Top PDF Avaliação de transparência do Estado Brasileiro e do Poder Judiciário

Avaliação de transparência do Estado Brasileiro e do Poder Judiciário

Avaliação de transparência do Estado Brasileiro e do Poder Judiciário

Na Avaliação Geral, foram enviados pedidos baseados em 55 perguntas para 133 órgãos públicos pertencentes a todos os poderes e de oito unidades federativas: os es- tados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, bem como suas respectivas capitais, além do Distrito Federal e da União. Optamos por avaliar um número maior de órgãos de diferentes poderes por meio do envio de pedidos que versavam sobre diversos temas. A Avaliação Geral, nesse sentido, teve um caráter exploratório, servindo para promover o mapeamento das principais tendências positivas e negativas e, finalmente, dos compro- missos dos órgãos governamentais com a transparência pública e com a Lei 12.527/2011. Por outro lado, na Avaliação do Poder Judiciário enviamos sete perguntas es- pecíficas a 40 tribunais: três tribunais superiores (STF, STJ e TST), cinco tribunais re- gionais federais, cinco tribunais regionais do Trabalho, os 26 tribunais de Justiça dos estados e o do Distrito Federal e Territórios. Escolhemos como objeto dos pedidos de acesso à informação temas que estão na pauta do dia e que refletem alguns dos desafios contemporâneos do Poder Judiciário brasileiro, como remuneração e pro- moção de magistrados, prevenção de nepotismo e gestão administrativa de tribu- nais. As informações obtidas no âmbito da pesquisa certamente podem servir como primeiro passo para trabalhos futuros a respeito do Poder Judiciário.
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O JUDICIÁRIO E O ESTADO REGULADOR BRASILEIRO

O JUDICIÁRIO E O ESTADO REGULADOR BRASILEIRO

2 Em um sentido amplo, a regulação do setor elétrico pode envolver o Poder Legislativo, o Presidente da República, o Ministério de Minas e Energia (MME), dentre outros. Este capítulo foca na ANEEL e não investiga decisões judiciais envolvendo outros agentes governamentais e privados que exercem papéis importantes na estrutura institucional do setor, tais como o MME, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) ou o Tribunal de Contas da União (TCU), sendo o último um órgão externo que supervisiona os atos da ANEEL, especialmente com relação a questões financeiras e orçamentárias. Outrossim, nossa análise não abrange assuntos que possuem grande importância para o funcionamento do sistema, mas que não poderiam ser considerados competência da agência reguladora, como disputas envolvendo tributação. Por outro lado, além dos poderes da ANEEL de elaboração de normas e de julgamento de casos, também abordamos disputas legais que envolvem leis e medidas provisórias (que possuem o mesmo status legal que as leis promulgadas pelo Congresso, exceto pela sua duração) que disciplinam o setor elétrico. Também levamos em conta o fato de que o papel da ANEEL não se limita à defesa do consumidor e, portanto, as decisões que envolvem outros assuntos também estão sujeitas a litígio.
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Poder Judiciário brasileiro, moralidade e República

Poder Judiciário brasileiro, moralidade e República

Referências do tipo: a “igualdade de todos perante a lei é uma balela”; “você sabe com quem está falando?”; “procure seus direitos na Justiça [...], se for capaz”; “a cada um o que é seu[...] ao rico, a riqueza, ao pobre a miséria [...]”; “todos roubam, por que não eu?”; “eu pago imposto, faço o que quiser [...]”; “ganho pouco, por que cumprir fielmente minhas obrigações?”; “será que o juiz me atende?”; são todas expressões que desqualificam o exercício da cidadania. O penhor da lealdade pessoal em função da retribuição por favores recebidos, da barganha fisiológica, do enredo de vantagens sem causas justificáveis, da transformação; enfim, da dignidade humana e das relações sociais em mercadoria, constitui manifestação pervertida de uma cultura underground – sobre ser típica de um capitalismo selvagem que se não mais tolera na vida contemporânea – em que não pode florescer a paz social pretendida pelo Direito e pelo Estado que o tutela. De fato, o sistema capitalista de produção contribuiu decisivamente para que a sociedade se decompusesse em classes sociais, “[...] iguais em direitos, mas cada vez mais desiguais em riqueza e poder.” (COMPARATO. 2006, p. 45).
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O Relatório da Comissão Nacional da Verdade: o capítulo sobre a atuação do Poder Judiciário durante a Ditadura civil-militar brasileira

