manifestações da EM que apresentam bases orgânicas definidas. O ganho de peso não é infreqüente e pode estar relacionado a quadros depressivos, freqüentes nos pacientes com EM 28 . Reflexos profundos diminuídos podem ser de-
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Evolução das funções cognitivas psíquicas e motoras dos pacientes portadores de esclerose múltipla

Evolução das funções cognitivas psíquicas e motoras dos pacientes portadores de esclerose múltipla

Todos os testes do MSFC mostraram uma piora na média após um ano. O teste da caminhada mostrou uma tendência à significância estatística (P=0,086), sendo os demais estatisticamente significantes. A média do valor de Z passou de -2,85 para -3,52 no teste dos pinos (P=0,034), de -0,13 para -0,46 no PASAT (P=0,001) e de -1,63 para -2,17 para o valor global da MSFC (P=0,008). Em relação à avaliação evolutiva com a bateria MSFC, encontramos na literatura alguns estudos que corroboram com nossos resultados como o de Polman e colaboradores (2010) que coloca que os pacientes demonstram pior desempenho nos testes quando reavaliados, principalmente na área motora, além disso, a menor pontuação da MSFC mostra forte correlação com a progressão das lesões na RM. 147 Hoogervorst e colaboradores (2002) também encontraram achados semelhantes em que os pacientes com EM obtiveram piores resultados de seguimento nos testes que compõe esta bateria. 148 Outros autores concordam com estes achados e ainda referem que as pontuações na MSFC podem ser úteis para atribuir prognóstico, monitorar os pacientes durante os estágios iniciais da EM, e para avaliar os efeitos do tratamento. 149,150
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Interferon beta 1-a na esclerose múltipla: experiência de um ano em 62 pacientes.

Interferon beta 1-a na esclerose múltipla: experiência de um ano em 62 pacientes.

Os pacientes que iniciaram o tratamento com o interferon beta 1-a, fornecido pela Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo, foram submetidos a dois esquemas posológicos: 6 milhões de unidades internacionais (UI), por via subcutânea, em dose única semanal para pacientes com EDSS menor ou igual a 3,5 (16 casos) e 3 milhões UI, por via subcutânea, três vezes por semana para pacientes com EDSS entre 3.5 a 5,0 (46 casos). Após seis meses de tratamento todos os pacientes passaram a dose única de 3 milhões UI, por via subcutânea, três vezes por semana. Durante este primeiro ano de tratamento, todos os pacientes foram submetidos a cada três meses a reavaliações: exame neurológico, com quantificação dos escores do EDSS e do NRS sempre pelo mesmo examinador, testes neuropsicológicos, testes de fadiga, avaliação da qualidade de vida, teste da caixa e blocos e outros, cujos resultados serão objeto de futuras publicações. Sempre que possível e a cada seis meses, os pacientes realizavam uma RNM da cabeça. Os pacientes do grupo controle também participaram da mesma metodologia acima descrita.
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Reabilitação vestibular: utilidade clínica em pacientes com esclerose múltipla.

Reabilitação vestibular: utilidade clínica em pacientes com esclerose múltipla.

não existe um quadro patognomônico da EM na avaliação labiríntica; devido à doença ser difusa, ela possui grande variedade de manifestações clínicas que, na maioria das vezes, instalam-se em episódios agudos e subagudos de recorrência com remissão variável, podendo lesar diversas estruturas do sistema vestibular, tanto no nível periférico quanto central (1,3) .

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Música e Identidade: relatos de autobiografias musicais em pacientes com esclerose múltipla.

Música e Identidade: relatos de autobiografias musicais em pacientes com esclerose múltipla.