O Relatório da Comissão Nacional da Verdade: o capítulo sobre a atuação do Poder Judiciário durante a Ditadura civil-militar brasileira

ção incipiente de decisões judiciais que reconhecem, denunciam e repudiam a repressão política e a violação de direitos humanos praticadas pelo Estado ditatorial brasileiro. Todavia, essa decisão pare- ce apenas excepcionar o discurso reiterado pelos julgados da época. Como referido, o RCNV omitiu a ação cível, com pedido de indenização, ajuizada no final da década de 1980 por Lilián Celiberti. Nessa ação, embora procedente ao final, constata-se que no discurso construído pelo magistrado estão presentes as concepções autoritárias questionadas pelo próprio RCNV, como a de que a re- pressão se justificaria – e até se imporia – quando a “ordem interna” fosse ameaçada pelo inimigo da pátria (subversivo ou terrorista). Da leitura da decisão, apreende-se que, caso houvessem suspeitas de que Lilián e Universindo fossem subversivos ou terroristas, as ações do sequestro poderiam ser justificadas. Além disso, note-se que, curiosamente, a sentença foi proferida em 1989, ou seja, após a promulgação da Constituição Federal, evidenciando a clara possibilidade de que ranços autoritários permaneçam incrustados dentro das instituições democráticas.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

A presente dissertação tem como objetivo apresentar as escolas da rede estadual que funcionam dentro de Unidades Prisionais no Rio de Janeiro, salientando a importância de uma seleção e formação diferenciada para os gestores que estão ou pretendem estar à frente dessas unidades escolares. Preliminarmente, foi apresentado um histórico do surgimento e organização do sistema carcerário brasileiro, destacando a Diretoria Especial das Escolas Prisionais e Socioeducativas (DIESP) como o setor da Secretaria de Estado da Educação responsável pelas escolas em ambientes prisionais. São relacionadas, ainda, as unidades já existentes no sistema prisional, apontando o papel do diretor da escola neste ambiente educacional. Também foi realizada uma reflexão acerca do conceito de cadeia, em uma discussão sobre a natureza da pena e da prisão para, em seguida, mostrar o universo prisional a partir da ótica do Estado, com suas regras positivadas e organizadas para o funcionamento da cadeia e garantia do cumprimento da pena por parte dos sujeitos. Além disso, abordada, também, a noção de cadeia pela ótica dos presos, pois suas regras e códigos, apesar de não positivados pelo ordenamento, possuem coercitividade, tal quais as emanadas pelo poder público, decidindo e determinando comportamentos e atitudes necessárias à rotina no ambiente prisional. Foram analisados, também, os modelos de ingresso à função de diretor escolar, já adotado pela administração, e feitas considerações a respeito da necessidade de uma seleção e formação diferenciada para o gestor de escolas prisionais como garantia da construção de um diretor apto e capaz de administrar essas escolas com qualidade, além de conhecedor das especificidades necessárias para o exercício desta função. Finalmente, foi elaborado um Plano de Intervenção que oferece um modelo de seleção complementar ao adotado pela Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro e uma formação diferenciada voltada para a realidade e as especificidades da gestão de uma Unidade Escolar em ambiente de privação de liberdade.
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A gestão do poder judiciário uma análise do sistema de mensuração de desempenho do judiciário brasileiro

A gestão do poder judiciário uma análise do sistema de mensuração de desempenho do judiciário brasileiro