Todos os participantes assinaram o termo de consentimento livre esclarecido. O projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFMG- COEP , parecer número 501/05. Inicialmente, todos os pacientes foram avaliados prospectivamente pela pesquisadora a partir de um questionário de avaliação inicial em musicoterapia identificando variáveis basais; diagnóstico; motivo do encaminhamento; antecedentes sonoros e musicais; cultura musical; elementos extra-musicais; ambiente sonoro atual; tratamentos utilizados; escalas neuropsicológicas aplicadas; conduta musicoterapêutica; planejamento do tratamento e encaminhamentos para outras especialidades (VIANNA, 2004, p.32). Após a avaliação inicial o paciente foi convidado a participar do estudo sobre identidade musical. A cada sujeito foi solicitado que selecionasse de dez a quinze músicas significativas em sua vida e fizesse um comentário sobre elas. Este número de músicas foi baseado no estudo de identidade musical realizado por Even Ruud (1998, p.32). Os entrevistados passaram por entrevistas abertas não estruturadas que visavam coletar informações sobre o que sentiam quando escutavam as músicas. Os dados foram coletados entre julho de 2005 e junho de 2006.
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O efeito da realidade virtual em pacientes com esclerose múltipla: revisão bibliográfica

O efeito da realidade virtual em pacientes com esclerose múltipla: revisão bibliográfica

Não existe cura conhecida para a EM, porém existem várias terapias que têm como função minimizar os défices supracitados e prevenir incapacidades. Estas terapias incluem medicação e reabilitação neurológica em que a principal função é melhorar alguns sintomas e retardar o desenvolvimento da doença (Tureka, Schultheis e Sundararaman, 2014). O exercício físico e a terapia são recomendados por melhorarem significativamente a componente física e mental das pessoas com EM. Podem ser benéficos na melhoria da força muscular e capacidade aeróbica, mobilidade, humor, fadiga e saúde em geral (Doring, Pfueller, Paul e Dorr, 2012; Latimer-Cheung et al., 2013 e Sá, 2013). Por outro lado, a falta de motivação é um problema grave, mas comum, na reabilitação a longo prazo, levando muitas vezes a uma redução ou falta de adesão aos exercícios sugeridos pelos médicos/terapeutas. Uma solução para evitar este facto passaria por oferecer uma terapia tecnológica ambiental para a reabilitação dos pacientes com EM (Lohse et al., 2014 e Hung, Huang, Chen e Chu, 2016). O uso destas novas tecnologias, como a RV, na reabilitação motora de pacientes com distúrbios neurológicos está bem documentado na literatura (Adamovich, Fluet, Tunik e Merians, 2009) e permite uma avaliação padronizada e reprodutível (Diemer et al., 2015 e Parsons, 2015). As vantagens da RV são inúmeras, pois possibilitam configurar as características de reabilitação, controlar o desempenho e obter dados relevantes do paciente que realiza os exercícios. Podem ainda facilitar a interação entre o paciente e o sistema, por meio de uma ampla variedade de dispositivos (Flynn e Lange 2010 e Lange et al., 2010). Além disso, vários estudos demonstram que oferecendo exercícios de reabilitação virtuais (jogos), estes acabam por demonstrar uma maior eficácia, pois os pacientes ficam motivados e, consequentemente, a adesão ao tratamento também é maior (Flynn e Lange 2010 e Lange et al., 2010). Desta forma, a RV é uma ferramenta de intervenção, que permite envolver, simultaneamente, atividades cognitivas e motoras (dupla tarefa), que melhoram a aprendizagem motora, através da profusão multisensorial, feedback e motivação durante a reabilitação, diminuindo a percepção de esforço (Thornton et al., 2005 e Peruzzi, Cereatti, Croce e Mirelman, 2015).
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Esclerose Múltipla e Depressão

Esclerose Múltipla e Depressão

Verificou-se que, ao longo destes últimos anos, foram realizados vários estudos que enaltecem a importância desta temática e que a fazem “ganhar voz” perante a comunidade científica. Isto pode ser constatado pelo facto de em 2005 ter sido publicado “The Goldman Consensus statement on depression in multiple sclerosis”, que contém recomendações para o rastreio/avaliação, diagnóstico e conduta a tomar em pacientes com depressão no contexto da EM (tratamento farmacológico e psicológico; prevenção de suicídio), a doença desmielinizante crónica que tanto tem estado em voga atualmente, não só em ambiente académico e hospitalar, mas também nos meios de comunicação, através de filmes e documentários sobre a mesma. Em Portugal, existem já alguns estudos no âmbito da EM, porém, foi realizado apenas um que investiga a relação da depressão com a EM, na zona Norte de Portugal (Porto). Posto isto, os resultados do presente trabalho de investigação têm como finalidade impulsionar a realização de mais estudos que incidam nesta temática para que, em primeira instância, sejam desvendadas as características da população portuguesa e para que, posteriormente, sejam estudados quais os possíveis mecanismos patogénicos que levam a esta associação e quais as suas condicionantes, sejam elas sociodemográficas, clínicas ou ambientais. E isto com o objetivo primordial de saber como atuar nestes pacientes e de criar novas abordagens de intervenção de modo a prevenir e/ou a colmatar esta associação, num contexto tão peculiar como é o da realidade portuguesa.
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Morbilidade psicológica e representações da doença em pacientes com esclerose múltipla

Morbilidade psicológica e representações da doença em pacientes com esclerose múltipla

Ao contrário de outras escalas e inventários para avaliar a ansiedade e depres- são como o “Beck Depression Inventory” (Beck, Ward, Mendelson, Mock, & Er- baugh, 1961), “Zung Depression Scale” (Zung, 1965) e o “State Trait Anxiety Inventory” (Spielberger, Gorsuch & Luchene, 1970), que foram desenvolvidos e uti- lizados em contextos psiquiátricos, o HADS permite a avaliação dos níveis mais leves de distress em doentes com patologia física. Outro aspecto relevante, prende-se com o facto de o HADS não incluir itens focados em aspectos somáticos, o que é apro- priado para doentes com patologia não psiquiátrica, visto que poderia elevar e falsear os resultados finais. Por exemplo, no caso dos doentes com Esclerose Múltipla, os sin- tomas de perda de energia e perda de interesse, podem constituir uma consequência directa do sintoma fadiga muito frequente nestes doentes e não estar directamente relacionado com depressão.
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Identidade musical em pacientes com esclerose múltipla: um estudo piloto

Identidade musical em pacientes com esclerose múltipla: um estudo piloto

A identidade é a maneira como o indivíduo define a si mesmo. A partir de memórias, circunstâncias de vida e projeções para o futuro, o indivíduo narra um conceito de eu. A relação entre a música e identidade tornou-se uma questão importante para o campo da musicoterapia. A música pode fortalecer as pessoas dentro de seu contexto cultural e criar lembranças sobre eventos significativos intensificando o potencial para um trabalho terapêutico, auxiliando a construção de identidade e contribuindo para a qualidade de vida do paciente. A compreensão da cultura musical individual e do significado da música para o indivíduo tem sido descoberta como essencial para o terapeuta estabelecer a relação com o paciente. O objetivo deste estudo é avaliar como pacientes com esclerose múltipla expressam suas identidades pessoal, social, temporal e transpessoal através da música. Foram selecionados oito pacientes adultos com Esclerose Múltipla clinicamente definida sob acompanhamento no Centro de Investigação em Esclerose Múltipla (CIEM) - UFMG. O trabalho se caracterizou como descritivo usando o método qualitativo cujas análises foram submetidas a tratamento quantitativo. Os pacientes foram inicialmente avaliados a partir de um protocolo de avaliação em musicoterapia. A seguir foi solicitado aos pacientes que selecionassem de 10 a 15 músicas significativas em sua vida. Estas músicas foram gravadas em um CD. Baseando-se neste CD os pacientes passaram por entrevista aberta, que foi gravada e posteriormente transcrita e analisada. Os resultados indicaram que este estudo possibilitou para os pacientes a ativação de memórias afetivas; o aumento na percepção dos sentimentos e sensações corporais, a compreensão melhor de si mesmo possibilitando maior autoconsciência; auxiliou o indivíduo a se expressar de formas diferentes; contextualizou o lugar e a época que o indivíduo se referia as suas lembranças; possibilitou uma percepção de uma continuidade da vida; demonstrou a relevância das relações sociais e a percepção da influência cultural na vida do ser humano.
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Estudo das Propriedades Psicométricas da Bateria de Avaliação Frontal numa Amostra da População Portuguesa com Esclerose Múltipla