Percebendo que o tradicional modelo de gestão administrativa burocrática do serviço público não mais atende as complexas demandas da sociedade contemporânea, deflagrou-se nos Judiciários da Europa e dos Estados Unidos movimento cuja meta é a preocupação de melhorar a prestação jurisdicional. A solução recaiu sobre a importância da gestão no âmago das instituições judiciais no mundo, exatamente por apresentarem, a despeito das notórias diferenças culturais, políticas, econômicas e sociais, objetivos intrinsecamente comuns, de forma a repercutir na eficiência de projetos, como contraponto à burocracia que nos conduziu aos conhecidos problemas de dificuldades, ineficiência e morosidade. [...] Necessário empregar novas metodologias cientificamente comprovadas por empresas a fim de quebrar paradigmas obsoletos. Em que pese a Administração Pública e a empresa privada possuírem diferentes estruturas e finalidades, na essência têm ponto comum, que é a prestação de serviços. [...] A gestão pela qualidade amplia a visibilidade do Judiciário à sociedade, aumentando a transparência em virtude de dispor de indicadores estatísticos precisos e confiáveis. (RODRIGUES, 2008:1).
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Arbitragem e poder judiciário: uma radiografia dos casos de arbitragem que chegam ao judiciário brasileiro

Arbitragem e poder judiciário: uma radiografia dos casos de arbitragem que chegam ao judiciário brasileiro

A minha leitura deste problema passa pelo exame da trajetória da arbitragem no Brasil nesta sua fase mais recente. A arbitragem que conhecemos pelo advento da Lei 9.307 passou por três fases: a implantação a partir de 1996; a disseminação, a partir do pronun- ciamento favorável do Supremo Tribunal Federal em 2002; e, agora, uma fase de controle. É difícil esperar que o Estado, absorvido com os problemas do sistema público de justiça, assuma este controle. Entre as poucas opções de controle que discutimos neste painel, aquelas baseadas na maior participação estatal me pareceram trans- formar a arbitragem no próprio processo judicial. Se um órgão estatal, ainda que não se trate do Poder Judiciário, for incumbido de acompanhar o funcionamento da arbitragem privada, estamos diante de mecanismo muito similar ao controle que hoje é feito pelo Poder Judiciário por meio de processos judiciais. E esta opção tam- bém tem um custo, que é estatal e, indiretamente, social. A saída, em meu ver, passa por um mecanismo de auto-regulação cujos con- tornos não saberia definir. A própria arbitragem é instada a descobrir mecanismos para manter a imagem de isenção no exercício daque- le poder de julgar. Algumas idéias aqui esboçadas sinalizam no mesmo sentido, como a da certificação das câmaras arbitrais.
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MÔNICA FIGUEIREDO DE MORAES A INFLUÊNCIA DA INFRAESTRUTURA NO DESEMPENHO ESCOLAR: ESTUDO DE CASO DE TRÊS COLÉGIOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

MÔNICA FIGUEIREDO DE MORAES A INFLUÊNCIA DA INFRAESTRUTURA NO DESEMPENHO ESCOLAR: ESTUDO DE CASO DE TRÊS COLÉGIOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Diante das regras e/ou princípios citados, ratifica-se que nem todos os problemas de infraestrutura podem ser resolvidos imediatamente, pois na administração pública a legislação, a cultura organizacional e limitação de recursos são fatores que legitimam as ações, porém trazem um pouco mais de morosidade ao desenvolvimento das ações degestão em diferentes instâncias de poder e decisão dentro do sistema educacional como um todo. Assim, as proposições sugeridas para este capítulo são estratégias de gestão que deverão ser alcançadas no período de até 12 (doze) meses, levando em consideração a necessidade de se pensar estrategicamente, cada situação de gestão escolar para que, com consciência dos fatores intraescolares, sejam tomadas as decisões.
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A ATUALIDADE DA LUTA CAMPONESA NA MESORREGIÃO NOROESTE DO ESTADO DO PARANÁ

A ATUALIDADE DA LUTA CAMPONESA NA MESORREGIÃO NOROESTE DO ESTADO DO PARANÁ

Resumo: A proposta deste trabalho é analisar os conflitos que emanam da apropriação territorial no estado do Paraná. Para tanto, parte do estudo das fontes teóricas que se ocupam sobre a temática, concomitante a isso, analisa a territorialização da luta pela terra na mesorregião Noroeste do estado a partir dos dados do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA). Contudo, o principal fundamento empírico assenta-se sobre as estratégias de luta desenvolvidas pelos camponeses do Assentamento Rural Coletivo Santa Maria para conquistar a terra de trabalho, estas estratégias possibilitaram a territorialização desses sujeitos em luta e a sua integração com a população local.
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O PROGRAMA DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS - PIP

O PROGRAMA DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA DO ESTADO DE MINAS GERAIS - PIP

A política para intervir inicialmente no processo de alfabetização adotada no estado do Ceará foi iniciada pelo comitê cearense, já citado anteriormente, diante do grave problema do analfabetismo existente no estado e que deveria ser enfrentado. Diante desse cenário e aproveitando a mobilização de diversos atores da sociedade cível e instituições em torno do combate ao analfabetismo, contando com a parceria técnica e financeira do Unicef, criou-se o Paic. Face às novas necessidades de- mandadas pela sociedade, o governo do estado do Ceará assumiu essa política de intervenção como política governamental e ampliou o programa. Inicialmente, aten- dia apenas 56 municípios, o que passa a atender a todos os municípios da rede pú- blica cearense, cujo objetivo era apoiar os municípios no combate ao analfabetismo, como também na melhoria da qualidade do ensino, da leitura e escrita, principalmen- te nos anos iniciais. O trabalho que vinha sendo desenvolvido anteriormente contri- buiu para a expansão do programa e novas estruturas foram incorporadas ao mes- mo de forma mais dinâmica, estimulando as parcerias que foram importantes atores para a execução do PAIC. A nova estrutura do PAIC visa a uma melhor integração de suas ações e a atender a demanda de uma nova realidade educacional e social.
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XXVII ENCONTRO NACIONAL DO CONPEDI SALVADOR – BA

XXVII ENCONTRO NACIONAL DO CONPEDI SALVADOR – BA

De fato, a missão constitucional do STF de ser guardião da própria Constituição no que diz respeito à sua interpretação invoca inúmeras outas funções adjacentes àquela. É possível vislumbrar, de ssa forma, que toda decisão “jurídica” firmada pela Suprema Corte brasileira que contenha viés político, ou seja, que encampe omissão legislativa, terá reflexo nas ações do Poder Executivo. Se assim permanecer atuando o STF, portanto, a harmonia entre os Poderes poderá restar perigosamente prejudicada.

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VANDERLEA BARRETO DO AMARAL OS LIMITES DA IMPLEMENTAÇÃO DO PROJETO REFORÇO ESCOLAR NAS ESCOLAS DE ENSINO MÉDIO DA REGIONAL METROPOLITANA VII DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

VANDERLEA BARRETO DO AMARAL OS LIMITES DA IMPLEMENTAÇÃO DO PROJETO REFORÇO ESCOLAR NAS ESCOLAS DE ENSINO MÉDIO DA REGIONAL METROPOLITANA VII DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Esta pesquisa buscou avaliar os limites da implementação do Programa Reforço Escolar, criado pela Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro, em junho de 2012, nas escolas da Regional Metropolitana VII. O objetivo deste trabalho é identificar e analisar a existência de problemas na sua implementação, além de verificar as causas da falta de adesão ou da adesão parcial das escolas que não o desenvolveram. Tal Projeto visa à diminuição dos índices de reprovação em Matemática e Língua Portuguesa no ensino médio e à elevação dos resultados nas avaliações em larga escala como SAERJ, SAERJINHO, SAEB e PROVA BRASIL. Para a coleta de dados, foi aplicado um questionário a professores e gestores em duas escolas da Regional em estudo: uma que aderiu ao projeto e outra que não desenvolveu nenhuma de suas ações. Na sua análise, foram investigados os fatores extraescolares e intraescolares que dificultaram a adesão das escolas. A partir deles, apresentou-se um Plano de Ação Educacional (PAE) que propõe estratégias de divulgação do Projeto, além de reforçar a ideia de participação efetiva dos pais na vida escolar dos educandos. Ele sugere, ainda, o aprimoramento da metodologia do Projeto e levanta questões a respeito da estrutura das escolas envolvidas no processo.
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A IMPLEMENTAÇAO DA POLÍTICA DE FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE GESTORES ESCOLARES DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO: UMA ANÁLISE A PARTIR DA REGIONAL METROPOLITANA II