Estudo das Propriedades Psicométricas da Bateria de Avaliação Frontal numa Amostra da População Portuguesa com Esclerose Múltipla

criticam assim os estudos de validação prévios da FAB, nomeadamente o estudo de Dubois et al. (2000), dizendo que estes foram realizados em portadores de doenças neurodegenerativas que se podiam estender a todo o córtex cerebral, sendo os resultados fruto de uma disfunção generalizada a várias partes do cérebro e não limitadas ao lobo frontal (Chapados & Petrides, 2013). Esta justificação poderá aplicar-se ao nosso resultado tendo em conta a difusão das lesões provocadas pela EM. No entanto, à falta de mais evidências, parece-nos que as diferenças moderadas por nós encontradas poderão ser melhor explicadas pelos fatores protetores que envolvem a SAC. Ou seja, a maioria dos sujeitos desempenhou profissões intelectuais e possuem escolaridade elevada. Estes fatores fornecem a chamada reserva cognitiva (RC) que permite que indivíduos mais ricos intelectualmente tolerem mais patologia, atrasando o declínio de funções executivas e cognitivas (Stern, Barnes, Grady, Jones, & Raz, 2019; Valenzuela, 2019). Um estudo investigou as diferenças na RC em doentes com EM e demonstrou que a RC elevada (14 ou mais anos de estudo) protegeu a progressão do declínio. (Benedict, Morrow, Guttman, Cookfair, & Schretlen, 2010). Outro trabalho analisou a relação entre RC e a atrofia da substância cinzenta na EM e verificou que o enriquecimento intelectual protege o declínio relacionado com essa atrofia (Modica et al., 2015). No entanto, outros fatores podem estar envolvidos nos nossos resultados, tais como a predominância da tipologia EM- RR, que como já vimos é menos propensa a DE e cognitiva. Por fim, dois estudos indicaram que o funcionamento cognitivo e executivo em pacientes com EM pode melhorar em função da toma de acetato de glatirâmero (Lacy et al., 2013) e de Interferon (Mori et al., 2012). O uso destes medicamentos é comum em doentes com EM, no entanto, e de acordo com os autores, são resultados que necessitam de mais evidências.
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Prevalência de disfagia em pacientes com esclerose múltipla através da fibroendoscopia da deglutição (FEES) / Prevalence of dysphagia in patients with multiple sclerosis through fiberoptic endoscopic evaluation of swallowing (FEES)

Prevalência de disfagia em pacientes com esclerose múltipla através da fibroendoscopia da deglutição (FEES) / Prevalence of dysphagia in patients with multiple sclerosis through fiberoptic endoscopic evaluation of swallowing (FEES)

A avaliação fibroendoscópica da deglutição (Fiberoptic endoscopic evaluation of swallowing- FEES) tem se consolidado com uma ferramenta eficiente e pouco invasiva para a avaliação da deglutição em diferentes patologias. Um método que não usa radiação, fácil acesso, menor custo, com boa avaliação da anatomia, mobilidade e sensilibidade faringea e laríngea. Entretanto, não quantifica a aspiração e não avalia a transição faringoesofágica e esôfago. 6-10

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Avaliação da força muscular respiratória e da função pulmonar em pacientes com insuficiência cardíaca.

Avaliação da força muscular respiratória e da função pulmonar em pacientes com insuficiência cardíaca.

pulmonar foi realizado por três vezes, com duração média de seis segundos cada. A coleta de dados foi feita sempre pelo mesmo avaliador, e os pacientes foram devidamente orientados sobre os procedimentos a serem realizados. Todos os testes foram realizados com os pacientes sentados, com as mãos segurando firmemente o equipamento na boca e com o nariz obstruído pela presilha apropriada. Posteriormente, solicitou-se ao paciente que realizasse inspiração até a CPT seguida de expiração forçada máxima, repetindo-se o processo por três vezes e selecionando-se a de maior valor. A diferença não poderia ultrapassar 10% entre as repetições. Foram considerados normais os valores que ficaram acima de 80% da capacidade vital forçada (CVF). O volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1) teve como referência a altura e a idade de cada indivíduo 9 .
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Percepção, memória e reação emocional de pacientes com esclerose múltipla