A IMPLEMENTAÇAO DA POLÍTICA DE FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE GESTORES ESCOLARES DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO: UMA ANÁLISE A PARTIR DA REGIONAL METROPOLITANA II

estabelecendo programas e diretrizes que afetam não só a estrutura da Secretaria, mas todos os servidores, docentes e administrativos, as escolas e os alunos. Dentre as principais mudanças, destacam-se: a criação do Índice de Desenvolvimento Escolar do Estado do Rio de Janeiro (IDERJ) elaborado para aferir e monitorar a Qualidade do Ensino no âmbito das Escolas da Rede; o Modelo de Gestão das Escolas com a implantação da metodologia de Gestão Integrada da Escola (GIDE); o programa de Bonificação por Resultados, destinado ao pagamento de uma remuneração por desempenho aos servidores públicos, efetivos, que alcançarem as metas estabelecidas para a sua unidade escolar; o programa de recrutamento e seleção que modificou o preenchimento das vagas relativas às funções de confiança e cargos estratégicos da Secretaria; a criação de um currículo mínimo para cada disciplina, que deve ser revisto a cada ano escolar; a criação de um sistema de avaliação por competências; a Diretriz Estadual de Formação e Desenvolvimento de pessoas para os servidores públicos efetivos lotados na Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (RIO DE JANEIRO, 2011a).
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Eraldo da Silva Ramos Filho Professor de Geografia do Colégio de Aplicação - CODAP Universidade Federal de Sergipe -UFS Pesquisador do Núcleo de Estudos, Pesquisas e Projetos de Reforma Agrária – NERA Doutorando em Geografia pela Universidade Estadual Pau

Eraldo da Silva Ramos Filho Professor de Geografia do Colégio de Aplicação - CODAP Universidade Federal de Sergipe -UFS Pesquisador do Núcleo de Estudos, Pesquisas e Projetos de Reforma Agrária – NERA Doutorando em Geografia pela Universidade Estadual Pau

Durante as duas décadas em que os governos militares estiveram no poder, garantiram a apropriação, por grandes grupos empresariais, de imensas áreas de terras e também o aumento do número de latifúndios. Financiaram as mudanças na base técnica de produção, com base nos incentivos criados e do crédito subsidiado pela sua política agrícola. Proporcionaram assim a modernização [grifo do autor] da agricultura e a territorialização do capital no campo. Do outro lado, reprimiram toda e qualquer luta de resistência a sua política. Dessa forma, a estrutura fundiária sofreu alterações profundas... (FERNANDES, 1996, p. 39).
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ROSANA MARIA CHRISTOFOLO DA SILVA A AÇÃO GESTORA E A RESPONSABILIZAÇÃO NA EDUCAÇÃO PÚBLICA: UM ESTUDO DE CASO EM UMA ESCOLA DO ESTADO DO MATO GROSSO

ROSANA MARIA CHRISTOFOLO DA SILVA A AÇÃO GESTORA E A RESPONSABILIZAÇÃO NA EDUCAÇÃO PÚBLICA: UM ESTUDO DE CASO EM UMA ESCOLA DO ESTADO DO MATO GROSSO

Uma dessas docentes informou que seu trabalho se pautava, principalmente, na utilização de materiais concretos, dentre eles textos que circulam socialmente, a exemplo de rótulos de embalagens de produtos consumidos pela família do aluno. Acreditava, assim, atingir resultados satisfatórios. Segundo a profissional, com essa estratégia o aluno começa a perceber que o que está aprendendo na escola faz parte do seu dia a dia, ocorrendo, desse modo, a aproximação do conhecimento institucionalizado com a vida do aluno. Para ela, esse docente faz parte de um elo que possibilita aos alunos, várias alternativas de aprendizagem. Inserido na organização do projeto educativo da escola tem-se, também, a avaliação externa como coadjuvante no estabelecimento das prioridades educacionais, em uma relação de austeridade compactuada. Passa-se, com isso, a descrever como tal exame é compreendido e trabalhado pela escola.
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Devido processo legal e redução da discricionariedade administrativa