Percepção, memória e reação emocional de pacientes com esclerose múltipla

Outra função dessa estrutura no processamento da informação refere-se ao direcionamento do foco atencional. Adolphs et al. (1994; 2005) acompanharam uma paciente que sofreu lesões bilaterais das amígdalas, assim como de regiões adjacentes, acarretando a perda da capacidade de discriminar faces de medo. O estudo concluiu que esse prejuízo decorria de uma falha no direcionamento do olhar para o estímulo. O olhar da paciente não se fixava nos olhos do interlocutor, local de maior importância para a discriminação da emoção no outro. Instruída a buscar o olhar das faces apresentadas, o prejuízo deixava de existir. Em suma, a paciente perdera a capacidade de direcionar o sistema visual na procura, na fixação e na manutenção da atenção no estímulo. Dessa forma, não era capaz de utilizar a informação ambiental a fim de identificar as emoções.
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USO DA VITAMINA D COMO TRATAMENTO COMPLEMENTAR DE PACIENTES COM ESCLEROSE MÚLTIPLA

USO DA VITAMINA D COMO TRATAMENTO COMPLEMENTAR DE PACIENTES COM ESCLEROSE MÚLTIPLA

A principal função da vitamina D consiste na regu- lação da homeostase do cálcio, formação e reabsorção óssea, através dos receptores de vitamina D (VDRs) de membranas, aumentando o transporte de cálcio do meio extracelular para o intracelular e mobilizando cálcio dos estoques intracelulares. É imprescindível também para a absorção de cálcio na luz intestinal, além de fosfato e magnésio. A vitamina D está associada intimamente ao paratormônio (PTH) no metabolismo de cálcio e este serve de indicador no caso de deficiência. Níveis inade- quados da [25(OH)D3] implicam na redução do cálcio sérico pela sua menor absorção intestinal, ocasionando por sua vez a hiperestimulação da glândula paratireoide a liberar PTH, a fim de elevar a reabsorção renal e óssea de cálcio. Além disso, no caso de deficiência de vitami- na D, existe um aumento compensatório na secreção do PTH, o que estimula o rim a produzir mais a [1,25-(OH)2-D3], mantendo estável o nível desta vita- mina no organismo (Fragoso, 2012; Silva, 2008).
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CORRELAÇÃO ENTRE OS RESULTADOS DE AVALIAÇÕES NEUROPSICOLÓGICAS E O DESEMPENHO EM DISCRIMINAÇÃO CONDICIONAL COM CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO DO AUTISMO

CORRELAÇÃO ENTRE OS RESULTADOS DE AVALIAÇÕES NEUROPSICOLÓGICAS E O DESEMPENHO EM DISCRIMINAÇÃO CONDICIONAL COM CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO DO AUTISMO

Vanotti, Tabullo, Fiorentini e Yotio (2014) conduziram um estudo para determinar se pacientes com esclerose múltipla tinham dificuldades em tarefas de MTS e na formação de classes de estímulos equivalentes. Os autores avaliaram também a potencial relação entre as dificuldades nessas tarefas e os déficits cognitivos. Participaram 12 pacientes com esclerose múltipla com idade média de 41 anos e um grupo controle sem diagnóstico com idade média de 34 anos. Os pacientes foram expostos a avaliações neuropsicológicas para testar atenção, função executiva, memória verbal e linguagem. As avaliações incluíram o Brief Repeatable Battery in Multiple Sclerosis (Rao, 1991), o Trail Making A and B (Spreen & Strauss 1991), o Wechsler Adult Intelligence (Digit Span) (Wechsler, 1997), o Wisconsin Card Sorting Test (Heaton, Chelone, Talley, Kay, & Curtiss, 1993), o California Verbal Learning Test (Delis et al., 2000), o Wechsler Memory Scale (Logic Memory) (Wechsler, 1987) e o Boston Naming Test (Kaplan, Goodglass, & Weinntraub, 1983). Os resultados indicaram que os pacientes com esclerose múltipla tiveram um desempenho mais pobre e respostas mais lentas que os participantes do grupo controle nas tarefas. Os autores também encontraram uma correlação significativa entre o desempenho nas tarefas e os índices encontrados nas avaliações neuropsicológicas das funções executivas e memória.
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