Devido processo legal e redução da discricionariedade administrativa

“lista de Canotilho” e, ao mesmo tempo, a distinção de Dworkin entre regras e princípios com base no modo de aplicação (por influência de Eros Grau), o que dificulta a compreensão do sentido preciso em que a proporcionalidade foi tomada como um “princípio”. Conferir Suzana de Toledo BARROS. O princípio da proporcionalidade e o controle de constitucionalidade das leis restritivas de direitos fundamentais, p. 155-158. A mesma dificuldade de entender por que se qualifica a proporcionalidade como “princípio” pode ser encontrada na erudita e fartamente documentada exposição de José Roberto Pimenta Oliveira. Aliás, Oliveira pressupõe intercambiabilidade sem perda de significado entre as expressões razoabilidade e proporcionalidade. A proposta de Pimenta será tomada como exemplo das dificuldades concretas de fundamentar uma regra de “razoabilidade”, de modo autônomo, para o direito brasileiro. Ver José Roberto Pimenta OLIVEIRA. Os princípios da proporcionalidade e da razoabilidade no direito administrativo brasileiro. Analisaremos, noutra passagem, a questão da sinonímia entre razoabilidade e proporcionalidade.
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Da proteção à precarização um estudo do fenômeno jurídico trabalhista no contexto das transformações do capitalismo

Da proteção à precarização um estudo do fenômeno jurídico trabalhista no contexto das transformações do capitalismo

A aprovação da lei é compreensível, pois as pesquisas e a mídia deixam claro que as longas jornadas são um ponto específico de conflitos na categoria. Conduzir bem a integração dos conflitos sociais é fundamental no projeto hegemônico da classe dominante. O Estado diz: fiz a minha parte. Mas como o fez? Primeiro, após a aprovação da lei 11.442/2007, que exclui a relação empregatícia. A lei é para empregados. Só será motorista-empregado das transportadoras quem o tomador de serviços disser que é (formalizar a contratação nos termos da CLT). O controle deste aspecto foi transferido para a sociedade civil. Segundo, a lei foi aprovada, mas já garantindo em diversos pontos a flexibilização das normas. Resumindo, diz a lei: “A jornada é a da Constituição Federal ou de CCT e ACT; é garantido o descanso dentro da jornada, mas pode não haver em razão da especificidade do transporte; a jornada é limitada a 8 horas, mas pode ser de 12 horas; é garantido intervalo dentro da jornada, mas pode ser fracionado entre a primeira hora e a última hora.” Por fim, “podem ser aprovadas outras condições em CCT e ACT, desde que não prejudiciais a saúde e à segurança.” Mas o Estado (Judiciário) já diz que a falta de intervalo dentro da jornada é prejudicial.
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O PROJETO E-JOVEM NO ESTADO DO CEARÁ: PERSPECTIVAS, ANÁLISE E DESAFIOS

O PROJETO E-JOVEM NO ESTADO DO CEARÁ: PERSPECTIVAS, ANÁLISE E DESAFIOS

No que se refere ao envolvimento das Coordenadorias Regionais (CREDEs) e escolas, a coordenação do projeto foi incisiva ao relatar que o sucesso do projeto na escola e nos municípios depende muito da sensibilidade e atuação dos coordenadores das Coordenadorias e dos diretores da escolas. Para a coordenação, mesmo sendo por adesão, quando esses dois atores veem o projeto como mais uma proposta ou um trabalho, ou ainda quando tomam o projeto como sendo um concorrente 37 dos cursos ofertados pelas escolas profissionais do estado, o risco do e-Jovem não atingir as metas e os resultados planejados é muito grande. Segundo relatos da coordenação, o risco de alguns diretores e coordenadores não abraçarem a causa pode decorrer do fato de não terem sido sensibilizados verdadeiramente ou porque a proposta não foi compreendida.
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A atualidade do uso do conceito de camponês

A atualidade do uso do conceito de camponês

Na última década do século XX, o conceito de agricultura familiar é proposto por alguns autores como substituto para o de camponês enquanto conceito-síntese e aceito sem maiores reflexões por muitos , seja na academia, na burocracia do Estado, ou também entre os próprios agricultores, seus sindicatos e movimentos sociais. Essa substituição se dá com base na adoção de uma abordagem evolucionista sobre o desenvolvimento da história e contribui para o empobrecimento do debate político em torno da questão agrária. Diferentemente do que ocorreu com o conceito de pequena produção, que aparece de forma articulada ao de camponês em algumas situações, o emprego do conceito de agricultura familiar passa pela afirmação de sua diferença em relação ao de camponês, que não mais se aplicaria às novas realidades criadas a partir do desenvolvimento do capitalismo na agricultura.
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